segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Deputado vai propor audiências públicas para projeto que altera regras de acesso ao ACL
Emerson F. Tormann21:37

Fábio Garcia está recebendo contribuições de associações para o PL 1917 sobre a portabilidade da conta de luz


Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados traz profundas mudanças no mercado de energia elétrica. O PL 1917/2015 prevê, entre outros temas, que a partir de 2022 todos os consumidores possam escolher seu fornecedor de energia, ou seja, todos os consumidores serão potencialmente livres. Para que isso ocorra, diversos parâmetros utilizados atualmente precisam ser revistos. Por isso, o relator do processo na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Fábio Garcia (PSB-MT), planeja realizar diversas audiências públicas sobre o tema antes de encaminhar seu parecer para votação na comissão.

"Nós estamos incentivando que os representantes do setor elétrico nos passem suas contribuições ao PL para que a gente possa analisar como cada segmento do setor de energia enxerga esse projeto", contou o deputado em entrevista à Agência CanalEnergia. Segundo ele, a ideia é dar encaminhamento a algumas soluções propostas pelos agentes e também dar o devido tratamento a algumas preocupações que possam ser apresentadas.

O projeto traz inúmeras mudanças, permitindo, por exemplo, que o mercado livre participe dos leilões de expansão, tenha direito à cotas das hidrelétricas amortizadas, tendo tratamento isonômico ao mercado cativo. Garcia contou que assim que retomarem os trabalho na comissão, no mês de março, será proposta a realização de duas das audiências públicas, sendo a primeira ainda em março e a outra, possivelmente, em abril.

"Ao tentar ampliar o mercado livre no Brasil, a gente precisa fazer isso dando segurança e conforto para os agentes e entes do setor, para que ele possa funcionar adequadamente. Esse é um setor bastante complexo que quando se mexe em uma peça do tabuleiro, impacta em outras questões do setor", comentou. O deputado afirmou que o projeto tem um bom apelo, dando a possibilidade do consumidor escolher o seu fornecedor de energia, mas que é necessário explicar aos demais parlamentares os impactos que isso pode causar no setor. Depois de passar pela Comissão de Minas e Energia, o PL seguirá ainda para as comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fábio Garcia também é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Redução do Preço da Energia. Ele explicou que a frente tem a participação de mais de 200 parlamentares e o objetivo é trabalhar pela redução do preço da energia elétrica no Brasil. Dessa forma, conta, serão analisados subsídios, tributos, sistema de transmissão, distribuição, diversos componentes da tarifa de energia para que se possa propor sua redução. "Mas essa redução precisa ser real, sustentável, e que no curto prazo não volte contra o próprio consumidor como aconteceu em 2012", apontou.

De acordo com Garcia, alguns temas serão tratados de forma separada pela Frente Parlamentar, como é o caso dos subsídios e da questão tributária. "Vamos chamar representantes do setor elétrico para discutir os subsídios do setor, quais devem permencer, quais são políticas do setor e quais são políticas sociais e como esses subsídios estão sendo repassados ao consumidor de energia elétrica", diz. Como exemplo, o deputado citou a Conta de Desenvolvimento Energético que, segundo ele, tem uma forma injusta de repasse, ao fazer com que consumidores, inclusive os de baixa renda, do Sul, Sudeste e Centro-Oeste subsidiem energia elétrica para os consumidores do Norte e Nordeste, inclusive os ricos.

Na discussão tributária será tratada a questão da tributação das bandeiras tarifárias. O deputado conta que ela é um encargo extraordinário com incidência de tributos estaduais e federais como PIS/Cofins e ICMS. "Isso faz com que a própria necessidade de geração mais cara enseje no aumento de arrecadação do governo. Então, o governo está arrecadando mais quando existe uma crise energética no Brasil", avaliou. Ainda serão tratados temas como a compensação financeira pelo uso do bem público; a expansão do setor, no setido de como se pode aproveitar melhor o potencial hídrico, tendo em vista as questões ambientais; cobrança da Tusd e Tust, entre outros temas. As atividades da Frente Parlamentar também devem ser retomadas em março.

Fonte: CanalEnergia, Mercado Livre

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Ligações de telefone fixo para móvel ficarão até 22,35% mais baratas
Emerson F. Tormann20:35

O Ato nº 50.509, que fixa as novas tarifas, foi publicado nesta sexta-feira, dia 26, no Diário Oficial da União

As ligações locais e interurbanas feitas de telefone fixo para móvel estão mais baratas para o usuário devido à redução dos valores de referência para tarifas de remuneração de redes móveis determinada pela Anatel.

O Ato nº 50.509, que fixa as novas tarifas, foi publicado nesta sexta-feira, dia 26, no Diário Oficial da União.

Houve também a unificação das tarifas das chamadas fixo-móvel local. Assim, o usuário de telefone fixo pagará o mesmo valor para uma chamada local, independente da operadora móvel de destino.

A redução é consequência do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, aprovado pela Resolução n° 600/2012, e abrange chamadas da telefonia fixa para celular, sejam ligações locais ou de longa distância, originadas nas redes das concessionárias da telefonia fixa - Oi (Telemar e Brasil Telecom), Telefônica, CTBC/Algar, Claro/Embratel e Sercomtel - e destinadas às operadoras móveis.

A redução nas tarifas das chamadas fixo-móvel local (VC-1) ficou entre 14,95% a 22,35%, a depender da operadora de origem da chamada.

Por exemplo, o valor a ser pago por um usuário ao realizar uma chamada local fixo-móvel em São Paulo variava entre R$ 0,26 a R$ 0,46 e agora será de R$ 0,24854. No Rio de Janeiro, variava entre R$ 0,27 a R$ 0,45 e agora será de R$ 0,23831.

 
Concessionária
Redução do VC-1 (%)
Telefônica Brasil S.A.
14,95%
Sercomtel
17,80%
Brasil Telecom S.A.
18,52%
Algar Telecom
19,25%
Telemar Norte Leste S.A.
22,35%


Nas chamadas de fixo para móvel em que os DDDs dos telefones de origem e de destino da ligação têm apenas o primeiro dígito igual (VC-2 - exemplo: DDDs 61 e 62), haverá redução entre 9,15% a 14,04%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes desta revisão tarifária, um cliente do Plano Básico da Brasil Telecom S.A. (DF), por exemplo, pagava R$ 0,77506 para realizar uma chamada de DDD 61 para DDD 62. Agora este mesmo usuário pagará R$ 0,69919 para este tipo de chamada.

 
Concessionária
Redução do VC-2 (%)
Telefônica Brasil S.A.
9,15%
Brasil Telecom S.A
9,79%
Claro S.A.
9,91%
Sercomtel
10,38%
Telemar Norte Leste S.A.
13,06%
Algar Telecom
14,04%
Nas ligações, em que os primeiros dígitos dos DDDs do telefone fixo e do telefone móvel são diferentes (VC-3 - exemplo: DDDs 31 e 41), a redução será entre 7,73% a 11,80%, a depender da operadora de origem da chamada. Antes desta revisão, por exemplo, um cliente do Plano Básico da Telemar Norte Leste S.A. em Minas Gerais pagava R$ 0,87114 para originar uma chamada. Agora este mesmo usuário pagará R$ 0,77484 para este tipo de chamada.

 
Concessionária
Redução do VC-3 (%)
Telefônica Brasil S.A.
7,73%
Brasil Telecom S.A
8,32%
Claro S.A.
8,37%
Sercomtel
8,86%
Telemar Norte Leste S.A.
11,05%
Algar Telecom
11,80%


Mais do que apenas a redução dos valores pagos por minuto de ligação, o usuário se beneficiará também com maior transparência, pois, com a unificação, haverá apenas uma única tarifa para as ligações fixo-móvel.

Documento relacionado

Ato nº 50.509 de 25 de fevereiro de 2016

Fonte: Anatel
Autor: Imprensa
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

100% limpa
Emerson F. Tormann11:37



O governo do Sri Lanka, país que fica ao sul da Índia, anunciou um ambicioso projeto de usar apenas energia renovável para gerar sua eletricidade. Em 2015, as fontes limpas correspondiam a 11% do sistema energético do país. Até 2030, eles planejam ter 1,8 GW de energia renovável, com destaque para a eólica.

Fonte: Jornal do Commercio

Cobrança extra na conta de luz acaba em 1o de abril
Emerson F. Tormann11:03

Com desligamento de térmicas, bandeira verde passará a vigorar e, com isso, consumidor terá uma redução de 6% a 6,5% nas tarifas, de acordo com a Aneel


Cobrança extra na conta de luz acaba em 1o de abril


O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou que a conta de luz trará a bandeira verde a partir de 1º de abril, e as tarifas de energia deixarão de ter cobrança extra, como ocorre com as bandeiras vermelha e amarela. Com isso, os consumidores terão uma redução de 6%
a 6,5% na conta de luz, disse o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

O fim da cobrança extra na conta de luz será possível porque o governo desligará mais 15 usinas térmicas no início de março, o equivalente a 3 mil megawatt (MW). A decisão foi tomada ontem, durante reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Sem esses empreendimentos, será possível poupar cerca de R$ 8 bilhões por ano.

No início de fevereiro, o governo já havia anunciado o desligamento de sete usinas térmicas, com 2 mil MW, o que permitiu o acionamento da bandeira amarela a partir de março e uma economia anual de R$ 2 bilhões. Na bandeira amarela, o consumidor paga R$ 1,50 a mais
a cada 100 kWh de consumo. O primeiro patamar de bandeira vermelha adiciona R$ 3 a cada 100 kWh, e o segundo, R$ 4,50.

De acordo com Braga, a queda do consumo de energia, a entrada em operação de novas usinas e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas em todo o País permitiram dispensar o uso das termelétricas, que geram energia mais cara. "Neste ano, a tarifa de energia
elétrica está efetivamente em viés de baixa", disse o ministro.

Termelétricas

A partir de abril, permanecerão ligadas as termelétricas mais baratas, cujo custo de geração é inferior a R$ 211 por megawatthora
(MWh). Esse grupo de usinas é responsável pela geração de 12 mil MW.

Será a primeira vez, desde outubro de 2012, que apenas as térmicas mais baratas ficarão ligadas no País, e a primeira vez que será possível acionar a bandeira verde desde a criação do sistema, no início do ano passado.

