terça-feira, 29 de março de 2016

Submarino da Boeing tem autonomia de 12.000Km
Emerson F. Tormann17:31


A Boeing anunciou recentemente o lançamento de um dos seus mais recentes brinquedos – o Echo Voyager, um submarino autônomo que pode viajar 12 mil quilômetros sob a água.

Esta característica é muito importante, pois o submarino terá a capacidade de permanecer debaixo d’água por meses, uma habilidade que pode se tornar muito valiosa. Já os submarinos tradicionais precisam emergir em intervalos de poucos dias para se reabastecer. Este submarino é diferente no sentido em que ele possui um sistema híbrido recarregável que lhe permite ficar mais tempo debaixo d’água.

“Echo Voyager é uma nova abordagem de como os submarinos não tripulados irão operar no futuro”, disse Darryl Davis, presidente da Boeing Phantom Works. “Nossos investimentos em tecnologias inovadoras, tais como sistemas autônomos, estão ajudando nossos clientes a atender aos requisitos de missão agora e nos próximos anos”, completa.

O Echo Voyager pode coletar dados enquanto no mar, subir à superfície, e fornecer informações para usuários em um ambiente quase em tempo real, disse Lance Towers em outro comunicado. Lance Towers é o diretor da Sea & Landin Boeing Phantom Works.

Os submarinos tradicionais possuem uma bateria elétrica que é recarregada depois de um período de dias. No caso do Echo Voyager, ele também tem uma bateria elétrica, mas além disso, ele tem tem um gerador a diesel que pode ser usado para recarregar as baterias quando descarregadas.


Carro elétrico mais rápido do mundo é fabricado na Croácia
Emerson F. Tormann17:03

Você pode nunca ter ouvido falar da Rimac Automobili, mas a fabricante fundada pelo croata Mate Rimac em 2009, quando ele tinha apenas 21 anos, produz nada menos do que o carro elétrico mais rápido do mundo. Batizado de Concept_One, o modelo fabricado na Croácia foi apresentado no Geneva Motor Show 2016, evento anual de automóveis realizado em Genebra, na Suíça. Cinco anos antes, a empresa havia levado seu protótipo.

O carro, que não é mais um conceito, apesar do nome, é descrito como uma mistura de um modelo esportivo da sueca Koenigsegg e um automóvel da norte-americana Tesla, a mais famosa fabricante de veículos elétricos do mundo. Com quatro motores elétricos, que proporcionam torque total de 163 kgfm a partir de zero rotações por minuto, e 1.088 cavalos de potência, o Concept_One acelera de 0 a 200 km/h em apenas 6,2 segundos, podendo alcançar a marca de 350 km/h.


Cada propulsor do automóvel se conecta a um sistema de transmissão próprio. Suas rodas dianteiras possuem somente uma marcha, enquanto as traseiras têm dupla embreagem com duas velocidades. Mas o carro elétrico também oferece conforto, controle e modo de condução em pista e drift, adaptando-se à ocasião e às necessidades do motorista – uma direção mais calma ou acelerar até a máxima potência.

O interior do modelo, como não poderia deixar de ser, é bem equipado, com touchscreen central contornado por alumínio e fibra de carbono. O design mescla o clássico e o contemporâneo, agradando em cheio quem é apaixonado por alta velocidade e carros antigos, sem deixar o moderno de lado. Tudo para fazer jus ao conceito high-tech de um automóvel superveloz.

Entretanto, se quiser ver um Concept_One, encare a realidade desde já: dificilmente você encontrará um – a não ser que seja um aficionado por salões de automóvel internacionais e tenha a oportunidade de visitar alguns. Isso porque a Rimac Automobili planeja fabricar apenas oito unidades do carro elétrico.


segunda-feira, 28 de março de 2016

Cade vai julgar cartel internacional de placas de memória para computadores
Emerson F. Tormann23:03



CONCORRÊNCIA
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a condenação de cinco empresas e duas pessoas físicas por formação de cartel internacional, com efeitos no Brasil, no mercado de chips de memória DRAM – chips usados em computadores, impressoras, telefones celulares, roteadores, câmeras digitais, etc. As empresas acusadas são Elpida Memory, Hitachi, Mitsubishi Electric, Nanya Technology Corporation, Toshiba Corporation.

De acordo com o parecer da superintendência, as condutas praticadas entre 1988 e 2002 configuraram a formação e a manutenção de um cartel clássico, que afetou a concorrência no mercado de memória DRAM causando prejuízos no território nacional tanto às empresas que adquiriram o produto das representadas quanto aos consumidores finais de bens que utilizavam o produto afetado em seu processo de fabricação (computadores pessoais, impressoras, modems, telefones celulares, roteadores, câmeras digitais, TVs, consoles de videogames, reprodutores de música digitais, entre outros).

Segundo o parecer, publicado nesta segunda-feira, 28, a conduta ilícita era marcada por contatos e reuniões ilegais entre concorrentes, tendo como principal objetivo a troca de informações relativas à capacidade esperada, às condições de mercado e aos preços dos produtos vendidos ao segmento de bens que utilizam memória DRAM. A memória DRAM é utilizada por computadores de todo tipo para armazenar informações de forma temporária, e tem a função de permitir a execução de cálculos mais rápidos pelos processadores.

Acordos


Ao longo da instrução processual, as empresas Infineon Technologies AG, Samsung Eletronics Company, Samsung Semiconductor, Micron Technology, Hynix Semiconductor, e mais 14 pessoas físicas celebraram Termos de Compromisso de Cessação de Prática (TCCs) com o Cade.

Por meio dos acordos, os compromissários confirmaram a existência do cartel de abrangência mundial no mercado de memória DRAM. Além de apresentarem um "Histórico da Conduta" explicando o funcionamento do conluio e seu envolvimento nele, fundamentado por evidências consideradas robustas pela Superintendência do Cade, os signatários dos TCCs ficaram obrigados a recolher um montante total de R$ 8,2 milhões.

O cartel no mercado de DRAM foi investigado em outras jurisdições. Houve celebração de acordos com autoridades da concorrência da Comissão Europeia e Estados Unidos da América, além de acordos em ações privadas movidas por clientes afetados pelo conluio. Por exemplo, as empresas Hitachi, Mitsubishi Electric e Toshiba apresentaram petições por meio das quais concordaram em pagar, respectivamente, US$ 11,5 milhões, US$ 7,1 milhões e US$ 9,2 milhões, para encerrar as investigações no âmbito de uma ação privada perante a U.S. District Court, District of Northern California.

O processo administrativo no Brasil segue agora para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final. Caso sejam condenadas, as empresas deverão pagar multa que pode alcançar até 20% de seu faturamento no ano anterior ao de instauração do processo, no ramo de atividade afetado pelo cartel.


Israel constrói maior torre de energia solar do mundo
Emerson F. Tormann22:34

Divulgação/BrightSource Energym


Central: projeto é parte do compromisso de Israel em produzir 10% de sua eletricidade a partir de renováveis em 2020

São Paulo - Um colosso de 240 metros de altura no meio do deserto israelense de Neguev capaz de converter energia solar em eletricidade para abastecer 120 mil famílias. Assim será Ashalim, a central de energia solar concentrada (da sigla em inglês CSP, Concentrated Solar Power) com a torre mais alta do tipo no mundo.

O projeto, nascido em 2013, está em construção e a expectativa é que ele seja concluído no final de 2017. Ao invés de gerar eletricidade diretamente, como nas células solares fotovoltaicas, a tecnologia CSP utiliza heliostats, instrumentos que utilizam um espelho para refletir a luz do sol em uma determinada direção.

BrightSource Energym/ Divulgação


No caso, eles concentram a luz solar sobre encanamentos na torre central, aquecendo uma mistura de sal fundido, que em contato com a água produz vapor em seu interior. Este vapor aciona, então, as turbinas e os geradores de eletricidade. Para estocar calor e operar 24h, mesmo em dias de pouca radiação solar, as usinas usam sofisticadas tecnologias de armazenamento térmico, que mantém milhares de litros de sal fundido a temperaturas elevadas.

BrightSource Energym/ Divulgação


O visual dessas fazendas solares é um espetáculo à parte. Na central israelense de Ashalim, cerca de 50.000 heliostats controlados por computador, e medindo até 20 metros quadrados cada, serão instalados em uma área de mais de 3 quilômetros quadrados.

BrightSource Energym/ Divulgação



A usina vai fornecer eletricidade sob um contrato de compra de energia por 25 anos com a Israel Electric Corporation. A expectativa é que a geração seja de 300 MW, cerca de 2% da capacidade de produção de eletricidade de Israel. Além de abastecer milhares de pessoas, a central solar evitará emissões de 110 000 toneladas de CO2 por ano ao longo de sua vida.

BrightSource Energym/ Divulgação


O projeto é parte essencial do compromisso de Israel em produzir 10% de sua eletricidade a partir de energia renovável em 2020. Ele é orçado em US$ 773 milhões e 80% dos recursos são provenientes do maior fundo de infraestrutura de Israel, o Noy Fund, financiado pelo banco Hapoalim e pelo Banco de Investimento Europeu. A execução está a cargo da Megalim, uma sociedade entre a francesa Alstom e a BrightSource Energym, da Califórnia, nos EUA.

Fonte: Exame / BrightSource Energym / Divulgação

Dois terços da indústria tem prejuízos com falhas de fornecimento de energia elétrica
Emerson F. Tormann14:54



A energia elétrica é um insumo importante para a indústria: quase 80% das empresas industriais a utilizam como principal fonte de energia. Dessa forma, energia elétrica de qualidade é condição necessária para a competitividade da indústria brasileira. Contudo, falhas de fornecimento são frequentes e quase 70% das empresas tem prejuízos com essas falhas.

