quarta-feira, 24 de abril de 2019

Apagão em várias regiões do DF
Emerson Tormann23:26

CEB informa 

Apagão atinge várias regiões do DF. Há registros de falta de energia em Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Vicente Pires, Guará, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Águas Claras e Valparaíso.

Às 21h49 houve o desligamento de uma barra 138kV da SE Brasília Sul (FURNAS). O desabastecimento de FURNAS afetou as Subestações CEB Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Ceilândia Sul, Ceilândia Norte, Taguatinga e Taguatinga Norte.

Equipe estão trabalhando para resolver o problema.

Apagão afeta milhares de brasilienses na noite desta quarta-feira

Categoria :

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Viver em Paz - Boas Práticas na Relação entre Condomínios e Construtoras
Emerson Tormann17:45


Em nome dos Técnicos Industriais tenho levado a público através da Assosindicos DF a necessidade de síndicos e gestores condominiais contratarem profissionais registrados no CAU, CREA e CFT. Ajude-nos a divulgar compartilhando essas informações em seus grupos e redes sociais.

Saiba o que rolou no evento do dia 10/04


‘É imperativo respeitar todos os profissionais para valorização da nossa engenharia...’

‘Fazer a coisa certa é a melhor forma de inovar e respeitar nossos clientes...’

terça-feira, 26 de março de 2019

PL estabelece piso salarial do técnico industrial e agrícola
Emerson Tormann20:59

PROJETO DE LEI ESTABELECE O VALOR DE R$ 4.990,00 PARA O SALÁRIO PROFISSIONAL DOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS


O deputado Giovani Cherini (PR/RS) protocolou hoje, 26/03, Projeto de Lei nº 1710/19, que estabelece o salário profissional de R$ 4.990,00 para os Técnicos Agrícolas e os Técnicos Industriais, regularmente inscritos nos Conselhos Regionais de Técnicos Agrícolas e nos Conselhos Regionais de Técnicos Industriais.

De acordo com a proposta do deputado, que é Técnico Agrícola e ajudou na elaboração e aprovação da Lei nº 13.639, de 26 de março de 2018, que criou os Conselhos Federais e Regionais de Técnicos Agrícolas e de Técnicos Industriais, o valor do salário profissional será atualizado anualmente, pela variação acumulada do INPC.

“Assegurar aos técnicos um salário condizente com a sua função é reconhecer o papel fundamental que essas categorias profissionais exercem e aprofundar as conquistas alcançadas com a promulgação da Lei nº 13.639, de 2018”, afirma Cherini.

Para o parlamentar, o valor equivalente à aproximadamente 5 salários mínimos é um patamar remuneratório condizente com o desenvolvimento das atividades dos técnicos.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Maior parque solar do mundo será construído em Piauí no Brasil
Emerson Tormann19:13


Será no Brasil que irá nascer o maior parque solar do mundo! Este parque solar irá nascer através da maior empresa privada do setor energético brasileiro.

A ENEL Green Power tem em carteira vários projetos de produção e exploração de energias renováveis na região de Piauí, e nos municípios de São Gonçalo do Gurguéia e Lagoa do Barro! O investimento que irá levar a empresa para a dianteira das energias renováveis solares é de 1 bilião de reais!

Lucile Moura, atual assessora dos assuntos estratégicos do Governo brasileiro, diz que a empresa já tem luz verde para avançar, através da licença ambiental, bem como da licença de instalação, bem como local onde irá ser instalada a maior parque solar mundial!

Maior parque solar do mundo – Piauí no Brasil

Este parque solar irá conseguir gerar 476mW de energia. Mas não provem de apenas um local, serão no total 9 subestações de geração de energia. Isto porque a empresa tem uma política de expansão de parques solares em que aproveitam o leilão de energia para expandir a capacidade de geração de eletricidade e consequentemente vender para o mercado.

Assim, no Piauí irão ampliar essa capacidade de geração para 878MW, sendo que 476MW serão para dar resposta ao que foi contratado no leilão de energia e os restantes 402MW serão para vender.

Têm como objetivo produzir mais de 1,3GW de energia através de vários Projetos de Geração de Energia Renovável nas duas cidades, com um investimento total de cerca de 1 bilião de reais.

Lucile afirma que “São Gonçalo do Gurgéia terá assim o maior parque solar do mundo”. Só em São Gonçalo teremos 13 locais de produção de energia, em que 9 são para o contrato decorrente do leilão de energia, que tem data e prazo para entrega, e os restantes 4 serão para comercialização!

