quinta-feira, 30 de junho de 2016

Lâmpadas incandescentes saem do mercado a partir de hoje
Emerson F. Tormann18:03



A partir desta quinta-feira (30), as lâmpadas incandescentes não poderão mais ser vendidas no Brasil. As alternativas para os consumidores são as lâmpadas fluorescentes ou as de LED que, apesar de mais caras, consomem menos energia e duram mais.

Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% de energia, se comparada a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. E se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%. A durabilidade da LED é 25 vezes superior às lâmpadas incandescentes e até quatro vezes maior que as lâmpadas fluorescentes.

Para o diretor técnico da Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação), Isac Roizenblatt, vale a pena investir em lâmpadas mais modernas, porque o retorno financeiro é grande.

— O que custa pesado para os consumidores não é o preço da lâmpada de fato, é o preço da energia ao longo do tempo. Então, esse investimento retorna rapidamente.

Enquanto uma lâmpada incandescente de 60 watts custava em média R$ 2,90, uma equivalente de LED custa em torno de R$ 8,90. Segundo a Abilux, o preço da lâmpada de LED vem caindo cerca de 30% por ano no Brasil.

» https://etormann.blogspot.com.br/2016/06/lampadas-incandescentes-nao-serao-mais-vendidas-no-brasil.html

Roizenblatt também aponta que as lâmpadas incandescentes emitem 95% de calor e apenas 5% de luz, o que prejudica o meio ambiente.

— É uma lâmpada que tem baixíssima eficiência e vida curta.

Segundo ele, a melhor opção é usar as lâmpadas LED, que são mais eficientes e não contêm metais pesados, como as fluorescentes, que têm mercúrio em sua composição. O uso de lâmpadas LED já é adotado amplamente em outros países como China, Índia, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Austrália, Argentina, Venezuela e na União Europeia.
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A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W, e o processo de substituição acaba no dia 30 de junho deste ano, com a proibição das lâmpadas com potência inferior a 40W. A partir dos prazos finais estabelecidos, fabricantes, atacadistas e varejistas serão fiscalizados. Os estabelecimentos, importadores e fabricantes serão fiscalizados pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), e quem não atender à legislação poderá ser multado.

Segundo a Abilux, se todas as lâmpadas do país fossem substituídas por LED, haveria uma redução de cerca de 10% no consumo de energia elétrica.

— Não só o cidadão ganha quando usa uma lâmpada mais moderna, mas o país ganha porque transfere investimentos em geração e distrib

Mesmo com crise, microgeração avança e ajuda a reduzir custos
Emerson F. Tormann17:57


O alto custo da conta de energia levou a empresa de cosméticos DiColore a investir R$ 120 mil em um sistema de microgeração.

Com 35 funcionários e faturamento anual de R$ 18 milhões, a fabricante e distribuidora de cosméticos de Brusque (SC) já era adepta de ações sustentáveis, como a reciclagem de papéis e plásticos e o aproveitamento da água da chuva.

Ao instalar 80 placas no telhado da fábrica com 2,2 mil metros quadrados de área construída em agosto de 2015, a companhia tornou-se a primeira no município a aderir à energia solar fotovoltaica.

O investimento garantiu a produção de potência instalada de 21,06 kWp. "Estamos satisfeitos e pretendemos recuperar o capital investido em quatro anos", conta o diretor Charles Becker. Segundo ele, a instalação foi rápida. "A obra demorou 20 dias porque decidimos colocar uma estrutura metálica sobre o telhado para poder aproveitar melhor o sol, senão teria sido mais rápido ainda", conta.

Fornecedora do sistema utilizado, a Quantum Engenharia, de Florianópolis (SC), acredita na expansão da microgeração em todo o Brasil. Segundo o gerente comercial da empresa, Ruy Tiedje, estimativas oficiais preveem entre 1 milhão e 1,2 milhão de instalações de geração distribuídas em todo o Brasil até 2024. "No litoral norte de Santa Catarina, com uma das piores condições de insolação do País, temos 40% mais sol que na Alemanha, ou seja, o negócio é muito vantajoso", defende o engenheiro, citando um dos países referência em geração de energia solar.

Conta mais barata

Na DiColore, a conta de energia elétrica foi reduzida em quase R$ 1.100,00 em abril de 2016, em comparação com abril do ano anterior. Em junho, quando a geração foi de 2.260 kWh, a fatura paga à distribuidora local, a Celesc, foi de R$ 1.055,03 pelos 2.038 kWh comprados, enquanto em abril de 2015 a conta somou R$ 2.151,89 por 3.068 kWh consumidos. O cálculo que prevê o retorno do investimento, no entanto, é mais complexo e inclui tanto projeções de consumo quanto possíveis altas na tarifa cobrada, que no período foi 8,7% superior.

De acordo com Tiedje, as instalações de geração distribuída são um bom negócio para os clientes da categoria B3 das concessionárias, que se enquadram nas tarifas de energia mais caras. "Entre as empresas, estão comércios e pequenas indústrias com consumo mensal acima de 150 kWh. Há uma combinação de custo de instalação por quilowatt que compensa o investimento. Para medir isso, fazemos estudos que consideram esses valores dos equipamentos, a insolação e as tarifas cobradas." Ele destaca que, entre os clientes da Quantum, há supermercados, academias e postos de gasolina, além de residências de alto padrão, os primeiros a adotar o sistema.

Segundo Tiedje, o mercado ganhou corpo com esse público - residências de classes A e B com consciência ambiental -, mas a tendência é de ampliação maior entre empresas. "Neste mês estamos instalando 12 placas fotovoltaicas em uma academia de ginástica em São José, na Grande Florianópolis. Eles vão investir R$ 95 mil em um sistema de 12 kWp. Com isso, terão economia de 40% na conta de energia, que atinge cerca de R$ 6 mil mensais durante o período de verão", completa.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, concorda que o cliente comercial ou o prestador de serviço ligados à rede de baixa tensão são grandes candidatos a adotar a energia fotovoltaica. "A recomendação para esse público é sempre buscar empresas especializadas, que vão avaliar o potencial que cada negócio possui para receber o equipamento, que nem sempre precisa ser instalado no telhado. Temos mais de 125 associados à Absolar que fazem cotações", explica.

Sauaia destaca o benefício de os equipamentos de energia solar serem modulares. "O empreendimento pode começar pequeno e ir se ampliando, conforme a disponibilidade de recursos. Há cotações a partir de R$ 7,5 mil", salienta.

Conta mais barata

Outras vantagens são a garantia de 25 anos oferecida pelos fabricantes, as linhas de financiamento disponíveis, a pouca necessidade de manutenção e a maior previsibilidade de gastos com energia, diz Sauaia, lembrando dos aumentos contínuos nas tarifas de energia elétrica em todo o País. "Quem investe ganha competitividade e valorização da marca, pela melhoria da qualidade do meio ambiente, valor intangível e importante", afirma.

Para o ex-vice-presidente da Eletropaulo e consultor da organização internacional Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), Cyro Bocuzzi, a regulamentação do setor foi essencial para a decisão de pequenas e médias empresas investirem em geração. A pouca burocracia é outro facilitador. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, não exige licenciamento para a instalação de equipamentos. "Para incentivar esses investimentos, vários estados decidiram isentar o ICMS sobre o uso dessa energia", diz.

Segundo a Absolar, houve crescimento de 313% no mercado de micro e minigeração em 2015, com 1.754 sistemas instalados. O negócio segue em alta em 2016, com 2.632 instalações no primeiro semestre.

Fonte: DCI

quarta-feira, 29 de junho de 2016

10 números que mostram o boom da energia renovável pelo mundo
Emerson F. Tormann12:13

O ano de 2015 terminou há quase seis meses, mas os números do mercado de energia renovável continuam a chegar e a impressionar. No começo de junho, um dos mais importantes e citados relatórios do setor, o Renewables 2016 - Global Status Report, produzido pela Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (REN21), mostrou que nada menos que 147 novos gigawatts de energia renovável passaram a ser gerados mundialmente em 2015. Trata-se do maior acréscimo, em um ano, em capacidade de geração instalada da história do setor. "O que realmente surpreende nesses resultados é que eles foram atingidos em tempos de forte baixa no preço do petróleo e de redução significativa nos subsídios governamentais à energia renovável", diz Christine Lins, executiva da REN21.


Em 2016, a expansão do setor não dá sinais de grande desaceleração. Uma série de importantes e simbólicos marcos foi atingida já no primeiro trimestre do ano e sinaliza mais um período de forte crescimento da base. Os reflexos na geração de empregos também devem permanecer, o que deve manter o setor como líder no ranking dos segmentos de energia que mais criam novos postos de trabalho.

Confira abaixo 10 importantes marcas atingidas pelo crescente mercado de energia renovável pelo mundo nos últimos tempos

1. Em 2015, 147 novos gigawatts de energia renovável passaram a ser gerados no mundo. É o maior acréscimo, em um ano, em capacidade de geração instalada da história do setor. A carga acrescida equivale à soma de toda produção de energia de todos os 54 países que compõem o continente Africano.

2. Em 2015, o investimento mundial em energia renovável foi de US$ 286 bilhões, o que equivale a cerca de R$ 1 trilhão. O valor é superior ao dobro da soma dos investimentos feitos em produção de energia a partir da queima de carvão e gás, que fecharam o ano em US$ 130 bilhões, ou cerca de R$ 455 bilhões.

3. Pela primeira vez, os investimentos em energias renováveis de países em desenvolvimento superaram o de países desenvolvidos: US$ 156 bilhões (alta de 19% em relação a 2014) contra US$ 130 bilhões (queda de 8% em relação a 2014).

4. Um total de 59 gigawatts de energia solar foram instalados mundialmente em 2015, alta de 34% em relação a 2014. Para 2016, a expectativa é que outros 64 gigawatts sejam instalados, o que representará crescimento de 8,5%.

5. Em 2015, o número de postos de trabalho na indústria da energia renovável no mundo chegou a 8,1 milhões, uma alta de 5% em relação a 2014. O segmento de energia renovável que mais empregou foi o solar, com 2,8 milhões de postos.

6. Em 2015, o número de postos de trabalho da indústria da energia renovável no Brasil bateu os 918 mil, o que colocou o país em segundo lugar no ranking mundial de países com mais postos no segmento, atrás apenas da China, com 3,5 milhões de postos, e à frente de Estados Unidos, com 769 mil, Índia, com 416 mil, Japão, com 388 mil e Alemanha, com 355 mil.

