segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bandeira continuará vermelha em outubro
Emerson F. Tormann10:04

Foto: Emerson F. Tormann - https://instagram.com/inspenge/


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou na sexta-feira que a bandeira tarifária para outubro continuará vermelha, significando um acréscimo nas contas de luz de R$ 4,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

Devido à necessidade de despacho das usinas térmicas decorrente da longa estiagem que afeta o País nos últimos três anos, o Brasil está na bandeira vermelha desde o começo de 2015, quando o regime de cobrança adicional entrou em vigor.

Com a melhora nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e a queda na consumo de energia, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou no mês passado o desligamento de 21 usinas térmicas com potência somada de 2 mil megawatts médios.

Com a saída do sistema desses empreendimentos com custos de produção de eletricidade superiores a R$ 600 por megawatt-hora, a economia estimada pelo governo até o fim do ano foi de R$ 5,5 bilhões.

Isso se refletiu em um desconto no preço da bandeira vermelha a partir deste mês. A mudança, aprovada pela Aneel no fim de agosto, reduziu o preço da bandeira vermelha de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos para R$ 4,50.

Ainda assim, a melhora na geração hídrica ainda não foi suficiente para fazer a bandeira baixar para a cor amarela, na qual haveria cobrança de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos. Na bandeira verde, não há cobrança adicional.

Fonte: Agência Estado

Reservatórios de hidrelétricas do Nordeste estão no limite
Emerson F. Tormann09:51

Falta de chuvas leva reservatórios de hidrelétricas do Nordeste ao limite

A situação dos reservatórios das hidrelétricas do Nordeste do Brasil deve se tornar crítica já no próximo mês, com poucas chuvas no horizonte e previsão de elevação no consumo, de acordo com dados de projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e especialistas consultados pela Reuters.

As chuvas esperadas na área das hidrelétricas da região em outubro estão em cerca de 42% da média histórica, o que levaria os reservatórios a 9,5% da capacidade ao fim do próximo mês, um nível considerado crítico, conforme relatório do ONS divulgado na sexta-feira. Com este quadro, seria muito difícil para o governo deixar de ligar novamente algumas das termelétricas desligadas recentemente, em meados de agosto, afirmam técnicos do setor.

"Há uma questão técnica em que, com reservatórios abaixo de 10%, em média, a operação começa a ser comprometida, e em muitos casos
é preciso desligar máquinas das hidrelétricas para não comprometer a segurança dos equipamentos", explicou o diretor da comercializadora
e gestora de energia Safira, Fábio Cuberos.

Fonte: Reuters

sábado, 26 de setembro de 2015

Eólicas geram 30% da energia no Nordeste
Emerson F. Tormann15:07

Parque Eólico Rio do Fogo, no Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte. O paeque tem 62 aerogeradores que produzem 49,6MW/hora de energia. Isso equivale ao abastecimento de uma cidade de aproximadamente 60.000 habitantes. Foto: UOL
Novas usinas e estiagem prolongada, que reduz produção de hidrelétricas, explicam resultado recorde de agosto

Apesar da crise da economia, setor espera continuar a crescer neste ano e gerar 59 mil postos de trabalho

Do Recife - Impulsionada pela redução dos custos e pela estiagem prolongada, a quantidade de energia eólica gerada no Nordeste atingiu seu recorde em agosto passado e ficou perto de se igualar às fontes tradicionais, como hidrelétricas e termelétricas.

No último mês, os aerogeradores foram responsáveis por 30,6% de toda energia produzida na região - a maior participação já registrada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). No mesmo período, as fontes térmicas geraram 35,7%, e as hidrelétricas, 33,7%.

Para uma comparação, no ano passado, a maior participação das eólicas na região foi de 16,8% em outubro.

O peso das eólicas é maior no Nordeste devido à qualidade dos ventos na região: são constantes, unidirecionais e de alta velocidade.

Por isso, a maioria das 266 usinas em operação comercial no país se concentra naquela região, em Estados como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.

A fonte eólica cresce em ritmo acelerado desde 2009 no país, quando foi realizado o primeiro leilão do setor. A capacidade instalada passou de 601 MW (megawatts) naquele ano para 2.514 MW, em 2012, e os 6.647 MW atuais.

Hoje, as eólicas são a quarta maior fonte do país e a segunda mais barata, com preço médio de R$ 180 por MWh. Só neste ano, 57 usinas foram instaladas.

Um dos fatores que reforçam a presença da energia gerada pelos ventos foi a estiagem prolongada dos últimos anos, que provocou a queda do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e reduziu a energia produzida em relação a anos anteriores.

Para preservar a água em reservatórios estratégicos, como o da usina de Sobradinho, na bacia do São Francisco, o governo optou por aumentar o uso das termelétricas, que são mais caras e funcionam como reserva para períodos de estiagem.

MOVIMENTO DUPLO

"A geração hídrica está reduzida ao mínimo [em relação a anos anteriores]. Coincide termos aumentado a capacidade eólica e termos menos água disponível nas hidrelétricas. Esses dois movimentos fazem a participação da eólica crescer", afirma o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Mauricio Tolmasquim.

Além disso, a evolução tecnológica e a consequente redução dos custos foram decisivas para o desempenho do setor, que espera se tornar a segunda maior fonte de energia do país até 2020, segundo a presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), Elbia Melo.

"Houve uma mudança tecnológica muito grande desde 2006, quando o primeiro parque eólico foi inaugurado, até 2009 - A altura da torre dobrou e a potência triplicou. Isso faz a produtividade ser maior e o custo, menor."

Apesar da crise, o setor é um dos poucos que se mantêm aquecidos. A previsão para este ano é de gerar 59,4 mil empregos, com investimentos de R$ 24 bilhões.

Em 2014, o setor fechou com 37 mil vagas.

A mudança tecnológica foi muito grande desde o 1º parque, em 2006, até 2009. Isso faz a produtividade ser maior, e o custo, menor Elbia Melo - presidente da Abeeólica

Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Microsoft fecha acordo com chinesa Baidu
Emerson F. Tormann01:30



SÃO PAULO  -  A americana Microsoft e a chinesa Baidu assinaram acordo para fazer do Baidu.com o mecanismo e busca padrão e página inicial para usuários de internet na China que utilizam o navegador Edge.
O anúncio é um de sete novos acordos informados nesta semana, à medida que a Microsoft busca expandir sua presença na segunda maior economia do mundo.

A Microsoft também vai desenvolver um software híbrido de computação em nuvem com a Unisplendour Corporation e a 21Vianet, e construir um serviço de nuvem para a fabricante de celulares Xiaomi.

A companhia também anunciou acordos com CETC, Shanghai Oriental Pearl Media Company, governo da província de Sichuan e zona de desenvolvimento Xi’xian New Area.

» Download Baidu Antivirus 5.8.0.150821 (27.2 MB) | Homepage – http://sd.baidu.com

Dow Jones Newwires

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Todos os boletos bancários deverão ser registrados a partir de 2016
Emerson F. Tormann16:17

O BOLETO de cobrança é um instrumento de pagamento de um produto ou serviço prestado por um fornecedor. Através de um BOLETO de cobrança, o emissor daquele documento, intitulado “Cedente”, receberá em sua conta o valor referente a este produto ou serviço.

Segundo Kátia Queiroz, Diretora de redes do BRB, todos os bancos deverão atualizar seus sistemas para emissão de boletos bancários mais seguros. A nova modalidade visa evitar as fraudes que vêm ocorrendo em um número crescente nesses últimos anos.

O Banco Central e Febraban trabalham juntos para melhorar a segurança na emissão de boletos bancários e estão desenvolvendo um recurso chamado de "Boleto Registrado". A Febraban convidou alguns bancos, e o BRB participa desse processo, pensando juntos na solução para o problema das fraudes com a emissão desses documentos.

Uma das primeiras medidas que já em andamento é o fim da cobrança sem registro e, em junho de 2015, todas as Instituições Financeiras cessaram a venda desta modalidade para novos contratos. Também ficou estipulada a data de dezembro de 2016 obrigando todos os bancos a emitirem boletos registrados.

O BRB já opera com esse novo sistema, desde junho de 2015, para todos os clientes que solicitarem a novidade mesmo não havendo a obrigatoriedade. É uma forma de incentivar a circulação dos boletos mais seguros e criar a cultura do uso desse serviço. No caso do BRB não haverá acréscimo no valor da tarifa para os clientes que já utilizam os serviços de cobrança. Para os condomínios, já está valendo o produto "Boleto com Registro - Modalidade 1", específica para atender a síndicos de condomínios e não incidiu aumento de tarifa. Prevalesce o que foi acordado no momento da contratação dos serviço.

Para saber mais clique aqui.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Brasil pode economizar R$ 1,1 tri até 2050 com energias renováveis, diz Greenpeace
Emerson F. Tormann15:03

(ou: Mundo pode ter 100% de energia renovável até 2050, diz Greenpeace)


Investimento adicional médio ao ano seria de US$ 1,03 trilhão ante uma economia de US$ 1,07 trilhão ao ano por deixar de usar combustíveis fósseis

Um estudo lançado na segunda-feira, 21 de setembro, pelo Greenpeace aponta que o mundo precisaria de um investimento adicional médio de US$ 1,03 trilhão ao ano até 2050 para conseguir reverter a matriz energética do uso de combustíveis fósseis para a geração de energia 100% renovável. Esse valor, argumentou a entidade, seria totalmente coberto pela economia pelo não uso dessas fontes fósseis na atividade e somaria US$ 1,07 trilhão no mesmo período.

Segundo o estudo do Greenpeace, intitulado [R]evolução Energética 2015: Como atingir 100% de energias renováveis para todos até 2050, nos primeiros anos o uso dos combustíveis fósseis ainda seria mais elevado que a economia proporcionada. Contudo, a estimativa é de que entre 2025 e 2030 a conta inverteria, ou seja, todo o gasto com os investimentos adicionais seriam cobertos pela economia gerada com o não uso dos combustíveis fósseis em usinas térmicas.

