quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Brasília abriga empresas tecnológicas de fachada que desviam milhões do governo
Emerson F. Tormann10:47

Novo Parque Tecnológico é inaugurado em Brasília

O Distrito Federal possui uma espécie de Vale do Silício formado por empresas com contratos nebulosos com o governo. São 1.105 firmas de Tecnologia da Informação (TI), que receberam, juntas, R$ 3 bilhões dos cofres públicos no ano passado — o montante corresponde a 62,5% dos gastos federais com o setor.

Uma investigação jornalística de dois meses promovida pelo GLOBO com auxílio da Associação Contas Abertas identificou que a lista de pagamentos do governo é formada, em grande parte, por empresas que só existem no papel e estão registradas em salas vazias, academia de ginástica e clínica médica. A maioria dos contratos não passou por processo de licitação.

O esquema envolve pagamentos que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, patamar que é considerado a “Faixa de Gaza” dos contratos. Entenda como funciona o ralo bilionário de recursos públicos no setor de TI:

O VALE DO SILÍCIO CANDANGO

A partir de um levantamento da Associação Contas Abertas, o GLOBO descobriu como o território pouco fiscalizado de contratos de TI atraiu para Brasília milhares de empresas de informática. Em um raio de 15 quilômetros, na área central da capital, estão registradas nada menos do que 1.105 empresas de TI que receberam juntas, R$ 3 bilhões do governo no ano passado.

GOVERNO PAGA A EMPRESAS QUE NÃO EXISTEM

Em mais de dois meses de trabalho de campo, o GLOBO visitou quase uma centena de empresas em Brasília e descobriu que o governo Michel Temer repassa milhões de reais a empresas de TI sem sequer conferir se elas, de fato, existem. Algumas estão registrada em escritórios de contabilidade, em escritórios virtuais e, em alguns casos, simplesmente não existem no lugar informado nos contratos com a União. É um dado aterrador, que diz muito sobre como os recursos públicos são tratados pelo governo

O MÉTODO

As irregularidades no setor de TI seguem quase sempre o mesmo método. Uma empresa, que ganhou uma licitação para oferecer determinado produto a um órgão público, passa a oferecer seus serviços a outros órgãos pela chamada “ata de preço”, um instrumento que permite que repartições contratem empresas já aprovadas em processos licitatórios de outros órgãos para fornecer o mesmo produto, sem a necessidade de outra licitação.

Assim, uma empresa que venceu uma licitação, pode passar anos fornecendo ao governo sem precisar passar por novas concorrências e dificilmente será fiscalizada, porque entende-se que ela, ao vencer uma licitação, já foi aprovada nos filtros da lei de licitações. Ocorre que, como os órgãos de fiscalização já vêm descobrindo, as próprias licitações que originaram essas atas de preço já são fraudadas de modo a garantir a empresas de fachada essa espécie de passaporte para contratos públicos.

FISCALIZAÇÃO

Por se tratar de contratos considerados de baixo valor (até R$ 10 milhões), que demandam trabalho de investigação semelhantes aos dos grandes contratos, esses negócios menores ficam perdidos no radar dos órgãos de controle, que priorizam auditorias em contratos mais volumosos.

FALTA DE CONTROLE

O governo não conta com uma regra para contratação de serviços de TI. Hoje, da forma como está, os setores de TI dos ministérios foram entregues a indicados de políticos aliados do presidente Michel Temer. São esses apadrinhados que decidem contratar as empresas de TI. O governo, por sua vez, não estabelece qualquer critério que analise conveniência, utilidade e regularidade dos contratos de informática, o que, na avaliação de especialistas, favorece uma série de fraudes.

INTERMEDIÁRIOS

Pelo menos 70% dos contratos de TI são fechados com empresas declaradamente intermediárias, que compram produtos de informática para revender a preços mais caros ao governo. O fato de o governo não centralizar as demandas dos diferentes órgãos nessa área de informática em um único setor, capaz de analisar a legitimidade das despesas, favorece o trabalho desses atravessadores.

Por causa de pagamentos indevidos, o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, passou a ser investigado pela Controladoria-Geral da União. Ele teria acobertado dois servidores que fecharam contratos milionários — e fraudulentos — com uma empresa de tecnologia.