7. Em 2015, as energias renováveis foram responsáveis por 44% de toda a energia elétrica consumida pela Europa e 15% de toda a energia usada no continente.

8. Em 2015, 173 países firmaram metas com órgãos nacionais e internacionais para a expansão da adoção das energias renováveis. Esses acordos são tidos como fundamentais para guiar os esforços e investimentos no sentido da expansão do setor.

9. Em 2016, a indústria de energia solar nos Estados Unidos deve instalar 14,5 gigawatts de capacidade, quase o dobro dos 7,5 gigawatts instalados em 2015. Com isso, o país passará a ter 29,3 gigawatts de capacidade de geração de energia solar instalada, o suficiente para abastecer 5,7 milhões de residências americanas. No primeiro trimestre de 2016, a energia solar foi responsável por 64% da nova capacidade de geração instalada nos EUA.

10. Em maio de 2016, Portugal funcionou, durante 107 horas - o equivalente a quase quatro dias e meio - abastecido apenas por energias renováveis. Em um domingo do mesmo mês, a Alemanha conseguiu atender a 99,3% de suas demandas por energia com energias renováveis. E, também em maio, pela primeira vez em mais de um século, a Inglaterra produziu energia durante uma semana inteira sem queimar carvão.


-- Sobre o Juntos Pela Água -- 

O Juntos Pela Água surgiu durante a crise hídrica de 2015 para reunir e compartilhar experiências e dicas de consumo consciente de água no Brasil e no mundo. Passado o momento mais crítico dessa crise, num esforço para ir além da agenda de preservação, o Juntos Pela Água ampliou sua pauta. Afinal, discutir a preservação dos recursos hídricos é também discutir, direta ou indiretamente, o futuro das cidades, do consumo, da política, dos negócios, da saúde e de outros tantos temas importantes. No novo Juntos Pela Água , que estreou em junho de 2016, tratamos desses assuntos com textos e infográficos enxutos e recheados de números e dados.

O movimento Juntos Pela Água é apoiado pela Odebrecht Ambiental , que presta serviços de água e esgoto a cerca 17 milhões de brasileiros em quase 200 municípios do Brasil.


Fonte: Dino

Estado da Bahia se destaca em leilão de energia solar fotovoltaica
Emerson F. Tormann11:56

Divulgação

Do total de 9.210 megawatts ofertados no país, a Bahia tem projetos para 1.593 megawatts

O Nordeste é uma das regiões com maior incidência de radiação solar no Brasil. Como prova disso, a Bahia foi o estado com o maior volume ofertado entre os projetos de energia solar fotovoltaica credenciados para 1º Leilão de Energia de Reserva, marcado para o dia 29 de julho. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), dos 295 projetos participantes, 61 são baianos. Do total de 9.210 megawatts ofertados para todo o país, a Bahia tem projetos para 1.593 megawatts.

O leilão irá negociar contratos de empreendimentos de energia solar que terão prazo de suprimento de 20 anos e início em 1º de julho de 2018. Um segundo leilão está programado para outubro. Com potencial para ser um dos grandes geradores de energia solar no mundo, o Brasil já se destaca entre os países da América Latina e vive um momento de evolução. Com estímulos do Governo Federal e movimentações estruturais nos estados, além do interesse do BNDES em estimular a produção de equipamentos para energia solar no país, o setor tende a crescer cada vez mais, assim como a demanda por profissionais especializados.

Com o intuito de promover o conhecimento e também as tecnologias e aplicações da energia solar no Brasil, será realizada em São Paulo, entre os dias 23 e 25 de agosto, a exposição e conferência Intersolar South America. O evento, que em 2016 completa 25 anos percorrendo o mundo para promover este mercado, receberá nesta sua 5ª edição sul-americana empresas, profissionais e usuários para debater tendências, realizar negócios e trocar conhecimentos sobre os desenvolvimentos tecnológicos, métodos de produção eficientes, formação profissional na área, financiamento e planejamento de projetos e apresentar soluções.

Fonte: A Tarde

Potencial da energia solar equivale a 200 vezes a matriz elétrica brasileira
Emerson F. Tormann11:53

Let the sun shine


Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta um potencial de geração solar de quase 30 mil gigawatts (GW) no país.

O número, que será anunciado no Brasil Solar Power, que começa na quinta-feira, no Rio de Janeiro, é superlativo: é superior à somatória do potencial das demais fontes de geração no país e equivale a mais de 200 vezes a capacidade instalada da atual matriz elétrica brasileira, de 143 GW.

Apenas na geração meio de usinas solares de grande parte, foram identificados 28.500 GW em potencial, numa análise que considera apenas espaços com viabilidade técnica, excluindo regiões ambientalmente protegidas, como Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica.

A questão, agora, é como viabilizar esse mar de possibilidades. Boa parte dos empreendimentos que foram vendidos nas últimas licitações exclusivas para a fonte estão patinando em meio à escalada do dólar, financiamento escasso e a necessidade de conteúdo nacional dos equipamentos.

Fonte: Radar Online

AIE: energia é o principal fator de poluição do ar
Emerson F. Tormann11:33



A energia é a maior contribuinte para a poluição do ar, que mata em torno de 6,5 milhões de pessoas por ano, segundo um relatório publicado pela Agência Internacional de Energia. O número deverá aumentar significativamente nas próximas décadas, a menos que a indústria de energia tome medidas para conter as emissões de carbono. O relatório traz as medidas que a indústria de energia podem tomar para melhorar a qualidade do ar, que é a quarta ameaça a saúde humana, depois de pressão arterial elevada, dietas pobres e tabagismo.

A produção e uso da energia, principalmente da queima de combustíveis não regulamentados, mal regulados ou ineficientes, são as mais importantes fontes artificiais de emissões, respondendo por 85% do material particulado e quase todos os óxidos de enxofre e óxidos de nitrogênio. De acordo com a AIE, as emissões vem caindo em países industrializados e apresentou sinais de declínio na China. No entanto, aumentaram na Índia, Sudeste Asiático e na África.

"O ar puro é um direito humano básico que a maioria da população mundial não tem", disse o diretor da AIE, Fatih Birol. Segundo o estudo, com um aumento de apenas 7% no investimento total de energia até 2040 seria possível melhorar consideravelmente a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde das pessoas.

Fonte: UDOP

terça-feira, 28 de junho de 2016

Mercado do LED se torna a luz no fim do túnel para a crise!
Emerson F. Tormann12:40



Maior feira de iluminação que acontece na próxima semana, em SP, terá o LED como estrela principal


Protagonista do mercado da iluminação, o LED (Diodo Emissor de Luz) tem se mostrado a aposta certa para quem procura praticidade, baixo custo e inovação. A famosa e econômica lâmpada ganhou seu espaço no mercado da iluminação com seus diversos fatores positivos. Quer conhecer alguns? Confira:

1. A durabilidade da lâmpada é maior do que das usuais;

2. Apesar do investimento inicial ser um pouco salgado, o empresário ou consumidor final, logo recebe de volta na economia de sua conta de luz;

3. Ideal para qualquer ambiente! Seja num escritório, no hotel, na sala de casa ou numa sala de reunião, o LED se molda em qualquer lugar, basta escolher o fluxo luminoso mais adequado;

4. É versátil e eficiente. Apagar e acender essa lâmpada várias vezes ao dia não muda em nada seu funcionamento.

O LED com certeza ganhará todo o mercado. Já em 2014, o número de lâmpadas vendidas no Brasil foi de 20 milhões de unidades, seis vezes mais do que em 2011, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux). Apesar de esse número representar uma fatia ainda pequena diante de um mercado de mais de 500 milhões de lâmpadas, para a associação, se o LED continuar nesse ritmo deve abocanhar metade do total de vendas do setor nos próximos três anos. Até 2023, o LED representará 74% das vendas de lâmpadas. Esse mercado se torno a luz no fim do túnel para empresários no atual cenário econômico desafiador para a indústria da iluminação.


Fonte: Portal O Setor Elétrico / Spotlux / Gazeta do Povo

Rede de drogarias investe em painéis de energia solar
Emerson F. Tormann12:32

Pague Menos inaugura em julho um novo parque gerador fotovoltaico em Hidrolândia; sistema promete gerar uma redução de custos de R$ 62 mil



- Na rede de farmácias Pague Menos a sustentabilidade deixou de ser uma meta e já faz parte do DNA da empresa. Com um centro de distribuição (CD) em Fortaleza abastecido parcialmente com energia solar, e diversos projetos ligados ao meio ambiente, a rede lançará em julho um novo parque gerador.

A expectativa é que o sistema, que será inaugurado no CD da região de Hidrolândia (GO), consiga suprir 100% do consumo mensal de energia do centro, gerando uma economia de mais de R$ 62 mil ao ano. Ao final de 20 anos - prazo total do contrato com a Helio Energias Renováveis - a expectativa é de uma economia de cerca de R$ 3 milhões.

Com 378 kWp de potência, o equivalente para abastecer aproximadamente 353 residências por mês, o parque terá uma capacidade mensal de produção de 50.192 kWh de energia, evitando a emissão de 557 toneladas de CO2 na atmosfera por ano. O CD de Hidrolândia recebeu investimentos de R$ 60 milhões.

"O sistema utiliza 1.426 placas fotovoltaicas, ocupando 3.801 m² instalados na cobertura do centro de distribuição. As placas estão estrategicamente dispostas para receber maior incidência solar ao longo do dia, aproveitando ao máximo sua capacidade de produção", detalha a diretora de operações da Helio Energias Renováveis, Tâmara Cidade.

Para o diretor de expansão da Pague Menos, Carlos Henrique Queirós, o investimento vem em linha com dois pilares da companhia: a inovação e a cidadania. "Nosso intuito vai além da redução de custos, queremos mostrar para os nossos clientes que estamos preocupados com tudo aquilo que impacta o meio ambiente", afirma o executivo ao DCI.

Investimento anterior

O investimento da empresa em energias renováveis não começou agora. Na realidade, em dezembro do ano passado a Pague Menos implantou seu primeiro parque gerador de energia solar no CD de Fortaleza. A capacidade de produção desse primeiro sistema, no entanto, é consideravelmente menor do que a do que será construído em Goiás.

