sábado, 16 de fevereiro de 2019

ABNT NBR 16747 - Inspeção Predial - Diretrizes, conceitos, terminologia, requisitos e procedimento
Emerson Tormann21:32


Está acontecendo uma discussão a respeito da confecção da norma de inspeção predial em que um grupo de profissionais questiona a idoneidade de quem está na comissão de elaboração do texto base da NBR 16747.

A discussão sobre a qualidade dos profissionais é muito saudável, mas não concordo com as afirmações do nobre colega Engenheiro Daniel feitas aí no vídeo do Youtube. [https://youtu.be/K2sDdEjsvgA]

Primeiro ponto a destacar é que em nenhum momento a norma restringe a inspeção predial ao profissional engenheiro civil. Li e reli a norma e não encontrei nada que diga que é uma atividade exclusiva de engenheiro civil. Qualquer pessoa pode participar das Comissões de Estudos da ABNT. Existem os convidados, aqueles profissionais que naturalmente se destacam por sua atuação na Engenharia e os que se dispõem a participar por conta própria. E realmente vão a todas as reuniões como voluntários gastando do próprio bolso..

Segundo é que sempre haverá maus profissionais, em qualquer área. Realizar projetos, inspeções e laudos imprestáveis faz parte de qualquer profissão. Então podemos dizer que qualquer profissional erra, seja engenheiro civil, elétrico, mecânico e etc. Agora não quer dizer que todos são ruins.

Com relação a confecção da Norma, tenho certeza que a maioria lá são profissionais respeitados. Desprovidos de interesses pessoais e que querem realmente contribuir para que as normas saiam justamente desse contexto de interesses, desse círculo vicioso e defendem a sociedade que é o objetivo da norma.

Afirma também que não tem ninguém da elétrica... Ora amigos, todos nós sabemos que para participar da confecção de uma norma é preciso gastar algum dinheiro. É preciso participar efetivamente tem que estar presente em todas as reuniões da ABNT. E ser voluntário deve ser o motivo pelo qual alguns não vão. Mas há sim a presença de arquitetos e profissionais de outras áreas que não somente engenheiros civis.

Além disso, todos aqueles que tentaram direcionar o texto base da norma com algum interesse (os ditos picaretas) acabaram desistindo de ir nas reuniões porque viram que não tinham espaço. Foram rechaçados categoricamente pela maioria que percebeu a malandragem e não permitiu que a picaretagem prosperasse.

Se quisessem discutir que participar da elaboração do texto base, também pode por meio de contribuição durante a consulta pública, que já houve. Mas agora que está na reta final, é muito fácil criticar e botar defeito. Mais uma forma de se "promover"...

Por fim, e não menos importante, percebe-se que alguns profissionais querendo se promover vão a uma única reunião da ABNT, tiram fotos e divulgam que estão na comissão de atualização da Norma, e dizem que participaram de toda a confecção da Norma. Lamentável...

Tem uma turma de engenheiros que está sempre se nivelando por baixo. Estão sempre querendo fazer reserva de mercado e mendigando emprego por meio de projetinhos de lei... Uma vergonha para a Engenharia! http://etormann.tk
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domingo, 27 de janeiro de 2019

A verdade sobre a morte de aves por colisão com turbinas eólicas
Emerson Tormann20:05


Muitas são as pessoas e entidades que gostam de apontar as turbinas eólicas como máquinas impiedosas e brutais, responsáveis pela morte de grandes populações de aves.

Existe um estudo que lança luz sobre esta grande controvérsia.

De acordo com um estudo realizado pelo American Wind Wildlife Institute, as turbinas eólicas são responsáveis ​​por cerca de 214.000 a 368.000 mortes por ano.

Apesar de cada morte ser algo importante e assim deve ser evitado, este número é pequeno quando comparado com as mortes devido a colisões com torres de rádio e de telecomunicações.

As torres de rádio e telecomunicações são hoje responsáveis pela morte de 6,8 milhões de aves por ano.

O estudo da American Wind Wildlife Institute incidiu sobre pequenos passeriformes (Passeriformes é uma ordem da classe Aves, conhecidos popularmente como pássaros ou passarinhos) da América do Norte e as evidências mostram que apenas 0,01% dessas aves colidem com as turbinas eólicas.

