sexta-feira, 29 de julho de 2016

Defensoria Pública do DF recebe blogs e sites em café da manhã
Emerson F. Tormann20:36



Na última semana de julho, um marco para os profissionais da mídia online, que foram recebidos pelo defensor público-geral do DF, Ricardo Batista, no 1º Encontro com Blogueiros do DF. O evento teve o intuito de aproximar os portais de notícia e apresentar os trabalhos e projetos da Instituição. Durante o encontro, o defensor esclareceu dúvidas sobre a instituição e conheceu os blogs participantes.

“Nós sentimos a necessidade de divulgar para a população de Brasília os serviços que nós desenvolvemos. Apesar da Defensoria Pública atender cerca de 600 mil pessoas por ano, nem todos sabem dos nossos serviços e ainda que saibam, não compreendem qual é o nosso papel dentro do Sistema de Justiça”, esclarece o defensor público-geral do DF, Ricardo Batista.

Ele ainda fala sobre a importância desse contato. “Não há muita clareza nem da população e nem do meio jornalístico em geral. Nós precisamos trabalhar isso. Essa informação que nós estamos disponibilizando sobre os nossos serviços e do que é a Defensoria Pública tem que chegar a quem realmente precisa, esse é o maior objetivo deste evento”, afirma.

O evento teve apoio da Associação Brasiliense de Blogueiros de Política – ABBP, do antigo Movimento dos Blogueiros, que agora se chama Movimento dos Produtores de Conteúdo de Brasília – MPC, que incluirá jornalistas da web, sites e os blogs e tem a coordenação do jornalista Eldo Gomes.

Nos termos da Constituição Federal, a Defensoria Pública é instituição permanente, autônoma, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados.

Conheça mais sobre as atividades da Defensoria Pública do DF: A apresentação pode ser vista clicando aqui.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

ONS transmitirá pela internet reuniões do Programa Mensal de Operação Energética
Emerson F. Tormann21:21


O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta quarta-feira, 27, que passará a transmitir ao vivo, pela internet, as reuniões mensais do Programa Mensal de Operação Energética, com representantes da entidade e do setor elétrico. A próxima reunião, marcada para os dias 28 e 29 de julho, será a primeira a inaugurar a prática, que será estendida também às reuniões semanais. Segundo o ONS, o objetivo é dar mais transparência ao processo.

O Programa Mensal de Operação Energética é elaborado mensalmente pelo ONS com a participação dos agentes, mas semanalmente os estudos são revistos e atualizados, definindo as metas e diretrizes a serem seguidas na Programação Diária da Operação Eletroenergética e na Operação em Tempo Real.

As primeiras transmissões serão realizadas através do site do ONS (www.ons.org.br), entre 14h e 18h desta quinta-feira, 28, e das 9h30 às 13h de sexta-feira, 29.

Fonte: Agência Estado

terça-feira, 26 de julho de 2016

Produção de energia eólica cresce 77,1% em 2015, diz EPE
Emerson F. Tormann08:10

A produção de energia eólica no Brasil atingiu 21,6 TWh no ano passado, crescimento de 77,1% na comparação com 2014. A potência eólica atingiu 7.633 MW, expansão de 56,2%. Os dados são do balanço energético publicado nesta sexta-feira, 22 de julho, pela Empresa de Pesquisa Energética. O relatório traz em detalhes a contabilização da oferta, transformação e consumo final de produtos energéticos no Brasil, tendo por base o ano de 2015.

Segundo a EPE, a matriz elétrica ficou mais limpa em 2015, passando de 74,6% para 75,5%. Isto é explicado pela queda da geração térmica a base de derivados de petróleo e ao incremento da geração a base de biomassa e eólica, o que compensou a redução de 3,2% da energia hidráulica. Porém, a oferta interna de energia elétrica retraiu 8,4 TWh, queda de -1,3% em relação a 2014.

O consumo final de eletricidade no país em 2015 registrou uma queda de 1,8%. Os setores que mais contribuíram para esta redução foram o residencial (-0,7%) e o industrial (-5,0%). Em 2015, o total de emissões antrópicas associadas à matriz energética brasileira atingiu 462,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (Mt CO2-eq), contra 485,1 Mt CO2-eq em 2014.

Em 2015, a oferta interna de energia (total de energia disponibilizada no país) atingiu 299,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep), registrando uma redução de 2,1% em relação ao ano anterior. Parte desta queda foi influenciada pelo comportamento da oferta interna de petróleo e derivados, que retraiu 7,2% no período, em consequência do superávit nos fluxos de exportação e importação destas fontes energéticas. Contribuiu ainda para a queda da oferta interna bruta o enfraquecimento da atividade econômica em 2015, ano em que o PIB nacional contraiu 3,8%, segundo o último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

22/07/16
Fonte: UDOP

Mais três estados isentam ICMS para geração distribuída
Emerson F. Tormann01:43

Com isso, 80% da população brasileira já conta com incentivos fiscais para produzir a própria energia


A população dos estados da Paraíba, Piauí e Rondônia poderá, em breve, instalar sistemas de geração própria de energia e contar com a isenção de impostos sobre a eletricidade trocada com a concessionária local. Os três estados se juntaram as outras 15 federações, mais o Distrito Federal, que aderiram ao convênio Confaz 16/2015. Isso significa dizer que mais 80% da população brasileira está contemplada com a isenção de ICMS, PIS e Confins na microgeração, segundo cálculos da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.

"Agora atingimos 164 milhões de brasileiros beneficiados, o que representa mais de 80% da população", afirmou Rodrigo Lopes Sauaia, presidente-executivo da Absolar, em entrevista à Agência CanalEnergia nesta segunda-feira, 25 de julho. A adesão dos três Estados ao Convênio Confaz 16/15 foi publicada na edição do Diário Oficial da União de 14 de julho. Para que a população possa, de fato, usufruir do benefício fiscal, os Estados precisam publicar um decreto incorporando o benefício a legislação tributária estadual.

"Com isso damos um passo importante ao incentivo da energia renovável e à micro e minegeração no Brasil. A Absolar cumprimenta e parabeniza os três estados pela adesão ao convênio e aproveita a oportunidade para incentivar os oito Estados remanescestes a não ficarem de fora desse processo nacional, de consolidação da atração de investimentos e de empregos de qualidade em energias renováveis através de migro e minegeração distribuída."

No total, fazem parte do convênio Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, existem quase 4 mil pontos de geração distribuída instalados no Brasil, sendo 3,8 mil de origem solar fotovoltaica.

Atualização - Sauaia alertou que o Convênio Confaz 16/15 precisará passar por uma atualização, de modo a contemplar os aperfeiçoamentos incorporados pela Resolução Normativa 687/2015. Segundo ele, os níveis de potência para micro e minegeração considerados na redação original do convênio Confaz estão desatualizados. Os níveis antigos eram de até 100 kW para microgeração e de 100 kW até 1 MW para minigeração. Os novos são de até 75 kW para microgeração e de 75 kw até 5 MW para minigeração.

"É fundamental essa atualização na faixa de potência e acima de tudo na consideração do convênio dos novos modelos de compensação de energia, que são modelo de geração condominial, compartilhada e autoconsumo-remoto", disse o executivo. Ele alertou também para a necessidade de ajustes de redação no convênio a fim de afastar riscos de questionamentos jurídicos e tributários em relação a cobrança de impostos na TUSD.

Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Consumidor
25/07/2016

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Difusão da geração solar fotovoltaica distribuída no Brasil: Desafios e Cenários
Emerson F. Tormann08:01



I- Introdução

A nível mundial verifica-se uma difusão intensa e acelerada da Energia Solar Fotovoltaica relacionada diretamente a dois drivers: transição para uma matriz mais renovável e menos poluidora e aumento, em termos geopolíticos, da segurança de suprimento. Este processo se dá, principalmente, nos países mais desenvolvidos e emergentes com maior densidade econômica, como é o caso da China e Índia. O avanço desta nova fonte de geração deenergia elétrica está contribuindo para o curso de uma revolução tecnológica no setor elétrico, que pode trazer benefícios para o Brasil, independente dos drivers mundiais, pois no setor elétrico brasileiro a principal motivação é a possibilidade de obter redução nas tarifas.

Recentemente, a equipe de pesquisadores do Gesel-UFRJ participou do que foi considerado o mais importante de evento sobre energia solar, realizado no Rio de Janeiro (30-06/01-07-2016) e organizado pelo Grupo CanalEnergia: Brasil Solar Power. Estiveram presentes mais de 1.500 pessoas representando os mais importantes stakeholders, com destaque para a presença do novo Ministro de Minas e Energia, bem como de especialistas e empresas internacionais.

Um dos temas de maior destaque no evento foi a Geração Distribuída (GD), dadas as suas peculiaridades e a potencial de crescimento, impondo e configurando, segundo alguns especialistas, uma mudança de paradigma do setor elétrico brasileiro (SEB). Especificamente para o segmento de mini e microgeração solar fotovoltaica, foram examinadas questões relacionadas com as oportunidades, desafios, e os principais gargalos à difusão desta modalidade de geração.

Entre os especialistas houve consenso de que os pontos que representam, atualmente, os maiores obstáculos ao desenvolvimento da GD fotovoltaica são de três magnitudes: (i)necessidade de inovações no marco regulatório que permitam a comercialização do excedente produzido nos sistemas fotovoltaicos e viabilizem, assim, novos modelos de negócio, (ii) tratamento tributário, e (iii) falta de instrumentos de financiamento para pessoa física. O presente artigo tem como objetivo sistematizar as principais contribuições apresentadas no Brasil Solar Power sob uma ótica analítica eminentemente acadêmica.


II- Comercialização de excedentes

A possibilidade de permitir a comercialização dos excedentes produzidos nos sistemas fotovoltaicos de pequeno porte pode contribuir para incentivar a difusão desta nova fonte e modalidade de geração. O sistema de compensação de energia, em que a eletricidade injetada na rede é tratada como empréstimo a título gratuito, tipo escambo, foi instituído pela Resolução da Aneel n.º 482/2012, que regulamentou o acesso dos sistemas da micro e minigeração à rede de distribuição. Em 2015 a Aneel avançou no aprimoramento desta questão através da Resolução n.º 687/2015, que passou a definir e estabelecer os seguintes parâmetros:

i. Alteração das faixas de potência da microgeração e da minigeração para 75 kW e 5 MW, respectivamente;
ii. Criação de dois novos modelos de negócios: geração compartilhada e instalação de geração distribuída em condomínios;
iii. Extensão do prazo de validade dos créditos de energia de 36 para 60 meses; e
iv. Alteração dos procedimentos básicos de conexão à rede impondo novos condicionantes às Distribuidoras, tornando o processo mais simples e rápido.