As fontes eólica e solar são as que mais apresentam perspectivas, pois amadureceram e são economicamente competitivas ante o carvão. Na avaliação do coordenador geral do relatório, que contou com a participação da unidade brasileira da entidade, é muito provável que essas fontes ultrapassem a indústria do carvão ao longo da próxima década no que diz respeito a empregos e fornecimento de energia.

E o Greenpeace utilizou como exemplo o caso brasileiro. O documento indica que até 2020 a geração de empregos da indústria petrolífera local, que conta com cerca de 4,1 milhões de pessoas, segundo a Agência Internacional de Energia, seria ultrapassada pela criação de postos de trabalho na indústria solar com 6,7 milhões de pessoas e pela eólica com 4,22 milhões. Além disso, o número de vagas somente no segmento de painéis solares em 2030 poderá chegar 9,7 milhões de pessoas, cerca de 10 vezes mais o que existe hoje. No caso da eólica nesse horizonte de tempo o número de pessoas envolvidas na cadeia seria de 7,8 milhões de pessoas.

Outro dado destacado pela entidade é que em apenas 15 anos a participação das energias renováveis no mundo poderia triplicar, saindo de 21% para 64%, isso em termos globais. E a consequência seria a redução das emissões de gases de efeito estufa, de 30 gigatoneladas por ano para 20 gigatoneladas anuais até 2030.

Esse é o segundo relatório sobre o tema apresentado somente nesta semana. Esses estudos chegam em um momento crítico para o setor ambiental uma vez que em menos de três meses ocorrerá a Conferência do Clima (COP 21) em Paris. Essa oportunidade é vista pela entidade como o momento de os líderes mundiais tomar medidas para combater as mudanças climáticas, acelerando a transformação do setor energético mundial para longe dos combustíveis fósseis e ruma à totalidade da geração de energia elétrica por meio de fontes renováveis até meados deste século.

Para a entidade, o estudo é uma prova de que é possível ter essa geração limpa, desde que haja vontade política para a mudança. E essa vontade passa obrigatoriamente pelo combate ao lobby da indústria dos combustíveis fósseis. Para acessar o estudo, clique aqui.

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Meio Ambiente
22/09/2015 - 12:33h

FIRJAN AMEAÇA FECHAR SENAI E SESI
Emerson F. Tormann14:27

'Vamos fechar Senai e Sesi, e o efeito político será gigantesco'

presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira - Foto: Brasil247

Após defender o apoio do empresariado ao governo federal, o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira agora critica as novas medidas do ajuste anunciadas pela equipe de Joaquim Levy; ele se revolta contra a previsão de corte de 30% em recursos para o Sistema S: “Concretamente, aqui no Rio, nós vamos fechar Sesi e Senai se isso prevalecer. Vai ter uma repercussão política gigantesca, pois chegará a 1 milhão de pessoas”

247 – Após liderar o apoio do empresariado ao governo federal, o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, agora endurece às críticas às novas medidas de ajuste da equipe de Joaquim Levy.

Ele questiona a falta de um programa de privatizações, reclama da proposta de aumento de impostos e da volta da CPMF, e se revolta contra a previsão de corte de 30% em recursos para o Sistema S:

“Concretamente, aqui no Rio, nós vamos fechar Sesi e Senai se isso prevalecer. Vai ter uma repercussão política gigantesca, pois chegará a 1 milhão de pessoas”, ameaça, em entrevista ao Valor.

Por outro lado, critica o golpismo contra o governo Dilma: “Temos que ir adiante. E o Executivo, trabalhar. Qualquer fato novo é outro problema”



Por Cristian Klein
Aline Massuca/Valor

Na primeira semana de agosto, partiu da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) a nota em defesa de uma união nacional, que representou um apoio do empresariado ao governo federal, num dos momentos mais críticos da crise político-econômica. Na volta do recesso do Congresso, a presidente Dilma Rousseff era acossada pelas articulações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e da aproximação, no Senado, de cardeais do PSDB e PMDB para deslanchar o impeachment. O texto assinado pelo presidente da entidade, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, - ao lado do presidente da congênere paulista, Fiesp, Paulo Skaf - atendia, como ele descreve, a "um grito de desespero" do vice-presidente da República Michel Temer e clamava pela responsabilidade dos atores políticos. Citava o risco da perda do grau de investimento pelo país.

O rebaixamento veio, o governo aprofundou o ajuste fiscal e agora a postura de Gouvêa Vieira é bem menos favorável à administração do PT. Em entrevista ao Valor, o dirigente da Firjan diz que o governo tem "ideologia do século 19"; critica a falta de um programa de privatização; reclama da ausência de diálogo; da proposta de aumento de impostos e recriação da CPMF; e revolta-se contra a previsão de corte de 30% em recursos para o Sistema S. "Concretamente, aqui no Rio, nós vamos fechar Senai e Sesi, se isso prevalecer. Vai ter uma repercussão política gigantesca, pois chegará a 1 milhão de pessoas", diz.

As medidas do governo - que pretende alocar o montante para cobrir o rombo da Previdência - atingem a contribuição compulsória feita por empresas ao Sesi e ao Senai que, no Estado do Rio, deve somar este ano R$ 800 milhões. Por determinação legal, o Sesi repassa à Firjan 7% dessa contribuição e o Senai, 1%. A seguir os principais trechos da entrevista:

Valor: O que achou da proposta do governo?

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira: A sensação é que estamos realmente numa situação horrorosa porque até oficialização dos jogos de azar já foi proposta. O que é impressionante é que eles não falaram nada, nada sobre a venda de companhias, sobre privatização. Todas as empresas - sejam pequenas, médias ou grandes - quando têm problema de caixa, a primeira providência é saber o que eu tenho de ativo para que eu possa ter liquidez. Mas o governo é incapaz, por conta de uma ideologia do século 19, que não funcionou em país nenhum. Haja vista os países periféricos da Europa. Hoje aparentemente o governo já fala em mandar uma reforma da Previdência. Mas já deveria ter feito isso na semana passada! Antes da divulgação desse pacote. Temos um ministro da Fazenda que sabe muito bem que essa agenda é a correta, mas os companheiros de governo não conseguem entender isso. Ele vive uma situação muito complicada, posso imaginar a angústia interna. Conheço o Joaquim [Levy] muito bem, é uma pessoa capaz. Estava muito bem na iniciativa privada, e está lá por missão, por vocação pública. Mas não consegue entregar o que ele imaginava.

Valor: Mas o Congresso também não ajuda.

Gouvêa Vieira: O Congresso ajuda coisa alguma. Ainda prevalecem os interesses eleitorais. Cada um quer ver o pior para o outro lado, para se valorizar. Isso não condiz com o interesse do país. Essa questão é de responsabilidade da situação e da oposição. O problema é que não vemos as lideranças colocarem as coisas como elas devem ser. Eu achava que a presidente deveria ir ao Congresso, ela pessoalmente, fazer uma apresentação das contas públicas. Agora, também da parte do Executivo tem que haver uma abertura suficiente para se colocar todas as alternativas possíveis, por exemplo, a privatização, que neste governo é quase uma ofensa se falar sobre isso.

Valor: Privatizar é uma saída para a crise?

Gouvêa Vieira: Você traz recursos para ter tempo para fazer as reformas estruturais. Faz o choque de privatização e ao mesmo tempo reformas profundas na Previdência, medidas que impeçam ultrapassar as despesas correntes além da subida do PIB, que o salário mínimo flutue de acordo com inflação e PIB - e se o PIB for negativo, que seja inflação menos a queda do PIB. São coisas fundamentais para as contas públicas. Agora, essa meia-sola que foi anunciada é uma cata de recursos, como um desespero, que permite um parlamentar propor a regulamentação do jogo [em cassino e bingos], que no mundo todo é o que há de pior em termos de ambiente social. O Executivo precisa ter coragem, se colocar na camiseta de estadista. Não pode ter ideias preconcebidas e ideológicas do passado.

"Vamos mexer com mais de 1 milhão de pessoas, incluindo suas famílias. Essas pessoas vão para a rua"

Valor: O governo, por outro lado, adota medidas que vão contra a base social do PT, como o funcionalismo público.

Gouvêa Vieira: Não apenas os funcionários públicos, mas também o Sesi e Senai, que têm por obrigação atender ao trabalhador. Aqui no Rio, trabalhamos no osso os recursos do serviço social. Quando anunciam que vão tirar 30% mais a Lei do Bem, estão dizendo que querem fechar o Sesi e Senai. Onde as pessoas vão aprender e se qualificar? Estamos empurrando os jovens para a vala comum? Tirar da juventude alguma esperança que eles têm? No Rio, estamos transformando vidas em todas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o que o Estado não faz. Até agora não vi entendimento geral e político.

Valor: Como assim?

Gouvêa Vieira: Para esse pacote que foi lançado, vamos falar especificamente sobre o Sistema S, o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, que foi presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que conhece profundamente Sesi e Senai, não foi ouvido. Isso é entendimento? A Fiesp e a Firjan não foram ouvidas - nós, que representamos 80% da indústria do Brasil. Pessoas que não têm a menor ideia do serviço social que se faz.

Valor: Quanto será perdido com os cortes?