Por incrível que pareça, o gato da vizinhança causa muito mais danos a populações de aves, os gatos são responsáveis pela morte de 1,4 a 3,7 bilhões de aves por ano.

Em simultâneo, a Sociedade Nacional Audubon divulgou resultados que mostram que mais de metade de todas as espécies de aves nos Estados Unidos estão ameaçadas pela mudanças climáticas, o que faz com que as energias alternativas como a energia eólica sejam ainda mais importantes na preservação das populações de aves em geral.

O American Wind Wildlife Institute vai patrocinar outro estudo, desta vez para examinar o impacto que as turbinas eólicas têm em aves de maior porte, como falcões e águias.

Apesar das novas conclusões que esse estudo possa trazer, uma coisa é certa: de todas as muitas ameaças que pesam sobre as aves de hoje, as turbinas eólicas não estão no topo da lista.

As alterações climáticas, são outro lado a verdadeira ameaça para a vida das aves.

Qual a sua opinião sobre a morte de aves devido a colisões com turbinas eólicas?

Fonte: Portal Energia

domingo, 20 de janeiro de 2019

Saiba como será o ano de 2019 para preços e taxas de painéis solares fotovoltaicos
Emerson Tormann14:56


Investir em energia solar vai ser mais atrativo no ano 2019! A abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, bem como uma mudança no paradigma das energias renováveis em países como Espanha ou Hungria, farão com que a participação da União Europeia no mercado da Energia Solar suba para 12%.

Acredita-se mesmo que haja países que superem os milhares de MW instalados no decorrer do ano 2019. Sendo um desses, Espanha.

Tendo por base o aumento do interesse pelas energias renováveis que ocorreu durante o ano de 2018, e devido a fatores políticos e sociais europeus, e nas estimativas realizadas por vários especialistas, o Investment Group, prevê que a capacidade de energia solar por toda a Europa ultrapasse os 9,5 GW a 13,5 GW (42,1%) no final de 2019. Números que levam a União Europeia a deter 12% do mercado mundial da energia solar.

O Investment Group perspetiva que “A popularidade da energia solar pela Europa tem vindo a aumentar, muito devido à abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, taxas que eram aplicadas pela Comissão Europeia. Esta abolição significa que o preço dos painéis solares irá baixar uns 30%, sendo que o mercado será ‘inundado’ pelos fabricantes chineses. O resultado, espera-se que o mercado da Energia Solar europeu aumente cerca de 11300 milhões de euros”.
O Investimento nas energias renováveis – Energia solar

Além disso, relembraram que em dezembro de 2018, a União Europeia reforçou o seu compromisso para com as energias renováveis. Compromisso em que pediu aos seus estados membros que aumentem as quotas das energias renováveis 32% até 2030, invés dos 27% que estavam já planeados (um aumento de 5%).

Andrius Terskovas, diretor do Grupo de Investimentos e Negócios do Investment Group, destacou 2 países em especial… Espanha e Hungria. “Estes 2 países, que tradicionalmente dependem de fontes de energia como carvão e gás, têm vindo a assumir compromissos abertos para o um futuro baseado nas energias renováveis. Para isso, Espanha, comprometeu-se a consumir 100% de energia de fontes renováveis até 2050. A Hungria fez o mesmo… mas pretende abolir o consumo de carvão até 2030!”.
Países que mudaram paradigma das energias renováveis

O maior consumidor de carvão europeu, é a Polónia, e mesmo eles já têm planos para iniciar a fase de transição para as energias renováveis. O Investment Group no decorrer de 2018 deu início ao seu projeto de investimento de 24 MW solares, sendo que o projeto final terá na Polónia 43 MW. Capacidade equivalente a 15% de todo o mercado polaco de energia solar, e que será o maior da Europa Central e Oriental.

Por outro lado, temos a Alemanha, o maior produtor de lignito da União Europeia e um dos principais consumidores de carvão europeus, que tem vindo a melhorar as suas credenciais ecológicas nos últimos 12 meses.

“Durante os primeiros 6 meses de 2018, a Alemanha estabeleceu um novo recorde de energia renovável depois de obter 41,5% de toda a energia consumida a partir da energia solar fotovoltaica, eólica e biomassa; um aumento que equivale a mais 4% que no ano de 2017”, dados também do Investment Group.