Especialistas destacaram que a essência da Resolução da Aneel n.º 687 é o compartilhamento, mas não estando prevista a comercialização de excedentes. Portanto, pode-se prever que a rota regulatória para a GD em duas modalidades (comercialização e compensação) terá que considerar a comercialização dos excedentes agindo assim como instrumento importante para o processo de desenvolvimento da GD, na medida em que ampliaria e viabilizaria novos modelos de negócios.

Nesta direção, foi destacado o papel do comercializador varejista, que poderia atuar como agregador e assim dar mais dinamismo e difusão de novos negócios. Foi identificado que um dos grandes obstáculos à consolidação deste novo agente reside nas incertezas em relação a judicialização, que expõe os comercializadores ao risco de, mesmo mediante o não pagamento do serviço prestado, ter que manter o fornecimento de eletricidade. Esta possibilidade representa um risco financeiro que precisa ser precificado e equacionado pelos agentes e pelo Regulador.

A questão da valoração dos serviços ancilares pode abrir e estimular novos negócios com base em um cenário de maior liberalização da comercialização, atuando como fator capaz de aumentar a competitividade da GD. O desafio estaria atrelado à criação de sinal econômico que permita aos "prosumidores" incluírem no cálculo da taxa de retorno do investimento a receita adicional proveniente da oferta destes serviços. Esta possibilidade seria viabilizada pela instalação de dispositivos de automação nos sistemas fotovoltaicos.


III- A questão tributária

Um fator central identificado como barreira ao desenvolvimento da GD da energia solar fotovoltaica (SFT) é a complexa (e problemática) questão do tratamento tributário. Um forte desincentivo à expansão desta nova fonte foi o Convênio ICMS nº 6/2013, determinando que a base de cálculo do ICMS deveria ser o montante total de energia compensada, o que incluía a eletricidade produzida no próprio painel fotovoltaico. Deste modo, os "prosumidores" (agentes que são, ao mesmo tempo, produtores e consumidores de eletricidade) tinham seu consumo total (energia produzida + energia comprada) tributado, sendo muito negativo para o payback (tempo esperado de retorno do investimento), reduzindo a atratividade dos projetos, quanto mais ele fosse eficiente. Alvo de diversas críticas dos stakeholders, a redação do Convênio foi alterada em 2015, através da publicação do Convênio nº 16/2015, que delegou às Unidades da Federação a decisão de isentar somente a energia produzida pelos sistemas de micro e minigeração distribuída da cobrança de ICMS. No momento, dezesseis estados brasileiros aderiram à nova regra, o que é um avanço que irá se refletir no processo de difusão desta nova tecnologia.

Posteriores alterações no Convênio n° 16/2015, instituídas através do Convênio nº 130/2015, criaram um novo entrave ao setor. De acordo com a nova redação, a isenção fiscal seria aplicável somente a eletricidade produzida em sistemas de micro e minigeração com potência instalada de até 100 kW e entre 100 kW e 1 MW, respectivamente, o que refletia os critérios estabelecidos pela Resolução da Aneel n.º482/2012. No entanto, com a publicação da Resolução n.º 687/2015 foram definidos novos limites de potência diferentes das estabelecidas pela regra tributária.

Outro fator de restrição está presente no artigo 1º do Convênio ICMS nº 16/2015 que permite a cobrança do imposto sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), mesmo no caso dos consumidores enquadrados no regime de tarifa monômia.

Neste sentido, os agentes indicaram a necessidade de ajuste do texto presente nos Convênios ICMS mencionados, com o objetivo de atualizar as faixas de potência, em consonância com a Resolução da Aneel n.º 687, e tornar claro que a tributação deve ser aplicada somente sobre o consumo líquido de eletricidade.


IV - Financiamento

Outro tema que motivou inúmeros questionamentos foi a falta de alternativas de financiamento dos investimentos em GD-SFT. Houve relativo consenso de que faltam instrumentos de crédito que ofereçam condições atrativas para investimento em geração solar fotovoltaica, sobretudo para pessoas físicas. Também ficou evidente que as medidas de incentivo à energia SFT, principalmente em relação ao tratamento tributário e ao financiamento, estão muito atreladas a decisões tomadas na esfera estadual, de modo que há uma grande disparidade entre as políticas adotadas a nível dos estados, e em menor escala, dos municípios do país. Também foi unânime a conclusão de que, mesmo nos estados mais avançados em termos de mecanismos de financiamento, ainda há pouca disponibilidade de crédito para pessoa física.

Nesse sentido é importante destacar a discussão acerca do papel do BNDES e suas linhas de crédito. Não houve discordância sobre a função estratégica do Banco como principal agente financiador do SEB. Mas no caso específico da GD-FV as condições de financiamento oferecidas pelo BNDES foram alvo de crítica por parte dos representantes empresariais. Dada as mudanças no padrão de financiamento do BNDES que vem sendo discutidas, deve-se esperar que a oferta de crédito para pessoas físicas deverá se dar também junto aos bancos privados, onde o custo do financiamento é muito mais elevado.


V- Conclusão

Em linhas gerais, o congresso Brasil Solar Power contribui para sistematizar e consolidar posições importantes sobre os atuais limites mais significativos à expansão da GD. Primeiramente, há um crescente interesse na geração fotovoltaica no Brasil, de modo que o entendimento geral dos especialistas e stakeholders é de que esta fonte e modalidade de geração tem grande potencial no Brasil, potencial que precisa ser incentivado, mas não subsidiado, através de inovações regulatórias e ajustes econômicos adequados na tributação e financiamento para este tipo de fonte e atividade. Em segundo lugar, a possibilidade da comercialização dos excedentes dos prosumidores é uma questão que foi apontada como fator decisivo para a criação de novos modelos de negócios, garantindo, assim, a viabilidade econômica dos investimentos. Esta possibilidade e suas alternativas terão que ser examinadas pela política energética definindo-se uma nova rota regulatória. Por outro lado, a questão do financiamento é, atualmente, um impedimento ao desenvolvimento da geração solar fotovoltaica distribuída. Mas, na atual estrutura legal o tratamento tributário que é dado à geração distribuída solar fotovoltaica consiste em um dos principais gargalos à sua difusão.

21/07/2016
Nivalde de Castro - Professor do Instituto de Economia da UFRJ
Lorrane Câmara - Mestranda do PPED
Max Ramalho - Mestrando do PPGE
Fonte: UDOP

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Eficiência energética e meio ambiente é tema do 13º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética
Emerson F. Tormann17:57

Congresso Brasileiro de eficiência energética é o maior evento sobre o tema do país

Realizado anualmente pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia - ABESCO, o Congresso chega a sua 13ª edição e é referência como espaço de negócios, sensibilização e debate em torno de tecnologias e serviços que garantem a melhoria da competitividade das empresas por meio do uso racional de energia e água.

Levantamentos apontam que a otimização da matriz energética já existente poderia gerar uma redução de até 27% na fatura de energia elétrica de residências e indústrias e uma redução de emissões de gases de efeito estufa de até 23% até 2030. Ou seja, esse estudo elaborado pela PSR Soluções e Consultoria em Energia revela que sustentabilidade, competitividade e redução de custos são apenas alguns dos principais benefícios proporcionados pela eficiência energética. Por isso, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) definiu como tema do 13º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE) a frase “Desperdício de energia é incompatível com o desenvolvimento sustentável e meio ambiente”. O evento acontecerá nos dias 30 e 31 de agosto, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, e já está com as inscrições abertas.

“Sabemos que a eficiência energética é um dos vetores para o equilíbrio do segmento energético brasileiro. Desta forma, reunimos os principais nomes do mercado para discutirmos como eliminar as perdas e alavancar novos negócios, principalmente porque a energia elétrica impacta diretamente no preço final dos mais diversos produtos e serviços. Sem contar que investir em eficiência energética é mais barato que investir em produção de qualquer fonte de energia” explica Alexandre Moana, presidente da ABESCO. Ele afirma que se conseguirmos alcançar a meta assumida pelo governo brasileiro na COP21 de 10% de ganho de eficiência no setor elétrico até 2030, a necessidade de investimentos em nova capacidade cairia 42%.

Em paralelo ao 13º COBEE acontecerá a ExpoEficiência, feira gratuita aberta ao público que reúne os principais players do mercado em um ambiente propício para a realização de network, troca de experiências, parceria e negócios bem como apresentação das novidades do setor em produtos e serviços. Empresas como WEG, EMAC, CPFL, GEBRAS, PRO SOLAR e Ação Engenharia, entre outras estarão presentes.

Neste ano, o COBEE conta ainda com uma área denominada Arena do Conhecimento, um espaço dedicado a apresentação e discussão de temas relevantes e relacionados ao mercado de energia, eficiência energética e sustentabilidade, cujo objetivo principal é oferecer ao público a oportunidade de vivenciar a aplicação de soluções em eficiência energética nas atividades relacionadas ao seu dia a dia.


WEG presente no 13º COBEE
Durante o evento, a WEG irá apresentar suas soluções em eficiência energérica com a palestra: Eficiência Energética em Plantas Industriais.

Outro destaque é novo software de cálculo de economia de energia com a troca de motores elétricos See+.

O programa calcula o potencial de economia que o usuário pode obter com a substituição do motor elétrico em operação, queimado ou novo, por um de maior eficiência, através de dados do motor atual ou a ser adquirido como potência, nº de polos, nº de rebobinagens, quantidade e horas trabalhadas.

Além da economia prevista, em reais (R$) e quilowatt hora (KWh), o See+ apresenta indicadores financeiros como VPL (Valor Presente Líquido) e TIR (Taxa Interna de Retorno). A capitalização dos recursos pode ser simulada por meio de investimento próprio, financiamento e/ou com o programa Plano de Troca WEG.




