quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Cartel de empreiteiras preocupa PSDB sobre candidatura de Alckmin
Emerson F. Tormann11:32


A revelação da existência do cartel das empreiteiras que tocaram diversas obras milionárias sob o tucanato em São Paulo caiu como uma bomba no PSDB.

Caciques do Partido passaram o dia de ontem (19) discutindo com aliados os eventuais efeitos sobre as principais candidaturas do partido, a começar pela hoje provável postulação do governador Geraldo Alckmin (SP) à Presidência.

Houve silêncio geral sobre o episódio, a começar pelo próprio Alckmin, que cancelou agenda pública na terça. A defesa inicial do governo deverá ser feita a partir de hoje pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O raciocínio da cúpula tucana é óbvio: mesmo que a investigação criminal sobre o caso demore a acontecer e/ou não encontre nada que comprometa o governador e auxiliares, já que o cartel operou em boa parte da gestão Alckmin, está dada munição para seus adversários.

E justamente no ponto considerado, em pesquisas internas, o mais forte de Alckmin: a reputação de honestidade pessoal, vital em tempos de Operação Lava Jato.

Como disse um dirigente da sigla, praticamente não importa se o tucano vai ou não ser implicado. A presença do tema na campanha, argumenta, já basta para causar embaraço ao governador.

Fonte: Blog do Riella
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Thiago Jarjour assume a pasta de tecnologia do GDF
Emerson F. Tormann02:27


Depois de 3 anos no comando da Secretaria Adjunta de Trabalho, Jarjour deixa a pasta e um legado

O DF tem um novo nome à frente da Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (SECTI). Thiago Jarjour, que estava à frente da Secretaria Adjunta do Trabalho e Empreendedorismo, agora tem nas mãos um novo desafio entregue pelo Governador Rodrigo Rollemberg. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de hoje (18/12).

A gestão de Thiago a frente da pasta de trabalho já se destacava pelo incentivo à tecnologia e inovação, principalmente atrelado ao empreendedorismo. Sempre acreditou que estes são os pilares para a redução do desemprego, melhoria da economia e, consequentemente, crescimento do DF. “Foi por acreditar no potencial da nossa cidade no campo da ciência e tecnologia que abracei esta nova empreitada. Acredito que o DF tem grandes chances de se tornar um dos maiores pólos de inovação do país, o que consequentemente melhora a vida de cada brasiliense”.

Jarjour chamou a atenção por trazer para a capital federal o maior evento de tecnologia do mundo, a Campus Party este ano.
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Telegrama será desativado na Bélgica
Emerson F. Tormann23:10


Lembra dos telegramas? E não, não estamos falando do aplicativo telegram que é o rival do WhatsApp, mas sim aquelas mensagens muito comuns no início do século passado.

Após diversos países terem abandonado o já obsoleto telégrafo, a Bélgica será o próximo a encerrar as atividades das empresas que enviam telegramas. Segundo a BBC, no próximo dia 29 de dezembro, o país europeu não terá mais o telégrafo.

Outros países que não dão suporte mais a antiga tecnologia incluem Estados Unidos, que não possui o serviço desde 2006, e até mesmo a Índia, que encerrou em 2010. Aqui no Brasil ainda é possível encontrar o serviço, apesar de raro.

Enviar um telegrama na Bélgica custava 23,75 euros por 20 palavras e 0,90 por envio. O preço é considerado caro, ainda mais no mundo de hoje que há mensagens de texto, WhatsApp, e-mails, e tantas outras formas de comunicação.

Em nosso país, o telégrafo foi inaugurado em 1857 entre a praia da Saúde e a cidade de Petrópolis, na região serrana do estado. Essa linha tinha uma extensão de 50 quilômetros, sendo 15 deles em cabo submarino no leito da baía de Guanabara.

Os telegramas são mensagens urgentes e confidenciais transmitidas pela internet ou por outro meio eletrônico para o local em que a mensagem será impressa e auto-envelopada para entrega no endereço do destinatário. Os Correios oferece serviço de telegrama via internet nacional a partir de R$ 7,69 e internacional a partir de R$ 9,94.

#telex #telégrafo #telegrama #morse

Fonte: tudocelular




Graças à China, setor solar está prestes a atingir 100 gigawatts
Emerson F. Tormann18:32


A indústria de energia solar está prestes a atingir um marco: as instalações globais deverão atingir 108 gigawatts no ano que vem graças à China, mostram projeções da IHS Markit.

O forte apoio do governo à energia limpa na China, maior mercado de energia solar do mundo, continuará estimulando a demanda por painéis, informou a empresa de pesquisa com sede em Londres, em relatório na quinta-feira. A fome do país por energias renováveis é tão grande que atualmente quase metade dos painéis do mundo estão destinados para uso no país no ano que vem.

O apetite da China é ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição para a energia solar. Os desenvolvedores de energia solar podem ter dificuldades para reunir oferta para construir plantas em outros países. E os preços dos painéis deverão subir no primeiro semestre do ano, ameaçando a economia dos parques solares em desenvolvimento no momento, segundo Edurne Zoco, diretora de pesquisa e análise da IHS Markit.

"Ultrapassar 108 gigawatts em instalações fotovoltaicas está perto do extremo máximo do que pode ser alcançado com base na capacidade global de fabricação de polissilício", disse Zoco. "Os projetos de algumas regiões poderiam ser adiados ou até cancelados porque os preços de mercado estão mais altos do que os estimados durante a fase de planejamento."

Enquanto isso, os EUA, segundo maior mercado de painéis, enfrentam uma incerteza política porque o presidente Donald Trump está estudando a imposição de barreiras comerciais sobre os painéis importados, medida que alteraria o mercado americano. Há também a preocupação de que as propostas de reforma tributária ameacem o mercado solar. Os parlamentares que estão discutindo impostos no Congresso afirmaram na quinta-feira que chegaram a um acordo tentativo que protegeria principalmente o setor de energia renovável de uma disposição que ameaçava fazer desaparecer o financiamento de novos projetos.

A Índia, terceiro maior mercado do mundo, está estudando direitos antidumping para módulos fabricados na China e anunciou licitações para projetos que utilizem conteúdo local. As medidas podem limitar a oferta de módulos nos próximos anos.

Fonte: Bloomberg
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ESTAÇÕES DO METRÔ CONTARÃO COM COLETORES DE LIXO ELETRÔNICO
Emerson F. Tormann15:55


Projeto de lei de autoria da deputada distrital Luzia de Paula, aprovado recentemente na Câmara Legislativa, torna obrigatória a instalação de coletores de lixo eletrônico nas estações do Metrô, terminais rodoviários, Rodoviária Interestadual e outros órgãos públicos do Distrito Federal, que deverão contar com recipientes devidamente caracterizados destinados à coleta de objetos de pequeno porte (telefone celular e seus componentes, placa de computador, pen drive, pilha e fonte de alimentação), tendo sempre como princípio a proteção do meio ambiente.

A proposta prevê ainda que shoppings centers, condomínios residenciais e comerciais serão obrigados a disponibilizar os referidos recipientes em suas dependências, sob pena de multa no valor de R$ 5 mil. Os recursos arrecadados com a aplicação da penalidade serão aplicados na promoção e preservação do meio ambiente.

Ao justificar o projeto, a deputada Luzia de Paula alega que “existe uma preocupação crescente nas pessoas quanto à preservação do meio ambiente, tendo em vista o crescente ritmo dos avanços tecnológicos que torna em pouco tempo os equipamentos eletroeletrônicos obsoletos, em decorrência da também crescente exigência de seus usuários por modelos mais modernos. A consequência natural dessa atitude é a transformação dos equipamentos substituídos em lixo eletrônico, cujo destino final é o descarte como lixo comum, o que agride substancialmente o meio ambiente, causando sérios riscos a todas as formas de vida”.

O projeto, cuja redação final já foi elaborada e publicada no Diário da Câmara Legislativa, segue à sanção do Governador do Distrito Federal.


Fonte: Luzia de Paula
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sábado, 9 de dezembro de 2017

Carga de energia deve crescer 3,9% ao ano entre 2018 e 2022, diz relatório
Emerson F. Tormann23:36



A carga de energia (consumo+perdas) do Sistema Interligado Nacional deverá crescer 3,9% ao ano no período 2018-2022, o que representa uma expansão média anual de 2.784 MW médios. Em 2022, a carga do SIN deve atingir 79.151 MW médios.

Os dados são do boletim técnico divulgado nesta quinta-feira, 7 de dezembro, elaborado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para 2018, a previsão é que a carga cresça 3,7% em relação a 2017, ficando 105 MW médios acima do valor previsto na 2ª Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2017- 2021.

As projeções foram atualizadas tomando como base a avaliação da conjuntura econômica e o monitoramento do consumo e da carga, ao longo do ano de 2017 e previstos no PMO de dezembro/17.

Para o próximo ano, a projeção de Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada de 2% para 2,6%, pois se espera que o melhor desempenho recente da economia seja um indicativo de crescimento mais robusto no horizonte do curto prazo. Nesse sentido, espera-se uma recuperação gradual, atingindo uma taxa de crescimento médio de 2,8% entre 2018 e 2022. Em termos setoriais, a perspectiva é de que a agropecuária e a indústria avancem cerca de 3% em média, e serviços 2,5%.