A meta era suprir 30% do consumo médio mensal do centro de distribuição. Atualmente, o sistema já é responsável por 26% da produção da unidade e - da data de seu lançamento até fevereiro deste ano - a economia com o sistema foi de cerca de R$ 5 mil. O CD possui uma estrutura de 588 placas fotovoltaicas e já gerou 65.525,83 kWh, o equivalente à energia que seria consumida por 32 casas durante um ano, ou 47 toneladas de carbono que teriam sido emitidos na atmosfera.

Usinas solares

Na região de Fortaleza, além do parque gerador a empresa construiu também duas usinas solares, em Limoeiro do Norte, com o objetivo de abastecer com energia do sol as farmácias da região. "A ideia é que até maio do ano que vem as 111 farmácias que temos na grande fortaleza sejam abastecidas 100% com energia solar gerada dessas duas usinas", afirma Queirós, explicando que uma das usinas abasteceria 50 farmácias e a outra 61 unidades da rede. Os planos ligados ao abastecimento com energia solar das lojas da empresa também devem se estender para a região de Goiás. Em Hidrolândia, conta o executivo, uma usina solar deve ser construída em breve, visando também o abastecimento com energia do sol das farmácias dessa região.

Próximos passos

Além dos projetos ligados ao uso de energia renovável nos centros de distribuição e drogarias da rede, o diretor de expansão conta que a empresa está com um projeto inicial de construir o que seria a primeira farmácia 100% ecologicamente correta.

"Seria uma megastore de 3 mil metros quadrados, em Fortaleza. Estamos tentando viabilizar o projeto ainda. Mas a ideia seria reciclar todo o material das obras e todos os dejetos que fossem gerados dentro dessa unidade, e usar para lavar caminhão, para lavar o piso. Temos a ideia também de fazer uma coleta de água suja", explica Queirós.

Mesmo com esse projeto ainda não viabilizado, o executivo conta que a rede já tem feito um trabalho forte para adequar suas lojas aos padrões de sustentabilidade. Um exemplo é colocar lâmpadas LED em todas as unidades, que têm uma vida útil maior e são mais ecológicas.

"Temos feito também doações de árvores e, em 15 farmácias da Grande Fortaleza, tiramos duas vagas de carro, e transformamos em vagas para bicicletas. Fizemos o mesmo em oito drogarias de Goiás. Queremos fomentar o uso de um transporte que não polui o meio ambiente", explica.

Fonte: DCI (SP)

EUA e México vão prometer uso maior de energia limpa
Emerson F. Tormann12:23

#CLIMA: Ao menos metade da energia viria de fontes limpas até 2025




Os governos dos Estados Unidos e México Vão se comprometer com o Canadá a aumentar o uso de energia solar, e de outras fontes livres de carbono para ajudar a América do Norte a produzir pelo menos metade de sua energia a partir de fontes limpas em 2025.

A promessa fará parte do encontro trilateral de líderes da América do Norte amanhã, em Ottawa, com boa parte da pauta tomada pela decisão do Reino Unido em deixar a União Europeia. O encontro também tratará de comércio e segurança regional.


"É uma meta agressiva, mas possível de ser pelos três países", disse Brian Deese, conselheiro sénior do presidente Barack Obama para assuntos de energia e ambiente. A meta terá que ser firmada pelo presidente que suceder Obama em janeiro.

A promessa refere-se à eletricidade gerada sem a emissão de C02. Isso inclui energia nuclear além de eólica, solar e hidrelétrica. Segundo Deese, também prevê usinas que tenham sistemas de sequestro de carbono. O compromisso inclui gás natural, que emite menos que o carvão,
mas que ainda assim, produz emissões de gases-estufa. Os países também procurarão estimular a eficiência energética.

Ambientalistas aplaudem a promessa. Michael Brune, diretor executivo da ONG Sierra Club, disse que o compromisso demonstra "a América do Norte unida em um consenso pela ação global forte contra a mudança do clima."

Nos últimos 12 meses, os EUA geraram cerca de sua energia através de fontes que não emitem sendo via usinas nucleares, de acordo com dados de abril da Agencia de Informações sobre Energia dos EUA (EIA, na sigla em inglês). O Canadá já obtém mais da metade de sua energia a partir de fontes limpas.

Trata-se de um forte compromisso tanto para 0 presidente Barack Obama, quanto para o mexicano Enrique Nieto. Como parte da parceria, espera-se que o México também concorde em juntar-se aos ELIA e ao Canadá na redução de emissões de metano, um gás estufa muito mais nocivo que 0 CC)2 na atmosfera.

Fonte: Valor Econômico 

Estudos projetam mercado de US$ 18 bi para 'smart grid' em 2025
Emerson F. Tormann12:07



Com o objetivo de capturar investimentos estrangeiros para o setor elétrico do país, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) divulga hoje, em Londres, dois estudos sobre oportunidades em energia solar e em tecnologias de redes inteligentes (as chamadas "smart grids") no Brasil, elaborados pela consultoria Carbon Trust.

O relatório calcula que o mercado de smart grid no Brasil pode chegar a US$ 11 bilhões a US$ 18 bilhões até 2025. Para o mercado de energia solar fotovoltaica, a expectativa é de que chegue a valer cerca de US$ 11,5 bilhões até 2024.

A maior parte do crescimento em energia solar deve acontecer em projetos de maior escala, devido ao compromisso do governo de contratar no mínimo 7 gigawatts (GW) de energia solar em leilões até 2023 e 2024.

Os estudos serão apresentados em um evento na Embaixada Brasileira em Londres, com a presença de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entre outros.

Segundo Juliana Vasconcelos e Maria Luisa Cravo Wittenberg, da Apex-Brasil, há uma lista de investidores qualificados e com "certo nível de interesse" no mercado brasileiro de energia elétrica que participarão do evento.

Em relação à tecnologia de smart grid, o estudo calcula que o Brasil deve alcançar a marca de 49 milhões de medidores inteligentes até 2025, ficando aquém da meta estabelecida pela Aneel lá atrás, em 2009, de 63 milhões de medidores até 2021.

A meta da Aneel, porém, "indica que há apoio do governo" para a expansão do segmento, diz o estudo. Esse fator, combinado à atividade atual das empresas do segmento de distribuição, demonstra "claramente" que o mercado dessa tecnologia deve continuar crescendo na próxima década.

"Atualmente, não há metas nacionais para outras tecnologias de smart grid, como para automação. Apesar disso, parece provável que o mercado vá se desenvolver enquanto os principais incentivos da tecnologia ficarem mais claros", diz o estudo.

O mercado global de smart grids é avaliado entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões, segundo o documento. A expectativa é de que, até 2020, esse valor cresça substancialmente, chegando a um mercado avaliando em até US$ 400 bilhões.

No Brasil, as principais oportunidades relacionadas ao uso dessas tecnologias estão voltados para a infraestrutura dos medidores inteligentes (AMI, na sigla em inglês) e para automação em distribuição (DA, na sigla em inglês). Já há investimentos significativos sendo feitos nesses segmentos pelas distribuidoras, mas o espaço ainda é grande pra expansão. As tecnologias podem ajudar a reverter o crescimento das perdas das distribuidoras com perdas não técnicas de energia, resultantes de furtos, e também a lidar com o crescimento futuro da demanda por energia e do uso da geração distribuída.

Para o mercado de energia solar, as expectativas da Apex-Brasil também são de crescimento. O estudo aponta que a indústria de fabricação de módulos para geração desse tipo de energia pode valer US$ 5 bilhões em 2024, considerando a projeção de contratação constante de projetos em leilões nos próximos anos.

Os investimentos no desenvolvimento de projetos de energia solar, incluindo custos de instalação, manutenção dos projetos e prestação de serviços, podem resultar em um mercado de cerca de US$ 2,5 bilhões em 2024. No entanto, ainda há barreiras, como a cobrança de taxas de juros altas para financiamentos. O câmbio é outro risco, pois parte dos equipamentos precisa ser importada.

Fonte: Valor Econômico

ILUMINAÇÃO: Com mais de 600 indústrias em atividade o setor está apostando na exportação para ganhar competitividade
Emerson F. Tormann12:05


Interessados em Iluminação Decorativa, Técnica, Comercial, Industrial, Pública e componentes, os compradores terão a oportunidade de conhecer algumas fábricas no dia 27/06, antecedendo a visita à 15ª Edição da Expolux 2016 que acontecerá entre 28 Junho e 02 de Julho no Expo Center Norte em São Paulo, onde poderão ainda ver de perto as palestras na Arena do Conhecimento SIMPOLUX e conferir o resultado do Prêmio Design de Luminárias, organizado pela Abilux e que nesta edição destaca as luminárias com tecnologia LED.

A ação faz parte da estratégia de promoção comercial do Lux Brasil, projeto setorial de promoção de exportações desenvolvido em parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux).

Com essa ação de promoção comercial, organizada pelo Lux Brasil, os profissionais do segmento terão, mais uma vez, a oportunidade de gerar negócios, fazer networking, ficar próximo das novidades e ainda se atualizar.

Lux Brasil, Lighting Products

Com o slogan “A luz nos inspira”, a marca Lux Brasil, que reúne 32 empresas, dos diversos segmentos de iluminação, promove os diferenciais competitivos da indústria brasileira de iluminação, assegurando aos compradores internacionais que, ao adquirir produtos “Made in Brazil”, o cliente irá encontrar um grupo de empresas preparadas para atender além das fronteiras, com escala de produção, garantia de qualidade, design, tecnologia aplicada, pós-venda e relacionamentos duradouros.

O setor no Brasil

Com mais de 600 indústrias em atividade (incluindo a cadeia produtiva de luminárias, componentes, reatores e lâmpadas), o setor está apostando na exportação como forma de ganhar competitividade.


A Expolux

Há 27 anos no mercado, a Expolux – Feira Internacional da Indústria da Iluminação - é o principal encontro do setor na América Latina. Um evento bienal que apresenta, em primeira mão, as mais novas tecnologias, produtos, serviços e tendências do universo da iluminação.

Em sua 15ª edição, a Expolux vem com mais novidades: Conteúdo e capacitação profissional. Além da renomada e tradicional exposição, o evento será palco de palestras, seminários e espaços do conhecimento para agregar na qualificação para o mercado de trabalho.

Tudo pronto: Expolux começa hoje!
Emerson F. Tormann11:53



A 15ª edição da Feira Internacional da Indústria da Iluminação abre as portas ao público nesta terça-feira. Já fez seu credenciamento?