Serviço
13º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE) e ExpoEficiência
Data: 30 e 31 de agosto de 2016
Horário: 8h30 às 18h30

Local: Centro de Convenções Frei Caneca - São Paulo
Endereço: Rua Frei Caneca, 569 – Consolação, São Paulo/SP
Inscrições: www.cobee.com.br ou pelo telefone (11) 3549-4525


SOBRE O COBEE:
Realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), é o maior evento brasileiro voltado à disseminação de tecnologias e oportunidades em eficiência energética. Representantes das empresas, profissionais e outros interessados em investir no setor poderão participar de palestras e debates e conhecer novas tecnologias, produtos e serviços.


SOBRE A ABESCO:
Fundada em 1997, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que representa oficialmente o segmento de eficiência energética brasileiro, fomentando e promovendo ações e projetos para o crescimento do mercado energético. A entidade atua para disseminar e promover a eficiência energética, uma atividade técnico-econômica que objetiva proporcionar o melhor consumo de energia e água, com redução de custos operacionais correlatos, minimizar contingenciamentos no suprimento desses insumos e introduzir elementos e instrumentos necessários para o gerenciamento energético e hídrico de empresas ou empreendimentos.

Consulte a programação do evento e inscreva-se.

Fonte: Meio Filtrante

Indústria de iluminação investe em LED
Emerson F. Tormann15:47


A proibição da fabricação das lâmpadas incandescentes, que entrou em vigor no início de julho, reforçou a mudança no cenário da indústria de iluminação e incentivou mais fabricantes nacionais de lâmpadas de LED. Para aproveitar â tendência, mais empresas estão se posicionando no mercado. É o caso da ATME Eco Solutions, que vai inaugurar em agosto uma unidade em Jundiaí, interior de São Paulo, para fabricação de lâmpadas e luminárias de LED, com capacidade de produção de 360 mil lâmpadas e 60 mil luminárias por mês.

Devido às mudanças, a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) revisou suas projeções para faturamento do setor de iluminação neste ano. Até então, a expectativa era de baixa de 7% na comparação com 2015. Agora, a associação prevê estabilidade em relação aos R$ 3,9 bilhões do ano passado. Para o segmento de LED, a expectativa da Abilux é de crescimento de 30% na demanda neste ano, ante as 81 milhões de lâmpadas vendidas em 2015.

Para Avi Meizler, presidente da ATME Eco Solutions, as expectativas também são de crescimento no segmento. Os planos da empresa incluem a ampliação da produção mensal de lâmpadas para 720 mil unidades por mês a partir do primeiro semestre de 2017. Em relação às luminárias, usadas em iluminação pública, a produção deve chegar a 86 mil por mês.

Além do mercado brasileiro, a empresa também pretende exportar para países da América Latina. "Acreditamos que vamos exportar em torno de 40% a 50% da produção", disse Meizler. A unidade de produção vai ser inaugurada em agosto, mas, ao longo do processo de expansão da capacidade, no início de 2017 a fábrica deve contar com 70% a 80% dos itens nacionalizados. "A única coisa que vamos continuar importando é o microchip do LED, que realmente não compensa fabricar em escala pequena", disse o executivo.

A importação do LED é uma realidade para todas as indústrias que fabricam essas lâmpadas e luminárias no Brasil. O argumento é que o microchip é caro e, para que sua produção pudesse valer a pena, necessitaria de uma escala muito grande. Por isso, o país que concentra a fabricação do LED é a China, que exporta para quase todo o mundo. Também importam o LED para montagem das lâmpadas e luminárias empresas como a Philips e a GE, por meio da sua unidade Current, powered by GE.

Além de aproveitarem a maior procura por lâmpadas desse tipo pela economia de 85% proporcionada em relação às incandescentes, as fabricantes também miram aproveitar a recente onda de parceiras público privadas (PPPs) em grandes municípios brasileiros para troca da iluminação pública por uma mais eficiente.

"Acreditamos que teremos muito trabalho nos próximos 20 anos, não só no Brasil como em toda a América Latina. Terão que trocar o parque luminoso, tanto no setor público quanto no privado. É uma tendência mundial e o Brasil e a América Latina estão inserinos nela", disse Meizler. A ATME Eco Solutions está avaliando participar de PPPs de iluminação pública no país, dependendo da viabilidade econômica de cada caso.

Em entrevista recente ao Valor, o presidente da Current, powered by GE, Rodrigo Martins, disse que a empresa também negocia contratos para fornecer luminárias para cidades brasileiras. "Há mais de 80 PPPs [parcerias público-privadas] abertas. Sempre tínhamos pensado em trazer a planta para o Brasil", disse o executivo.

Fonte: Valor Econômico
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terça-feira, 19 de julho de 2016

Pesquisa diz que recuo na conta de luz faz inflação perder força
Emerson F. Tormann22:03

Em sete capitais, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,41% na segunda semana de julho, taxa 0,03 ponto percentual abaixo da registrada na apuração anterior (0,44%). A maior influência ocorreu no grupo habitação que passou de uma alta de 0,44% para 0,26%. O resultado refletiu, principalmente, na queda de preço na tarifa da conta de luz (de 0,07% para -0,62%).

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre. Metade dos oito grupos pesquisados indicou decréscimos e, em dois deles, houve quedas: vestuário (de 0,1% para 0,07%) e transportes (de -0,13% para -0,16%).

Em comunicação, o índice teve variação de 0,09% ante 0,1%.


Mais números

Em sentido oposto, foram constatadas elevações nos seguintes grupos: alimentação (de 0,82% para 0,89%); despesas diversas (de 0,50% para 0,59%); educação, leitura e recreação (de 0,72% para 0,76%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,51% para 0,54%) .

As maiores pressões inflacionárias foram verificadas nos seguintes itens: leite tipo longa vida (15,08%); feijão-carioca (42,12%); passagem aérea (21,53%); plano e seguro de saúde (1,05%) e feijão-preto (31,72%).

Já os itens que ajudaram a conter o avanço da taxa inflacionária foram: mamão papaya (-39,90%); cebola (-34,79%); gasolina (-1,25%); manga (-27,88%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,62%).

Fonte: Agência Brasil - ABr
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

A energia solar avança
Emerson F. Tormann16:05

Cada vez mais gente daqui do Brasil tem gerado a própria energia elétrica a partir do sol. Em termos absolutos, a novidade parece insignificante: apenas 3.981 micro e minigeradores num universo de 77 milhões de unidades consumidoras.

Mas o potencial de crescimento é enorme. Em junho de 2015, por exemplo, havia apenas 763 microgeradores. Ou seja, a quantidade de telhados solares instalados por aí foi multiplicada por cinco em apenas 12 meses (veja o gráfico abaixo).

Esse salto na microgeração se deve a, pelo menos, três fatores. O primeiro deles é a redução do preço que a utilização de tecnologia solar fotovoltaica tem proporcionado. Deve-se, por sua vez, ao desenvolvimento de equipamentos mais eficientes e ao aumento da escala de produção na Ásia, na América do Norte e na Europa.

“Nos últimos 10 anos, essa fonte de energia ficou de 70% a 80% mais barata no mundo”, observa o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

É verdade que a alta do dólar em 2015 acabou por frear essa queda de preços, na medida em que cerca de 50% dos equipamentos são importados. Ainda assim, a tendência é de baixa.

O segundo motivo para o salto do número de microgeradores no Brasil é o forte aumento da tarifa da energia elétrica no País nos últimos anos, de 51% apenas em 2015, fator que estimulou o consumidor a buscar outras opções. Com isso, o tempo para amortizar o investimento da instalação de equipamentos de energia solar – apenas com a redução da conta de luz – diminuiu em cerca de um ano quando comparado ao que acontecia em 2014 (veja o Confira).

Já o terceiro impulso que a microgeração vem obtendo é resultado de novos avanços regulatórios, a partir da revisão da Resolução 482 da Aneel no fim de 2015. Desde 2012, as distribuidoras de energia elétrica estão obrigadas tanto a integrar à rede os consumidores que instalem painéis de energia solar como a operar com um sistema de compensação. A conta de luz passou a levar em conta a diferença entre a energia gerada (e repassada à rede) e a consumida. Mas, até a revisão da resolução, só podia usufruir desse sistema quem contasse com telhado próprio, no qual instalasse as tais placas fotovoltaicas.

Desde março deste ano, porém, a Aneel passou a permitir também a chamada “geração compartilhada”, que possibilita a reunião de consumidores (pessoas físicas ou jurídicas), por meio de consórcios ou cooperativas, para que se beneficiem da instalação de painéis fotovoltaicos. Vizinhos de um condomínio, por exemplo, podem se juntar para investir em energia solar. Todo o grupo sai beneficiado pela compensação de energia, mesmo se as placas estiverem no telhado de apenas um deles.

Para o coordenador do Grupo de Pesquisa Estratégica em Energia Solar da Universidade Federal de Santa Catarina, Ricardo Ruther, a nova resolução “coloca mais gente no jogo” e possibilita grande salto no uso desse tipo de energia. “Nem é preciso mais ter um telhado favorável à instalação. O que falta é as pessoas saberem disso”, observa.

CONFIRA:

Quanto custa

O preço de uma instalação de 15 m², suficiente para fornecer energia para uma residência onde vivem quatro pessoas, é de cerca de R$ 12 mil. Essa despesa se paga em cerca de seis anos, apenas com os ganhos obtidos com redução da conta de luz.

“Auto consumo remoto”

Dentro de uma mesma área de concessão, a pessoa física ou jurídica que possuir mais de um imóvel pode gerar energia em um deles e abastecer os outros. Um shopping center, por exemplo, poderia instalar placas fotovoltaicas em todo o teto do empreendimento e compensar essa energia nos seus escritórios. Vale também para quem tenha casa de praia.

Cobrança sem sentido

Até agora, 15 Estados e o Distrito Federal aderiram à norma do Confaz, de abril de 2015, que permite a isenção do ICMS sobre a energia solar assim gerada. Em 11 Estados, no entanto, persiste a aberração de que o consumidor tem de pagar imposto não só pelo que consumiu, mas também pelo que produziu.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Consumo de energia tem alta pontual
Emerson F. Tormann15:33

Termômetro. Avanço no consumo de eletricidade em alguns segmentos industriais no mercado livre nas primeiras semanas do mês pode ser sinal de melhora da atividade nos próximos meses


A alta no consumo de energia em alguns segmentos da indústria no mercado livre, mesmo que pontual, pode ser um indício de retomada do setor. Especialistas atribuem o avanço nas primeiras semanas de julho ante 2015 à recomposição de estoques e exportações.