O consumo de energia no sistema terminou o período janeiro-outubro com um crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período de 2016. Para o final do ano, espera-se que se dê continuidade à retomada do consumo observada a partir de setembro, alinhada à expectativa de aquecimento adotada no cenário econômico deste estudo.

Desta forma, no último bimestre de 2017, o consumo cresce à taxa de 2,3%. Em 2017, a expectativa é que o consumo na rede do SIN tenha alta de 0,9% frente a 2016. Até 2022, o consumo deverá crescer à taxa de 3,8% anuais. Já o consumo industrial, nesse período, deve observar taxa média de crescimento de 3,5% ao ano influenciado em especial pela retomada gradual de alguns setores intensivos em energia, em especial, do setor produtor de alumínio primário.

Fonte: UDOP.
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Redução de impostos para incentivar a compra de veículos elétricos é defendida em debate
Emerson F. Tormann17:47

Cálculos apontam que em 2030 o Brasil poderá ter até 6 milhões desses carros, dependendo das medidas que forem adotadas

Representantes do governo e das indústrias debateram a adoção de medidas legais para incentivar a compra e o uso de carros elétricos

Em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS), representantes da indústria e do setor elétrico cobraram incentivos fiscais e definições legais para a produção, comercialização e uso de veículos elétricos no país.

Apesar de mais caros, os veículos elétricos têm um custo de manutenção 40% menor que o dos tradicionais. Sem contar a emissão quase zero de poluentes.

O setor está em plena expansão no mundo. Nos últimos anos a frota aumentou mais de 200% em países que incentivaram a produção e comercialização de veículos elétricos, como Suécia, China e Estados Unidos. E muitos deles já definiram data para acabar com a produção de veículos movidos a combustão, a maioria entre 2030 e 2040.

Na Noruega, por exemplo, o mercado de veículos elétricos já representa 40% das vendas. Na China, em 2017, as vendas de carros elétricos saltaram de 1% para 2,5% do total. E a meta é que chegue a 8% em 2018.

Dados exibidos na audiência pública mostraram que o Brasil tem cerca de 5 mil veículos elétricos ou híbridos, contando carros, ônibus e ciclomotores – espécie de motocicleta elétrica pequena, que não ultrapassa a velocidade de 50 km por hora. Mas isso em uma frota total de 50 milhões de veículos.

Para o deputado Marcelo Matos (PHS-RJ), autor do pedido de debate sobre o assunto, o País precisa recuperar o tempo perdido em relação ao uso de veículos elétricos. "O Brasil está indo totalmente na contramão em relação ao futuro. Hoje se polui muito e se investe pouco", disse.

O deputado anunciou que vai criar, no ano que vem, uma frente parlamentar de apoio ao segmento de veículos elétricos.

Incentivos
Os debatedores apontaram quatro condições necessárias para a disseminação e popularização dos veículos elétricos: desoneração tributária; infraestrutura para recarga nas estradas; padronização e regulamentação dos tipos de conectores para recarga; e incentivos aos usuários, como locais de estacionamento.

Para Renato Povia Silva, gerente de Inovação da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a questão tributária é a primeira que precisa ser resolvida. Segundo ele, em 2030 o Brasil pode ter algo entre 2,2 milhões e 6 milhões de veículos elétricos, a depender das medidas que foram adotadas.

“É preciso que a tributação seja pelo menos equiparada à de um carro tradicional popular. Se isso acontecer hoje, teremos 6 milhões de veículos elétricos em treze anos. Se acontecer só por volta de 2021, a projeção se reduz a um terço disso”, disse.

Ele disse também que, para que as pessoas optem por veículos elétricos, é preciso ainda que o mercado de recarga cresça junto com a produção de veículos. “O Brasil ainda não tem padrão de recarga de veículos elétricos, ou seja, os tipos de conectores. Também precisa avançar numa infraestrutura mínima de recarga”, disse.

A geração de energia necessária, segundo ele, não é um empecilho para a popularização dos carros elétricos. Se o número de veículos checar a 6 milhões em 2013, isso vai representar um aumento de apenas 1,2% do consumo de energia.

Desoneração
Os fabricantes de veículos pediram desoneração para que o segmento possa se tornar atraente para as empresas e consumidor. Um carro elétrico ainda é muito caro em comparação com os carros tradicionais. Isso apesar de o governo ter reduzido o imposto de importação para esse tipo de veículo e para os componentes, mas o IPI, que varia de 25 a 45%, é apontado como muito alto ainda.

Adalberto Silício, diretor da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), elogiou a desoneração do Imposto sobre Importação, mas sugeriu outros incentivos, como a redução do imposto sobre propriedade de veículos (IPVA) e isenções para empresas de recargas. “Isso acontece em países como Eslováquia, Espanha, Suécia e Estados Unidos”, disse.

O presidente da entidade, Ricardo Guggisberg, foi além. Segundo ele, a legislação tributária para veículos levíssimos, caso dos cicloelétricos, é confusa. E as desonerações poderiam ser estendidas a outros impostos. “Pedimos também adequação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), até que a indústria comece a produzir estes veículos, além de outras medidas, como isenção para táxis”, disse.

Proposta
A Câmara analisa projeto (PL 4086/12), do deputado Fernando Coelho Filho (PSB-PE), atual ministro das Minas e Energia, que cria incentivo fiscal à produção e comercialização de veículos automóveis movidos a eletricidade ou híbridos.

Mas não basta diminuir os impostos incidentes sobre os veículos, de acordo com representantes dos fabricantes. É o caso, por exemplo, dos chamados cicloelétricos, como são conhecidos aqueles ciclomotores pequenos e bicicletas elétricas mais potentes.

A associação que reúne os fabricantes e importadores desse tipo de veículo reclama que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) equipara estes veículos a motocicletas e exige carteira de habilitação e emplacamento. O presidente da associação, Maurício Francisco, classifica a medida como “incoerente e bizarra”.

Segundo ele, isso encarece o produto e afasta o consumidor. "Isso vem tirando o veículo do seu mercado e afastando as pessoas de um veículo que pode ser a solução para a mobilidade urbana", disse.

Estímulos
Outros fatores também foram apontados como necessários para que o Brasil ingresse na era dos carros elétricos. Gleide Souza, da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), apontou a questão da padronização dos carregadores como fundamental para o crescimento do setor, bem como outros incentivos para os usuários.

“Eu me sentiria incentivada a comprar um veículo elétrico se houvesse vagas para estacionamento, desoneração para compra ou até mesmo a permissão para uso de corredores de ônibus”, disse.

O representante do governo na audiência pública, Igor Calvet, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, disse que será entregue ao presidente Michel Temer, até o fim do ano, uma proposta de política voltada para o setor, com previsão de incentivos e participação de várias áreas do governo.

“Já realizamos 110 reuniões com representantes da indústria, trabalhadores e setores do governo. E agora estamos terminando o desenho dessa política, que exige uma convergência muito grande dentro do governo, inclusive com discussão sobre infraestrutura e normas técnicas para que o mercado consiga atuar, com certas regulações”, disse.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-4086/2012

Comissão aprova incentivo para energia renováveis em projetos de irrigação
Emerson F. Tormann17:40

O relator, Augusto Carvalho, recomendou a aprovação do texto acolhido pela Comissão de Agricultura

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou o Projeto de Lei 6903/17, do Senado, que estimula o uso de energias renováveis nos sistemas de irrigação, de modo a compatibilizar a atividade agrícola com a preservação ambiental.

O texto cita, entre as fontes renováveis, a energia solar, a eólica, a de biomassa, de biogás e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Além disso, determina que a Política Nacional de Irrigação priorizará o desenvolvimento de pesquisas para promover o uso de energias renováveis na agricultura irrigada.

O projeto recebeu o parecer favorável do relator, deputado Augusto Carvalho (SD-DF). Ele recomendou a aprovação da versão que foi acolhida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que analisou o projeto em julho. Em relação ao texto original, a nova versão apenas adapta a redação para os termos legais.

O projeto altera a Lei 8.171/91, conhecida como Lei da Política Agrícola, e a Lei 12.787/13, que criou a Política Nacional de Irrigação. A proposta estabelece ainda que os produtores que utilizarem energias renováveis na irrigação poderão ter tratamento prioritário do poder público, como acesso a seguro agrícola e incentivos fiscais.

Potencial
O relator lembrou que os principais polos de irrigação do País, que estão situados na região Nordeste, têm como principal característica o uso intensivo de eletricidade. A possibilidade de utilização de energia renováveis poderá tornar estes polos mais atraentes do ponto de vista econômico, ainda mais porque o Nordeste possui condições favoráveis para a geração de energia por fontes solar e eólica.

“A utilização dessas fontes de energia pode se revelar atraente economicamente para os projetos de grande relevo social, além de aliviar a sobrecarga no sistema interligado nacional e fomentar as cadeias produtivas das tecnologias associadas”, disse Carvalho.

Tramitação
O projeto tramita de forma conclusiva e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-6903/2017

Câmara aprova uso obrigatório de medida contra choque em instalação de baixa tensão
Emerson F. Tormann13:00

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Moreira apresentou voto pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta e da emenda da Comissão de Desenvolvimento Urbano

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou o Projeto de Lei 8110/14, do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), que torna obrigatória a adoção de medidas para impedir morte por choque elétrico em todas as instalações de baixa tensão.

