segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Mais Você dá dicas para economizar na conta de luz
Emerson F. Tormann16:20

paineis fotovoltaicos no telhado da casa

Reportagem do programa Mais Você, da Rede Globo de Televisão, sobre Energia Solar Fotovoltaica, uma saída para se prevenir dos constantes aumentos da conta de energia! @redeglobo #euproduzoenergia #energiasolar #energiasolarfotovoltaica #maisvocê #globo #redeglobo

Assista o vídeo
http://globoplay.globo.com/v/4642934/

domingo, 29 de novembro de 2015

Proposta brasileira para salvar o planeta
Emerson F. Tormann16:28



Passados 23 anos desde a Rio 92, evento que instituiu a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, o Brasil chega à COP21 consolidado como um dos principais negociadores da conferência. Em um momento-chave para a definição do novo pacto global que vai suceder o Protocolo de Kyoto, o país deve se destacar nas discussões de pontos polêmicos, como o financiamento de ações mitigatórias e o papel que cada nação terá de desempenhar para limitar a 2ºC o aumento da temperatura global até o fim do século.

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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Aneel autoriza geração por condomínios e cooperativas
Emerson F. Tormann11:36

painéis solares em prédios


A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem a atualização das regras que balizam o funcionamento da geração distribuída no país. A principal mudança autoriza que grupos de unidades consumidoras - como condomínios ou cooperativas - possam gerar a energia que vão utilizar.

A mudança da Resolução Normativa 482/2012, segundo estimativas da Aneel, pode incentivar aproximadamente 200 mil consumidores residenciais e comerciais a instalarem micro e mini geradores até 2019, quando a norma será revista. Até 31 de outubro deste ano, havia 1.284 empreendimentos desse tipo em funcionamento no país.

Além da permissão para a geração compartilhada, a Aneel ampliou as fontes para a micro e a minigeração de energia, até então restritas aos painéis solares. Foram incluídos na norma pequenos geradores eólicos, queima de biogás e maré motriz, entre outros empreendimentos.

Os limites de potência instalada também foram revistos pela agência reguladora. O teto para a modalidade de microgeração foi estabelecido em 75 kW. Na minigeração, o limite subiu a 3 MW para fontes hidráulicas e a 5 MW para as demais categorias.

Os micro e minigeradores ainda foram autorizados a utilizar a energia em um local diferente daquele onde ela é produzida, desde que seja comprovada a posse do imóvel e que não fique caracterizada qualquer operação de compra e venda de energia.

Nesse último quesito, as distribuidoras demonstraram preocupação sobre a forma pela qual será feita a tarifação da energia consumida no segundo ponto. A área técnica da Aneel havia proposto que a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) fosse cobrado integralmente, mas os diretores mantiveram o desconto que beneficia o imóvel onde fica a unidade geradora.

A avaliação dos diretores foi de que o impacto sobre a TUSD ainda é muito pequeno e que, se atingir algum patamar relevante, poderá ser revisto em 2019, quando a norma será revista.

"Acho que essa atualização é muito bem vinda para o sistema e para a sustentabilidade ambiental", avaliou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino.

A agência reguladora também aprovou ontem as revisões tarifárias das distribuidoras de energia de Rondônia, do Amapá e do Acre. Nesta última, a Aneel deliberou por uma redução de 10,29% na tarifa.

Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Emissões ligadas à energia sobem 6% no país em 2014
Emerson F. Tormann11:57




Na contramão dos compromissos assumidos pelo Brasil para a Conferência de Paris, sua emissão de gases do efeito estufa para obter energia aumentou em 2014. Enquanto o PIB encolhia 0,1%, a poluição climática do setor cresceu 6%.

Essa é a principal má notícia do Observatório do Clima, uma rede de organizações não governamentais, na estimativa de emissões que está lançando nesta quinta-feira (19). Os dados detalhados podem ser obtidos e baixados na página do SEEG.

A boa notícia: as emissões totais do país caíram ligeiramente. O Brasil inteiro lançou na atmosfera o equivalente a 1,558 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (ou GtCO2eq), 0,9% menos que no ano anterior.

Outra má nova é que o país se encontra estacionado no patamar de 1,5 GtCO2eq desde 2009.

O governo Dilma Rousseff se comprometeu a reduzir as emissões nacionais em 43% até 2030, com relação ao nível de 2005 (2,043 GtCO2eq). Isso significa que em 15 anos o total deveria descer par algo em torno de 1,165 GtCO2eq. Portanto, seria preciso eliminar 0,393 GtCO2eq até lá, ou 26 milhões de toneladas por ano.

Toda a dificuldade reside em que o país já colheu os frutos fáceis de apanhar, em matéria de corte de gases do efeito estufa, ao reduzir o desmatamento na Amazônia em mais de 80% numa década. No jargão climático, essa rubrica se chama "mudança do uso da terra", e de novo se observou aí uma diminuição de 9,7% de 2013 para 2014.

Em paralelo, seguem em alta os gases do efeito estufa produzidos pela queima de combustíveis fósseis (gasolina e diesel) nos transportes e para gerar energia elétrica nas usinas termelétricas a gás natural e carvão. Como não se prevê que a demanda por energia encolha, este setor tende a esterilizar toda a economia feita na mudança do uso da terra.

Está cada vez mais difícil conter o desmatamento na Amazônia, que nos últimos anos andou pela casa dos 5.000 km2 anuais. O governo federal assumiu a meta de eliminar apenas o desmatamento ilegal até 2030 e prometeu compensar a destruição de florestas com recuperação e replantio de matas, mas sem um plano detalhado para isso.

Mais ainda: a presidente Dilma adotou o compromisso de desmate ilegal zero só para a Amazônia. Silenciou sobre os outros biomas nacionais, como o cerrado, onde hoje se observam taxas de destruição comparáveis às da floresta amazônica, pois é sobre ele que avança a fronteira agrícola.

Mesmo com a queda no desmatamento da Amazônia, o setor de mudança do uso da terra ainda é o que mais contribui para agravar o aquecimento global, com 31,2% dos gases-estufa emitidos. Mas tem a energia em seu encalço, com 30,7%, e crescendo.

Em seguida vem a agropecuária, com 27% (o restante provém de processos industriais e deposição resíduos, como nos lixões). Se forem contabilizadas para a agricultura e a pecuária também as emissões que ocasionam com desmatamento, energia e resíduos, sua participação sobe para 60% da poluição climática brasileira em 2014.

Cabe registrar, porém, que esse latifúndio vem encolhendo. Em 2000, era de 82%; em 2010, 67%.

Quando se retira da conta a montanha russa de gases do efeito estufa gerados pelo desmatamento, contudo, percebe-se melhor como o Brasil caminha em linha reta para aumentar suas emissões: de 3,9 tCO2eq por habitante, em 1990, para 5,3 tCO2eq, em 2013. Com a mudança do uso da terra computada, a cifra sobe para 7,4 tCO2eq/hab, acima da média.


Fonte: Folha de S. Paulo

Energia gera tanto CO2 quanto desmatamento
Emerson F. Tormann11:54

No Brasil, queda nas emissões de gases de efeito estufa foi de apenas 0,9% em 2014




A estagnação econômica e a desaceleração do desmatamento da Amazônia não têm sido suficientes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no Brasil. No ano passado, elas alcançaram 1,558 bilhão de tonelada de gás carbônico equivalente, apenas 0,9% inferior a 2013, segundo o estudo "Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG 2.0)", divulgado ontem pelo Observatório do Clima. O motivo é o uso de energia atrelada à queima de combustíveis fósseis, que já responde por 30,7% das emissões totais e se equipara ao desmatamento, responsável por 31,2%.

No ano passado, enquanto as emissões causadas pela mudança no uso da terra caíram 9,7%, as do setor de energia aumentaram 6%. Num cenário de economia deprimida, o natural seria diminuir as emissões, mas a crise hídrica causou problemas adicionais. Com a seca, as hidrelétricas produziram menos e, para compensar, foram acionadas termelétricas, muito mais poluentes. O resultado foi um aumento de 23% nas emissões na produção de eletricidade.

- A energia está prestes a se tornar nossa principal fonte de emissões de gases de efeito estufa - diz Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

O risco de indisponibilidade hídrica obriga o país a buscar novas fontes de energia renovável, como a eólica e a solar, mas os investimentos são considerados incipientes.

- A discussão da matriz energética precisa entrar na pauta do governo brasileiro. É preciso diversificar nossa matriz energética investindo em fontes limpas, como a eólica e o etanol de segunda geração - afirma André Ferretti, da Fundação O Boticário, que integra o Observatório do Clima.

Quando se trata de energia, porém, o principal vilão é o transporte. A queima de combustíveis fósseis na movimentação de cargas e pessoas corresponde a quase metade das emissões do setor no país, com 220 milhões de toneladas. O consumo de óleo diesel aumentou 6% entre 2013 e 2014, e o de gasolina, 5,3%.

- A saída é desestimular o uso de transporte individual com políticas mais ambiciosas, como reduzir e encarecer áreas de estacionamento. Mas a mudança esbarra na resistência dos usuários de automóveis e tem custo político alto - diz André Ferreira, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

Por atividade econômica, a agropecuária segue sendo a responsável pela maior emissão de gases de efeito estufa no país, com 60% do total.

A tendência é de queda, já que a participação era de 82% em 2000. Em contrapartida, todos os demais setores aumentaram proporcionalmente as emissões.

O transporte passou de 6% em 2000 para 14% em 2014. A participação da indústria dobrou, de 6% para 12%. Na indústria de consumo intensivo de energia, como a do aço, persiste o uso de carvão mineral, uma das principais fontes de emissão de CO2 do mundo. A participação da produção de combustíveis e geração de energia saltou de 3% para 9% do total. O segmento que engloba comércio, residências e o setor público ampliou sua participação nas emissões de 3% para 5% nos últimos quatro anos.

