sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Inscrições para cursos técnicos integrados ao ensino médio vão até 8 de novembro
Emerson F. Tormann13:19

Cadastros para mais de 3,2 mil vagas para jovens e adultos devem ser feitos pelo site da Secretaria de Educação


Alunos do ensino médio do Distrito Federal podem concorrer a 3.239 vagas em cursos técnicos profissionalizantes gratuitos que serão oferecidos em 2019 em diversas escolas da cidade.

As inscrições deverão ser feitas desta segunda-feira (29) até 8 de novembro pelo site da Secretaria de Educação.

Unidade de ensinoCursoVagas
Centro de Educação Profissional – Escola Técnica de BrasíliaEletrônica252
Eletrotécnica252
Informática360
Telecomunicações168
Centro de Educação Profissional – Escola Técnica de CeilândiaAdministração315
Administração integrado à educação de jovens e adultos (a distância)

100
 
Informática
 
315

Informática integrado à Educação de Jovens e Adultos (a distância)100
Logística140
Centro de Educação Profissional – Escola Técnica de PlanaltinaAnálises clínicas140
Enfermagem95
Nutrição e dietética95
Saúde bucal145
Centro de Educação Profissional Articulado do Guará – Professora Teresa Ondina MalteseComputação Gráfica216
Enfermagem200
Centro Educacional 2 (CEd 2) do CruzeiroServiços públicos integrado à educação de jovens e adultos70
Centro Educacional Irmã Maria Regina Velanes RegisControle ambiental integrado à educação de jovens e adultos46
Centro de Ensino Médio Integrado (Cemi) do GamaInformática integrado ao ensino médio80
Cemi do CruzeiroInformática para internet integrado ao ensino médio150
Centro de Educação Stella dos Cherubins Guimarães TroisInformática para internet integrado ao ensino médio140





No caso do Cemi do Gama, o candidato deverá ir à unidade de 29 de outubro a 13 de novembro para homologar e validar a inscrição presencialmente, depois de ter feito a etapa on-line.
EDIÇÃO: MARINA MERCANTE
VINÍCIUS BRANDÃO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

IFB abre inscrições para cursos técnicos
Emerson F. Tormann19:08



O Instituto Federal de Brasília divulgou no dia 26 de outubro, o processo seletivo para preenchimento de 2.315 vagas em cursos gratuitos para o primeiro semestre de 2019. As oportunidades são para cursos técnicos em diversas modalidades nos dez campi do IFB, espalhados por todo o Distrito Federal: Brasília, Ceilândia, Estrutural, Gama, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Samambaia, São Sebastião e Taguatinga.

As inscrições estarão abertas no período de 1.º a 30 de novembro de 2018 e serão realizadas pelo site processoseletivo.ifb.edu.br. A seleção será efetuada por meio de sorteio eletrônico. Todo o processo de inscrição é gratuito. As aulas estão previstas para começar em fevereiro de 2019.


Entenda as modalidades

Há oportunidades em cursos técnicos subsequentes presenciais e a distância, integrados ao Ensino Médio e integrados na modalidade Educação de Jovens e Adultos (PROEJA). Há também a opção de Regime de Alternância no Curso Técnico em Agroindústria – subsequente e concomitante. Entenda, abaixo, cada uma das modalidades e veja em qual delas você se enquadra.

Integrado (Curso Técnico + Ensino Médio no IFB) – Cursos para quem acabou de concluir o Ensino Fundamental. Duração média de 3 anos. O estudante cursa disciplinas comuns do Ensino Médio juntamente com as matérias de um curso técnico.

Integrado – Proeja (Curso Técnico + Ensino Médio no IFB) – Cursos para maiores de 18 anos que cursaram o Ensino Fundamental, mas não concluíram o Ensino Médio. Duração média de 3 anos.

Concomitante (Curso Técnico no IFB + Ensino Médio em outra escola) – Esta modalidade é voltada para os estudantes que estejam cursando o Ensino Médio em outra escola. Assim, ele fará ao mesmo tempo o Ensino Médio, em sua escola de origem, e o curso técnico no IFB.

Subsequente (Pós-Médio) – Para quem já concluiu o Ensino Médio. Duração de 1 a 2 anos.

Regime de Alternância – O ensino é organizado em função do trabalho, e o estudante alterna períodos regulares de aprendizagem na escola, com períodos de convívio com a comunidade.


Reserva de Vagas

O IFB reserva vagas em seus processos seletivos para pessoas oriundas de escolas públicas, pessoas com deficiência, pessoas que se autodeclarem preto, pardo ou indígena e para os que tenham renda familiar bruta per capita igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo.

Se você se encaixa nessas características, pode solicitar reserva de vaga no ato da inscrição on-line e procurar o campus do IFB no qual selecionou o curso para entregar, até o dia 30 de novembro, formulários específicos descritos nos editais e os documentos que comprovem suas declarações.

A comissão do processo seletivo irá analisar os documentos e publicará o resultado preliminar no dia 6 de dezembro. Caso queira contestar, o candidato pode fazê-lo nos dias 7 e 10 do mesmo mês. O resultado final da lista de candidatos para reserva de vagas será divulgado no dia 12 de dezembro. Quem se candidatar à reserva de vaga e não entregar a documentação comprobatória, passa a concorrer, automaticamente, nas vagas destinadas à ampla concorrência.


Editais

É importante que o candidato leia o edital do curso de interesse por completo.