Gouvêa Vieira: Eles anunciaram 30%, mas no Senai tem mais 20%, segundo nosso cálculo, por causa da Lei do Bem. Concretamente, aqui no Rio, nós vamos fechar Senai e Sesi. Não tem menor dúvida. Nós vamos fazer, se isso prevalecer. Porque eu, como pessoa física, sou responsável pelas contas dessas organizações. E eu não vou colocar o meu patrimônio em risco. Não há a menor possibilidade. Agora, é uma injustiça brutal. E evidentemente isso vai ter uma repercussão política gigantesca. Temos mais de 500 pontos de atendimento só no Estado do Rio. Atendemos mais de 500 mil pessoas por mês em nossos ambulatórios no programa de saúde do trabalho. Vamos mexer com mais de 1 milhão de pessoas, incluindo as famílias das pessoas atendidas por nós. Essas pessoas vão para a rua. E aí eu reforço que desde que soltamos nota [na segunda, 14, criticando os cortes] o diálogo não existe. Há uma revolta nacional dos administradores do Sesi e Senai. Minha indignação é pela forma de se fazer e porque é inconstitucional.

Valor: Qual é a sua posição sobre a possibilidade de impeachment?

Gouvêa Vieira: Tenho nada a ver com isso. Não sou advogado, não conheço as contas que o Tribunal de Contas da União (TCU) está analisando, não tenho a menor ideia no que o Tribunal Superior Eleitoral (TCE) está trabalhando. Estou advogando a robustez das nossas instituições. Temos que ir adiante. Com as coisas que estão aí na mesa. Qualquer fato novo é outro problema. Hoje temos o Executivo, que está lá, empoderado pelo poder democrático, e ele tem que trabalhar. Não somos contra ou a favor partido A, B ou C. Não somos oposição ou situação. Nosso partido é o Brasil. Os políticos têm uma obrigação perante a população porque pediram o voto dela para entregar um país melhor.

Valor: Mas há a luta política. O PSDB, por exemplo, votou contra o fator previdenciário, que o próprio partido criou nos anos FHC.
Gouvêa Vieira: Isso é uma vergonha. Quando faço as críticas, faço para todos os políticos. Não tem cabimento o PSDB votar a favor de algo que ele sabe que é errado.

Valor: O PSDB deve apoiar estas novas medidas do governo?

Gouvêa Vieira: Não falei com o presidente do PSDB sobre isso, não tenho a menor ideia. Mas tenho a impressão de que a discussão que vai ocorrer no Congresso é se esse ajuste é estruturante ou não. Porque, às vezes, é na crise que se resolvem as coisas de uma forma definitiva. É a hora de passarmos a limpo o Estado brasileiro. E aí precisa do estadista para tocar essa manada. O Brasil vai se encontrar com essa agenda, se vai ser agora, daqui a dois anos ou dez... mas por que não agora?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Metade do DF fica sem luz
Emerson F. Tormann11:46

Queimada entre subestações de Furnas obriga CEB a reduzir cargas em vários pontos



Uma falha no Sistema Interligado Nacional de Furnas deixou 48% do DF sem energia elétrica. Em vários pontos da cidade 480 mil relógios deixaram de funcionar e os moradores foram afetados por picos de luz ou mesmo falta de energia por horas. O metrô parou de funcionar por cerca de uma hora e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) solicitou que a
população racione água este fim de semana, sobretudo nas regiões de São Sebastião, Jardim Botânico, Fercal e Setor de Mini Chácaras de Sobradinho. Áreas em que o abastecimento depende da energia elétrica para o bombeamento da água para as caixas d'água. A redução no consumo "será importante para ajudar na normalização do sistema de abastecimento, beneficiando toda a população", informou por meio de nota.

Um incêndio de grandes proporções na área de Cerrado, entre as subestações Samambaia e Brasília Sul, danificou a fiação que faz a distribuição da energia. O problema ocorreu por volta das 15h, quando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) comunicou à Companhia Energética de Brasília (CEB) sobre a necessidade de reduzir o funcionamento. De acordo com a
comunicação da companhia, a empresa diminuiu as cargas na capital federal para evitar maiores problemas e, às 17h15, tudo foi restabelecido. Até o fechamento desta edição, uma equipe de 30 homens do Corpo de Bombeiros combatia as chamas em Furnas.

Prejuízo

Lago Sul, Plano Piloto, Sudoeste, Cruzeiro, São Sebastião, Guará, Paranoá e Sobradinho foram algumas das regiões administrativas afetadas. Funcionários de uma padaria no Jardim Botânico relataram que ficaram sem luz por mais de uma hora.

Alguns produtos que precisam de refrigeração estragaram e parte das vendas não pôde ser concluída, pois as máquinas de cartão não estavam funcionando. O estabelecimento, no entanto, não teve grandes prejuízos.

A administradora Sueli Pimenta dos Santos, 55 anos, é moradora do Jardim Botânico e afirmou que, por volta das 15h30, todo o local ficou sem luz. "Foi em tudo, nas casas, na rua e até no posto de gasolina. Minha filha me disse que no condomínio dela também acabou a luz", contou. A administradora disse que nada na geladeira estragou, mas que ainda não tinha conferido se
todos os eletrodomésticos ou aparelho eletrônicos estavam funcionando normalmente após o apagão. No Sudoeste, por duas vezes, as profissionais de um salão de beleza precisaram interromper o atendimento pela falta de luz.

Quando a energia foi restabelecida, perceberam que o computador da loja estava queimado. Após um dia cansativo de trabalho, a bancária Vanessa Sobreira Pereira, 34 anos, teve que subir 17 andares de escada, pois os quatro elevadores do condomínio onde mora no Guará II estavam quebrados. "Por conta do pico de energia, os ascensores pararam de funcionar. Mais de meia hora depois, um deles voltou a operar sozinho, os outros, só depois de duas horas, quando os técnicos chegaram", comentou.

No Hospital Universitário de Brasília (HUB), ocorreram vários picos de energia seguidos. O problema foi suficiente para causar transtornos. Um dos elevadores da unidade parou de funcionar e uma pessoa ficou presa. Funcionários do Senado e do Ministério das Relações Exteriores foram liberados.

Estações fechadas

Por cerca de uma hora, a Companhia do Metropolitano do DF fechou todas as estações do metrô. Os trens conseguiram chegar até as estações com lentidão e os passageiros foram evacuados e obrigados a pegar ônibus. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, nenhum dos terminais registrou confusão. A decisão de suspender os serviços ocorreu porque a energia dos trilhos estava intermitente e poderia danificar as linhas.


Fonte: Correio Braziliense

sábado, 19 de setembro de 2015

Após falha em Furnas, 48% dos moradores do DF ficam sem energia na tarde desta sexta-feira
Emerson F. Tormann16:18

A CEB informou que precisou reduzir cargas no Distrito Federal a pedido do ONS

Uma falha na distribuição de energia deixou 48% do DF sem energia por quase duas horas. A CEB (Companhia Energética de Brasília) informou que devido a um problema no Sistema Interligado Nacional de Furnas, por volta de 15h desta sexta-feira (48), a CEB teve de reduzir cargas no Distrito Federal a pedido do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico.

Nas redes sociais, moradores da região central, de Águas Claras e do Lago Norte relataram quedas no fornecimento de energia.

As 17h15, segundo a CEB, todas as cargas foram restabelecidas.

Um total de 339 mil unidades consumidoras nas seguintes localidades foram afetadas: São Sebastião, Mangueiral, Lago Sul, Paranoá, Sobradinho, Planaltina, Gama, Ceilândia Norte e Brazlândia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Uso da Internet pelo celular cresce entre os brasileiros, revela Cetic.br
Emerson F. Tormann15:14


Pesquisa TIC Domicílios 2014 também revela desigualdades no acesso domiciliar e nas atividades mais realizadas pelos brasileiros na Internet


A 10ª edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta terça-feira (15) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), aponta avanço do uso dos telefones celulares para acessar a Internet. No Brasil, 47% dos brasileiros com 10 anos ou mais usaram Internet pelo aparelho em 2014 – o que representa, em números absolutos, 81,5 milhões de pessoas.

Apesar do rápido crescimento do uso da Internet pelo celular em todas as classes sociais, a TIC Domicílios 2014 também aponta a persistência da desigualdade no acesso à Internet no País, tendo em vista os patamares mais reduzidos verificados nas áreas rurais e nas regiões Norte e Nordeste. O estudo foi realizado em mais de 19 mil domicílios brasileiros, entre outubro de 2014 e março de 2015, e tem o objetivo de medir o uso das tecnologias da informação e da comunicação nos domicílios, o acesso individual a computadores e à Internet, atividades desenvolvidas na rede, entre outros indicadores.

Uso da Internet pelo celular

A TIC Domicílios 2014 revela um crescimento significativo do uso da Internet pelo celular. O percentual de brasileiros com 10 anos ou mais que acessou a rede por meio do aparelho mais do que triplicou nos últimos três anos: em 2011, essa proporção era de 15%, chegando a 47% em 2014.

A pesquisa investigou, pela primeira vez, os dispositivos utilizados pelos indivíduos para acessar a Internet, constatando a preferência pelo telefone celular (76%) – foi mais citado do que o computador de mesa (54%), notebook (46%) e tablet (22%). Além disso, 84% dos usuários de Internet pelo celular afirmaram acessá-la todos os dias ou quase todos os dias.

Domicílios adaptados à mobilidade

O estudo aponta estabilidade na proporção de domicílios que possuem computador (50%). Já os equipamentos portáteis (laptops e notebooks) registraram crescimento: 60% das residências com computador possuem notebooks, enquanto os tablets estão presentes em 33% dos domicílios. Pela primeira vez, a pesquisa mediu a disponibilidade de redes sem fio Wi-Fi nos domicílios e constatou que 66% das moradias com acesso à Internet dispõem desse tipo de rede.

“Percebe-se um cenário de múltiplos dispositivos tecnológicos convivendo no dia a dia do cidadão, o que indica uma tendência à portabilidade e à mobilidade. Esta combinação traz implicações para as atividades e para a frequência de uso da Internet pelo cidadão e, possivelmente, contribui para que os dispositivos sejam cada vez mais utilizados de forma individual”, analisa Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Desigualdades no acesso domiciliar

A proporção de domicílios com acesso à Internet em 2014 é de 50%, o que corresponde a 32,3 milhões de domicílios em números absolutos. As desigualdades por classe social e área persistem: na classe A, a proporção de domicílios com acesso à Internet é de 98%; na classe B, 82%; na classe C, 48%; e entre as classes D e E, 14%. Nas áreas urbanas, a proporção de domicílios com acesso à Internet é de 54%, enquanto nas áreas rurais é de 22%.