Assim e somados os 13 locais que irão gerar eletricidade a partir da energia solar teremos uma produção total de energia de 878MW!

Enel Green Power

A Enel Green Power é uma subsidiária do Grupo ENEL e detém no Brasil uma capacidade instalada de mais de 2,9GW de energia. Potência toda proveniente de fontes renováveis.

Esses 2,9GW subdividem-se a partir das várias fontes de energias renováveis:
  • 842MW provenientes da Energia Eólica
  • 820MW provenientes da Energia Solar Fotovoltaica
  • 1269MW provenientes da Energia Hídrica

Nos próximos anos conta somar mais 1GW a essa capacidade instalada, pois tem vários projetos em execução. Projetos que provieram do leilão de energia de 2017, e quando estiveram finalizados passará a contar com 3,9GW de energia instalada!

Fonte: Notícias e empregos sobre Energias Renováveis.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Aprovado projeto que obriga instalação de gerador de energia em prédios com elevador em SP
Emerson Tormann13:16

Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto do vereador Atílio Francisco (PRB) que versa sobre o assunto


São Paulo (SP) – A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, semana passada, o Projeto de Lei nº 513/2016, de autoria do vereador Atílio Francisco (PRB), que obriga a instalação de geradores de energia de emergência em edifícios que utilizem mais de um elevador.O republicano explica que a iniciativa visa atender idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

"Picos de energia elétrica geram muitos problemas. Com a paralisação dos elevadores, esses moradores encontram dificuldades para acessar ou sair de suas residências", disse o vereador na justificativa do projeto.

Fonte: PRB Nacional com atualização de Atualidade Política

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Lei que obriga apresentação de laudo Técnico das Instalações Elétricas é um retrocesso
Emerson Tormann21:26


Circula nas redes sociais uma discussão sobre a efetividade de um projeto de lei que pretende assegurar o bom funcionamento das redes elétricas residenciais e comerciais. Ao assistir os videos do Youtube, [https://youtu.be/5SjnkyGskrg] e [https://youtu.be/lyqDr3-KiwE] fica claro que essa lei não deve prosperar...

Não há necessidade de lei obrigando a emissão de Laudo Técnico das Instalações Elétricas visto que já existe responsabilidade profissional condicionada à lei que regulamenta as atribuições de engenheiros e técnicos. As verificações periódicas dos sistemas são recomendadas pelas normas e deveriam ser aconselhadas pelos profissionais (TODOS) sempre que uma nova instalação ou manutenção são feitas em redes elétricas.

Por outro lado cabe ao dono do imóvel e/ou síndico (administrador / gestor condominial) solicitar vistorias e inspeções seguindo as instruções dos manuais do proprietário e normas técnicas. Logo, relatórios e laudos são uma consequência de um trabalho bem realizado pelo síndico ou gestor condominial no qual o técnico é contratado para avaliar e atestar as condições do sistema.

Garantir a qualidade e a segurança das instalações elétricas é sinônimo de responsabilidade - tanto do gestor quanto do profissional - e uma prova da competência de ambos e conhecimento da legislação vigente...

Também podemos atrelar a exigência de atestado, certificação e laudo técnico para fins de seguro (também obrigatório), habite-se, vistoria dos bombeiros, etc., etc.. Enfim, para garantir a segurança do imóvel. Mas isso tem que partir do proprietário em decorrência das exigências legais vigentes (e da conscientização já mencionada). Não o contrário, pois assim estaremos subvertendo o sistema para incentivar ainda mais a INDÚSTRIA DE LAUDOS!!!

Tem uma turma de engenheiros que está sempre se nivelando por baixo. Estão a todo tempo querendo fazer reserva de mercado e mendigando emprego por meio de projetinhos de lei que não vingam. E quando vingam, fica evidente qual era a real intenção. E a desculpa é sempre a mesma: de que estão preocupados com a segurança da população... Uma vergonha para a Engenharia!