Edital nº 33/RIFB – Técnico em Segurança do Trabalho Subsequente ao Ensino Médio na Modalidade a Distância

Edital nº 34/RIFB – Técnicos Integrados ao Ensino Médio Presenciais

Edital nº 35/RIFB – Técnicos Integrados Presenciais na Modalidade PROEJA

Edital nº 36/RIFB – Técnico em Agroindústria Subsequente e Concomitante ao Ensino Médio em Regime de Alternância

Edital nº 37/RIFB – Técnicos Subsequentes Presenciais


Cursos Ofertados (por campus)

Campus Brasília
Técnico Subsequente em Eventos
Técnico Subsequente em Desenvolvimento de Sistemas
Técnico Subsequente em Comércio
Técnico Subsequente em Serviços Públicos (vespertino e noturno)
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Informática
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Eventos

Campus Ceilândia
Técnico Subsequente em Equipamentos Biomédicos
Técnico Subsequente em Segurança do Trabalho EAD
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Eletrônica

Campus Estrutural
Técnico Subsequente em Manutenção Automotiva
Técnico Integrado ao Médio em Manutenção Automotiva

Campus Gama
Técnico Subsequente em Logística
Técnico Integrado PROEJA em Administração
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Alimentos
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Química

Campus Planaltina
Técnico Subsequente em Agropecuária (matutino e vespertino)
Técnico em Agroindústria em Regime de Alternância
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Agropecuária

Campus Recanto das Emas
Técnico Subsequente em Áudio e Vídeo (vespertino e noturno)
Técnico Integrado PROEJA em Produção Áudio e Vídeo
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Produção de Áudio e Vídeo

Campus Riacho Fundo
Técnico Subsequente em Cozinha
Técnico Subsequente em Panificações
Técnico Integrado PROEJA em Restaurante e Bar
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Cozinha
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Hospedagem

Campus Samambaia
Técnico Subsequente em Controle Ambiental
Técnico Subsequente em Edificações
Técnico Subsequente em Móveis
Técnico Integrado PROEJA em Edificações
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Controle Ambiental
Técnico integrado ao Ensino Médio em Design de Móveis

Campus São Sebastião
Técnico Subsequente em Secretaria Escolar
Técnico Subsequente em Secretariado
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Administração

Campus Taguatinga
Técnico Subsequente em Eletromecânica
Técnico Subsequente em Manutenção e Suporte em Informática
Técnico Subsequente em Vestuário
Técnico Integrado PROEJA em Artesanato
Técnico Integrado ao Ensino Médio em Eletromecânica

Saiba mais no Portal IFB

sábado, 25 de agosto de 2018

Atenção à qualidade dos fios e cabos elétricos
Emerson F. Tormann16:55

fios e cabos elétricos
*Por Nelson Volyk 

Em uma instalação elétrica residencial, temos condutores elétricos, eletrodutos, quadro de distribuição, disjuntores, DR, DPS, tomadas e interruptores. Havendo bom projeto e boa mão de obra, a instalação fica perfeita, mas devemos analisar também a qualidade do material elétrico, que impacta no resultado final da instalação. Caso o problema não seja percebido de imediato, certamente aparecerá no curto ou médio prazo e, aí sim, uma encrenca e tanto – que poderia não existir – terá que ser resolvida.

Mas para analisar cada produto elétrico em sua totalidade, aplicação e resultado, de modo a se obter o melhor desempenho possível, trataremos de cada qual separadamente. Neste artigo, destacamos os condutores elétricos, que são os produtos fabricados pela SIL Fios e Cabos Elétricos, segmento no qual é especialista. Os condutores elétricos utilizados largamente em instalações elétricas de baixa tensão possuem a certificação compulsória do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Assim, para o produto ser comercializado o fabricante deve possuir, obrigatoriamente, a certificação, concedida por certificadoras credenciadas pelo instituto. 

É importante ressaltar que, em princípio, esses produtos certificados devem seguir a norma técnica da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), definida na portaria emitida pelo Inmetro, que estabelece, também, as regras de certificação. Levando isso em conta, e se tudo no mundo fosse perfeito, diríamos que todos os produtos elétricos possuem qualidade, principalmente, devido a utilizarem a mesma norma técnica e a mesma portaria do Inmetro para certificação. Mas o mundo não é perfeito. E, nesse processo todo, acabam existindo falhas que resultam produtos elétricos de maior e de menor qualidade, sendo que, na maioria das vezes, essas falhas são intencionais, com o intuito de baratear o produto e ganhar mais dinheiro. 

Os condutores elétricos possuem prazo de validade indeterminado e, para serem utilizados por anos sem degradar o isolamento, devem seguir as diretrizes da norma NBR 5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão, que define os métodos de instalação dos produtos e suas regras, como, por exemplo, qual é a capacidade de corrente máxima para cada seção nominal, quais são os fatores de correção a serem adotados sobre os valores de capacidade de corrente e como podem ser instalados os diversos tipos de condutores elétricos. 

O condutor elétrico mais utilizado na instalação residencial é formado de cobre e PVC, onde o primeiro conduz a energia e o segundo se encarrega da isolação. O cobre deve ser puro, com, no mínimo, 99,9% de pureza, conforme a norma NBR 14733 Vergalhão de Cobre para Uso Elétrico - Requisitos. Além de puro, deve ser utilizado em quantidade determinada que atenda o valor máximo da resistência elétrica estabelecida para cada seção nominal, seguindo o padrão mundial da IEC, que no Brasil está definido na norma NBR NM 280 Condutores de Cabos Isolados. 