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse que os reservatórios das hidrelétricas no Sudeste/Centro-Oeste atingiram 51% em média. Até o início de maio, quando se inicia o período seco, a previsão do órgão é que o nível fique entre 60% e 70%. Mesmo sem as térmicas mais caras, será possível chegar atravessar toda a seca e manter os reservatórios dessas
regiões em 30%.

"Isso nos dá tranquilidade para tomar essa decisão", disse Eduardo Braga. "Tudo que estamos fazendo é de forma planejada, estudada e prudencial, para que tenhamos posições firmes de redução de custo de energia e de tarifa."

Quando o sistema de bandeiras foi implantado, o País passava por um momento de alta no consumo e de seca, que reduziu o nível dos reservatórios das hidrelétricas e levou ao acionamento de todo o parque de usinas térmicas do País. Por isso, as contas de luz começaram
a cobrar a bandeira vermelha. Quanto menos térmicas são necessárias, mais barata fica a conta de luz.

O ministro disse que a cobrança das bandeiras na conta de luz poderá voltar "se houver um desastre". "A razão de termos esse regime é termos flexibilidade para administrar melhor o custo para a tarifa. Essa gestão continua sendo feita mensalmente", disse.

Pré-sal

Braga disse ainda que a decisão do Senado de tirar a obrigatoriedade da Petrobras de participar da exploração de áreas do pré-sal com 30% nos consórcios foi "fruto da democracia".

"Política é diálogo, e o governo manteve sua posição, mas construiu-se uma posição no substitutivo apresentado pelo Senador Romero Jucá
(PMDB-RR). Foi aprovado um texto que ainda vai à Câmara e, portanto, não é definitivo, que aponta pela manutenção da preferência da Petrobras", afirmou o ministro.

"A Petrobras terá que se manifestar ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que fará a instrução processual para encaminhar à Presidência da República. Não cabe a mim ficar satisfeito ou insatisfeito com o que foi aprovado."

Linha do tempo

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Nível de reservatórios das usinas do Sudeste chega a 50%
Emerson F. Tormann12:29

Divulgação / Usina Hidrelétrica de Mauá


Os reservatórios hidrelétricos do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do país, alcançaram na segunda-feira a marca 50% da capacidade de armazenamento pela primeira vez desde setembro de 2013. Com a queda da demanda e o aumento das chuvas neste verão, os lagos das usinas das duas regiões estão em franca recuperação, acumulando alta de 5,6 pontos percentuais no mês, de acordo com relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, que respondem por 70% do potencial de estoque de água para geração de energia no país, devem fechar fevereiro com 51,3% de armazenamento. Segundo especialistas, os reservatórios deverão chegar ao fim do período úmido, em abril, com 60% da capacidade, o que indica a recuperação do sistema hídrico após a crise que durou mais de dois anos.

O cenário favorável deve contribuir para a decisão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) de desligar mais um grupo de termelétricas na próxima reunião do colegiado, em 2 de março. Com a melhora do nível dos reservatórios, é possível que o número de térmicas desligadas seja maior que o previsto inicialmente.

No Nordeste, onde a situação ainda era crítica, os reservatórios já superam o patamar de 30% e estão com 30,9% de armazenamento, com alta acumulada de 13,3 pontos percentuais no mês. A expectativa do operador é que as hidrelétricas da região alcancem 31,7% no fim de fevereiro. A usina de Sobradinho, cujo nível de armazenamento chegou perto de zero no ano passado, está com 29,42%.

Com relação ao Sul, os reservatórios marcam agora 95,9%, com alta acumulada de 2,8 pontos percentuais em fevereiro. O ONS, porém, prevê ligeiro recuo para 95,4% no fim deste mês. Para o Norte, o operador espera que as hidrelétricas cheguem ao fim do mês com 43,2% de armazenamento. Hoje, as usinas da região estão com 42,2% da capacidade, com 11,9 pontos percentuais de alta acumulada em fevereiro.

Fonte: Valor Econômico

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Conta de luz pode ter redução maior em março, diz ONS
Emerson F. Tormann11:02

Volume de chuvas permitiria desligar mais termelétricas




As tarifas de energia elétrica poderão ter redução ainda maior que o esperado a partir de março, informou o diretor- geral da Operador Nacional do Sistema Elétrico ( ONS), Hermes Chipp. Segundo ele, isso será possível caso o volume de chuvas permita o desligamento de um número maior de termelétricas. O assunto será discutido em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico ( CMSE), no próximo dia 2 de março. O debate levará em conta a avaliação da afluência dos rios e das condições dos reservatórios das usinas.

O governo já havia anunciado que, a partir de 1 º de março, a cobrança extra da bandeira tarifária nas contas de luz cairá dos atuais R$ 3, do nível 1 da bandeira vermelha, para R$ 1,50, da bandeira amarela, a cada cem quilowatts- hora ( kWh) consumidos. A redução será possível com o desligamento das termelétricas mais caras, que tem custo acima de R$ 420 por megawatt- hora ( MWh).

IMPACTO EM ENCARGOS SETORIAIS Chipp explica que mesmo que um número maior de termelétricas seja desligada, isso não significará mudança da bandeira para a cor verde a partir de março. Segundo ele, os estudos do ONS que serão encaminhados ao comitê ainda não foram concluídos:

- Fevereiro não foi tão favorável em termos de afluência hidrológica como janeiro. Mas, dependendo da evolução da hidrologia na primeira quinzena de março, pode- se ter uma redução nas tarifas, com o desligamento de mais termelétricas, mas mantendo a bandeira amarela.

A decisão de tirar mais termelétricas de operação dependerá, segundo Chipp, das estimativas do volume de água nos reservatórios até novembro, quando começa o período de chuvas. A conta de luz pode ter um desconto maior - mesmo sem uma alteração na bandeira amarela - porque os custos de geração de energia termelétrica são mais altos e incidem em alguns encargos setoriais embutidos na conta de luz de todos os consumidores, como a Conta de Consumo de Combustível ( CCC) e a Conta de Desenvolvimento Energético ( CDE).

No último domingo, segundo dados do ONS, foram gerados 7.514 megawatts médios de energia térmica, o que representa 13,14% do consumo total, de 57.189 megawatts médios. Nessa data, o nível dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro- Oeste estava em 49,6%, o maior patamar desde agosto de 2013, quando foi de 55%. Já no Nordeste, o nível dos reservatórios das usinas está em 30,5%, o maior desde julho de 2014, quando foi de 32,3%. EFEITO DO HORÁRIO DE VERÃO Chipp destacou os resultados obtidos durante o horário de verão, que terminou à meia- noite de domingo. Nesse período, o menor consumo de energia nos horários de pico resultou em redução de gastos de R$ 162 milhões com a geração de termelétricas.

Nas regiões Sul, Sudeste e Centro- Oeste houve redução da demanda no horário de pico de cerca de 2.600 MW. Deste total, 1.950 MW são referentes ao subsistema Sudeste e Centro- Oeste e 650 MW referentes ao Sul. De acordo com Chipp, a redução representou 4,5% da demanda no horário de pico nessas regiões.

Quando se considera o resultado durante todo o horário de verão - não apenas nas horas de pico - a redução no consumo foi de 1.040 megawatts médios nessas regiões.

- Além do benefício econômico com a redução de gastos com as termelétricas, o horário de verão permitiu armazenar mais água nos reservatórios das usinas, com redução no consumo de 1.040 megawatts médios, que seriam gastos independentemente da retração da economia - disse.

Chipp defende que os resultados obtidos no horário de verão representam economia significativa nos investimentos para ampliar a capacidade de oferta do sistema elétrico. Somente para oferecer os 2.600 MW economizados em horário de pico, seriam necessários R$ 7,7 bilhões:

- Deixo de ter a necessidade de fazer esses investimentos elevados para atender à demanda nos horários de pico. O horário de verão é benéfico para o setor elétrico e para o consumidor, pois melhora a qualidade dos serviços do sistema.


Fonte: O Globo

LEI Nº 13.186, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2015
Emerson F. Tormann10:13


 
Institui a Política de Educação para o Consumo Sustentável.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  Fica instituída a Política de Educação para o Consumo Sustentável, com o objetivo de estimular a adoção de práticas de consumo e de técnicas de produção ecologicamente sustentáveis.
Parágrafo único.  Entende-se por consumo sustentável o uso dos recursos naturais de forma a proporcionar qualidade de vida para a geração presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras.
Art. 2o  São objetivos da Política de Educação para o Consumo Sustentável:
I - incentivar mudanças de atitude dos consumidores na escolha de produtos que sejam produzidos com base em processos ecologicamente sustentáveis;
II - estimular a redução do consumo de água, energia e de outros recursos naturais, renováveis e não renováveis, no âmbito residencial e das atividades de produção, de comércio e de serviços;
III - promover a redução do acúmulo de resíduos sólidos, pelo retorno pós-consumo de embalagens, pilhas, baterias, pneus, lâmpadas e outros produtos considerados perigosos ou de difícil decomposição;
IV - estimular a reutilização e a reciclagem dos produtos e embalagens;
V - estimular as empresas a incorporarem as dimensões social, cultural e ambiental no processo de produção e gestão;
VI - promover ampla divulgação do ciclo de vida dos produtos, de técnicas adequadas de manejo dos recursos naturais e de produção e gestão empresarial;
VII - fomentar o uso de recursos naturais com base em técnicas e formas de manejo ecologicamente sustentáveis;
VIII - zelar pelo direito à informação e pelo fomento à rotulagem ambiental;
IX - incentivar a certificação ambiental.
Art. 3o  Para atender aos objetivos da Política a que se refere o art. 1o, incumbe ao poder público, em âmbito federal, estadual e municipal:
I - promover campanhas em prol do consumo sustentável, em espaço nobre dos meios de comunicação de massa;
II - capacitar os profissionais da área de educação para inclusão do consumo sustentável nos programas de educação ambiental do ensino médio e fundamental.
Art. 4o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 11 de novembro de 2015; 194o da Independência e 127o da República.

DILMA ROUSSEFFAloizio Mercadante



domingo, 21 de fevereiro de 2016

Termina neste sábado o Horário Brasileiro de Verão 2015/2016
Emerson F. Tormann12:23

O Horário de Verão (temporada 2015/2016) termina na virada de sábado (20/02) para domingo (21/02), quando os ponteiros dos relógios deverão ser atrasados em uma hora. A orientação é válida para os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Horário de Verão, que vigorou por 126 dias (de 18/10/2015 a 21/02/2016), levou a uma redução da demanda no horário de pico de consumo da ordem de 2.598 MW, sendo 1.950 MW no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 648 MW no subsistema Sul.