“Para 2022, o governo alemão planeia acabar com toda a energia nuclear, ao fechar as portas das atuais centrais nucleares no ativo”.

Por todos estes motivos, nos próximos anos, investir na energia solar fotovoltaica será um excelente negócio. Pois os painéis solares irão ficar mais baratos, e novas tecnologias surgirão para maximizar os seus rendimentos.

Fonte: Notícias e empregos sobre Energias Renováveis

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Energia solar deve crescer 44% no Brasil em 2019 com impulso de geração distribuída
Emerson Tormann18:50


O Brasil deverá ter um salto de 44 por cento na capacidade instalada de energia solar em 2019, o que levaria o país à marca de 3,3 gigawatts (GW) da fonte em operação, projetou em entrevista à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

O ano também deve marcar uma virada para o mercado solar brasileiro, segundo a entidade, com a expansão puxada pela primeira vez pela chamada geração distribuída —em que placas solares em telhados ou terrenos geram energia para atender à demanda de casas ou de estabelecimentos comerciais e indústrias.

Os projetos de geração distribuída (GD) deverão acrescentar 628,5 megawatts (MW) em capacidade solar ao país, um crescimento de 125 por cento, enquanto grandes usinas fotovoltaicas devem somar 383 MW até o final do ano, um avanço de 21 por cento.

"É uma marca importante para a geração distribuída. Aquela visão do passado de que a GD é cara não se sustenta mais, ela se tornou uma opção acessível, e existem diversas linhas de financiamento. A GD está ganhando participação no mercado brasileiro", disse o presidente da Absolar.

Entre 2017 e 2018, a geração distribuída já havia mostrado ritmo mais forte, com expansão de 172 por cento, contra 86 por cento nas grandes usinas, mas os projetos de GD, menores, adicionaram naquele período 317 MW, contra 828 MW dos empreendimentos de grande porte, viabilizados após leilões de energia do governo.

Com a disparada das tarifas de energia no Brasil desde 2015 e a redução nos custos de equipamentos fotovoltaicos, os investimentos em GD podem ser recuperados em um período de três a sete anos, de acordo com Sauaia.

A nova dinâmica é resultado também da recente crise financeira atravessada pelo Brasil, que reduziu a demanda por eletricidade e levou ao cancelamento de um leilão de contratação de usinas renováveis em 2016.

Depois, em 2017 e 2018, as contratações de grandes usinas solares foram retomadas, mas os projetos viabilizados nos últimos leilões têm obrigação contratual de iniciar operação em 2021 e 2022, enquanto a geração distribuída tem continuado a crescer em ritmo acelerado.

"Com isso, esse ano de 2019, e até 2020, serão anos de enorme desafio para a geração centralizada... A Absolar recomenda que o novo governo estruture um planejamento previsível, com continuidade de contratação, para que o setor consiga se planejar", disse Sauaia, acrescentando que o cancelamento de leilões em 2016 gerou enorme frustração em investidores.

A Absolar estima que a expansão da fonte neste ano deverá gerar investimentos totais de 5,2 bilhões de reais, com cerca de 3 bilhões de reais para a geração distribuída.

Apesar da forte expansão, a energia solar ainda tem presença incipiente na matriz elétrica do Brasil, dominada por grandes hidrelétricas. A fonte responde atualmente por cerca de 1 por cento da capacidade instalada no país, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Investidores


O mercado solar brasileiro é liderado atualmente pela italiana Enel, que possui 703 MW em capacidade em usinas solares em operação no país, seguida pela francesa Engie, com 218 MW e pela Atlas Renewable Energy, da empresa de investimentos britânica Actis, com 174 MW, segundo dados da consultoria ePowerBay.

O ranking poderá ainda em breve ser liderado pela chinesa CGN Energy International, que está em processo de aquisição de 450 MW em usinas solares da Enel, em negócio anunciado na quarta-feira.

A transação, quando concretizada, deve deixar a Enel na vice-liderança.

Também se destacam no setor solar do Brasil a Omega Geração e a francesa EDF (com 160,5 MW cada), a norte-americana AES, com a controlada AES Tietê (150 MW), a norueguesa Scatec (132 megawatts) e a espanhola GPG, da Naturgy (ex-Gas Natural Fenosa, com 120 MW), segundo o ranking da ePowerBay.