De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo pelas indústrias de metalurgia e produtos de metal, veículos e manufaturados diversos registrou as maiores altas de consumo neste mês, até o dia 12, ante igual período de 2015.

"O consumo de energia vem sempre depois de investimentos ou retomada dos negócios. Por isso, esse indicador [de energia] reflete aumento de produção para recompor estoques", explicou o economista da Fundação Instituto de Administração (FIA), Roy Martelanc.

Para ele, ainda é cedo para confirmar quais segmentos industriais iniciaram uma retomada de crescimento da produção, embora os indicadores de atividade e consumo já sinalizem algum avanço em certos ramos de atividade.

"Muita coisa pode mudar no País, mas o que vemos agora é uma melhora nas perspectivas sobre a economia, o que pode levar ao aumento da atividade. Mas neste ano não acredito em uma grande reação", disse ele.

Na visão dele, as exportações, que nos últimos meses foram favorecidas pela desvalorização do real frente ao dólar, também ajudam a explicar o aumento no consumo de energia por alguns setores, registrado pela CCEE.

O segmento de veículos, cujo consumo de energia aumentou 6,8% em julho, está exportando mais este ano. No primeiro semestre, os embarques cresceram 14,2% sobre um ano antes, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

"As empresas que exportam podem estar em melhor situação. Mas as recentes mudanças no patamar de câmbio podem reverter essa situação", pontuou. No ano, o dólar acumula recuo de cerca de 17% frente ao real, depois de valorizar 47% em 2015.

Gás

O gerente de planejamento estratégico e competitividade da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Marcelo Mendonça, também vê a expansão do consumo de gás na indústria, nos dois últimos meses, como sinal de que a produção está avançando.

"Não temos dados específicos por segmento da indústria. Mas o consumo está maior, o que nos leva a crer que estamos saindo do fundo do poço e que esse consumo pode continuar crescendo nos próximos meses", afirmou Mendonça.

O economista da FIA estima um aumento no consumo de energia, como um todo, no segundo semestre devido à demanda industrial sazonal. "A indústria deve elevar a produção para atender a demanda de final de ano. Mas não é certeza, porque as fabricantes ainda temem acumular estoques", observa.

Gargalos

Roy Martelanc destacou que, quando a retomada da atividade industrial se confirmar, o setor produtivo voltará a esbarrar nos problemas de abastecimento de energia vistos em anos anteriores. "Apesar do avanço de projetos que ajudaram em alguns problemas de infraestrutura, as deficiências persistem", diz o economista.

Já o representante da Abegás vê nos gargalos do abastecimento de energia no País, uma oportunidade para o setor de gás. Ele aposta no retorno da demanda pelo combustível para geração termelétrica para complementar a matriz energética brasileira quando a atividade voltar a rota de crescimento.

"O setor de gás tem capacidade para atender um aumento de consumo elétrico no Brasil, mesmo em um cenário de atividade industrial aquecida e baixa geração hidrelétrica", avaliou Mendonça. Nem o recente desligamento das termelétricas deve prejudicar o desempenho do mercado de gás, afirmou ele.

A mesma avaliação foi feita pelo sócio da área de óleo e gás da consultoria KPMG, Anderson Dutra. Segundo ele, o principal reflexo do desligamento das termelétricas é a redução no consumo de gás importado da Bolívia. "Mas isso não deve fazer o gás perder espaço como uma das principais fontes da matriz brasileira. Principalmente porque o setor deve atrair novos aportes nos próximos anos."

De acordo com Dutra, o Brasil ainda depende muito da fonte hidrelétrica e os reservatórios não estão nos níveis ideais. "Se tivermos outra seca, as térmicas seguem como uma das principais alternativas e não vejo as outras fontes de geração como eólica e solar avançando o suficiente para complementar a matriz energética", disse ele.


Fonte: DCI

domingo, 17 de julho de 2016

Você é o que lê
Emerson F. Tormann22:42


A segunda edição do evento “Você é o que lê”, bate-papo com os autores Gregório Duvivier, Maria Ribeiro e Xico Sá aconteceu na Livraria Cultura, em Brasília. Representando a atual cena literária, jornalística, artística e cultural brasileira, o trio conduziu uma conversa com o público sobre o mundo da leitura como espelho do mundo contemporâneo.

Segundo Duvivier, jovens e adultos da geração internet não lêem jornais pois a linguagem não é atrativa. Enquanto blogues e páginas de conteúdo literário estão aumentando seu público e crescendo em número de acessos, os veículos mais tradicionais perdem espaço justamente por não acompanhar a evolução linguística.


https://www.facebook.com/etormann/videos/1384187748275714/

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Aneel aprova repasse de R$ 751 mil para os Jogos Olímpicos
Emerson F. Tormann12:35

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a liberação de R$ 751 mil para as obras de fornecimento de energia elétrica temporária para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O recurso, que será repassado à concessionária carioca Light por meio da Conta de Desenvolvimento Energético, pagará o sistema de geração alugado para atender ao International Broadcast Centre - IBC. A informação consta pública no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 14 de julho, conforme despacho n° 1.874.

Fonte: UDOP

Estudo afasta risco de falta de energia no Brasil até 2020
Emerson F. Tormann12:13



A queda na demanda de energia afastou de vez o risco de racionamento do Brasil, pelo menos até 2020. A conclusão faz parte de um estudo elaborado pelo Instituto Acende Brasil e divulgado nesta semana. Mesmo nos cenários de maior estresse, com a demanda alta e atrasos nas obras de expansão, o risco de déficit de energia não passa do patamar de 3,95% (2017), o que é inferior aos 5% historicamente considerados como toleráveis pelo planejamento setorial.

"Não se antevê probabilidade de déficit de energia em nenhum dos cenários estudados até 2020, o que não quer dizer que não tenha oscilações de preços de energia", disse Claudio Sales, presidente da entidade, em entrevista à Agência CanalEnergia.

O estudo buscou avaliar a segurança de suprimento do setor elétrico, bem como realizou um diagnóstico das principais causas da crise vivenciada pelo setor elétrico deste 2013. Segundo Sales, os problemas com as baixas vazões afluentes e os atraso na entrada de operação de novos empreendidos (geração e transmissão) foram potencializados por uma política de contratação de energia "inadequada", pela sinalização "inapropriada de preços", além da "dissonância entre os modelos computacionais oficiais e a política de operação" elétrica.

Sales costuma dizer que houve uma "tempestade perfeita" no setor, expressão que se refere à situação no qual um evento é drasticamente agravado pela ocorrência de uma combinação de circunstâncias, transformando-se em um desastre.

O estudo ainda destaca que a crise levou a uma série de medidas custosas para o consumidor de energia, entre elas a criação da Conta ACR, fundo criado para socorrer as distribuidoras por meio de empréstimos bancários que somam R$ 17,8 bilhões; estabelecimento do regime de Bandeiras Tarifárias, que por conta da necessidade de térmicas elevam o custo para o consumidor; o "realismo tarifário", que aumentou em média 50% a tarifa dos consumidores do país em 2015; e, por fim, obrigou o governo a repactuar o risco hidrológico, cujo pagamento de obrigações da ordem R$ 1 bilhão ainda é incerto.

O estudo ainda traz três sugestões de políticas públicas, as quais são: que o sistema de contratação de energia seja reformulado para permitir melhor gerenciamento do risco; que os modelos computacionais sejam alinhados à política operativa do Operador Nacional do Sistema; e que o governo preserve os sinais tarifários, evitando medidas que causem distorções artificiais nos preços, especialmente em anos eleitorais.

Por fim, Sales demonstrou otimismo diante das declarações da nova equipe de governo quanto ao tratamento dessas questões. "Todas as manifestações que temos percebido da nova equipe do setor elétrico estão alinhadas na direção dessas preocupações, o que nos permite acreditar que os problemas, que não são fáceis, serão tratados da forma adequada, diferentemente do que estava sendo feito no passado recente", concluiu.

» saiba mais

Fonte: CanalEnergia

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ministério do Meio Ambiente (MMA) promove exposição sobre o Mercado de Eficiência Energética no Brasil
Emerson F. Tormann18:35

Exposição: itinerante pelo DF. Foto por Gilberto Soares/MMA


O Crea-DF receberá entre os dias 19 e 23 de setembro, a exposição itinerante para a divulgação da eficiência energética brasileira.

Serão 4 totens interativos, contendo fones acoplados que vão exibir oito vídeos, a serem escolhidos em tela pelo usuário. Idealizada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), a exposição é parte do Projeto Transformação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil (Projeto 3E).

O Projeto

Em parceria com o Fundo para o Meio Ambiente Mundial (GEF) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Ministério do Meio Ambiente lançou na segunda-feira (04/07) o projeto Transformação do Mercado de Eficiência Energética no Brasil (Projeto 3E). O programa visa uma economia de até 4 milhões megawatt-hora de eletricidade nas próximas duas décadas, reduzir a emissão degases de efeito estufa em até 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) e aumentar a eficiência energética (EE) nos setores de edificações brasileiras, comerciais e públicas.

Até setembro a exposição irá percorrer alguns prédios públicos do Distrito Federal, seguindo depois para o Rio de Janeiro.


Fonte: Assessoria de Comunicação do MMA

Investimento global em energia limpa cai 23% no 1º semestre
Emerson F. Tormann18:24



O investimento global em energia renovável caiu 23 por cento no primeiro semestre deste ano em meio ao declínio do custo de instalação de painéis solares e à pausa no ritmo de gastos da China.

Os setores de energia eólica e solar, entre outros, atraíram US$ 116,4 bilhões nos dois primeiros trimestres do ano, incluindo US$ 61,5 bilhões no segundo trimestre, segundo a Bloomberg New Energy Finance, empresa de pesquisa com sede em Londres que monitora os investimentos. A firma também revisou para cima o total de 2015 em quase US$ 20 bilhões, para um recorde de US$ 348,5 bilhões.

"Agora parece quase certo que o investimento global total para este ano não igualará o enorme recorde de 2015", disse Michael Liebreich, fundador da Bloomberg New Energy Finance.

Os painéis fotovoltaicos mais baratos e os custos de financiamento menores reduziram as necessidades de gasto de capital das desenvolvedoras, enquanto as instalações da tecnologia atingiram um recorde. A BNEF disse também que houve uma mudança em direção a mais projetos em escala de rede pública e um distanciamento em relação às instalações de menor escala, o que explica as revisões dos dados de 2015.