Essa redução representa aproximadamente 4,5% da demanda de ponta dos dois subsistemas. No caso do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a redução equivale a uma vez e meia a carga no horário de ponta de Brasília. No Sul, representa o dobro da carga no horário de ponta de Florianópolis.

De acordo com o ONS, o custo evitado com geração térmica foi de R$ 162 milhões. Essa diminuição de demanda equivale a uma redução de energia de 260 MWmed/mês, representando 0,5% da carga dos subsistemas envolvidos, dos quais 200 MWmed/mês correspondem ao subsistema SE/CO e 60 MWmed/mês ao subsistema Sul.

Histórico
A estimativa de ganhos com o Horário de Verão supera o patamar de R$ 7 bilhões, que representa o valor do custo evitado em investimentos no sistema elétrico para atender a uma demanda adicional prevista, de aproximadamente 2.610 MW.

No Brasil, o Horário de Verão tem sido aplicado como política pública de uso eficiente de energia elétrica desde 1931/1932, época do então presidente Getúlio Vargas, com alguns intervalos. Mais recentemente, passou a vigorar por meio do Decreto nº 6.558, de 8 de Setembro de 2008, revisado pelo Decreto 8.112/2013.

Nos últimos dez anos, a medida tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%, o que equivale, em todo o período do Horário de Verão, aproximadamente ao consumo mensal de energia da cidade de Brasília, com 2,8 milhões de habitantes.

O Horário de Verão é usado há décadas em vários países do mundo como forma de economizar energia, especialmente nos países com geração termelétrica. Ele é utilizado também para racionalizar a infraestrutura energética, com postergação de investimentos em novas fontes de produção.

Embora seja importante a economia absoluta no consumo de energia, especialmente no atual período de estiagem que levou ao acionamento de usinas térmicas mais caras, o horário de verão se justifica principalmente pela mudança do horário de pico de consumo, que normalmente ocorre das 18h às 21h.

*com dados do ONS.

Para ver dados por estado, consulte dados do ONS: http://www.ons.org.br/download/sala_imprensa/20160219-notaaimprensa_horarioverao.pdf

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Orçamento do ONS será de R$ 612 milhões em 2016
Emerson F. Tormann22:33


Valor final aprovado pela Aneel inclui o Plano de Ação


O orçamento final do Operador Nacional do Sistema Elétrico para 2016 será de R$ 612 milhões. Ele inclui despesas operacionais (R$ 569,030 milhões), gastos com o Plano de Ação (R$ 34,657 milhões) e aquisições e benfeitorias (R$ 8,412 milhões).

O valor aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica nesta terça-feira, 16 de fevereiro, é entre 5% e 7% maior que o de 2015, segundo o diretor José Jurhosa, relator do processo na Aneel. Em dezembro, a agência reguladora aprovou um orçamento provisório de R$ 598 milhões para o ONS, que não incluía o Plano de Ação.

A Aneel ainda não analisou a alteração do estatuto social do operador, aprovado em assembleia pelos associados. Ela prevê a extensão aos diretores do órgão da bonificação por desempenho paga até agora apenas aos funcionários. A gratificação será custeada pelos associados, e não poderá ter seu custo repassado ao consumidor.

Fonte: WN.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Tênis carregam a bateria do celular com os passos do usuário
Emerson F. Tormann11:29

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, estão trabalhando em uma palmilha de sapatos que consiga transformar a energia gerada pelo caminhar de uma pessoa em eletricidade. "Estimativas teóricas mostram que o pé humano pode produzir até 10 watts de energia, desperdiçada em forma de calor. A geração de um total de 20 watts ao andar não é algo pequeno, especialmente em comparação aos requisitos de energia da maior parte dos dispositivos móveis modernos", explica o professor de engenharia mecânica, Tom Krupenkin.

"Desenvolvemos um novo método de conversão direta do movimento mecânico em energia elétrica que é apropriado para este tipo de aplicação", explica o professor. A novidade é um líquido condutor que interage com uma superfície revestida de nanofilme, capaz de produzir energia elétrica. A única ressalva é que o método requer uma fonte de energia com alta frequência, maior do que a produzida pelo movimento humano.



Os pesquisadores combinaram então a estrutura a um novo dispositivo, chamado Bubbler. Ele é constituído por duas placas planas com um líquido condutor no meio. Na placa de baixo, minúsculos furos permitem que o gás pressurizado entre, formando bolhas.

As bolhas crescem até encostarem na placa superior e explodirem. A produção contínua e explosão dessas bolhas movimenta o líquido, gerando uma carga elétrica.

Em testes, o método foi capaz de produzir cerca de 10 watts por metro quadrado. De acordo com os cientistas, o número deve crescer mais ainda, com mais estudos. No futuro, o sapato pode ser usado para carregar um smartphone e até gerar energia em áreas remotas.

Fonte: Gizmag

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

BNDES lança fundo Criatec 3, que investirá R$ 200 milhões em pequenas empresas inovadoras
Emerson F. Tormann17:59

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planeja investir cerca de R$ 200 milhões em novas empresas inovadoras. Será a terceira etapa do fundo Criatec, que na primeira fase financiou 36 empresas e realizou, entre 2008 e 2014, aportes de R$ 68 milhões Na segunda fase, entre 2014 e 2015, foram desembolsados R$ 20 milhões. A ampliação da linha de financiamento será anunciada hoje.

Em janeiro de 2007, quando foi criado, o Criatec contava com R$ 100 milhões - R$ 80 milhões da BNDESPar e R$ 20 milhões do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Nove anos depois, pelo menos dez empresas, entre elas bancos regionais e companhias privadas, demonstraram interesse em ser cotistas do fundo. Segundo o gerente de capital empreendedor do BNDES, Filipe Borsato da Silva, o crescimento médio do faturamento das empresas financiadas pelo Criatec chega a 30% ao ano.

O Criatec foi pensado com a finalidade de capitalizar micro e pequenas empresas inovadoras. Segundo o BNDES, as empresas que receberam investimentos do Criatec criaram 857 produtos - 108 foram lançados em 2014 e outros 50 no primeiro semestre de 2015. Na visão de Filipe Borsato, "o primeiro fundo teve sucesso e acabou tendo mais investidores interessados, e isso explica o crescimento".

Nessa terceira etapa, o Criatec investirá prioritariamente nos setores de tecnologia de informação e comunicação (TIC), agronegócios, nanotecnologia, biotecnologia e novos materiais. Na primeira fase, informou o gerente do BNDES, quase 70% das "startups" beneficiadas vieram do segmento de novas tecnologias. Agora, o BNDES vai passar os próximos quatro anos em buscas de novas empresas para formar a carteira de 36 projetos.

A gestora do fundo será a Inseed, que também estava à frente dos investimentos no primeiro Criatec. É dela a responsabilidade de selecionar os projetos, acompanhar o desenvolvimento das companhias e decidir o momento de se desfazer do investimento. Cerca de 2,5 mil empresas deverão ser analisadas para seleção de 36 ideias. "Buscamos empresas com forte inovação, que resolvam problemas de mercado de forma clara e relevante", afirmou o diretor da Inseed, Gustavo Junqueira.

O número de companhias nascentes beneficiadas pelo Criatec será o mesmo da primeira edição, mas o BNDES deve ampliar o valor destinado a cada um dos selecionados. "Quando a empresa cresce rapidamente, precisa de agilidade para receber investimentos. Percebemos que era importante ter maiores recursos de volume por empresas", disse Junqueira. As empresas que receberam investimentos pelo fundo do BNDES já requereram 37 patentes no Brasil, e 9 no exterior.

Prioridades serão os setores de nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, agronegócios e novos materiais


Bionergia e mobilidade urbana sustentável
Emerson F. Tormann17:30



A poluição do ar é um problema grave nas grandes cidades e que afeta a saúde e o bem-estar humano, causando milhares de mortes anualmente no Brasil. Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgado no fim do ano passado indica que no mundo todo as emissões de poluentes no ar provocam a morte de 7 milhões de pessoas por ano, além de contribuir para as mudanças climáticas.

Somente no Estado de São Paulo morreram em 2011 mais de 15.000 pessoas, o que representa o dobro do número de óbitos por acidentes de transito de acordo com estudo apresentado pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade no segundo semestre de 2015. O mesmo estudo aponta que a má qualidade do ar atinge a todos indistintamente diminuindo a expectativa de vida em 1,5 ano.

A principal fonte de poluição do ar nos grandes centros urbanos é a emissão de gases produzida pela utilização de combustíveis fósseis, principalmente o óleo diesel, que gera gases nocivos à saúde como o monóxido de carbono (CO), o dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2) e material particulado que causam inúmeras doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer do pulmão entre outras.

Uma vez constatada a gravidade da situação, há medidas que podem ser adotadas para aliviar a pressão dos gases sobre o clima e a saúde humana. Uma das medidas mais efetivas e de curto prazo para enfrentar o problema está na diminuição da utilização dos combustíveis fósseis como alternativa energética predominante na movimentação da frota de veículos e a sua substituição gradativa por fontes renováveis como a bioenergia gerada a partir de biomassas como o álcool e o biodiesel.

No Brasil as medidas são ainda tímidas diante da gravidade do problema. Está em vigor a obrigatoriedade de percentual de 7% de biodiesel a ser acrescido ao óleo fóssil, numa mistura conhecida como B7. Em comparação, Londres terá um terço da frota de ônibus operando com diesel verde B20, feito a partir de mistura de diesel com biodiesel renovável, gerado a partir de resíduos como óleo de cozinha usado e sebo da indústria de processamento de carne.

Notícia positiva é que a partir deste ano o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) autorizou o uso voluntário de biodiesel em quantidades superiores ao percentual obrigatório. Ao abrir essa possibilidade fica aberta a perspectiva de utilização do diesel verde – óleo de soja, por exemplo – quando seu preço for competitivo. Embora positiva há um aspecto que deve ser considerado, qual seja, é que os problemas causados pela poluição ficam atrelados a uma abordagem meramente econômica, custo baixo dos combustíveis renováveis. Nesse sentido a medida é claramente insuficiente e não atende a necessidade de evitar a permanência da mortandade causada pela poluição.