Uma emenda da Comissão de Desenvolvimento Urbano tirou a especificação do projeto original que previa o uso de equipamento contra choques elétricos (dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual ou DR) para evitar uma descarga maior que poderia levar à morte. Atualmente, essa obrigatoriedade está prevista na Norma 5410 da Agência Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O relator da proposta, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), concordou com a mudança. “Concordamos com o parecer da Comissão Desenvolvimento Urbano, no sentido de que a emenda ali apresentada aperfeiçoa juridicamente o projeto, pois amplia as medidas de proteção às pessoas”, disse.

A comissão considerou que o DR é importante para garantir a segurança das pessoas em contato com a rede elétrica de uma edificação, mas não é o único meio para proteção contra choques.

Conforme o texto, a exigência deve ser cumprida por todas as edificações que começarem a ser utilizadas após dois anos da publicação da lei. Para os demais casos, o projeto fixa prazo de adaptação de cinco anos.

Como a proposta tramita em caráter conclusivo, está aprovada pela Câmara e segue para revisão do Senado, a menos que haja recurso para que seja votada pelo Plenário.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-8110/2014

Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Marcia Becker

Fonte: Agência Câmara Notícias
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Decisão inédita da Justiça beneficia engenheiros e técnicos de todo Brasil
Emerson F. Tormann20:09

Decisão obriga conselho regional a cumprir uma resolução do conselho federal e é boa notícia para quem quer ampliar o escopo de atuação


Uma decisão inédita na Justiça Federal de Manaus (AM), em caráter liminar, é boa notícia para profissionais de engenharia interessados em ampliar suas atribuições.

Um engenheiro eletrônico que fez mestrado em engenharia aeronáutica no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) conseguiu na Justiça o aumento da sua atribuição profissional e terá agora também o título de engenheiro aeronáutico na sua carteira de trabalho.

O profissional precisava do reconhecimento da habilitação em engenharia aeronáutica pelo CREA – AM para ocupar cargo de responsável técnico em uma companhia aérea.

A decisão, concedida em uma ação ordinária com pedido de tutela de urgência (que é uma liminar) que corre na 1ª Vara Federal de Manaus, na verdade só obriga que o CREA – AM cumpra uma norma emitida no ano passado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia.

A Resolução CONFEA 1.073/2016, revogou a Resolução 1.010/2005 e autorizou que cursos de pós-graduação, lato e stricto sensu, e formação sequencial deem direito a nova habilitação de trabalho, não limitada à chamada “árvore de títulos”.

Antes dessa regra ser emitida, um engenheiro eletrônico, por exemplo, só poderia se desenvolver dentro de um “guarda-chuva” de carreiras subordinado ao campo da engenharia eletrônica (a tal árvore de títulos). O título de engenheiro aeronáutico só poderia ser adquirido por meio de uma nova graduação com habilitação em engenharia aeronáutica.

“Meu cliente fez mestrado no ITA, mas parece que isso não teve peso para o CREA-AM. Ele entrou com processo administrativo para pedir o reconhecimento do título, mas eles negaram dizendo que o curso do ITA deveria estar registrado no CREA de origem, que seria o de São Paulo”, explica a advogada responsável pelo caso, Maria Eugênia Muro, do escritório Toni & Muro Advogados.

Ela explica que argumentou que o sistema CREA apesar de ter regionais é único e que em nenhum momento a regra do conselho federal estabelece que é dever do aluno do curso buscar esse registro exigido conselho do Amazonas.

Ao deferir a tutela de urgência, o juiz determinou a inclusão imediata da competência aeronáutica nos registros profissionais do engenheiro.

Apesar de o processo seguir em fase de instrução, aguardando ainda sentença na primeira instância, a decisão já mostra um entendimento favorável da Justiça e pode dar ensejo a outros pedidos de engenheiros que estejam vivenciando situação semelhante, segundo a advogada.

“Já podemos ver uma tendência do Judiciário de priorizar o acesso a mais possibilidades de trabalho para os engenheiros”, diz Maria Eugênia.

A impressão que ficou, segundo a advogada, é a de que o conselho regional ainda não estava preparado para fazer valer a regra emitida pelo conselho federal. “Uma norma nova demanda preparo do conselho para que ela tenha efetividade e não foi isso que nos pareceu, mas é apenas uma impressão”, diz.

Profissionais: decisão pode dar ensejo a novos pedidos de aumento da atribuição profissional 


Fonte: Exame

sábado, 2 de dezembro de 2017

Câmara Legislativa é palco de mostra com Robótica, drones e inteligência artificial
Emerson F. Tormann22:43


O influência do mercado de Tecnologia da Informação (TI) na economia local será tema da mostra Brasília +TI, evento que movimentará a Câmara Legislativa do Distrito Federal entre os dias 5 e 7 de dezembro. Nesses três dias, profissionais da área, investidores, entidades representativas, pesquisadores, estudantes e interessados no setor vão explorar o potencial dessa indústria no DF.

A programação temática abrange desde inovação e o futuro das profissões, com apresentação de pesquisadores acadêmicos, até os recentes usos e produtos do setor, como robótica, impressão 3D, drones, inteligência artificial, deep learning e visão computacional, apresentados por profissionais do mercado. Confira aqui a programação do evento. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do Brasília +TI.

A diretora da empresa de segurança eletrônica Idealine, Aline D’Alessandro, que vai expor no painel sobre segurança física e de dados no dia 7, às 8h30, adianta que o mercado, no DF, envolve governos, faculdades, condomínios e hospitais. Cita, como exemplo, a gestão de segurança em maternidades e UTIs de hospitais. Nesses espaços, a inteligência no controle e monitoramento constante garante a segurança, explica D’Alessandro, ao apostar que, no futuro, a análise de comportamento e a leitura facial em banco de dados vão ser diferenciais da área.

Os debates vão acontecer nas salas de reuniões das comissões e no auditório da Casa. O foyer do plenário vai abrigar estandes com produtos e serviços. Em reunião do Colégio de Líderes na tarde desta segunda-feira (27), o presidente da Casa, deputado Joe Valle (PDT), enfatizou que o evento se insere na proposta de “trazer a população para dentro da CLDF”. Acrescentou que os parlamentares vão ter a oportunidade de conhecer e dialogar com os participantes a fim de subsidiar a construção de uma política distrital de tecnologia da informação.

Mercado – Terceiro maior mercado do País no setor de TI, o DF abriga 700 empresas, que oferecem 30 mil postos de trabalho e um volume de negócios que abarca 3,5% do PIB local, de acordo com o Sindicato das indústrias da informação do DF (Sinfor/DF), uma das entidades que participará da mostra, ao lado do Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do DF (Sindesei/DF), Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do DF (Assespro/DF), Associação de Startups e Empreendedores Digitais (Asteps/DF), Tecsoft e Fecomércio.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Bloqueio de celular pirata será feito a partir de 2018 no DF
Emerson F. Tormann09:41


Projeto da Anatel começa pelo Distrito Federal e por Goiás. No RS, bloqueios serão feitos a partir de dezembro

O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quinta-feira (23) o cronograma de implantação do bloqueio de celulares piratas no país. O projeto piloto será iniciado no Distrito Federal e em Goiás a partir de 22 de fevereiro de 2018, com o envio de mensagens aos usuários de aparelhos irregulares. O bloqueio vai ocorrer a partir de maio.

s celulares considerados piratas são aqueles não certificados pela Anatel, com IMEI adulterado, clonado ou outras formas de fraude. Segundo a Anatel, a medida não afetará os terminais exclusivos para dados porque não seria possível encaminhar as mensagens informativas aos aparelhos.

O projeto prevê ainda a interação com órgãos de defesa do consumidor e Ministério Público, que deve ser constante e anteceder a fase de encaminhamento de mensagens sobre a adoção de medidas de restrição de uso de aparelhos irregulares.

O que é o IMEI

É um número de identificação único de cada celular, que equivale, por exemplo, ao número de chassis de um carro. De acordo com a Anatel, o consumidor deve verificar, antes de comprar um aparelho celular, se o número que aparece na caixa, o número do adesivo e o número que aparece ao discar *#06# são os mesmos. Caso os números apresentados sejam diferentes, há uma grande chance de o aparelho ser irregular.

Cronograma de implantação

- Distrito Federal e Goiás: a partir de 22 de fevereiro de 2018, serão enviadas mensagens aos usuários destes estados detentores de aparelhos irregulares. O bloqueio dos aparelhos irregulares nestes estados se dará a partir de 9 de maio de 2018. E, entre 8 de agosto de 2018 e 22 de setembro de 2018, ocorrerá a fase de avaliação das medidas restritivas. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 22 de fevereiro de 2018 no Distrito Federal e Goiás.

- Acre, Rondônia, São Paulo, Tocantins, Região Sul e demais estados da Região Centro-Oeste: as mensagens aos usuários de aparelhos irregulares serão encaminhadas a partir de 23 de setembro de 2018. O bloqueio dos aparelhos será a partir de 8 de dezembro de 2018. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 23 de setembro de 2018.

- Região Nordeste, e demais estados da Região Norte e Sudeste: encaminhamento de mensagens aos usuários a partir de 7 de janeiro de 2019 e impedimento do uso dos aparelhos irregulares a partir de 24 de março de 2019. A medida vale para aparelhos irregulares habilitados a partir de 7 de janeiro de 2019.