O mais prudente (na minha opinião), e o que realmente deveríamos estar discutindo é a mudança de cultura. A cultura do ‘menor preço’! Deveríamos estar combatendo os maus profissionais que queimam o mercado e pessoas não habilitadas que insistem em realizar tarefas de engenheiros e técnicos. Querer realizar serviços que exigem responsabilidade e registro profissional sem ser habilitado é exercício ilegal da profissão e deve ser evitado pelo gestor e combatido / denunciado pela sociedade.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

ABNT NBR 16747 - Inspeção Predial - Diretrizes, conceitos, terminologia, requisitos e procedimento
Emerson Tormann21:32


Está acontecendo uma discussão a respeito da confecção da norma de inspeção predial em que um grupo de profissionais questiona a idoneidade de quem está na comissão de elaboração do texto base da NBR 16747.

A discussão sobre a qualidade dos profissionais é muito saudável, mas não concordo com as afirmações do nobre colega Engenheiro Daniel feitas aí no vídeo do Youtube. [https://youtu.be/K2sDdEjsvgA]

Primeiro ponto a destacar é que em nenhum momento a norma restringe a inspeção predial ao profissional engenheiro civil. Li e reli a norma e não encontrei nada que diga que é uma atividade exclusiva de engenheiro civil. Além disso, qualquer pessoa pode participar das Comissões de Estudos da ABNT. Existem os convidados, aqueles profissionais que naturalmente se destacam por sua atuação na Engenharia e os que se dispõem a participar por conta própria. Em ambos os casos, os profissionais devem realmente ir a todas as reuniões na condição de voluntários, gastando do próprio bolso...

Segundo é que sempre haverá maus profissionais, em qualquer área indistintamente. Realizar projetos, inspeções e laudos imprestáveis faz parte de qualquer profissão. Então podemos dizer que qualquer profissional erra, seja engenheiro civil, elétrico, mecânico e etc. Agora não quer dizer que todos são ruins e sem caráter.

Com relação a confecção da Norma, tenho certeza que a maioria lá são profissionais competentes e respeitados. Desprovidos de interesses pessoais e que querem realmente contribuir para que as normas saiam justamente desse contexto de interesses, desse círculo vicioso e defendem a sociedade por meio da confecção da norma.

O nobre engenheiro afirma também que não tem ninguém da elétrica... Ora amigos, todos nós sabemos que para participar da confecção de uma norma é preciso gastar algum dinheiro. É preciso participar efetivamente estando presente em todas as reuniões da ABNT. E ser voluntário deve ser o motivo pelo qual alguns não vão. Mas há sim a presença de arquitetos e profissionais de outras áreas que não somente engenheiros civis.

Além disso, todos aqueles que tentaram direcionar o texto base da norma com algum interesse (os ditos picaretas) acabaram desistindo de ir nas reuniões porque viram que não tinham espaço. Foram rechaçados categoricamente pela maioria que percebeu a malandragem e não permitiu que a picaretagem prosperasse.

Se quisessem discutir e participar da elaboração do texto base de forma saudável, poderiam ter feito por meio de contribuição durante a consulta pública, que já houve e encerrou no dia 14/02. Mas agora que os trabalhos já estão bem avançados, é muito fácil criticar negativamente e botar defeito. Mais uma forma de se "promover"...

Por fim, e não menos importante, percebe-se que alguns profissionais, querendo autopromoção, vão a uma única reunião da ABNT, tiram fotos e as divulgam dando a entender que estão na comissão de atualização da Norma. Depois têm a cara de pau de dizerem que participaram de toda a confecção da Norma. Lamentável...

Tem uma turma de engenheiros que está sempre se nivelando por baixo. Estão sempre querendo fazer reserva de mercado e mendigando emprego por meio de projetinhos de lei... Uma vergonha para a Engenharia!
Categoria : , ,

domingo, 27 de janeiro de 2019

A verdade sobre a morte de aves por colisão com turbinas eólicas
Emerson Tormann20:05


Muitas são as pessoas e entidades que gostam de apontar as turbinas eólicas como máquinas impiedosas e brutais, responsáveis pela morte de grandes populações de aves.

Existe um estudo que lança luz sobre esta grande controvérsia.

De acordo com um estudo realizado pelo American Wind Wildlife Institute, as turbinas eólicas são responsáveis ​​por cerca de 214.000 a 368.000 mortes por ano.

Apesar de cada morte ser algo importante e assim deve ser evitado, este número é pequeno quando comparado com as mortes devido a colisões com torres de rádio e de telecomunicações.

As torres de rádio e telecomunicações são hoje responsáveis pela morte de 6,8 milhões de aves por ano.