Além disso, ao longo de 2015 o custo da energia elétrica aumentou e impôs um fardo adicional sobre as empresas em um cenário que já apresentava grandes dificuldades. A elevação do custo de energia ao longo de 2015 afetou nove em cada dez empresas industriais, exercendo impacto significativo no custo total de produção para 67% delas. das empresas que utilizam principalmente energia elétrica em seu processo produtivo afirmaram que o impacto do aumento da tarifa de energia no custo total foi alto. Esses dados foram divulgados pela Sondagem Especial - Indústria e Energia, elaborada pela CNI.

Pirncipais dados da pesquisa:
  • 79% das empresas utilizam a energia elétrica como principal fonte de energia
  • 67% das empresas que utilizam principalmente energia elétrica em seu processo produtivo têm prejuízos com falhas de fornecimento
  • 93% das empresas que utilizam principalmente energia elétrica em seu processo produtivo perceberam elevação do custo com energia
  • 52% das empresas tomaram alguma medida para lidar com o aumento do custo de energia
  • 35% das empresas que utilizam principalmente energia elétrica em seu processo produtivo afirmaram que o impacto do aumento da tarifa de energia no custo total foi alto

Fonte: Sinduscon-DF

Novo motor da economia
Emerson F. Tormann13:53

Investimento em fontes de energia renováveis bate recorde, mostra relatório da ONU



Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra que uma mudança está em curso na produção de energia no planeta. O investimento em fontes renováveis - como biomassa, eólica e solar - bateu o recorde mundial no ano passado, atingindo a marca de US$ 286 bilhões. Pela primeira vez, a maior parte da verba circulou entre os países em desenvolvimento. Neles, o fomento à chamada energia limpa aumentou 19% em 2015; nas nações ricas, o índice diminuiu 8% no mesmo período.

Os recursos destinados à energia renovável são mais do que o dobro dos recebidos por usinas de carvão e a gás ( US$ 130 bilhões). Ao todo, desde 2004, o mundo investiu US$ 2,3 trilhões em fontes limpas de eletricidade.

De acordo com o Pnuma, diversos fatores podem ter contribuído para que os países em desenvolvimento superem as nações ricas na quantidade de investimentos em renováveis. Entre eles, a crise econômica que afligiu os países ricos nos últimos anos e a necessidade dos emergentes, sobretudo China e Índia, de atender a demanda provocada pelo crescimento da população.

Chefe da unidade de finanças da Divisão de Economia do Pnuma, o canadense Eric Usher avalia que ambas as potências asiáticas se aproveitaram dos preços cada vez mais baixos exigidos para a produção de energia limpa.

- O investimento necessário para a aplicação da energia não poluente caiu consideravelmente nos últimos seis anos, e os países em desenvolvimento souberam criar projetos eficientes para aproveitálas - elogia Usher, coautor da edição deste ano do relatório "Tendências Globais para o Investimento em Energia Renovável". - A Europa está encurralada pela crise econômica, o que a fez desacelerar um pouco o abandono dos combustíveis fósseis e pode ter afetado a vontade política de alguns governantes, mas entramos em um caminho sem volta. Vamos continuar batendo recordes na adoção das fontes limpas.

Os países que ostentaram maior aumento do investimento em energias renováveis no ano passado foram China ( que elevou as verbas para o setor em 17%, atingindo US$ 102,9 bilhões), Índia ( 22%, chegando a US$ 62 bilhões) e África do Sul ( 329%, alcançando US$ 4,5 bilhões).
Entre as nações ricas, os EUA elevaram em 19% as verbas para fontes limpas, alcançando US$ 44,1 bilhões. Foi uma conquista relevante, sobretudo após a suspensão pela Suprema Corte, no ano passado, do Plano de Energia Limpa, o mais ambicioso projeto do país voltado às mudanças climáticas. O plano lançado pelo presidente Barack Obama sofreu forte oposição de industriais e foi rejeitado por governadores de quase 30 estados. Na Europa, o investimento caiu 21%, regredindo para US$ 48,8 bilhões.

O Brasil também figura no rol dos países que retraíram seus investimentos. Aqui, o governo federal tem US$ 7,1 bilhões reservados às fontes renováveis, uma redução de 11% em relação a 2014.

Rodrigo Medeiros, vice- presidente da Conservação Internacional no Brasil, atribui a redução constatada na pesquisa à prioridade dada pelo governo às hidrelétricas.

- O Brasil ainda vive um rescaldo do forte investimento na ampliação da matriz energética a partir das hidrelétricas - explica. - Nos últimos cinco anos, multiplicamos a capacidade de produção de energia eólica, mas sua representatividade poderia ser muito maior. E avançamos ainda menos na energia solar, devido ao alto custo dos equipamentos, à burocracia e à falta de incentivos fiscais.

HIDRELÉTRICAS CONTESTADAS
Secretário- executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl assinala que, daqui a dez anos, a energia solar será a fonte mais barata disponível.

- Para um país que atravessa uma crise econômica, como é o nosso caso, o fomento às fontes renováveis precisa ser estimulado - destaca. - Os empresários do setor de energia eólica pretendem criar até 50 mil novos empregos este ano.

Atualmente, 77,9% da geração de eletricidade no Brasil vem de hidrelétricas. O foco nacional nesta matriz é visto com ressalva pelos analistas.

- Não sou particularmente contra estas usinas, mas são uma fonte controversa de energia - opina Usher. - Não acredito que ela deve servir para combater sozinha todas as demandas de um país.

Para os especialistas, o acordo global traçado na Conferência do Clima em Paris, no fim do ano passado, deve inspirar a troca de usinas a carvão por outras dedicadas à energia eólica e solar. Ao divulgarem quais medidas tomarão para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a maioria das nações se comprometeu a mudar sua forma de gerar eletricidade.

- Além de uma questão de mercado, a energia também é uma ferramenta política - ressalta Usher. - A comunidade internacional está determinada a cumprir as metas assinadas durante a conferência climática.

Os autores do relatório do Pnuma admitem que a queda recente do preço do petróleo pode fazer a geração tradicional de energia mais "atraente". No entanto, as fontes renováveis podem assegurar sua sobrevivência com as declarações dos líderes do G- 7, que, reunidos no ano passado na Alemanha, concordaram em diminuir a dependência de suas economias dos combustíveis emissores de carbono.

Fonte: O Globo

Reduzir a conta de luz é fácil e o bolso agradece
Emerson F. Tormann12:20

Empresas, residências e órgãos públicos buscam alternativas para fugir dos altos custos da energia. Simples troca de lâmpadas pode diminuir fatura em 50%


Diante dos reajustes assustadores nas faturas de energia elétrica do ano passado, qualquer redução de custo vale ouro. E as alternativas para economizar eletricidade vão muito além dos simples atos de retirar eletrodomésticos das tomadas ou de apagar as luzes. Medidas de eficiência energética, como trocar lâmpadas convencionais por LED, ou a instalação de painéis fotovoltaicos nos telhados, podem reduzir a conta em mais de 50% ou até mesmo fazer com que os consumidores obtenham crédito com as concessionárias.

Dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) apontam que o Brasil desperdiça, aproximadamente, 53 terawatts-hora por ano. Este montante representa perda anual de R$ 22 bilhões, o equivalente a 60% de toda energia produzida por Itaipu por ano ou, ainda, todo o consumo de Pernambuco e Rio de Janeiro em 12 meses. Existe, portanto, espaço para uma economia de 10% no consumo geral de energia do país, sendo 15% no residencial, 6,2% no industrial, 11% no comercial e 10% em outros setores.

Várias empresas e órgãos públicos aproveitam o espaço possível de economia e estão trocando lâmpadas convencionais por LED. Felipe Martins, especialista em eficiência energética e sócio-diretor da LedLuxe, explica que, dependendo do modelo das lâmpadas e do projeto, é possível reduzir em até 50% a conta de luz. 'Atendemos vários órgãos públicos e 12 mil escolas com iluminação sustentável. Há economia também na manutenção, porque as lâmpadas de LED têm durabilidade de até 10 anos", explica. Além disso, é possível jogá-las no lixo comum, porque não têm mercúrio, cádio e chumbo, presentes nas fluorescentes, que geram custo extra no descarte.

A troca propicia ainda, em ambientes residenciais, economia com o uso de reatores, já que o sistema de LED não usa esses aparelhos, que custam, cada um, R$ 50, e têm cinco anos de duração. A lâmpada fluorescente tubular, de R$ 2,50, necessita ser trocada a cada dois anos. As de LED são mais caras, mas compensam pela qualidade. "A substituição garante a mesma luminosidade, com baixo consumo e maior durabilidade", explica Martins, responsável pelo projeto no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Microgeração
Para o engenheiro Felipe Resende, supervisor de manutenção elétrica do TJDFT, o projeto-piloto realizado em uma pequena parte das dependências do órgão garantiu economia mensal de R$ 2,3 mil na fatura de energia. "Como temos 100 mil lâmpadas, estamos fazendo a troca de forma escalonada, para não gerar um descarte excessivo das fluorescentes, já que o custo é de R$ 0,50 por unidade para dispensá-las", diz.

No primeiro pregão eletrônico realizado para o projeto-piloto, há três anos, Resende comprou as lâmpadas LED por R$ 200. Atualmente, estão custando R$ 40. "Então, a economia das próximas fases foi maior", diz. Além de reduzir o consumo de energia, que, no TJDFT, resulta em uma fatura de R$ 18 milhões por ano, a troca permitirá redução nos gastos com manutenção. "Como o pé direito dos plenários é elevado, cada troca de lâmpada exige a construção de andaimes e muita mão de obra. Como a duração da LED vai de 25 mil a 50 mil horas, esses gastos também serão reduzidos", calcula.