O cobre não perde sua característica de condução de energia com o passar do tempo, mas o PVC sente o peso da idade e, ao longo dos anos, resseca. Esse ressecamento em um condutor de qualidade levará décadas, enquanto que um produto fabricado com PVC que não seja próprio para fins elétricos – e não foi produzido para atender a norma de fabricação – talvez não chegue ao final dos primeiros dez anos. Na verdade, poucos anos podem ser suficientes para condenar o condutor como um todo.

Nesse contexto, existem condutores elétricos perfeitos e não tão perfeitos. Infelizmente, na maioria das vezes, a imperfeição é crônica e, mesmo havendo a certificação do produto, encontramos divergências com relação às normas técnicas. Essa prática faz com que não seja perfeita a harmonia do produto em questão com a norma de instalação elétrica NBR 5410. 

*Nelson Volyk é engenheiro eletricista e gerente de Engenharia de Produto da SIL Fios e Cabos Elétricos.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Instalações elétricas de baixa tensão
Emerson F. Tormann23:18


As instalações elétricas de baixa tensão devem oferecer segurança a fim de se evitar os choques elétricos que podem matar as pessoas e animais ou causar problemas como incêndio no caso de curto-circuitos em residências, condomínios e empresas, além da queima de equipamentos. Uma instalação elétrica pode ser definida pelo conjunto de materiais e componentes elétricos essenciais ao funcionamento de um circuito ou sistema elétrico.

Vários fatores podem aumentar consideravelmente a chance de ocorrência de problemas em uma instalação elétrica: o desgaste de materiais e equipamentos nas instalações elétricas antigas, falta de manutenção periódica; inadequação na execução; utilização de materiais elétricos de baixa qualidade em que a economia é colocada em primeiro plano, em detrimento da segurança e durabilidade; elaboração de projetos elétricos de forma inadequada, sem contemplar os requisitos mínimos de segurança e qualidade exigidos pelas normas técnicas.

A NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens. Aplica-se principalmente as instalações elétricas de edificações, qualquer que seja seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), incluindo as pré-fabricadas. Aplica-se também as instalações elétricas: em áreas descobertas das propriedades, externas as edificações; de reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento (campings), marinas e instalações análogas; e de canteiros de obra, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

Aplica-se: aos circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1.000V em corrente alternada, com frequências inferiores a 400Hz, ou a 1.500V em corrente continua; aos circuitos elétricos, que não os internos aos equipamentos, funcionando sob uma tensão superior a 1.000V e alimentados através de uma instalação de tensão igual ou inferior a 1.000V em corrente alternada (por exemplo, circuitos de lâmpadas a descarga, precipitadores eletrostáticos, etc.); a toda fiação e a toda linha elétrica que não sejam cobertas pelas normas relativas aos equipamentos de utilização; e as linhas elétricas fixas de sinal (com exceção dos circuitos internos dos equipamentos).

A aplicação às linhas de sinal concentra-se na prevenção dos riscos decorrentes das influências mutuas entre essas linhas e as demais linhas elétricas da instalação, sobretudo sob os pontos de vista da segurança contrachoques elétricos, da segurança contra incêndios e efeitos térmicos prejudiciais e da compatibilidade eletromagnética. Aplica-se as instalações novas e a reformas em instalações existentes. Modificações destinadas a, por exemplo, acomodar novos equipamentos elétricos, inclusive de sinal, ou substituir equipamentos existentes, não caracterizam necessariamente uma reforma geral da instalação.

Não se aplica a: instalações de tração elétrica; instalações elétricas de veículos automotores; instalações elétricas de embarcações e aeronaves; equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida que não comprometam a segurança das instalações; instalações de iluminação pública; redes públicas de distribuição de energia elétrica; instalações de proteção contra quedas diretas de raios.

Os componentes da instalação são considerados apenas no que concernem à sua seleção e condições de instalação. Isto é igualmente válido para conjuntos em conformidade com as normas a eles aplicáveis. A aplicação desta norma não dispensa o atendimento a outras normas complementares, aplicáveis a instalações e locais específicos.

A aplicação da NBR 5410 não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deva satisfazer. As instalações elétricas cobertas por esta norma estão sujeitas também, naquilo que for pertinente, às normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade.

As pessoas e os animais devem ser protegidos contra choques elétricos, seja o risco associado a contato acidental com parte viva perigosa, seja a falhas que possam colocar uma massa acidentalmente sob tensão. A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de incêndio de materiais inflamáveis, devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. Além disso, em serviço normal, não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os animais.

As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos negativos de temperaturas ou solicitações eletromecânicas excessivas resultantes de sobrecorrentes a que os condutores vivos possam ser submetidos. Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas.

As partes citadas acima devem também ser protegidas contra as consequências prejudiciais de ocorrências que possam resultar em sobretensões, como faltas entre partes vivas de circuitos sob diferentes tensões, fenômenos atmosféricos e manobras. Os equipamentos destinados a funcionar em emergências, como incêndios, devem ter seu funcionamento assegurado a tempo e pelo tempo julgado necessário.

A alimentação da instalação elétrica, de seus circuitos e de seus equipamentos deve poder ser seccionada para fins de manutenção, verificação, localização de defeitos e reparos. A instalação elétrica deve ser concebida e construída livre de qualquer influência mutua prejudicial entre instalações elétricas e não elétricas.

Os componentes da instalação elétrica devem ser dispostos de modo a permitir espaço suficiente tanto para a instalação inicial quanto para a substituição posterior de partes, bem como acessibilidade para fins de operação, verificação, manutenção e reparos. Os componentes da instalação elétrica devem ser conforme as normas técnicas aplicáveis e possuir características compatíveis com as condições elétricas, operacionais e ambientais a que forem submetidos.