AMAZÔNIA NÃO DEVE SER O ÚNICO FOCO

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, admite que o desmatamento desacelerou, mas segue em pauta. Apesar de garantir que há folga para o cumprimento da meta de desmatamento ilegal zero em 2030, ela afirma que há dificuldade no engajamento de estados e municípios e na atração dos setores mais conservadores. - O desmatamento não está resolvido - diz. Segundo a ministra, o governo pretende levar à COP-21, em Paris, o compromisso de antecipar em 10 anos a meta de desmatamento ilegal zero nos estados de Acre e Mato Grosso. Procurado pelo GLOBO, o governo do Mato Grosso informou que a proposta apresentada pelo ministério ainda está em análise pela equipe técnica dos órgãos ambientais dos dois estados, que ainda não chegaram a uma conclusão.

Izabella ressalta que o foco do desmatamento não deve ser apenas a Amazônia. Agora, o país vai monitorar também os demais biomas, como o Cerrado, onde a intenção é aumentar a área de proteção. O debate sobre a redução de emissões já alcança a economia. Segundo Izabella, plantadores de soja do Mato Grosso buscaram apoio do ministério para mostrar a compradores europeus que não estão usando áreas desmatadas ilegalmente.

- A política pública não será mais distante do dia a dia de cada um - diz a ministra.

Fonte: O Globo

Cartel em obras de Angra 3
Emerson F. Tormann11:35

Cade investiga sete empreiteiras por fraude em licitação de R$ 3 bilhões da Eletronuclear


Cartel em obras de Angra 3 - Usina Nuclear


Sete construtoras são investigadas pela Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por suposto envolvimento em cartel que definiu os vencedores de uma licitação da Eletronuclear. O contrato, no valor de R$ 3 bilhões, era voltado para obras de montagem eletromecânica da Usina Nuclear Angra 3, em Angra dos Reis (RJ).

As apurações começaram em 31 de julho, quando o órgão antitruste assinou um acordo de leniência com a Camargo Corrêa, em conjunto com o Ministério Público Federal do Paraná, durante os trabalhos da Operação Lava-Jato. As empresas podem ser condenadas a pagar multas que correspondam a até 20% de seus faturamentos.

As construtoras investigadas são Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Correa, Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), Techint Engenharia e Construções e UTC Engenharia, além de 21 funcionários e ex-funcionários dessas companhias. Entre eles, estão diretores, presidentes, engenheiros e superintendentes das empresas.

Segundo relatório do Cade, as empresas se reuniram diversas vezes para definir os vencedores da licitação. Além disso, e-mails, extratos de ligações telefônicas e lances suspeitos na concorrência pública foram identificados no material obtido por meio do acordo de leniência.

Estratégia

O Cade informou que os envolvidos no suposto cartel eram chamados de "Grupão" ou "Conselhão". Eles decidiram que, em vez de competirem livremente entre si, formariam consórcios para manipular o certame. Ficou definido que o grupo Una3, composto por Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa e UTC, venceria ambos os pacotes a preço previamente fixado entre as partes. Para simular a competição, o consórcio Angra3, formado por Queiroz Galvão, EBE e Techint, apresentaria proposta de valor maior, para perder a disputa. Em seguida, o Una3 abdicaria de um dos pacotes em favor do Angra3.

O processo inicial da Superintendência-Geral do Cade detalha que há indícios de que os executivos das empresas envolvidas no suposto cartel se encontraram em 24 de outubro de 2013 para definir como agiriam antes da entrega das propostas para a licitação. Segundo os documentos em poder do órgão antitruste, a estratégia foi definida em 8 de novembro daquele ano. "Essas reuniões perduraram pelo menos até 31 de março de 2014, quando da assinatura da formalização da intenção de adotar o modelo de administração compartilhada perante a Eletronuclear", informou o Cade.

Evidências

O órgão ainda explicou ter encontrado evidências complementares que comprovariam a formação do cartel no material de uma das empresas, apreendido pela Justiça na operação "Juízo Final", que faz parte da 7ª fase da Lava-Jato. Além disso, o Cade espera ter acesso às provas obtidas na Operação "Radioatividade", na 16ª fase da Lava-Jato, que chegou a resultar na prisão do presidente licenciado da Eletronuclear, brigadeiro Othon Luiz PInheiro da Silva, acusado de receber propina.

A Andrade Gutierrez informou que, para evitar prejuízo à defesa de seus colaboradores e ex-colaboradores, não se pronunciará sobre os processos. Em nota, a Construtora Norberto Odebrecht (CNO) afirmou que nunca participou de cartel para contratação com qualquer cliente público ou privado.

A CNO ainda comentou que não foi intimada e que se manifestará nos autos do processo. A UTC detalhou que não comentará o assunto. A Queiroz Galvão informou que não teve acesso aos autos e só se manifestará após tomar conhecimento da acusação. Procuradas, Eletronuclear, Camargo Correa e EBE não se pronunciaram. A Techint Engenharia e Construções não foi localizada.

Apurações

Com a instauração do processo administrativo, os acusados serão notificados para apresentarem defesa. Durante a instrução processual, tanto os acusados quanto o Cade podem produzir novos elementos de prova. No fim da instrução, a Superintendência-Geral do órgão opinará pela condenação ou pelo arquivamento, e remeterá o caso para julgamento do Tribunal Administrativo do Cade, responsável pela decisão final.

Fonte: Correio Braziliense

Preço mínimo para venda da Celg é de R$1,42 bilhão
Emerson F. Tormann11:20

Processo de desestatização se dará pela venda das ações ordinárias da Eletrobras, que representam aproximadamente 50,93% do capital total da distribuidora goiana


Celg vale R$ 1,4 bi para Eletrobras


O Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou as condições da desestatização da distribuidora de energia Celg, que atende o estado de Goiás, e definiu que o valor mínimo de venda das ações detidas pela estatal Eletrobras na empresa será de R$ 1,427 bilhão, incluído o valor referente à oferta aos empregados e aposentados.

O processo de desestatização se dará pela venda das ações ordinárias da Eletrobras, que representam cerca de 50,93% do capital total da Celg-D. Em nota a clientes nesta quinta-feira, a mesa de negócios do Credit Suisse apontou que o valor é "mais baixo que o antecipado, mas ainda parece alto".

O banco informou que "pode haver competição" pelo ativo nessa faixa de preço, mas ressalta que "o espaço para criação de valor para um potencial comprador caiu bastante, o que pode vir a decepcionar alguns players interessados, como a Equatorial".

Uma fonte afirmou à Reuters no fim de outubro que a Eletrobras esperava arrecadar até R$ 5 bilhões no negócio. A intenção de vender a distribuidora tem chamado a atenção do mercado, mas os primeiros valores especulados para a operação foram considerados elevados por Equatorial Energia e CPFL, duas das maiores interessadas.

Segundo resolução do CND publicada no Diário Oficial da União, também poderão ser vendidos total ou parcialmente os papéis da Celg em posse da CelgPar, controlada pelo estado de Goiás, que tem 49% das ações da distribuidora.

Os lotes de ações a serem ofertados serão definidos pelo edital de desestatização da Celg. "No caso de oferta de mais de um lote, a aquisição deverá ser efetuada em sua totalidade pelo (s) mesmo (s) comprador (es)", fixa a resolução do CND.

Caso sejam vendidas apenas as ações da Celg de titularidade da Eletrobras, o preço mínimo de cada ação em leilão será de R$ 18,63. Nessa hipótese, deverão ser ofertadas 75.355.789 ações de posse da Eletrobras. Os outros 1.405.478 papéis serão ofertados aos empregados e aposentados da Celg, ao preço de R$ 16,77 por ação.

Caso a CelgPar decida vender todas as suas ações na Celg em conjunto com a Eletrobras, o preço mínimo de cada ação da distribuidora detida por Eletrobras e Celgpar será de R$ 18,69, totalizando R$ 2,8 bilhões, incluindo os cerca de R$ 129 milhões da oferta aos empregados e aposentados.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Reservatórios do SE/CO atingem 27% de capacidade de armazenamento
Emerson F. Tormann16:36

De acordo com o ONS, Furnas está com volume de 22,26%


Reservatórios do SE/CO - Sobradinho

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste operam com 27% da capacidade. Segundo informações do Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes à última quarta-feira, 18 de novembro, comparado com o dia anterior, ocorreu uma redução de 0,1% nos níveis. A energia armazenada no submercado acumula 54.801 MW mês e a Energia Natural Afluente é de 29.481 MW med, equivalente a 92% da Média de Longo Termo armazenável no mês até o dia. Furnas registra volume de 22,26% e Água Vermelha, 47,14%.

No Nordeste, os índices caíram 0,1%, com 5,8% de capacidade operativa nos reservatórios da região. A energia armazenada no subsistema é de 3.033 MW mês e a ENA alcança 846 MW med, o mesmo que 13% da MLT. O volume da usina de Sobradinho está em 2,24%. Já no Norte, a queda nos níveis chega a 0,3%, com potencial de armazenamento de 20,4%. A energia armazenada na região é de 3.067 MW mês e a ENA totaliza 1.157 MW med, o que corresponde a 42% da MLT. A UHE Tucuruí tem volume de operação de 19,68%.

Na região Sul, os dados do ONS apontam uma diminuição de 0,4% nos níveis dos reservatórios, que operam com 96,9% da capacidade. A energia armazenada no submercado é de 19.348 MW mês, com a ENA atingindo 18.570 MW med, igual a 121% da MLT. A hidrelétrica de Passo Real está com volume de 90,15%.

Fonte: Agência Canal Energia, Noticiário

Armazenar energia em bateria será viável em cinco anos, diz banco
Emerson F. Tormann15:54

Jim Robo, presidente-executivo da NextEra Energy

Do "Financial Times"

O custo das baterias está caindo a um ponto que as tornará opção viável de apoio à estabilidade das redes elétricas em um período de cinco anos, segundo o banco de investimento Lazard, dos EUA.

A armazenagem de eletricidade por muito tempo esbarrou no preço. O surgimento de sistemas com custo mais acessível, no entanto, deve ampliar as possibilidades.

Investimentos como o da Tesla, em sua "gigafábrica" de baterias em construção no Estado de Nevada (EUA), ajuda a ampliar a capacidade de produção dessas soluções.

Dentro de cinco anos, acredita o Lazard, o preço das baterias provavelmente terá caído até o ponto em que elas poderão ser competitivas -com ou sem subsídios- em relação a sistemas auxiliares de energia que usam energia de combustíveis fósseis.