O estudo da American Wind Wildlife Institute incidiu sobre pequenos passeriformes (Passeriformes é uma ordem da classe Aves, conhecidos popularmente como pássaros ou passarinhos) da América do Norte e as evidências mostram que apenas 0,01% dessas aves colidem com as turbinas eólicas.

Por incrível que pareça, o gato da vizinhança causa muito mais danos a populações de aves, os gatos são responsáveis pela morte de 1,4 a 3,7 bilhões de aves por ano.

Em simultâneo, a Sociedade Nacional Audubon divulgou resultados que mostram que mais de metade de todas as espécies de aves nos Estados Unidos estão ameaçadas pela mudanças climáticas, o que faz com que as energias alternativas como a energia eólica sejam ainda mais importantes na preservação das populações de aves em geral.

O American Wind Wildlife Institute vai patrocinar outro estudo, desta vez para examinar o impacto que as turbinas eólicas têm em aves de maior porte, como falcões e águias.

Apesar das novas conclusões que esse estudo possa trazer, uma coisa é certa: de todas as muitas ameaças que pesam sobre as aves de hoje, as turbinas eólicas não estão no topo da lista.

As alterações climáticas, são outro lado a verdadeira ameaça para a vida das aves.

Qual a sua opinião sobre a morte de aves devido a colisões com turbinas eólicas?

Fonte: Portal Energia

domingo, 20 de janeiro de 2019

Saiba como será o ano de 2019 para preços e taxas de painéis solares fotovoltaicos
Emerson Tormann14:56


Investir em energia solar vai ser mais atrativo no ano 2019! A abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, bem como uma mudança no paradigma das energias renováveis em países como Espanha ou Hungria, farão com que a participação da União Europeia no mercado da Energia Solar suba para 12%.

Acredita-se mesmo que haja países que superem os milhares de MW instalados no decorrer do ano 2019. Sendo um desses, Espanha.

Tendo por base o aumento do interesse pelas energias renováveis que ocorreu durante o ano de 2018, e devido a fatores políticos e sociais europeus, e nas estimativas realizadas por vários especialistas, o Investment Group, prevê que a capacidade de energia solar por toda a Europa ultrapasse os 9,5 GW a 13,5 GW (42,1%) no final de 2019. Números que levam a União Europeia a deter 12% do mercado mundial da energia solar.

O Investment Group perspetiva que “A popularidade da energia solar pela Europa tem vindo a aumentar, muito devido à abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, taxas que eram aplicadas pela Comissão Europeia. Esta abolição significa que o preço dos painéis solares irá baixar uns 30%, sendo que o mercado será ‘inundado’ pelos fabricantes chineses. O resultado, espera-se que o mercado da Energia Solar europeu aumente cerca de 11300 milhões de euros”.
O Investimento nas energias renováveis – Energia solar

Além disso, relembraram que em dezembro de 2018, a União Europeia reforçou o seu compromisso para com as energias renováveis. Compromisso em que pediu aos seus estados membros que aumentem as quotas das energias renováveis 32% até 2030, invés dos 27% que estavam já planeados (um aumento de 5%).

Andrius Terskovas, diretor do Grupo de Investimentos e Negócios do Investment Group, destacou 2 países em especial… Espanha e Hungria. “Estes 2 países, que tradicionalmente dependem de fontes de energia como carvão e gás, têm vindo a assumir compromissos abertos para o um futuro baseado nas energias renováveis. Para isso, Espanha, comprometeu-se a consumir 100% de energia de fontes renováveis até 2050. A Hungria fez o mesmo… mas pretende abolir o consumo de carvão até 2030!”.
Países que mudaram paradigma das energias renováveis

O maior consumidor de carvão europeu, é a Polónia, e mesmo eles já têm planos para iniciar a fase de transição para as energias renováveis. O Investment Group no decorrer de 2018 deu início ao seu projeto de investimento de 24 MW solares, sendo que o projeto final terá na Polónia 43 MW. Capacidade equivalente a 15% de todo o mercado polaco de energia solar, e que será o maior da Europa Central e Oriental.

Por outro lado, temos a Alemanha, o maior produtor de lignito da União Europeia e um dos principais consumidores de carvão europeus, que tem vindo a melhorar as suas credenciais ecológicas nos últimos 12 meses.

“Durante os primeiros 6 meses de 2018, a Alemanha estabeleceu um novo recorde de energia renovável depois de obter 41,5% de toda a energia consumida a partir da energia solar fotovoltaica, eólica e biomassa; um aumento que equivale a mais 4% que no ano de 2017”, dados também do Investment Group.