A partir das 10 horas de hoje, 28, o Expo Center Norte será palco do maior ponto de encontro internacional da iluminação, a Expolux 2016. Com 380 marcas nacionais e internacionais expondo e o lançamento de mais de600 produtos de iluminação com destaque para luminárias, lâmpadas e componentes, a feira será o ponto de encontro para quem quer se atualizar sobre esse mercado em expansão.

“A Expolux, que já é referência no mercado da iluminação, inova esse ano com o Espaço Design, projetado para, em 13 ambientes, apresentar os principais produtos tecnológicos e de decoração, que são a aposta para o setor. A feira é a oportunidade ideal para quem procura novos fornecedores, contato com clientes e muitos negócios! ”, define Ivan Romão, gerente do evento.

Só a Expolux 2016 reúne os principais fornecedores do setor para divulgar seus produtos, inovações e apostas para os próximos anos. Que tal saber mais sobre os principais assuntos que ditarão o ritmo do setor? Confira nas palestras exclusivas e simultâneas e no Espaço Design!

Já se credenciou? Prestes a começar, a 15ª Expolux - Feira internacional da indústria da iluminação – é a aposta certa para quem procura conhecer as principais tendências do mercado. De 28 de Junho a 02 de julho, noExpo Center Norte, em São Paulo. Entrada gratuita para profissionais do setor credenciados.

*Texto produzido por Helena Paes – Reed Exhibitions Alcantara Machado

Instalação de pequenos geradores têm aumento de 40%
Emerson F. Tormann11:30



A instalação de pequenos geradores de energia feita por consumidores, conhecida por micro ou minigeração, está em forte expansão no País, que já registra mais de 2,7 mil micro-geradores individuais instalados até meados deste ano. Isso corresponde a aumento de 40% em relação aos cerca de 1,9 mil de dezembro de 2015. A estimativa é da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), que calcula que a capacidade instalada some atualmente 27 megawatts (MW). "Esse segmento vai explodir", disse o presidente da Cogen, Newton Duarte.


Fonte O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 27 de junho de 2016

GE conclui nacionalização de inversores solar e eólico
Emerson F. Tormann23:03



O setor de energias renováveis no Brasil tem excelentes expectativas de crescimento para os próximos anos. Até 2024, a energia solar representará 4% da matriz energética brasileira e a eólica será a segunda fonte de geração até 2020, com 12% da produção, segundo dados da ABSOLAR e da ABEEólica. Seguindo essa tendência,a divisão de Power Conversion da GE Energy Connections acaba de concluir o plano de nacionalização de seus inversores solar e eólico, linhas LV5 + DTA CFI respectivamente, de acordo com as regras do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Dessa maneira, os clientes brasileiros passarão a contar com as linhas de crédito do BNDES, que possuem taxas de juros mais atrativas. “É um grande orgulho anunciar que duas novas tecnologias da GE voltadas para o mercado de energias renováveis estão nacionalizadas. Isto mostra o comprometimento da companhia em oferecer soluções de alta tecnologia com ótimas condições de financiamento para os clientes brasileiros”, comenta Sérgio Zuquim, Diretor Comercial da GE Power Conversion para América Latina.

Seguindo o conceito de GE Store, – oferecer uma solução completa ao cliente por meio de diferentes negócios da companhia – a nacionalização do inversor eólico de frequência, que é instalado dentro da turbina eólica, atendeu uma demanda específica da GE Wind, que participou ativamente de todo o processo. “A partir da nacionalização dessa tecnologia específica para GE Wind, poderemos nacionalizar outros equipamentos de acordo com a demanda do mercado, já que contribuímos para a consolidação de uma cadeia de suprimentos ainda incipiente”, explica Zuquim.

Já o inversor solar de frequência é um equipamento universal que poderá ser vendido para todos os clientes que estão construindo ou planejando construir plantas solares não só no Brasil, como em outras partes do mundo, atendendo às necessidades do mercado por pelo menos dez anos. “A GE tem sido pioneira na oferta de inversores solares de 1.500 volts que trazem alta relação custo benefício a parques solares. Desde o lançamento desses inversores em 2014, a GE já entregou mais de 1 GW e acumulou mais de 4GW em contratos globalmente. Agora que os inversores obtiveram a acreditação do BNDES, temos uma boa oportunidade de agregar valor também para clientes brasileiros”, acrescenta Zuquim.

A GE já realiza o processo de nacionalização de equipamentos nas suas diferentes divisões, como Aviation, Transportation, Healthcare e Wind. “Todo o processo foi realizado usando a expertise da GE na área. Além de atender às necessidades dos clientes, estamos contribuindo para o crescimento do setor energético como um todo, já que desenvolvemos a cadeia local de fornecedores”, finaliza o executivo.

Fonte: Solar Power World Online

Aneel anuncia bandeira verde para julho
Emerson F. Tormann08:53

Situação dos reservatórios, queda do consumo e novas usinas garantem condições favoráveis de geração energia



O resultado positivo do período úmido, a redução do consumo e a entrada em operação de novos empreendimentos de geração determinaram a manutenção da bandeira tarifária verde em julho, pelo quarto mês consecutivo. A sinalização para o mês foi publicada nesta sexta-feira, 24 de junho, pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
A bandeira verde significa que as condições de geração de energia estão favoráveis e não haverá custo extra para o consumidor no mês. O mecanismo que avisa com antecedência ao consumidor residencial qual será o custo mensal de produção de energia começou a ser aplicado em janeiro de 2015.

Em razão das condições hidrológicas e da situação dos reservatórios, somente em março deste ano a sinalização mudou de vermelha (custo extra de R$3,00 e de R$ 5,00 para os patamares 1 e 2, a cada 100 kWh consumidos) para amarela (custo adicional de R$ 1,50 pelo mesmo critério). Naquele mês, foi autorizado o desligamento de um conjunto significativo de usinas termelétricas. Em abril, entrou finalmente a bandeira verde, que se mantém até agora.


Fonte: ANEEL

Programa de P&D da Aneel passará por aprimoramentos
Emerson F. Tormann08:42

Agência recebe sugestões dos agentes entre 23 de junho e 27 de julho


O programa de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica passará por aprimoramentos em suas regras. Para tanto, a diretoria da agência aprovou em reunião na última terça-feira, 21 de junho, a abertura de uma audiência pública com objetivo de colher sugestões dos agentes. A ideia é a dar um melhor destino aos recursos financeiros do programa, bem como promover uma melhor prestação de contas do investimento aplicado.

Os interessados podem enviar propostas no período de 23 de junho a 25 de julho para o email: ap039_2016@aneel.gov.br ou para o endereço: Aneel – SGAN Quadra 603 – Módulo I Térreo/Protocolo Geral, CEP 70.830-110, Brasília/DF. Haverá uma sessão presencial para discutir o assunto no dia 15 de julho na cidade do Recife. O horário e local serão divulgados posteriormente.

A Aneel sugere a duração máxima para um projeto de P&D de 48 meses, com possibilidade de prorrogação para até 60 meses. No caso de pesquisa que contemple várias fases da cadeia de inovação, a ideia é dividir o projeto por fase, a fim de facilitar a execução e a prestação de contas, por parte das empresas, e avaliação de resultados por parte da agência. Outra proposta é definir em até 20% o limite de gastos com atividades de marketing e divulgação no Projeto de Gestão, já que essa definição irá auxiliar na avaliação final e reconhecimento de gastos no projeto por parte da Aneel.

O Programa de P&D abrange, além das empresas reguladas, as universidades e institutos de educação técnica, centros de pesquisa, fabricantes de materiais e equipamentos para o setor elétrico, consultorias, empresas de base tecnológica (EBT) e startups.

De acordo com a Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, as concessionárias de serviços públicos de distribuição, transmissão ou geração de energia elétrica, as permissionárias e as autorizadas à produção independente devem aplicar, anualmente, um percentual mínimo de sua receita operacional líquida em projetos de P&D e em eficiência energética, segundo regulamentos estabelecidos pela Aneel. Ficam excluídas aquelas que geram energia exclusivamente a partir de instalações eólica, solar, biomassa, cogeração qualificada e pequenas centrais hidrelétricas.

Fonte: Agência CanalEnergia

domingo, 26 de junho de 2016

Energia gerada por plantas ilumina grupo indígena no Peru
Emerson F. Tormann23:13



Nuevo Saposoa é uma comunidade indígena pequena e muito modesta no coração da selva peruana, onde o ritmo da vida diária é regido pela natureza. O vilarejo só é acessível por barco pelo rio Ucayali, uma trajeto que leva cinco horas partindo da cidade de Pucallpa (na região de Ucayali, no extremo leste do Peru). Vivem em Nuevo Saposoa 173 pessoas do grupo étnico Shipibo-Conibo, um dos maiores mas mais esquecidos grupos indígenas do Peru.

Pode-se dizer que a vida em Nuevo Saposoa gira em torno do ambiente natural. Árvores e arbustos fornecem alimento e remédio; a terra é fértil, possibilitando o cultivo de mandioca e milho, e o rio oferece uma variedade impressionante de peixes tropicais. Mas há riscos. Em março de 2015 o rio transbordou de suas margens depois de chuvas fortes e prolongadas nos Andes, inundando tudo em seu caminho. As rústicas usinas elétricas locais foram danificadas, os cabos foram destruídos, e Nuevo Saposoa perdeu acesso à pouca eletricidade que tinha. O povoado no meio da Amazônia ficou no escuro.

Pode parecer simples para alguém de fora, mas para quem vive num vilarejo remoto, a falta de eletricidade era um problema sério que mudou seu cotidiano. O governo peruano teve dificuldade em propor uma solução eficaz no curto prazo. Havia necessidade de alternativas.

Os adultos sabiam adaptar-se à situação. O trabalho no campo podia ser feito durante o dia, e, além disso, muitos deles já tinham vivido sem luz elétrica (na realidade, apenas 35% da população da região de Ucayali tem acesso à eletricidade). O maior problema era para as crianças que frequentam a escola e precisam fazer sua lição de casa e outras tarefas à noite. "Elas podem estudar, sim, mas para isso são obrigadas a usar um queimador [com querosene e pavio de fibra de tecido], que afeta a vista e o trato respiratório, por causa da fumaça", explica Jacquez, enfermeiro que trabalha na região.