A questão da poluição do ar deve estar, prioritariamente, vinculada à preservação da saúde pública e a qualidade de vida. Neste contexto, as ações devem ser mais incisivas por parte o Estado. Trata-se de salvar vidas, não se justificando a adoção de medidas tímidas e paliativas.

Há óleo verde em quantidades suficientes, pois segundo a ABIOVE (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais), as usinas de biodiesel do Brasil operam com 40 por cento de ociosidade. Além disso, o potencial de expansão das culturas de biodiesel é enorme.

Há que se considerar, ainda, que além do biodiesel o país tem outros componentes da biomassa em abundância e que podem ser utilizados para diminuir a contaminação do ar. Entre os mais acessíveis está a utilização do álcool misturado com combustíveis fósseis e a utilização do óleo de cozinha, que ao ser reciclado deixa de contaminar cerca de 20 mil litros de água.

O aumento da utilização da bioenergia deve, portanto, priorizar o social e o ambiental, sem desconsiderar o aspecto econômico. Para que isso ocorra, e o bem comum prevaleça, o Estado tem papel fundamental na regulação da atividade, pois o livre jogo do mercado não contabiliza as mortes e doenças provocadas pela poluição.

(*) Reinaldo Dias é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas, doutor em Ciências Sociais e mestre em Ciência Política pela Unicamp, especialista em Ciências Ambientais.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Medidas sustentáveis geram economia de energia em condomínio de edifícios empresariais Em apenas um dos prédios, a conta de luz diminuiu em 7%
Emerson F. Tormann21:37

André Nery/ JC Imagem
Valdeir Bezerra mostra que a sustentabilidade também resulta em redução de despesas


Práticas sustentáveis podem ser aliadas para reduzir uma das maiores despesas dos prédios empresarias: a fatura de energia. O empresarial Isaac Newton chegou a apresentar uma redução de 7% na sua conta de luz depois de adotar várias iniciativas, como a instalação de placas fotovoltaicas que passaram a gerar energia a partir do sol, o reaproveitamento da água que sai dos drenos dos aparelhos de ar-condicionado, a troca de lâmpadas por outras mais eficientes e o uso do telhado para captar a água das chuvas, entre outros.

“Também fizemos uma reprogramação dos equipamentos para não serem usados no horário de ponta, quando a energia chega a ser até 80% mais cara”, resume o gestor do Rio Ave Corporate Center, Valdeir Bezerra, referindo-se a serviços como encher a caixa d’água e acionar o sistema de irrigação das plantas, que deixaram de ser feitos durante esse período, que vai das 17h30 às 20h30 em Pernambuco.

O Rio Ave é um condomínio formado por cinco empresariais na Ilha do Leite administrados pela construtora de mesmo nome. A redução de 7% da conta de energia do empreendimento representou uma economia mensal de R$ 2,8 mil. Nos demais prédios do condomínio, foram adotadas as outras iniciativas e a redução da conta ficou em 3%, o que representou uma diminuição de R$ 900 a R$ 1,1 mil mensalmente na conta de luz de cada edifício.

A economia foi maior no prédio Isaac Newton por causa da instalação de um painel de energia solar com 84 placas fotovoltaicas no telhado, com capacidade de gerar 275 quilowatts. Essa energia seria suficiente para manter 146 computadores ligados por 24 horas durante um ano.

Nos cinco prédios, foram trocadas 2,2 mil lâmpadas nas 800 salas e áreas comuns. E o reaproveitamento da água que sai dos aparelhos de ar-condicionado, aos pouquinhos, acabou fazendo a diferença. O condomínio reaproveita o líquido que sai desses eletrodomésticos de dois edifícios (o Isaac Newton e o Alfred Nobel). Ele é levado para um reservatório e reaproveitado para irrigação dos jardins e torres de resfriamento do sistema de climatização usado por todas as unidades do condomínio. A iniciativa acumula 3.600 litros de água por dia.

Os telhados dos dois prédios acima são usados para captar a água da chuva. “Isso também contribui para gastar menos energia, porque a captação ocorre em cima do prédio e, depois, a água desce por gravidade”, explica Valdeir.

Segundo ele, são três as principais motivações para a implantação dessas medidas: ser mais sustentável, gerar um atrativo a mais para empresas que se preocupam com sustentabilidade se instalarem no condomínio e reduzir as despesas, “uma preocupação constante”. O condomínio tem 95,38% de ocupação.

Fonte: Jornal do Commércio PE

Pesquisador cria sistema que usa o sol para economizar água e energia
Emerson F. Tormann20:52

Um pesquisador da Embrapa, no interior de São Paulo, criou um sistema de irrigação que usa o sol para economizar água e energia. A engenhoca é feita com garrafas pet e de vidro, além de mangueiras. Segundo o pesquisador, o preto da garrafa absorve toda a luz solar e aquece, expandindo o ar que está dentro.



"O ar procura sair, mas encontra a água que está nessa garrafa”, conta Washington Barros Melo. A água vai para mais uma mangueira que tem pequenos furos. Aos poucos, as gotinhas vão caindo. Uma garrafa, também com mangueira, retira água de um galão (assista ao vídeo na reportagem do Jornal Nacional, como é o funcionamento).

A vantagem está na economia de água e de energia. Do jeito tradicional, com um simples regador ou equipamentos como os usados no campo, o gasto é muito grande. Mas com essa técnica é diferente. A nova tecnologia não usa nenhum tipo de motor e evita o desperdício de água por causa do sistema de gotejamento. Tudo feito com materiais recicláveis.

O pesquisador da Embrapa diz que qualquer um pode construir o irrigador em casa e economizar: “Não vai chegar a R$ 20, enquanto que se você for usar energia elétrica, motor, uma pequena bomba, célula solar, você vai acima de R$ 200 ou mais”.

Durante um mês, o Flávio testou esse tipo de irrigação no sítio dele. Diz que funcionou bem. “Aquele sistema acaba encharcando muito e você acaba tendo uma perda de produção. Aqui é mais controlado. Você rega de acordo com o que a planta precisa”, conta Flávio Roberto Marchesin, produtor rural.

Fonte: Ariquemes

Caso CEEE: a maior fraude gaúcha completa 20 anos em segredo
Emerson F. Tormann00:29

Caso CEEE: a maior fraude gaúcha completa 20 anos em segredoCPI foi instalada em 1995, uma das mais longas e tumultuadas da Assembleia gaúcha/ALRS

Neste domingo, dia 14, completa 20 anos a ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul para apurar o desvio de R$ 79,9 milhões em uma licitação para construir 11 subestações de transmissão da CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica.

A ação reúne 37 volumes e 80 anexos, está na 2ª Vara da Fazenda Pública em Porto Alegre e corre em segredo de Justiça (Processo nº 10502694894).

Em valores atualizados, o desvio chegaria aos R$ 800 milhões – quase 20 vezes o prejuízo causado ao Detran/RS, conforme apuração da “Operação Rodin”, que incriminou 39 pessoas.

É a maior fraude já cometida contra o patrimônio público no Rio Grande do Sul, dentre as mais de 200 Ações Civis Públicas ajuizadas pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, do MP, que estão em andamento no judiciário gaúcho.

Os dois contratos fraudados foram assinados em 1987, no governo Pedro Simon. A ação foi ajuizada em 1996, depois de uma das mais longas e rumorosas Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPI) instaladas na Assembleia gaúcha.

CPI FOI PRIMEIRA A APONTAR CORRUPTORES

A fraude contra a CEEE, denunciada pela então secretária estadual de Minas e Energia, Dilma Rousseff, foi alvo de uma CPI na Assembleia Legislativa do RS, em 1995. Tumultuada, a CPI só foi concluída no ano seguinte, mas foi a primeira no país que apontou as empresas que promoveram a corrupção de funcionários públicos. A Comissão revelou em detalhes como agentes das empresas, organizadas em dois consórcios, agiam, alguns com trânsito livre dentro da companhia.

A CPI, que teve como relator o deputado Pepe Vargas (PT), deu origem a uma Ação Civil Pública, ajuizada em 1996 pelo Ministério Público Estadual que estimou em R$ 79 milhões o prejuízo à estatal de energia. Houve fraude no edital, na licitação e nos contratos, segundo o MP.

Na ação, são réus 11 empresas e 23 pessoas físicas. Entre as empresas estão a Alstom e a Siemens, as duas envolvidas nas fraudes do metrô de São Paulo.

Entre as pessoas físicas, o principal acusado é Lindomar Rigotto, ex- assessor da diretoria financeira da CEEE, irmão do ex-governador Germano Rigotto. Lindomar foi assassinado num assalto em fevereiro de 1999, no litoral gaúcho.

A história completa da falcatrua na estatal e os demais fatos que motivaram uma reportagem no jornal JÁ – como a morte de uma dançarina, do próprio Lindomar e ações judiciais movidas pela família Rigotto contra os poucos veículos de imprensa que ousaram publicar sobre o assunto – pode ser conferida em artigos assinados pelo jornalista Luiz Claudio Cunha para o Observatório da Imprensa e, com muito mais detalhes, no livro Uma Reportagem, Duas Sentenças – O caso do jornal JÁ.

http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/o-jornal-que-ousou-contar-a-verdade/

​http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/como-calar-e-intimidar-a-imprensa/

Fonte: Jornal Já

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

CPFL Energia conclui novo eletroposto público em Campinas
Emerson F. Tormann17:45

Equipamento foi instalado no Centro de Convivência, no bairro do Cambuí,
e permitirá o recarregamento gratuito dos veículos elétricos


Campinas, fevereiro de 2015 – A CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico brasileiro, concluiu a instalação do terceiro eletroposto em uma área pública de Campinas, ampliando para oito o número de pontos de carregamento em âmbito do seu Programa de Mobilidade Elétrica. O novo eletroposto, previsto para entrar em operação no começo da segunda quinzena de fevereiro, permitirá o reabastecimento gratuito dos veículos elétricos que circulam pela região.

O eletroposto foi instalado no Centro de Convivência Cultural "Carlos Gomes", em frente ao City Bar, no bairro do Cambuí. O ponto de carregamento possibilita o reabastecimento da frota de táxi elétricos já em circulação em Campinas, além dos outros veículos que integram o Programa de Mobilidade Elétrica do Grupo e os demais carros elétricos que rodam pela região.