Entre as características e fenômenos suscetíveis de gerar perturbações ou comprometer o desempenho satisfatório da instalação podem ser citados: o fator de potência; as correntes iniciais ou de energização; o desequilíbrio de fases; e as harmônicas. Toda instalação elétrica requer uma cuidadosa execução por pessoas qualificadas, de forma a assegurar, entre outros objetivos, que: as características dos componentes da instalação, não sejam comprometidas durante sua montagem; os componentes da instalação, e os condutores em particular, fiquem adequadamente identificados; nas conexões, o contato seja seguro e confiável; os componentes sejam instalados preservando-se as condições de resfriamento previstas; os componentes da instalação suscetíveis de produzir temperaturas elevadas ou arcos elétricos fiquem dispostos ou abrigados de modo a eliminar o risco de ignição de materiais inflamáveis; e as partes externas de componentes sujeitas a atingir temperaturas capazes de lesionar pessoas fiquem dispostas ou abrigadas de modo a garantir que as pessoas não corram risco de contatos acidentais com essas partes.

Na concepção de uma instalação elétrica devem ser determinadas as seguintes características: utilização prevista e demanda; esquema de distribuição; alimentações disponíveis; necessidade de serviços de segurança e de fontes apropriadas; exigências quanto a divisão da instalação; influências externas as quais a instalação for submetida; riscos de incompatibilidade e de interferências; requisitos de manutenção.

A determinação da potência de alimentação e essencial para a concepção econômica e segura de uma instalação, dentro de limites adequados de elevação de temperatura e de queda de tensão. Na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação devem ser computados os equipamentos de utilização a serem alimentados, com suas respectivas potencias nominais e, em seguida, consideradas as possibilidades de não simultaneidade de funcionamento destes equipamentos, bem como capacidade de reserva para futuras ampliações.

Não se deve esquecer de que as cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da NBR 5413 (substituída em 2013 pela NBR ISO/CIE 8995-1 – Iluminação de ambientes de trabalho – Parte 1: Interior). Para os aparelhos fixos de iluminação a descarga, a potência nominal a ser considerada deve incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos equipamentos auxiliares.

A divisão da instalação em circuitos deve ser de modo a atender, entre outras, as seguintes exigências: segurança, por exemplo, evitando que a falha em um circuito prive uma área de alimentação; conservação de energia – por exemplo, possibilitando que cargas de iluminação e/ou de climatização sejam acionadas na justa medida das necessidades; funcionais – por exemplo, viabilizando a criação de diferentes ambientes, como os necessários em auditórios, salas de reuniões, espaços de demonstração, recintos de lazer, etc.; de produção – por exemplo, minimizando as paralisações resultantes de uma ocorrência; de manutenção – por exemplo, facilitando ou possibilitando ações de inspeção e de reparo.

Devem ser previstos circuitos distintos para partes da instalação que requeiram controle específico, de tal forma que estes circuitos não sejam afetados pelas falhas de outros (por exemplo, circuitos de supervisão predial). Na divisão da instalação devem ser consideradas também as necessidades futuras.

As ampliações previsíveis devem se refletir não só na potência de alimentação, mas também na taxa de ocupação dos condutos e dos quadros de distribuição. Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam. Em particular, devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada.

As cargas devem ser distribuídas entre as fases, de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública, geração local, etc.), a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais.

Em particular, não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem, com elementos de outra alimentação, quadros de distribuição e linhas, incluindo as caixas dessas linhas, salvo as seguintes exceções: circuitos de sinalização e comando, no interior de quadros; conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar o intercambio das fontes de alimentação; linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra alimentação sejam adequadamente identificados.

Devem ser tomadas medidas apropriadas quando quaisquer características dos componentes da instalação forem suscetíveis de produzir efeitos prejudiciais em outros componentes, em outros serviços ou ao bom funcionamento da fonte de alimentação. Todos os componentes da instalação elétrica devem atender as exigências de compatibilidade eletromagnética e ser conforme o que as normas aplicáveis prescrevem, neste particular.

Fonte: Revista Adnormas

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Brasília abriga empresas tecnológicas de fachada que desviam milhões do governo
Emerson F. Tormann10:47

Novo Parque Tecnológico é inaugurado em Brasília

O Distrito Federal possui uma espécie de Vale do Silício formado por empresas com contratos nebulosos com o governo. São 1.105 firmas de Tecnologia da Informação (TI), que receberam, juntas, R$ 3 bilhões dos cofres públicos no ano passado — o montante corresponde a 62,5% dos gastos federais com o setor.

Uma investigação jornalística de dois meses promovida pelo GLOBO com auxílio da Associação Contas Abertas identificou que a lista de pagamentos do governo é formada, em grande parte, por empresas que só existem no papel e estão registradas em salas vazias, academia de ginástica e clínica médica. A maioria dos contratos não passou por processo de licitação.

O esquema envolve pagamentos que variam de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, patamar que é considerado a “Faixa de Gaza” dos contratos. Entenda como funciona o ralo bilionário de recursos públicos no setor de TI:

O VALE DO SILÍCIO CANDANGO

A partir de um levantamento da Associação Contas Abertas, o GLOBO descobriu como o território pouco fiscalizado de contratos de TI atraiu para Brasília milhares de empresas de informática. Em um raio de 15 quilômetros, na área central da capital, estão registradas nada menos do que 1.105 empresas de TI que receberam juntas, R$ 3 bilhões do governo no ano passado.