No Rio Grande do Sul, as mensagens aos usuários de aparelhos irregulares serão encaminhadas a partir de 23 de setembro de 2018. O bloqueio dos aparelhos será a partir de 8 de dezembro de 2018.

Empresa italiana de energia prevê investimentos de R$ 6,8 bi no país
Emerson F. Tormann00:47

O grupo ocupa uma posição de destaque no mercado brasileiro, onde é líder no setor de energia eólica e possui diversas usinas solares; além de concessões de hidrelétricas.


A empresa italiana de energia Enel apresentou seu plano estratégico para o triênio 2018-2020, que prevê 1,8 bilhão de euros (R$ 6,85 bilhões, segundo a cotação atual) em investimentos no Brasil.



Com as obras do PAC, o Brasil terá o equivalente e uma Belo Monte de geração em energia eólica

O grupo ocupa uma posição de destaque no mercado brasileiro, onde é líder no setor de energia eólica e possui diversas usinas solares; além de concessões de hidrelétricas. A última delas, a de Volta Grande (MG), foi conquistada no leilão promovido pelo governo de Michel Temer em setembro passado.

Apesar disso, a Enel deve reduzir seus investimentos na América do Sul em 26% entre 2018 e 2020. Segundo seu plano estratégico, 80% dos aportes da empresa no próximo triênio serão dedicados aos “mercados maduros”, contra 60% dos três anos precedentes, com uma “consequente redução do perfil de risco”.
Participações

Desse modo, a companhia aumentará seus investimentos na Itália em 23%; nas Américas do Norte e Central, em 40%; e na Península Ibérica, em 35%. Essa expansão será guiada pelo crescimento das fontes renováveis nessas regiões e pelas redes de energia.

Além disso, a Enel prevê vender 3,2 bilhões de euros em ativos entre 2018 e 2020; principalmente, plantas termoelétricas – mais poluentes – e saindo de países “não-estratégicos”. Na outra ponta, a empresa investirá 2,3 bilhões de euros na compra de participações minoritárias; com destaque para negócios na América do Sul.

O grupo italiano também enxerga “muitas oportunidades” no setor de fibra ótica no subcontinente.

Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/empresa-italiana-de-energia-preve-investimentos-de-r-68-bi-no-pais/

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Geração distribuída ajuda a poupar água nas hidrelétricas
Emerson F. Tormann13:44


A geração distribuída de energia deu uma contribuição valiosa para evitar uma queda ainda maior do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. De acordo com cálculo da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), se não houvesse a geração de energia próxima dos centros de carga, os níveis dos reservatórios estariam 13 pontos porcentuais abaixo dos patamares atuais. Na quinta-feira da semana passada, o subsistema Sudeste/Centro-Oeste registrava nível de armazenamento de 17,92%.

Ajuda da cana

A Cogen defende que a cogeração movida a biomassa de cana-de-açúcar poderia ajudar ainda mais a recuperar esses reservatórios, se o governo flexibilizasse o cálculo da garantia física dessas usinas, o que significa alterar o volume de eletricidade que podem vender em contratos. Pelos cálculos da entidade, o segmento poderia injetar mais 400 MW médios no ano de 2018, se o governo adotasse a medida sugerida, favorecendo usinas que potencialmente poderiam gerar mais energia do que o definido atualmente.

Fonte: Coluna do Broadcast - O Estado de S. Paulo

domingo, 12 de novembro de 2017

Quando será a virada energética global?
Emerson F. Tormann22:34

China Solarindustrie (picture alliance/AP Images)

Estudo trata como possível que, até 2050, 100% do fornecimento mundial de energia elétrica possa vir de fontes renováveis. Questão não seria mais de viabilidade técnica ou rentabilidade, mas de vontade política.

Seria possível um fornecimento global de eletricidade 24 horas por dia, apenas com fontes renováveis de energia e armazenamento? Quais são as melhores e mais baratas tecnologias, do ponto de vista atual, nas diferentes regiões do mundo? E que consequências um sistema de energia renovável traria para os empregos e a proteção climática?

São essas as questões sobre as quais se debruça uma equipe de cientistas na Universidade de Tecnologia Lappeenranta (LUT), na Finlândia. A equipe, liderada pelo professor Christian Breyer, processou inúmeros dados em todas as regiões do mundo sobre consumo de energia, desenvolvimento populacional e clima.

"Uma descarbonização completa do setor elétrico até 2050 é viável – e mais econômica do que o sistema elétrico de hoje. A transição energética não é mais uma questão de viabilidade tecnológica ou rentabilidade econômica, mas uma questão de vontade política", disse Breyer, na apresentação do estudo, na conferência do clima em Bonn, Alemanha.



Segundo Breyer, a queda brusca dos custos fará com que a energia fotovoltaica e o armazenamento de baterias se tornem os principais pilares do fornecimento de energia a longo prazo. A equipe finlandesa calcula que a participação da energia fotovoltaica no mix energético global aumentará de 37% em 2030 para 69% em 2050, passando assim a representar mais de um terço da eletricidade global.

Em regiões de muito vento e pouco sol, como o norte da Europa e o norte da Ásia, as perspectivas de mix energético são logicamente diferentes daquelas da África, onde o peso da energia solar é muito maior.

Para um fornecimento elétrico seguro 24h, é preciso armazenamento. De acordo com uma simulação feita pela equipe de pesquisa finlandesa, cerca 31% da demanda de energia será coberta por instalações de armazenamento até 2050. Disso, 95% virão de baterias. Elas servem, sobretudo, para compensar as flutuações diárias. Outra tecnologia de armazenamento para compensar tais variações sazonais é o gás produzido sinteticamente a partir de fontes de energia renováveis.



Os autores do estudo estimam que, até 2050, a população mundial terá aumentado para quase 9,7 bilhões de pessoas. Em comparação com hoje, o mundo vai consumir o dobro de energia elétrica. A chamada "virada energética" também tem vantagens para empresas e consumidores. Comparados com o presente, os custos de geração de eletricidade (incluindo rede e armazenamento) caem aproximadamente 25%.

A transição global para fontes de energia sustentáveis também tem um impacto no mercado de trabalho. Atualmente, cerca de 19 milhões de pessoas em todo o mundo têm empregos no setor elétrico, metade delas só na indústria do carvão.

Os empregos na indústria carbonífera já sofreram perdas no mundo todo. Por outro lado, estimativas apontam que dobrará a quantidade de postos de trabalho no setor de geração de energia renovável, principalmente na área da energia solar, tecnologia de baterias e energia eólica.



Na cúpula mundial do clima, discute-se intensamente sobre as medidas necessárias para reduzir os gases de efeito estufa, com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de dois graus em relação aos níveis pré-industriais.

Atualmente, a geração de energia global é responsável por cerca de 20% da poluição atmosférica com gases do efeito estufa, sobretudo devido ao carvão. Se a geração de energia fosse convertida conforme a simulação de Breyer e sua equipe, as emissões de usinas elétricas poderiam cair em mais de 60% até 2025 e em mais de 80% até 2030. Com isso, uma parcela significativa da redução de gases de efeito estufa seria alcançada.

"Eu acho tal cenário totalmente realista, pois a energia renovável fica cada vez mais barata", disse a economista do clima Claudia Kemfert, do instituto alemão DIW, durante a apresentação do estudo. "Vimos, no passado, que todos os estudos subestimaram a expansão das energias renováveis".



Kemfert acredita ser possível a migração para uma eletricidade 100% renovável em três décadas.

O presidente do Grupo Energy Watch, Hans Josef Fell, compartilha esse ponto de vista e fala de uma aceleração dinâmica, que agora é impulsionada principalmente pelo grande setor financeiro.

"As instituições financeiras veem os investimentos em carvão, energia nuclear, petróleo e gás natural como arriscados e os abandonam", pondera.

Stefan Gsänger, da Associação Mundial Eólica, também vê as perspectivas do estudo como realistas, mas, ao mesmo tempo, adverte contra o excesso de otimismo: o sucesso de tal cenário não depende só do mercado. Precisa de apoio político. "Espero que haja pressão pública suficiente sobre os tomadores de decisão do mundo todo."

Fonte: Deutsche Welle

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Geração "caseira" de energia solar dispara e já passa de 16 mil unidades no Brasil
Emerson F. Tormann16:31


A geração "caseira" de energia solar virou um negócio grande no Brasil. O número de sistemas geradores instalados em residências, comércios e indústrias vem crescendo em ritmo acelerado e já chega a 16.311 unidades capazes de gerar 182 MW - o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte -, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o crescimento da microgeração distribuída é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.

As razões do aumento do número de "prosumidores"


A expansão do número de "prosumidores" - o consumidor de energia elétrica que também é produtor de energia - ganhou força nos últimos anos. A primeira regulação sobre a instalação de minicentrais de energiade forma não centralizada (ou seja, nas próprias unidades consumidoras de energia) foi publicada em 2012, e apenas há dois anos, em 2015, avanços na regulação do tema permitiram uma real expansão do número de unidades.