O rápido aumento dos investimentos no ano passado coincidiu com a assinatura de um acordo histórico em Paris, envolvendo quase 200 países, para frear a emissão de combustíveis fósseis, vilã do aquecimento global.

A Europa e o Brasil foram as únicas regiões a registrarem aumento de investimento no primeiro semestre deste ano, sendo que os 4 por cento de ganho da Europa foram impulsionados pelo fato de uma série de grandes projetos eólicos offshore terem atingido fechamento financeiro.

Em contrapartida, os investimentos da China caíram 34 por cento, para US$ 33,7 bilhões, em parte porque em 2015 os investimentos eólicos e solares foram maiores do que se pensava. A demanda menor por energia e as mudanças na política do governo também frearam os investimentos no país asiático, disse Liebreich.

No Oriente Médio e na África, o investimento caiu 46 por cento, para US$ 4,2 bilhões, e nos EUA teve um declínio de 5 por cento, para US$ 23,1 bilhões.

Fonte: Bloomberg

Mais 44 agências da Caixa Econômica Federal receberão sistemas fotovoltaicos WEG
Emerson F. Tormann17:48

Agências do banco nos estados do Ceará, Maranhão e Piauí terão os sistemas em operação até meados de 2017




A WEG S.A. (Bovespa: WEGE3 / OTC: WEGZY) anuncia o fornecimento de mais 44 usinas de geração fotovoltaica para agências da Caixa Econômica Federal nos estados do Ceará, Maranhão e Piauí.

O projeto de energia solar da CEF, que se iniciou com a instalação de um sistema de geração fotovoltaica em uma agencia de Minas Gerais e com os fornecimentos para 42 unidades bancárias no estado de São Paulo e duas unidades no Distrito Federal, chega agora a mais três estados brasileiros. Ao todo os sistemas somarão 6.068kWp, potência que seria suficiente para abastecer 4.500 residências

A WEG vai fornecer todo o pacote elétrico, mão-de-obra de instalação, projetos e engenharia, além de manutenção do sistema pelos próximos três anos. As entregas devem ocorrer até meados de 2017.

“Este é o terceiro projeto que fechamos com a Caixa Econômica Federal. Devido a diferença nas tarifas de energia e nos tamanhos dos sistemas, o retorno de cada uma das instalações será diferente uns dos outros. Contudo, o payback médio esperado está entre 5 e 8 anos”, afirma Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Modelo de negócio do setor elétrico passará por revisão
Emerson F. Tormann22:15


O modelo de negócios do setor elétrico brasileiro passará por uma revisão. O tema será discutido dentro de um programa estratégico de pesquisa e desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica. A chamada pública foi aprovada nesta terça-feira, 12 de julho, durante reunião pública em Brasília. A Aneel quer a participação de todos os agentes para reunir propostas que reduzam os custos de expansão e operação do sistema elétrico.

O P&D está dividido em fases. Os primeiros 20 dias serão utilizados para verificar os interessados, depois haverá mais 141 dias para o envio de propostas, divulgação de resultados, demonstração de interesse na execução e início da execução do projeto. No total, a Aneel acredita que a execução do programa deve tomar mais 18 meses, começando em 2017 para ser concluído em meados de 2018. O relator do processo, o diretor Tiago Correia, esclareceu que nesse cronograma há "produtos intermediários", que podem ser colocados em prática em um período menor. Segundo Correia, a chamada pública P&D nº 020/2016 traz um consenso setorial de que se chegou o momento de se reavaliar o mercado de energia elétrica no Brasil.

A evolução pela qual o setor tem passado tem exigido respostas rápidas e contundentes aos desafios do setor, o que requer aprimoramentos no processo decisório e no modelo de negócios. Some-se a isso outros desafios técnicos, regulatórios e comerciais, como a formação de preço de energia e seu sinal econômico, o aumento da participação de fontes intermitentes, o papel do mercado livre como vetor de competitividade, bem como a difusão da geração distribuída.

Também serão rediscutidos assuntos sobre a devida alocação e rateio de encargos tarifários e subsídios; assim como a revisão da arquitetura do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE face a nova matriz energética e os aprendizados recentes da gestão do risco hidrológico sistêmico e individual.

"Pelo exposto, considera-se oportuno e de grande relevância a elaboração de um estudo aprofundado e sistemático do assunto e a proposição de aprimoramentos no processo decisório e no modelo de negócios do SEB por meio de ampla discussão com os agentes, especialistas no assunto e demais partes interessadas. Espera-se, com isso, um estudo aprofundado, imparcial e sistemático do assunto", relatou Correia.

Fonte: UDOP

terça-feira, 12 de julho de 2016

Aprovado o plano de operação elétrica para Jogos Olímpicos
Emerson F. Tormann22:44


A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou em reunião pública nesta terça-feira, 12 de julho, os procedimentos operacionais do sistema elétrico que deverão ser adotados, em caráter especial, para o suprimento ao Rio de Janeiro e às cidades do futebol nas Olimpíadas Rio 2016. O plano foi elaborado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico em articulação com os agentes de geração, transmissão e distribuição. Os Jogos Olímpicos serão realizados entre 5 e 21 de agosto de 2016, na cidade do Rio de Janeiro, e na modalidade futebol nas cidades-sede Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O plano aprovado indica ações e medidas a serem adotadas pelo ONS e agentes do setor elétrico para ampliar a segurança elétrica nas cidades dos eventos olímpicos e, em especial, nos corredores que atenderão os estádios de futebol. Dentre as ações previstas estão a realização dos testes de autorestabelecimento das usinas selecionadas pelo ONS, testes de desempenho nos sistemas de Controle Automático de Geração - CAG, realização de estudos dirigidos e simulações de recomposição; bem como a instalação de supervisão das subestações de distribuição responsáveis pelo atendimento aos estádios e demais locais de jogos para os centros de controle do ONS.

Foi determinado ainda que as empresas de geração, transmissão e distribuição preparem esquemas de prontidão e sobreaviso para atendimento a ocorrências de grande porte; e o acompanhamento pelas áreas de fiscalização da Aneel do cumprimento das ações pelas empresas envolvidas no atendimento às cidades-sede dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Fonte: udop

Energias renováveis abastecem 83% da oferta de energia elétrica brasileira
Emerson F. Tormann22:33


A geração de energia a partir de fontes renováveis continua em expansão no Brasil. A previsão de abril para a oferta de energia elétrica de 2016 é de 82,8% de renováveis, indicador superior ao verificado em 2015, de 75,5%. Os desempenhos da geração hidráulica, eólica e por biomassa serão determinantes no aumento das renováveis. Já a oferta por combustíveis fósseis terá recuo significativo. Os dados constam no Boletim Mensal de Energia, da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético.

Quando considerada a oferta interna de energia brasileira - toda a energia necessária para movimentar a economia - a estimativa para 2016 é que as renováveis venham a contribuir com 43,5%, indicador superior aos 41,2% verificados em 2015.

Nas previsões, a fonte hidráulica é a que mais se destaca, elevando sua participação de 64% (2015) para 69,5% (2016) na matriz de oferta de energia elétrica, e de 11,3% para 12,5% na matriz de oferta interna de energia. Até abril de 2016, a oferta hidráulica apresenta crescimento de 7,7%.

Ainda no campo das fontes renováveis, a produção de biodiesel teve alta de 7,4% em abril, recuperando parte das perdas verificadas até março. No ano, a produção está negativa em 2,9%, mas até março estava com recuo de 6,5%. No exercício de 2015, a taxa ficou positiva em 15%.

O consumo de etanol automotivo, com taxa negativa de 3,6% até abril de 2016, não repete o excelente desempenho de 18% verificado em 2015. De fato, o consumo de energia em veículos leves vem sendo fortemente afetado pelo desemprego e pela recessão econômica do país.

O consumo total de energia do país previsto para 2016 deve recuar 1,9% de acordo com os estudos de abril, taxa menor do que a prevista para o PIB (algo próxima de -3,5%).

O Boletim acompanha um conjunto de variáveis energéticas e não energéticas capazes de permitir razoável estimativa do comportamento mensal e acumulado da demanda total deenergia do Brasil.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social Ministério de Minas e Energi

A energia como fator de competitividade no setor industrial
Emerson F. Tormann17:43

Especialistas divergem sobre o tamanho do impacto, mas concordam que a energia é relevante no conjunto de itens de competitividade



O custo da energia é fator de impacto da produtividade e competividade da indústria brasileira? Especialistas
do setor divergem sobre o assunto. Em comum, apenas a crença de que a energia é, sim, parte do conjunto de itens que definem a competitividade nacional e que, por menor que seja o impacto, as empresas brasileiras pouco fazem para racionalizar o seu uso.

Luciano Salamacha, professor do Instituto Olímpico Brasileiro e da FGV Management, explica que o impacto vai variar de acordo com o produto e de sua dependência no processo produtivo. “Produtos como o alumínio têm uma forte demanda de energia para serem produzidos (hoje ultrapassa 30% do custo produtivo) e, por isso, são mais suscetíveis às variações de preços como se observou nos últimos anos no Brasil”, afirma, estimando que a energia chega ao setor produtivo no Brasil por, no mínimo, 50%a 100%amais que em outros países que oferecem esse tipo e informação de maneira oficial.

“Entre esses países estão os grandes concorrentes mundiais do Brasil, como Rússia, Índia e China, além de nações mais desenvolvidas como EUA e países europeus”, diz, lembrando queem2007 o Brasil apresentava custo de energia ao setor industrial cerca de 20% mais baixo que a China e que atualmente essa diferença é superior a 140%. Com isso, o professor acredita que qualquer variação no custo da matriz energética brasileira tem um efeito multiplicador.

João Carlos Lopes Fernandes, professor do Instituto Mauá de Tecnologia, afirma que o custo da eletricidade brasileira é o quarto maior do planeta, perdendo apenas para Itália, Turquia e República Tcheca. “No nosso custo estão embutidos os custos das redes de transmissão e distribuição. Países que possuem maior superfície requerem maior extensão das redes.Além disso, o custo depende também da quantidade de energia transmitida por quilômetro de rede”, explica.