A natureza causou o problema, então também deveria ser a natureza a resolvê-lo. Não é o que pensaram os moradores de Nuevo Saposoa, mas professores e estudantes da Universidade de Engenharia e Tecnologia (Utec). A ideia foi aventada inicialmente nas salas de aula desta universidade da capital peruana, Lima, mas precisava ser testada na zona rural. Depois de visitar Nuevo Saposoa, colher amostras da terra e água da região e realizar alguns testes, o projeto foi posto em prática com um nome curto e efetivo: "plantalámparas" (lâmpadas de plantas). ENERGIA DE PLANTAS

O professor Elmer Ramírez, da Utec, explicou que as "plantalámparas" são lâmpadas eficientes (de 300 lumens), que poupam energia, gerando luz a partir da fotossíntese das plantas. "As plantas obtêm CO2 (dióxido de carbono) do ambiente e água e minerais do solo. Usando esses componentes, produzem nutrientes para crescer, mas produzem esses nutrientes em excesso. A planta expele esses nutrientes excedentes no solo, onde eles interagem com vários microorganismos em um processo eletroquímico complexo, gerando elétrons", explica Ramírez.


Ele prossegue: "Capturamos esses elétrons com a ajuda de eletrodos e os armazenamos numa bateria. Uma vez carregada, essa bateria pode alimentar uma lâmpada eficiente e econômica. Uma 'plantalámpara' é capaz de ficar acesa por duas horas e depois pode ser recarregada, usando o mesmo processo descrito acima. É um produto ecológico e inesgotável."

Depois do sucesso do projeto no laboratório, foi preciso testá-lo em campo. Um grupo de professores e alunos da Utec viajou até Ucayali, de onde seguiu de barco até Nuevo Saposoa. Quando reuniram os habitantes (como de costume, quem mostrou mais entusiasmo foram as crianças) e lhes explicaram o processo pelo qual uma planta, como os milhares que cercam o vilarejo, é capaz de gerar luz elétrica, as reações foram de alguma desconfiança. Quando eles fizeram os testes e a primeira lâmpada foi ligada, ouviram-se algumas risadas nervosas, como se fosse um truque de magia e não algo científico.

"Esse é um tipo de energia renovável que tem muito a dar, já que há plantas em todo o mundo", explica Marcello Gianino, um estudante da universidade. Sua colega de classe Lauren Wong explicou sua satisfação: "O mais bonito é ver o impacto positivo de nosso trabalho e como ele ajuda outras pessoas".

O impacto sobre o cotidiano dos moradores de Nuevo Saposoa já está começando a se fazer sentir. Muitas das crianças agora querem concluir a escola para poderem ir à universidade e estudar alguma coisa ligada à energia e ao meio ambiente. Quando isso acontecer, o ciclo terá se completado.


Fonte: EL COMERCIO
Tradução de CLARA ALLAIN

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Geração cresceu 460,9% de 2010 a 2014
Emerson F. Tormann17:24



ENERGIA EÓLICA

A geração eólica cresceu 460,9% de 2010 a 2014, saltando de 2.177 gigawatts/hora (GWh) para 12.210 GWh anuais no período. Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul, nessa ordem, são os Estados que dominam a geração de energia elétrica com a força do vento, segundo dados divulgados pelo IBGE. Dos 14 Estados que têm parques eólicos, o Rio Grande do Norte responde por 31,32% da “potência outorgada”, conforme dados de 2015. Em seguida vêm Ceará, com 23,38%, e Rio Grande do Sul (19,43%). A Bahia responde por 16,86%.

Fonte O Estado de S. Paulo

O nome do jogo é energia
Emerson F. Tormann16:45

Quando se fala de reciclagem, a primeira coisa que vem à mente é lixo. E com razão, porque os resíduos sólidos figuram entre os maiores problemas que a sociedade contemporânea temde resolver —em particular no Brasil.

Do ponto de vista da almejada economia limpa, porém, sobretudo quando se atenta mais para o termo “economia” do que para a qualificação “limpa”, a energia deve ocupar a frente do palco.

Resíduos recolhidos e separados para reutilização, do alumínio ao óleo de cozinha, alimentam toda uma cadeia logística. Dos catadores às companhias de reprocessamento, uma gama variadade empreendedores extrai valor da matéria-prima que, de outra maneira, acabaria engrossando lixões e aterros.

São verdadeiros depósitos de energia desperdiçada. Produzir papel e papelão, por exemplo, consome diesel nas máquinas para plantar, colher e transportar madeira.

As caldeiras e máquinas das fábricas de celulose gastam mais combustível e eletricidade para obter a polpa que depois se transforma em papel —outras máquinas, mais energia (para nada dizer da águautilizada e da poluição do ar).

Reciclar papel não exige cortede árvoresnem destruição de recursos naturais. Cada tonelada reaproveitada evita a perda de 17 árvores e de mais de 26 mil litros de água.Acontaminação do ar pelas usinas de reciclagem se reduz a 5%, quando comparada com o fabrico de papel
a partir do zero.

E o mais importante: economiza-se 60% de energia.

Ora, 78% do consumo de energia no mundo depende de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural), que emitem gases do efeito estufa e agravam o aquecimento global.

Mesmo que a matriz energética brasileira seja mais limpa que a média mundial (59% da energia que consumimos no país provém de combustíveis fósseis), reciclar constitui, aqui também, uma contribuição que cada pessoa pode dar no esforço para evitar uma mudança climática arriscada.

Outro caso sempre lembrado é o do alumínio, porque o ganho de energia com sua reciclagem é fenomenal. No cotejo com a fabricação a partir do minério,um processo eletro-intensivo,representa nada menos que 95%.

Deixar de reaproveitar as latinhas de refrigerante e cerveja não tira apenas o ganhapão de milhares de catadores. A fabricação dometalexigequantidades crescentes de eletricidade, conforme avançama renda e o consumo.

Como já se vai esgotando o potencial hidrelétrico fora da Amazônia, restam duas opções na mente do tecnocrata amigo dos empreiteiros e dos políticos. Ou continuamos a construir usinas na floresta, destruindo matas aluviais (inundadas só em parte do ano) e expulsando ribeirinhos e índios de suas terras, ou consumimos mais gás, óleo e carvão em usinas termelétricas.

Claro que existe enorme potencial para a energia solar eaeólica (ventos) no Brasil, masogoverno acordou tarde (muito depois da China) para essa segunda fonte alternativa. Quanto à primeira,ados painéis fotovoltaicos, ainda cochilamos em berço esplêndido.

O país assumiu o compromisso de reduzir emissões de poluentes, no quadro do Acordo de Paris (dezembro de 2015), e reciclar é o caminho barato e limpo para evitá-las. Uma forma óbvia de conservar energia, coisa de que se fala pouco na pátria de empreiteirasepolíticos viciados na corrupção turbinada com grandes obras.

Belo Monte, Furnas e Eletrobras que o digam. Também foi um sonho inconsequente, além dos custos exorbitantes em propinas e impacto climático, engatar a Petrobras na locomotiva desgovernada do “Brasil na Opep”.

Petróleo, relembre-se, é um combustível fóssil. Uma energia do passado, literal e metaforicamente. Quanto mais ficar debaixo da terra e do mar, melhor.

Fonte: Folha de S. Paulo
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Jovem leva luz de baixo custo para comunidades pobres
Emerson F. Tormann12:37



Ao chegar a Nairóbi, Quênia, para um intercâmbio em 2013, o brasiliense Vitor Belota Gomes, 27, se impressionou com a falta de energia elétrica nas casas e escolas. Em algumas salas, os alunos não enxergavam a própria mão.

Ele buscou soluções de iluminação de baixo custo e se deparou com a ONG a Liter of Light, que montava lâmpadas com garrafas PET.

A solução consiste em encher as garrafas com água e alvejante e instalar o material nos telhados: a luz solar incide sobre o líquido e, por refração na água, ajuda a iluminar o ambiente.

A garrafa fornece a mesma quantidade de luz que uma lâmpada de 55 watts, e não produz emissão de carbono. Foi criado pelo brasileiro Alfredo Moser durante o apagão de 2001 e se espalhou para outros países.

De volta ao Brasil, Gomes, que é formado em administração, fundou a ONG Litro de Luz para disseminar a técnica, mas encontrou mais dificuldade aqui do que na África. “Diziam: ‘quem é esse playboy que quer subir no meu telhado e instalar uma garrafa?”, conta.

De acordo com Gomes, a maior reclamação dos moradores era a falta de iluminação nas ruasenão nas casas. A ONG passou, então, a desenvolver soluções para isso.

Umas delas foi um poste de baixo custo com energia solar. O sistema é composto por um poste de PVC acoplado a uma placa fotovoltaica que carrega uma bateria capaz de armazenar até 32 horas de energia, acendendo pequenas lâmpadas led dentro das garrafas. Foi instalado em comunidades do Rio, de SãoPaulo, Brasília e de Florianópolis.

O próximo passo é um projeto de iluminação sustentável em Caapiranga, cidade com 12 mil habitantes no Amazonas. “Vamos entrar na Amazônia com projeto de longo prazo. É a região mais carente de energia,onde muitos dependem de geradores a diesel que só funcionam algumas horas por dia”,diz. (AV)

Fonte: Folha de S. Paulo

BNDES vai estruturar privatização de estatais
Emerson F. Tormann12:25

Banco ficará responsável por liderar venda de empresas estaduais; dinheiro será usado para abater dívida com a União




O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai estruturar as operações de privatização das estatais controladas pelos Estados. Prioridade da presidente da instituição, Maria Sílvia Bastos Marques, o programa tem potencial para garantir uma nova “onda” de privatização no País, na avaliação de integrantes da equipe econômica. O dinheiro com a venda das estatais estaduais será usado para o abatimento da dívida com a União. Na reunião que selou o acordo de auxílio financeiro a governadores, na segunda-feira, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, já apresentou as linhas gerais do programa aos secretários de Fazenda. O banco de fomento vai assumir o papel que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desenhou para a instituição, que não deve se resumir aos financiamentos das empresas.

O BNDES já é o gestor daquela que será a primeira privatização do governo Temer, a concessionária de energia de Goiás, Celg. O processo já estava encaminhado na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff, mas acabou sendo interrompido por conta das negociações que as lideranças políticas do PT fizeram às vésperas da votação do impeachment.