Em 2014, as conexões residenciais realizadas por telefone celular foram incorporadas ao conceito de acesso domiciliar à Internet, conforme recomendação internacional, o que contribui para explicar o crescimento de sete pontos percentuais neste indicador.

“Mesmo com o crescimento da Internet móvel, o Brasil ainda encontra desafios para a universalização do acesso à Internet no domicílio. A série histórica da TIC Domicílios tem mostrado a permanência da desigualdade no acesso, fato que precisa ser observado em sua complexidade pelos gestores públicos para a reversão deste quadro”, afirma Barbosa.

Atividades realizadas pelos indivíduos na Internet

A pesquisa TIC Domicílios 2014 ainda mostra que o percentual de brasileiros de 10 anos ou mais que são usuários de Internet chegou a 55%, o que corresponde a 94,2 milhões de usuários.

A atividade mais realizada pelos usuários de Internet nos três meses anteriores à pesquisa é o envio de mensagens instantâneas, a exemplo de chat do Facebook, chat do Skype ou WhatsApp (83% dos usuários de Internet). A TIC Domicílios 2014 também aponta que a participação em redes sociais figura entre as ações mais citadas, com 76%. Já assistir filmes ou vídeos é comum a 58% dos usuários brasileiros.

Para ter acesso à pesquisa TIC Domicílios 2014 na íntegra, assim como rever as pesquisas dos anos anteriores, visite http://cetic.br/. Compare a evolução dos indicadores a partir da visualização de dados disponível em: http://data.cetic.br/cetic/explore?idPesquisa=TIC_DOM.

Sobre o Cetic.br

O Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, do NIC.br, é responsável pela produção de indicadores e estatísticas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil, divulgando análises e informações periódicas sobre o desenvolvimento da rede no País. O Cetic.br é um Centro Regional de Estudos, sob os auspícios da UNESCO. Mais informações em http://www.cetic.br/.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br (http://www.nic.br/) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br (http://www.registro.br/), estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br (http://www.cert.br/), estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br (http://www.ceptro.br/), produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br (http://www.cetic.br/), fomentar e impulsionar a evolução da Web no Brasil — Ceweb.br (http://www.ceweb.br/) e abrigar o escritório do W3C no Brasil (http://www.w3c.br/).


Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet (http://www.cgi.br/principios). Mais informações em http://www.cgi.br/.

1º Encontro de Síndicos do DF com Foco em Eletricidade
Emerson F. Tormann11:37


1° ENCONTRO DE SÍNDICOS DO DF COM FOCO EM ENERGIA ELÉTRICA ACONTECE NO DIA 29/09/2015


Temos a honra de convidá-los para participar do 1º Encontro de Síndicos com Foco em Energia Elétrica, no qual será tratado da saúde elétrica do condomínio.

Local: SBS, Quadra 02, Lote 15, Bloco E, Sala 206
Edifício do Condomínio Prime Business Convenience
70070-120 - Asa Sul - Brasília / DF

Horário: das 15:00 às 17:00

Assuntos: Inspeção elétrica e perícia nas instalações; Qualidade da energia elétrica nos condomínios; A importância dos laudos de SPDA "para raios"; Inspeção termográfica - manutenção preditiva.


FAÇA SUA INSCRIÇÃO GRATUITA AQUI NESTE LINK. OU ACESSE WWW.IPTCONSULTORIA.COM. SÃO APENAS 10 VAGAS! HAVERÁ SORTEIO DE BRINDE.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Site do GDF é invadido por hackers e fica ao som de Brado retumbante do rapper MV Bill
Emerson F. Tormann23:02

O grupo intitulado Anarchy Ghost foi o autor da façanha




Os servidores que tentaram acessar os contracheques ou outros serviços por parte do Governo do Distrito Federal na tarde desta quinta-feira (17/Set) se depararam com uma mensagem anticorrupção. Isso porque o site do GDF foi invadido por hackers que se identificaram por Anarchy Ghost.

Entre outras postagens, uma mensagem deixada pelos invasores, embora não aparente ser direcionada ao governador ou ao próprio governo do DF, atenção para à manifestação em relação à corrupção:

“Stop corrupção. Corrupção para lá, corrupção pra cá! Será que isso nunca vai acabar? Enquanto aqueles que deveria cuidar da pátria, roubam o nosso dinheiro suado muitos Brasileiros na miséria. Cria falsa ilusão de segurança para gringos vir ao “Brazil” e achar que ta tudo bem, não, por aqui nada bem. UPP – Maquiagem da Favela / Pessoas de bem cada vez ++++++ morrendo por bala perdida ou até achadas em favelas ‘pacificadas’ e entrandado pra triste Estatística ou talvez nem nela entre. Até quando? Até quandooooo? (SIC)”.


GDF lamenta ação
Por meio de nota encaminhada pela Assessoria de Comunicação o GDF lamenta ação dos hackers: “As páginas foram retiradas do ar e as providências estão sendo tomadas para que os acessos aos sites e serviços sejam estabelecidos o mais rápido possível. O governo de Brasília lamenta este tipo de ação, que traz prejuízos à sociedade.”.

Além do vídeo do Rapper, o chargista, Regis Soares também foi contemplado pelos invasores.


Brado retumbante
Para quem precisou de alguma informação do site e não conseguiu acessar, Anarchy Gost deixou um vídeo da música “Brado Retumbante”, do rapper MV Bill, para acalmar os ânimos. Mas o GDF que não gostou muito da brincadeira, mandou tirar tudo do ar, a pedido da secretária de Comunicação, Vera Canfran.

Além do vídeo do rapper, o chargista, Regis Soares também foi contemplado pelos invasores.

Confira algumas telas





Fonte: Politica Distrital


Currículo de estudantes precisa ser sucinto e sincero
Emerson F. Tormann16:09


currículo - carreira - estágio

Não adianta mentir, inventar atividades ou achar que qualquer tipo de boa ação deve entrar no currículo só para deixá-lo maior e com mais “conteúdo”. A falta de experiência na área escolhida não deve ser um peso para estudantes que estão em busca de estágio.

Na internet não faltam modelos, o problema é quando os jovens, além do esboço copiam também a informação. “Não pode achar que currículo é formulário e só trocar os dados. Não faz sentido um estudante dizer que é ''ótimo em relações interpessoais'' e ''tem espírito de liderança'' no perfil profissional”, aponta Yolanda Brandão, coordenadora de treinamento externo do Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios).

De acordo com especialistas, o currículo básico deve ter dados pessoais (nome completo sem abreviações, endereço, e-mail e telefone para contato), formação acadêmica, atividades extracurriculares, cursos de idiomas, viagens e trabalhos voluntários.

“O trabalho voluntário está sendo muito valorizado atualmente no mercado, principalmente numa época em que as empresas possuem políticas sociais e ambientais. Grandes e médias empresas estão buscando profissionais que tenham realizado atividades em ONGs ou instituições que ajudem ao próximo. Isto demonstra que estes profissionais desenvolvem algumas características essenciais para o dia a dia no ambiente de trabalho. Aprendem o verdadeiro sentido da colaboração, comprometimento, organização, iniciativa e, principalmente, a sinergia na realização de um trabalho em equipe”, afirma Marisa Pereira, professora da área de Gestão e Negócios do Senac São Bernardo.

No entanto, não é qualquer boa ação que pode entrar no currículo. “Ser solidário é diferente de trabalho voluntário. Um coisa é doar uma cesta básica todo fim de ano a alguma instituição, outra é mobilizar uma comunidade para conseguir doações”, pontua Yolanda.

Outro cuidado são com as experiências no Exterior. Se for uma viagem só a passeio, é bom ter cautela em como apresentar isso no currículo. “Se o estudante teve uma oportunidade de ir em alguma exposição ou feira importante enquanto viajava, é legal colocar. Do contrário, não é aconselhável”, recomenda Eduardo de Oliveira, superintendente educacional do CIEE (Centro Integração Empresa-Escola).

O deslize nas línguas estrangeiras – trocar a realidade de um nível básico pelo fluente – também é facilmente descoberto, já que os recrutadores podem testar o conhecimento na hora da entrevista. É bem importante também revisar o currículo para não cometer erros de português ou de digitação.

“Também não se deve colocar características pessoais em excesso, como extrovertido, ativo, organizado, batalhador, persistente, comunicativo, evitar ser prolixo, já que quem quer contar tudo no currículo não tem a chance de falar nada em uma entrevista, não colocar foto, evitar e-mails infantis, como luluzinha24@hotmail.com ou joaogatinho@terra.com.br. É importante ainda padronizar o currículo para ficar mais atraente aos olhos do selecionador e optar por folhas brancas e tipologia tradicional, como Times New Roman ou Arial", aconselha Marisa.

A estudante de jornalismo de Santo André Juliana Pereira, 21 anos, se baseou em um modelo da internet para criar sua carta de entrada na vida profissional e partir em busca de um estágio. “Não sou nada especialista nisso e tive que apelar para o Google, que ajudou muito. Ainda não tenho nenhum curso extracurricular, então, é uma questão que anda me ''segurando'' de não mandar muito currículo.”

A preocupação de Juliana, no entanto, não deveria ser motivo de receio, segundo Yolanda. “O profissional sabe que é início de carreira. Os mais jovens não têm que ter esse medo de deixar o currículo pequeno.”