O efeito existe, mas, de acordo com Alexandre Moana, presidente da Abesco, não é tão grande como se imagina. Ele lembra que grande parte da fama do custo da energia brasileira se deve à questão cambial. “Se nosso dinheiro se desvaloriza, a conta vai ficando mais baratinha. Agora que o dólar desvalorizou um pouco, nossa conta subiu,mas não é a melhor forma de se comparar”, diz.

O presidente da Abesco acredita que o custo da energia é um fator importante para a competitividade industrial, mas ressalta que sua influência tem sido maximizada. “Com exceção de indústrias eletro-intensivas, como a de alumínio, a energia não tem tanta influência assim na competitividade”, defende.

AÇÕES
De todo modo, há do lado das empresas em geral investimentos voltados à redução do custo da energia em suas operações. Salamacha cita exemplos como a participação em PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) ou a construção de conjuntos geradores próprios movidos a combustíveis fósseis como óleo diesel ou biocombustível, além do gás.

Wagner Cunha Carvalho, especialista em eficiência energética e diretor de relacionamento daW-Energy, concorda. Ele lembra que, na visão das operações industriais clássicas, gasta-se a mesma energia para se produzir a tampa de uma garrafa ou a garrafa inteira. “Isso significa que o empresário considera a mesma energia para tudo. É um
erro”, provoca.

Carvalho defende, por exemplo, a instalação de um medidor por linha de produção. “Há produtos que vão custar R$ 2 em energia e outros que vão custar R$ 0,30.O empresário precisa conhecer de fato qual o custo e pouquíssimas empresas fazem isso no Brasil”.

Outra medida defendida por ele: nas contas de energia das indústrias há uma multa, chamada UFER (Unidade de Faturamento de Energia Reativa), cobrada pela energia não utilizada que retorna para a concessionária. A simples instalação de um regulador de potência pode impedir que a energia retorne, evitando que a multa seja paga. “Há casos de empresas cuja conta de energia é de R$ 1milhão e a UFER, R$ 100 mil. O regulador também melhora a qualidade da energia, aumentando a vida útil de equipamentos”, revela.

Por falar em conta, no caso das indústrias é possível também escolher entre uma série de planos tarifários que variam de acordo com a demanda e o horário. Neste caso, as indústrias devem fazer simulações, identificando qual o plano mais adequado para sua demanda.Ainda sobre a demanda, também é preciso comparar a demanda contratada e a demanda registrada.

“Há empresas que contratam 1000 KVA e só usam 500.O inverso também ocorre e, quando ela ultrapassa a demanda, ela paga o triplo do valor normal”, diz.Carvalho afirma que estas informações ficam perdidas nas contas de luz,mas que é preciso atenção para que não se percam oportunidades de gastar menos e melhor.

Este material é produzido pelo Núcleo de Projetos Especiais de Publicidade do Estadão, sob patrocínio de Siemens.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Ações de energia elétrica impulsionam o Ibovespa
Emerson F. Tormann17:40



Uma série de notícias positivas para as empresas de energia fez aumentar o volume de negócios com os papéis do setor elétrico nos últimos dias. O otimismo dos investidores é motivado pela expectativa de privatizações e de fusões e aquisições no setor elétrico, além da suspensão de algumas medidas polêmicas adotadas há cerca de três anos. A percepção também é de que o governo quer corrigir os erros do passado para que o setor elétrico volte a atrair investimentos.

A expectativa positiva sobre a área de energia começou há alguns dias. Mas, ontem, as ações PN da Cemig tiveram a maior alta do Ibovespa, de 9,75%, e o giro financeiro com os papéis da companhia somou R$ 118 milhões. O resultado mostra um aumento de 430% no volume de negócios desde o dia 2 de junho, quando as ações da empresa movimentaram R$ 22 milhões. Apesar de um aumento percentual expressivo, o volume de negócios com a Cemig ainda pode ser considerado baixo se for comparado com o giro financeiro de Petrobras PN, que movimentou ontem R$ 682 milhões.

As ações PN da Cemig também subiram ajudadas por um relatório produzido pelos analistas do Itaú BBA, que elevou a recomendação dos papéis de venda para neutra e aumentou o preço-alvo das ações de R$ 8 para R$ 10. Os analistas também consideram que a empresa pode ganhar até R$ 4,1 bilhões coma venda de ativos.

As demais ações do setor também encerraram o dia em alta. Os papéis PNB da Copel ganharam 6,57%, as ações PNV da Cesp subiram 4,05%, Eletrobras ON ganhou 8,57% e Eletropaulo PN teve alta de 8,31%. De acordo com o analista Raphael Figueredo, da Clear Corretora, as ações do segmento também são beneficiadas pelo aumento da liquidez no mercado global e de investidores que procuram ativos de renda variável defensivos. "Esse mesmo movimento de alta do setor de energia elétrica tem sido percebido nas ações que compõem o S&P 500, da bolsa americana", disse. As ações do segmento são considerados defensivos porque costumam pagar dividendos e as empresas têm receita certa.

Diante de um cenário global mais positivo, o Ibovespa fechou em alta de 1,54% aos 53.960 pontos. O bom humor começou pelo índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, que subiu quase 4%, depois que o governo de coalização do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ter vencido a eleição para a câmara alta do parlamento no fim de semana. Abe prometeu mais estímulos fiscais, o que renovou entre investidores esperanças de mais injeções de liquidez por parte dos bancos centrais globais. As bolsas europeias e americanas tiveram desempenho positivo e fecharam em alta.

Outras ações com destaque de alta no Ibovespa foram os papéis Petrobras PN, com ganho de 5,28%, e Petrobras ON, que subiu 4,79%. A estatal divulgou que a produção de petróleo e gás subiu 5,6%, em junho, para 2,90 milhões de barris de óleo. A companhia informou também que recomprou 51,87% dos bônus (títulos da dívida) com vencimento em 2018, com cupom de 8,375%.

Dentre os papéis do sistema financeiro, a maior alta do dia ficou com a ação ON do Banco do Brasil , que teve ganho de 4%. Já as ações ON da Vale ganharam 4,13% e Vale PNA teve alta de 3,68%. Na ponta oposta, a ação que teve a maior queda no dia foi BR Malls ON, cujos papéis tiveram desvalorização de 2,48%.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 10 de julho de 2016

Angola inicia programa de produção de energia hídrica
Emerson F. Tormann19:09

A produção de energia hídrica vai ser introduzida em Angola ao longo da próxima década nos termos de um memorando de entendimento assinado pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, com o grupo industrial Privinvest, de acordo com um comunicado enviado à Macauhub.

O memorando foi assinado ao abrigo do Plano de Segurança Energética 2025 de Angola, através do qual o governo pretende atingir uma produção de 9000 megawatts de energia eléctrica até 2025, com prioridade especial para a energia hídrica.

No comunicado, o grupo Privinvest afirma ser líder na produção de energia hídrica, sector onde entrou em 2012, com as suas subsidiárias Constructions Mécaniques de Normandie (CMN) e Hydroquest a conceberem e fabricarem turbinas especiais para utilização em rios e no mar.

Nos termos do memorando, a Empresa Pública de Produção de Eletricidade (Prodel) e a Privinvest vão constituir uma empresa em regime de parceria que será inicialmente responsável pela construção e operação de parques hídricos em Angola.

A Prodel comprometeu-se em comprar toda a produção eléctrica que a parceria venha a produzir, estando previsto o início das operações em três locais de teste, que terão uma produção combinada de 12 megawatts.

A Palomar Capital Advisers, subsidiária do grupo Privinvest, foi mandatada pelo governo de Angola para estruturar o financiamento do projeto, que será garantido pela República de Angola.

Fonte: Macauhub

Lei que incentiva o uso de energia solar no Rio Grande do Sul é sancionada
Emerson F. Tormann00:25

LABORATÓRIO DE ENERGIA SOLAR - LABSOL
Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Porto Alegre - RS - Brasil

08/07/16 - O Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, sancionou na última quarta-feira, 6 de julho, o Projeto de Lei do deputado Marcelo Moraes (PTB), transformado na lei estadual 14.898, que institui a Política Estadual de Incentivo ao Aproveitamento da Energia Solar. O projeto visa estimular a geração de energia fotovoltaica (energia produzida a partir de luz solar), racionalizar o consumo de eletricidade e de outras fontes para implantar sistemas ecologicamente corretos, englobando o desenvolvimento tecnológico, em empreendimentos particulares e públicos, residenciais, comunitários, comerciais e industriais.

Segundo o deputado Marcelo Moraes, a iniciativa almeja fomentar a geração de energia, criar alternativas de emprego e renda, criar linhas de financiamento, apoiar a implantação e o desenvolvimento de projetos que contemplem, como fonte subsidiária, a utilização de equipamentos de energia solar. Também estimula parcerias entre os órgãos municipais, estaduais e federais para o uso e a comercialização dos produtos da energia solar.

Fonte: UDOP

ABB quer conquistar até 30% do mercado solar
Emerson F. Tormann00:00


Multinacional vê perspectivas positivas para o avanço no Brasil, que deverá ser um dos 10 maiores do mundo em termos de capacidade instalada em 2020


A multinacional ABB está otimista com o avanço do mercado solar fotovoltaico no Brasil. A companhia vê no país um dos mais promissores potenciais de crescimento na fonte ao ponto de indicar que até 2020 deverá ficar entre os 10 maiores do mundo. E a meta da empresa é ambiciosa, estabeleceu alcançar uma fatia de mercado entre 25% e 30% tanto para a geração distribuída quanto para a geração centralizada.

De acordo com o líder da área de iniciativa solar da ABB, Bruno Monteiro, outro segmento que a empresa atua para atender o setor solar é o da conexão, nesse mercado a empresa já assegurou o fornecimento de subestações para 500 MW de potência dos projetos que foram viabilizados nos leilões de energia de reserva de 2014 e de 2015.

Especificamente para a geração solar, explicou Monteiro, a empresa atua como fornecedora de equipamentos. Vai desde o inversor até a proteção de sistemas. Essa parcela de uma planta solar representa cerca de 25% do investimento e que hoje, no caso da ABB apresenta 60% de nacionalização e já pode ser financiado pelo Finame do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

“A empresa tem alguns pilares de negócios e energia renovável definitivamente é um deles no Brasil”, comentou Monteiro. “O mercado solar no Brasil estará entre os 10 maiores em termos de energia solar no mundo em base instalada e isso é que impulsiona a empresa em investir. Entendemos que até 2020 teremos boa base instalada com cerca de 8 GW”, acrescentou o executivo da ABB.