Entre esses fatores estava a possibilidade de o consumidor recolher o imposto somente sobre a energialíquida consumida, ou seja, a diferença entre o que ele produziu e entregou para a rede de distribuição e o que ele precisou receber da rede, em momentos sem sol ou de noite. A possibilidade de guardar créditos com a energia entregue para a rede para abater na conta de luz no futuro ou de usar esses créditos na conta de luz de outras unidades geradoras também só foi pensada em 2015.

A queda nos juros de financiamento e aumento no preço da energia das distribuidoras também ajudou a tornar mais atraentes os investimentos para instalação das placas e sistemas inteligentes, com retorno do investimento mais rápido.

Mineiros e gaúchos estão na frente na produção "caseira" de energia

Dos 182 MW gerados por consumidores em todo o país atualmente, quase 40% são instalações em consumidores comerciais (2.500 unidades). A classe residencial é a segunda mais expressiva, com 30% da potencia total gerada (em 12,7 mil unidades). Outros 18% estão na indústria, e o restante se divide em instalações rurais e no poder público.

Por estado, Minas Gerais é disparado o que tem mais potencia instalada em unidades de geração distribuída, com 40,8 MW. Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior potência (22 MW), seguido por Ceará (21 MW) e São Paulo (18 MW).

A geração distribuída (GD) ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. O potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica que já foi parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências. Para a Absolar, se esse potencial fosse atingido, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do país.

Mas há ainda entraves para a expansão da geração distribuída e o Ministério de Minas e Energia vem considerando mudanças na regulação desse assunto. Na reforma do setor elétrico que está sendo preparada pelo governo, são citados como novos desafios do setor os Recursos Energéticos Distribuídos (RED), que incluem a geração solar de pequena escala, armazenamento e carros elétricos.

O crescimento dessas unidades pode influenciar a formação dos custos de energia no futuro, implicando em desafios para os contratos de compra e venda de energia de longo prazo, por exemplo. Também é preciso pensar nas tarifas de transmissão e distribuição de energia.

Outro ponto importante que ainda precisa ser equacionado é a possibilidade das unidades geradoras entrarem para o mercado de venda de energia, o mercado livre.

Equilíbrio entre benefícios e obrigações

Cristopher Vlavianos, presidente da comercializadora de energia Comerc, aponta que a reforma do setor elétrico precisará pensar nesses pontos. Além disso, para expandir a geração distribuída, será preciso buscar a dosagem ideal entre incentivos e obrigações, de forma a não espantar o usuário mas também sem deixar a conta de transmissão para outros pagarem.

"Você tem um consumidor que vai colocar uma placa solar na casa dele e ele vai compensar parte de seu consumo. Mas quem está com a placa solar exportando energia de dia, de noite estará usando o fio da rede distribuidora. Ele usa o fio da distribuidora e não está pagando. A consulta pública pensa em se ter uma tarifa binômia, para você não ter um desbalanço em relação à infraestrutura que a distribuidora investe", afirmou.

Na tarifa binômia, a conta de luz mostra separadamente as tarifas de consumo de energia elétrica e a demanda de potência, independentemente das horas de utilização do dia. Isso perrmite cobrar mais de quem utiliza mais a rede. Como se, numa estrada, os caminhões pagassem mais pedágio que as motos.

Vlavianos também avalia que cada vez mais será uma realidade a comercialização de energia pelos "prosumidores". Mas ele destaca que é preciso mudar três pontos na forma como se calcula os custos de energia e as tarifas. Além de considerar a tarifa binômia, separando o custo com uso do fio e a energia, também é preciso adotar a tarifa branca (tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo com as horas de utilização do dia) e conseguir computar o valor de cada fonte de energia de forma sazonal, de hora a hora, de forma a estimular o gerador que tem flexibilidade para começar a gerar e parar.

Fonte: Gazeta do Povo - Curitiba/PR

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Consumidor final não pode questionar tributos de energia elétrica
Emerson F. Tormann15:48


O consumidor final não tem legitimidade para questionar a tributação do setor elétrico. Por isso, a 14ª Vara Federal de Porto Alegre julgou improcedente a ação de uma mulher que solicita a declaração de inconstitucionalidade da Resolução Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que estabeleceu o “adicional de bandeira tarifária”.

As bandeiras tarifárias foram criadas para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica, conforme as condições favoráveis ou desfavoráveis a sua produção. Na ação, a consumidora alega que a nova regra configura alteração da política tarifária e que, por isso, não poderia ter sido instituída por meio de uma resolução. A autora também questionou o fato de se aplicarem às bandeiras os mesmos tributos incidentes sobre as tarifas.

Ao analisar o caso, o juiz federal substituto Evandro Ubiratan Paiva da Silveira explicou que a consumidora não é a contribuinte dos tributos questionados. Ele ressaltou que o direito de ingressar com processo é “do efetivo contribuinte que incluiu como receita ou como parte do preço do produto o adicional recebido; ou seja, a distribuidora de energia”. No caso, a competência recairia sobre a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE), também ré na ação.

Como base para a sua sentença, o juiz utilizou o voto proferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki no julgamento de um Recurso Especial Repetitivo, cuja matéria em análise era semelhante ao caso avaliado.

“A relação jurídica que se estabelece entre concessionária e consumidor de energia elétrica não é relação tributária, cujos partícipes necessários são o Fisco e o contribuinte. Aqui, o que se tem é relação de consumo de serviço público, cujas fontes normativas são próprias, especiais e distintas das que regem as relações tributárias”, mencionou Zavascki naquele julgado.

Com a decisão do juiz, o processo foi extinto sem resolução do mérito. No dia seguinte à publicação da sentença, autora ingressou com embargos de declaração. Ela ainda pode recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Ferderal da 4ª Região. Além da Aneel e da CEEE, são réus no processo o Estado do RS e a União. Com informações da Assessoria da Justiça Federal do RS.

Fonte: Conjur

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Parecer sobre a atualização do PL 1536/2017 que trata de Ciência e Inovação
Emerson F. Tormann17:22


O projeto que estabelece as bases da política de inovação do DF foi discutido em audiência pública no dia 13 de setembro de 2017 no plenário da CLDF

Fazendo uma análise crítica de como se apresentou, nessa segunda fase do projeto de lei, chega-se às seguintes conclusões:
  • Mantiveram todos os erros da primeira versão;
  • Não Gera Riquezas, apenas aumenta as Despesas Públicas;
  • Não define Tecnologia, portanto não podemos fomentar, medir, e/ou fiscalizar o que não sabemos o que é;
  • Fundação de Apoio fomenta APENAS instituições Públicas;
  • Não define quantitativo mínimo de fomento para Tecnologia, pois Tecnologia não está definida, nesse caso "Gerar Papel" é o bastante, basta chamar de Tenologia, e pronto;
  • As contrapartidas das Instituições Públicas podem ser Recursos Públicos, o pobre brasileiro paga o fomento, e também as contrapartidas, sem ninguém que tenha interesse na geração de riquezas. Por conseguinte, o pesquisador público está em festa, poderá continuar a gastar os Bilhões de Reais sem fiscalização alguma;
  • Não define como será o Uso do Poder de Compra do Estado como fomento á Tecnologia Nacional;
  • Os ICTs Públicos podem continuar a Gerar Papel sem nenhum benefício para a sociedade, mais de 20 Bilhões de Reais foram gastos pelos ICTs Públicos nos últimos anos e os únicos beneficiados forma apenas os Pesquisadores Públicos e mais ninguém, nem hospitais, nem escolas, nem segurança pública.
Acompanhe a tramitação

Proposição: PL 1536/2017
Ementa: Dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento da pesquisa cientifica e tecnológica e à inovação no ambiente produtivo do Distrito Federal, com fins a estimular a geração de riquezas, e dá outras providências.

domingo, 22 de outubro de 2017

Produção de energia eólica no Brasil cresce mais de 25% até agosto, diz CCEE
Emerson F. Tormann08:56

A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN)aumentou 25,7%entre janeiro e agosto de 2017 ante o mesmo período do ano passado, informou nesta sexta-feira (20) a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

turbina eólica - etormann.tk

A produção das usinas da fonte chegou a 4.032 MW médios, frente aos 3.208 MW médios gerados no mesmo período do ano passado.

A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 6,5 por cento em 2017, enquanto a energia hidrelétrica representou 73,8 por cento do total e as usinas térmicas responderam por 19,7 por cento, segundo a CCEE.

Ao final de agosto, a CCEE contabilizou 470 usinas eólicas em operação comercial no país, que somavam 11.951 MW de capacidade instalada, incremento de 25,5 por cento frente ao potencial das 374 unidades geradoras existentes em agosto de 2016, informou a câmara em nota.

O boletim indica que, por Estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.316,7 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 833 MW médios produzidos (alta de 26,4 por cento).

A geração eólica no Nordeste tem ajudado a região a lidar com uma severa escassez de água, que tem limitado a geração hidrelétrica.

O Rio Grande do Sul alcançou 583,5 MW médios (+21 por cento) em energia eólica, seguido pelo Ceará, com 552 MW médios (alta de 2,8 por cento) e o Piauí com 443,6 MW médios, aumento de 48 por cento frente à geração alcançada em 2016.