"O armazenamento se mostra muito mais factível em termos de inovação e impacto material, agora", afirma George Bilicic, chefe do departamento de energia, eletricidade e infraestrutura do Lazard.

A necessidade de armazenagem de energia cresceu paralelamente ao uso de fontes renováveis - uma vez que a energia produzida pelo vento ou pelo sol não é regular ou pode ser acionada em emergência.

Em geral, esse apoio vem de usinas termoelétricas, que têm custo mais alto e só são empregadas quando a demanda é muito alta.

Jim Robo, presidente-executivo da NextEra Energy, disse em uma conferência em setembro que esperava que depois de 2020 "não houvesse novas construções de usinas de energia nos Estados Unidos", e que o armazenamento de eletricidade fosse usado em seu lugar.

INICIATIVAS

A NextEra, que controla a Florida Power & Light, uma companhia de eletricidade, é uma das muitas empresas norte-americanas e internacionais que estão investindo em armazenagem.

A AES está, por exemplo, oferecendo 100 MW de capacidade de armazenamento em bateria para a Southern California Edison, outra companhia de eletricidade.

"O uso generalizado de sistemas de armazenagem de energia não é essencial para que se possa confiar mais nas fontes renováveis de energia", disse Bilicic. "Uma mistura combinada de energia solar, eólica e a gás, com maior eficiência energética, pode ser competitiva diante da usinas termoelétricas convencionais acionadas a carvão."

Anissa Dehamna, da Navigant, sugere o uso de usinas flexíveis de ciclo combinado, com turbinas a gás.

A General Electric e a Siemens levaram novas turbinas ao mercado que podem acelerar e desacelerar sua produção de eletricidade mais rápido e com mais eficiência do que modelos passados.

Para Lazard, no entanto, o armazenamento de energia impulsiona a contribuição das fontes renováveis, uma vez que pode ser colocada em uso mais rapidamente que as novas usinas acionadas a gás.

Fonte: Folha de S. Paulo

Empresas desenvolvem telhas fotovoltaicas
Emerson F. Tormann11:38


Telhas são feitas de cerâmica e possuem células fotovoltaicas embutidas.


Sempre quando se fala em unir sustentabilidade e beleza surge um desafio do mercado de engenharia e arquitetura. Por isso, com o objetivo de solucionar os “problemas estéticos”, vamos dizer assim, envolvendo as placas solares convencionais, as empresas italianas Area Industrie Ceramiche e REM aprimoraram a tecnologia e desenvolveram a Tegola Solare, uma telha cerâmica fotovoltaica, que se integra à estrutura da casa ou edifício. Show, não é mesmo?

Um dos motivos que levou ao desenvolvimento da nova telha, foi o fato de os painéis tradicionais serem grandes e pesados, eram alvo de reclamações de grande parte do público, que rejeitava os modelos alegando que não queria danificar a estética dos telhados, fator que impedia a disseminação da energia solar.

Feita cerâmica, as telhas possuem quatro células fotovoltaicas embutidas e a fiação segue embaixo do telhado para o conversor.

De acordo com o fabricante, além de ser capaz de substituir os painéis para captação de luz do sol, a Tegola Solare pode gerar cerca de 3kw de energia em uma área instalada de 40m², ou seja, um telhado completo ou parcialmente coberto já poderia suprir as necessidades energéticas de uma casa tranquilamente. Logo, essas telhas ainda são mais caras do que as placas convencionais.

A Tegola Solare já faz sucesso fora do Brasil, principalmente na cidade italiana de Veneza, local onde a maioria dessas telhas já foram instaladas. A Itália é um país que possui muitas casas antigas e os centros históricos têm muitas regras de preservação, logo, em algumas cidades, a colocação de painéis solares é muitas vezes proibida por lei.

Como é a instalação?

A instalação das telhas fotovoltaicas é feita normalmente, como a de qualquer outro telhado, e a área que captará a luz solar depende da necessidade do imóvel. Por isso, os fabricantes também disponibilizam o mesmo modelo em telhas comuns.




Caso tenha a necessidade de substituição de alguma dessas peças, o processo também é simples, devido ao aspecto modular do telhado.

Outros modelos de telhas solares

Como o mercado da arquitetura sustentável crescendo cada dia mais, outras empresas pelo mundo já vinham desenvolvendo tipos de telhas solares, inclusive a própria Area Industrie Ceramiche já havia feito um modelo onde pequenos painéis fotovoltaicos eram acoplados no lado liso das peças cerâmicas. A empresa americana SRS Energy também produz uma placa em formato de telha de barro na cor azul escuro, porém, ela só é compatível com as telhas de cerâmica fabricadas por outra empresa parceira.

Fonte: Engenharia É

Conheça a nova carteira do CREA
Emerson F. Tormann10:56

A partir de 1º de dezembro, Creas poderão disponibilizar documento de identificação digital, atendendo a um antigo pedido dos profissionais da área


Novas carteiras profissionais terão recursos digitais incorporados, facilmente acessíveis junto ao site do Confea e possibilitando armazenar os dados profissionais do usuário. “É o Sistema no século XXI. Vamos mudar de um documento de identidade de papel para um documento de alta tecnologia. Esta será a única carteira de ‘smart card’ com foto colorida e QR Code, por meio do qual será possível acessar os dados profissionais a partir de um celular”, explica o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva. “Essa é uma conquista dos profissionais do Sistema, que há anos pediam um documento de identificação que traria não apenas modernidade, assim como segurança e agilidade”, completa.


Os colaboradores dos departamentos de TI dos CREAs participaram do treinamento com as empresas fornecedoras dos cartões e microchips do novo documento.

A nova carteira do CREA terá o uso de tintas especiais que impedem cópias, além de informações em ultravioleta, QR Code e ainda um Chip PKI, que prepara para a inserção de certificados digitais no cartão, a famosa assinatura digital, que dependerá ainda da contratação de uma certificadora, por parte do profissional.



O uso do código de barras bidimensionais (QR Code) permite a transposição do cadastro profissional para placas e outros suportes, além da leitura de dados por tablets e smartphones. Por sua vez, ele também faz a ligação com o site do Confea, difundindo muito mais as informações dos profissionais regularizados, inclusive para a segurança da sociedade.

Ainda quanto ao QR Code, ele terá também a função de validar a carteira profissional, informando seu status: ativo, bloqueado, cancelado e suspenso. “Ela vai mostrar uma página com as informações básicas do profissional: nome, local do visto, Crea de registro, títulos do profissional e situação da carteira profissional”.

Fonte: CONFEA

Microsoft publica antologia de ficção científica gratuita
Emerson F. Tormann10:38

Microsoft publica antologia de ficção científica gratuita


A Microsoft encontra-se na vanguarda da investigação científica nas áreas da informática e inteligência artificial. Porquê não olhar portanto para a própria Microsoft para nos inspirarmos quanto ao que o futuro pode trazer?

É a essa pergunta que responde a antologia gratuita que a Microsoft acaba de publicar, com o título "Future Visions: Original Science Fiction Stories Inspired by Microsoft", e reunindo alguns dos mais destacados autores de ficção científica da atualidade: Elizabeth Bear ,Greg Bear, David Brin, Nancy Kress, Ann Leckie, Jack McDevitt, Seanan McGuire e Robert J. Sawyer.

Ao todo, são 8 autores que escreveram sobre computação quântica ou tradução em tempo real, depois de terem sido convidados pela Microsoft para conhecerem alguns dos projetos e algumas das tecnologias com as quais poderíamos apenas sonhar há alguns anos. De fato, algumas tecnologias que só em livros de ficção científica poderiam existir.

A antologia está já disponível na Amazon, iBooks e Kobo.

Fonte: leak.pt

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Aneel adia publicação de norma sobre risco hidrológico até aprovação da MP 688
Emerson F. Tormann09:00

Versão final da resolução e dos termos de adesão terá de se ajustar às alterações aprovadas pelo Congresso


Medida Provisória 688

A Agência Nacional de Energia Elétrica adiou a publicação da resolução que estabelece as condições de repactuação do risco de geração das usinas hidrelétricas, até a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de conversão da Medida Provisória 688. A expectativa é de que a proposta seja votada na próxima quarta-feira, 18 de novembro, no plenário do Senado, de onde será encaminhada para sanção presidencial.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, anunciou na tarde desta terça-feira, 17, que o regulamento da agência terá de passar por ajustes, para acomodar as alterações incluídas no texto da lei. Além de adequações na redação, a agência terá de alterar os prazos para manifestação de interesse das empresas (até 4 de dezembro) e para assinatura dos termos de adesão (até 14 daquele mês). A questão deve ser resolvida até o fim do ano.

"Tudo o que vier a ser convertido em lei a gente vai ter que incorporar", explicou Rufino. Ele citou como exemplo pequenas alterações nas regras para o Ambiente de Comercialização Livre e no tratamento a ser dado às usinas do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas. No regulamento da Aneel, o risco dos empreendimentos do Proinfa foi integralmente alocado no mercado regulado, enquanto no texto do Congresso ele ficou parte no regulado e parte no mercado livre.

As condições para a repactuação do risco hidrológico das usinas participantes do Mecanismo de Realocação de Energia foram aprovadas pela agência reguladora no dia 3 de novembro e no plenário da Câmara no último dia 10. Para os empreendimentos com contratos de venda de energia no ambiente regulado, a Aneel ofereceu um conjunto de opções de transferência total ou parcial do risco ao consumidor, com 25 diferentes prêmios. No ambiente livre, a repactuação se dará pela transferência de hedge (proteção), com a contratação pelo gerador de 11% de sua garantia física em energia de reserva existente para 2015, e entre 1% e 11% para o período de 2016 a 2019.

A aprovação do projeto de conversão até fim da semana é importante também por causa do leilão de concessão de 29 usinas hidrelétricas com concessões vencidas, marcado para o próximo dia 25. A licitação do empreendimentos está prevista na MP 688 e, com a aprovação da lei, o governo espera garantir a segurança jurídica do certame.