O eletroposto é do tipo carregamento rápido, reabastecendo 80% da bateria dos veículos em meia hora. O equipamento é compatível com os veículos fabricados com plug tipo 2 (Mennekes), o que inclui as montadoras Renault, BYD e BMW. O ponto de carregamento tem um custo total estimado em R$ 74 mil e possibilita o abastecimento de um carro por vez.

O novo ponto de carregamento foi viabilizado em parceria com a BYD. A fabricante chinesa será responsável por bancar a conta de energia do eletroposto público. A CPFL Energia, como contrapartida, arcou com as despesas de compra e instalação do equipamento.

“Com os eletropostos públicos, companhia terá condições de avaliar o impacto dos veículos elétricos na rede de distribuição local e também ganhará know-how para desenvolver e operar uma rede própria de eletropostos”, diz o diretor de Estratégia e Inovação do Grupo, Rafael Lazzaretti. O novo equipamento permitirá que a CPFL Energia amplie o seu banco de dados sobre o perfil de uso dos veículos elétricos.

Por estar em uma área totalmente pública, a CPFL Energia poderá avançar nos estudos sobre a questão urbanística na instalação dos eletropostos. Diferentemente dos carros a combustão, as montadoras ainda não definiram um local padrão para o bocal dos veículos elétricos. Cada modelo tem uma posição diferente, sendo, em alguns casos, localizado na frente do automóvel e, em outros, na lateral do motorista ou do passageiro (na dianteira ou na parte traseira). Essa indefinição traz uma série de desafios na instalação dos eletropostos nos grandes centros urbanos.

Em função disso, a vaga de parada em frente ao novo eletroposto tem sete metros de cumprimento, permitindo que veículos elétricos com diferentes padrões sejam recarregados. Com o avanço da infraestrutura de recarga em Campinas, a intenção é que, no futuro, seja criada uma sinalização de trânsito específica para o uso dos eletropostos para impedir que local seja usado como um ponto de estacionamento.

Para usar o eletroposto, os usuários precisarão efetuar um cadastro prévio junto à equipe do Programa de Mobilidade Elétrica da CPFL pelo e-mail mobilidade.e@cpfl.com.br, informando nome, telefone, modelo e placa do carro. Um cartão para ser usado no equipamento será enviado ao motorista ou poderá ser retirado na sede da CPFL Energia, na Rodovia Engenheiro Miguel Noel Burnier, nº 1755, no Parque São Quirino.

Os usuários cadastrados poderão recarregar seus veículos elétricos no eletroposto gratuitamente até que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamente a cobrança para a mobilidade elétrica no País. “O eletroposto público permitirá avançarmos nos estudos para propormos o enquadramento legislativo e regulatório para a constituição de um modelo de cobrança e tarifação no Brasil, assim como já ocorre em outros países, como EUA e Alemanha”, diz Lazzaretti.

Hoje, Campinas já conta com dois eletropostos públicos em operação, sendo um localizado em frente à sede da CPFL Energia, e um segundo na área externa do posto de serviços automotivos da Bosch, na Rua Fernão Pompeu de Camargo, nº 800, bairro Jardim do Trevo. Além disso, a companhia, em parceria com a Rede Graal e com a CCR, inaugurou no final do ano passado o primeiro corredor elétrico do País, entre Campinas e São Paulo. Um eletroposto universal foi instalado no Posto Graal 67, no sentido interior da Rodovia Anhanguera, na altura de Jundiaí, facilitando as viagens entre as duas cidades.

A instalação do eletroposto do Cambuí conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, da Emdec, da Setec e do Departamento de Praças e Jardins. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram licenciados 1,8 mil unidades de 2012 a 2015 no Brasil, entre 100% elétricos e híbridos.

P&D em mobilidade elétrica
O terceiro eletroposto público de Campinas faz parte do Programa de Mobilidade Elétrica da CPFL Energia, um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) que estuda os impactos da utilização dos veículos elétricos financiado com recursos do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pesquisa, iniciada em 2013, receberá até R$ 21,2 milhões em investimentos até 2018, ano de sua conclusão.

Atualmente, o projeto encontra-se na sua segunda fase. A expectativa nesta etapa é ampliar a frota de veículos elétricos objetos de estudo de seis para até 15 carros e aumentar o número de eletropostos em operação de quatro para até 25, entre públicos, privados e semi-públicos – hoje, são oito eletropostos em funcionamento. Os pontos de recarregamento serão colocados em locais como shoppings centers, postos de serviços e na prefeitura.

Entre os temas que estão sendo estudados estão o impacto na rede elétrica e no planejamento da expansão do sistema, uso dos veículos elétricos como fonte de geração distribuída, os aprimoramentos regulatórios e legais, o ciclo de vida e reaproveitamento das baterias, estudo de tarifas e cobrança, a proposição de um modelo de negócios para a mobilidade elétrica no Brasil, além de outras questões relacionadas.

Na primeira fase da pesquisa, foi possível concluir que os veículos elétricos são uma excelente opção para as pessoas que buscam economia. Os dados levantados pelo projeto mostram que o valor do quilômetro rodado de um automóvel a combustão é de aproximadamente R$ 0,28, ao passo que esse custo no veículo elétrico é de R$ 0,10, ou seja, quase um terço dos gastos com carro convencional.

Outra conclusão da primeira fase é de que a expansão dos veículos elétricos teria impacto pequeno na demanda por energia. As projeções iniciais da CPFL Energia apontam que o uso desta tecnologia ampliaria o consumo de energia entre 0,6% e 1,7% no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2030, quando as previsões indicam que a frota de carros elétricos pode alcançar entre 5 milhões e 13,3 milhões de unidades.

O projeto conta, atualmente, com a parceria institucional do CPqD, da Unicamp, da Daimon, da portuguesa CEiiA, da Renault, da Natura, da 3M, da Rede Graal, do Instituto CCR, da ABB, da Prefeitura de Campinas, da BYD e do Shopping Iguatemi.

Sobre a CPFL Energia
A CPFL Energia, há 103 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização, serviços e telecomunicações. É líder no mercado de distribuição, com 13% de participação, totalizando mais de 7,5 milhões de clientes nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná.

Na comercialização, é um dos líderes no mercado livre, com uma participação de mercado de 11% na venda para consumidores finais entre as comercializadoras. É um dos líderes na comercialização de energia incentivada para clientes livres.

Na geração, é o segundo maior agente privado do país, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis. A CPFL Geração conta com 2.248 MW de potência instalada, considerando sua participação equivalente em cada um dos ativos de geração. Em 2011 criou a CPFL Renováveis, com ativos como PCHs, parques eólicos, termelétricas a biomassa e a usina solar Tanquinho, pioneira no Estado de São Paulo, e uma das maiores do Brasil. Adicionando a participação equivalente na CPFL Renováveis, a capacidade instalada total do Grupo CPFL atingiu 3.127 MW no final do terceiro trimestre de 2015. O grupo também ocupa posição de destaque em arte e cultura, entre os 15 maiores investidores brasileiros.

Museu da Energia reabre exposição "História, Energia e Cotidiano"
Emerson F. Tormann17:41

Primeira semana de abertura terá entrada gratuita.


Arquivo/Itu.com.br
Fachada do Museu da Energia, que fica no Centro de Itu


No dia 16 de fevereiro (terça-feira), o Museu da Energia de Itu reabrirá para o público a exposição de longa duração “História, Energia e Cotidiano”, que está localizada no piso superior da unidade e que passou por uma reestruturação e aprimoramentos. Na primeira semana de abertura da exposição (de 16 a 21/02) a entrada será gratuita.

Composta por objetos e imagens do acervo da Fundação Energia e Saneamento, “História, Energia e Cotidiano” proporciona ao visitante observar como a energia elétrica determinou as intensas transformações do último século que influenciam, até hoje, o comportamento em sociedade, ao proporcionarem um estilo de vida repleto de conforto e praticidade.

A mostra destaca a evolução da energia no período de 1850 a 1950, explorando a transformação dos modos de iluminar, dos equipamentos e utensílios do lar e está estruturada em 6 salas temáticas:

Sala “O sobrado no século XIX”: localizada em um ambiente que representa uma sala de visitas oitocentista, apresenta informações sobre as técnicas construtivas do sobrado e as ocupações do mesmo;

Sala “As cias. de energia”: essa sala é formada por painéis expositivos e objetos que narram o cotidiano das companhias de energia que ocuparam o sobrado durante o século XX;

Sala “As formas de iluminar”: composta por objetos utilizados para iluminação doméstica antes da implantação da energia elétrica, como lamparinas e luminárias, a sala também abriga um jogo sobre a instalação elétrica;

Sala “Sociedade e consumo: tarefas domésticas”: através de propagandas e objetos, os visitantes terão a oportunidade de observar a evolução dos eletrodomésticos e do papel da mulher na sociedade;

Sala “Sociedade e consumo: lazer”: em um ambiente de uma sala de visitas dos anos 50, o visitante conhecerá quais foram as primeiras formas de lazer proporcionadas pela energia elétrica;

Sala “Um século de transformações”: os visitantes observarão, por meio de maquetes, a evolução das residências com o uso da energia elétrica durante o século XX; a sala ainda terá painéis expositivos, objetos e um jogo eletrônico sobre sustentabilidade.

O projeto de remodelação da exposição “História, Energia e Cotidiano” foi realizado pela equipe do Museu da Energia de Itu em conjunto com os profissionais da Fundação Energia e Saneamento, com os recursos do Edital Proac 01/2014 – Concurso de Apoio a Projetos de Difusão de Acervos Museológicos no Estado de São Paulo.

Serviço:
Dia 16/02 - Reabertura da exposição “História, Energia e Cotidiano”
De 16 a 22 de fevereiro – entrada Gratuita
A partir de 24 de fevereiro - Ingressos: R$4,00; Estudantes pagam Meia; Professores, Guias de Turismo; Maiores de 60 anos não pagam.
Museu da Energia de Itu
De terça a domingo - das 10h às 17h
Local: Rua Paula Souza, nº 669 - centro - Itu (SP) 13300-050
Telefone: (11) 4022-6832
Faixa etária: Livre

Células orgânicas solares: nova tecnologia é leve e pode gerar energia solar em praticamente qualquer superfície
Emerson F. Tormann17:13

Imagem: CSEM Brasil
Células orgânicas solares demandam 20 vezes
menos energia em seu processo de fabricação


Uma escolha ecológica: os painéis solares fotovoltaicos são uma ajuda tecnológica na luta para diminuir o impacto humano no planeta. Utilizando a própria luz solar, esses painéis trazem um estilo de vida mais ambientalmente amigável e consideravelmente mais barato, em longo prazo, para quem decide adotá-los.