Outra opção econômica é a energia solar com painéis fotovoltaicos. Desde o início de março, resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ampliou as vantagens da microgeração distribuída e espera, com isso tomar o investimento mais atrativo para os consumidores. A regulamentação brasileira não permite porém comercializar eletricidade. Basicamente além de gerar energia para consumo próprio quem produz excedente passa a deter créditos com a distribuidora e pode dividi-los com outros consumidores.

Retorno
Representante de Solar Grid no Distrito Federal, Luciano Guará explica que a durabilidade dos equipamentos é de 25 anos. Por isso, o retorno é garantido. "Sem considerar os aumentos de energia, o investimento se paga em sete anos. Com os reajustes, esse prazo cai para quatro anos, porque o consumidor não ficará suscetível aos aumentos. A conta 68,21% 9 meses R$ 698,58 R$ 8.382,97 6,28 anos R$ 6,28 dele será tratada em kW e não mais em reais", destaca.

O advogado Julião Coelho, 37 anos, ex-diretor da Aneel e especializado no setor de energia elétrica, investiu pesado em painéis solares. Além de garantir sombra para os carros dos funcionários do escritório, no Lago Sul, encheu o telhado do estacionamento com 48 placas fotovoltaicas. O investimento custou R$ 80 mil, mas vai assegurar o suprimento de energia do escritório e da residência dele. "Gasto R$ 1,5 mil nas duas contas. Vou zerar esse custo. Em seis anos, o que eu terei economizado paga o equipamento", afirma.

Coelho ressalta que os custos já foram mais altos. "Quanto mais pessoas instalarem os painéis, mais baratos eles ficarão. Mas precisaríamos de uma desoneração fiscal para estimular esse ganho de escala. Ainda existem muitos tributos que incidem sobre esse tipo de produto", alerta.

Cuidados importantes
No setor privado, que não necessita de licitações e pregões eletrônicos para buscar fontes mais baratas de eletricidade, a troca de equipamentos para reduzir custos é mais ágil. A AMX Brasília, empresa especializada em projetos luminotécnicos, realizou várias trocas em shoppings, templos de igrejas e estabelecimento comerciais. Márcio Simas, sócio-diretor da AMX, explica que os cálculos para realizar um projeto levam em conta o fluxo de caixa da empresa. "Existem linhas de financiamento nas quais a empresa vai pagar a primeira parcela do projeto, já economizou em energia valores até mesmo superiores", conta.

No Águas Claras Shopping, onde a AMX trocou a iluminação da praça de alimentação e de uma das entradas, a economia total chegará a R$ 43 mil e o período de retorno do investimento será de apenas nove meses. 'Além do gasto menor na conta de luz e na manutenção, a iluminação do local fica muito mais limpa e agradável", diz Simas.

O especialista alerta que, para fazer a troca nas residências, o consumidor precisa ficar atento a alguns detalhes. "Em primeiro lugar, é preciso observar os selos Inmetro e Procel nos produtos. Há muita lâmpada chinesa no mercado que não atende as especificações e não dura muito", alerta. Outro ponto que merece atenção é a potência. Na troca de lâmpadas incandescentes de 60 watts (W), a LED correspondente é de 5W. "Na substituição das eletrônicas, o cálculo é a metade. Por exemplo, uma LED de 10 ou 11W é suficiente para preservar a mesma iluminação de uma eletrônica de 22W", ensina.

Incentivos
A economia numa residência, esclarece Simas, será de 65% do gasto com iluminação. "O consumidor precisa saber que essa parte corresponde a 30% da conta de luz, o restante é chuveiro, ar-condicionado e eletrodomésticos. Portanto, a economia de 65% será sobre os 30% da iluminação", orienta. Mas o ganho também vai ocorrer na manutenção, com menos troca de lâmpadas. 'A LED dura seis vezes mais do que a eletrônica e 20 vezes mais do que a incandescente", compara.

Na opinião de Mikio Kawai Jr., diretor da Safira Energia, os consumidores não devem se furtar de buscar fontes de energia mais baratas. "Algumas distribuidoras elevaram as faturas em até 100%. Não há orçamento que resista", diz. Para Mauro Passos, presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas (Ideal), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deveria dar mais incentivos às empresas e às residências para reduzirem os gastos. (SK)


Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 25 de março de 2016

HABITÍSSIMO, o pior exemplo de economia colaborativa
Emerson F. Tormann17:40

Por Emerson F. Tormann


Habitissimo o pior e mais mercenário serviço de ofertas de orçamentos de toda a internet!!!


Aproximar empresas e consumidores é fundamental para o desenvolvimento da economia e um avanço para o crescimento profissional. Esse é o princípio fundamental de uma modalidade atualmente conhecida como economia colaborativa. Nesse contexto estão sítios de internet e aplicativos para dispositivos móveis.

Temos outros exemplos em diversas áreas: UBER, AIRBNB, GETNINJAS entre outros. Quando descobri o Habitissimo tive a sensação de ter achado a ferramenta perfeita para alavancar meus negócios. Era o que faltava para dar um gás na carreira e nos negócios da minha empresa. Então me cadastrei e fiquei uns dias observando qual era a dinâmica de funcionamento do site. Até aí tudo bem...

Enquanto meu perfil era de um usuário comum / grátis, sem assinatura, recebia as ofertas e/ou pedidos de realização de serviços com as informações de contato do cliente incompletas. Ao clicar para revelá-las era sugerido que eu me tornasse um assinante PREMIUM por apenas R$ 30,00 mensais.

Considerando a possibilidade da ferramenta ser realmente útil decidi tornar-me um assinante PREMIUM. E foi o que fiz! Comprei o acesso PREMIUM conforme orientação do próprio site e adotei o plano anual pois ganharia um desconto extra por se tratar de uma assinatura de 12 meses. Paguei com o cartão de crédito pois NÃO havia outra forma de pagamento. E esse foi o meu primeiro erro!

O segundo erro foi acreditar que teria realmente o acesso PREMIUM oferecido nos anúncios que recebia junto com os pedidos de realização de serviços feito pelos possíveis clientes.

Para minha surpresa, mesmo depois de comprar e pagar a assinatura PREMIUM eu ainda não tinha acesso às informações de contato dos clientes! Para entrar em contato eu deveria pagar mais! Somente assim, comprando o acesso ao cliente, eu poderia retornar o pedido e completar o processo, finalizando o objetivo principal que é atender ao chamado.

Com isso, percebi o terceiro erro que cometi ao aderir a essa assinatura PREMIUM (que de PREMIUM não tem nada): o sistema me tomou 300 reais aproximadamente e agora me torna refém exigindo mais e mais a cada cliente que me solicita orçamento. E pior, além de mim ainda há outros tantos concorrentes que também pagam para obterem as mesmas informações e 'privilégios' de contato.

Verdadeiro absurdo! Se eu já comprei a assinatura PREMIUM eu deveria receber o serviço completo. Até o momento em que antecede a confirmação de adesão ao plano PREMIUM não há nenhuma menção de que será cobrado valores extras para concretizar o atendimento ao cliente. Além disso não está claro que existem outros planos de adesão ao sistema! A oferta não é transparente. Se vale de métodos de indução ao erro tão combatidos pela sociedade. O próprio código de defesa do consumidor em sua Seção III, Artigo 37, Inciso 1º trata disso...

SEÇÃO III
Da Publicidade
Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.


Captura da tela de oferta “Seja Premium” do Habitíssimo

O sistema transforma o relacionamento cliente / prestador de serviços em um jogo no qual competem entre si 4 empresas. Cada uma PAGA antecipadamente para "atender" o mais rápido possível o cliente. Se eu chegar em segundo lugar na competição, além de ter gasto o valor da compra do serviço não terei a chance de atender o cliente. E mesmo que eu chegue em primeiro lugar, NADA, absolutamente nada garante que serei contratado de fato.

Confira nesse documento como funciona o esquema criminoso! Cada trabalho que eu queira acessar me consome uma média de R$ 12,00. Se eu comprar 5 trabalhos desses por dia terei uma despesa de R$ 60,00 / dia. Em um mês terei gasto aproximadamente R$ 1.800,00 sem ter fechado nenhum orçamento. Ao longo de um ano, terei investido mais de 20 mil reais sem nenhuma garantia de que o cliente contratará meus serviços. Não preciso nem dizer o que penso deles, não é???

Isso me fez refletir e concluir que nesse sistema, parecido com um jogo, se eu não fechar nenhum negócio durante esses 12 meses que contratei a ferramenta, terei gasto uma pequena fortuna sem nenhum retorno! Ou seja, o sistema Habitissimo é muito bom para quem o criou. Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro à disposição de seus criadores! O famoso caça-níquel versão empresarial...

Não podemos trabalhar com a incerteza. A preocupação de chegar na frente dos outros somente depois de pagar, com a intenção de ganhar um cliente é realmente instigante. Mas isso só me causou aborrecimentos e mais estresse ao ver que não tenho garantias de que fecharei o negócio. E, por fim, um mal estar imensurável visto que privilegia apenas os proprietários do Habitissimo.