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Regulação e Política

UnB propõe debate sobre os princípios do setor elétrico
Emerson F. Tormann08:01

Texto está disponível para consultas e contribuições até 30 de novembro


Reitor Ivan Camargo e professores Paulo Pedrosa (à esquerda) e Jorge Arbache (à direita) coordenaram o encontro na Reitoria
"A alocação de recursos deve ser guiada primordialmente pelos parâmetros da eficiência. Para tanto, os mercados devem funcionar sem intervenções artificiais, que inibem que preços, custos e riscos reflitam as forças e as condições do mercado e sejam adequadamente distribuídos. É preciso assegurar a competição no setor, reconhecer o papel da demanda para o bom funcionamento do mercado, incentivar o uso eficiente da energia e coordenar as ações de expansão da geração, transmissão e distribuição."

O trecho acima faz parte de um conjunto de princípios, organizados pela Universidade Federal de Brasília, que visam nortear a formulação de políticas públicas e privadas para o novo setor elétrico. Desde o final de agosto, a UnB realizou uma série de encontros com especialistas do setor. A partir das discussões, que reuniram mais de vinte profissionais e acadêmicos da área, formulou-se um documento no qual são apontados alguns dos principais problemas e também os possíveis caminhos para tirar o mercado de energia da atual crise.

"A grande contribuição do documento foi discutir o setor de energia - tão crítico e essencial para o país – a partir dos princípios que deverão reger e governar as políticas públicas e privadas para o setor", disse professor da UnB Jorge Arbache, coordenador técnico do projeto. Para o reitor da UnB, Ivan Camargo, o grande desafio está exatamente em afastar os objetivos políticos do mercado, que levaram o setor elétrico a se distanciar dos seus objetivos centrais de fornecer energia com confiabilidade e a preços competitivos. "O resultado da politização foi tão ruim", lamentou Camargo.

Camargo, que já atuou como superintendente da Aneel, explicou que o objetivo do documento foi reunir os princípios gerais que podem produzir benefícios para toda a cadeia. Os organizadores informam que o texto está aberto para críticas e sugestões e reforçam a importância da participação da sociedade. O material está disponível para consulta no site da UnB (clique). Interessados podem enviar contribuições até 30 de novembro para o e-mail anaelymachado@gmail.com. O documento final será levado ao conhecimento do Ministério de Minas e Energia.

» Mais informações: www.unb.br

Fonte: Canal Energia

Geração eólica brasileira é a 10ª maior do mundo
Emerson F. Tormann07:02

País subiu cinco posições em 2014, superando Portugal e Suécia


Campos de energia eólica no Brasil


Com geração de 12,2 TWh de energia eólica em 2014, o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking mundial de geração da fonte, superando Portugal, Suécia e outros países, que em 2013 estavam à frente. O ranking de 2014 eleva o país em cinco posições em comparação ao ano de 2013, quando o Brasil estava na 15ª posição.

O forte aumento na geração de 2015 deverá levar o Brasil à 7ª posição no ranking. Os dados são do Ranking Mundial de Energia e Socioeconomia, referentes aos anos de 2012, 2013 e 2014, publicação anual da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia. Ao final de 2014, o Brasil ocupava o 3º lugar no ranking de expansão de geração eólica, com 5,6 TWh de expansão, perdendo apenas para a China (17,2 TWh de expansão) e para os Estados Unidos (14,1 TWh), e na frente da Alemanha (4,3 TWh) e Índia (3,6 TWh).

Com relação ao volume de fontes renováveis na oferta interna de energia, o Brasil se mantém na quarta posição, com 121 milhões de tonelada equivalente de petróleo, ou 6,6% das fontes renováveis do mundo, de 2013. O país fica atrás apenas da China, Índia e dos Estados Unidos. Considerando os 65 países com PIB per capita igual ou superior ao brasileiro, apenas a Islândia, Gabão e Uruguai, todos com menos de 4 milhões de habitantes, superam o indicador do Brasil de 40,8% de renováveis na matriz energética de 2013.

Quanto aos biocombustíveis utilizados no país, a produção de biodiesel subiu uma posição no ranking mundial de 2013, ocupando o terceiro lugar, com a produção de 2.567 mil toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha. O forte aumento na produção de 2015 poderá levar o Brasil à 2ª posição no ranking, superando a Alemanha. Na geração hidráulica de 2014, o Brasil ocupa a terceira posição, com 373 TWh. A China ocupa a primeira posição, com geração de 1.064 TWh e o Canadá a segunda com 379 TWh. A potência instalada hidráulica brasileira é a terceira maior do mundo em 2012, com 84,3 GW, perdendo para a China (270 GW) e para os Estados Unidos (101,1 GW).

O boletim “Ranking Mundial de Energia e Socioeconomia” apresenta o ranking dos 15 primeiros países - de um universo de cerca de 142 - para uma seleção de 38 indicadores, cobrindo as áreas de energia, emissões de CO2, população e economia.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Aneel prevê que ainda entrarão 3.398,6 MW no sistema em 2015
Emerson F. Tormann06:03

Até 15 de outubro já foram adicionados 4.179 MW de potência, sendo a maior parte de usinas eólicas


Campo Eólico de Osório / RS


No último trimestre do ano devem ser adicionados cerca de 3.398,6 MW ao Sistema Interligado Nacional, de acordo com o Boletim de Acompanhamento da Expansão da Oferta, publicado nesta terça-feira, 17 de novembro, pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Entre 1º de janeiro e 15 de outubro deste ano, 4.179 MW entraram em operação comercial. Do total instalado, 1.654,2 MW são provenientes de eólicas; 1.209 MW de UHEs; 1.222,9 MW de UTEs; e 92,6 MW de PCHs.

Atualmente, segundo a Aneel, existem 763 usinas outorgadas, que totalizam 44.249,25 MW, em implantação. Pela primeira vez houve a incorporação de 40 usinas fotovoltaicas, que somam pouco mais de 1 GW de capacidade instalada a ser implementada, representando cerca de 3% da matriz de expansão. A eólica também incorporou 1 GW à matriz de expansão no terceiro trimestre do ano e agora tem 459 usinas sendo implementadas no país, que somam 10.903,95 MW. Além disso, ainda estão em implantação 23 UHEs, com 18.350,7 MW; 165 PCHs, com 2.279,15 MW; e 76 UTEs, com 11.568,7 MW.

No entanto, apesar de terem outorga, nem todas essas usinas já iniciaram a construção. Segundo a Aneel, a maior parte das PCHs, cerca de 80%, não iniciaram as obras ou possuem graves impedimentos para sua implantação. Isso pode ser explicado, entre outros fatores, pela dificuldade enfrentada por essas usinas com a regularização dos processos de licenciamento ambiental, além da dificuldade na obtenção de recursos financeiros para sua construção, sobretudo aquelas que não comercializaram energia no ACR.

Com relação às UTEs de origem fóssil com obras não iniciadas ou paralisadas, a Aneel destaca as UTEs a gás natural Rio Grande (RS, 1.238 MW) e Novo Tempo (PE, 1.238 MW), negociadas no Leilão A-5 de 2014. As usinas tem previsão de operação comercial em janeiro de 2019. Entre todas as usinas com outorgas vigentes, existem 5.517 MW sem previsão de entrada em operação comercial, sendo 3.937,6 MW de UTEs; 1.018,2 MW de UHEs; 371,6 MW de PCHs e 189,6 MW de eólicas. Estas usinas, de acordo com a Aneel, estão com o processo de licenciamento ambiental suspenso ou receberam a declaração de inviabilidade ambiental, processo de revogação em análise, demandas judiciais ou graves problemas que impeçam a implantação da usina.

Quanto a comercialização da energia a ser produzida pelos empreendimentos em implantação, atualmente cerca de 80% irá para o Ambiente de Contratação Regulada e 20% para o Mercado Livre. Entre 2016 e 2020, a Aneel prevê que devem ser acrescidos ao sistema 35.303,6 MW de potência.

Fonte: CPFL 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Curso de Gestão Condominial no Plano Piloto
Emerson F. Tormann14:37


Estão abertas as inscrições para o Curso de Gestão de Condomínios da Escola de Síndicos da ASSOSÍNDICOS-DF. O curso é dedicado aos síndicos que desejam conhecer mais sobre seus deveres e responsabilidades diante da administração do condomínio.

Com o intuito de capacitar profissionalmente quem atua em condomínios dos edifícios de Brasília o curso proporcionará aos inscritos mais conhecimento na área e  ao final receberão certificado válido em todo o território nacional.

A gestão de um prédio residencial não é tarefa superficial e precisa ser realizada com uma capacitação adequada. Motivo fundamental para o síndico conhecer os papéis a serem cumpridos. Esses papéis necessitam de competência para serem realizados com sucesso, pois é preciso saber mediar os conflitos entre vizinhos e o síndico.

As inscrições para o Curso Básico de Síndico no Plano Piloto vão até o dia 22 de novembro de 2015. As aulas serão ministradas no auditório do CREA-DF, localizado no endereço SGAS Q 901, CJ D, Asa Sul, Brasília / DF (veja no mapa). O projeto foi elaborado pela Associação com o apoio do CREA-DF.

Com 44 horas-aula e 300 vagas aproximadamente, os participantes terão a oportunidade de se aprofundarem no assunto assistindo às palestras proferidas por profissionais de diferentes áreas que abordarão os assuntos pertinentes aos síndicos e condomínios.

» Inscreva-se aqui!
» Mais informações em www.assosindicos.net

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

12 erros grosseiros na hora de procurar emprego
Emerson F. Tormann06:51

12 erros grosseiros na hora de procurar emprego


A busca por um emprego, hoje, ganhou contornos diferentes de quando seus pais iam até um estabelecimento, entregavam um currículo em papel impresso ou preenchiam uma ficha. Sabe-se de casos de pessoas que, para conseguir uma boa vaga, fizeram um perfil de Facebook exclusivo para os pretensos empregadores ou criaram uma conta no Instagram dedicada a mostrar uma imagem positiva sobre si para futuros chefes.

E você aí imaginando por que não conquista a vaga dos sonhos? Tem mais gente bastante aplicada e competente nesse objetivo. E você talvez esteja cometendo alguns “erros modernos”. Atitudes que o mercado de trabalho exige e sobre as quais você ainda não se deu conta. Quer uma lista? Lá vão 12 pontos importantes para considerar quanto às entrevistas de emprego. As dicas são baseadas em um artigo recente do especialista Paul Keijzer, do site Monster.com.