GOVERNO PAGA A EMPRESAS QUE NÃO EXISTEM

Em mais de dois meses de trabalho de campo, o GLOBO visitou quase uma centena de empresas em Brasília e descobriu que o governo Michel Temer repassa milhões de reais a empresas de TI sem sequer conferir se elas, de fato, existem. Algumas estão registrada em escritórios de contabilidade, em escritórios virtuais e, em alguns casos, simplesmente não existem no lugar informado nos contratos com a União. É um dado aterrador, que diz muito sobre como os recursos públicos são tratados pelo governo

O MÉTODO

As irregularidades no setor de TI seguem quase sempre o mesmo método. Uma empresa, que ganhou uma licitação para oferecer determinado produto a um órgão público, passa a oferecer seus serviços a outros órgãos pela chamada “ata de preço”, um instrumento que permite que repartições contratem empresas já aprovadas em processos licitatórios de outros órgãos para fornecer o mesmo produto, sem a necessidade de outra licitação.

Assim, uma empresa que venceu uma licitação, pode passar anos fornecendo ao governo sem precisar passar por novas concorrências e dificilmente será fiscalizada, porque entende-se que ela, ao vencer uma licitação, já foi aprovada nos filtros da lei de licitações. Ocorre que, como os órgãos de fiscalização já vêm descobrindo, as próprias licitações que originaram essas atas de preço já são fraudadas de modo a garantir a empresas de fachada essa espécie de passaporte para contratos públicos.

FISCALIZAÇÃO

Por se tratar de contratos considerados de baixo valor (até R$ 10 milhões), que demandam trabalho de investigação semelhantes aos dos grandes contratos, esses negócios menores ficam perdidos no radar dos órgãos de controle, que priorizam auditorias em contratos mais volumosos.

FALTA DE CONTROLE

O governo não conta com uma regra para contratação de serviços de TI. Hoje, da forma como está, os setores de TI dos ministérios foram entregues a indicados de políticos aliados do presidente Michel Temer. São esses apadrinhados que decidem contratar as empresas de TI. O governo, por sua vez, não estabelece qualquer critério que analise conveniência, utilidade e regularidade dos contratos de informática, o que, na avaliação de especialistas, favorece uma série de fraudes.

INTERMEDIÁRIOS

Pelo menos 70% dos contratos de TI são fechados com empresas declaradamente intermediárias, que compram produtos de informática para revender a preços mais caros ao governo. O fato de o governo não centralizar as demandas dos diferentes órgãos nessa área de informática em um único setor, capaz de analisar a legitimidade das despesas, favorece o trabalho desses atravessadores.

Por causa de pagamentos indevidos, o ministro da Integração Nacional, Antônio de Pádua, passou a ser investigado pela Controladoria-Geral da União. Ele teria acobertado dois servidores que fecharam contratos milionários — e fraudulentos — com uma empresa de tecnologia.

Fonte: O GLOBO

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

HabitLab: tenha consciência do tempo que você desperdiça na internet
Emerson F. Tormann00:35


Você pode querer gastar menos tempo com sites como o Facebook e o YouTube, mas, na verdade, isso pode, às vezes, ser um desafio. HabitLab é um projeto de código aberto da Stanford que tenta facilitar um pouco o corte de sites de formação de hábito.

Como ele faz isso é um tanto singular. Em vez de simplesmente bloquear os sites dos quais você deseja se afastar, a extensão do Google Chrome usa ferramentas como bloqueadores de feed de notícias e comentários para ajudá-lo a reduzir seu interesse.

Para usá-lo, primeiro você tem que dizer o que você quer cortar. Você pode adicionar qualquer site ou serviço que desejar, mas está pronto para uso e é compatível com recursos como Gmail, Netflix, YouTube e Reddit. Sempre que você visitar um site que contou à extensão que deseja reduzir, ele usará inteligência artificial para escolher uma intervenção para ajudar a reduzir o tempo que você passa lá.

Por exemplo, quando você visita o Facebook, ele pode ocultar os comentários nas postagens de seus amigos. No YouTube, pode pausar um vídeo e sugerir que você faça algo diferente.


Com o tempo, aprende quais tipos de intervenções parecem funcionar melhor para você e se concentra naqueles que estão avançando. Isso não impede você de visitar ou usar esses sites, mas está forçando-o a ficar mais atento ao tempo que gasta com eles.


Além disso, como é um projeto de pesquisa de Stanford, você também concorda em abrir mão de um pouco de privacidade ao usá-lo. Dados anônimos sobre os efeitos das intervenções em sua navegação são rotineiramente enviados para as pessoas que criaram a extensão. Você pode, no entanto, desativar essa opção quando definir a extensão, além do limite, mas é algo que deve ser lembrado.

#inteligenciaartificial #IA #AI #artificialintelligence

Texto adaptado do LifeHacker

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Medindo a resistividade do solo para fins de aterramento elétrico
Emerson F. Tormann18:52

A normalização técnica estabelece os requisitos obrigatórios para medição da resistividade e determinação da estratificação do solo.



Por Mauricio Ferraz de Paiva

O aterramento tem como função proteger os equipamentos elétricos, usuários e garantir o bom funcionamento do circuito. Existem tipos de aterramento distintos, sendo alguns deles com variações. É uma das formas mais seguras de interferência na corrente elétrica para proteger e garantir o bom funcionamento da instalação, além de atender as exigências das normas técnicas.