Esse otimismo da empresa está amparado tanto no avanço da geração centralizada como na distribuída. E ele conta que na centralizada o momento pelo qual o Brasil passa assemelha-se ao vivenciado quando da inserção da eólica em seus primeiros leilões para o mercado regulado. Ele que esteve no segmento eólico da ABB naquele período, conta que a mesma incerteza que o setor elétrico apresentou em 2009 é o mesmo de hoje em dia em termos de fornecimento de equipamentos e a atratividade de fabricantes. “Uma política de nacionalização da produção, de fato, puxa o desenvolvimento da indústria local e eu não tenho dúvidas de que teremos fabricantes de módulos solares e outros mais como vemos os anúncios, isso realmente vai acontecer”, indicou.

A empresa vê na geração centralizada uma tendência de mercado no mundo onde as capacidades estão evoluindo, assim como ocorreu com a eólica. Nesse sentido, para a solar está cada vez mais claro que os inversores de conexão estão migrando de 1 mil para 1,5 mil Volts um fator que ajuda na redução de custo do projeto. No Brasil, comentou Monteiro, ainda não está claro se o mercado seguirá por esse caminho até porque é necessário ver de fato as primeiras plantas solares sendo instaladas por aqui, excluindo os da Enel Green Power que estão sendo financiadas pela própria empresa. Aliás esse não será o modelo dominante no Brasil, a maioria dos projetos solares deverão contar com o apoio do BNDES que é o grande financiador da expansão do setor elétrico e não será diferente com a solar.

Em geração distribuída a ABB projeta uma participação semelhante ao que tem como objetivo na centralizada, que é de 25% a 30%. Em termos de capacidade instalada o tamanho do mercado estimado é de 4,5 GW até 2024 e atua no fornecimento de inversores. Apesar de ser de menor porte que a centralizada essa classe de equipamentos para projetos de 5 MW são os mesmos para a GD. “A previsão do nosso plano de negócios está alinhada com a da Aneel que é de ter até 2024 algo em torno de 4,5 GW em sistemas conectados. Se olhar que hoje temos algo como 29 MW instalados, vemos que o crescimento deverá ser fantástico e se realizado estará em 1,2 milhão de residências, é algo muito grande”, destacou o executivo que disse acreditar que mesmo com as dificuldades econômicas, momentâneas o segmento deverá apresentar esse desempenho esperado.

Fonte: Agência CanalEnergia

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Fim da venda das lâmpadas incandescentes tem efeitos no bolso e na natureza
Emerson F. Tormann18:30

Primeiro, foram as incandescentes acima de 100W. Depois, sumiram das prateleiras as lâmpadas de 60W e 40W. Nesta quinta-feira (30), todas as incandescentes comuns deixam de ser vendidas no atacado e varejo. Essa medida inclui até mesmo as lâmpadas menores, de 15W a 40W usadas em fogões.

Banida por sua ineficiência energética, a saída das incandescentes do mercado tem efeitos diretos no bolso, no meio ambiente e nos olhos do consumidor.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), uma lâmpada incadescente comum converte 95% da energia utilizada em calor e apenas 5% em luz. Por isso, o governo federal estabeleceu um cronograma de banimento gradual do modelo que começou em 2012 e termina nesta quinta-feira 30 de junho de 2016. Além disso, a produção de calor gera maior quantidade de CO2, contribuindo para o efeito estufa.

Atualmente, o consumidor já encontra como opção três outros tipos: incandescente halogênea, fluorescente (compacta e tubular) e a de LED, que consome menos energia, mas costuma ser mais cara. Em nota, a Abilux defende que a proibição estimula "a adoção de opções mais econômicas e duráveis”, que são adotados em outros países como China, Reino Unido, Estados Unidos, Argentina, entre outros.


Efeitos no meio ambiente
A lâmpada halogênea usa um filamento do metal tungstênio, igual à incandescente comum, e um gás da família dos halogêneos. Contudo, a classificação do Inmetro de eficiência energética continua sendo a pior das três opções, perdendo apenas para a incandescente comum (D).

A lâmpada fluorescente tornou-se uma das opções mais preferidas do consumidor pelo preço. Preenchida com um gás tóxico, o mercúrio, ela exige descarte especial para não afetar a natureza.

Já a lâmpada LED é apontada com a alternativa mais eficiente. Utiliza o gás gálio e um componente eletrônico, o diodo, que controla o sentido da energia. Comparação da AOD Brazil aponta que uma lâmpada LED tem um ciclo de vida seis vezes maior que uma fluorescente compacta.


Efeitos nos olhos

O olho humano se adapta rapidamente ao índice de luminosidade no ambiente. Muitas vezes não são perceptíveis as diferenças entre as intensidade da luz de cada modelo e qualidade da cor.

As incandescentes possuem temperatura da luz mais próxima do amarelo, medidas em 2.700 Kelvins (o equivalente a 2.426 graus Celsius), consideradas assim como uma luz quente. Além disso, o Índice de Reprodução de Cor (IRC) de uma incandescente é de 100%. Nesse sentido, as halogêneas são as únicas a atenderem totalmente o IRC, reproduzindo fielmente as diferentes tonalidades dos objetos.

As lâmpadas de LED possuem um IRC de 80%, que ainda é considerado bom. Elas também estão entre as luzes quentes, oscilando entre 2700K e 3100K. Designers de interiores recomendam luzes amareladas para ambientes mais aconchegantes e confortáveis.

Do outro lado, estão as lâmpadas fluorescentes também possuem IRC de 80% e costumam ser vendidas na temperatura de 6500K, sendo uma luz fria. Mais próxima do branco-azulado, assemelha-se a luz de um dia de céu semi-nublado ao meio-dia. São indicadas mais para ambientes que exigem produtividade. Mesmo assim, existem opções de fluorescentes de 3100K, mais amareladas.
Efeitos no bolsos

De acordo com os comparativos técnicos da AOD Brazil, uma lâmpada de 75W incandescente utilizada 8 horas por dia durante um ano gasta nove vezes mais do que uma lâmpada de LED de 9W. A mesma lâmpada de 9W gasta a metade de uma fluorescente compacta comum de 18W. Mesmo assim, o preço da fluorescente no mercado costuma ser mais competitivo.

Por isso, na hora de comprar, o consumidor pode considerar o custo-benefício com uma estimativa simples: calcule quanto está custando uma lâmpada de LED de 9W, que dura aproximadamente 50 mil horas e quanto gastaria com 38 lâmpadas fluorescentes de 18W, necessárias para funcionar aproximadamente pelo mesmo tempo de 50 mil horas. 




Fonte: EBC

Carros elétricos chineses desembarcam no Ceará
Emerson F. Tormann18:11

  

Um programa inédito de compartilhamento de automóveis lançado no início desta semana em Fortaleza (CE) abriu as portas do país a carros elétricos de origem chinesa. Dois modelos importados da China — o pequenino Zhi Dou, do pouco conhecido Xindayang Group, e o crossover E6, um hatch com características de perua produzido pela BYD — foram escolhidos para compor a frota do serviço, que começa com cinco veículos, mas que, conforme o cronograma do projeto, já terá 20 unidades rodando na capital cearense a partir de setembro.

Responsável pela iniciativa, a Hapvida, maior operadora de saúde no Nordeste, investe R$ 7 milhões no que é o primeiro serviço público de carros compartilhados na América Latina, reproduzindo no Brasil um modelo implementado em Londres e Paris. A intenção do grupo não é fazer do "carsharing"— como o serviço é conhecido em inglês — um novo negócio, mas sim divulgar e vincular seu nome a uma alternativa de mobilidade sustentável, estampando sua logomarca em veículos de emissão zero.

A operação, ainda em fase de demonstração, começou na segunda-feira. A ideia é alcançar 50 mil usuários no primeiro ano. O projeto prevê 12 estações onde eles poderão retirar e entregar os carros. A distância média entre as estações, que também servem de postos de recarga das baterias, é de sete quilômetros.

Para gerenciar a operação, a Hapvida contratou a Serttel, a mesma empresa responsável por administrar o compartilhamento de bicicletas em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Interessados no serviço precisam se cadastrar no sistema e, após habilitado, baixar o aplicativo por onde conseguem reservar e obter uma "chave virtual" para destravar e travar os veículos. É cobrada uma taxa de adesão mensal de R$ 40,00, que pode ser revertida em crédito para aluguel dos automóveis. O usuário paga R$ 20,00 para utilizar o carro por até meia hora. No que passar disso, são cobradas taxas, descontadas do cartão de crédito, que variam de R$ 0,40 a R$ 0,80 por minuto de uso. A receita gerada pelo serviço fica com a Serttel.

Há pouco mais de três meses, a General Motors (GM) começou a testar o modelo de compartilhamento de carros com funcionários de sua fábrica no ABC paulista. A ideia da montadora é, até o fim deste ano, levar o serviço a um condomínio residencial de São Paulo. Sete carros do modelo Cruze foram colocados à disposição dos trabalhadores da fábrica da GM em São Caetano do Sul. Via desconto na folha de pagamento, eles pagam R$ 35,00 por hora de uso do veículo ou R$ 210,00 por um aluguel do carro por 24 horas.

Segundo um estudo da consultoria Boston Consulting Group (BCG), o número de adeptos do "carsharing" vai saltar de 5,8 milhões para 35 milhões de pessoas em todo o mundo até 2021. O impacto nas vendas de veículos novos, no entanto, deve ser inexpressivo, na avaliação da casa, já que a maioria dos motoristas não deve abdicar totalmente de ter o carro próprio. Ao mesmo tempo, cerca de um terço das vendas perdidas será compensada pela própria demanda vinda das frotas de automóveis compartilhados em grandes centros urbanos.

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Energia solar faz empresário diminuir conta de luz de R$ 4 mil para R$ 80
Emerson F. Tormann15:43

Proprietário de um posto de combustível instalou painéis solares no telhado.
Fábio Lucena calcula que, em oito anos, conseguirá recuperar valor investido.