Fonte: O GLOBO

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

HabitLab: tenha consciência do tempo que você desperdiça na internet
Emerson F. Tormann00:35


Você pode querer gastar menos tempo com sites como o Facebook e o YouTube, mas, na verdade, isso pode, às vezes, ser um desafio. HabitLab é um projeto de código aberto da Stanford que tenta facilitar um pouco o corte de sites de formação de hábito.

Como ele faz isso é um tanto singular. Em vez de simplesmente bloquear os sites dos quais você deseja se afastar, a extensão do Google Chrome usa ferramentas como bloqueadores de feed de notícias e comentários para ajudá-lo a reduzir seu interesse.

Para usá-lo, primeiro você tem que dizer o que você quer cortar. Você pode adicionar qualquer site ou serviço que desejar, mas está pronto para uso e é compatível com recursos como Gmail, Netflix, YouTube e Reddit. Sempre que você visitar um site que contou à extensão que deseja reduzir, ele usará inteligência artificial para escolher uma intervenção para ajudar a reduzir o tempo que você passa lá.

Por exemplo, quando você visita o Facebook, ele pode ocultar os comentários nas postagens de seus amigos. No YouTube, pode pausar um vídeo e sugerir que você faça algo diferente.


Com o tempo, aprende quais tipos de intervenções parecem funcionar melhor para você e se concentra naqueles que estão avançando. Isso não impede você de visitar ou usar esses sites, mas está forçando-o a ficar mais atento ao tempo que gasta com eles.


Além disso, como é um projeto de pesquisa de Stanford, você também concorda em abrir mão de um pouco de privacidade ao usá-lo. Dados anônimos sobre os efeitos das intervenções em sua navegação são rotineiramente enviados para as pessoas que criaram a extensão. Você pode, no entanto, desativar essa opção quando definir a extensão, além do limite, mas é algo que deve ser lembrado.

#inteligenciaartificial #IA #AI #artificialintelligence

Texto adaptado do LifeHacker

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Medindo a resistividade do solo para fins de aterramento elétrico
Emerson F. Tormann18:52

A normalização técnica estabelece os requisitos obrigatórios para medição da resistividade e determinação da estratificação do solo.



Por Mauricio Ferraz de Paiva

O aterramento tem como função proteger os equipamentos elétricos, usuários e garantir o bom funcionamento do circuito. Existem tipos de aterramento distintos, sendo alguns deles com variações. É uma das formas mais seguras de interferência na corrente elétrica para proteger e garantir o bom funcionamento da instalação, além de atender as exigências das normas técnicas.

Em resumo, o aterramento elétrico significa colocar as instalações e equipamentos no mesmo potencial, de modo que a diferença de potencial entre a terra e o equipamento seja o menor possível. O aterramento (terra) é o conector com diferença de potencial igual a zero, a diferença entre ele e o neutro é que ele não altera o seu valor por meio de problemas que podem ser eliminados para a terra, o que não permite que fugas de energia fiquem na superfície de aparelhos elétricos.

A NBR 7117 (NB716) de 07/2012 – Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo estabelece os requisitos para medição da resistividade e determinação da estratificação do solo. Fornece subsídios para aplicação em projetos de aterramentos elétricos. A sua aplicabilidade pode ter restrições em instalações de grandes dimensões, onde são necessários recursos de geofísica não abordados. Não se aplica a estratificações oblíquas e verticais. Entende-se por projetos de malhas de aterramento de instalações de grandes dimensões, os parques eólicos, complexos hidrelétricos e industriais.

O solo é um meio geralmente heterogêneo, de modo que o valor de sua resistividade varia de local para local em função do tipo, nível de umidade, profundidade das camadas, idade de formação geológica, temperatura, salinidade e outros fatores naturais, sendo também afetado por fatores externos como contaminação e compactação. Exemplos de variação da resistividade em função de alguns destes parâmetros são mostrados na tabela e na figura.



A determinação dos valores das resistividades do solo e de sua estratificação é de importância fundamental para o cálculo das características de um sistema de aterramento, subsidiando o desenvolvimento de projetos, bem como a determinação de seus potenciais de passo e toque. Em geral, o solo é constituído por diversas camadas, cada uma apresentando um certo valor de resistividade e uma espessura própria.