1. Candidatar-se aleatoriamente para empregos
Não importa quão desesperado você está. Você simplesmente não pode se candidatar para cada trabalho existente e que ofereça uma chance – porque, acredite, nem todos são boas chances. Encontre um emprego que não somente se encaixa em sua carreira, mas também uma função e uma empresa nas quais você acha que se encaixaria bem.

2. Ter um currículo “pau-pra-toda-obra”
É o que muita gente costuma fazer – um currículo que pode ser atirado para qualquer lado. Mas lembre-se, você não está se candidatando aleatoriamente a empregos, né? Então você deve adequar seu currículo às necessidades de seus empregadores potenciais sendo específico, acrescentando ou retirando o que considere mais apropriado a cada um.

3. Ignorar sua vida online
Não tem tempo pra isso? Errado. Você não só precisa manter uma presença online, mas precisa atualizá-la constantemente. Você é um perito na sua área? Ótimo – mas de nada vale isso se você não se mostrar para mais gente ou não fazer valer suas ideias e opiniões.

4. Ignorar o networking
Fazer networking é provavelmente uma das maneiras mais eficazes de achar seu emprego dos sonhos – e também uma das mais difíceis. É que você precisará estar muito (muito mesmo) em contato com outras pessoas (e de modo focado, efetivo) para mostrar exata e profundamente o que você quer do futuro e de seus empregadores. Dá trabalho, mas compensa.

5. Não conhecer bem a empresa onde se candidata
Esse ponto provavelmente é mencionado em cada uma das listas que falam sobre erros durante a procura de emprego – mas é real, a maioria das pessoas simplesmente não pesquisa em detalhes o lugar onde se candidata. E hoje não é suficiente apenas visitar o site “por alto”. Você deve se juntar à empresa nas redes sociais, por exemplo, e ler muitas notícias sobre ela.

6. Adequar-se aos novos tempos
Acha que todo esse negócio de rede social não é relevante porque você tem experiência de 25 anos? Desculpe desapontá-lo. Não importa se você está começando a carreira ou é superexperiente… você tem que acompanhar os tempos. Tem que estar por dentro de eventos atuais, novas tecnologias, as últimas conferências, qualquer coisa. Você tem que saber o que está acontecendo agora e estar envolvido.

7. Olhar seu celular durante a entrevista
Mesmo se for para checar as horas, não faça isso! Sob nenhuma circunstância você deve ser pego olhando seu smartphone (ou o seu relógio). Se estiver envolvido com algum tipo de emergência, informe o entrevistador antes de começar. Sua atenção deve estar 200% na entrevista.

8. Chegar cedo demais para a entrevista
De novo: mesmo naquela onda do desespero, não chegue muito antes para a entrevista. Claro, não chegue atrasado também, de modo algum! A quantidade respeitável de tempo para chegar é 10 minutos antes da hora marcada. Isso é suficiente para mostrar profissionalismo.

9. Ser muito sério/Ser muito engraçadinho
Moderação é a chave para a vida e mais ainda para entrevistas. Você provavelmente vai estar em uma longa fila de entrevistados, então lembre-se de não ser chato a ponto de cansar os entrevistadores e não tentar ser muito divertido – até tornar-se desagradável. O melhor conselho é “seja você mesmo”. Mas veja se não é preciso aí adequar sua personalidade para um tom acima ou um tom abaixo para conseguir o emprego.

10. Levar uma comidinha ou cafezinho para a entrevista
Parece brincadeira, mas há um monte de gente que leva seu café ou chá para uma reunião (ou mesmo um lanchinho de casa). Não faça isso. Nem aceite se for oferecido. Primeiro porque é estranho falar e comer/beber. Depois, porque você vai estar abrindo os portões para acidentes com derramamento de líquidos, vai estar em uma posição esquisita para segurar a coisa toda e pode fazer barulhos sorvendo a xícara ou mastigando. Alimente-se antes ou depois da entrevista. Em casa, de preferência (quando ainda há roupa limpa disponível, se precisar).


11. Não se limite a procurar emprego
O “trabalho de caçar trabalho” não é fácil, especialmente hoje em dia. Essa atividade tem potencial para consumir a vida de qualquer um – mas não deixe isso acontecer. Inclusive porque, durante a entrevista, é possível que te perguntem sobre seus interesses, e se você responder “eu não tenho tempo para interesses porque estou procurando emprego”… Bom, você vai se afundar com essa.


12. Não pense que você deve ser remunerado por tudo o que faz
As empresas não valorizam gente mercenária. As pessoas observam o quão disponível você é e o quanto está disposto a cooperar com algumas atividades voluntárias. Muita gente deixa de ser convidado a uma vaga justamente porquê se recusou a prestar um “serviço” de graça...

12 erros grosseiros na hora de procurar emprego


domingo, 15 de novembro de 2015

Leilão de energia eólica e solar gera R$ 22,2 bi em negócios
Emerson F. Tormann18:20

53 empreendimentos vão gerar energia de reserva a partir de novembro de 2018 para aumentar a segurança no fornecimento


O 8º Leilão de Energia de Reserva (LER), realizado nesta sexta-feira, 13, movimentou R$ 22,171 bilhões com a contratação de energia a ser fornecida por um período de 20 anos, que terá início em novembro de 2018. O certame teve cinco horas de duração e terminou com a contratação de 507,9 MW médios de energia, a serem gerados por 53 empreendimentos, dos quais 33 projetos solares e 20 eólicos. O preço médio da energia comercializada ficou em R$ 249/MWh, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela operacionalização da disputa. Foram negociados 89,045 milhões de Mwh.

No caso dos projetos fotovoltaicos, o preço médio foi de R$ 297,75/MWh, deságio de 21,9% sobre o preço teto de R$ 381/MWh estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já a energia eólica contratada hoje será vendida a um valor médio de R$ 203,46/MWh, com deságio de 4,5% sobre os R$ 213/MWh máximos determinados pela agência reguladora. O valor da energia solar vendida ficou abaixo dos R$ 301,79/MW do último leilão de reserva, realizado em agosto passado, a R$ 297,75/MWH, deságio de 21,9%.


Necessidade de energia de reserva pode ser maior nos próximos anosOs 53 projetos contratados têm capacidade instalada conjunta de 1.477 MW. Os eólicos representam 548,2 MW. Já os empreendimentos solares têm capacidade para injetar 929 MW de energia no sistema e possuem potência instalada de 1.115 MWpico. A garantia física dessas usinas está definida em 530,8 MW médios. O investimento previsto pela CCEE para a construção dos empreendimentos deve somar R$ 6,840 bilhões.

A energia de reserva é contratada pelo governo federal e visa aumentar a segurança no fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a proposta do governo de repactuação do risco hidrológico, em discussão a partir da edição da medida provisória (MP) 688, a necessidade de energia de reserva pode ser maior nos próximos anos. Aos geradores que operam no Ambiente de Contratação Livre (ACL), a proteção contra o déficit de geração hídrica (GSF) deve ser feita a partir da contratação de energia de reserva ou da disponibilidade de energia pela própria empresa.

Este é o terceiro leilão de energia de reserva de 2015. O primeiro LER ocorreu em julho e terminou sem a apresentação de propostas. O fracasso teve origem na decisão federal de estabelecer que os novos projetos deveriam estar aptos a fornecer energia a partir de janeiro de 2016, menos de seis meses após a realização da disputa. Preocupado com o risco de racionamento, o governo propôs um valor máximo de R$ 581/MWh e tentou contratar energia de futuras térmicas abastecidas com gás.

O segundo LER de 2015, realizado em agosto, durou mais de sete horas e terminou com a contratação de 231,5 MW médios de energia, negociados a um preço médio de R$ 301,79/MWh. O valor médio ficou 13,5% abaixo do preço máximo de R$ 349/MWh estabelecido pela Aneel, mas ainda 40,3% acima do valor médio de 215,12/MWh da energia solar contratada em leilão de reserva realizado em 2014. Os investimentos estimados na construção dos projetos contratados somaram R$ 4,3 bilhões.

Recorde. No ano passado, a Aneel organizou o primeiro leilão em que a energia solar foi contratada de forma independente, e não em disputa com outras fontes renováveis. Na oportunidade, também um leilão de energia de reserva, o preço médio da energia solar contratada ficou em R$ 215/MWh, deságio de 17,9% sobre o preço inicial de R$ 262/MWh. A energia solar, também negociada, mas com outro patamar de preços, foi contratada por R$ 142,30/MWh, deságio de 1,4% sobre os R$ 144/MWh estabelecidos inicialmente.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

G20 subsidia mais energia poluente, diz relatório
Emerson F. Tormann12:39

Segundo estudo, grupo gasta US$633 bi ao ano


engenharia, elétrica, cabeamento, consultoria, projeto, predial, condomínio, serviços, orçamento, síndico profissional



Os países do G20 gastam três vezes mais com subsídios a combustíveis poluentes (petróleo, gás e carvão) do que os recursos para energia renovável e, como tal, limpa.

Segundo relatório divulgado nesta quinta (12) pelo centro de pesquisas Oil Change International e pela entidade humanitária Overseas Development Institute, ambos do Reino Unido, o gasto total com subsídio a atividades poluidoras chega a US$ 633 bilhões (R$ 2,3 trilhões).

O Brasil, por exemplo, emprega US$ 7 bilhões (R$ 26,4 bilhões) ao ano, em média, nesse tipo de subsídio.

“Evidências apontam para o financiamento público para algumas das companhias mais poluidoras e que são mais intensivas no uso de carvão”, diz o relatório.

Divulgado na antevéspera da cúpula do G20, que começa domingo, 15, em Antalya, no Mediterrâneo turco,o documento provocou furor entre ambientalistas, que se mobilizaram para pedir que as grandes economias adotem, na reunião, compromissos que permitam o êxito conferência sobre o clima que ocorre no fim do ano em Paris.