Questões pouco conhecidas
Porém, apesar de proporcionar um tipo de energia renovável, sua fabricação não é nada sustentável. O processo necessita de muita energia, que, geralmente, vem da queima de carvão, liberando VOCs na atmosfera. Durante esse procedimento, o mercúrio também é um subproduto. Além de tudo isso, os painéis são feitos, principalmente, de silício - eficiente e abundante, mas que encarece o produto e pode ser perigoso se combinado com elementos químicos.

O descarte dos painéis solares, assim como ocorre com qualquer outro eletrônico, vem crescendo, e a falta de planejamento sobre isso pode trazer consequências.

Por serem maleáveis, transparentes, terem baixo custo e possibilidade de reciclagem após o uso, as expectativas de uso já são muitas sobre as células solares

As células orgânicas solares
Ao precisarem de 20 vezes menos energia que os painéis em seu processo de fabricação, as células orgânicas solares aparentam, em um primeiro momento, proporcionar diminuição da pegada ambiental da produção de energia solar.

As células são compostas por eletrodos impressos em polímeros. A tecnologia que torna a conversão da luz solar em energia possível nesses finos materiais é a seguinte: polímeros orgânicos condutores ou pequenas moléculas orgânicas absorvem a luz solar e transportam a carga energética para o conversor, que transforma a energia térmica em elétrica. Essas células solares são impressas em uma “folha” de plástico, utilizando o método roll-to-roll, isto é, compactada em um rolo.

Diversas utilidades
Por serem maleáveis, transparentes, terem baixo custo e possibilidade de reciclagem após o uso, as expectativas de uso já são muitas sobre as células solares, principalmente se for levada em conta a simples utilização em moradias e indústrias, que já fariam grande proveito estético pela fácil adaptação e aplicação em diversos designs, mesmo que em janelas e paredes. É possível usufruir dessa tecnologia também em celulares, automóveis, notebooks e até em ônibus.

Em apenas cinco anos, os avanços realizados com as células solares orgânicas já começam a alcançar a eficiência de conversão dos painéis solares de silício (atualmente, mesmo que avançando, esse ainda é o principal entrave para a popularização da tecnologia, junto com o preço), e a possibilidade de ultrapassar a eficiência de painéis convencionais é concreta.

Empresas como Eight19 (que tem o nome pelo tempo que os raios solares demoram para chegar na Terra, 8 minutos e 19 segundos), de Cambridge, no Reino Unido, a CSIRO, da Austrália, e o CSEM, aqui no Brasil, em Belo Horizonte, já investem em pesquisas e na industrialização da tecnologia.


Fonte: iBahia

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CPFL investe R$ 61 milhões em rede inteligente
Emerson F. Tormann17:48



O projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em armazenamento de energia que o grupo CPFL planeja lançar no segundo semestre faz parte do guarda-chuva de pesquisas que a companhia tem feito no conceito de redes inteligentes. Ao todo, os projetos de smart grid em andamento pela empresa totalizam investimentos de R$ 60,9 milhões.

A CPFL Energia ainda não fechou o orçamento do projeto sobre armazenamento de energia, que terá quatro anos de duração. Segundo Felipe Zaia, gerente de Inovação da companhia, porém, a iniciativa será um dos maiores projetos de P&D do grupo, em termos de recursos financeiros.

"Enxergamos que o projeto de armazenamento é mais um passo para construirmos esse conceito de rede inteligente, principalmente quando ele é combinado com o avanço das energias renováveis, como solar e eólica. Fazer um projeto de armazenamento no Brasil é efetivamente antecipar uma tendência que, mais cedo ou mais tarde, vai chegar no país", disse Zaia, que integrou a delegação brasileira que esteve na última semana no Reino Unido, para conhecer estudos sobre o tema, em missão organizada pelo consulado britânico.

De acordo com o projeto que está sendo desenhado, a CPFL quer avaliar os impactos da tecnologia de armazenamento de energia em três níveis diferentes: um nas unidades consumidoras; outro na rede de distribuição, em média e baixa tensão; e o último em patamar de geração e transmissão, acoplada a uma subestação de alta tensão ou até na usina solar de Tanquinho, inaugurada pela companhia no ano passado.

"A ideia é fazer a combinação do estudo nessas três aplicações para entendermos o impacto em cada um dos segmentos que atuamos", explicou Zaia.

Na área de redes inteligentes, a CPFL está desenvolvendo projetos de mobilidade elétrica, energia solar (usina solar de Tanquinho e telhados solares em 200 unidades consumidoras), redes subterrâneas, self-healing (auto restauração do sistema de entrega de energia) e transformadores verdes.

Fora do âmbito do programa da Aneel, a CPFL também pretende avançar com o projeto de instalação de medidores de energia inteligentes em um grupo de clientes residenciais da companhia. A empresa já possui hoje mais de 25 mil medidores inteligentes instalados em clientes do grupo "A", atendidos em alta tensão, principalmente indústrias e grandes estabelecimentos.

Fonte: Valor Economico

Empresas fazem esforço para driblar alta na conta de luz
Emerson F. Tormann17:05

Após aumento de 45,98%, companhias investem em fontes alternativas e eficiência energética


Com a conta de luz nas alturas, não são apenas os consumidores residenciais que estão economizando. As maiores empresas do país adotaram uma série de iniciativas para driblar o alto custo da energia elétrica. A estratégia envolve a criação de diretorias dedicadas ao tema, caso da Oi, e até o desenvolvimento de grupos de trabalho para ir além da já conhecida troca de lâmpadas, como a Wilson, Sons e o Grupo Pão de Açúcar. Até a CPFL aderiu: a concessionária de energia do interior de São Paulo, que já criou uma subsidiária para oferecer às empresas novas soluções para economizar, prepara, agora, a criação de um novo braço dedicado à energia solar.

Levantamento feito pela consultoria Safira, a pedido do GLOBO, revela que em 2015 a conta de luz industrial subiu, em média, 45,98%. E isso após uma alta média de quase 12% em 2014. Para 2016, o avanço deve ficar entre 5% e 10%, após as reduções dos valores das bandeiras tarifárias e da revisão do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético ( CDE), um encargo social do setor.

- Não fossem as ações do governo, anunciadas recentemente, a alta oscilaria de 12% a 15%. Esse ano, a Energisa ( na Paraíba) já anunciou alta de 7%. Como o cenário é de alta nos preços, não há saída para a indústria e empresas, a não ser buscar novas soluções e otimizar seus gastos - disse Fábio Cuberos, gerente de Regulação da Safira.

De olho no aumento de 60% em sua conta de luz no ano passado, a Oi decidiu criar uma diretoria de Energia e pretende reduzir a conta em 30%. Em 2015, os gastos com energia somaram R$ 1,1 bilhão, o equivalente a cerca de 750 mil residências. A iniciativa de maior destaque é em energia solar. Marco Norci Schroeder, diretor administrativo- financeiro da Oi, diz que a empresa finaliza este mês o projeto, que inclui a construção de parques solares equivalentes a 370 campos de futebol.

Para isso, vai usar alguns de seus terrenos em Campos, no Rio, e em Belo Horizonte. A iniciativa deve consumir cerca de R$ 1 bilhão. O objetivo é que em meados deste ano o parque solar já esteja em operação. A meta é que ele represente cerca de 15% do consumo total de energia.

- A geração própria é apenas umas das iniciativas. Passamos a comprar energia no mercado livre para aproveitar os preços menores e trocamos as lâmpadas, por versões mais eficientes, em 500 prédios. Passamos a desligar as luzes de várias áreas nos prédios para economizar. Metade dos elevadores é desligada após as 19h. A diretoria de Energia conta com 15 pessoas - explica Schroeder.

Os preços no mercado livre passaram de R$ 822,83 por megawatt ( MW), em julho de 2014, auge da crise hídrica, para R$ 30,25 por MW nas regiões Sul, Sudeste e Centro- Oeste.

A operadora de serviços portuários e marítimos Wilson, Sons criou no ano passado o projeto "Escritório do Futuro". Segundo Simone Prado, gerente da empresa, as ações vão desde troca de lâmpadas a investimentos na compara de equipamentos mais eficientes. A conta de luz já caiu 17% no segundo semestre em relação aos primeiro semestre de 2015.

CORRIDA AO MERCADO LIVRE DE ENERGIA

O Grupo Pão de Açúcar criou o chamado "Comitê de eficiência energética", constituído por membros de diferentes áreas da empresa. Como a energia é uma das cinco principais despesas da companhia, o grupo passou a fazer melhorias em iluminação, refrigeração e automação de ar- condicionado nos hipermercados e a desligar as luzes a partir das 18h nas sedes administrativas.

O custo elevado da energia despertou o interesse até das empresas do setor. A CPFL criará uma subsidiária de energia solar. A aposta ocorre um ano após a criação da CPFL Eficiência, nascida em 2015 para oferecer soluções aos grandes consumidores com o intuito de reduzir a fatura.

- Um dos clientes é a Algar, de telefonia. Instalamos geradores e criamos um projeto baseado na compra de energia no mercado livre. A eficiência energética é pouco difundida entre as empresas - disse Luciano Goulart, diretor da CPFL Eficiência.

Foi a busca pela redução nos custos que fez a Dafiti, gigante do varejo eletrônico, alterar o projeto da construção de um galpão enquanto via a conta de luz mensal subir de R$ 40 mil para R$ 90 mil. Fabrício Alemida, diretor de Operações, destaca que o empreendimento, que estava sendo construído em Minas Gerais, passou por alterações para receber o máximo de iluminação natural, em maio de 2015:

- Adiantamos as análises para ter soluções de geração própria como a solar e a eólica. As ações incluíram iniciativas como a instalação de lâmpadas e sensores de presença. Vamos comprar energia no mercado livre para aproveitar os preços baixos e voltar ao gasto de R$ 40 mil mensais.