O valor de resistividade do solo é determinado por meio de medições, cujos resultados recebem um tratamento matemático, de modo a se obter a estratificação do solo em camadas paralelas ou horizontais, de diferentes resistividades (p) e de espessuras (e) definidas. Considerando-se, portanto, a heterogeneidade do solo, verificada pela variação de sua resistividade à medida em que suas camadas são pesquisadas, há necessidade de procurar meios e métodos que determinem essas variações, sem que seja necessário lançar mão de prospecções geológicas, o que, decerto, inviabilizaria os estudos para implantação de sistemas de aterramento.

Assim sendo, foram desenvolvidos métodos de prospecção geoelétricos que se caracterizam pela facilidade operacional e precisão fornecidas. A complexidade adicional causada pelos solos não uniformes é comum, e apenas em poucos casos a resistividade é constante com o aumento da profundidade, ou seja, homogênea. Basicamente, os métodos que utilizam sondagem elétrica procuram determinar a distribuição vertical de resistividade, abaixo do ponto em estudo, resultando então em camadas horizontais, geralmente causadas por processos sedimentares.

Dispondo-se de dois eletrodos de corrente pelos quais se faz circular uma corrente I, e de dois eletrodos de potencial que detectarão uma diferença de potencial V, pode-se mostrar que a resistividade do solo é proporcional a V/I, sendo o fator de proporcionalidade uma função do método empregado. Em função de pesquisas já realizadas pode-se dizer que metade da corrente injetada no solo, circula acima de uma profundidade igual à metade da distância entre eletrodos, e que grande parte da corrente flui acima da profundidade igual à separação entre eles.

Para estas conclusões pressupõe-se a condição de solos homogêneos, não sendo as mesmas condições válidas para solos estratificados, nos quais a densidade de corrente varia de acordo com a distribuição de resistividades. Os gradientes de potencial da superfície do solo, dentro ou adjacentes a um eletrodo, são principalmente uma função da resistividade da camada superficial do solo.

Por outro lado, a resistência do eletrodo de terra é primariamente uma função de suas dimensões e das resistividades das camadas mais profundas do solo, especialmente se o eletrodo for de grandes dimensões. Estratificações oblíquas e verticais, derivadas de acidentes geológicos, não são objeto de estudo desta norma. São considerados, os seguintes métodos de medição: amostragem física do solo; método da variação de profundidade; método dos dois eletrodos; método dos quatro eletrodos, com os seguintes arranjos: arranjo do eletrodo central; arranjo de Lee; arranjo de Wenner; arranjo Schlumberger – Palmer.

O método da variação de profundidade, também conhecido como “método de três eletrodos”, consiste em um ensaio de resistência de terra executado para várias profundidades (L) do eletrodo de ensaio de diâmetro (d). O valor da resistência medida (Rm) refletirá a variação da resistividade, relativa ao incremento de profundidade. Usualmente, o eletrodo de ensaio é uma haste devido à facilidade de sua cravação no solo. As medições citadas podem ser executadas usando um dos métodos para medição da resistência de aterramento, descritos na NBR 15749.

O método de variação de profundidade fornece informações úteis sobre a natureza do solo na vizinhança da haste. Contudo, se um grande volume de solo precisar ser investigado, é preferível que se use o método dos quatros eletrodos, já que o cravamento de hastes longas não é prático. Este método supõe que o aterramento a ser ensaiado seja composto de uma haste de aterramento de comprimento L. O raio r da haste é pequeno ao se comparar com L. Os valores de resistividade obtidos com esse método são médios e não podem ser extrapolados.

O método dos quatro eletrodos (geral) é o mais aplicado para medição da resistividade média de grandes volumes de terra. Pequenos eletrodos são cravados no solo a pequenas profundidades, alinhados e espaçados em intervalos não necessariamente iguais. A corrente de ensaio I é injetada entre os dois eletrodos externos e a diferença de potencial V é medida entre os dois eletrodos internos com um potenciômetro ou um voltímetro de alta impedância.