O documento mostra que a pressão é necessária, mas as discussões entre as partes indicam que pode ser inútil. Começa pelo fato de John Kerry, secretário norte-americano de Estado, praticamente ter congelado as expectativas sobre Paris ao dizer ao “Financial Times” que o resultado da reunião parisiense não seria vinculante.

Tradução:embora mais de cem países já tenham assumido compromissos para reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento global, cumprir tais compromissos não será obrigatório.

Segundo Kerry, de Paris não sairá um tratado, o que reduz a importância de um encontro que vem sendo apresentado como a última chance de o planeta adotar medidas para evitar que o aquecimento global supere, até o final do século, 2°C — teto a partir do qual se preveem catástrofes ambientais.

Outro relatório é mais animador para o G20, mas não para o Brasil: a ONG Transparência Climática informa que as emissões de gases-estufa caíram em 11 países do grupo. Mas, no Brasil, bem como em outros países densamente povoados como China e Índia, aumentaram.

Por isso, entidades ambientalistas reunidas na Turquia (mas não em Antalya, blindada) tentam influenciar os líderes do G20 a discutirem um tema que não está na agenda normal do grupo.

Fonte: Folha de S. Paulo

Redes inteligentes reduzem perdas
Emerson F. Tormann12:32

Microgeração em áreas densamente povoadas ganha relevância para o setor


engenharia, elétrica, cabeamento, consultoria, projeto, predial, condomínio, serviços, orçamento, síndico profissional


Desde o início do novo milênio, metade da população mundial habita os grandes centros urbanos, uma tendência que não irá se inverter. Em 2050, o planeta deverá ter nove bilhões de habitantes, dois bilhões a mais do que o contingente atual, sendo que três quartos viverão nas cidades. A urbanização acelerada e o aumento populacional serão impulsionados pela Ásia, com destaque para China e índia, e pela África.

Reduzir a pegada ambiental, ser mais eficiente e gerar energia limpa serão os principais desafios energéticos nos próximos anos. As cidades terão de melhorar a in-fraestrutura existente, seja pela adoção das redes inteligentes de energia, seja pelo incentivo à microgeração distribuída em áreas densamente povoadas, enquanto pesquisadores se debruçam sobre novas tecnologias de geração, que envolvem do aproveitamento de ondas do mar ao estudo do potencial de ventos de furacões.

No setor elétrico, uma das principais novidades serão as redes inteligentes, uma das facetas da internet das coisas e que poderá contribuir para a redução das perdas. A revolução poderá criar um novo paradigma, ao mudar a relação entre cliente e concessionária. No Brasil, 6% da energia gerada é desperdiçada.

Sua implementação permitirá que as máquinas e equipamentos conversem entre si, buscando eficiência. Também possibilitará que cada eletrodoméstico tenha seu consumo avaliado pelo consumidor em tempo real. O usuário poderá ter à sua disposição tarifas diferenciadas por horário, geren-ciando o funcionamento de eletrodomésticos, que poderão ser ligados de madrugada, quando a energia for mais barata.

O consumidor também terá o poder gerar energia e abater da conta de luz o que produziu, porque os medidores são bidirecio-nais, permitindo ler o consumo e indicar se o cliente está gerando sua própria energia por um painel fotovoltaico. "O smart grid vai representar uma quebra de paradigma, porque traz consigo o potencial de mudar a forma como os consumidores tratam a energia", diz o presidente da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), Maurício Tolmasquim.

Nos Estados Unidos, 43% das unidades consumidoras já operam com medidores inteligentes, sendo que na Califórnia 100% dos medidores instalados são bidirecionais, permitindo ler o consumo e indicar se o cliente está gerando sua própria energia por um painel fotovoltaico. No Brasil, as redes ensaiam os primeiros passos.

A microgeração distribuída, seja pela instalação de minigeradores eólicos ou de painéis fotovoltaicos, é outra tendência em expansão, que poderá ser acelerada com a adoção das redes inteligentes. "A energia solar deverá ter grande crescimento no mundo nos próximos anos e o seu custo deve cair. No Brasil, a microgeração deverá crescer também", diz Tolmasquim.

O avanço das redes inteligentes poderá fazer com que os veículos elétricos ganhem as ruas das cidades. "Ele poderá permitir uma grande eficiência na rede, porque as concessionárias terão melhor conhecimento de onde se consome mais e as maiores deficiências. Isso poderá fazer com que haja uma necessidade de investimentos menos em novas usinas. Assim, acho que sua implementação poderá ser acelerada, contribuindo para a redução sobre a pressão dos preços da energia elétrica", afirma José Luiz Alqueres, ex-presidente da Light e da Eletrobras.

Pesquisadores do mundo se debruçam sobre novas fontes de geração de energia. Uma delas é a força das ondas do mar. No Brasil, há um projeto pioneiro no Ceará, no porto de Pecém, idealizado e projetado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O potencial de energia dessa fonte pode chegar entre 20 mil a 25 mil MW no país, cerca de duas usinas hidrelétricas de Itaipu, nas estimativas do professor Segen Estefen, do Laboratório de Tecnologia Submarina da Coppe da UFRJ.

Apesar da mobilização de esforços, o petróleo deve se manter como principal combustível energético, até pelo menos, 2030. Para Alexandre Szklo, professor de planejamento energético da Coppe da UFRJ.

Fonte: Valor Econômico

Desafio é mudar para energia "nova e limpa", diz Braga
Emerson F. Tormann12:22

engenharia, elétrica, cabeamento, consultoria, projeto, predial, condomínio, serviços, orçamento, síndico profissional


"Contratamos 15 mil MW de térmicas de baixo rendimento. Nosso desafio, agora, é ver como descontratar esses 15 mil MW e mudar para energia nova, limpa, barata e moderna para que o nosso sistema elétrico brasileiro seja competitivo em termos internacionais." Foi assim, referindo-se à substituição das térmicas a óleo que sujam a matriz brasileira e emitem gases-estufa, que o ministro Eduardo Braga, de Minas e Energia, iniciou palestra em evento sobre clima, em São Paulo.

"Essa energia é cara, não é limpa e nem adequada em termos climáticos", seguiu o ministro, referindo-se ao cumprimento da meta de redução de emissões que o Brasil propôs nas negociações do acordo climático de Paris.

A participação da energia eólica, disse Braga, saltou de zero para 5% em poucos anos. Em 2018 deve bater em 16 mil MW, o que é o dobro da capacidade instalada atual. Ele também mencionou o impulso que energia solar deve ter no Brasil no futuro. Com o BNDES, afirmou, "lançaremos um programa que estabelecerá um novo paradigma". O plano é abastecer com energia solar universidades federais, escolas e hospitais universitários.

Braga falou no seminário "Implicações e Oportunidades Para o Meio Empresarial Diante da Nova INDC Brasileira", a sigla para a meta de redução de emissões de gases-estufa que os países submeteram à ONU, para o acordo climático de Paris, em dezembro. O evento foi organizado pela Iniciativa Empresarial para o Clima (IEC), que reúne o Instituto Ethos, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (GVCes), o Pacto Global, e outras instituições.

"Sustentabilidade, hoje, é uma questão de competitividade", disse Francisco Gaetani, secretário-executivo de ministério. Wilson Ferreira, presidente da CPFL, deixou claro como: o Brasil gasta 137 kg de carbono para produzir 1 MWh, "nove vezes mais do que a China e seis vezes mais do que os EUA".

Segundo o executivo, a meta brasileira traz desafios importantes para o país, "mas temos bala para ir além". Ferreira acredita que o desafio de cumprir a INDC brasileira vai exigir a ampliação das fontes renováveis, muito mais eficiência energética e redes inteligentes de transmissão de energia (as "smart grids").

O Brasil, disse Ferreira, tem hoje 350 mil MW de potencial de energia eólica e usa apenas 6%. O potencial de geração de energia em pequenas centrais elétricas (PCHs) é de 18 mil MW e só usamos 4,8 mil MW. "A indústria de biomassa é integralmente brasileira. Podemos avançar muito", afirmou.

Para o presidente da CPFL, "o Brasil tem sido importador de tecnologia, mas temos coisas espetaculares, como o biodiesel, só que não se consolidam como tecnologia. O Brasil pode se inserir como protagonista nesse cenário."

"A INDC brasileira é relevante", disse Mario Prestes Monzoni Neto, coordenador do GVCes. "O problema é a sua implementação."

No evento, que teve apoio do British Council, foi lançada uma plataforma para reunir o conhecimento que existe no país sobre adaptação aos impactos da mudança do clima, uma espécie de "hub" de experiências e informações. (Colaboraram Arícia Martins e Estevão Taiar, de São Paulo)

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Natal com muita luz... de LED
Emerson F. Tormann10:56

engenharia, elétrica, cabeamento, consultoria, projeto, predial, condomínio, serviços, orçamento, síndico profissional

Com lâmpada mais econômica, decoração na árvore sai por só R$ 2,90 por mês na conta de energia


O verão do tarifaço na conta de luz não vai ofuscar o brilho do Natal. Prédios comerciais e prefeituras prometem manter a iluminação comemorativa para a data, mas, na maioria dos casos, vão recorrer às lâmpadas LED para driblar a alta na tarifa. Este ano, o preço da energia no Brasil já subiu 49,03%. As lâmpadas de LED consomem até 70% menos de eletricidade e, apesar de serem mais caras, garantem economia na conta de luz.

Segundo projeção feita pelo engenheiro especialista em eficiência energética da Light, Antonio Raad, o gasto mensal de um conjunto de 100 lâmpadas LED, acessas 12 horas por dia, gira em torno de R$ 2,90 se considerada uma família com gasto de energia mensal entre R$ 250 e R$ 270. Se as lâmpadas forem as tradicionais de luz clara, no entanto, esse gasto aumenta quase cinco vezes, saltando para R$ 14,60. De olho nessa economia, os administradores de shoppings estão investindo nas lâmpadas LED. É o caso do Botafogo Praia Shopping, que tem mais de 100 mil pontos de LED na decoração. Segundo o Shopping Leblon, a troca das lâmpadas comuns por similares de LED, realizada entre março e abril de 2014, resultou em um consumo de energia 25% menor. O Rio Sul também optou pelos modelos mais econômicos.