A Aegea, empresa de saneamento que atua em vários estados, decidiu antecipar o projeto para gerar energia por meio dos vertedouros de suas barragens, disse Radamés Andrade, diretor de Operações. Já a rede hoteleira Accor, com 223 hotéis no Brasil, intensificará os investimentos para tornar mais eficientes seus equipamentos. Na lista, está a troca do sistema de ar- condicionado e o uso de geradores inteligentes, acionados nos horários de pico. Além disso, vai montar um pool de cinco a seis hotéis para comprar energia no mercado livre.

- Planejamos fazer um segundo lote de hotéis, com unidades do Rio, para ir ao mercado livre. A meta é economizar de 20% a 25% na conta - destacou Paulo Mancio, diretor de Implantação e Construção da Accor Hotels da América do Sul.

A Bayer, que viu a conta de luz pular de R$ 3,5 milhões, em 2014, para quase R$ 6 milhões, em 2015, vai direcionar sua atenção ao mercado livre:

- O ano de 2016 será transitório e em 2017 toda a nossa energia virá do mercado livre. Esperamos obter redução de 20% a 23% em relação ao que temos com contratos de longo prazo - disse Luis Laurine, gerente de Engenharia da Bayer.

Fonte: O Globo - Jornalista Bruno Rosa

Aneel planeja lançar programa de armazenamento de energia
Emerson F. Tormann16:56

Vista do laboratório de fabricação e testes de células de bateria na Universidade de Warwick, em Birmigham
Vista do laboratório de fabricação e testes de células de bateria na
Universidade de Warwick, em Birmingham

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) planeja lançar no segundo semestre um amplo programa de pesquisa e desenvolvimento (P&D) estratégico voltado para estudos de armazenamento de energia. O objetivo é estimular empresas elétricas e universidades a desenvolverem projetos que evitem ou reduzam problemas no sistema nacional que podem vir a ocorrer principalmente devido à grande concentração de eólicas no Nordeste e ao pico de demanda no período da tarde, no verão. Estima-se que o mercado global de armazenamento energia movimentará cerca de US$ 70 bilhões em 2020.

De acordo com o superintendente de P&D e Eficiência Energética da Aneel, Máximo Pompermayer, a autarquia está trabalhando nos detalhes técnicos do programa, que ainda será levado para apreciação da diretoria.

Pela legislação do setor, as elétricas precisam aplicar entre 0,75% (distribuidoras) e 1% (geradoras e transmissoras) da receita operacional líquida em P&D. Desse total, 40% vão para o programa da Aneel, em qualquer área. Os programas estratégicos, porém, têm tema definido pela agência e podem ser compartilhados entre as empresas. Em 2014 foram submetidos à Aneel 181 projetos de P&D, com investimentos de R$ 646 milhões.

Em nível mundial, os projetos de armazenamento de energia estão cruzando a barreira da pesquisa para a escala comercial. Segundo James Cross, consultor da EA Technology, os líderes no desenvolvimento dessas tecnologias são Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Na Europa, o armazenamento é útil, entre outras finalidades, para regularizar a produção de energia de fontes intermitentes, como parques eólicos e solares, cuja instalação cresce em ritmo acelerado, dentro da política de ampliar a fatia de fontes renováveis na matriz energética do continente.

No Brasil, a tecnologia tem potencial para ser aplicada principalmente no Nordeste, onde a eólica já ocupa um terço do parque gerador da região e com tendência de crescimento. Em âmbito nacional, os cataventos respondem por 5,8% da capacidade instalada. "A geração intermitente está crescendo rapidamente no Brasil e deve alcançar participação de 20% a 25% em 2023", conta Jim Hart, presidente do conselho de administração da recém-criada Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade de Energia (Abaque).

Os projetos de armazenamento de energia também têm potencial de utilização no verão brasileiro, no período da tarde, quando ocorre pico de demanda, devido ao uso intenso de aparelhos de ar condicionado. As baterias, por exemplo, podem injetar energia na rede nesses momentos de maior estresse.

Representantes da Aneel, de empresas, de universidades e centros de pesquisa formaram uma delegação brasileira que viajou ao Reino Unido para conhecer estudos e projetos sobre o setor na região, em missão organizada pelo consulado britânico. Entre as companhias participantes estavam a CPFL, que prevê lançar projeto de P&D em armazenamento no próximo semestre, e a AES, uma das empresas mais avançadas no tema, com 346 megawatts (MW) de recursos de armazenamento em operação, construção ou fase final de desenvolvimento no mundo.

A AES, inclusive, vai inaugurar na próxima semana uma unidade de armazenamento de energia em Belfast, na Irlanda do Norte, com presença prevista do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. A unidade, que iniciou o funcionamento no fim de 2015, tem 10 MW em operação comercial e 20 MW em caráter de pesquisa. A companhia ainda planeja ampliar a capacidade do projeto para 200 MW em 2017.

Um desafio para as tecnologias de armazenamento, porém, ainda é o custo. Segundo especialistas, o custo médio dos projetos é de cerca de US$ 1 mil (cerca de R$ 4 mil) por quilowatt (kW) instalado. Para se ter uma ideia, as usinas solares, fonte entre as mais caras em escala comercial no mundo, têm custo estimado entre R$ 3 mil a R$ 5 mil por kW instalado, de acordo com projetos que venceram leilão de energia em agosto, no Brasil.

Mas baterias tendem a ganhar escala e reduzir o custo. Um dos caminhos viáveis no Brasil é competir com as térmicas a diesel e óleo combustível, poluentes e caras, com custo superior a R$ 600 por megawatt-hora (MWh).

Assim como térmicas a óleo, que foram acionadas no horário de pico, em dezembro e janeiro, no Nordeste, os projetos de armazenamento são de rápida resposta. Protótipo instalado na universidade de Manchester, feito em parceria com a Siemens, por exemplo, consegue injetar energia no sistema em apenas 0,7 segundos.

"A bateria vai ganhar escala, assim como ocorreu com energia solar fotovoltaica nos últimos anos", diz Luiz Ochoa, pesquisador da Universidade de Manchester.

Os projetos de armazenamento mais avançados no mundo são a partir de baterias. Mas outra tecnologia tem atraído a atenção do mercado. São unidades que estocam energia em forma de ar comprimido. O ar é armazenado na forma líquida, em cilindros, a pressão atmosférica e temperatura de quase -200º C. Na prática, quando é necessário, o cilindro é aquecido, provocando a expansão do ar, que move uma turbina acoplada a um gerador, produzindo energia.

Uma usina do tipo, com 5 MW de capacidade, entrará em operação nas próximas semanas nos arredores de Manchester. O projeto, desenvolvido pela Highview Power Storage, tem investimentos de 8 milhões de libras, o equivalente a R$ 45 milhões. A usina aproveitará a queima de lixo para aquecer o ar comprimido, aumentando a eficiência do projeto, de 60% para 80%.

O conceito do armazenamento em ar comprimido foi desenvolvido pelo pesquisador Yulong Ding, que também montou um protótipo na universidade de Birmigham. A instituição está inserida no programa de Aceleração de Pesquisa de Energia (ERA, na sigla em inglês), iniciativa do governo do Reino Unido, em parceria com empresas privadas, para ampliar o ritmo de desenvolvimento de tecnologias de energia limpa. O programa tem 180 milhões de libras (mais de R$ 1 bilhão), sendo 60 milhões de libras fornecidos pelo governo e 120 milhões, pelas empresas.

Integrante do ERA, a universidade de Warwick também lidera consórcio para a criação de um centro de pesquisa de baterias para automóveis, com recursos de 14 milhões de libras (cerca de R$ 80 milhões), em parceria com a Jaguar Land Rover e outras fabricantes. A universidade possui um dos mais avançados laboratórios de fabricação e pesquisa de baterias do mundo, em escala industrial.


Fonte: Valor Economico

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

No dia da Internet Segura, ganhe 2GB de espaço extra ao verificar seu Gdrive
Emerson F. Tormann14:12

Hoje é o Dia da Internet Segura, uma data na qual empresas de tecnologia, organizações sem fins lucrativos, empresas de segurança e usuários ao redor do mundo debatem, em conjunto, sobre segurança on-line. Para celebrar a data, estamos lançando novas funcionalidades e repassando alguns lembretes úteis para proteger você de perigos como phishing, malwares e outras ameaças que visam acessar seus dados pessoais.


1.Simplificando as configurações de segurança
A Verificação de Segurança fornece ao usuário um jeito rápido de controlar as configurações de segurança da sua Conta Google. Você pode adicionar um telefone de recuperação - para que possamos entrar em contato caso você não esteja conseguindo acessar sua conta -, reforçar suas configurações de senha e ver quais dispositivos estão conectados à sua conta, entre outros recursos.

Se você completar a Verificação de Segurança até o dia 11 de fevereiro, você receberá 2GB extras de armazenamento no Google Drive. Além do Drive, este espaço pode ser usado também no Gmail ou no Google Fotos

O Dia da Internet Segura é um excelente momento para esta revisão, mas você pode - e deve! - fazer a Verificação de Segurança periodicamente. Comece sua Verificação de Segurança visitando a página Minha Conta.


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2. Avisando os usuários do Gmail sobre mensagens potencialmente não seguras
Se você e sua avó usam Gmail para trocar mensagens, suas conexões são criptografadas e autenticadas. Isto significa que bisbilhoteiros não podem ler seus emails enquanto eles estão passando pela web e que você pode ter certeza de que o email que sua avó te mandou (escrito numa fonte tamanho 48 e provavelmente com emojis) realmente foi enviado por ela!

No entanto, como explicamos em nosso Relatório de Transparência "E-mail mais seguro", este processo pode não acontecer da mesma forma quando o Gmail interage com outros provedores de e-email. Hoje, estamos introduzindo mudanças na versão web do Gmail para informar aos usuários quando uma mensagem recebida não foi criptografada, se ele está escrevendo uma mensagem para um destinatário cujo serviço de e-mail não suporta criptografia em TSL ou quando o endereço de domínio do remetente não pode ser autenticado.

Na imagem abaixo está o aviso que você irá ver no Gmail antes de enviar uma mensagem para um provedor que não conta com criptografia em TLS, um protocolo de segurança. Você também irá ver um ícone de cadeado aberto caso receba uma mensagem de uma fonte não criptografada.

Se você receber uma mensagem que não pode ser autenticada, você verá um ícone de ponto de interrogação ao lado do nome do remetente.