O arranjo de Schlumberger é uma disposição para o método dos quatro pontos onde o espaçamento central é mantido fixo (normalmente igual a 1,0 m), enquanto os outros espaçamentos variam de forma uniforme. Daí uma alta sensibilidade na medição dos potenciais é necessária, especialmente se a fonte do terrômetro for de baixa potência.

O arranjo Schlumberger – Palmer é usado para medir resistividades com grandes espaçamentos, especialmente em terrenos de alta resistividade (da ordem de ou superior a 3 000 Wm), com os eletrodos de potencial situados muito próximos aos eletrodos de corrente correspondentes para melhorar a resolução da medida da tensão. Mesmo assim, os terrômetros convencionais, de baixa potência (com corrente compatível com a sensibilidade do aparelho), dificilmente operam de forma eficiente.

Deve ser considerada a variação sazonal da resistividade do solo, devendo ser realizada uma medição no período mais crítico. De maneira geral, a situação mais crítica é a de solo seco, que ocorre após um período de sete dias sem chuvas. Esse período deve ser observado sempre para comprovação da situação mais crítica, caso seja necessária.

Para estimativa de projeto ou casos especiais, podem ser efetuadas medições com o solo na situação que não seja a mais crítica. Uma medição posterior é necessária, caso acordado entre as partes. Em áreas onde seja necessário corrigir o nível do terreno, pelo menos uma das medições deve ser realizada após a conclusão da terraplenagem.

Pontos de uma mesma área em que sejam obtidos valores de resistividade com desvio superior a 50% em relação ao valor médio das medições realizadas podem caracterizar uma subárea específica, devendo ser realizadas medições complementares ao seu redor, para ratificação do resultado; se isso não for possível, considerar a conveniência de descartar a linha de medição. No caso de medições de resistividade próximas a malhas existentes, objetos condutores enterrados ou cercas aterradas, deve-se afastar a linha de medição a uma distância onde as interferências sejam reduzidas para evitar ou atenuar os efeitos da proximidade com massas metálicas enterradas próximo à linha de medição.

No caso de medições de resistividade próximas a aterramentos de redes de energia e de telecomunicações, de linhas de transmissão ou de quaisquer outras fontes de interferências, deve-se afastar a linha de medição e utilizar instrumentos que possuam filtros que separem os resultados do sinal injetado para evitar ou atenuar os efeitos da proximidade com circuitos potencialmente interferentes. Para projetos de linhas de transmissão devem ser realizadas duas medições em direções ortogonais nos pontos escolhidos, preferencialmente no sentido longitudinal ao encaminhamento da linha de transmissão e outra perpendicular, que devem coincidir com a localização das estruturas.

Cada linha de medição deve abranger diferentes distâncias entre eletrodos, que se estendam no mínimo até a maior dimensão (diagonal) do terreno a ser ocupado pela malha. A linha de medição deve ser prospectada a partir de uma distância entre eletrodos de 1 m e prosseguir, se possível, em potência de 2, a saber: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64 m etc. Podem ser utilizadas distâncias intermediárias entre eletrodos.

Condições diferentes das acima indicadas só podem ser definidas sob justificativas técnicas e após expressa concordância entre os agentes envolvidos, observadas as condições específicas do local. Na execução das medições devem-se anotar todas as características locais e os resultados obtidos em planilhas, como a apresentada no Anexo B.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

quinta-feira, 5 de julho de 2018

SESI e SENAI vão construir complexo voltado à inovação em Brasília
Emerson F. Tormann23:46

Projeto prevê ambientes como o Museu de Arte, Ciência e Tecnologia da Indústria, um centro de convenções, a Universidade Corporativa do Sistema Indústria (Unindústria) e terá a sede da coordenação da rede dos Institutos de Inovação do SENAI e dos Centros de Inovação do SESI



O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) lançaram nesta terça-feira (3) o complexo SE - SESI SENAI Para o Futuro, complexo voltado à inovação, que será construído em Brasília. O projeto foi apresentado durante o Encontro Nacional da Indústria (ENAI), realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), na capital federal. A estimativa é que sejam investidos R$ 500 milhões no projeto. As edificações começam a ser construídas no início de 2019 na capital federal e devem ficar prontas em 2021.