Apesar de a tecnologia permitir o aproveitamento da luz do sol para gerar energia solar, oferecendo uma possibilidade de economia e de preservação do meio ambiente, os equipamentos não são populares porque ainda são caros. Mas isso não foi um obstáculo para um empresário do Recife que fez as contas e percebeu que, em oito anos, conseguirá pagar o investimento e, praticamente, não se preocupar mais com conta de luz. [Veja vídeo]

Fábio Lucena, dono de um posto de combustíveis na Avenida Norte, não pensou no valor do investimento, mas sim na economia de energia a longo prazo. A conta de luz do estabelecimento apenas não era mais cara do que a folha de pagamento dos funcionários: passava dos R$ 4 mil. Atualmente, após a instalação de painéis solares no telhado, a conta não chega a R$ 80.

Através da energia solar, empresário Fábio Lucena conseguiu diminuir conta de luz do posto de combustível que ele possui (Foto: Reprodução/TV Globo)

Com a economia na conta de energia, o empresário conseguiu investir no posto. Além de ter ampliado o número de funcionários de 9 para 19 profissionais, aumentou o horário de funcionamento. Antes, o estabelecimento não abria aos domingos e fechava sempre às 22h. Agora funciona durante 24 horas, todos os dias da semana.

“Ainda vamos começar a pagar o financiamento, que tem carência de seis meses, e a parcela média vai dar R$ 4 mil por mês durante oito anos somente. O que eu gastava de energia já não gasto mais, pois meu projeto sobra energia. E utilizo na ampliação dos negócios do posto”, explica o empresário Fábio Lucena.

Instalação em casa
Em uma casa, o sistema de energia solar precisa, basicamente de um medidor especial, que garante que nada queime, deixando a energia solar em 220 volts, controlando a carga e evitando curtos-circuitos. Essa estrutura é vendida pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), mas apenas um profissional com um curso na área pode instalar esse sistema.

Os preços variam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil para instalar em uma casa de 200 metros quadrados. “A Celpe supervisiona a instalação em relação à qualidade do medidor instalado. Com toda a instalação estando de acordo com as normas vigentes, a Celpe aprova, e a pessoa já começa a fornecer. Não é possível gerar sem o consentimento da Celpe”, orienta o professor Marcos André de Almeida.

Fonte: G1/PE

‘Cinesolar’ oferece sessão de cinema gratuita usando energia solar, em GO
Emerson F. Tormann10:51

Projeto itinerante passa por Cavalcante, Alto Paraíso e Engenho II.
Iniciativa leva produções nacionais para locais onde não há cinema.


Projeto Cinesolar exibe filmes nacionais de graça em cidades de Goiás (Foto: Divulgação)

O projeto Cinesolar, que exibe filmes de forma gratuita a partir de energia solar, chega a Goiás nesta quarta-feira (6). O grupo leva filmes nacionais para cidades em que não há cinema em todo o Brasil e, nesta semana, passa por Cavalcante, Alto Paraíso de Goiás e pelo povoado kalunga Engenho II, uma comunidade formada por descendentes de escravos que se refugiaram em quilombos.

A idealizadora do projeto, Cynthia Alario, explicou que a equipe procura levar o cinema de forma sustentável para quem não tem acesso à arte, divulgar a produção nacional e mostrar as vantagens de energias renováveis, como a solar. Segundo ela, a ideia foi inspirada em um programa holandês que funcionava de forma similar.

“Eu já trabalhava com cinema e queria uma forma de divulgar o trabalho nacional, que é muito pouco visto, então fui participar de um encontro de cinema itinerante latinoamericano para discutir essa questão e buscar novas ideias. Um grupo da Holanda foi convidado e eles tinham um cinema solar. Eu achei a cara do Brasil e comecei a pensar no projeto, mas não dava para ter só um cinema que funcionava com energia solar, era preciso uma estação móvel de arte, sustentabilidade e cinema”, contou ao G1.

Cynthia explicou que o Cinesolar viaja pelo país em uma van equipada com uma placa fotovoltaica, ou seja, que capta energia solar enquanto viaja, e equipamentos que a transformam em energia elétrica para carregar baterias que vão ser usadas nas projeções dos filmes. Eles também levam material para montar uma tela de 200 polegadas em área aberta e equipamento de som, além de cadeiras para o público se acomodar de frente à tela.

“Quando chegamos a uma cidade procuramos sempre um espaço onde as pessoas podem pegar outros bancos e quem quiser levar sua própria cadeira também é muito bem-vindo, fazemos de tudo para atingir o máximo de pessoas possível. A média de público costuma ser de 200 pessoas, mas já fizemos mostra para 700”, contou.

Filmes são projetados em tela de 200 polegadas em locais abertos (Foto: Divulgação)

A programação, segundo Cynthia, começa sempre com a exposição de curtas metragens sobre sustentabilidade. “Temos vários curtas e a nossa escolha varia de acordo com o público que identificamos na hora, depois exibimos um longa. Em Cavalcante e Engenho II vamos exibir ‘O Palhaço’, do Selton Melo, e em Alto Paraíso uma produção brasileira em parceria com a Índia, o ‘Sachcha – Uma Jornada Eterna’”, adiantou.

Além do cinema, o Cinesolar também busca levar conhecimento a respeito de energias alternativas para as comunidades através da Exposolar. Na mostra, que acontece junto com a projeção, é possível encontrar um boné que tem uma placa solar na aba para mover um ventilador pequeno dentro, lanternas solares e até um ventilador que funciona com energia magnética.

“A ideia é mostrar que existem várias coisas acontecendo hoje no mundo que são mais econômicas e sustentáveis. O público fica geralmente muito espantado. Eles também perguntam por que não temos mais dessas formas de energia no Brasil e fica essa dúvida, algo para a gente pensar. Nosso país tem potencial para isso, mas continuamos construindo usinas hidrelétricas que têm tanto impacto ambiental e na população indígena”, pontuou.

Um dos filmes que será exibido em Goiás durante a passagem do Cinesolar é O Palhaço (Foto: Divulgação)

Experiência
A idealizadora do projeto conta que o grupo já viajou para dezenas de cidades no Brasil e já levou o cinema até para uma comunidade que não tinha energia elétrica no Piauí.

“Muitas pessoas que participam nunca tiveram a oportunidade de ir ao cinema e depois me agradecem, elogiam, as senhoras falam que vão nos colocar nas orações delas. É emocionante poder fazer algo legal para as pessoas, principalmente essas que não são vistas. Eles nos perguntam: ‘Como você veio parar aqui? Como descobriu a gente? Ninguém olha para a gente’. É uma grande troca para nós, aprendemos muito com o público”, contou.

Programação
Dia 6 – Cavalcante, em Goiás – na Feira Municipal
Às 18h30 começa a exibição de curtas, com temáticas sustentáveis, voltadas para as crianças.
Às 19h30 começa o longa “O Palhaço”.

Dia 7 – Povoado Engenho II, no Barracão Digital, próximo a Cavalcante, em Goiás.
Às 18h30 começa a exibição de curtas, com temáticas sustentáveis, voltadas para as crianças.
Às 19h30 começa o longa “O Palhaço”.

Dia 8 - Alto Paraiso, em Goiás – na Praça do Bambu*
Às 18h30 começa a exibição de curtas, com temáticas sustentáveis, voltadas para as crianças.
Às 19h30 começa o filme documentário “Sachcha – Uma Jornada Eterna” (sobre a jornada de
Sri Prem Baba.

*Em caso de chuva o evento irá para a Praça do Artesão, dentro do CAT – Centro de Atendimento ao Turismo.

Fonte: G1/GO

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Aneel marca leilão para setembro
Emerson F. Tormann15:49


O governo do presidente interino, Michel Temer, vai testar o interesse de investidores em concessões do setor elétrico. A segunda etapa do leilão de transmissão foi definida ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e será realizada em 2 de setembro. Ao todo, 22 lotes serão ofertados e os investimentos previstos somam R$ 11,8 bilhões. A agência reguladora prevê a criação de 24 mil empregos durante as obras de construção. Os especialistas alertam, no entanto, que no último certame, dos 24 lotes ofertados, 10 tiveram salas vazias, e apenas 53% da estimativa da Aneel se confirmou.

Os lotes estão localizados nos estados da Bahia, de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba e somam 6,6 mil quilômetros de linhas de transmissão. Todos os lotes terão prazo de entrega de 60 meses — exceto um, o lote 20, de 48 meses. A Receita Anual Permitida (RAP) máxima será de R$ 2,012 bilhões. Ganha quem oferecer o maior deságio em relação a essa receita. Os contratos de concessão deverão ser assinados em 18 de novembro.

O presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, lembrou que no leilão anterior não houve interesse por 10 dos 24 lotes. Da RAP total de R$ 2,5 bilhões, só R$ 1,36 bilhão foi contratado, 53,7% do total. Por conta disso, o Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu não incluir nessa segunda etapa os 10 lotes que não foram negociados no certame de abril.

“O desafio de setembro é da mesma ordem de grandeza. Agora são 22 lotes, ante 24. Eram 6,9 mil quilômetros de linhas; agora são 6,6 mil km. A quantidade de empregos é compatível. Dos R$ 12,2 bilhões em investimentos, agora a projeção é de R$ 11,8 bilhões”, comparou. Para ele, o que melhorou foram os prazos, que agora vão até 60 meses.

Outra novidade, explicou Sales, é o conceito de projetos condicionantes. “Se não tiver a oferta para o lote número 2, não saem os demais. É uma abordagem mais realista para o planejamento do projeto. No formato, tem mais coerência. Mas o desafio ainda está em cima da mesa”, alertou.

Para Alexei Vivan, presidente Associação Brasileira das Companhias de Energia Elétrica (ABCE), a expectativa é de que o resultado seja melhor do que os outros, porque o MME retirou os lotes problemáticos. “Enquanto não se tem solução do cenário político, investimentos de longo prazo geram preocupação. Por conta do risco que vão assumir, os investidores ficam esperando uma remuneração melhor”, explicou.

Privatização

A companhia energética mineira Cemig contratou três bancos de investimento para preparar a venda de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e uma unidade de distribuição de gás. A iniciativa é parte dos esforços da segunda maior empresa de distribuição de energia do Brasil para reduzir a dívida, que atingiu R$ 13 milhões em março. Controlada pelo governo de Minas Gerais, a Cemig espera levantar R$ 1,7 bilhão com a Gasmig. O Itaú BBA deve preparar a venda da unidade de gás; Banco do Brasil e BTG Pactual, as das 24 PCHs.

Fonte: Correio Braziliense