Luciano Costa
Fonte: Reuters

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

CEB estuda geração de energia sustentável com uso de lixo
Emerson Tormann18:18

Dois projetos-pilotos devem ser implementados ainda neste ano. Para que sejam colocados em prática, serão necessários de 18 a 24 meses



A Companhia Energética de Brasília (CEB) vai apostar em geração de energia sustentável a partir de dois projetos-pilotos. Em um deles, o próximo presidente da empresa, Edison Garcia, estuda aproveitar restos de materiais do antigo Lixão da Estrutural, que produzem o chamado gás metano, para montar uma usina de geração de novas fontes.

Segundo o diretor-geral da CEB Geração, Eduardo Roriz, o custo é mais barato. “A população aumenta e produzimos muito lixo. Essa é uma forma de ter projetos socioambientais.” Outra proposta é aproveitar os galhos e madeiras das podas das árvores para produção de energia elétrica. A ideia é levar os restos de materiais para a usina. Os estudos estão em estágio avançado e devem começar a ser implementados ainda neste ano. Para que saiam do papel, serão necessários de 18 a 24 meses.

Nesta segunda-feira (14/1), Edison Garcia fez uma visita à Usina Hidrelétrica do Paranoá, com a equipe técnica da CEB (imagem abaixo), e destacou a importância do local. “Aqui tem não só a parte de fornecimento de energia mas também o controle do que chega de água, atendendo resolução da Adasa [Agência Reguladora de águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal] de uso múltiplo do Lago Paranoá para turismo, navegação e captação”, explicou.

VINÍCIUS SANTA ROSA/METRÓPOLES

O novo gestor deve ser empossado nos próximos dias. Ele aguarda a sua exoneração do cargo de presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para assumir a nova função.

Problemas

Edison Garcia assume a presidência da empresa em meio à polêmica venda de R$ 675 milhões em ações. Em 17 de dezembro de 2018, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) liberou a transação, que estava suspensa desde outubro, quando a Corte acatou denúncia de irregularidades na alienação dos títulos da estatal e determinou o embargo da medida.

A companhia pretende vender suas participações acionárias em cinco empreendimentos de geração de energia nas regiões Centro-Oeste e Norte. Em alguns casos, a CEB deixará de ser a maior acionista para não ter qualquer participação. É o que acontecerá com a Corumbá Concessões, mais conhecida como Corumbá IV, produtora de parte da energia elétrica consumida pelos brasilienses.

Em comunicado ao mercado, a companhia informou aos acionistas e possíveis compradores sobre a decisão do TCDF. A venda, por meio de leilão, está prevista para o dia 21 de fevereiro de 2019.

Fonte: Metrópoles
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domingo, 13 de janeiro de 2019

Vendaval derruba parte de supermercado e assusta clientes em Foz do Iguaçu
Emerson Tormann01:47


Local está isolado e vai passar por uma perícia nas próximas horas. Ninguém ficou ferido


Um temporal com ventos fortes atingiu Foz do Iguaçu na tarde dessa quinta-feira (10). Na zona norte da cidade, o vendaval assustou os moradores que faziam compras em um supermercado na Avenida Maceió.

Segundo o Corpo de Bombeiros, parte do telhado e a lateral do prédio foram derrubadas pela força do vento. No telhado foram instaladas recentemente placas fotovoltaicas para geração de energia. A carga extra do sistema com 270 módulos sobre a estrutura antiga da cobertura da edificação contribuíram para o desabamento.

O prédio está isolado e vai passar por uma perícia técnica para saber se há risco de desmoronamento. Equipes da Defesa Civil e um engenheiro acompanharam os trabalhos. Ninguém ficou ferido. O atendimento do supermercado está suspenso até liberação da Defesa Civil. A partir de então caberá à gerência definir como será feita a reforma.




sábado, 12 de janeiro de 2019

China lançará projetos-piloto de energia solar e eólica sem subsídios
Emerson Tormann21:27


A China planeja lançar projetos-piloto de energia solar e eólica sem subsídios do governo, disse um órgão de planejamento estatal nesta quarta-feira, à medida que o país busca reduzir seus custos com a promoção do uso de energia renovável.