ROLO CUSTA O DOBRO DO CONVENCIONAL

Para quem gosta de decorar a casa, o engenheiro da Light também recomenda a troca:

- As lâmpadas LED são mais caras do que as de luz clara, mas a economia de energia e com manutenção, já que duram dez vezes mais, compensam.

Pesquisa feita ontem pelo GLOBO encontrou conjunto de lâmpadas de luz clara a partir de R$ 19,90, enquanto o de LED sai por, no mínimo, R$ 39,90.

Foi justamente o custo para a compra das lâmpadas que levou um condomínio residencial da Barra da Tijuca, conhecido por figurar entre os primeiros colocados de um concurso de decoração promovido pela RioTur em anos anteriores, a suspender a decoração externa do prédio.

- Vamos manter só a decoração interna, reaproveitando materiais de outros Natais. Só nos oito rolos de 50 metros de LED que comprávamos para montar a árvore na parte externa, que ia até o 21º andar, gastávamos entre R$ 4 mil e R$ 5 mil - explica Walmir Consulmagnos, gerente do Condomínio Liberty Place.

Fonte: O Globo

Ações são puxadas pela MP 688
Emerson F. Tormann10:52

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A quarta-feira trouxe boa notícia para o setor elétrico, por meio da vitória do governo na aprovação da Medida Provisória (MP) 688, que tem entre as propostas, a transferência do chamado risco hidrológico (falta de chuvas) na geração de energia elétrica ao consumidor final. Além disso, a MP prorroga contratos das usinas ou suas concessões para compensar os prejuízos que tiveram este ano como reflexo do menor volume de energia gerada. Na prática, as geradoras poderão escolher se querem assumir o risco pela energia contratada a partir de 2016.

O destaque coube à Eletrobras ON, com valorização de 3,97%, cotada a R$ 6,29 - Eletrobras PNB subiu 0,19%, a R$ 10,77 - seguida por Copel
PN, com alta de 2,87%, a R$ 33,29; Cemig PN, que subiu 2,8%, a R$ 7,71, e Cesp PN, com ganho de 2,82%, a R$ 16,38. (Com agências)

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dilma mobiliza base e Câmara aprova MP que facilita leilão de hidrelétricas
Emerson F. Tormann11:02

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A Câmara dos Deputados aprovou, por 251 votos a 173, o texto-base da Medida Provisória (MP) 688, que trata do risco hidrológico das geradoras de energia elétrica. O governo aguarda o aval do Congresso Nacional ao texto para reduzir as incertezas do leilão de hidrelétricas e arrecadar R$ 11 bilhões este ano.

Serão analisados ainda hoje destaques que podem modificar critérios estabelecidos na MP. Apenas os partidos de oposição recomendaram voto contrário à proposta, com o argumento de que haveria elevação do custo da energia elétrica ao consumidor, algo rejeitado pelo governo.

Houve poucas traições na base aliada. A MP foi criada para equacionar as perdas das hidrelétricas que geraram menos do que o previsto em seus contratos para preservar os níveis dos reservatórios e ficaram expostas no mercado de curto prazo.

A aprovação do texto pelo Congresso é necessária para o leilão de 29 hidrelétricas com contratos de concessão já vencidos, marcado para o dia 25 de novembro, e para por fim à guerra judicial travada com as geradoras, que paralisou parte das operações de compra e venda de energia no mercado de curto prazo (spot).

A medida provisória institui a cobrança de outorga no leilão. Depois que a análise do texto for concluída na Câmara, ainda precisará passar pelo Senado.

O Ministério de Minas e Energia conta que a MP será convertida em lei entre os dias 20 e 24 de novembro - antes, portanto, do certame.

Ex-ministra de Minas e Energia do correligionário Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff foi alvo de críticas de oposicionistas durante a discussão do tema.

"O governo gastou milhões em propaganda para dizer no primeiro mandato que iria reduzir o preço da energia", disse o deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB na Câmara.

Ex-coordenador político do governo, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) disse que o aumento no custo de energia foi causado, entre outros fatores, pela decisão dos governos controlados pelo PSDB de não anteciparem a renovação das concessões.

"A oposição quer adiar a medida provisória para que as concessionárias que não renovaram suas concessões lá atrás possam cobrar tarifas mais caras", disse.

A oposição tentou obstruir a votação da proposta na Câmara em uma estratégia para dificultar tanto a análise da MP quanto do projeto de lei que regulariza a situação de ativos de origem lícita não declarados no exterior, marcada para hoje, mas que só ocorrerá se a pauta estiver livre de medidas provisórias.

Com a oposição fechada contra o projeto da repatriação e a base aliada dividida - PSD e PP diziam ter as maiores divergências -, o governo negociava ontem pontos do projeto.

O relator, deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), participou de reuniões individuais com cada partido e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, fez um longo debate com o PMDB. O governo fará reunião hoje para projetar se já conta com os votos favoráveis.

Fonte: Valor Econômico

Bandeiras podem dar desconto
Emerson F. Tormann10:55

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu audiência pública para permitir que as sobras de arrecadação da bandeira tarifária possam ser usadas para gerar um desconto maior nas contas de luz nos próximos reajustes tarifários das distribuidoras. Pela proposta, esse saldo remanescente da Conta de Bandeiras Tarifárias passaria a ser corrigido pela Selic, resultando em um impacto mais relevante nos próximos processos tarifários.

Mesmo com a redução do preço da bandeira vermelha de R$ 5,50 por 100 killowatts-hora consumidos para R$ 4,50 desde setembro, no momento a arrecadação da bandeira vermelha é maior do que a necessária para cobrir os custos com a compra de energia mais cara das usinas térmicas.

Pelas regras do regime das bandeiras tarifárias, os valores pagos a mais nesse momento pelos consumidores deverão ser compensados nos próximos reajustes anuais das contas de luz. Com a correção pela Selic, a compensação do saldo remanescente de 2015 será mais vantajosa para os usuários de energia elétrica.

Até o fim do ano, a Aneel também deverá deliberar sobre os valores da bandeiras tarifárias para 2016. Existe ainda uma proposta para se estabelecerem patamares intermediários para as bandeiras.

A Aneel também abriu audiências públicas para a quarta revisão tarifária periódica de distribuidoras do grupo CPFL que atendem regiões diversas no interior do estado de São Paulo. As novas tarifas para os consumidores dessas empresas devem entrar em vigor apenas em 3 de fevereiro de 2016.

Leilão A-1

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem o edital para o leilão A-1 de 2015 marcado para 1º de dezembro, voltado para a contratação de energia de empreendimentos já existentes. O início do fornecimento será em janeiro de 2016 e o certame contará com contratos de um, três e cinco anos.

Para o fornecimento de fontes hidrelétricas, o preço de referência do leilão será de R$ 149 por megawatt-hora (MW/h), enquanto para termelétricas com contratos de um ano (até o fim de 2016), o preço será de R$ 167 por MW/h.

Quanto às térmicas com contratos de três anos (até o fim de 2018), o preço será de R$ 137 por MW/h. E para as térmicas contratadas por cinco anos (até o fim de 2020), o preço será de R$ 112 por MW/h.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A concessionária Elektro não quer só vender energia - quer causar um impacto positivo na comunidade
Emerson F. Tormann17:09

concessionária Elektro São Luiz do Paraitinga


A charmosa cidade histórica paulista de São Luiz do Paraitinga é sede de um projeto piloto que a concessionária Elektro considera o início de uma pequena revolução no setor elétrico brasileiro: sua transformação em "cidade inteligente", com a incorporação de recursos de tecnologia da informação à gestão da rede elétrica para obter maior eficiência operacional e ampliar o uso de energia limpa. Desde o início do projeto, em 2013, estão sendo instalados 6000 medidores inteligentes para cobrir 100% da cidade. Esses aparelhos permitem à Elektro acompanhar o consumo de cada cliente em tempo real, além de efetuar cortes e religações a distância. Os clientes, por sua vez, podem monitorar seu consumo diário no site da empresa e evitar gastos excessivos. Na iluminação pública, a Elektro providenciou a instalação de 120 luminárias com tecnologia LED, que consome metade da energia em relação às lâmpadas convencionais, Vista de São Luiz do Paraitinga: a cidade foi escolhida para um projeto piloto de uso avançado de tecnologia de gestão da rede elétrica com as vantagens adicionais de maior vida útil e possibilidade de monitoramento remoto. Outra medida é a instalação de placas fotovoltaicas (para captação de energia solar) e de aerogeradores (para geração de energia eólica) em casas e prédios públicos. A empresa também pôs em operação um ônibus elétrico, dotado de uma tecnologia que permite recarregá-lo em cada ponto de parada em apenas 20 segundos.

Com base em avaliações técnicas e financeiras do projeto em São Luiz do Paraitinga, a Elektro pretende traçar a estratégia para disseminar a experiência em outras cidades. Enquanto isso, a empresa investe em outras ações de relacionamento com a comunidade. Uma das iniciativas é o programa Elektro nas Escolas, que capacita professores da rede pública para transmitir informações sobre o uso eficiente de energia elétrica. Em 2014, participaram 1525 professores e 137000 alunos de 305 escolas na área de concessão da distribuidora. Outro projeto, o Energia Comunitária, trocou, no ano passado, lâmpadas de casas de 40000 famílias de baixa renda e beneficiou outras 2000 famílias com a substituição de geladeiras e a reforma das instalações elétricas. Já o Energia em Movimento está proporcionando a 350 crianças e adolescentes, entre 10 e 17 anos, formação em dança, música, artes circenses e teatro - os jovens recebem transporte e cesta básica. Para estreitar ainda mais sua ligação com as comunidades em que atua, a Elektro investe na qualificação da mão de obra. Com 972 horas de aulas teóricas e práticas, o curso para eletricistas já formou 550 alunos desde 2008, dos quais 92% foram contratados pela companhia.