Comportamento e perfis nas redes sociais influenciam na entrevista
Na região, o CIEE e o Nube oferecem, juntos, cerca de 400 vagas para os estudantes. Se o primeiro passo é enviar o currículo, o segundo é o processo seletivo das empresas. Nessa hora, é necessário ter tranquilidade, ficar atento à forma de vestir, de falar e se mostrar interessado.

“É essencial se antecipar e se informar na internet sobre a empresa que está se candidatando. Geralmente, é indicado ir com uma roupa mais formal. Não pode ser arrogante e já perguntar num primeiro contato direto, por exemplo, qual o valor do salário e quais benefícios tem direito. Isso é assunto para depois”, orienta o superintende educacional da CIEE.

Outra dica de Yolanda é o bom senso. “Não se deve falar mal da faculdade, das aulas teóricas e nem criticar outros estágios por onde passou. Evitar as gírias também é muito importante.”

Além do contato pessoal e do currículo, as redes sociais andam em alta entre os recrutadores. “É bom tomar cuidado com as empresas que curte no Facebook e com as fotos publicadas. Deve-se pensar antes de postar qualquer coisa se eu quero que todos vejam isso. Se está na internet, é público. Alguns jovens têm excelente postura, mas põe tudo a perder nas redes sociais”, diz a coordenadora do Nube.

Conselho que Juliana segue à risca. “Antes mesmo de me tornar adulta e futura candidata à vaga de emprego, sempre me cuidei com minhas redes sociais. Hoje já não tenho o costume de publicar minha opinião ou expor minha visão sobre determinado tema que sei que pode me prejudicar.”

Para quem busca atividades complementares ou está atrás de uma orientação sobre entrada no mercado de trabalho, os dois centros de estágios oferecem cursos EAD (Educação a Distância) gratuitos, além de vídeos com dicas de elaboração de currículo e como se comportar em uma entrevista.

Caroline Garcia
Do Diário OnLine

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cidades pequenas atraem projetos
Emerson F. Tormann15:25

Investidores procuram reservar espaço para expansão futura de capacidade instalada


Para o Valor, de São Paulo

Antes de decidir onde vão instalar seus datacenters, as empresas consideram a disponibilidade de energia elétrica, a proximidade com redes de telecomunicações e até incentivos fiscais oferecidos nas cidades. Embora os centros de dados ainda se concentrem em grandes capitais, há um movimento de migração para municípios menores das regiões metropolitanas, em busca de mais áreas livres.

"Apesar da compactação da infraestrutura das unidades, é esperado um crescimento percentual acima de dois dígitos, ao ano, dos espaços físicos, impulsionado por contratos de cloud computing", afirma Edson Siqueira, vice-presidente de vendas da Fujitsu do Brasil, que fornece produtos e serviços para datacenters. Para Eduardo Carvalho, presidente da Equinix, da área de serviços de datacenter, o mercado injeta recursos na consolidação dos espaços, para diminuir gastos com equipamentos, memória e redes. A empresa tem quatro centrais de dados, no Rio de Janeiro e em São Paulo, que somam quase US$ 80 milhões em investimentos, desde 2011.

O setor também observa uma tendência de mudança das centrais para cidades menores, em busca de recursos tecnológicos e aluguéis mais acessíveis. "Os serviços ainda estão concentrados no eixo Rio-São Paulo, mas estamos estudando a entrada em outras regiões", diz Carvalho.

Em 2013, a Equinix inaugurou um datacenter na Zona Norte da capital fluminense, para atender clientes dos setores de óleo e gás, financeiro e de conteúdo digital, além de negócios ligados à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016. "Esses eventos exigem que as multinacionais expandam seus recursos de TI."
Por enquanto, segundo o executivo, a região Sudeste é a que mais absorve contratos no Brasil, por conta da concentração de grandes clientes. "Apesar disso, há demanda para a terceirização de parques tecnológicos no Nordeste, em cidades como Fortaleza (CE) e Recife (PE); e no Sul, em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).
Edilson Braga, coordenador de TI da Algar Tech, empresa de serviços de TI com três datacenters no país, afirma que há uma diminuição das metragens nas unidades, por conta do aumento da eficiência energética e da densidade de carga dos equipamentos, puxada pela evolução dos servidores.

"Estamos vivendo uma fase de crescimento da capacidade de processamento e da quantidade de processadores por máquina", explica. Nos últimos dez anos, um rack com 36 a 40 servidores representava demanda em torno de 5 quilowatts (kW). Hoje, essa potência chega a 8 kW por unidade. A tendência para a próxima década, segundo Braga, é que a potência atinja 15 kW por equipamento.

Mesmo assim, uma das preocupações dos provedores é instalar datacenters em locais com folga para expansão. "Como os investimentos são altos, as empresas optam por projetos modulares, que permitem novos aportes em sintonia com a demanda." Na hora de escolher o melhor lugar para erguer uma unidade, Braga diz que a decisão obedece a critérios técnicos e financeiros. O ideal é instalar as centrais em locais próximos ou até 50 quilômetros dos clientes, das redes das operadoras de telecomunicações e de fontes de energia. "Os municípios menores, mais próximos das regiões metropolitanas, são as soluções mais viáveis para novos projetos", diz o executivo da Algar, empresa que mantém três datacenters em Uberlândia (MG) e Campinas (SP), com investimentos de R$ 95 milhões.

Em São Paulo, as cidades mais procuradas, além de Campinas, são Barueri, Santana do Parnaíba e Jundiaí. "As companhias também consideram os incentivos fiscais oferecidos pelas prefeituras", diz Braga. No caso da Algar, pesou na escolha a proximidade com aeroportos. A Ativas preferiu Belo Horizonte (MG), por conta de garantia de espaço para futura expansão. "O local é alimentado por duas subestações com capacidade de endereçamento de até 20 mega-volteres (MVA), suficiente para abastecer uma cidade de 150 mil habitantes", diz o superintendente de tecnologia Daniel de Oliveira Magalhães, com clientes como Unimed-BH e Light.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Aneel vai à Justiça contra decisão favorável a Jirau
Emerson F. Tormann12:51

Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dona da hidrelétrica de Jirau

Agência tenta reverter sentença reconhecendo que usina não tem culpa pelos 535 dias de atraso nas obras da usina


Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entrou com pedido de suspensão de sentença para derrubar uma decisão judicial que protege a concessionária Energia Sustentável do Brasil (ESBR), dona da hidrelétrica de Jirau. Na petição, a Aneel argumenta que o caso tem o potencial de "destruir toda a credibilidade" do governo perante os investidores, o que pode gerar uma "nova crise nos moldes da ocorrida em 2001", ano do racionamento de energia. O Broadcast apurou que as distribuidoras de energia ingressaram com ação semelhante para suspender os efeitos da mesma sentença.

O órgão regulador e as distribuidoras tentam fazer valer a decisão tomada pela diretoria da Aneel em abril, quando a agência negou o pedido de adiamento da entrega da obra feito por Jirau por causa de que comprometeram os cronogramas da construção, como greves, invasões e burocracias em licenciamentos ambientais. A ESBR pedia 535 dias de adiamento, mas, em audiência realizada no dia 27 de abril, a Aneel reconheceu apenas 239 dias. A empresa, portanto, teria de responder sozinha por 296 dias de atraso em seu cronograma de obras e teria de pagar pela energia que deixou de entregar no período às distribuidoras.

Duas semanas depois, no entanto, no dia 13 de maio, a Justiça Federal de Rondônia (JFRO) deu sentença em primeira instância favorável à concessionária de Jirau, reconhecendo que a usina não podia ser responsabilizada pelo atraso de 535 dias.

Com essa decisão na mão, Jirau tenta transformar o prejuízo em um lucro de R$ 4,2 bilhões. Nas contas da própria empresa, isso causaria um impacto anual de 0,26% ao ano na tarifa paga pelo consumidor.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Belo Monte espera por licença para encher represa
Emerson F. Tormann12:36


Cronograma da hidrelétrica previa obter hoje licença que autoriza o enchimento do lago, mas empresa ainda depende de aval do Ibama


Brasília - Nas contas da concessionária Norte Energia, a autorização para o enchimento do lago da Hidrelétrica de Belo Monte deveria sair hoje, data que a empresa havia anotado em seu calendário para obter a licença de operação do Ibama.

O prazo chegou a ser informado em relatório encaminhado ao órgão ambiental no fim de fevereiro. Só com esse documento é que estará autorizado o barramento do Rio Xingu, na região de Altamira (PA). Vai ser preciso esperar um pouco mais.

O Ibama ainda não concluiu seu parecerem relação ao cumprimento integral das ações compensatórias ligadas à construção da usina. O órgão também não recebeu ainda o parecer da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o cumprimentos das condicionantes indígenas, tema que sempre foi uma das questões mais sensíveis no processo de compensação envolvendo Belo Monte.

A Norte Energia conta com a emissão da licença de operação para que consiga iniciar a geração de energia em novembro, com nove meses de atraso em relação ao cronograma oficial do empreendimento. Por contrato, a hidrelétrica tinha de ter iniciado sua geração no dia 28 de fevereiro, a partir de sua casa de força complementar (a usina tem uma casa de força principal),
com o acionamento gradual de seis turbinas de 38,85 megawatts (MW) cada. Por meio de nota, a Norte Energia informou que "cumpriu todas as condicionantes exigidas pelo Ibama para que a licença de operação seja liberada e aguarda a decisão do órgão ambiental".

Apesar do cronograma interno, a empresa declarou agora que "não cabe à Norte Energia especificar data para que o Ibama conceda a licença de operação". Ainda assim, disse que pretende iniciar sua geração em novembro."

Os prazos internos de cumprimento de exigências e condicionantes estão rigorosamente em dia, portanto, o cronograma está mantido. "Casas. A empresa informou que concluiu todos os processos de indenização e reassentamento de 7,8 mil famílias, ou cerca de 27 mil pessoas, além de milhares de demolições de casas nas áreas que serão cobertas pelo reservatório e que "apenas aguarda avaliação dos órgãos competentes para a liberação da licença de operação".