Fonte: Reuters.

sábado, 14 de outubro de 2017

Morre aos 77 anos Nélio José Nicolai e renasce o orgulho de ser técnico
Emerson F. Tormann15:32

O Técnico em Eletrotécnica, Nélio José Nicolai, é o inventor do identificador de chamadas telefônicas mais conhecido como BINA

CB

É com muita tristeza que noticiamos o falecimento de um profissional que lutou a vida toda por seus ideais e acreditou nas suas invenções. A perseverança pode ser considerada uma marca em sua trajetória como técnico. Ele nunca desistiu de levar adiante suas criações e por esse mesmo motivo foi ridicularizado por chefes e colegas de trabalho - "isso nunca vai dar certo! Quem vai comprar uma invenção dessas?" - o questionavam no trabalho...

O mineiro, que vivia em Brasília / DF, se recuperava de problemas de saúde quando complicações pulmonares o levaram ao óbito. Ele deixa quatro filhos e dois netos. O enterro do técnico em eletrotécnica foi na quinta-feira (12/10), e a família confirmou sua morte publicamente somente na sexta.

O nome BINA vem de binary identifier number address” e em 7 de Julho de 1992, Nélio José Nicolai depositou o pedido de número PI9202624-9 no INPI. Em 30 de Setembro de 1997 a carta-patente foi expedida. Esta patente, no entanto, é alvo de disputas judiciais desde 2003.

Há muita polêmica sobre a patente do BINA. Mesmo assim, Nicolai nunca desistiu e também não chegou a receber todos os ganhos que em tese teria direito a partir de sua invenção. A briga judicial para ganhar o reconhecimento dos direitos de uso do sistema de identificação de chamadas continuará tramitando mesmo depois de sua morte.

O mérito está, não apenas em ter contribuído com tecnologia usada no mundo inteiro, mas por ser TÉCNICO INDUSTRIAL como mostra seu registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA-DF. Equivocadamente, todos os sites de notícias da internet o identificam como engenheiro, o que não é verdade...



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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Novo sistema eletrônico para registro de software é lançado pelo INPI
Emerson F. Tormann12:59

Agora o pedido de software dispensa o envio do código-fonte para o INPI. Basta apresentar o resumo hash


código fonte - linguagem de programação

Entrou em funcionamento na última terça-feira (12/09) o novo sistema online de registro de propriedade intelectual de softwares (programas de computador) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). É o e-RPC. O primeiro benefício do sistema é o seu acesso, totalmente eletrônico, disse à Agência Brasil o chefe da Divisão de Programa de Computador do INPI, Helmar Alvares. O e-RPC pode ser acessado diretamente no site do instituto.

Alvares explica que os criadores e desenvolvedores de softwares vão ter acesso ao e-RPC durante 24 horas por dia, sete dias por semana, com a vantagem de estar num ambiente com as facilidades da 'web'. O processo, agora automatizado, tornará mais rápida a obtenção do certificado de registro de propriedade intelectual, disse Álvares. “Em até uma semana, dez dias, ele vai ter o certificado de registro. Essa é uma vantagem que a gente está dando para o usuário”, destacou o funcionário.

Até o último mês de maio, o tempo de análise de um pedido de registro de software no INPI demorava em torno de 100 dias, no mínimo. A partir desse mês, com a implantação de um plano de desburocratização, foi feito um novo modelo de fluxo que reduziu esse tempo, “mesmo sendo ainda em papel e manual”, para uma média de 23 dias. O menor tempo foi de 13 dias. Com o e-RPC, Helmar Alvares disse que a meta é reduzir o prazo para dez dias “ou menos”.

Uma terceira vantagem que o novo sistema 'online' oferece é a segurança jurídica do processo.

Zerar o estoque

O INPI recebe solicitações de registro de programas de computador desde 1989, resultando em um estoque de 21 mil pedidos até hoje, que já estão quase todos convertidos em registro. “Noventa e oito por cento [dos pedidos] geram registros”, observou o chefe da divisão. Este ano, já foram concedidos mais de 5 mil registros de 'software'. Restam ainda cerca de 1,5 mil pedidos no estoque a serem reexaminados. “Nossa intenção é, até o final do ano, zerar isso e resolver todos os pedidos pendentes”.

Alvares informou que um software que recebe certificado de registro fica protegido por 50 anos, a partir de 1º de janeiro do ano subsequente à sua publicação ou criação. “É o que está na lei”.

No ano passado, o INPI recebeu 1.880 pedidos de registros de 'software'. Este ano, o número caiu para 700 pedidos. Alvares lembrou que, até agora, o processo de registro era feito em papel. Ele espera que o e-RPC popularize ainda mais o pedido de registro, tendo em vista que o mercado desenvolvedor é muito grande. Somente no Rio de Janeiro existem mais de mil empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), salientou. “E o Brasil é bom nessa área. Tem muitas regiões que produzem 'software'”.

O chefe de divisão do INPI ressaltou que, além de ser uma prova de autoria, o certificado de registro serve também como garantia para obter financiamento de órgãos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o INPI, o e-RPC faz parte das medidas de desburocratização dos serviços públicos promovidas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), coordenadas pelo Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa.

O novo sistema foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 74/2017. Com a novidade, o prazo de registro deve ter redução significativa, de cem dias para apenas sete. Além disso, o INPI espera zerar o número de pedidos pendentes até o final deste ano.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Encontro de Veículos Elétricos Acontece em Brasília
Emerson F. Tormann11:48


Expositores da capital e de outros locais do País fazem exposição e dão explicações sobre suas econômicas e ecologicamente corretas máquinas


Andar de carro sem gastar um tostão com combustível e sem agredir a natureza é uma realidade para quem aposta no carro elétrico. E, para mostrar à cidade que esses veículos são viáveis, econômicos, divertidos e espertos, proprietários da capital e de outras cidades se reúnem no Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília, que vai ocorrer no dia 9 de setembro, das 9 às 15h, no Brasília Shopping, na calçada voltada para a via W3 Norte.

Organizado pela Associação Brasileira de Proprietários de Carros Elétricos e Inovadores (ABRAVEi), o evento deve se tornar o maior do gênero já realizado no País. Para tanto, são esperados cerca de 15 automóveis. O evento tem o apoio do Brasília Shopping, Hotel Mercure, Furnas Binacional, Champion Volvo, Restauracar, MKZ Arquitetura, Humanoide, Restaurante Toro e Eletrobrás.

No Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília, serão apresentados ao público brasiliense automóveis que funcionam sem depender de combustível fóssil, mas com carga elétrica advinda de fonte externa. Esse, inclusive é o foco da ABRAVEi, que agrega donos de carros elétricos e híbridos plug-in. Os híbridos tradicionais, apesar de também serem uma inovação, não são o foco da associação.

“São carros divertidíssimos. Assim como eu, todos os demais donos têm verdadeira paixão por automóveis e, mais ainda, pelos seus modelos sem consumo de derivados de petróleo e sem agredir o ambiente urbano”, destaca o Diretor Regional da ABRAVEi, Rogério Markiewicz.

O evento tem um viés educativo, uma vez que alguns proprietários de carros elétricos e técnicos de Furnas Binacional estarão no local para dar explicações sobre os seus inovadores veículos. O público poderá entrar nos modelos, e esclarecer dúvidas quanto a detalhes do dia a dia do carro elétrico e, quem sabe, pegar uma carona.

Entre os modelos em exposição, haverá BMW i3, Volvo XC 90-T8 híbrida elétrica, Porcshe Cayenne S – Hibrida, Pálio weekend elétrico, Renault Fluence elétrico, Renault ZOE elétrico, o pequeno e divertido Renault Twizy e o curiosíssimo Gol G4 convertido em elétrico pelas mãos do militar reformado Elifas Gurgel, morador da Asa Norte e entusiasta do veículo movido a eletricidade.

Na oportunidade, o Brasília Shopping também irá inaugurar, oficialmente, sua vaga exclusiva para carros elétricos, que conta com um dispositivo para recarga da bateria. Após as 15h, ao término do evento, os veículos sairão do mall em direção aos principais monumentos de Brasília, em uma silenciosa carreata.

Uma das ações da entidade é divulgar esse tipo de veículo. Além de econômicos, eles são a opção mais em harmonia com a natureza, uma vez que circulam sem qualquer emissão de gases tóxicos e, o mais curioso, de forma silenciosa. “Quando falamos de carros elétricos, não estamos tratando apenas de economia no bolso, mas sobretudo de um mundo melhor, sem despejo de gases no ar ou barulho de motores nas ruas, contribuindo para uma mobilidade urbana sustentável ”, explica Rogério Markiewicz.


ENTENDA A DIFERENÇA

Carros elétricos

São veículos que funcionam graças a uma bateria, recarregada em uma fonte externa (uma tomada, por exemplo). Dispõem também de outras fontes, como a regeneração energética nas frenagens. Todo carro elétrico é um carro plug-in. Exemplos: BMW i3, Renault ZOE, Nissan Leaf, BYD 6e, Chevrolet Bolt e Tesla S.

Carros híbridos plug-in

São modelos que dispõem do motor elétrico, recarregado externamente, e de um motor a combustível para realizar viagens maiores e recargas quando não há uma tomada disponível. Também se valem de outras fontes internas, como a regeneração energética nas frenagens. Exemplos: Volvo XC 90-T8 híbrida, Porcshe Cayenne S –híbrida e Mitsubishi Outlander PHEV.