“Depois de mais de 10 anos sempoder dizera palavra privatização, o BNDES vai liderar esse processo”, disse a secretária de Fazenda do Estado de Goiás, Ana Carla Abrão. Depois da venda da Celg, segundo ela, Goiás prepara um ambicioso plano de venda de ativos do governo estadual. Já o Estado de Alagoas quer fazer uma parceria público-privada (PPP) para a administração do laboratório estadual desativado Lifal. A estimativa é que precise de investimento inicial de R$ 18 milhões. A versão do programa de auxílio aos Estados, que estava sob a coordenação da equipe econômica anterior, de Nelson Barbosa, já previa a alienação de ativos como contrapartida para que os Estados pudessem antecipar abatimentos do estoque da dívida. No entanto, no governo afastado do PT, o termo privatização era mal visto.

Procurado, o BNDES afirmou que não há um programa específico, mas que essa será uma das funções do banco na gestão Maria Sílvia. / A.F. e M.R.A.

Fonte: O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Prefeitura de Palmas / TO inicia cadastramento para interessados em captar energia fotovoltaica
Emerson F. Tormann21:40

Já estão abertas as inscrições para o cadastramento de pessoas físicas e jurídicas que desejam implantar em residências e empresas sistemas de captação de energia fotovoltaica e, com isso, obter descontos de até 80% sobre impostos, por meio do Programa Palmas Solar. O Programa da Prefeitura de Palmas, desenvolvido por meio da Secretaria Extraordinária de Energias Sustentáveis, consiste em fornecer descontos sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e Imposto de Transferência de Bens Imóveis (ITBI). Interessados devem comparecer ao Resolve Palmas Centro, localizado 104 sul I, Av. JK, Conjunto 01, n° 120.

Os incentivos fiscais serão concedidos da seguinte forma: do 1 º ao 5° ano, de até 80%; do 6° ao 10° ano, de até 75%; do 11° ao 15° ano, de até 50%; e do 16° ao 20° ano, de até 25%. Estes descontos são válidos para o IPTU, ISSQN e ITBI.

O Palmas Solar consiste ainda em fornecer a Outorga Onerosa do Direito de Construir, que se refere à concessão emitida pelo Município para que o proprietário de um imóvel edifique acima do limite estabelecido pelo coeficiente de aproveitamento básico, mediante contrapartida financeira a ser prestada pelo beneficiário.

O cancelamento dos incentivos será efetivado se o beneficiário tiver inadimplência de três parcelas, consecutivas ou não, de qualquer obrigação com o Tesouro Municipal, ou se não apresentar, no prazo devido, a documentação exigida. O Programa, cuja lei entrou em vigou em novembro de 2015, também estabelece que todos os serviços (projetos e instalações) sejam contratados de empresas e/ou profissionais de Palmas.

Interessados podem obter mais informações por meio do telefone (63) 3234 0059, ou email:resolve@palmas.to.gov.br.


Programa Palmas Solar


Por que o Programa foi criado?

Para estabelecer incentivos ao desenvolvimento tecnológico, ao uso e à instalação de sistemas de conversão e/ou aproveitamento de energia solar no Município de Palmas.

Quais as principais preocupações do programa em relação ao meio ambiente?

Mitigar a geração e emissão de gases de efeito estufa (GEE); criar alternativas para compensação de áreas degradadas; estimular a implantação, o desenvolvimento e a capacitação no Município, de fabricantes e de materiais utilizados em sistemas de aproveitamento de energia solar.

Quem poderá participar do Programa?
Todas as edificações de propriedade privada que venham a instalar sistema de aquecimento solar de água. Imóveis alugados deverão ter a documentação de liberação pelo proprietário do imóvel.

Onde deve ser feita a instalação do sistema?
É estabelecida a obrigatoriedade da instalação de sistema de geração fotovoltaico para todas as novas obras e/ou reformas em edificações públicas que impliquem em ampliação de área ou de consumo energético, no Município de Palmas-TO.

Quem terá direito ao beneficio?
Toda edificação preexistente que se adequar à geração fotovoltaica de acordo com o estabelecido nas resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e/ou for equipada com sistema de aquecimento de água por energia solar e comprovar seu índice de aproveitamento de energia solar terá direito aos benefícios previstos em Lei.

Quais os incentivos urbanísticos desta Lei?

25% do valor apurado para outorga onerosa do direito de construir, da mudança de uso ou da regularização de edificações, proporcional ao índice de aproveitamento de energia solar, independente de possíveis compensações e sem exceder os limites previstos na legislação especifica.

Fonte: 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Menor custo, mais investimento
Emerson F. Tormann12:26



O presidente do Metrô, Marcelo Dourado, tem trabalhado para tentar desonerar a energia elétrica usada nos vagões. O custo mensal do órgão chega a R$ 36 milhões por ano, recursos que poderiam ser destinados à expansão do sistema. Ele aproveita o momento político, com um representante do partido de Rodrigo Rollemberg, o PSB, no Ministério das Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, para discutir o assunto que interessa a todo o país.

Fonte: Eixo Capital

Governo quer mudar subsídio a setor elétrico
Emerson F. Tormann12:14

Ideia é favorecer indústria e tirar benefícios de clientes residenciais


Rede de transmissão de eletricidade cobre parte da Floresta da Tijuca, no Rio - Custódio Coimbra / Agência O Globo

O governo vetará hoje parte do texto final da Medida Provisória 706, que foi editada para aumentar o prazo para as distribuidoras da Eletrobras renovarem seus contratos e acabou incorporando no Congresso subsídios bilionários para algumas empresas por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Com essa decisão, será editada nova MP e apresentados outros projetos de lei para reformar o modelo de cobrança da CDE. Com isso, o presidente interino, Michel Temer, quer reverter o subsídio que era concedido a consumidores residenciais, principalmente das regiões Norte e Nordeste, em prol dos consumidores industriais das demais regiões do país.

Os argumentos para o fim dos subsídios dados às regiões mais pobres do país na MP, segundo uma fonte, serão a racionalidade da cobrança e a retomada do crescimento para geração de empregos. Nessa linha, a distribuição da cobrança da CDE deixaria de acompanhar o consumo, para ser cobrada conforme o uso das linhas de transmissão.

NOVAS REGRAS PARA O SETOR

Durante a tramitação da MP 706 no Congresso, o texto acabou incorporando emendas de parlamentares que transferiram aos consumidores R$ 4,8 bilhões de despesas das distribuidoras da região Norte e impuseram ao Tesouro Nacional custos de quase R$ 10 bilhões. Os vetos deverão ser os primeiros acenos práticos do novo governo sobre a guinada na gestão do setor elétrico.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, ontem, novas regras para o setor que reduzem os potenciais prejuízos financeiros das distribuidoras com sobras de energia contratadas e das usinas geradoras com o atraso das obras, como ocorre em Belo Monte, no Pará. Essas empresas poderão renegociar promessas futuras que não deverão ser cumpridas em leilões, de forma a reduzir suas obrigações e, portanto, diminuir perdas.

A Aneel decidiu que as distribuidoras terão mais flexibilidade para revender essas sobras no mercado de curto prazo de energia. A agência também equiparou os consumidores livres aos consumidores especiais (que compram energia exclusivamente de fontes limpas no mercado aberto) para efeitos de redução da contratação obrigatória de energia pelas distribuidoras. Isso permite às empresas reduzir essa sobrecontratação até 105% do seu mercado, percentual tolerado na tarifa.

Segundo Sidney Simonaggio, diretor vice-presidente da AES Eletropaulo, as distribuidoras de energia elétrica vivem uma "tempestade perfeita", que resulta da retração do consumo combinada com a alta das tarifas, combinando ainda com a derrubada dos preços no mercado livre, o que levou a uma migração em massa dos clientes cativos das distribuidoras para esse mercado.

A satisfação dos consumidores de energia elétrica atingiu o pior nível nos últimos 12 anos, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee). No ano passado, o indicador caiu de 77,3% para 74,4%, o menor desde 2005.

Segundo Nelson Leite, presidente da Abradee, a queda teve "correlação enorme" com o aumento das contas de luz. Para ele, o indicador deve melhorar no próximo ano.

Fonte: O Globo

Siemens aposta em cidade inteligente para reduzir CO2
Emerson F. Tormann12:04

A fabricante alemã vê nos grandes centros urbanos do Brasil a oportunidade de melhorar a eficiência energética e logística, reduzindo as emissões do gás



A Siemens vê na modernização das grandes cidades o caminho para reduzir as emissões de gás carbônico (CO2) em escala global e elevar a produtividade na economia. Para isso, a companhia trabalha com a oferta de produtos e soluções para tornar essas cidades mais inteligentes.
"Cidades estão crescendo por todo o globo e temos pensado em soluções do nosso portfólio para atender a esse movimento. Porque acreditamos que é muito mais simples reduzir as emissões de CO2 a partir de cidades, do que de um país inteiro", contou o especialista em sustentabilidade e cidades inteligentes da Siemens, Roland Busch.

Segundo ele, foi possível identificar uma mudança na postura dos gestores públicos na 21ª Conferência do Clima (COP 21), realizada em dezembro do ano passado. Tanto líderes de países, como prefeitos de grandes cidades já reconhecem que é preciso rever as ações para redução das emissões de CO2. Muitos prefeitos, lembrou Busch, têm metas de redução e tem buscado alternativas para tornar suas cidades mais sustentáveis.

"Ter uma infraestrutura para uma cidade mais sustentável também significa tornar as pessoas mais produtivas. E quando elaboramos um projeto para mostrar porque é importante investir para ter uma cidade mais eficiente com os nossos produtos e soluções, abordamos esses desafios."

Para Busch, a mobilidade urbana é o primeiro desafio para melhorar a eficiência nas cidades, porque as pessoas perdem muito tempo no deslocamento para o trabalho.

De acordo com cálculo feito pela companhia alemã, em algumas cidades do mundo, a população perde até 50% de produtividade com o trânsito. "Ser sustentável é mais que ter apenas ar limpo, é partir de fundamentos que pensam em como tornar as cidades cada vez mais produtivas. Não é possível imaginar cidades como Londres e Paris sem um sistema de metrô, por exemplo."

No Brasil, o executivo destacou a linha 4 do metrô em São Paulo. Com projeto da Siemens, a linha é operada por um sistema de automação que dispensa a operação do trem por um funcionário no próprio vagão. Uma central cuida do funcionamento da linha e, quando problemas são identificados no trajeto, o trem reduz a velocidade, evitando a parada entre estações. "Diferentemente das outras linhas, conseguimos com a linha 4 reduzir a velocidade e não parar o metrô. Somada a outras soluções, é possível ampliar o número de pessoas atendidas por essa linha", disse.