Em resumo, o aterramento elétrico significa colocar as instalações e equipamentos no mesmo potencial, de modo que a diferença de potencial entre a terra e o equipamento seja o menor possível. O aterramento (terra) é o conector com diferença de potencial igual a zero, a diferença entre ele e o neutro é que ele não altera o seu valor por meio de problemas que podem ser eliminados para a terra, o que não permite que fugas de energia fiquem na superfície de aparelhos elétricos.

A NBR 7117 (NB716) de 07/2012 – Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo estabelece os requisitos para medição da resistividade e determinação da estratificação do solo. Fornece subsídios para aplicação em projetos de aterramentos elétricos. A sua aplicabilidade pode ter restrições em instalações de grandes dimensões, onde são necessários recursos de geofísica não abordados. Não se aplica a estratificações oblíquas e verticais. Entende-se por projetos de malhas de aterramento de instalações de grandes dimensões, os parques eólicos, complexos hidrelétricos e industriais.

O solo é um meio geralmente heterogêneo, de modo que o valor de sua resistividade varia de local para local em função do tipo, nível de umidade, profundidade das camadas, idade de formação geológica, temperatura, salinidade e outros fatores naturais, sendo também afetado por fatores externos como contaminação e compactação. Exemplos de variação da resistividade em função de alguns destes parâmetros são mostrados na tabela e na figura.



A determinação dos valores das resistividades do solo e de sua estratificação é de importância fundamental para o cálculo das características de um sistema de aterramento, subsidiando o desenvolvimento de projetos, bem como a determinação de seus potenciais de passo e toque. Em geral, o solo é constituído por diversas camadas, cada uma apresentando um certo valor de resistividade e uma espessura própria.

O valor de resistividade do solo é determinado por meio de medições, cujos resultados recebem um tratamento matemático, de modo a se obter a estratificação do solo em camadas paralelas ou horizontais, de diferentes resistividades (p) e de espessuras (e) definidas. Considerando-se, portanto, a heterogeneidade do solo, verificada pela variação de sua resistividade à medida em que suas camadas são pesquisadas, há necessidade de procurar meios e métodos que determinem essas variações, sem que seja necessário lançar mão de prospecções geológicas, o que, decerto, inviabilizaria os estudos para implantação de sistemas de aterramento.

Assim sendo, foram desenvolvidos métodos de prospecção geoelétricos que se caracterizam pela facilidade operacional e precisão fornecidas. A complexidade adicional causada pelos solos não uniformes é comum, e apenas em poucos casos a resistividade é constante com o aumento da profundidade, ou seja, homogênea. Basicamente, os métodos que utilizam sondagem elétrica procuram determinar a distribuição vertical de resistividade, abaixo do ponto em estudo, resultando então em camadas horizontais, geralmente causadas por processos sedimentares.

Dispondo-se de dois eletrodos de corrente pelos quais se faz circular uma corrente I, e de dois eletrodos de potencial que detectarão uma diferença de potencial V, pode-se mostrar que a resistividade do solo é proporcional a V/I, sendo o fator de proporcionalidade uma função do método empregado. Em função de pesquisas já realizadas pode-se dizer que metade da corrente injetada no solo, circula acima de uma profundidade igual à metade da distância entre eletrodos, e que grande parte da corrente flui acima da profundidade igual à separação entre eles.

Para estas conclusões pressupõe-se a condição de solos homogêneos, não sendo as mesmas condições válidas para solos estratificados, nos quais a densidade de corrente varia de acordo com a distribuição de resistividades. Os gradientes de potencial da superfície do solo, dentro ou adjacentes a um eletrodo, são principalmente uma função da resistividade da camada superficial do solo.

Por outro lado, a resistência do eletrodo de terra é primariamente uma função de suas dimensões e das resistividades das camadas mais profundas do solo, especialmente se o eletrodo for de grandes dimensões. Estratificações oblíquas e verticais, derivadas de acidentes geológicos, não são objeto de estudo desta norma. São considerados, os seguintes métodos de medição: amostragem física do solo; método da variação de profundidade; método dos dois eletrodos; método dos quatro eletrodos, com os seguintes arranjos: arranjo do eletrodo central; arranjo de Lee; arranjo de Wenner; arranjo Schlumberger – Palmer.

O método da variação de profundidade, também conhecido como “método de três eletrodos”, consiste em um ensaio de resistência de terra executado para várias profundidades (L) do eletrodo de ensaio de diâmetro (d). O valor da resistência medida (Rm) refletirá a variação da resistividade, relativa ao incremento de profundidade. Usualmente, o eletrodo de ensaio é uma haste devido à facilidade de sua cravação no solo. As medições citadas podem ser executadas usando um dos métodos para medição da resistência de aterramento, descritos na NBR 15749.

O método de variação de profundidade fornece informações úteis sobre a natureza do solo na vizinhança da haste. Contudo, se um grande volume de solo precisar ser investigado, é preferível que se use o método dos quatros eletrodos, já que o cravamento de hastes longas não é prático. Este método supõe que o aterramento a ser ensaiado seja composto de uma haste de aterramento de comprimento L. O raio r da haste é pequeno ao se comparar com L. Os valores de resistividade obtidos com esse método são médios e não podem ser extrapolados.

O método dos quatro eletrodos (geral) é o mais aplicado para medição da resistividade média de grandes volumes de terra. Pequenos eletrodos são cravados no solo a pequenas profundidades, alinhados e espaçados em intervalos não necessariamente iguais. A corrente de ensaio I é injetada entre os dois eletrodos externos e a diferença de potencial V é medida entre os dois eletrodos internos com um potenciômetro ou um voltímetro de alta impedância.