Senhores, não foi com essa intenção que decidi assinar os serviços do Habitissimo. Acreditei que haveria uma relação de parceria e que poderia usufruir da ferramenta de comércio eletrônico de oferta de serviços em sua totalidade. O que realmente não aconteceu. E para completar, o meu perfil profissional / empresarial não está contemplado nas opções de serviços do Habitissimo. Meu escopo de trabalho abrange consultoria, projetos, laudos, vistorias e perícias na área de engenharia. Além disso não encontrei a opção de oferta de serviços de higienização de ar condicionado e controle da qualidade do ar interno com coleta de amostras de ar e PMOC.

Resumindo, paguei adiantado por uma assinatura anual e não obtive nenhuma vantagem em relação ao acesso gratuito! Fui enganado mais uma vez e induzido ao erro quando paguei pelo acesso ao possível cliente e sem garantia de nada, mesmo depois de ter me tornado um assinante PREMIUM.

Fica aqui o alerta aos que pretendem se tornar assinantes do sistema chamado habitíssimo. Fujam dessa roubalheira antes que seus cartões de crédito tenham que ser cancelados assim como o meu. Caso tenham dúvidas, podem me ligar e esclarecerei TODAS as dúvidas. Tenho provas de tudo o que estou afirmando inclusive gravações telefônicas.

Mais relatos de consumidores que esão sendo enganados você encontra aqui: http://www.reclameaqui.com.br/-cpX9Yfcr5kESOqS/habitissimo/o-habitissimo-e-uma-enganacao-um-engodo/

#FICAaDICA
#HABITISSIMO, FUJA DESSA #TRETA!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Incentivo para gerar energia solar nas residências não saiu do papel
Emerson F. Tormann18:07

Ricardo Borges/Folhapress

   
   


Duas linhas de crédito para a compra de painéis solares por consumidores dispostos a gerar energia em casa, anunciadas em dezembro do ano passado, ainda estão só no papel.

Além dos quatro meses já passados, as linhas devem levar ao menos mais dois para serem lançadas pelo Banco do Brasil e pelo BNDES.

Um dos principais pontos do ProGD, o programa de desenvolvimento da geração distribuída, também chamada de geração caseira, as linhas de crédito fomentariam investimentos de até R$ 100 bilhões em 15 anos.

A reportagem tomou conhecimento da inexistência das linhas por meio doFolhaleaks, canal criado pelo jornal para receber dados e documentos.

Na época do anúncio, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmava que o programa incentivaria a geração de energia limpa equivalente à metade da capacidade de Itaipu, a maior usina do país.

Ao todo, a expectativa é que 2,7 milhões de residências, comércios e indústrias gerem energia por si próprias até 2030.

"Estamos diante de um futuro caso de sucesso, energético e macroeconômico. Pois, a cada megawatt de potência instalada, são criados 30 empregos diretos", disse o ministro.

PESSOA JURÍDICA
Até o momento, só estão disponíveis as linhas de crédito para pessoas jurídicas.

O BNDES possui autorização para apoiar com recursos a taxas diferenciadas projetos de eficiência energética e de geração distribuída em escolas e hospitais públicos.

Já o Banco do Brasil oferece um consórcio a pessoas físicas como alternativa para o financiamento de painéis solares. Financiamento via crédito, somente para pessoas jurídicas.

O Ministério de Minas e Energia afirma que o grupo de trabalho que desenvolveria as propostas do ProGD foi criado em 15 de dezembro de 2015, mas, na verdade, foi tornado oficial apenas em 19 de fevereiro de 2016, após a publicação no "Diário Oficial".

A partir da oficialização, o grupo possui 90 dias para produzir um relatório final com as propostas. Se o prazo for usado integralmente, o relatório a ser gerado pelo grupo deve ficar pronto apenas na metade de maio.

INCENTIVOS
Além das linhas de crédito, o governo anunciou à época a extensão de três para cinco anos o prazo para o uso dos créditos conseguidos por geradores residenciais. Esses créditos são criados quando uma unidade geradora residencial produz mais energia do que consome.

Comunicou também a isenção de ICMS, PIS e Cofins para a energia gerada pelas unidades residenciais e devolvida ao sistema.

O ministério afirma que, além dessas medidas já anunciadas, o grupo de trabalho está criando medidas de incentivo para a indústria de equipamentos e componentes elétricos, além do fomento à capacitação de trabalhadores para atuar no segmento de geração distribuída.

Fonte: Folha

Dilma sanciona lei que eleva cota de biodiesel em óleo diesel
Emerson F. Tormann15:03

Governo estabelece meta de até 10% na composição até 2019



A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quarta feira (23), sem vetos, alei que aumenta gradativamente o percentual de biodiesel adicionado ao óleo diesel. A sanção foi realizada em um evento fechado à imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília. O texto será publicado no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (24).

A nova lei estabelece o acréscimo de um ponto percentual de biodiesel ao óleo diesel nos próximos três anos, passando dos atuais 7% para 8% em março de 2017, 9% em março de 2018 e 10% em março de 2019.

O governo também avaliará na Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e na Petrobras a adição de até 15% de biodiesel ao diesel mineral em até 36 meses. Se obtiverem a autorização do Conselho Nacional de Política Energética, os fabricantes ficam autorizados a aumentar a combinação.

“Testes serão feitos para autorizar a mistura em locais economicamente interessantes, como nos Estados produtores, mas distantes da produção de diesel mineral”, explicou o secretário de gás, petróleo e combustíveis do Ministério de Minas e Energia,Marco Antônio Martins Almeida.

Dilma ressaltou em seu discurso que o aumento do uso do biocombustível ajudará o país a cumprir metas ambientais, como as assumidas na COP-21. “Todos nós ganhamos. Ganham a agricultura familiar, a comercial, as usinas produtoras, o consumidor e o ambiente”, disse.

De acordo com a presidente, existem hoje 50 usinas aptas a operar em todas as regiões do país.



quarta-feira, 23 de março de 2016

Carlinhos Brown e Neoenergia firmam parceria para projeto educativo sobre uso seguro e consciente de energia
Emerson F. Tormann12:36

Revista em quadrinhos, web série e aplicativo para celulares pretendem conscientizar crianças de 3 a 10 anos

Paxuá e Paramim, personagens infantis criados pelo artista Carlinhos Brown, ganharão novas aventuras para promover o uso seguro e eficiente de energia para crianças de 3 a 10 anos. A parceria entre Brown e o Grupo Neoenergia foi assinada na tarde terça-feira (22), com a presença do artista e de representantes do grupo, que possui distribuidoras de energia na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O projeto, a ser desenvolvido pela empresa Candyall Entertainment, será utilizado durante dois anos pelas distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern. Com um investimento, por parte do Grupo Neoenergia, de R$ 1,3 milhão, o projeto envolve a criação de revista em quadrinhos, web série composta por dez episódios de 60 segundos cada, jogo gratuito para smartphones e um jogo impresso. Além disso, vai contar com um show musical e educativo nos três estados e oficinas de Stop Motion, técnica de animação que utiliza modelos reais em materiais como madeira e massa de modelar.



Brown e José Roberto Medeiros, presidente da Coelba, assinam parceria
(Foto: Divulgação/Coelba)


O presidente da Coelba, José Roberto Medeiros, explicou a estratégia do grupo. “Através das crianças a gente atinge as famílias. Nada melhor do que termos as crianças como porta-vozes, através delas levarmos a questão do uso eficiente e seguro da energia pra dentro de cada residência”, disse.

Através dos personagens, o Grupo Neonergia busca disseminar, de forma lúdica, importantes conceitos sobre como utilizar a energia de forma eficiente e prevenir acidentes envolvendo eletricidade. “Esses personagens estão sendo utilizados para conduzir a crianças sobre o uso da energia e sobre a segurança de lidar com ela, ensinando coisas como não colocar o dedo na tomada, não empinar pipa fora da área de segurança, não deixar a geladeira aberta”, exemplifica Brown.



(Foto: Divulgação/Coelba)


Personagens sairão da floresta para a cidade
Paxuá e Paramin são dois indiozinhos. Paxuá é filha de Tupinambá, referência ao povo que habitava a costa brasileira no século XVI e Paramin é um índio extraterrestre de 7 anos. No projeto desenvolvido para a Neoenergia, Paramin é enviado para o planeta Terra para auxiliar no consumo inteligente da energia.

Na floresta amazônica, Paramin conhece Paxuá e os dois partem em uma grande viagem aos centros urbanos. Com eles vai Braúna, que representa a fugira de Carlinhos Brown, aparecendo na história como um adulto que esclarece questões relacionadas à energia. Juntos, vão aprender a economizar energia para preservar a natureza e a prevenir acidentes com a rede elétrica.

Carlinhos Brown já tem uma longa história de trabalhos com crianças. Os dois indiozinhos são personagens de um livro infantil lançado pelo artista em 2012, com ilustrações de Wilton Bernardo, infografista do CORREIO. Brown também já foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original, em parceria com Sérgio Mendes, por canção da animação infantil Rio. O artista ainda é o padrinho de mais de 10 mil percussionistas que se formaram na Escola Pracatum, que criou e preside desde a sua fundação, em 1994.

Fonte: Thiago Freire (thiago.freire@redebahia.com.br)

Estudo demonstra viabilidade de isenção do ICMS sobre energia fotovoltaica
Emerson F. Tormann12:30

Apresentação de estudo foi na tarde da última segunda-feira na sede da Fecomércio MS – Foto: Assessoria
Apresentação de estudo foi na tarde da última segunda-feira na sede da Fecomércio MS – Foto: Assessoria
Na tarde da última segunda-feira (21) o Conselho dos Consumidores de Energia Elétrica da Área de Concessão da Energisa/MS (Concen) apresentou estudo desenvolvido pela engenheira eletricista Inez Recalde Lino que demonstra a viabilidade de o governo de Mato Grosso do Sul aderir ao Convênio Confaz 16/2015, para isenção de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia gerada pelas placas fotovoltaicas e injetada na rede.