Carros híbridos

São carros que têm o motor a combustível como principal força motriz e um motor elétrico como auxiliar. Este motor elétrico é alimentado exclusivamente com fontes internas, como a regeneração energética nas frenagens e o giro do motor a combustível. Exemplos: Ford Fusion híbrido, Lexus CT200h e Toyota Prius.


Serviço

Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília
Data: 9 de setembro (sábado), das 9 às 15h
Local: Brasília Shopping, na calçada voltada para a via W3 Norte
Entrada franca
Classificação Indicativa: livre

sábado, 26 de agosto de 2017

Audiência Pública debate o PL de Inovação do Distrito Federal
Emerson F. Tormann15:28

O anteprojeto da Lei de  Inovação do Distrito Federal começou a ser discutido no final de 2015. Já passou por consulta pública no qual foram recebidas sugestões pela Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação - SECTI DF. O relator do PL de Inovação é o Distrital Prof. Israel.

“Essa é a oportunidade de falarmos a verdade sobre desenvolvimento tecnológico no DF e entorno. Temos a obrigação de comparecer e debater, principalmente, sobre geração de riquezas e emprego ao invés de aumentar o Custo do Estado”, alerta Emerson Tormann, Diretor Regional do Sindicato dos Técnicos Industriais do Distrito Federal - SINTEC-DF.

Participe. Sua contribuição é muito importante para o desenvolvimento tecnológico do DF. Convide seus amigos e parceiros, compartilhe conhecimento e faça parte dessa história...

Veja aqui o anteprojeto de Lei.

Projeto de Lei de Inovação
apresentacao_pli.pdf



AP - Lei de Inovação do Distrito Federal
Data de início:13/09/17 

Data de término: Nenhum 
Duração:10:00 – 13:00 (Fuso horário sensitivo) 
Tipo:Audiência pública
Autoria: Dep. Professor Israel Batista
Local: Plenáro da CLDF
Numero De RequerimentoMemo 45/17

Fonte: CLDF

domingo, 20 de agosto de 2017

CAU/BR cria sistema para contratação de profissionais
Emerson F. Tormann21:52

O sistema “Ache um Arquiteto” oferece, gratuitamente, um cadastro de profissionais habilitados que buscam mais visibilidade para àqueles que precisam de ajuda na reforma ou construção



O site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) disponibiliza uma página de busca de arquitetos e urbanistas, onde qualquer pessoa pode consultar, automaticamente, por nome, CPF ou registro no CAU ,quais são os arquitetos e urbanistas ou empresas registrados regularmente no Conselho Profissional.

Trata-se de uma das obrigações legais do CAU/BR: a de informar à sociedade quais são os arquitetos habilitados para o exercício profissional, bem como colaborar com o combate à prática ilegal da profissão.

Pesquisa DataFolha-CAU/BR, realizada em 2015, revelou que em 73% dos casos, a contratação de arquitetos e urbanistas é feita por meio de indicação de amigos e parentes. Apenas 8% dos clientes buscam profissionais na internet.

Para facilitar essa aproximação, o CAU/BR ampliou o serviço de busca existente com o Ache um Arquiteto, sistema que disponibiliza, sem custos para ambas as partes, informações adicionais sobre os arquitetos e urbanistas registrados no CAU.

São duas principais vantagens:
  • A busca agora pode ser feita também por município e estado, campos que se somam aos já disponíveis (nome, CPF ou registro no CAU);
  • Os 147 mil arquitetos e urbanistas e 20 mil empresas de Arquitetura e Urbanismo registrados no CAU passam a contar com um espaço virtual para divulgarem seus trabalhos com fotos, minicurrículo e informações de contato.
Profissionais

Para os arquitetos e urbanistas que desejam participar do sistema Ache um Arquiteto, eles devem cadastrar suas informações no site do CAU/BR. O serviço disponibilizará informações, imagens e contatos de arquitetos e urbanistas para todos os interessados. É importante ressaltar que o Ache um Arquiteto é gratuito e acessível a todo o Brasil.

Fonte: Mapa da Obra

CEB conclui iluminação pública na estação Ceilândia Sul do Metrô DF
Emerson F. Tormann21:05

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk
Fotos: Emerson Tormann

Recurso de emenda da Deputada Distrital Luzia de Paula


COMPANHIA ENERGÉTICA DE BRASÍLIA
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 001-S006250/2016
Processo: 093000109/2016.
Objeto: contratação de empresa para executar serviços de implantação, expansão e melhoria do sistema de iluminação pública do Distrito Federal, constituídos de montagens eletromecânicas com fornecimento de materiais.
Empresa Vencedora: Vasconcelos e Santos Ltda. Valor total global: R$ 54.399.900,90.
Demais informações, pelos telefones 3465-9016/9021.
Brasília/DF, 02 de março de 2017.
VALDETE AMARAL DIAS
Categoria : , ,

A Engenharia e o Governo Brasileiro
Emerson F. Tormann00:35


O problema dos interesses da classe de engenharia no Brasil é muito antigo e há uma tendência muito curiosa que também se perde no tempo, de transferir a culpa dos erros do Governo para os técnicos, ficando o Governo apenas com o saldo positivo dos acertos dos técnicos.

É verdade que, por vezes, os técnicos erram como também é verdade que erram os políticos, erram os economistas, erram os médicos e que podem errar, enfim, todos aqueles que exercem atividade produtiva. Mas o técnico, neste particular, intérprete da ação do homem sobre a natureza, para adaptá-la às necessidades da civilização, recebe as críticas pelos seus erros, enquanto os seus acertos servem para o elogio aos políticos.

É hábito do Governo deixar que em determinadas soluções inadequadas, dadas a problemas nacionais ou regionais, quando verificado o erro, seja este atribuído aos técnicos que deveriam executá-las. Ao mesmo tempo, como rotina, com raras e honrosas exceções, não dá aos técnicos suficiente liberdade de ação para que possam orientar os trabalhos de que foram incumbidos, de forma a poderem assumir efetiva responsabilidade pelos resultados, certos ou errados.

Jaime Rotstein. Em defesa da engenharia brasileira (Locais do Kindle 161-169). Digitaliza Brasil.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Laudos por telepatia
Emerson F. Tormann18:36

Por Paulo E. Q. M. Barreto¹
Apesar das leis, das tentativas de moralização no setor público e político, de ações judiciais devidas a acidentes provocados por negligência profissional e de certo rigor por parte de órgãos públicos, ainda persiste no mercado grande quantidade de laudos feitos por “telepatia”, ou seja, emitidos sem a presença do profissional no local. São atividades conhecidas por acobertamento e falsidade ideológica, cometidas por profissionais caneteiros (aqueles que emprestam sua assinatura sem a efetiva participação técnica). Tais atitudes colocam em risco a sociedade e denigrem a engenharia.

Quando se consegue identificar e provar tais atitudes, e denunciá-las ao Crea - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, o Código de Ética Profissional costuma ser aplicado de forma exemplar. Dependendo da gravidade da situação, cabe ação penal por falsidade ideológica, que pode resultar na reclusão do profissional.

Geralmente os documentos fraudulentos são emitidos para ludibriar prefeituras, Corpos de Bombeiros, Ministério do Trabalho e Emprego, concessionárias de energia elétrica, seguradoras, clientes, certificações de sistema de gestão da qualidade, do meio ambiente e da segurança do trabalho, entre outros. Ainda impera uma alarmante indústria de assinaturas e de ARTs - Anotação de Responsabilidade Técnica indevidas.

Basicamente são dois os fatores que levam profissionais a se submeterem a essa danosa e vergonhosa atitude. Um deles é a esperteza ou a ganância pelo dinheiro fácil, que os leva a emitirem documentos técnicos sem que realizem rigorosa avaliação técnica. Outra razão é a ocultação de situações de risco e/ou de não atendimento a requisitos normativos e legais existentes no empreendimento para satisfazer o cliente. Neste caso, o profissional assume o risco de receber as devidas punições por conta de alguns trocados.

Não fosse a indústria dos caneteiros em plena atividade, cerca de 80% dos estabelecimentos inspecionados de acordo com a Instrução Técnica nº 41 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (IT-41) não seriam considerados aptos a receberem o AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros na primeira inspeção. Da mesma forma, um simples olhar nas instalações e na documentação da maioria das empresas que possui atestado de atendimento às exigências da Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10), do  Ministério do Trabalho e Emprego, denuncia que nem mesmo o item 10.1.2 (observância às normas da ABNT) é atendido, quiçá os demais.

Em caso de acidentes, se constatada a inconsistência ou inveracidade do laudo da instalação, a seguradora pode se recusar a proceder à cobertura dos prejuízos. Inclusive, algumas companhias contam com profissionais qualificados para identificar esse tipo de fraude. Esses pseudolaudos ficam devidamente arquivados nos órgãos competentes. Desta forma, por ocasião de um sinistro, ou até mesmo de uma auditoria por amostragem, basta solicitar a cópia desse documento para encontrar o responsável pela má feitoria.