“Para 2022, o governo alemão planeia acabar com toda a energia nuclear, ao fechar as portas das atuais centrais nucleares no ativo”.

Por todos estes motivos, nos próximos anos, investir na energia solar fotovoltaica será um excelente negócio. Pois os painéis solares irão ficar mais baratos, e novas tecnologias surgirão para maximizar os seus rendimentos.

Fonte: Notícias e empregos sobre Energias Renováveis

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Energia solar deve crescer 44% no Brasil em 2019 com impulso de geração distribuída
Emerson Tormann18:50


O Brasil deverá ter um salto de 44 por cento na capacidade instalada de energia solar em 2019, o que levaria o país à marca de 3,3 gigawatts (GW) da fonte em operação, projetou em entrevista à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

O ano também deve marcar uma virada para o mercado solar brasileiro, segundo a entidade, com a expansão puxada pela primeira vez pela chamada geração distribuída —em que placas solares em telhados ou terrenos geram energia para atender à demanda de casas ou de estabelecimentos comerciais e indústrias.

Os projetos de geração distribuída (GD) deverão acrescentar 628,5 megawatts (MW) em capacidade solar ao país, um crescimento de 125 por cento, enquanto grandes usinas fotovoltaicas devem somar 383 MW até o final do ano, um avanço de 21 por cento.

"É uma marca importante para a geração distribuída. Aquela visão do passado de que a GD é cara não se sustenta mais, ela se tornou uma opção acessível, e existem diversas linhas de financiamento. A GD está ganhando participação no mercado brasileiro", disse o presidente da Absolar.

Entre 2017 e 2018, a geração distribuída já havia mostrado ritmo mais forte, com expansão de 172 por cento, contra 86 por cento nas grandes usinas, mas os projetos de GD, menores, adicionaram naquele período 317 MW, contra 828 MW dos empreendimentos de grande porte, viabilizados após leilões de energia do governo.

Com a disparada das tarifas de energia no Brasil desde 2015 e a redução nos custos de equipamentos fotovoltaicos, os investimentos em GD podem ser recuperados em um período de três a sete anos, de acordo com Sauaia.

A nova dinâmica é resultado também da recente crise financeira atravessada pelo Brasil, que reduziu a demanda por eletricidade e levou ao cancelamento de um leilão de contratação de usinas renováveis em 2016.

Depois, em 2017 e 2018, as contratações de grandes usinas solares foram retomadas, mas os projetos viabilizados nos últimos leilões têm obrigação contratual de iniciar operação em 2021 e 2022, enquanto a geração distribuída tem continuado a crescer em ritmo acelerado.

"Com isso, esse ano de 2019, e até 2020, serão anos de enorme desafio para a geração centralizada... A Absolar recomenda que o novo governo estruture um planejamento previsível, com continuidade de contratação, para que o setor consiga se planejar", disse Sauaia, acrescentando que o cancelamento de leilões em 2016 gerou enorme frustração em investidores.

A Absolar estima que a expansão da fonte neste ano deverá gerar investimentos totais de 5,2 bilhões de reais, com cerca de 3 bilhões de reais para a geração distribuída.

Apesar da forte expansão, a energia solar ainda tem presença incipiente na matriz elétrica do Brasil, dominada por grandes hidrelétricas. A fonte responde atualmente por cerca de 1 por cento da capacidade instalada no país, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Investidores


O mercado solar brasileiro é liderado atualmente pela italiana Enel, que possui 703 MW em capacidade em usinas solares em operação no país, seguida pela francesa Engie, com 218 MW e pela Atlas Renewable Energy, da empresa de investimentos britânica Actis, com 174 MW, segundo dados da consultoria ePowerBay.

O ranking poderá ainda em breve ser liderado pela chinesa CGN Energy International, que está em processo de aquisição de 450 MW em usinas solares da Enel, em negócio anunciado na quarta-feira.

A transação, quando concretizada, deve deixar a Enel na vice-liderança.

Também se destacam no setor solar do Brasil a Omega Geração e a francesa EDF (com 160,5 MW cada), a norte-americana AES, com a controlada AES Tietê (150 MW), a norueguesa Scatec (132 megawatts) e a espanhola GPG, da Naturgy (ex-Gas Natural Fenosa, com 120 MW), segundo o ranking da ePowerBay.

Luciano Costa
Fonte: Reuters