Entre os presentes no lançamento estavam o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. “Com a construção deste complexo, nós queremos que Brasília seja a capital da inovação do país, mas, para isso, precisamos de infraestrutura como a duplicação da rodovia e a banda larga”, afirmou o presidente da CNI durante o discurso. Também prestigiaram o lançamento o o secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Waldir de Oliveira, e o deputado federal Laércio Oliveira (PP-SE).

Ainda na solenidade, Rodrigo Rollemberg atendeu aos pedidos feitos pelo presidente da CNI e anunciou a publicação do decreto distrital que coloca as obras do SE - SESI SENAI Para o Futuro como de interesse público. Dessa forma, o governo de Brasília deve priorizar obras urbanísticas e de infraestrutura no local, como a duplicação da rodovia DF-140. No evento, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon) doou o projeto de duplicação para o governo do DF.


De acordo com o governador, a importância do projeto se dá pela confirmação da vocação do Distrito Federal como polo de inovação. Uma vez que a cidade tem a maior proporção de doutores por habitante no país e lançou, recentemente, um parque tecnológico. Além disso, o chefe do Executivo distrital reforçou que o complexo fica na região sul de Brasília e contribui para descentralizar a atividade econômica do Plano Piloto.

As instalações do SE - SESI SENAI Para o Futuro ocuparão uma área de 85 mil m² no bairro planejado de Alphaville, na Capital Federal. O projeto prevê vários ambientes, como um Museu de Arte, Ciência e Tecnologia da Indústria, que será aberto ao público; um centro de convenções, a Universidade Corporativa do Sistema Indústria (Unindústria), a sede da coordenação da rede dos Institutos de Inovação do SENAI e dos Centros de Inovação do SESI, além de um ambiente para desenvolvimento de novas tecnologias educacionais.

“Com a construção deste complexo, vamos elevar o patamar do ensino do SENAI, que já é de qualidade”, afirmou Gustavo Leal, diretor de operações da instituição.


Para presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a construção do SE - SESI SENAI para o Futuro vai fazer de Brasília a capital da inovação do país

O complexo vai atuar em eixos que abrangem a busca por inovação, o diálogo com os empresários industriais, a qualificação dos funcionários do Sistema Indústria e interação com a sociedade. Além disso, o espaço vai apoiar a rede no desenvolvimento de novas tecnologias, competências técnicas e metodologias avançadas para a indústria.

O SE - SESI SENAI Para o Futuro também será um ponto forte de apoio aos 28 setores da indústria. Dentro do complexo será feito um mapeamento das exigências tecnológicas de cada segmento e, em seguida, propostas serão elaboradas e desenvolvidas nos institutos e centros de inovação espalhados pelo país. “Hoje nós temos 500 projetos na carteira do SENAI. Queremos fortalecer ainda mais esta rede e fazer diferença na competitividade da indústria brasileira, que precisa estar preparada para a onda de mudanças que o mundo vive”, explicou Gustavo Leal.


O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, anunciou publicação de decreto distrital que dá prioridade a obras no local do complexo

ESTRUTURA - O espaço tem como objetivo a aproximação da indústria com a sociedade. Para isso, formadores de opinião serão convidados a debater temas de interesse estratégico para o país de modo a contribuir para a formação de políticas públicas eficientes. O Museu de Experimentar a Arte, a Ciência e a Tecnologia da Indústria e o centro de convenções também vão contribuir para aproximar os temas da indústria com a sociedade.

A Universidade Corporativa será centralizada no novo complexo e terá cursos de educação presencial e à distância para a formação de profissionais com alto desempenho para o Sistema Indústria. O empreendimento ainda terá um ambiente de excelência no treinamento dos jovens brasileiros em competições internacionais, como a WordSkills.
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sábado, 30 de junho de 2018

Gestão Baseada em Tretas
Emerson F. Tormann17:12


[Cyber Cultura] O pessoal do Calango Hacker Clube, o hackerspace localizado em Brasília, tem um modelo de gestão inovador e interessante, que eles chamam de "gestão baseada em tretas".