O arranjo de Schlumberger é uma disposição para o método dos quatro pontos onde o espaçamento central é mantido fixo (normalmente igual a 1,0 m), enquanto os outros espaçamentos variam de forma uniforme. Daí uma alta sensibilidade na medição dos potenciais é necessária, especialmente se a fonte do terrômetro for de baixa potência.

O arranjo Schlumberger – Palmer é usado para medir resistividades com grandes espaçamentos, especialmente em terrenos de alta resistividade (da ordem de ou superior a 3 000 Wm), com os eletrodos de potencial situados muito próximos aos eletrodos de corrente correspondentes para melhorar a resolução da medida da tensão. Mesmo assim, os terrômetros convencionais, de baixa potência (com corrente compatível com a sensibilidade do aparelho), dificilmente operam de forma eficiente.

Deve ser considerada a variação sazonal da resistividade do solo, devendo ser realizada uma medição no período mais crítico. De maneira geral, a situação mais crítica é a de solo seco, que ocorre após um período de sete dias sem chuvas. Esse período deve ser observado sempre para comprovação da situação mais crítica, caso seja necessária.

Para estimativa de projeto ou casos especiais, podem ser efetuadas medições com o solo na situação que não seja a mais crítica. Uma medição posterior é necessária, caso acordado entre as partes. Em áreas onde seja necessário corrigir o nível do terreno, pelo menos uma das medições deve ser realizada após a conclusão da terraplenagem.

Pontos de uma mesma área em que sejam obtidos valores de resistividade com desvio superior a 50% em relação ao valor médio das medições realizadas podem caracterizar uma subárea específica, devendo ser realizadas medições complementares ao seu redor, para ratificação do resultado; se isso não for possível, considerar a conveniência de descartar a linha de medição. No caso de medições de resistividade próximas a malhas existentes, objetos condutores enterrados ou cercas aterradas, deve-se afastar a linha de medição a uma distância onde as interferências sejam reduzidas para evitar ou atenuar os efeitos da proximidade com massas metálicas enterradas próximo à linha de medição.

No caso de medições de resistividade próximas a aterramentos de redes de energia e de telecomunicações, de linhas de transmissão ou de quaisquer outras fontes de interferências, deve-se afastar a linha de medição e utilizar instrumentos que possuam filtros que separem os resultados do sinal injetado para evitar ou atenuar os efeitos da proximidade com circuitos potencialmente interferentes. Para projetos de linhas de transmissão devem ser realizadas duas medições em direções ortogonais nos pontos escolhidos, preferencialmente no sentido longitudinal ao encaminhamento da linha de transmissão e outra perpendicular, que devem coincidir com a localização das estruturas.

Cada linha de medição deve abranger diferentes distâncias entre eletrodos, que se estendam no mínimo até a maior dimensão (diagonal) do terreno a ser ocupado pela malha. A linha de medição deve ser prospectada a partir de uma distância entre eletrodos de 1 m e prosseguir, se possível, em potência de 2, a saber: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64 m etc. Podem ser utilizadas distâncias intermediárias entre eletrodos.

Condições diferentes das acima indicadas só podem ser definidas sob justificativas técnicas e após expressa concordância entre os agentes envolvidos, observadas as condições específicas do local. Na execução das medições devem-se anotar todas as características locais e os resultados obtidos em planilhas, como a apresentada no Anexo B.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

quinta-feira, 5 de julho de 2018

SESI e SENAI vão construir complexo voltado à inovação em Brasília
Emerson F. Tormann23:46

Projeto prevê ambientes como o Museu de Arte, Ciência e Tecnologia da Indústria, um centro de convenções, a Universidade Corporativa do Sistema Indústria (Unindústria) e terá a sede da coordenação da rede dos Institutos de Inovação do SENAI e dos Centros de Inovação do SESI



O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI) lançaram nesta terça-feira (3) o complexo SE - SESI SENAI Para o Futuro, complexo voltado à inovação, que será construído em Brasília. O projeto foi apresentado durante o Encontro Nacional da Indústria (ENAI), realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), na capital federal. A estimativa é que sejam investidos R$ 500 milhões no projeto. As edificações começam a ser construídas no início de 2019 na capital federal e devem ficar prontas em 2021.

Entre os presentes no lançamento estavam o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade e o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. “Com a construção deste complexo, nós queremos que Brasília seja a capital da inovação do país, mas, para isso, precisamos de infraestrutura como a duplicação da rodovia e a banda larga”, afirmou o presidente da CNI durante o discurso. Também prestigiaram o lançamento o o secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Waldir de Oliveira, e o deputado federal Laércio Oliveira (PP-SE).

Ainda na solenidade, Rodrigo Rollemberg atendeu aos pedidos feitos pelo presidente da CNI e anunciou a publicação do decreto distrital que coloca as obras do SE - SESI SENAI Para o Futuro como de interesse público. Dessa forma, o governo de Brasília deve priorizar obras urbanísticas e de infraestrutura no local, como a duplicação da rodovia DF-140. No evento, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon) doou o projeto de duplicação para o governo do DF.


De acordo com o governador, a importância do projeto se dá pela confirmação da vocação do Distrito Federal como polo de inovação. Uma vez que a cidade tem a maior proporção de doutores por habitante no país e lançou, recentemente, um parque tecnológico. Além disso, o chefe do Executivo distrital reforçou que o complexo fica na região sul de Brasília e contribui para descentralizar a atividade econômica do Plano Piloto.