Em Altamira, a Defesoria Pública da União acumula centenas de casos de famílias que reclamam direito à indenização. O atraso de Belo Monte foi parar na Justiça. A concessionária queria que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiasse seu cronograma em até 455 dias, sob alegação de que as obras foram prejudicadas por ações alheias à sua vontade, como invasões aos canteiros, greves e demora da agência em conceder declarações de utilidade pública. Nenhum argumento foi aceito pela diretoria da agência, que rejeitou integralmente o pedido, no fim de abril.

Depois de afirmar que uma "máfia verde" influenciou a punição imposta pela Aneel, a defesa da concessionária foi à Justiça e conseguiu suspender os efeitos da decisão, por meio de liminar concedida pela 14ª Vara do Tribunal Regional do Distrito Federal.

Mudança
7,8 mil famílias, de acordo com a Norte energia, concessionária de Belo Monte, foram indenizadas e reassentadas no processo de liberação da área que será inundada pela represa.

Fonte O Estado de S. Paulo

domingo, 13 de setembro de 2015

Cadeia de suprimentos para geração eólica tem espaço para ser duplicada
Emerson F. Tormann12:14

aerogerador WEG - foto: divulgação


A cadeia nacional de suprimentos do segmento de geração de energia eólica já superou a maioria das dificuldades apresentadas por um mercado incipiente e está pronta para se expandir, garantem especialistas e empresários do setor elétrico.

O País está passando agora por um processo de consolidação do segmento de fornecedores para as turbinas e pás, afirma a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum.

De acordo com a dirigente, o setor pode crescer em ritmo semelhante ao de aerogeradores, que deve dobrar nos próximos três anos.

"O mercado eólico ainda está em desenvolvimento no País e faltava muito conhecimento sobre as tecnologias necessárias aos equipamentos", lembra a executiva. "Mas nós conseguimos ultrapassar esse momento e temos hoje nove fornecedores de turbinas, que puxam o crescimento da cadeia de peças", diz.

Elbia conta que o Brasil tem importado tecnologias para aumentar a competitividade da sua energia eólica e hoje a produção do País é a mais competitiva do mundo. "Nós temos o recurso vento e uma demanda por eletricidade que independe do crescimento econômico do País. A única coisa que precisamos, agora, é de investimentos na indústria produtiva", avalia.

Segundo estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), os principais gargalos do fornecimento nacional de bens e serviços para o segmento eólico estão na falta de fábricas de chapas, anéis, núcleos magnéticos e materiais para as pás. A entidade sugere o investimento em teares, reatores e misturadores para facilitar a produção brasileira de suprimentos.

A pesquisa lista ainda as principais oportunidades para a produção de insumos eólicos no País, que incluem resinas, tecidos de fibra, flanges forjadas, torres de concreto, e geradores. Considerando a previsão de crescimento anual do setor, a ABDI aponta para uma demanda de 950 aerogeradores por ano, cada um com três pás e todos os componentes necessários. Como potenciais centralizadoras das fábricas, a agência sugere as regiões Nordeste e Sul, mais próximas dos maiores parques.

No entanto, segundo o diretor da Investe São Paulo, Sérgio Costa, o estado já percebeu que pode fazer um esforço para concentrar a cadeia de suprimentos para geração elétrica. Ele garante que o governo estadual passou a entender melhor nos últimos tempos as necessidades dos empresários e que agora os paulistas poderão assistir a um crescimento do número de fábricas fornecedoras de máquinas e equipamentos no território.

Dentro dessa expectativa, a Kaydon, empresa do grupo SKF, anunciou ontem o lançamento de sua unidade de produção de rolamentos industriais para instalação em geradores eólicos em Cajamar, na região metropolitana da capital. A companhia investiu US$ 22 milhões na nova fábrica, que tem capacidade para produzir até cinco conjuntos por semana. Em termos energéticos, o equipamento poderia gerar até 800 megawatts (MW) anuais de capacidade.

Embora a inauguração tenha ocorrido um dia após a agência de ratingStandard & Poor's ter tirado o grau de investimentos do Brasil, o presidente da SKF no País, Claudinei Reche, se diz confiante. Em sua avaliação, o apelo sustentável da energia eólica e a projeção de investimentos futuros na fonte devem garantir a demanda pelos produtos. Ele citou até a possibilidade de estender a produção semanal da unidade para oito conjuntos, com a introdução de um terceiro período de trabalho.

Para o gerente-geral da divisão de energias renováveis da General Electric (GE) na América Latina, Jean-Claude Robert, um dos grandes gargalos do suprimento brasileiro de peças até pouco tempo atrás estava na falta de um fornecedor de rolamentos. Equacionado esse problema, ele informou que hoje a empresa já possui em todas as suas turbinas os níveis mínimos de conteúdo local exigido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).



Fonte: Jornal DCI - 11/09/2015

Saiba como obter economia em tempo de crise econômica
Emerson F. Tormann11:09

É preciso conhecer as reais necessidades do condomínio e colocar na ponta do lápis gastos com pessoal, água, luz e manutenção


Foto: EDILAINE FELIX - Estadão
Lopes. Reduziu 15% os custos do condomínio

As despesas de um condomínio são muitas. Pagamento de funcionários, contas de consumo e manutenção atormentam a vida de administradores que têm uma previsão orçamentária e não querem – e não podem – fechar o ano no vermelho. E em tempos de crise, a palavra de ordem para todos é economizar.

De acordo com a professora de administração de condomínios da Escola Paulista de Direito (EPD) Rosely Schwartz, o gestor deve saber quais são as reais necessidades do edifício. “Um dos primeiros itens a analisar é a folha de pagamento, responsável entre 50% e 70% das despesas, e verificar se há excesso de hora extra.”

As contas de consumo – água e luz – também merecem atenção especial e, segundo Rosely, funcionários e moradores devem estar envolvidos. “Quando fui síndica, fiz curso na Sabesp para identificar vazamentos. Fazer cursos e acompanhar diariamente o consumo é uma necessidade para quem administra condomínios”, defende.

A professora lembra que um item de alto custo nas contas dos condomínios é o elevador. “Se o modelo é antigo, vale a pena pensar na troca, além de baixar o custo da manutenção, traz valorização para o imóvel e segurança para o morador”, diz.

Rosely destaca ainda a importância de manter a manutenção de todos os equipamentos do edifício em dia, e sempre fazer cotação levando em consideração garantias e preços. O síndico Marcelo Lopes, conta que economizou 15% depois que redobrou a atenção com as despesas do condomínio. O conjunto com 48 funcionários tem custo entre 50% e 60% com a folha de pagamento.

“Estamos enxugando horas extras, negociando contrato com as terceirizadas e reorganizando escalas de trabalho”, conta.

Geral. Para diminuir gastos com água e luz, o síndico realizou revisões hidráulicas para detectar vazamentos, instalou redutores de pressão nas áreas comuns e ofertou aos moradores. O prédio tem um poço artesiano e está em processo para instalar mais um. No caso de energia, trocou as lâmpadas comuns pelas de LED. O resultado das ações foi a redução das contas de água, com a obtenção de bônus da Sabesp, e de energia.

“O contrato mais caro é o da mão de obra dos elevadores. Para diminuir custos, negociei valores com o fabricante e estou estudando a modernização dos aparelhos. Devemos fazer uma assembleia até o final deste ano para aprovar. Com isso, teremos redução de energia geral entre 15% e 20%.”

» O que o síndico deve fazer antes de modernizar os elevadores do condomínio?

Para ajudar os síndicos a planejar os gastos, o gerente da Administradora Predial, Julio Herold, realizou um evento para debater os custos e a inadimplência – que tem aumentado. “Orientamos a não inventar obras desnecessárias, a economizar água e energia e também expliquei sobre portaria virtual. Os orçamentos estão mais apertados, é preciso ser flexível e negociar com fornecedor.”

Síndico profissional de um condomínio de alto padrão com 12 unidades, Marcelo Marques, também tem na folha de funcionários o maior custo mensal.

“Fiz previsão orçamentária prevendo o dissídio dos funcionários, que ocorre em outubro, de até 8,5%, mas deve ser em torno de 12%, o que mexe no orçamento”, conta.

No dia a dia, Marques solicita atenção ao uso de produtos de limpeza e telefone. Mesmo trocando as lâmpadas pelas mais econômicas, orienta a apagá-las em áreas não utilizadas. No caso da água, investiu em água de reúso. “Também estou fazendo orçamentos com empresas e visitando condomínios que trabalham com portaria digital, que proporciona uma economiza de até 70% na folha de pagamento”, afirma.

Portaria digital entra na pauta de discussões

Agravada pela crise hídrica, a economia de água já está incorporada no dia a dia dos condomínios. No entanto, o diretor executivo da Manager, Marcelo Mahtuk, diz que para ter resultados é preciso fazer vistoria diária e ter conscientização. “É preciso ensinar os funcionários a usar racionalmente a água.”

Mahtuk diz que nas áreas comuns a piscina é o local com maior possibilidade de vazamento e nos apartamentos são os vasos sanitários. Entre as medidas adotadas, a administradora entregou oito mil redutores de pressão para os moradores.

A portaria virtual é uma alternativa que está no planejamento de alguns síndicos. “Muitos estão estudando a possibilidade. Mas é preciso saber se o modelo é viável para o seu prédio”, diz o presidente da Associação dos Síndicos de Condomínios Residenciais e Comerciais do Estado de São Paulo (Assosindicos), Renato Tichauer.

Para o diretor executivo do Grupo Pro Security, Alexandre Paranhos, a portaria virtual é uma opção de economia para alguns condomínios. “Um prédio que gasta R$ 16 mil com serviços de portaria, passará a ter um custo de R$ 5 mil com a contratação da digital”, diz.