Após anos de rápido crescimento nos quais Pequim se esforçou para impulsionar o consumo de energia limpa, a China tem se empenhado para reduzir os custos da energia renovável e, assim, aliviar o orçamento do governo, que deve quase 17,57 bilhões de dólares em subsídios a geradores renováveis.

Os novos projetos vão produzir energia renovável para venda ao mesmo preço praticado por termelétricas a carvão não subsidiadas e não terão que lidar com quotas de restrição de capacidade, disse a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento.

Mas os projetos receberão apoio em questões fundiárias e de financiamento, acrescentou a comissão.

"Algumas regiões com bons recursos naturais e demanda firme já conseguiram alcançar condições de paridade de preços sem subsídios", disse o órgão estatal, ressaltando que os projetos-piloto poderão ajudar as renováveis a competir com a energia do carvão.

Alguns projetos solares no Nordeste da China têm sofrido dificuldades para manter as operações, com risco de falência, devido a longos atrasos do governo no pagamento de subsídios, elevados custos de transmissão e compras insuficientes de sua produção por elétricas.

A comissão também pediu que as elétricas garantam compras de energia junto aos projetos-piloto e reduzam custos de transmissão para os geradores.

Muyu Xu e Dominique Patton
Fonte: Reuters

domingo, 30 de dezembro de 2018

Síndicos e sociedade devem ficar atentos ao novo documento de responsabilidade técnica
Emerson Tormann21:06


Assim como ocorreu com os Arquitetos que saíram do CREA em 2010, os profissionais de engenharia com formação técnica criaram seu próprio conselho e a partir deste ano passaram a ser registrados no Conselho Federal do Técnicos - CFT. A Lei nº 13.369 de 26 março de 2018 cria o Conselho Federal dos Técnicos Industriais e os Conselhos Regionais dos Técnicos Industriais - CRT e faz deste o órgão responsável pela fiscalização dos Profissionais Técnicos.

Síndicos e gestores condominiais devem ficar atentos pois já está circulando o novo documento de responsabilidade técnica, ou Termo de Responsabilidade Técnica - TRT, emitido por profissionais registrados no CFT. Este documento é regulamentado pela Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977 que institui a "Anotação de Responsabilidade Técnica" na prestação de serviços de engenharia, de arquitetura e agronomia e é equivalente ao ART dos engenheiros ou ao RRT dos arquitetos.

O TRT é uma exigência legal, decorrente da Lei 13.369/2018, que regulamentou a profissão de técnico industrial e criou o CFT e os CRTs. O documento em si tem por objetivo identificar o responsável pela atividade técnica, bem como as principais características da obra ou serviço. Sua importância, porém, é bem maior.

Responsabilidade Técnica

A responsabilidade técnica é formalizada por meio de documento comprobatório emitido pelo conselho ao qual o profissional está vinculado. O Termo de Responsabilidade Técnica - TRT assinado por Técnicos Industriais de acordo com a Resolução nº 40, de 26 de outubro de 2018 ratifica o que foi declarado pela lei.

Portando o síndico deverá atualizar o regulamento de obras incluindo o TRT no fluxo de documentos exigidos em todos os serviços de manutenção e reformas do seu condomínio. Também deve informar aos encarregados e demais responsáveis pelos serviços de Engenharia e Arquitetura que a partir de agora o Termo de Responsabilidade Técnica - TRT faz parte do rol de documentos aceitos para a realização de serviços especializados.

É dever do profissional habilitado apresentar o TRT e um direito do síndico exigir o documento antes de iniciar os serviços contratados garantindo a autoria e responsabilidade pela obra. A contratação de trabalhadores sem registro para execução de atividades especializadas é passível de multas para o condomínio, além de muito arriscado, e deve ser evitado pelo síndico. Toda e qualquer intervenção no âmbito da arquitetura e engenharia a ser realizada no condomínio tem que respeitar as determinações da lei.

Fiscalização

O síndico que tiver dúvida quanto à validade do documento deve consultar o Conselho Federal dos Técnicos - CFT para verificar as informações do profissional e as atividades relacionadas na tabela de títulos profissionais. Assim como os CREAs e os CAUs, os CRTs (Conselhos Regionais dos Técnicos) são autarquias federais e servem para fiscalizar as atividades e atribuições dos profissionais e receber denúncias em caso de irregularidades.