Fonte: Exame

A saída é diversificar as fontes de energia
Emerson F. Tormann16:44

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Em tempos de crise hídrica, a concessionária AES Brasil aposta no gás natural e na energia solar para reduzir a dependência de hidrelétricas


AES - A recente crise hídrica serviu para reforçar uma certeza para a concessionária AES Brasil, que atua na geração, distribuição e comercialização de energia: a segurança energética passa, necessariamente, pela diversificação da matriz, hoje quase toda baseada em hidrelétricas. Um passo nessa direção foi a conquista, no final de 2014, da licença ambiental prévia para a construção da Termo São Paulo, uma usina a gás natural no município de Canas, no interior paulista. O projeto prevê investimento de 1,1 bilhão de reais para gerar 550 megawatts, o suficiente para abastecer mais de 1 milhão de consumidores. Outro projeto, de 150 megawatts, capaz de atender 300000 habitantes, prevê a instalação de placas fotovoltaicas na área da usina hidrelétrica de Água Vermelha, entre São Paulo e Minas Gerais. O objetivo é aproveitar a estrutura da usina para gerar energia também com o sol, e não somente com a água, reduzindo assim os custos de operação.

Ao mesmo tempo, a AES vem adotando ações de eficiência energética. "Nos últimos três anos, conseguimos economizar mais de 210 000 megawatts, o que equivale ao abastecimento de duas cidades do porte de Diadema", diz Britaldo Soares, presidente da AES. Uma das ações nessa linha foi a instalação de uma usina solar no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, que hoje tem 15% de seu consumo de energia suprido por essa fonte.

Agora, a AES, juntamente com a distribuidora Comgás, prepara-se para implantar, no Hospital das Clínicas de São Paulo, um projeto de 85 milhões de reais que reúne cogeração a gás e energia solar, além do armazenamento de energia em baterias. A ideia é estocar o excedente de energia solar para ser usado conforme a necessidade. "A AES tem hoje o maior conjunto de projetos de armazenamento de energia em baterias do mundo", diz Soares. Com o programa no Hospital das Clínicas, seis geradores a diesel deixarão de ser usados e a demanda do complexo hospitalar cairá de 15 para 11 megawatts, uma redução que corresponde ao consumo de 13000 residências.

Fonte: Exame

Um incentivo ao consumo consciente
Emerson F. Tormann16:17

O grupo CPFL investe na instalação de telemedidores, que vão reduzir os custos de operação e permitir que os clientes gerenciem seu gasto de energia elétrica

engenharia, elétrica, cabeamento, consultoria, projeto, predial, condomínio, serviços, orçamento, síndico profissional

Um medidor para aferir o consumo de energia elétrica tem vida útil de 20 a 25 anos. Só a CPFL Energia, grupo que reúne empresas de geração, distribuição e comercialização de energia, precisa repor medidores antigos de cerca de 400000 clientes por ano. Então, por que não optar pelos telemedidores, capazes de enviar informações sobre o consumo de forma automatizada, além de detectar remotamente fraudes e interrupções no fornecimento de energia? Até o fim deste ano, a CPFL concluirá a instalação de 27000 telemedidores para grandes clientes que formam o chamado Grupo A, responsável por 45% do consumo e 55% da receita da empresa. Os investimentos, de 215 milhões de reais até agora, começam a dar resultados. Na CPFL Santa Cruz, distribuidora que atua no interior de São Paulo e no norte do Paraná, por exemplo, o tempo de interrupção no fornecimento de energia caiu de 6,97 horas, em 2013, para 6,74 horas, em 2014, o melhor desempenho do país. A ideia é que os novos medidores também ajudem a cortar os gastos. "Nossa perspectiva de redução de custos operacionais é de 40 milhões de reais por ano", afirma Wilson Ferreira Júnior, presidente da CPFL Energia.

O próximo passo é levar os telemedidores ao Grupo B, composto de consumidores residenciais e comerciais de baixa tensão. A empresa pretende investir 700 milhões de reais na compra de 2 milhões de equipamentos para clientes de Campinas, Baixada Santista e Caxias do Sul. Se tudo der certo, num futuro não muito distante, os consumidores poderão acompanhar, via web, as informações que o telemedidor enviará à empresa e, assim, gerenciar seu consumo, optando por horários nos quais a tarifa seja mais barata. "Nos Estados Unidos, há concessionárias com oito tarifas ao longo do dia, e isso vai ser realidade aqui também", diz Ferreira Júnior. "Os próximos dez anos serão de grandes mudanças. A sociedade vai ficar mais intolerante com interrupções longas no fornecimento de energia e mais consciente em relação ao consumo"' A CPFL Energia quer estar pronta para quando o futuro chegar.

Fonte: Exame

Um bom exemplo começa em casa
Emerson F. Tormann16:09

Fabricantes de motores e elétricos, principais responsáveis pelos gastos das indústrias com energia, a WEG busca melhorar tanto a sua eficiência quanto a dos clientes



UMA DAS MAIORES FABRICANTES de equipamentos elétricos do mundo, a catarinense WEG depende da eficiência energética para impulsionar seus negócios. Hoje, mais de 40% da energia elétrica gerada no Brasil é gasta pelas indústrias - e os motores elétricos estão envolvidos em 70% do consumo industrial. "O grande alimento de nosso produto é a energia elétrica", diz Fernando Cardoso Garcia, diretor-superintendente da WEG Motores, uma das cinco divisões do grupo catarinense. Ciente de seu papel, a empresa procura fazer sua parte. Primeira companhia no país com uma fábrica certificada com a norma ISO SOOOi, que estabelece medidas para reduzir os custos de energia, a WEG diminuiu em 10% o consumo de eletricidade para cada real de receita em 2014 em relação ao ano anterior. Para isso, adotou diversas medidas. Por exemplo, instalou medidores que monitoram o consumo de energia de cada fábrica, orientou os empregados sobre o uso racional de energia e trocou 380 motores comuns por outros de alta eficiência. Essa é, inclusive, a maior aposta da empresa para entregar mais eficiência ao mercado. A WEG tem um programa que dá aos clientes um desconto de 12% na compra de um motor novo, que consome menos energia. Além de diminuir as perdas de eletricidade, a iniciativa garante que o motor usado seja enviado a reeicladores credenciados.

Outra solução adotada em 2014 foi a automatização das torres de resfriamento, um mecanismo muito usado por fabricantes de papel e celulose, shopping centers e supermercados. A WEG passou a utilizar um sistema que controla a velocidade dos ventiladores e das bombas que resfriam a água de acordo com a temperatura ambiente e outras variáveis. Resultado: uma redução de 48% no consumo de energia e de 22% no de água, uma vez que o novo sistema evita a evaporação desnecessária. "Como fabricantes de motores elétricos, pensamos sempre de dentro para fora", afirma Garcia. "Isso nos ajuda a melhorar não só a nossa eficiência energética como também a de nossos clientes."

Fonte: Exame

Eficiência energética ganha lugar na agenda
Emerson F. Tormann15:44

Subsidiária da francesa Schneider Electric faz pesquisa para definir ações e gerar recomendações sobre o uso racional de energia 



O CONSUMO MUNDIAL DE ENERGIA deve crescer pelo menos 30% até 2030, segundo previsões da Agência Internacional de Energia. A Ásia será a principal responsável por esse aumento, mas países de outras regiões, como o Brasil, também terão um peso importante nessa pressão adicional sobre o meio ambiente. A situação poderá ser ainda mais grave se não houver ganhos em eficiência energética. Ciente disso, a subsidiária brasileira da Schneider Electric, multinacional francesa que fabrica material elétrico e presta serviços de gestão energética, realizou em 2014 um amplo trabalho de conscientização sobre o tema. A principal ação foi uma pesquisa sobre eficiência energética com 236 eletricistas, consultores e executivos de companhias parceiras. O trabalho mostrou o que esses profissionais pensam sobre várias questões ligadas ao tema. Durante um mês, a empresa gerou conteúdo educativo nas redes sociais, além de produzir uma cartilha com 20 dicas sobre eficiência energética em indústrias e residências. "Essa é uma questão fundamental para empresas de qualquer porte e setor", diz Tania Cosentino, presidente da Schneider Electric para a América Latina. "A pesquisa foi importante para direcionar nossas ações nessa área!'

Internamente, a empresa tem feito a lição de casa. No final de 2014, encerrou um ciclo de três anos monitorando um conjunto de 15 indicadores de sustentabilidade, cinco deles ligados à eficiência energética. Do total, apenas duas metas não foram atingidas: engajamento do público interno e número de funcionários com deficiência. Os destaques foram a redução das emissões de carbono (queda de 28% em relação aos níveis de 2012) e do consumo de energia (diminuição de 14% no mesmo período). "Sempre fomos uma empresa muito disciplinada no controle e no monitoramento de indicadores, mas tínhamos a necessidade de criar métricas para algumas ações socioambientais que estavam dispersas", diz Tânia. "As metas são validadas por um comitê interno e delas depende parte da remuneração variável da alta liderança."

Fonte: Exame

EDP faz chamada pública para projetos de Eficiência Energética
Emerson F. Tormann15:41

Empresa disponibilizará mais de R$ 3,5 milhões em propostas que contribuam para reduzir o consumo de energia e combatam o desperdício em sua área de concessão
Até o dia 30 de novembro, a EDP, distribuidora de energia elétrica do Vale do Paraíba, Alto Tietê e Litoral Norte de São Paulo, receberá, via chamada pública, propostas de projetos de Eficiência Energética para serem desenvolvidos em sua área de concessão.

A empresa disponibilizará R$ 3,5 milhões para incentivar projetos que tenham o objetivo de reduzir o consumo de energia em residências, comércio, indústrias, prédios públicos, particulares, entre outros. Serão contemplados inciativas de pessoas jurídicas que visem a melhoria ou a substituição de instalações elétricas, equipamentos e sistemas de controle de uso de energia.

Os interessados devem encaminhar suas propostas pelos Correios ou entregá-las pessoalmente na sede da empresa. Os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora formada por colaboradores da empresa, que analisarão, entre outros itens, a relação custo-benefício e o impacto direto na economia de energia, conforme especificado nos Procedimentos do Programa de Eficiência Energética (PROPEE), da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os projetos escolhidos serão conhecidos no dia 18 de dezembro.

Para saber mais sobre a Chamada Pública da EDP para Projetos de Eficiência Energética e seu regulamento, acesse:



www.edp.com.br/distribuicao/edp-bandeirante/Paginas/Chamada-P%C3%BAblica-PEE