O sistema consiste em fazer a automatização do condomínio: portas e portões, entrada de veículo e de pedestres e interfone. O acesso de moradores e empregados passa a ser feito via leitura biométrica. No caso de visitantes e prestadores, serão atendidos remotamente. “A aplicabilidade é para edifícios de menor porte. E, em casos de falha mecânica do portão, há suporte prestado pela empresa de vigilância. É parte do contrato.”

‘É possível reduzir custo da folha de pagamento em 20%’

O diretor de relações institucionais da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), Eduardo Zangari, orienta síndicos a fazer a análise dos valores gastos – salários, prestadores de serviços e manutenção – para saber se estão dentro dos padrões do mercado e renegociar os contratos de serviços.

Zangari lembra que a administradora pode e deve ajudar o síndico na operação do prédio e na racionalização dos custos.

“A base de consumo que inclui pagamento de funcionários, energia e água representa cerca de 80% das despesas do prédio. Fazendo uma análise criteriosa na folha de pagamento é possível diminuir em até 20% os gastos.”

O diretor da Aabic destaca que este é um momento de economia, mas também de negociação. “Nada pode ser negligenciado. É preciso conversar e avaliar o melhor contrato de prestação.”


Fonte: Estadão

Brasiliense reclama que serviço oferecido pela CEB é caro e ruim
Emerson F. Tormann00:02

Segundo dados da Aneel, ao longo de 2014, a CEB recebeu 353.874 reclamações ao todo, sendo a maioria delas, 342.931, por interrupção do fornecimento


Jurana Lopes  jurana.lopes@jornaldebrasilia.com.br


O novo reajuste na conta de energia elétrica desagradou a maioria da população do DF, que reclama que o serviço oferecido pela Companhia Energética de Brasília (CEB) não condiz com uma tarifa tão alta. Em um ranking feito pela Aneel, em março, comparando as 36 distribuidoras de energia brasileiras, a CEB apareceu na 30ª posição, o que explica a insatisfação e o número de reclamações da população do DF. 

Segundo dados da Aneel, ao longo de 2014, a CEB recebeu 353.874 reclamações ao todo, sendo a maioria delas, 342.931, por interrupção do fornecimento. As outras reclamações mais frequentes se referem a danos elétricos, prazos, atendimento e, apresentação e entrega de fatura.

O brasiliense já estava achando a conta de energia elétrica muito cara desde o início do ano, após a vigência das bandeiras de consumo e o reajuste de 24,1% nas tarifas dos consumidores do DF. Porém, desde a quarta-feira passada, a população do DF passou a pagar mais caro ainda pelo serviço. O reajuste médio, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é de 18,36%. Portanto, somente neste ano, o brasiliense passou a arcar com um aumento de 42,46%.

As reclamações variam desde interrupções de fornecimento até erro na fatura ou danos elétricos. E a situação piora no período chuvoso que, aos poucos, se aproxima. Quando chove, o número de reclamações triplica, as quedas de energia ficam mais frequentes e o atendimento aos chamados ficam mais lentos.

Em algumas regiões, como Águas Claras e Vicente Pires, a população sofre com a frequentequantidade de quedas de energia. Para a aposentada Maria Pontes, de 77 anos, o serviço de energia oferecido em Águas Claras é muito ruim. “Aqui falta energia com frequência, às vezes ligo e não sou atendida. Se é pra cobrar tão caro como estão fazendo, deveriam melhorar bastante o fornecimento”, avalia. Maria acha um absurdo um novo aumento na tarifa de energia em menos de um ano.

Problemas afetam a população

A pedagoga Lourdes Vieira, 59, considera o serviço de energia elétrica ofertado no DF muito abaixo do ideal. “Temos muitos problemas com falta de energia, principalmente quando chove, porque sempre acaba a luz e demoram a solucionar o problema. Infelizmente, esse aumento não condiz com o serviço que a CEB oferece. Acho injusto pagar tão caro para ter um serviço ruim, de baixa qualidade”, opina.

Tereza Almeida, 59, dona de casa, acredita que o sistema tem melhorado, mas ainda deixa a desejar. “Quando cheguei a Brasília, não podia chover que a energia acabava. Mas, isso tem melhorado a cada ano. A única coisa que tenho a reclamar é com relação à iluminação pública, que é muito ruim, o que deixa as ruas escuras e sem segurança”, considera.

O aposentado Adalberto Camilo, 80, tem um pequeno comércio e diz que com o aumento da tarifa não tem conseguido ver o retorno de seu investimento. “Ainda bem que esse comércio é só pra passar o tempo, pois tenho aposentadoria. Se fosse depender do que ganho aqui, passava até fome. Os impostos estão muito altos”, relata.

Silvano Vieira, 35, chaveiro, conta que o aumento na energia não é justo, especialmente pelo fato de o serviço oferecido não ser bom. “Foram feitos investimentos. A energia tem acabado com menos frequência, mas acho que não justifica o preço que estamos pagando”, diz.

CEB aponta investimentos no sistema

Em nota, a CEB informou que tem feito os investimentos necessários para a melhoria da rede de distribuição e de atendimento ao cliente, conforme está registrado em um Plano de Resultados apresentados à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em abril deste ano. Segundo a companhia, os problemas de falta de energia no Distrito Federal são isolados e “não são mais rotineiros como verificava-se nos anos anteriores”.

A CEB destacou que os reajustes de energia estão relacionados ao custo de produção, ou seja, ao valor da energia produzida pela geradoras, principalmente às termoelétricas. Outro fator que incidiu consideravelmente nos reajustes, segundo a companhia, foram os encargos setoriais, entre eles a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), estabelecido em lei, e pago pelas empresas de distribuição, cujo valor anual é fixado pela Aneel com a finalidade de prover recursos para o desenvolvimento energético dos estados.

Sobre o período de chuvas, a CEB destacou que mantém ações preventivas, como serviços de podas de árvores e limpeza na rede, para evitar que os galhos toquem nas redes com as ventanias previstas para o período. A CEB esclareceu, ainda, que vem substituindo as redes convencionais por redes compactas, que são isoladas. Essas são menos suscetíveis a ações externas, inclusive descargas atmosféricas.

Ponto de vista

Para o economista Guidborgngne Nunes, o reajuste nas tarifas é compreensível, tendo em vista que o Distrito Federal tinha uma defasagem de aumentos desde 2001. “O aumento é decorrente dos níveis dos rios, que tem diminuído nos últimos anos e com isso, é necessário utilizar a energia das termoelétricas, que é mais cara. O problema da nossa energia elétrica é a parte tributária, que é muito alta, cerca de 40% do valor total cobrado”, explica.

De acordo com Nunes, o serviço ofertado é até satisfatório, mas o ajuste tributário é o que pesa no bolso do consumidor. “O Brasil possui a terceira energia elétrica mais cara do mundo. Tudo por causa da tributação. Mas o reajuste tem um ponto positivo, faz com que a sociedade se eduque e aprenda a economizar”, destaca.


Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

sábado, 12 de setembro de 2015

CEB faz blitz contra fraudes na conta de luz e multa 33 empresas no DF
Emerson F. Tormann23:54

Fiscalização foi reforçada para recuperar R$ 35 milhões que não foram pagos.
Técnicos visitam empresas que tiveram queda repentina de consumo.

Companhia Energética de Brasília (CEB) Foto: G1DF


Em duas semanas, a Companhia Energética de Brasília (CEB) notificou 33 empresas por suspeitas de fraudes na conta de luz. A fiscalização da empresa pública foi reforçada para tentar recuperar mais de R$ 35 milhões que não foram pagos por empresários que desviaram energia para reduzir os gastos.
Funcionários do faturamento da empresa alertam quando o valor de uma fatura cai muito de um mês para o outro, e técnicos e eletricistas são acionados para verificar a situação.

Em uma academia de Ceilândia Norte, o consumo caiu de 12 mil kilowats a hora, para 200. A equipe da CEB comparou a corrente do aparelho com a do poste e constatou que não houve fraude, mas economia de energia.

"Tentamos sempre reduzir nas luzes, apagando durante o dia, e agora estamos implantando um aquecedor solar, e aquece do mesmo jeito a piscina", disse o professor Daniel Gomes.

Em uma padaria, os técnicos encontraram um medidor sem o lacre na tampa. A dona do comércio disse que comprou a loja há pouco tempo e que já estava aberto, mas foi notificada mesmo assim.

"Pode ter manipulado o medidor nos componentes internos do medidor, fazendo com que o consumo caia de 20% a 30%", disse o engenheiro eletricista Luiz Thiago.

Quem for flagrado tem que acertar as contas com a CEB e pagar toda a energia consumida que não foi contabilizada. "Temos a expectativa de recuperar, em cerca de um ano, a ordem de R$ 35 milhões para a CEB", disse o diretor da CEB, Maurício Veloso.


Do G1 DF

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Brasil assina acordo com Japão no setor de eletroeletrônicos
Emerson F. Tormann18:06

Brasil assina acordo com Japão no setor de eletroeletrônicos - Foto: UOL


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior assinou um acordo com a Agência Japonesa de Cooperação (JICA) para treinamento de representantes da indústria de equipamentos eletroeletrônicos, no Japão. A iniciativa tem como objetivo apoiar o setor de eletroeletrônicos na implementação da logística reversa, instrumento caracterizado por ações destinadas a viabilizar a coleta de resíduos sólidos ao setor empresarial.

Equipes do MDIC, MMA, Prefeitura de São Paulo, Abinne, Eletros, IDV e da cooperativa paulista de catadores Coopermiti, estiveram em Tóquio entre os dias 25 de agosto e 5 de setembro para participar dos treinamentos. A programação incluiu palestras e troca de experiências com representantes do governo japonês, de governos locais e associações de fabricantes de eletrônicos, visitas técnicas a plantas de reciclagem, sistemas de coleta, triagem e manufatura reversa.