A apresentação foi na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio MS), com a presença da presidente do Conselho, Rosimeire Cecília da Costa, que representa no Conselho a Fecomércio; o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo; presidente da Famasul, Maurício Saito; o diretor regional do Senai, Jesner Escandolhero e Hildo D’Oliveira Mariano, coordenador do Programa Senai do Sistema Energético.

Agora, o setor produtivo, representado pela Fecomércio MS, irá apresentar os resultados do estudo ao governo estadual e sensibilizá-lo sobre a importância do incentivo. “O estudo foi muito bem conduzido e a adesão do Estado ao convênio irá favorecer todos os setores. Pretendemos fazer esta reunião com os secretários de Comércio Indústria e Desenvolvimento e de Fazenda. O governo de imediato abrirá mão de receita, mas acabará arrecadando mais porque muitas pessoas aguardam justamente esse incentivo para investirem em geração de energia fotovoltaiva, aqui no Estado”, ressaltou Edison Araújo.

Jesner reforçou que o incentivo trará ganhos a todos. “Se faz o estímulo e abre mão neste momento, mas se ganha em escala futuramente. E, claro, também passa pela questão de sustentabilidade e economia que estimula fontes alternativas e diminui a dependência das fontes mais tradicionais e conservadoras”.

“Sempre que imaginamos qualquer tipo de contribuição por parte do Estado, que sejam incentivos voltados ao setor produtivo, isso faz com que ocorra pelo menos uma movimentação da iniciativa privada para estudar a viabilidade de implantação desta alternativa, no caso da geração da energia por painéis fotovoltaicos. É uma iniciativa proativa e louvável”.

Rosimeire ressalta que o estudo encomendado pelo Concen aponta para a viabilidade do incentivo, proporcionando ganhos a todos. “O consumidor terá economia de 30% na fatura com a isenção do ICMS sobre a energia gerada e o governo aumentará a arrecadação em 50%, considerando as projeções para 2017, caso adira ao convênio. Isso porque, embora deixe de arrecadar sobre a geração de energia, a estimativa de crescimento do número de unidades conectadas, com o incentivo, é de 300% e assim arrecadará mais ICMS sobre equipamentos, sem contar a arrecadação do ISS sobre o serviço”.

Fonte: Jornal Agora MS

segunda-feira, 21 de março de 2016

Brasília se prepara para lançar programa de incentivo ao uso da energia solar
Emerson F. Tormann16:36


Segundo especialistas do setor, Brasília tem um enorme potencial para aproveitamento desse tipo de energia e a área de telhados do Plano Piloto e dos Lagos Sul e Norte suficiente para gerar a energia para todo o Distrito Federal

O governo do Distrito Federal promete lançar ainda este semestre o programa Brasília Solar, que propõe incentivar o uso de energia solar fotovoltaica (que utiliza placas para converter luz solar em energia elétrica) no DF. No final da última semana o grupo de trabalho encarregado de discutir e apontar soluções para implementar a idéia, discutiu discutidos os passos para a criação do programa;
Foram compiladas propostas discutidas em encontros com parceiros que integram o grupo e apresentadas durante consulta pública — entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro, no site da Secretaria do Meio Ambiente e que agora serão levadas ao governador Rodrigo Rollemberg.

Expectativa
Segundo o secretário do Meio Ambiente, André Lima, a expectativa é lançar o projeto ainda no primeiro semestre. "A energia solar precisa avançar em Brasília e se tornar realidade, como já ocorre em várias partes do mundo." Estudos presentes na carta consulta apresentada à população mostram que o DF tem grande potencial para utilizar esse tipo de energia.
De acordo com o secretário, cerca de 40 pessoas participaram da consulta pública para a elaboração do texto que seguirá para o governador. Entre as colaborações, muitas eram comentários sobre a iniciativa e outras questões técnicas que foram anexadas ao que já estava sendo discutido pelo grupo de trabalho.

Comitê gestor
A ideia é que seja criado no decreto um comitê gestor para o programa, com três grupos específicos. Eles tratarão sobre capacitação, arranjos financeiros e projetos estratégicos.
Com relação a capacitação de mão de obra especializada, já está avançada A discussão para a formação de técnicos especializados na instalação das placas fotovoltaicas. Trata-se de uma parceria entre as secretarias do Meio Ambiente e do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Os outros dois outros grupos se empenharão, respectivamente, para identificar oportunidades de financiamento e desenvolver as ideias. A proposta é que se trabalhe a princípio com projetos-pilotos referentes, por exemplo, a agricultura familiar e feira, habitação popular, condomínios horizontais e prédios públicos como escolas, hospitais e parques.

Oportunidade
Segundo a assessora especial de Clima, da secretaria, Leila Soraya Menezes, ss estudos iniciais mostram que se trata de uma excelente oportunidade. "A área [por metros quadrados] de telhados do Plano Piloto e dos Lagos Sul e Norte é suficiente para gerar a energia necessária a todo o Distrito Federal."

A tecnologia também significa ganhos ambientais por usar uma fonte limpa e renovável, segundo Leila. "Mapas de insolação comprovam que [a fonte] é bastante farta em Brasília." Ainda de acordo com a assessora especial, todas as projeções climáticas apontam escassez de água nos próximos anos, o que no Brasil significa, atualmente, carência de energia. "Temos de estar preparados", alerta Leila.

Fonte: Fato Online

segunda-feira, 14 de março de 2016

Avanço da energia caseira pode travar
Emerson F. Tormann18:16

Distribuidoras querem reverter regra que dá desconto a consumidor que investirem geração por meio de painel solar

Empresas, que perderão receita com expansão a tecnologia, dizem que subsídio favorece usuários mais ricos

A geração distribuída de energia a partir de fontes solares tem uma nova nuvem tentando bloquear seu crescimento: as distribuidoras. Elas afirmam que,até 2024, os consumidores que não terão condições de investir em painéis solares, por restrições financeiras ou técnicas, vão subsidiar em mais de R$1bilhão aqueles com condições para bancar a compra desses equipamentos, segundo cálculos da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Além disso, as empresas devem perder R$ 280 milhões em receitas, diz a entidade. Para mudar esse panorama, as empresas estão tentando reverter uma regulamentação já aprovada pela Aneel que permitiu que os consumidores que investirem na geração caseira obtivessem descontos não só na tarifa de energia mas também no encargo de distribuição, a chamada Tusd.

Esse encargo é repartido por todos os consumidores residenciais proporcionalmente ao custo da tarifa. Portanto, quem não paga a tarifa —caso dos “geradores caseiros”— também não paga a Tusd, deixando a conta para os consumidores que não têm os painéis.

Esses consumidores têm até apelido:“os sem-telhado”, numa referência ao local preferencial de painéis solares.

A expectativa do governo é que, até 2024, sejam instalados 620mil painéis fotovoltaicos para a geração caseira de energia no país. Hoje, há pouco mais de 1.100.

Até lá os consumidores que estiverem gerando energia devem ganhar em descontos cerca de R$ 2,8bilhões na tarifa de energia e na Tusd, segundo a Aneel.

Para Nelson Leite, presidente da Abradee (associação das distribuidoras), a regulamentação, do jeito que está, favorece os consumidores ricos em detrimento dos pobres.“É uma espécie de Robin Hood às avessas.”

Ele entrou com um pedido na Aneel para barrar a regulamentação, que já está aprovada, argumentando que o projeto se trata de um subsídio em desacordo com a lei.

“Apesar de essa geração ser sustentável no aspecto ambiental, não é nos econômico e social, pois as empresas e os consumidores de baixa renda vão subsidiar os ricos.” Claudio Salles, presidente do instituto Acende Brasil, afirma que a regulamentação precisa evoluir.

“Ainda estamos engatinhando na geração caseira. Porém,à medida que ela fica mais competitiva e as pessoas passam a investir nela, essa regra precisará ser revista.” Ciente da questão,a Aneel propôs rever a regra até 2019.

Mariana Saragoça, da consultoria Stocche Forbes, afirma que o impacto no momento não é significativo e serve para incentivar o crescimento desse tipo de geração.

“Após as medidas serem publicadas, a perspectiva de avanço é de cerca de 600% ao ano para a cadeia de fornecedores e para o número de instalações. A legislação não pode ser um entrave.”

Fonte: Folha de S. Paulo

sábado, 12 de março de 2016

Reservatórios do Sul chegam a 97,8% da capacidade
Emerson F. Tormann18:17

Na região Norte, houve alta de 0,5% no nível de armazenamento, segundo ONS



Os reservatórios da Região Sul tiveram elevação de 0,3% no nível de armazenamento na última quinta-feira, 10 de março, na comparação com o dia anterior, chegando a 97,8%, de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A energia armazenada chegou a 19.525 MW mês no dia. A energia afluente armazenável está em 181% da média de longo termo. A hidrelétrica de Salto Santiago está com 99,95% da capacidade.

No submercado Sudeste/Centro-Oeste, houve alta de também de 0,3% no nível de armazenamento dos reservatórios para 53,6% da capacidade. A energia armazenada no dia somou 108.776 MW mês. A energia afluente armazenável está acumulada em 77% da MLT. A usina de Furnas opera com 67,23% da capacidade e Emborcação, com 46,03%.

Na região Nordeste, os reservatório tiveram alta de 0,1% para 33,1% da capacidade. A energia armazenada ficou em 17.161 MW mês no dia. A energia afluente chegou a 33% da média histórica. A hidrelétrica de Sobradinho está em 32,1% da capacidade.