Vale ainda destacar que o termo “laudo técnico” tem sido frequentemente utilizado de forma incorreta, tanto por parte dos profissionais da engenharia quanto dos órgãos oficiais. O termo refere-se a atividades de perícia, e não de vistoria ou inspeção - que são as desejadas nas aplicações aqui mencionadas. Além disso, ocorre outro erro, que faz parte das investidas dos caneteiros e dos incautos: o estabelecimento de um prazo para validade do laudo. Nesse caso, o objetivo é garantir a perpetuidade dos serviços. Ora, laudo não possui validade. O serviço sim, tem periodicidade mínima estabelecida em lei, norma técnica ou política de gestão da
empresa.

Conforme apresentado na edição nº 484 de EM, seguem as definições dos documentos que devem ser emitidos pelo profissional em função da atividade desempenhada:

Atestado: l - Declaração assinada em que alguém atesta a verdade de um fato [1].

Declaração: l - Texto formal em que se declara algo [l]. 2 - Atestação por uma primeira parte. Por sua vez, atestação é a emissão de uma afirmação, baseada numa decisão feita após análise crítica, de que o atendimento aos requisitos especificados foi demonstrado [2].

Laudo: l - Texto fundamentado, através do qual peritos expõem as observações e estudos que efetuaram sobre algum assunto [1]. 2 - Peça na qual, com fundamentação técnica, o profissional habilitado como perito relata o que observou e apresenta as suas conclusões, ou avalia o valor de bens, direitos e/ou empreendimentos [3]. 3 - Parecer técnico escrito e fundamentado, emitido por um especialista indicado por autoridade, relatando resultado de exames e vistorias, assim como eventuais avaliações com ele relacionados [4].

Parecer (técnico): 1 - Opinião emitida por um especialista em determinada matéria [1]. 2 - Expressão de opinião, tecnicamente fundamentada, sobre determinado assunto, emitida por especialista [3]. 3 - Relatório circunstanciado, ou esclarecimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade [4].

Relatório: 1 - Exposição oral ou escrita acerca de fato(s), com a discriminação de todos os seus aspectos ou elementos [1].

Deve-se observar que tanto a NR-l0 quanto a IT-41, não utilizam o termo laudo para se referir ao documento técnico exigível. O termo correto para o documento emitido após uma vistoria ou inspeção e relatório (de vistoria ou de inspeção), com ou sem o correspondente parecer. Para o caso da IT-41, além do relatório (a ser entregue ao cliente), o profissional deve emitir um atestado a ser entregue ao Corpo de Bombeiros. Isso pode parecer preciosismo redacional, mas não é. Para a emissão de cada um desses documentos existem procedimentos e condutas específicas. O profissional precisa conhecer essas nuances para desenvolver o trabalho de forma adequada à sua finalidade e também para não transgredir a ética profissional (Resolução nº 1002 do Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia).

Referências

[1] Academia Brasileira de letras: Dicionário escolar da língua portuguesa. Cia. Fd. Nacional. São Paulo, 2008.
[2] Associação Brasileira de Normas Técnicas , ABNT: NBR ISO/IEC 17000: Avaliação de conformidade , Vocabulário e princípios gerais. Rio de Janeiro, 2005.
[3] Brasil. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do São Paulo , Crea-SP. Orientações para o exercício das atividades de engenharia e agronomia em serviços e obras públicas. São Paulo.
[4] Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias - Ibape: Glossário de terminologia básica aplicável a engenharia de avaliações e perícias do lbape/SP. São Paulo, 2002. Disponível em http://www.ibape-sp.org.br. Acesso em 13/06/2014.

¹Paulo E. Q. M. Barreto é Engº Eletricista e consultor

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Comissão da Câmara aprova programa de geração elétrica renovável nas universidades
Emerson F. Tormann21:52

Agência Câmara
Reunião Ordinária. Dep. Édio Lopes (PR - RR)
Lopes: proposta berm-vinda, num momento de preços altos e baixa disponibilidade de energia


Brasília (DF) – A Comissão de Minas e Energia aprovou projeto de lei do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PB) que cria o Programa de Geração Distribuída nas Universidades (PGDU), voltado para a instalação de sistemas de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis nas universidades brasileiras e entidades a elas vinculadas.

O projeto (PL 1812/2015) recebeu parecer favorável na comissão. O objetivo da proposta, segundo o autor, é promover o desenvolvimento tecnológico e a capacitação profissional na área de energia renovável. O texto visa ainda a autonomia energética das universidades e o fortalecimento do mercado para equipamentos elétricos.

Recursos

Para garantir a execução do PGDU, a proposta estabelece fonte de recursos e incentivos fiscais. No primeiro caso, o programa contará com verbas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A CDE é um encargo cobrado das faturas de energia elétrica.

Em relação aos benefícios tributários, o texto isenta as vendas de equipamentos para o PGDU das contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Já a venda ou importação de peças e acessórios utilizados na fabricação dos equipamentos ficarão suspensas da exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, desde que as operações sejam feitas pela empresa fabricante dos equipamentos.

Tramitação

O PL 1812/15 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora nas comissões de Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-1812/2015

domingo, 23 de julho de 2017

WLBED 2017 - O presente e o futuro da Engenharia Diagnóstica
Emerson F. Tormann09:30

II Workshop Luso-Brasileiro de Engenharia Diagnóstica

Por Emerson Tormann

A cidade de Santos no Estado de São Paulo sediou um dos maiores eventos internacionais de Engenharia Diagnóstica dos últimos tempos no Brasil. A presença de renomados palestrantes e profundos conhecedores do assunto contribuem sobremaneira para o desenvolvimento do mercado de diagnósticos, perícias, patologias, desempenho e reabilitações das edificações.

O evento teve duração de dois dias, trouxe palestrantes nacionais e internacionais os quais dedicaram profundo conhecimento em prol do avanço da engenharia diagnóstica. São profissionais tarimbados compartilhando experiências com um público tão experiente quanto...

A Engenharia Diagnóstica em Edificações, segundo o especialista Tito Lívio Ferreira Gomide, trata das investigações científicas das patologias prediais, através de metodologias que possibilitem obter dados técnicos para a caracterização, análise, atestamento, apuração da causa ou prescrição do reparo para a patologia em estudo.

“Os temas são de grande interesse da sociedade, dos síndicos e das construtoras visto que nos últimos anos houve uma demanda crescente de processos judiciais decorrentes de falhas construtivas”, afirma o Dr. Mário Galvão Jr. - Engenheiro Civil e membro da Comissão de Estudo Perícias de Engenharia na Construção Civil da ABNT NBR 13752 (ABNT/CE-002:134.003).

Dentre os debatedores estavam Tito Lívio Ferreira Gomide, Jerônimo Cabral P. Fagundes Neto, Marco Antonio Gullo, José Carlos Gasparim e proporcionaram aos participantes o conhecimento da prática, da burocracia e dos elementos técnicos para a realização da perícia, segurança e durabilidade, normas de estrutura, anomalias e diagnóstico de construções em concreto armado.

Gullo-Cabral-Mario_Galvao-Gomide (foto: Emerson Tormann)
Gullo, Cabral, Galvão e Gomide (da esq. p/ dir.)

O curso, atualizado de acordo com o novo Código do Processo Civil, foi uma excelente oportunidade para a reciclagem de profissionais como engenheiros, arquitetos, advogados, técnicos e demais profissionais que queiram atuar como perito judicial ou assistente técnico junto ao Poder Judiciário e Ministério Público, por exemplo.

Os resultados dos diagnósticos são apresentados através dos respectivos laudos técnicos, decorrentes das cinco ferramentas diagnósticas tradicionais, representadas por consultorias, vistorias, inspeções, auditorias e perícias. Os laudos de Engenharia Diagnóstica servem para algumas finalidades, entre as quais estão aos estudos da qualidade técnica ou produção de provas periciais.

As provas periciais de Engenharia Diagnóstica visam a apuração da responsabilidade pela ocorrência da patologia predial, para que se possa indenizar as pessoas prejudicadas.

Além dos palestrantes e debatedores já citados, um time de peso esteve à frente das palestras e do curso. São eles:
  • Professores Antônio Bittencourt, Antonio Guilherme Menezes Braga, Luís Calado (Representante do Municipio de Santos), Eduardo Lafraia (Representante do Judiciário de Santos);
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 1 – Jerônimo Cabral P. Fagundes Neto – J. Cabral e IE
  • Debatedor 2 – Marco Antonio Gullo – MG CONSULT e IE
  • Debatedor 3 – Antônio Guilherme Braga – AG Braga Engenharia e IE
  • Prof. Luís Calado (Técnico – Ulisboa) (Eurocódigos)
  • Debatedor 4 – Douglas Barreto – UFSCar
  • Debatedor 5 – Miriana Pereira Marques – Marques & Marques Engenharia e IE
  • Debatedor 6 – DIRETORIA IE
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 7 – Tito Lívio Ferreira Gomide – Gabinete Gomide e IE
  • Debatedor 8 – José Carlos Gasparim e INBEC
  • Debatedor 9 – Stella Marys Della Flora – Gabinete Gomide e IE
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 10– Renato Sahade - RS Patologia das Construções e INBEC
  • Debatedor 11 - Luciano Gomide – Visto A
  • Debatedor 12 – Ricardo Lyra - IE
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. Luis Calado (Técnico – Ulisboa) 

Mais imagens do evento:











Santos / SP, 23 de julho de 2017

» Saiba mais sobre o II WORKSHOP LUSO-BRASILEIRO DE ENGENHARIA DIAGNÓSTICA