Os princípios básicos são os seguintes:
  1. Quem dá a ideia é quem faz: Quando alguém propõe uma demanda ou uma proposta ("uma Treta"), ele é eternamente responsável por ela. ou seja, "Cada um só pode arranjar demanda para si mesmo"; 
  2. Treta é a resolução do Universo: Toda treta tem um fundo didático e um processo de aprendizagem multitarefa e interdisciplinar;
  3. Não sei como fazer, mas estou aqui: Todo membro é livre para propor as mais absurdas Tretas, mesmo não tendo o conhecimento necessário para resolução da mesma, pois o conhecimento coletivo do grupo pode ajudar a resolver essa Treta;
  4. Pega que a Treta é sua: Durante o desenvolvimento de uma Treta, ela pode ser encaminhada para diferentes pessoas de acordo com o seu nível de conhecimento sobre o assunto;
  5. Me dá que a Treta é minha: Durante o processo de resolução das Tretas, qualquer membro pode pedir para si a resolução de uma Treta não resolvida e concluí-la, ou adiantar uma parte que esteja pendente;
  6. Xeque Mate, essa Treta não cabe mais: Assim como no Xadrez, os problemas e as possibilidades podem chegar a um fim, e uma Treta pode ser finalizada a qualquer momento, seja por conclusão, incapacidade ou desinteresse.
Eles até criaram um vídeo bem divertido sobre isso.


domingo, 10 de junho de 2018

ABNT reativa Comissão de Estudo sobre saídas de emergência em edificações
Emerson F. Tormann19:06


Grupo debate proteção necessária dos meios de circulação para abandono seguro dos ocupantes de edifícios, em caso de incêndio, e a ação do socorro público para o salvamento e resgate de pessoas


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) CB-002 - Comitê Brasileiro da Construção Civil reativou a Comissão de Estudo CE-002:138.012 - Saídas de Emergência em Edificações.

A comissão trata da normalização no campo de saídas de emergências, compreendendo critérios para dimensionamento da proteção necessária dos meios de circulação para abandono seguro dos ocupantes de edifícios em caso de incêndio e a ação do socorro público para o salvamento e resgate de pessoas, cálculo da limitação da lotação máxima em função das características dos elementos de circulação, no que concerne ao projeto e execução, excluindo-se abandono de túneis, arenas, estádios, terminais ferroviários e metroviários, edificações temporárias, construções sem cobertura para atividades e ocupações ao ar livre, helipontos e heliportos e outros tipos de ocupação não contemplados no documento.

Concomitantemente, 3 normas estão sob revisão - ABNT/CB-024 Segurança Contra Incêndio:

ABNT NBR 14276 - Brigada de emergência de incêndio - Requisitos e procedimentos
ABNT NBR 14608 - Bombeiro civil - Requisitos e procedimentos
ABNT NBR 15219 - Plano de emergência contra incêndio - Requisitos e procedimentos

Os Projetos de Revisão terão encerramento em 06/08/2018.

Fonte: Agência Cbic

GDF passa a cobrar pelo descarte de resíduos da construção civil
Emerson F. Tormann18:54

Transportadores podem pagar por tonelada ou por caçamba. Empresas devem informar qual será o tipo de pagamento para despejo na Unidade de Recebimento de Entulhos


GDF passa a cobrar pelo descarte de resíduos da construção civil

A partir de 15 de junho, todos os transportadores de resíduos da construção civil e volumosos terão de pagar pelo descarte na Unidade de Recebimento de Entulhos, que fica na área do antigo lixão da Estrutural. Os valores serão calculados de acordo com a quantidade de toneladas ou pelo unitário de cada caçamba – nesse caso, o preço será o de seis toneladas, independentemente do volume contido nela.

O preço estabelecido pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF), por meio de resolução, segue como base R$ 26,91 pela tonelada de resíduos mistos e R$ 14,68 para materiais recicláveis puros.

As empresas poderão escolher, no sistema de cadastro do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o modelo de cobrança que mais se adéqua à logística do negócio e aos clientes.

Para garantir o valor fixo da caçamba estacionária de 5 metros cúbicos, nesta primeira cobrança, os transportadores terão até quinta (7) para informar ao SLU qual tipo de pagamento querem seguir. O modelo escolhido poderá ser alterado sem ônus para o transportador.