Os reservatórios do Norte do país tiveram a maior alta do nível de armazenamento, de 0,5%, para 46,2% da capacidade. A energia armazenada chegou a 6.946 MW mês no dia. A energia afluente alcançou 47% da média do mês. A hidrelétrica de Tucuruí chega a 61,08% da capacidade.

Da Agência CanalEnergia, Noticiário
11/03/2016

Realismo tarifário mostra efeito colateral na distribuição
Emerson F. Tormann15:20

Momento pelo qual o país passa é encarado como ideal para rever a regulação ao ponto de abrir o mercado como foi feito no pós racionamento


A temporada de balanços referente a 2015 está em pleno andamento e a maioria das distribuidoras ainda não apresentou os números do ano passado comparados a 2014. Contudo, já se vê uma confirmação da tendência que já era esperada após a adoção do realismo tarifário no ano passado, o aumento da inadimplência. O indicador de contas em aberto para o período de 30 dias após o vencimento aumentou na média de 12,82% para 15% e de 90 dias passou de 3,71% para 4,16%. O impacto estimado é de uma perda de cerca de R$ 10 bilhões para as distribuidoras, sem contar que nessa situação há o risco de aumento de furtos de energia como consequência natural do custo mais elevado da energia.

Esses dados são da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. Ao se considerar o efeito econômico dessa elevação no ano passado é como se a inadimplência em 2015 aumentasse a 23% no período de 30 dias e a 6% na referência de três meses em decorrência dos aumentos do ano passado. A entidade aponta que, apesar de o aumento nominal da taxa de 90 dias ser de apenas 0,45 ponto porcentual, o efeito econômico é da ordem de 70% em decorrência das tarifas praticadas em 2015 ante as de 2014. A entidade ainda não dispõe dos dados acerca das perdas não técnicas.

O não pagamento das contas por parte de consumidores, basicamente na baixa tensão, é atribuído unanimemente ao reajuste na conta de luz. No ano passado a tarifa subiu em média 51% e de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que é o responsável pelo cálculo do índice de inflação oficial, o IPCA, ao lado de combustíveis, a energia elétrica teve o maior peso individual. Em São Paulo e Curitiba os aumentos chegaram a 70,97% e a 69,22%, respectivamente, segundo apurou o instituto.

Efeito econômico elevado da inadimplência
Nelson Leite, da Abradee

“Há vários fatores que explicam esse aumento da inadimplência, o realismo tarifário, a retração da economia e a perda de renda das pessoas. Tudo leva a essa situação de aperto das pessoas e ao atraso”, afirmou o presidente executivo da Abradee, Nelson Fonseca Leite. A entidade utiliza duas datas para indicar a inadimplência do setor, 30 e 90 dias após o vencimento da conta. Por região geográfica do país houve um aumento em quase todo o Brasil, exceção feita ao Centro-Oeste no período de um mês e na região Norte para o período de três meses após o vencimento, conforme mostram os gráficos abaixo. Os indicadores históricos da Abradee são de inadimplência média abaixo de 3%. Já as perdas globais de energia estão na faixa de 17%, sendo 11% de perdas técnicas e 6% classificadas como não técnicas.

O atual cenário do setor de distribuição é avaliado como grave e não se limita apenas a ações das concessionárias, passa também pelo campo regulatório. Na avaliação de especialistas, as medidas de combate a perdas e inadimplência deveriam estar associadas a alterações na legislação que pudessem corrigir as distorções criadas pela combinação entre crise econômica, desemprego, queda de demanda e sobrecontratação de distribuidoras, que tende a se acentuar.

Segundo o coordenador do Gesel-UFRJ, Nivalde de Castro, o diagnóstico deste momento leva a uma necessidade de que os agentes procurem soluções inovadoras e criativas no sentido de superar essa conjuntura adversa pela qual o setor elétrico passa. Essa busca pela saída passaria obrigatoriamente pela atuação do governo, até porque, lembrou o acadêmico, o segmento de distribuição é onde se inicia a cadeia de valor desse mercado e é altamente regulado.

“Temos uma conjugação que reúne o elevado aumento das tarifas em função da crise hídrica e um momento de redução da demanda por conta da economia em baixa. Essa é a primeira vez que vemos estes fatores todos reunidos”, avaliou. “De um lado precisamos de ações de combate aos furtos e inadimplência, mas ao nível regulatório é necessário que se adote mecanismos urgentes, fruto de uma negociação entre os agentes e o governo”, comentou o professor, que classificou ainda o PLD como um destruidor de valor do setor.

Edvaldo Santana, ex-diretor da Aneel, que atua como conselheiro em diversas empresas do setor, corrobora essa avaliação e diz que o momento é o ideal para se implantar alterações no mercado. Ele diz que as ações principais estão no âmbito regulatório já que foi justamente a alteração de regras que levou o setor a esta situação de viés de alta nos preços do ACR para os próximos anos. Em sua análise, o governo deveria promover uma forma de reduzir os valores da tarifa ao patamar que tínhamos antes da MP 579.

E sua sugestão remete ao momento pré-novo modelo do setor. Ele conta que liberar uma parte dos consumidores ao ambiente livre garantiria essa redução de preços e ao mesmo tempo reduziria o problema das sobras das distribuidoras. “Em resumo, o problema é tão grave que deveríamos juntar todo mundo como foi feito em 2003 e sair desse encontro com pelo menos uma proposta de solução”, disse Santana. “Essa é uma ótima situação para liberar os consumidores, se parece com 2003 no pós racionamento, onde as sobras na distribuição eram tão grandes que foi realizado um leilão, o que poderia ser feito novamente”, sugeriu.

Agentes e governo precisam de solução criativa
Nivalde de Castro, do Gesel/UFRJ

Segundo Edvaldo Santana, do lado das distribuidoras, as medidas de combate feito no dia a dia são paliativas diante de um problema mais grave que é o nível das tarifas. Essa opinião decorre ainda do fato que a economia está em queda e o desemprego aumenta. “Essas medidas são paliativas e resolvem transitoriamente o problema. A questão é que a tarifa do mercado regulado continuará aumentando. Essas ações são necessárias para inibir a inadimplência que no futuro tende a se transformar em furto”, indicou.

Santana ainda criticou as distribuidoras ao afirmar que falta criatividade às empresas para atrair o consumidor ao que chamou de ‘lado do bem’. E afirmou que as ações devem ser mais ousadas nesse sentido. Um dos exemplos citados para que houvesse essa atratividade é o de que as distribuidoras poderiam, por exemplo, instalar sistemas de geração distribuída nesses consumidores onde há problemas como uma forma de incentivar a redução do consumo da energia da rede de distribuição ao aproveitar a evolução das regras da resolução Aneel 482/2012 que entraram em vigor há pouco mais de 10 dias. Ele concorda que essa medida é onerosa para a concessionária, mas argumentou que é uma solução definitiva e de longo prazo. “Temos que considerar que as perdas de energia por furto correspondem por cerca de 15% da carga do país, significa que temos muito mais que uma Belo Monte furtado ou perdido nas redes”, comparou .

Todos os dados de 2015 no segmento de distribuição ainda não foram apresentados, essa temporada de balanços seguirá até o final de março. Contudo, é possível verificar em geral que houve o aumento dos aportes em combate a perdas e inadimplência. E ao final do ano já se contabiliza os resultados positivos dessas medidas. No caso da AES Eletropaulo, que atua na capital paulista e em outros 23 municípios, onde estão concentrados cerca de 7,2 milhões de unidades consumidoras essas iniciativas agregaram ao mercado da empresa 594,2 GWh e uma receita adicional de R$ 230,2 milhões.

Momento ideal para repensar o modelo do setor
Edvaldo Santana, consultor

Do outro lado, o volume de provisões para devedores duvidosos aumentou em volume financeiro. Em 2014 era de R$ 80,6 milhões e fechou o ano passado em R$ 197 milhões, equivalente a 0,87% da receita global da empresa. Essa linha do balanço contempla aquela inadimplência acima de 90 dias e que corre sério risco de não ser paga. Apesar desse aumento no volume financeiro, o número de unidades consumidoras que estão inadimplentes permaneceu estável na casa de 220 mil clientes. Esse fator corrobora a estimativa da Abradee que aponta para um aumento do impacto financeiro sobre as empresas em decorrência do maior valor da tarifa de 2015.

“Esses dados nos levam à conclusão de que o débito dos devedores ficou mais elevado, porém, com as ações que adotamos conseguimos manter o número de clientes em débito estável mesmo com o desemprego em alta e o reajuste significativo, além da inflação elevada”, comemorou José Carlos Reis, gerente de cobrança da AES Eletropaulo.

Além dos usuais comunicados, a empresa vem adotando entre as medidas a realização de feirões de negociações, em eventos próprios ou em parceria com outras instituições. Somente no ano passado ocorreram 17 dessas oportunidades. Outro programa da empresa é o que oferece descontos na conta ao consumidor que levar produtos recicláveis, bem como orientações para utilizar a energia com mais eficiência. Segundo as contas de Reis nos feirões próprios foram realizados 4,5 mil atendimentos e nos dois eventos com parceiros mais 2,7 mil consumidores apareceram para regularizar sua situação.