As instalações do SE - SESI SENAI Para o Futuro ocuparão uma área de 85 mil m² no bairro planejado de Alphaville, na Capital Federal. O projeto prevê vários ambientes, como um Museu de Arte, Ciência e Tecnologia da Indústria, que será aberto ao público; um centro de convenções, a Universidade Corporativa do Sistema Indústria (Unindústria), a sede da coordenação da rede dos Institutos de Inovação do SENAI e dos Centros de Inovação do SESI, além de um ambiente para desenvolvimento de novas tecnologias educacionais.

“Com a construção deste complexo, vamos elevar o patamar do ensino do SENAI, que já é de qualidade”, afirmou Gustavo Leal, diretor de operações da instituição.


Para presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a construção do SE - SESI SENAI para o Futuro vai fazer de Brasília a capital da inovação do país

O complexo vai atuar em eixos que abrangem a busca por inovação, o diálogo com os empresários industriais, a qualificação dos funcionários do Sistema Indústria e interação com a sociedade. Além disso, o espaço vai apoiar a rede no desenvolvimento de novas tecnologias, competências técnicas e metodologias avançadas para a indústria.

O SE - SESI SENAI Para o Futuro também será um ponto forte de apoio aos 28 setores da indústria. Dentro do complexo será feito um mapeamento das exigências tecnológicas de cada segmento e, em seguida, propostas serão elaboradas e desenvolvidas nos institutos e centros de inovação espalhados pelo país. “Hoje nós temos 500 projetos na carteira do SENAI. Queremos fortalecer ainda mais esta rede e fazer diferença na competitividade da indústria brasileira, que precisa estar preparada para a onda de mudanças que o mundo vive”, explicou Gustavo Leal.


O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, anunciou publicação de decreto distrital que dá prioridade a obras no local do complexo

ESTRUTURA - O espaço tem como objetivo a aproximação da indústria com a sociedade. Para isso, formadores de opinião serão convidados a debater temas de interesse estratégico para o país de modo a contribuir para a formação de políticas públicas eficientes. O Museu de Experimentar a Arte, a Ciência e a Tecnologia da Indústria e o centro de convenções também vão contribuir para aproximar os temas da indústria com a sociedade.

A Universidade Corporativa será centralizada no novo complexo e terá cursos de educação presencial e à distância para a formação de profissionais com alto desempenho para o Sistema Indústria. O empreendimento ainda terá um ambiente de excelência no treinamento dos jovens brasileiros em competições internacionais, como a WordSkills.
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sábado, 30 de junho de 2018

Gestão Baseada em Tretas
Emerson F. Tormann17:12


[Cyber Cultura] O pessoal do Calango Hacker Clube, o hackerspace localizado em Brasília, tem um modelo de gestão inovador e interessante, que eles chamam de "gestão baseada em tretas".

Os princípios básicos são os seguintes:
  1. Quem dá a ideia é quem faz: Quando alguém propõe uma demanda ou uma proposta ("uma Treta"), ele é eternamente responsável por ela. ou seja, "Cada um só pode arranjar demanda para si mesmo"; 
  2. Treta é a resolução do Universo: Toda treta tem um fundo didático e um processo de aprendizagem multitarefa e interdisciplinar;
  3. Não sei como fazer, mas estou aqui: Todo membro é livre para propor as mais absurdas Tretas, mesmo não tendo o conhecimento necessário para resolução da mesma, pois o conhecimento coletivo do grupo pode ajudar a resolver essa Treta;
  4. Pega que a Treta é sua: Durante o desenvolvimento de uma Treta, ela pode ser encaminhada para diferentes pessoas de acordo com o seu nível de conhecimento sobre o assunto;
  5. Me dá que a Treta é minha: Durante o processo de resolução das Tretas, qualquer membro pode pedir para si a resolução de uma Treta não resolvida e concluí-la, ou adiantar uma parte que esteja pendente;
  6. Xeque Mate, essa Treta não cabe mais: Assim como no Xadrez, os problemas e as possibilidades podem chegar a um fim, e uma Treta pode ser finalizada a qualquer momento, seja por conclusão, incapacidade ou desinteresse.
Eles até criaram um vídeo bem divertido sobre isso.


domingo, 10 de junho de 2018

ABNT reativa Comissão de Estudo sobre saídas de emergência em edificações
Emerson F. Tormann19:06


Grupo debate proteção necessária dos meios de circulação para abandono seguro dos ocupantes de edifícios, em caso de incêndio, e a ação do socorro público para o salvamento e resgate de pessoas


A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) CB-002 - Comitê Brasileiro da Construção Civil reativou a Comissão de Estudo CE-002:138.012 - Saídas de Emergência em Edificações.

A comissão trata da normalização no campo de saídas de emergências, compreendendo critérios para dimensionamento da proteção necessária dos meios de circulação para abandono seguro dos ocupantes de edifícios em caso de incêndio e a ação do socorro público para o salvamento e resgate de pessoas, cálculo da limitação da lotação máxima em função das características dos elementos de circulação, no que concerne ao projeto e execução, excluindo-se abandono de túneis, arenas, estádios, terminais ferroviários e metroviários, edificações temporárias, construções sem cobertura para atividades e ocupações ao ar livre, helipontos e heliportos e outros tipos de ocupação não contemplados no documento.

Concomitantemente, 3 normas estão sob revisão - ABNT/CB-024 Segurança Contra Incêndio:

ABNT NBR 14276 - Brigada de emergência de incêndio - Requisitos e procedimentos
ABNT NBR 14608 - Bombeiro civil - Requisitos e procedimentos
ABNT NBR 15219 - Plano de emergência contra incêndio - Requisitos e procedimentos

Os Projetos de Revisão terão encerramento em 06/08/2018.

Fonte: Agência Cbic