De acordo com o Serviço de Limpeza Urbana, o pagamento será referente ao mês anterior. Sendo assim, os transportadores pagarão no início de julho o equivalente aos 15 dias de junho.

O montante final será calculado de acordo com a quantidade de resíduos despejados na Unidade de Recebimento de Entulhos. O boleto da cobrança ficará disponível na primeira semana de cada mês.

Somente será permitido o acesso de veículos devidamente cadastrados no Sistema de Gestão dos Resíduos da Construção Civil, disponível no site do SLU, e acompanhados do Controle de Transporte de Resíduos.

Materiais com mais de 20% de orgânicos misturados não serão aceitos na unidade.



Fonte: JBr com informações da Agência Brasília
https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2018/06/05/cobranca-para-descarte-de-residuos-da-construcao-civil-comeca-em-15-de-junho/
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

MPDFT recomenda que brasileiros reiniciem roteador para combater vírus
Emerson F. Tormann19:39

A recomendação é do Ministério Público que investiga fraudes bancárias e casos de estelionato causados pelo Malware VPNFilter



A população deve reiniciar os roteadores domésticos e de home office, recomenda a Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT). O objetivo é combater um vírus que ameaça a segurança dos usuários conhecido como Malware VPNFilter. Ao desligar o aparelho, o vírus é interrompido temporariamente, o que ajuda na identificação de roteadores infectados.

O vírus é programado por criminosos com o objetivo de cometer fraudes. Os aparelhos afetados podem coletar dados pessoais, bloquear o tráfego de internet e direcionar os usuários para sites falsos de instituições bancárias e de lojas virtuais.

O MPDFT recomenda, ainda, a desativação das configurações de gerenciamento remoto e o uso de senhas fortes. Também é importante atualizar o software (firmware) do roteador.

Desde setembro de 2017, o MPDFT, em parceria com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, investiga fraudes bancárias, como estelionatos e furtos, cometidos por meio de roteadores infectados. As informações são sigilosas.

Mais recentemente, em 25 de maio, o Federal Bureau of Investigation (FBI) emitiu alerta sobre a infecção de roteadores pelo Malware VPNFilter.

Fonte: CB
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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Anatel bloqueou 37 mil aparelhos celulares irregulares no DF e Goiás
Emerson F. Tormann22:30


Desde o dia 9 de maio já foram bloqueados 37 mil celulares no Distrito Federal e Goiás, segundo a Anatel nesta sexta-feira, 18. Considerando o período desde 22 de fevereiro, os usuários de celulares irregulares habilitados nas duas regiões estão recebendo mensagens informando sobre a situação dos equipamentos.

Os aparelhos irregulares são aqueles sem certificação ou adulterados, que podem causar riscos aos consumidores e problemas nas transmissões. O presidente da Anatel, Juarez Quadros, deu as informações na abertura do Workshop sobre IMEI que ocorreu nesta sexta, na sede da agência.

A ação de bloqueio faz parte do projeto Celular Legal, uma iniciativa da agência que busca fortalecer o combate a celulares adulterados, roubados e extraviados, além de inibir o uso de aparelhos não certificados pelo órgão regulador nas redes de telecomunicações do País. O combate a terminais irregulares ocorre desde o ano 2000, quando se iniciou a implementação do Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI). Esse cadastro consiste no controle dos terminais de forma a impedir a sua utilização no Brasil.

O diretor de serviços de IMEI da GSMA, Adrian Dodd, durante palestra, explicou que o IMEI é um código composto por 15 números que permite identificar o órgão responsável (China, Índia, EUA, resto do mundo) e até marca e modelo do aparelho. O número atesta a autenticidade do equipamento, permitindo que um aparelho roubado possa ser bloqueado em qualquer país. Dodd explicou que é importante que se faça a constante checagem das listas de fabricantes que devem ser investigados e a de bons fabricantes. É preciso também realizar testes em modelos mais vendidos e mais roubados, disse.