Segundo o gerente de redução de perdas não-técnicas da concessionária, Wagner Pimenta, a companhia realizou em 2015 um volume de 67 mil regularizações de ligações ante as 59 mil de 2014. E isso, destacou ele, diante do fato que houve retração da carga. Outro indicador é que nesse mesmo período o número de inspeções em unidades consumidoras recuou de 403 mil em 2014 para 331 mil no ano anterior em decorrência do alocamento de equipes para atendimentos de emergência no ano passado. Dessas, 15% tinham algum tipo de irregularidade, não necessariamente foram encontrados somente casos de furtos, pois envolve também fadiga de material ou problemas por desgaste de material. “Cerca de 35% das irregularidades referem-se ao equipamento e um terço é decorrente de atos de responsabilidade do cliente. Em 2016 a nossa meta é de retomar a casa de 400 mil inspeções”, comentou.

No caso da EDP, o diretor presidente da holding que detém a concessão da Bandeirante e da Escelsa, Miguel Setas disse que no caso da Escelsa há a expectativa da empresa em ter as metas regulatórias de perdas revistas pela Aneel. Ele explicou que essa deverá ser a tendência na próxima revisão tarifária da companhia pois, segundo suas palavras, a complexidade da área de concessão no Espírito Santo estava subestimada, pois utilizava dados do censo de 2002. A partir da próxima revisão, acrescentou serão os dados do censo de 2010. O indicador de perdas regulatórias atual é 7,87% na Escelsa.

“Ainda não há um valor exato, mas o novo indicador deverá se situar em um patamar acima de 10%, mas ainda está em avaliação na Aneel”, afirmou Setas. “Com essa mudança o plano é de reduzir as perdas entre 2016 a 2019”, indicou. Entre as medidas está contemplado um plano específico de contenção dessas perdas e da inadimplência. Ao final de 2015 a provisão que a empresa fez para devedores duvidosos ficou em 0,75% da receita bruta da companhia ante os 0,59% do ano anterior. Inclusive, destacou o executivo português, combater esses dois problemas estão no centro das medidas para melhorar os resultados da companhia.

Metas regulatórias devem ser revistas

Miguel Setas, da EDP

Ainda na noite desta quinta-feira, 10 de março, a holding que controla duas das mais complicadas distribuidoras do país a Equatorial divulgou as perdas não-técnicas do ano de 2015. No caso da concessionária Cemar, o indicador aumentou 0,4% na comparação com o fechamento de 2014, passando a 12,4%, diante de uma meta regulatória de 15,4%. Já o caso da Celpa ainda está acima do limite estabelecido pela Aneel, mas com tendência descendente, já que ao final de 2014 o indicador era de 43,7% e em dezembro ficou em 38,6% ante a meta de 34%.

A Equatorial atribui os resultados de queda em ambas as concessionárias às ações de combate às perdas, tanto que na Cemar esse indicador já foi de 30,4% em 2007 e na empresa paraense o pico foi registrado no segundo trimestre de 2013 com 62,8% do total da energia requerida na baixa tensão. A holding destaca que a redução das perdas é o resultado das ações de combate que foram intensificadas apesar da maior resistência a essas medidas em decorrência do momento econômico pelo qual o país passa, bem como à complexidade da área de concessão.

Entre as companhias que ainda não apresentaram os números fechados do ano está a Cemig. A companhia mineira destacou que ao se analisar a evolução da inadimplência desde janeiro de 2015, quando passou a vigorar o mecanismo de bandeiras tarifárias e posteriormente o RTE e o reajuste tarifário ordinário, foi registrado um incremento marginal na inadimplência. Contudo, relata a companhia, a partir de junho o indicador ficou estabilizado em um patamar médio de 3,43%. A taxa média de arrecadação nos nove meses de 2015 se manteve em 95% ante 96% no ano anterior.


Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Reportagem Especial
11/03/2016

quinta-feira, 10 de março de 2016

Google se une a iniciativa energética do Facebook
Emerson F. Tormann14:22



O Google está revelando alguns dos seus segredos mais bem guardados: os modelos dos seus "racks" de servidores, criados especificamente para a empresa.

O gigante de serviços de busca na internet, que pertence à holding Alphabet Inc., anunciou ontem que está compartilhando o projeto dos racks para os seus servidores de alta tensão com a organização não-governamental Fundação Projeto Open Compute, uma forma de contribuir com os esforços de partilhar o desenvolvimento de equipamentos de centros de dados que alteraram o equilíbrio de poder na indústria de hardware de computadores.

O anúncio marca a entrada do Google no projeto, liderado pelo Facebook Inc. Entre os participantes do Open Compute estão a Apple Inc., Microsoft Corp. e Goldman Sachs Group Inc.

"Ele ajuda todos os fornecedores a produzir algo que sabem que será consumido pelo Facebook ou pelo Goldman ou Yahoo ou quem mais estiver nessa área", diz Urs Hölzle, chefe da divisão de plataforma em nuvem do Google.

O Google trabalha com seus racks de servidores de 48 volts e eficientes no consumo de energia desde 2010. Ao compartilhar seu projeto, outros podem se beneficiar da economia energética associada ao hardware de alta voltagem, diz Hölzle.

O Facebook fundou o Open Compute em 2011 para promover a eficiência energética. Segundo o Facebook, o modelo do projeto já fez com que a empresa economizasse mais de US$ 2 bilhões até hoje.

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 8 de março de 2016

Na 'Science', cientistas criticam hidrelétricas
Emerson F. Tormann09:47

Em artigo, pesquisadores de vários países afirmam que biodiversidade está ameaçada




As três bacias hidrográficas mais ricas em biodiversidade no planeta estão ameaçadas por um mesmo "inimigo" comum: a construção de usinas hidrelétricas.

A análise é de um grupo de cientistas de países como Brasil, EUA, Alemanha, Canadá e Camboja. Está na revista científica "Science" desta semana, em uma seção que traz debates de cientistas sobre temas atuais.

De acordo com os cientistas, um terço dos peixes de água do cedo mundo vive nas bacias hidrográficas da Amazônia, do Congo (África) e de Mekong (no sudeste asiático).

Esses animais convivem com a construção de usinas, de represas e de barragens para a produção de energia elétrica. O problema é que boa parte desses peixes migra conforme a vazante dos rios.

Com as barragens, eles podem ficar pelo caminho. "Há espécies de alto valor que viajam centenas de quilômetros em resposta a pulsos de inundação sazonal", escrevemos autores. Pelo menos 450 barragens ainda devem ser construídas nas usinas dessas três bacias, aponta o estudo. Só o rio Mekong, por exemplo, já tem 370 barragens e deve ganhar mais cem delas nos próximos anos. No Brasil, o debate é sobre a construção da usina Belo Monte, que está sendo erguida em Altamira, no Pará. Uma obra controversa de R$ 30 bilhões no coração da floresta amazônica.

Quando estiver funcionando, a usina poderá produzir, estima-se, energia doméstica para 18 milhões de pessoas. De acordo com o trabalho da "Science", Belo Monte pode estabelecer um recorde mundial de perda de biodiversidade. Isso porque há um número excepcional de espécies que só vive ali. "As espécies de peixes não estão uniformemente distribuídas ao longo destas bacias. Muitas sub-bacias e afluentes têm espécies únicas que não são encontradas em nenhum outro lugar", explica Kirk Winemiller, líder do estudo e especialista em vida selvagem e peixes da Universidade do Texas.

Um exemplo disso está aqui no Brasil, no rio Xingu, afluente do Amazonas. "Há dezenas de espécies de peixes que só existem ali", diz Winemiller. De acordo com os cientistas, faltam protocolos para orientar a construção de hidrelétricas em regiões tropicais ricas em biodiversidade. Para o grupo, as instituições que financiam a construção de hidroelétricas devem exigir estudos científicos que mostrem o impacto da obra na biodiversidade e nas mudanças climáticas. "Estamos defendendo uma melhor avaliação dos custos e benefícios de usinas hidrelétricas com base científica", explica Winemiller.


Fonte: Folha de S. Paulo

Itaipu supera chinesa e reassume liderança na produção de energia
Emerson F. Tormann09:42



A usina Itaipu Binacional ultrapassou a hidrelétrica Três Gargantas, na China, em geração de energia e voltou a assumir a liderança mundial em produção em 2015. A primeira posição havia sido perdida para a chinesa em 2014, devido à seca no Brasil. 

A hidrelétrica, que pertence ao Brasil e ao Paraguai, gerou 89,2 milhões de MWh no ano passado, um crescimento de 1,6% em relação a 2014. Já a chinesa produziu 87 milhões de MWh em 2015. 

Para 2016, a expectativa é que Itaipu volte a produzir acima de 90 milhões de MWh, o que não ocorre há dois anos. "A nossa busca incessante é chegar a 100 milhões de MWh", diz Jorge Samek, presidente de Itaipu. 

A usina tem capacidade instalada de 14 mil MW, menor do que a de Três Gargantas, que tem 22,4 mil MW. 

Segundo Samek, a binacional consegue gerar mais energia do que a chinesa por causa da oferta abrangente de água e da capacidade de armazenamento dos reservatórios. "Todos os principais rios do Sudeste e do Centro-Oeste obrigatoriamente passam por Itaipu", afirma.

Atualmente, Itaipu responde por 15% da energia elétrica consumida no Brasil e atende mais de 75% do mercado paraguaio.

Fonte Folha de S. Paulo

EBC lança sinal digital da TV Brasil e de três canais do Poder Executivo
Emerson F. Tormann09:40



A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou hoje (4) a transmissão da TV Brasil e de três canais do Poder Executivo em sinal digital em São Paulo. No canal 3.1, estará a TV Brasil, no 3.2 a TV NBR, no 3.3 a TV Escola e no 3.4 o Canal Saúde. Nesse formato de multiprogramação, os canais, antes disponíveis apenas na TV paga, passam agora a ser transmitidos em sinal digital gratuito, ou seja, com melhor qualidade de som e imagem. Em Brasília e no Rio de Janeiro, as transmissões dos canais da EBC já são digitais, também no formato de multiprogramação.