Para mais informações, você pode conferir os blogs do Gmail e Google for Work (ambos em inglês).

3. Protegendo você dos maus aplicativos
Aplicativos maliciosos que podem acessar e roubar suas informações pessoais ou bloquear seu telefone, fazendo com que você tenha que pagar para desbloqueá-lo, não têm espaço no seu aparelho Android - ou em nenhum outro dispositivo, na verdade.

O Google Play ajuda a proteger seu dispositivo Android ao remover apps que cometem estas práticas ou que realizem qualquer ação que não esteja em conformidade com nossas políticas para desenvolvedores, e também ao realizar mais de 200 milhões de varreduras de segurança diárias, procurando qualquer sinal de problemas. No último ano, apps prejudiciais foram instalados em menos de 0.13% dos dispositivos Android que instalaram apenas apps hospedados no Google Play.

Você pode conferir mais sobre outros recursos de segurança do Android - como o processo de “Sandboxing” em aplicativos, atualizações mensais de segurança para aparelhos Nexus (em inglês) e outros dispositivos, e nosso Programa de Recompensa de Segurança (em inglês), no whitepaper que divulgamos hoje no blog oficial do Android (conteúdo em inglês).

4. Eliminando más práticas de promoção de anúncios
Os anúncios criados botnets utilizam o controle que o sistema possui sobre computadores infectados para fazer com que os usuários, sem saber, acessem determinados sites e cliquem em anúncios, gerando renda para o dono da rede botnet. Este tipo de prática ameaça o trabalho honesto realizado por empresas e anunciantes e, como os botnets em geral carregam malwares consigo, eles também colocam em risco a segurança dos usuários.

Trabalhamos para manter as botnets fora dos nossos serviços de anúncios, retirando a renda dos anúncios e tornando mais difícil para eles ganhar dinheiro, seja por meio da distribuição de malwares ou pela instalação de softwares indesejados (em inglês).

Agora, como parte dos nossos esforços para combater maus anúncios on-line (em inglês), estamos reforçando nossas defesas já existentes contra botnets ao filtrar automaticamente o tráfego das três botnets mais conhecidas por fraudar anúncios, compostas por mais de 500.000 máquinas de usuários infectados. Saiba mais sobre esta atualização no blog do Doubleclick (em inglês).

Segurança e prevenção on-line são temas que estão sendo discutidos com mais frequência, e urgência, do que nunca. Esperamos que hoje você consiga reservar um tempo para aprender como o Google mantêm seus dados seguros e de qual forma você pode contribuir para fazer da internet um lugar mais seguro para todos nós.
Publicado por Gerhard Eschelbeck, Vice-Presidente de Segurança e Privacidade

Projeto do Google quer oferecer internet 5G com drones movidos a energia solar
Emerson F. Tormann02:48



O Google tem um grande interesse em drones: eles compraram uma fabricante desses veículos, e querem até lançar um serviço de entregas pelo ar. O que a empresa quer fazer com suas aeronaves não-tripuladas? Oferecer internet ultrarrápida, é claro.

O Guardian revelou detalhes sobre o Project SkyBender, um projeto secreto do Google para transmitir internet 5G através de drones.

A empresa está usando drones para testar transmissões de rádio de ondas milimétricas, que podem ser adotadas no padrão 5G. Essas ondas podem, teoricamente, transmitir até 40 vezes mais dados do que redes 4G atuais.

O desafio das ondas milimétricas está em seu alcance: ele é muito menor do que os sinais de telefonia móvel. O Google está testando transmissões em 28 GHz, que desaparecem em um décimo da distância de um sinal 4G.

Para fazer ondas milimétricas irem mais longe, é preciso usar um equipamento especial, chamado “antena conjugada com controle de fase“. O problema: isso é complexo e gasta muita energia.

Por isso, é preciso realizar diversos testes. No ano passado, o Google montou vários protótipos de transceptor, e vem pagando US$ 1.000 por dia para testá-los no Spaceport America (EUA), terminal projetado para futuros voos espaciais da Virgin Galactic.

Tudo isso faz parte da equipe Google Access, que também cuida do Loon – o projeto entrega internet sem fio usando balões na estratosfera.

O Project SkyBender está sendo testado com uma aeronave chamado Centaur e com drones movidos a energia solar feitos pela Google Titan, divisão formada quando o Google adquiriu a Titan Aerospace em 2014.

O Facebook também planeja criar uma rede de drones gigantes que usam lasers para fornecer internet a partir dos céus – a rede social demonstrou um protótipo de drone, chamado Aquila, para esse projeto.

Fonte: THE GUARDIAN

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Por que gerar energia solar em casa pode ser um bom negócio
Emerson F. Tormann09:19


Painéis de captação de energia solar em João Pessoa (PB): com a nova medida, o consumidor se torna um produtor de energia quando o consumo é menor que a produção


São Paulo – Você já pensou em receber a conta de luz no fim do mês e não ter depagar nada pela energia usada durante o mês? Melhor: já imaginou ter crédito com as companhias de energia? Pois as medidas adotadas pela Aneel na resolução 482, publicada no ano passado, são um grande passo para que isso aconteça. De acordo com as novas regras, além da regulamentação da produção de energia solar no país, há agora o sistema de compensação de créditos a favor do consumidor, o que viabiliza economicamente os sistemas de energia solar .

“É algo bastante simples. Toda energia gerada durante o dia pelo sistema deeletricidade solar será usada pelos eletrodomésticos e demais equipamentos que estão consumindo energia naquele momento. Mas se houver excedente de energia, esta quantidade será exportada para a rede da distribuidora, que retornará a energia em forma de crédito na conta do consumidor”, explica Jonas Gazoli, diretor da empresa Eudora Solar.

O crédito pode ser usado por 36 meses, inclusive em outras instalações do próprio consumidor, sendo usada durante a noite ou em dias de chuva , por exemplo, quando o sistema solar não está produzindo energia na ausência do astro-rei.

“Esse sistema permite que o consumidor tenha contabilizada a geração de energia mesmo quando não estiver usando. Na prática, ele se torna um produtor de energia em alguns momentos do dia, quando o consumo é baixo ou não há consumo ”, diz Marcelo Gradella Villalva, pesquisador e professor da Unesp.

Como é mais comum as pessoas não estarem em casa durante o dia, o sistema de compensação faz com que, no final do mês, toda a energia produzida seja descontada na conta de luz, resultando em uma economia que pode chegar a 100%.

Válida para todo mundo

A medida é tão favorável que até mesmo universidades estão fazendo uso de eletricidade solar visando a redução nos gastos.

É o caso, por exemplo, da Fumec BH (MG), que agora conta com o sistema implantado pelo engenheiro e professor da instituição Virgilio Medeiros.

“Como sou professor da disciplina energia solar , fiz com que o projeto fotovoltaico tivesse a participação dos alunos e do corpo técnico da escola para desenvolvimento de competências dentro da faculdade”, conta.

Mas se você gostou da ideia, não desanime, pois essa também é uma ótima medida para residências. “Já que toda energia gerada pelos painéis solares deixa de ser buscada na concessionária local de energia, o sistema fotovoltaico gera uma economia imediata na conta de energia elétrica”, salienta Luis Felipe Lima, proprietário da empresa Minha Casa Solar.

A conclusão é que energia solar , além de limpa por não consumir recursos naturais, é um bom negócio.

“Nossa tarifa de energia é cara e os reajustes são anuais por causa da inflação . Apesar de o governo estar tentando baixá-las, ela vai continuar custando caro. Assim, quando você instala um sistema solar fotovoltaico, na verdade está comprando antecipadamente a energia elétrica que vai consumir durante os próximos 30 anos", afirma Marcelo Villalva, da Unesp.

"Imagine 10, 20 ou 30 anos de inflação sobre o preço atual da eletricidade. Não é preciso fazer muitas contas para perceber que é vantajoso investir em um sistema como esse”, completa o professor.

O tempo de retorno do investimento gira em torno de 5 a 10 anos, dependendo do local onde é instalado. Por último, para quem está pensando em instalar este tipo de sistema, existe mais um benefício: a valorização do imóvel , já que residências equipadas com tecnologias verdes e autossuficientes em energia tendem a ser valorizados no mercado.

Como ter desconto na conta de luz?
Para gerar sua própria eletricidade com energia solar você deve instalar um conjunto de equipamentos composto por módulos fotovoltaicos, um inversor eletrônico e um quadro elétrico especial.

“A instalação do sistema demora de dois a três dias e deve ser feita por uma empresa especializada. Antes de tudo você precisa solicitar uma autorização e apresentar um projeto técnico para a concessionária de eletricidade local. Depois de instalado o sistema, você passa a receber uma fatura de eletricidade onde constam dois itens: a energia consumida e a energia produzida pela residência. Se a residência conseguir gerar 100% de sua eletricidade , você não vai pagar nada no final do mês, exceto a taxa básica de conexão à rede elétrica”, explica Villalva.

O investimento inicial gira em torno de R$ 15 mil a R$ 40 mil, dependendo do consumo da família. “Mas já existem tecnologias com microinversores que permitem um investimento inicial menor e mais gradual. O consumidor pode montar, por exemplo, um sistema composto por apenas um ou dois painéis fotovoltaicos e aumentar a quantidade de módulos gradativamente. Isso pode reduzir o investimento inicial para cerca de R$ 5 mil a R$ 15 mil”, calcula Lima, da empresa Minha Casa Solar.

O investimento é preciso porque os módulos são diferentes dos coletores solares térmicos já conhecidos, que apenas servem para aquecer a água. Eles são feitos de células de silício ultra-puro, que transformam a luz do Sol em corrente elétrica.

Para que deem resultado, eles são ligados a um inversor, que é um equipamento eletrônico que converte a energia em corrente alternada que é usada na residência.

"O inversor é um equipamento de pequenas dimensões e pode ser instalado em qualquer lugar da casa como, por exemplo, na área de serviço ou em alguma parte externa. O inversor fica conectado à instalação elétrica da residência através de um quadro elétrico especial, que possui alguns dispositivos de segurança necessários para a operação do sistema. Feito isso, o sistema de eletricidade solar passa a alimentar a residência simultaneamente com a rede elétrica pública”, explica o professor Villalva.

Esses acessórios serão fundamentais para que a energia gerada se transforme em economia para o seu bolso.

Emerson F. Tormann, CREA 13.433/TD-DF
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