Técnicos industriais de nível médio, Lei Nº 5.524, de 05 de novembro de 1968, podem atuar em diversas atividades de engenharia. Desde a execução de pequenas obras até manutenção de edificações de grande porte. Compreendem conhecimento tecnológico associado a infraestrutura e processos mecânicos, elétricos, obras civis e atividades produtivas. Abrangendo proposição, instalação, operação, controle, intervenção, manutenção, avaliação e  otimização de processos.

O TRT é importante para o profissional pois:

• Comprova legalmente o vínculo com a obra ou serviço;

• Define a circunscrição da responsabilidade caso tenha que responder pelas atividades que executou;

• O documento é aceito legalmente como prova em eventuais processos judiciais;

• É instrumento comprobatório de vínculo com a empresa contratante por meio de registro de desempenho de cargo ou função técnica;

• O TRT garante a formalização do acervo técnico do profissional e da empresa, elemento importante para comprovação da capacidade técnica em licitações e contratações em geral. A Certidão de Acervo Técnico (CAT) é fornecida a partir da baixa do TRT, ao final da conclusão dos serviços.

O TRT é essencial para o síndico ou contratantes em geral porque:

• Garante a fiscalização da atividade pelo CFT;

• Proporciona segurança técnica e jurídica, pois comprova que o serviço está sendo executado por um profissional legalmente habilitado e em situação regular com o Conselho profissional e leis vigentes;

• Serve como um instrumento de defesa, pois formaliza o compromisso do profissional com a qualidade técnica dos serviços prestados;

• Em caso de sinistros, identifica individualmente os responsáveis, auxiliando na confrontação das responsabilidades junto ao Poder Público;

• Auxilia no levantamento e verificação do efetivo exercício das atividades técnicas de engenharia no país, incrementando informações que irão auxiliar o planejamento e futuras ações como maior entrosamento do ensino com o mercado de trabalho e dimensionamento da importância do setor no PIB nacional.

» Saiba mais: Sr. Síndico, contrate técnico com registro profissional!

Legislação

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sábado, 29 de dezembro de 2018

Conta de luz terá bandeira verde em janeiro, sem cobrança de taxa extra
Emerson Tormann23:57

Segundo a Aneel, a estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios


Abandeira tarifária para janeiro de 2019 será verde, sem custo adicional para os consumidores.

Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a estação chuvosa está propiciando elevação da produção de energia pelas usinas hidrelétricas e do nível dos reservatórios. As informações são da Agência Brasil.

Em dezembro, a bandeira tarifária também foi verde.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.

A Aneel alerta que, mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica.

Fonte: Notícias ao Minuto

sábado, 22 de dezembro de 2018

Estreia em janeiro no YouTube websérie inédita sobre arquitetura brasileira
Emerson Tormann16:16

ARQ.DOC é a nova série documental de arquitetura exclusiva para o YouTube


Com um investimento de R$ 1 milhão em pesquisa, produção e viagens pelo Brasil, uma nova websérie exclusiva para o YouTube aposta no segmento de Arquitetura e Design. A ideia é aproveitar o forte crescimento de interesse por esse segmento na maior plataforma de webvideos do mundo. Segundo dados do próprio YouTube, o número de internautas brasileiros entre 28 e 42 anos, com interesses em assuntos sobre casa, decoração, design e mobiliário aumentou 30% só nos últimos 12 meses.

Foto: ARQ.DOC / DINO

Batizada de ARQ.DOC, a série vai ao ar em janeiro com a proposta de apresentar histórias por trás de construções, projetos de arquitetura e intervenções urbanas no Brasil. Produzidos em formato de documentário, os episódios prometem abordar a pluralidade criativa da arquitetura brasileira e como ela interage com as necessidades e transformações sociais.

Além da pegada documental, que mescla pesquisa, entrevistas e depoimentos, chama a atenção o cuidado estético com a produção, evidenciado no teaser que já está no ar e pode ser assistido clicando aqui. Imagens em movimento, tomadas aéreas e trilhas instrumentais procuram criar um dinamismo para captar a atenção do espectador.

Idealizada pelo experiente diretor e produtor Augusto Custodio, a websérie vai além da análise de projetos e tendências. É um convite à reflexão sobre o aspecto humano das construções e de como a arquitetura se relaciona com as pessoas.