O controle de tráfego nas cidades é outra proposta da companhia para melhorar o deslocamento nos grandes centros urbanos. Em Londres, na Inglaterra, ele destacou que foi possível reduzir em cerca de 20% o fluxo de veículos com a implantação de soluções de controle e automação do tráfego. "Isso mostra o quão poderosa pode ser a gestão automatizada do trânsito em grandes cidades."

A melhoria no deslocamento atende a outra demanda identificada pela Siemens: a segurança urbana. Para atrair empresas e população, os gestores das cidades estão mais preocupados em melhorar a oferta de infraestrutura, outro fator que faz a Siemens apostar na busca por produtos e soluções nesse sentido.

Infraestrutura

O avanço dessas soluções nas cidades brasileiras, entretanto, ainda depende da melhora da infraestrutura local e dos investimentos públicos, ponderou Busch.

"O Brasil investiu menos em relação a outros países em desenvolvimento. Eu acredito que uma das coisas mais importantes para o governo é investir em infraestrutura. Sem investir o suficiente nesse aspecto, o país não cresce. E o Brasil tem que colocar mais recursos nisso do que aplica hoje." Para ele, a melhora na estrutura, para comportar as soluções que dão maior eficiência às cidades também depende da gestão energética, outro segmento no qual a Siemens pretende explorar novos negócios.

"Se as cidades querem ter acesso a energia de forma mais eficiente, precisa rever seus sistemas e aí entram as smart grids." As smart grids são sistemas de transmissão e distribuição de energia com alto grau de automação, um modelo ainda em desenvolvimento no País. A gestão de energia em grandes edifícios também está no radar da empresa. Com a revisão e automação da estrutura de energia em prédios, Busch comentou que a redução no consumo pode chegar a 30%.


Fonte: DCI

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Siemens pode pagar US$ 1 bi à Gamesa por fusão em eólica
Emerson F. Tormann15:17




A alemã Siemens pode pagar aproximadamente de US$ 1 bilhão à espanhola Gamesa em um negócio para fundir os negócios na área de energia eólica de ambas as companhias, afirmou a agência Bloomberg nesta quinta-feira (16), citando fontes.

A Gamesa vai receber os recursos da possível aquisição como um dividendo especial da nova empresa de energia eólica gerada pela fusão, junto com uma fatia de 41% no negócio como parte do acordo.

A Siemens não quis comentar o assunto, enquanto a Gamesa não pôde se pronunciar imediatamente.

Na quarta-feira (15), a Gamesa havia dito que ainda não havia fechado acordo com a Siemens sobre a planejada fusão e que as negociações seguiam abertas.

As duas companhias informaram em janeiro que estavam discutindo um possível acordo para criar o que seria a maior empresa do mundo de energia eólica, o que também fortaleceria a tímida presença dos alemães no mercado de usinas eólicas em terra.

Global

Com mais de 35.200 megawatts (MW) instalados, a Gamesa é uma das líderes globais em tecnologia eólica e está presente em 55 países. A empresa tem centros de produção na Espanha e China. No Brasil, a Gamesa tem uma planta de produção de componentes para aerogeradores instalada em Camaçari, na Bahia.

Fonte: DCI (SP)

CPFL compra AES Sul e inicia consolidação das distribuidoras
Emerson F. Tormann14:28

Aquisição da companhia gaúcha por R$ 1,7 bilhão vai aumentar sua fatia no mercado para 14,3%




A venda da AES Sul para a CPFL Energia, anunciada na manhã de ontem, foi o primeiro passo de uma consolidação maior do segmento de distribuição no país.

"Nós, como maior agente privado, estaremos atentos às oportunidades", afirmou o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Junior, em teleconferência com jornalistas para comentar a operação.

Além da venda da concessionária gaúcha da americana AES, o setor aguarda ainda a privatização da Celg Distribuidora (Celg D), a potencial venda da participação de 19,23% do FIP Redentor na Light, e a venda das demais distribuidoras do grupo Eletrobras no Norte e Nordeste.

A operação anunciada ontem não pegou o mercado totalmente de surpresa. Desde que a AES iniciou o seu processo de reestruturação global, no ano passado, e que envolveu a troca do comando no Brasil em abril deste ano, o mercado já trabalhava com uma venda potencial da AES Sul. O interesse da CPFL pelo negócio também já estava no radar dos investidores. Os executivos da companhia vinham sinalizado que poderiam olhar com mais atenção a oportunidade, dependendo de como o negócio se desenvolveria.

Segundo o J.P. Morgan, a venda da AES Sul sinaliza que a americana AES Corp está pronta para se desfazer dos negócios de distribuição no Brasil, indicando que a venda da Eletropaulo pode acontecer se o preço correto for considerado.

"O fluxo de notícias destaca a forte atividade de fusões e aquisições no setor elétrico no Brasil e apetite por ativos de qualidade, como a AES Sul", disse o banco.

A possibilidade de adquirir a Eletropaulo seria considerada pela CPFL se surgisse, disse Ferreira. No entanto, ele destacou que a situação da distribuidora é mais complicada do que a da distribuidora gaúcha. A AES Sul era 100% controlada pela AES Corp, enquanto a Eletropaulo tem o controle dividido entre a companhia e o BNDES. "Ela tem que falar com seus sócios e montar uma estrutura diferente dessa, tem que negociar com outros", disse ele, completando "não ter conhecimento" de que a empresa também esteja à venda.

A CPFL vai desembolsar R$ 1,7 bilhão pela concessionária de energia, além de assumir R$ 1,1 bilhão em dívidas. Segundo Ferreira, cerca de dois terços do montante será financiado com empréstimos. Para o restante, será usado capital próprio.


Para a AES, a venda da distribuidora indica uma estratégia da companhia de priorizar a geração de energia Com a aquisição, a CPFL vai passar de uma fatia de mercado nacional de distribuição de 13% para 14,3%. A companhia ficará responsável pelo fornecimento de energia para 382 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, com uma participação de mercado de 69%.
O presidente da CPFL não descartou uma potencial aquisição da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), distribuidora estatal gaúcha. "Faria muito sentido para nós no futuro fazer essa aquisição, reunificar as concessões do Rio Grande do Sul, poder compartilhar as boas práticas. Não temos nenhuma preconceito contra isso", disse ele.

Para o executivo, há uma espécie de "preconceito" contra privatizações, o que não tem sido bom para o país, mas o momento atual indica que isso está mudando. Ele lembrou que as concessões da RGE e da AES Sul foram privatizadas pelo governo gaúcho em 1997, o que resultou em recursos para equilibrar as finanças do Estado.

Já para a AES, a venda da distribuidora do Sul indica uma estratégia da companhia de priorizar a geração de energia, afirmou o professor Renato Queiroz, do Grupo de Economia da Energia (GEE), da UFRJ. "A AES deve focar em geração e diminuir, ou sair, da distribuição", disse Queiroz, lembrando que a companhia tem planejado investimentos em fontes solar e eólica e tem interesse em projetos termelétricos.

"O negócio faz parte do processo de consolidação do segmento de distribuição e mostra a postura da AES, um grupo americano, frente a essa instabilidade econômica e política e do setor elétrico. Grupos americanos não gostam de correr esse tipo de risco. Investidores americanos têm outra lógica, da rentabilidade trimestral. Já a CPFL tem uma visão de mais longo prazo", afirmou o coordenador do Gesel/UFRJ, o professor Nivalde de Castro.

Com relação à CPFL, Castro afirmou que a companhia terá ganhos de sinergia, devido à operação da distribuidora RGE, também em território gaúcho. "A CPFL tem ganhos externos ao negócio da AES Sul. E esse valor da operação [R$ 1,7 bilhão] não impacta o caixa da CPFL, que é um grupo robusto", completou o especialista.

Segundo os analistas Vinicius Canheu e Arlindo Carvalho, do Credit Suisse, a CPFL tem espaço para conseguir ganhos significativos de eficiência na AES Sul, permitindo cortes de R$ 80 milhões a R$ 100 milhões nas despesas operacionais anuais nos próximos anos. Em relatório, eles calcularam que o Ebitda regulatório atual da distribuidora, de R$ 330 milhões, pode chegar a até R$ 400 milhões, enquanto uma performance operacional melhor pode fazer com que o número chegue a até R$ 500 milhões em dois a três anos. (Colaboraram Rodrigo Rocha e Juliana Machado, de São Paulo)

Fonte: Valor Econômico

Canadian Solar vai investir R$ 2,3 bi no Brasil em geração
Emerson F. Tormann14:24



A Canadian Solar, uma das maiores companhias do mundo no segmento de energia renovável, vai estrear no Brasil com um investimento de R$ 2,3 bilhões. O montante vai ser utilizado na implantação dos projetos de cerca de 400 megawatts-pico (MWp) em energia solar, além da montagem de uma linha de produção na fábrica da Flextronics em Sorocaba (SP), onde serão produzidos os painéis solares utilizados.

A ideia inicial da companhia era ter uma fábrica própria no Brasil, mas a solução encontrada veio para minimizar o risco e a resistência dos sócios estrangeiros. A Canadian Solar vai investir R$ 80 milhões na nova linha de montagem na Flextronics, que vai produzir os painéis utilizando a tecnologia da Canadian.

"Há um acordo de cooperação, transferência de tecnologia. Eles estão assumindo a posição da fabricação, mas a Canadian é dona da marca e do produto", disse ao Valor Wladimir Janousek, gerente-geral da Canadian no Brasil. A Flextronics, diz ele, vai atuar como uma "terceirizada".

A alternativa foi encontrada devido à necessidade de obtenção de financiamento pelo BNDES, que exige a presença de conteúdo local para liberar o crédito.

"Desde o início, a Canadian balizou sua estratégia na obtenção de recursos através de financiamento das linhas específicas do BNDES. Exatamente por essa razão é que se fez necessária uma fábrica no país, para fornecer os produtos com o conteúdo local exigido, mesmo que o produto acabe ficando com preço ainda mais alto que o importado", disse Janousek.

A expectativa da Canadian é utilizar até 80% de crédito do BNDES e financiar o restante dos investimentos com capital próprio.