A GSMA, segundo afirmou o diretor da associação, tem monitorado as ferramentas utilizadas pelos hackers para clonagem e adulteração de IMEIs. Compete às autoridades legais exercerem seus poderes com uso das informações prestadas pelos reguladores.

Cronograma

Conforme o cronograma do projeto, o bloqueio de aparelhos irregulares ocorrerá em todo o País. Nos estados do Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Região Sul e demais estados da Região Centro-Oeste, os usuários de equipamentos irregulares receberão mensagens de que estão terão seus equipamentos bloqueados a partir de 23 de setembro, e o bloqueio dos aparelhos efetivamente a partir de 8 de dezembro. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 23 de setembro nesses estados.

Na região Nordeste e demais estados da Regiões Norte e Sudeste, o encaminhamento de mensagens aos usuários a partir de 7 de janeiro de 2019 e impedimento do uso dos aparelhos irregulares a partir de 24 de março do mesmo ano. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir dessa data de início de encaminhamento de mensagens nos estados da Região Nordeste e demais estados da Região Norte e Sudeste.

Desde maio de 2016, o consumidor pode solicitar o bloqueio do aparelho celular que tenha sido roubado diretamente nas delegacias dos estados que aderiram ao projeto.

Fonte: Teletime

terça-feira, 1 de maio de 2018

Portaria MT Nº 261 dá nova redação à NR 18
Emerson F. Tormann16:58

Ministério do Trabalho e Emprego publicou no Diário Oficial da União atualização da Norma Regulamentadora 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção



As alterações publicadas no Art. 1º da Portaria, dão nova redação ao  item 18.21 - Instalações Elétricas da NR-18. É uma atualização considerável visto que modificou muitos itens.

Além disso, o Art. 2º da Portaria nº 261 de 18 de abril de 2018, inseriu definições no item 18.39 (Glossário) da NR-18.

É importante ressaltar, que as alterações da Portaria nº 261 de 18 de abril de 2018 do Ministério do Trabalho só entrarão em vigor após 6 (seis) meses de sua publicação oficial.

Como diz na descrição, a NR 18 estabelece as condições e o meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. Ela estabelece diretrizes de ordem administrativa, planejamento e organização, com o objetivo de implantar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos.

Na prática, é a NR 18 que determina quais são os procedimentos, dispositivos e atitudes a serem observados para cada uma das atividades que se desenvolvem em um canteiro de obras.

A NR 18 contém 27 capítulos dedicados em garantir a segurança do trabalho, dentre os principais presentes no sumário, estão:
  • Demolição;
  • Escavações, Fundações e Desmonte de Rochas;
  • Armações de Aço;
  • Estruturas de Concreto;
  • Estruturas Metálicas;
  • Operações de Soldagem e Corte a Quente;
  • Medidas de Proteção contra Quedas de Altura;
  • Movimentação e Transporte de Materiais e Pessoas;
  • Andaimes e Plataformas de Trabalho;
  • Alvenaria, Revestimentos e Acabamentos;
  • Instalações Elétricas; (capítulo atualizado pela Portaria 261)
  • Máquinas, Equipamentos e Ferramentas Diversas;
  • Equipamentos de Proteção Individua;
  • Transporte de Trabalhadores em Veículos Automotores;
  • Proteção Contra Incêndio;
  • Sinalização de Segurança;
  • Treinamento.

Você pode conferir as outras normas presentes na NR 18 aqui!

Em suma, a finalidade da NR 18 é garantir a segurança no trabalho acima de qualquer coisa. Por isso é totalmente “vedado o ingresso ou a permanência de trabalhadores no canteiro de obras sem que estejam assegurados pelas medidas previstas na NR 18 e compatíveis com a fase em que a obra se encontra”.

Não é exagero afirmar que a NR 18 é a Norma Regulamentadora mais importante para a atividade de um canteiro de obras.

Vamos à atualização:

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, o inciso VI do art. 55, da Lei n.º 13.502, de 01 de novembro de 2017, e os arts. 155 e 200 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943, resolve:

Art. 1º Alterar o item 18.21 - Instalações Elétricas - da Norma Regulamentadora n.º 18 (NR-18) - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção, aprovada pela Portaria MTb n.º
3.214/1978.

Leia na íntegra a versão certificada em PDF