A mudança do sinal analógico para o digital atende à disposição do governo federal de desligar a transmissão analógica em todo o país até 2018. A primeira cidade onde a mudança foi feita é Rio Verde, em Goiás, onde, desde a última terça-feira, o sinal já é totalmente digital. Brasília e outras cidades do Distrito Federal serão as próximas a passar pela transição.

Enquanto a TV analógica transmite áudio e vídeo, a TV digital transmite também informações de dados. Digitalizada, a televisão passa a fazer parte do ambiente de convergência, podendo se conectar a qualquer outra plataforma digital, como computadores ou celulares, podendo ser assistida a qualquer tempo, de qualquer lugar.

A TV digital oferece também a possibilidade da interatividade. Por permitir todos esses recursos, o padrão japonês foi o escolhido para servir de base à implementação da televisão digital no Brasil, que sofreu ajustes e modificações. O sistema utilizado no Brasil, fruto de parceria com o governo japonês, atualmente é adotado por 15 países da América Latina, Central e da África.

O sistema brasileiro de TV digital, o Isdb-Tb, é gratuito. Mas é preciso ter os equipamentos adequados para a recepção do sinal. É necessário ter uma antena digital e um conversor digital (necessários para quem tem televisores fabricados no Brasil antes de 2010), que podem ser acoplados à TV, ou uma TV com conversor integrado.

O secretário-executivo da Secretaria de Comunicação, Olavo Noleto - que representou o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva - disse que a TV pública quer levar o melhor para a população e deseja construir as várias formas de expressão e o direito que a população tem à informação e à comunicação pública.

“A TV pública é a representação do povo brasileiro e a cada dia ela dá um passo novo para fortalecer esse papel. Temos a certeza de que os próximos passos serão mais fortalecedores para o nosso povo que terá mais direito à comunicação pública de verdade”, afirmou.

Para o diretor vice-presidente da EBC, Mário Maurici, a mudança garante que a programação da TV pública chegue a muito mais cidades do país com padrão de qualidade muito superior. “Isso permite um outro olhar para a televisão, que é uma aproximação do Estado e do governo com a sociedade. A população passa a ter acesso a serviços públicos e à informação mais rápida do governo e à possibilidade de interagir”.

O superintendente da Regional Sudeste II/Sul da EBC, Manoel de Araújo Sobrinho, destacou a importância da TV pública no sentido de poder prover a população com o conteúdo que o sinal digital permite e poder carregar em um mesmo canal vários outros. “Estamos inaugurando a transmissão de duas outras tevês que já são produzidas há mais de dez anos, mas que estavam restritas só a um público específico da área. Agora, vamos poder utilizar esse conteúdo de forma mais democrática em todos os cantos do país”.

Fonte: Agência Brasil

Deputado quer isenção de tributos sobre fatura de energia elétrica
Emerson F. Tormann08:06

Intuito é desonerar impostos das bandeiras amarela e vermelha


O deputado estadual José Domingos Fraga: projeto isenta tributos sobre fatura de energia elétrica


O deputado estadual José Domingos Fraga (PSD) apresentou Projeto de Lei 40/2016 onde solicita a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre a parcela da fatura de energia elétrica cobrada a título de bandeira tarifária.

De acordo com informações divulgadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), bandeira tarifária é o sistema que sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

O funcionamento é simples: as cores das bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

A Aneel explica que as bandeiras refletem na variação do custo da geração de energia. Além desse acréscimo, são somados também, os impostos federais e estaduais vigentes.

Segundo Zé Domingos está claro que o pagamento de um valor adicional no sistema de bandeiras tarifárias não decorre de ações relacionadas às ações do consumidor final, mas sim por condições desfavoráveis, sejam elas de origem meteorológica ou ainda decorrentes de ação ou omissão do governo, seja por falhas no planejamento, não execução de obras necessárias para uma melhor geração de energia ou operação ineficiente do sistema energético.

"A tarifa extra não está relacionada a qualquer tipo de ação por parte do consumidor, logo, não é justo que nós, população, arquemos com o aumento do custo da geração de energia e ainda com um valor maior para cobrir os tributos que incidem nessa parcela adicional", disse.

Zé Domingos entende que independente das condições hidrológicas para a geração de energia, o consumidor deve pagar somente o que consumiu.

"Não é cabível que o governo arrecade mais em virtude das condições desfavoráveis, obrigando o consumidor a pagar duplamente pelo custo adicional da energia e pelos tributos", afirmou o parlamentar

Fonte: MidiaNews

Aneel vai permitir devolução de energia pelas distribuidoras
Emerson F. Tormann07:56


Edson Silva - 22.mar.2013/Folhapress
Linha de transmissão de energia em Araraquara, interior de São Paulo


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vai atender o pedido das distribuidoras de energia para devolver parte da eletricidade que está sobrando e gerando prejuízo para as companhias.

Nesta terça-feira (8), a agência abrirá uma audiência pública para colher contribuições sobre a melhor forma de permitir essa devolução de energia. No entanto, a Aneel já possui um entendimento de como isso poderá ser possível.

Segundo Romeu Rufino, diretor-geral da agência, a melhor maneira de se resolver esse problema é permitir que as distribuidoras negociem diretamente com as geradoras, de quem compraram a energia, a suspensão de parte fornecimento ou sua postergação, nos casos de contratos de suprimento que ainda não foram iniciados.


Conforme Folha revelou, as empresas estão com um excedente maior do que é remunerado pelas tarifas de energia. Essa sobra precisa ser vendida no mercado de curto prazo, no entanto, esse segmento está pagando menos de R$ 100 por megawatt-hora em média no país, valor abaixo do que as distribuidoras têm que pagar às geradoras.

De acordo com a Abradee (associação das distribuidoras), há cerca de 3.000 megawatts de energia sobrando na mão das empresas –elas têm contratada essa energia, porém, não há para quem entregar devido à queda do consumo. Esse volume representa cerca de 5% do que é consumido no país.

Entre os contratos que as distribuidoras possuem, há alguns mais caros e outros mais baratos. A Aneel vai permitir a negociação, mas quer evitar que os mais baratos sejam impactados, obrigando as empresas a negociarem apenas os mais caros, reduzindo o custo do consumidor.

"O que queremos é que essa mudança nos contratos não eleve o custo geral da energia que é entregue aos consumidores", afirma Rufino.

MERCADO LIVRE

A sobrecontratação de energia há anos é namorada pelo mercado livre. As comercializadoras de energia –intermediários que compram a eletricidade de geradores e a vende diretamente para grandes empresas– querem poder receber esse volume que está sobrando para poder entregá-lo a seus clientes.

No entanto, esse assunto ficou esquecido devido à situação oposta que as distribuidoras vinham vivenciando devido às mudanças que o governo promoveu no setor por meio da medida provisória 579, de 2012 –aquela que baixou o preço da conta de luz em 2013.

Porém, a Aneel afirma que essa operação é proibida. A partir da nova alternativa que será criada, ou as distribuidoras negociam com as geradoras, ou vendem a sobra de energia no mercado de curto prazo.

"Vamos dar um grau de liberdade para as empresas gerirem essa sobrecontratação. Mas o risco de mercado é da distribuidora. Qualquer mudança mais profunda, como a venda da sobra de energia no mercado livre, precisaria de uma mudança na legislação", diz Rufino.




Fonte: UOL

segunda-feira, 7 de março de 2016

Pesquisadores desenvolvem sistema para diminuir furtos de energia elétrica
Emerson F. Tormann08:07

Pesquisadores desenvolvem sistema para diminuir furtos de energia elétrica


Alunos e professores de Criciúma , no Sul de Santa Catarina, desenvolveram um sistema que pode reduzir os gatos na rede de distribuição de energia elétrica e identificar as ligações clandestinas. Uma das concessionárias que começou a usar o sistema espera economizar R$ 1 milhão por ano.

O equipamento é instalado nos postes e nas subestações de energia, transmite os dados das possíveis perdas e colaboram para que os técnicos ajam com mais rapidez.

Ele foi desenvolvido pelo centro tecnológico da faculdade de Criciúma em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina para diminuir os furtos de energia e as perdas provocadas por falhas na rede de distribuição.

"Eles se comunicam entre si via um sistema sem fio e uma vez instalados, eu consigo acessar , conferir os dados e ele vai identificar os pontos mais propícios a algum tipo de furto ou alguma perda elétrica", Anderson Diogo Spacek, pesquisador da SATC.

Foram três anos de estudos e dezenas de alunos e professores envolvidos. O sistema inédito no Brasil recebeu reconhecimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

No país é grande o prejuízo com o que se perde no caminho entre a companhia e o consumidor.

A Anaeel estima que esse prejuízo corresponda a 15% da energia comprada pelas distribuidoras. Muitas vezes as distribuidoras não conseguem identificar as ligações clandestinas.

A cooperativa de energia de Forquilhinha , no Sul do estado, tem perda de 6%. O maior problema são as ligações clandestinas.

"São perdas inerentes ao nosso processo, elas acontecem e para que a gente tenha certeza, precisamos fazer medições", detalha Jefferson Diogo Spacek, engenheiro elétrico.

Com o novo sistema, a cooperativa pretende reduzir até 1 % das perdas com energia elétrica por ano, o que representa R$ 1 milhão por ano. "Com a redução de perdas na nossa rede, automaticamente vai reduzir a tarifa dos consumidores", afirma Jefferson Diogo.