"Esperamos que, com essa iniciativa, outros fabricantes venham, que isso traga uma alternativa plausível para outros se instalarem aqui", disse Janousek. Segundo ele, dessa forma, o investimento é compartilhado e reduzido significativamente.

A Canadian Solar foi fundada no Canadá pelo chinês Shawn Qu. A receita líquida da companhia somou US$ 3,5 bilhões em 2015.

Os projetos em implementação foram obtidos em leilões de energia de reserva (LER) em 2014 e 2015. Inicialmente, a Canadian Solar era parceira da espanhola Solatio, mas a empresa não tem mais participação nos projetos.

A Associação Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atuou desde o início na atração dos investimentos para o país, em parceria com a Investe São Paulo. As conversas para atração dos investimentos tiveram início em 2013, antes do primeiro leilão de energia solar, que aconteceu em 2014.

Segundo Maria Luisa Cravo Wittenberg, gerente de investimentos da Apex-Brasil, foi feito um estudo da competitividade do Brasil, para depois identificarem empresas que atuam no segmento.

A partir desses investimentos da Canadian Solar e dos próximos leilões que envolvam energia solar, a expectativa é fazer um mapeamento dos projetos e dos empreendedores do setor. "Queremos ir a campo captar 'equity' para alavancar os setores, é uma solução, tendo em vista que há uma redução da disponibilidade de crédito para esses investimentos", disse Juliana Vasconcelos, da Apex.

O cenário político e econômico conturbado foi um obstáculo no convencimento dos investidores, de acordo com Janousek. Foi por isso que decidiram pela opção com menores riscos.

Apesar disso, a estratégia de expansão da Canadian Solar em geração centralizada é "bastante agressiva", segundo Janousek. A companhia deve participar ao menos de um dos dois leilões de energia de reserva previstos para este ano. A aposta no Brasil leva em conta o plano de expansão da fonte solar do governo, que prevê a contratação de ao menos 1 gigawatt (GW) de energia por ano.

"Acho que estamos tentando pegar uma certa carona no que aconteceu com a energia eólica no país, que teve um momento muito positivo, mas foi ajudada por uma combinação de fatores. O momento era outro, não conseguimos reproduzir as condições agora", disse o executivo da Canadian Solar.

Segundo ele, esse é um "bom exemplo" de desenvolvimento de uma cadeia produtiva. No setor de energia solar, os leilões precisam ser mantidos para trazer segurança para os investidores. Além disso, é necessário aprimorar as regras e aumentar os incentivos, especialmente no caso de geração distribuída, que é outro foco de interesse da companhia.

"A Canadian acompanha a evolução e as perspectivas do mercado para o país", disse. Se as projeções de crescimento se confirmarem no médio prazo e houver uma política de incentivos para o setor, os investimentos na fabricação local podem ser maiores. "É o que falta para a Canadian e outros fabricantes tomarem a decisão", disse ele.

As regras de financiamento também precisam de um aprimoramento. "Hoje vemos o BNDES, um banco de investimentos, determinando regras de conteúdo local que deveriam ser definidas pelo governo", disse. Segundo Janousek, quem tiver outra possibilidade de financiamento com dinheiro externo não vai se mover para atender essas regras de conteúdo local.

Para a Flextronics, o contrato não é uma novidade. A companhia, que é especializada na fabricação de produtos para terceiros, já produz painéis solares em unidades internacionais. No Brasil, esse será a primeira vez com um produto voltado para esse segmento, de acordo com Nelson Falcão, porta-voz da companhia.

O projeto de ampliação da fábrica de Sorocaba vai gerar 400 empregos diretos e 1500 indiretos, com capacidade anual de produção de 350 MW de painéis. O início da operação está previsto para setembro. Segundo Janousek, os projetos da companhia têm demanda para a produção nos próximos anos, mas a possibilidade de fornecimento de painéis para outros não está descartada.


Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pnud lança série de vídeos sobre eficiência energética em edificações
Emerson F. Tormann16:46



O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) produziu, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, oito vídeos didáticos sobre eficiência energética em edificações. A campanha visa disseminar informações sobre maneiras eficazes de reduzir o consumo de energia e apresentar as iniciativas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema.

Os seis primeiros vídeos tratam do funcionamento da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), uma classificação de edifícios segundo a eficácia dos sistemas de iluminação, ar condicionado e o exterior do prédio. No Brasil, o setor de edificações representa 40% do total de eletricidade consumida no país.Já o sétimo vídeo é relacionado ao Projetee, uma ferramenta voltada para universitários e projetistas iniciantes que fornece orientações para projetos de edificações energicamente eficientes. O último vídeo da série é sobre o aquecimento solar da água.

Um dos ramos do projeto é a capacitação em etiquetagem - classificação do nível de eficiência energética dos edifícios - para os setores público e privado. A metodologia de categorização é diferente de acordo com a destinação do prédio: público, privado ou residencial. Além disso, pode ocorrer em dois momentos: na fase de projeto ou após a construção do edifício.


Busca da indústria por energia competitiva vai puxar eólicas
Emerson F. Tormann16:22

Expansão. Setor produtivo pode investir mais em autogeração, para diminuir o custo da conta de luz e cumprir metas de sustentabilidade, mas novos projetos dependem da economia local




A demanda de indústrias locais por energia mais barata e limpa continuará estimulando a criação de parques eólicos no Brasil. Mas essa ampliação também depende da retomada da atividade econômica.

"O aumento da autogeração por eólicas não está tão forte agora porque a atividade produtiva das empresas está ruim. Mas a autogeração dessa fonte se mantém como uma tendência forte para indústrias do setor automotivo e de bebidas, para citar alguns exemplos", disse a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

Segundo ela, com economistas prevendo os primeiros sinais de retomada da economia brasileira a partir do final do próximo ano, projetos de energia eólica podem voltar já no segundo semestre de 2017.

O vencimento de contratos de fornecimento de energia também pode estimular a construção de novos parques eólicos, acredita a diretora da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini. "A melhora da economia ajuda bastante, porque tende a elevar os preços da energia, tornando a autogeração mais atrativa. E o vencimento de contratos de fornecimento pode abrir uma janela para os consumidores avaliarem o investimento em um parque próprio", observou ela. A energia eólica é, atualmente, a segunda fonte mais competitiva no Brasil, atrás apenas da geração hídrica.

Thais ressaltou que as empresas com autogeração não ficam expostas as regras de racionamentos de energia, oscilação nos preços e têm benefícios em relação aos encargos setoriais. A energia eólica gerada e consumida pela própria empresa fica isenta de encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).

Fonte limpa
O cumprimento de metas de sustentabilidade também estimula a adoção dessa fonte. A Honda inaugurou em 2014 um parque eólico em Xangri-Lá, no litoral do Rio Grande do Sul, com nove turbinas para atender a demanda da fábrica instalada em Sumaré (SP).

"A substituição da energia eólica pela hidráulica na unidade brasileira foi uma forma de cumprir as metas de redução de gás carbônico (CO2) estipuladas pela nossa matriz", contou o presidente da Honda Energy, braço da empresa para gerir o parque, Carlos Eigi.

A meta das unidades da Honda em todo o mundo é reduzir 30% das emissões de CO2 até 2020. Com o parque eólico de Xangri-Lá, a Honda Brasil já atendeu esse objetivo.

O executivo citou o interesse da empresa em construir um novo parque, para suprir a necessidade de energia da nova fábrica, localizada em Itirapina (SP). Mas enquanto o mercado local não der sinais de recuperação, o novo projeto para autogeração da Honda Energy segue parado, assim como a fábrica.

"Já adiamos a inauguração da fábrica de Itirapina, porque o mercado não está mais consumidor, mas estamos rezando para a economia voltar", afirmou ele. A unidade de Itirapina está pronta para funcionar, mas o local para instalação da nova usina eólica não foi definido.

De acordo com ele, as buscas por uma localidade têm sido feitas principalmente na Região Sul. Norte e Nordeste não foram descartadas, mas dependem de infraestrutura adequada. "O Nordeste tem ventos melhores, mas optamos pelo Sul ao construir o primeiro parque pela estrutura que a região oferece."

Na avaliação de Elbia, da Abeeólica, o Nordeste não perderá o protagonismo na geração eólica porque a qualidade dos ventos é melhor, mas ela não descarta o desenvolvimento de parques em outras regiões. "Dependerá muito da avaliação dos investidores. Em São Paulo, por exemplo, a qualidade dos ventos não é tão boa, porém é mais fácil acessar a rede de transmissão", ponderou ela.

Financiamento
No parque eólico de Xangri-lá, a distância até a linha de transmissão conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN), pesou na decisão dos executivos ao realizar o projeto. "Cada quilômetro de linha para conectar o parque à subestação local exige cerca de R$ 600 mil em investimentos. Estamos a 1,2 quilômetro da subestação, mas no Nordeste a distância seria de 30 quilômetros", destacou Eigi.

A construção do parque eólico da Honda consumiu R$ 107,5 milhões, financiados com recursos da própria empresa e equipamentos importados.

De acordo com a dirigente da Abeeólica, o caso da Honda é uma exceção, porque a maior parte das empresas que investem em autogeração precisa financiar o projeto com recursos de terceiros. "Existem linhas de financiamento específicas para estimular a expansão das eólicas e, para isso, é necessário atender a exigências de conteúdo local e a cadeia de fornecedores já está pronta para essa demanda", lembrou Elbia.

Apesar dos facilitadores, a Renova Energia, uma das principais empresas de geração de energia renovável do País, anunciou nesta terça-feira (14) o cancelamento de um contrato com a Cemig GT para a entrega de 25 parques eólicos na região de Jacobina (BA). A Cemig é uma das controladoras da Renova. Com capacidade instalada de 676,2 megawatts (MW) e entrada em operação prevista para 2019, o término do contrato faz parte da estratégia da Renova para reduzir dívidas.

"A decisão da Renova não afeta as previsões do setor, porque esses parques iriam gerar energia para o mercado livre e não o regulado, no qual nos baseamos", observou Elbia. Ela lembrou que o desenvolvimento dos parques eólicos para autogeração ajudem na expansão do setor, mas o mercado regulado - com energia contratada a partir de leilões - ainda responde pela maior parte da produção.

No final deste mês, a geradora de energia Voltalia inaugura, em parceria com a Chesf e a Encalso, um complexo eólico na Serra do Mel (RN), com capacidade para 93 MW e 31 turbinas para comercialização de energia.



Fonte: DCI