— Sabemos que existe uma audiência qualificada que busca cada vez mais por serviços e produtos ligados a arquitetura no YouTube. Queremos nos comunicar com esse público, retratando o universo da arquitetura, a partir de um olhar documental que contextualiza de forma profunda a história por trás de cada projeto. O ARQ.DOC é uma narrativa sobre a materialização de ideias e sonhos, traduzidas em imagens autorais — ressalta Custodio, cujo trabalho é marcado por uma linguagem própria, amplamente reconhecida no segmento de arquitetura e interiores.

A primeira temporada de ARQ.DOC será composta por 11 episódios quinzenais, com duração média de 20 minutos cada. Para atingir também o mercado internacional, todos os vídeos contarão com versões legendadas em inglês e espanhol. O projeto conta ainda com a curadoria e coordenação de conteúdo da jornalista Marianne Wenzel, especializada em arquitetura, com passagens por veículos como Casa & Construção, Casa Claudia e Kaza.

Perfil do público pesou na escolha do YouTube como plataforma

Quando teve a ideia do ARQ.DOC, o diretor e produtor Augusto Custodio chegou a apresentá-lo para alguns canais. Mas o potencial de visibilidade e alcance de público das redes sociais pesou para o fechamento de exclusividade do conteúdo no YouTube. Hoje a plataforma é acessada por 95% dos brasileiros e os termos "arquitetura" e "design de interiores" estão entre os mais buscados. Ainda segundo o Youtube, 58% desse público é feminino e está relacionado com o poder de influência e decisão da mulher dentro de sua casa.

Como a proposta da série é falar não só com os profissionais e estudantes da área, mas com todos que se interessam pelas histórias e tendências da arquitetura e design, os números do YouTube reforçaram a opção pela plataforma como player exclusivo do ARQ.DOC. Outro dado que sustenta o otimismo dos produtores em relação ao desempenho da série é o próprio formado documental do produto. Segundo o YouTube, documentários estão entre os vídeos com maior tempo de duração de audiência, ultrapassando 75% de visualização da totalidade do conteúdo.

Para se destacar em meio à gigantesca massa de vídeos postados diariamente no YouTube, o ARQ.DOC uniu conteúdo de qualidade a um formato visual impactante, com narrativas envolventes e bem editadas. Entre equipe, equipamentos e viagens por todo o Brasil foram investidos mais de 1 milhão de reais. O projeto foi viabilizado com o apoio de diversas empresas, a maioria do segmento de arquitetura e design de interiores.

Primeiro episódio irá ao ar no dia 29 de Janeiro

O lançamento oficial da série ARQ.DOC está marcado para o dia 29 de janeiro, quando o primeiro vídeo irá ao ar no canal do YouTube. E já nesse episódio de estreia fica clara a intenção de explorar a diversidade regional da arquitetura brasileira. No roteiro aparecem projetos realizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

O novo aeroporto de Vitória e o Centro Cultural Univates, em Lajeado (RS), integram a relação de obras que serão apresentadas no vídeo que abrirá a websérie. Também estarão em pauta o Complexo Habitacional Júlio Prestes e a nova sede do Sesc Paulista. Em debate, conceitos e soluções que nortearam o processo criativo desses projetos. Entre os arquitetos entrevistados estão Marcelo Barbosa, Gianfranco Vannucchi e Camila Mirapalhete.

O episódio número 1 terá como tema o novo alumínio, cada vez mais usado em construções e projetos de design de todos os portes e estilos. No vídeo, a forma como o alumínio vem influenciando e transformando a arquitetura no país é destacada por Jefferson Lousa, diretor da Projetoal, empresa com atuação destacada no segmento de alumínio no Brasil e América Latina:

"De uma maneira muito clara nós ajudamos a transformar o cenário urbano do país", avalia Lousa, em um dos inúmeros depoimentos que compõem o primeiro episódio da série sobre arquitetura ARQ.DOC.


Para saber mais sobre a nova série documental de arquitetura ARQ.DOC acesse o site oficial https://bit.ly/2QHI8gK ou o canal no YouTube https://youtu.be/KNvZASrXheE.

Website: https://bit.ly/2QHI8gK

Fonte: Terra
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