O projeto, assinado também pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela Autoridade Municipal de Limpeza Urbana do Município de São Paulo prevê o treinamento de integrantes de representantes da indústria, do comércio e de cooperativas de catadores de material reciclado.

Para o Diretor de Competitividade Industrial da Secretaria do Desenvolvimento da Produção do MDIC, Igor Calvet, a parceria com a JICA é muito importante já que a logística reversa, muito comum no Japão, tem previsão legal, mas ainda não está implementada no setor de eletroeletrônicos. “E para que a logística reversa seja amplamente utilizada, é preciso envolver a todos os atores, especialmente a indústria e o comércio”, afirmou.

O acordo estabelece ainda a realização de um estudo diagnóstico da situação dos resíduos eletroeletrônicos no município de São Paulo, bem como a realização de um projeto piloto no município.

O MDIC coordenou entre 2011 e 2013 o Grupo de Trabalho Temático do governo federal para definir os parâmetros para criação de sistema de logística reversa de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos. Como resultado dos trabalhos, foi elaborado o Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica – EVTE e a publicação do Edital de Chamamento para o Acordo Setorial de Logística Reversa de Eletroeletrônicos. O Edital foi publicado pelo Ministério do Meio Ambiente em fevereiro de 2013.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

BNDES aprova R$ 1 bi para projetos eólicos
Emerson F. Tormann11:57



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento para três complexos de energia eólica no País, com volume total de recursos de R$ 1,07 bilhão. Os recursos contemplam dois financiamentos de longo prazo, para projetos no Ceará e
no Rio Grande do Norte, além de empréstimo-ponte para um complexo com 12 usinas eólicas e linhas de transmissão no Rio Grande do Sul. A previsão é que os projetos tenham potencial de geração de até 480,19 MW.

O Complexo de Itarema (CE) receberá R$ 652,5 milhões, com potencial instalado de 207 MW. Ao todo, ele terá nove parques eólicos que serão construídos em duas fases, com previsão de inauguração completa até setembro do próximo ano. A expectativa é que o projeto gere
2,4 mil empregos diretos e 2,5 mil indiretos. Do total de recursos liberados, R$ 3,5 milhões serão aplicados em projetos sociais no entorno do complexo eólico, ainda não definidos.

Cada um dos parques eólicos do projeto constitui uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), ligadas à Itarema Geração de Energia S.A., do fundo de investimentos Rio Energy, ligado à gestora de private equity americana Denham Capital.

O BNDES também liberou R$ 273 milhões para o projeto do Complexo Vamcruz, localizado na Serra do Mel (RN). O empreendimento é capitaneado pela holding de mesmo nome formada pela Centrais Hidrelétricas do São Francisco (Chesf), com 49%, em associação com o francês Grupo Voltalia (25,6%) e o cearense Encalso Construções (25,4%). Ao todo serão quatro parques eólicos com potencial de geração de 93
MW. Também está prevista a destinação de R$ 3 milhões para projetos sociais, como expansão do abastecimento de água.

O terceiro projeto contemplado pelo BNDES é o Complexo de Hermenegildo, nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí, no Rio Grande
do Sul. Foram aprovados R$ 144,9 milhões em empréstimo ponte para implantação de 12 usinas eólicas e seu sistema de transmissão.

As sociedades referentes ao empreendimento foram vencedoras do Leilão de Energia Nova, de novembro de 2013. O objetivo é a venda de energia por meio de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado, pelo período de 20 anos com contratos reajustados
pelo IPCA. Ao todo, o potencial de geração é de 180,79 MW.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

Cemig busca novo sócio na Light e descarta Celg
Emerson F. Tormann11:46

A mineira detém 26% da carioca, além de uma participação indireta por meio da Parati, um veículo de investimento que tem como sócia a Redentor Energia


A estatal mineira de energia Cemig está em busca de um novo sócio na holding de energia Light, que controla a distribuidora de eletricidade responsável pelo fornecimento no Rio de Janeiro e tem ativos em geração, informou o diretor de Relações Institucionais da Cemig, Luiz Fernando Rolla.

A Cemig possui 26% da Light, além de uma participação indireta por meio da Parati, um veículo de investimento que tem como sócia a Redentor Energia, que comunicou na semana passada que vai exercer uma opção de venda de sua fatia na elétrica.

Pelas regras do acordo assinado entre as empresas, a Cemig deve comprar a parcela da Redentor ou encontrar outro interessado na aquisição.

O complexo arranjo por trás da participação da Cemig na Light por meio da Parati tem como objetivo possibilitar que a holding mineira controle a empresa sem que esta se torne também uma estatal, e a Cemig já busca interessados na parcela da Redentor para manter esse formato, explicou o diretor da Cemig.

"O interesse nosso é manter essa estrutura funcionando, porque dá muito mais agilidade na gestão. Vamos continuar seguindo essa alternativa, seja com os investidores atuais, seja com novos investidores. Estamos buscando a melhor alternativa para que, quando ocorrer
o vencimento da opção de venda pela Redentor tenhamos condição de substituir aqueles que quiserem sair do projeto", afirmou Rolla.

Ao comentar oportunidades de negócios para a Cemig, Rolla destacou o interesse em aquisições em geração e transmissão, mas praticamente descartou a entrada da Cemig na disputa pela distribuidora de energia Celg, controlada pela Eletrobras, que o governo pretende vender até o final deste ano.

Ele disse que a Cemig, inclusive, chegou a estudar a compra da elétrica goiana no passado, mas não seguiu adiante pelo difícil quadro financeiro da Celg, que incluía elevado endividamento e inadimplência com obrigações no setor elétrico, e pela dificuldade de integrar as operações da companhia à suas atividades de distribuição, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. "O foco nosso é muito na região Sul-Sudeste", afirmou Rolla. Segundo ele, a Cemig irá avaliar o edital de venda da Celg quando este for oferecido, mas o negócio não está entre os de maior interesse neste momento.


Fonte: Jornal do Commercio (RJ) 

Grupo investe R$ 1 bi em parques eólicos no MA (Mercado Aberto)
Emerson F. Tormann11:36



A Omega Energia, grupo nacional que atua com geração elétrica de fontes renováveis, vai construir sete parques eólicos no Maranhão.

O empreendimento, que demandará cerca de R$ 1 bilhão em investimentos, deverá gerar eletricidade a partir de 2018 para entrega por meio de contratos garantidos pela companhia em leilão realizado pelo governo em agosto.

Juntos, os sete parques terão 84 torres, com capacidade de 193,2 MW (megawatts). Eles farão parte de um complexo eólico que a Omega começou a implantar no litoral do Piauí e que hoje já tem três usinas em operação.

"A distância [entre os projetos do Piauí e do Maranhão] é de apenas 90 quilômetros. É uma região em que a costa tem uma incidência muito favorável de vento", diz o presidente, Antonio Augusto Torres de Bastos Filho.

Pela proximidade, os parques também poderão compartilhar redes de transmissão. "A ideia é ter duas ou três linhas, para que haja redundância e sistemas de back-up em caso de problemas."

As usinas eólicas que já operam estão interligadas a uma subestação da Cepisa, distribuidora do Piauí que pertence à Eletrobras.

Cerca de um terço do investimento deverá ser feito pelos sócios da Omega, que incluem a gestora Tarpon Investimentos e o fundo americano Warburg Pincus.

O restante do aporte sairá de um financiamento de projeto ("project finance", em inglês), modelo em que o próprio fluxo de caixa futuro do empreendimento é a principal garantia de pagamento.

A Omega tem hoje sete usinas em operação, incluindo eólicas e PCHs (pequenas centrais hidrelétricas).

Fonte: Folha de S. Paulo

Grupo CPFL avança em eficiência energética
Emerson F. Tormann11:27




Criada em abril, a CPFL Eficiência fechou seu primeiro contrato para oferta de serviços integrados para economia de energia. O cliente é a mineira Algar Tech, que deve poupar 3,5 mil megawatts-hora (MWh) por ano - o suficiente para abastecer mais de mil famílias.

Ensinar o cliente a consumir menos o seu produto pode parecer um contrassenso, mas é uma realidade para as geradoras e distribuidoras. Em meio à queda no consumo por conta da energia mais cara e da economia fraca, elas passaram a apostar no segmento para impulsionar sua receita com serviços e explorar as sinergias entre as diversas áreas de atuação.

O contrato da CPFL com a Algar deixa clara a estratégia. A empresa de tecnologia procurou a área de distribuição da elétrica para conectar uma futura usina solar que seria implantada no data center de Campinas (SP). Acabou fechando um acordo que inclui a modernização do sistema de iluminação e climatização e o financiamento de duas usinas solares - a de Campinas e mais a ampliação de uma outra, em Uberlândia.

Além disso, migrou do mercado cativo, atendido pelas distribuidoras, para o mercado livre, com a contratação dos serviços da CPFL Brasil, braço de comercialização do grupo. "O grupo CPFL tem muitas empresas, que dão diversas possibilidades de soluções para o cliente com muita sinergia", afirma Luciano Ribeiro, diretor da CPFL Eficiência.

No caso da Algar, a CPFL vai bancar os R$ 6 milhões em investimentos necessários para executar os projetos, que incluem a troca de 18 mil lâmpadas de convencionais por LED e a troca do gás utilizado na refrigeração. A CPFL vai construir e operar os projetos, que serão transferidos para o cliente ao fim do acordo. A remuneração ocorrerá também via taxas de performance, atreladas à economia efetivamente entregue pelos projetos.

Segundo Ribeiro, há "algumas dezenas" de novos contratos em negociação. Os esforços vão além da área de concessão da CPFL, no interior de São Paulo, e chegam até o Nordeste e o Rio de Janeiro, por exemplo. "As empresas estão sofrendo muito com o aumento de energia e estão focando seus investimentos no negócio principal. O fato de a CPFL investir nos projetos de eficiência acaba sendo um diferencial", aponta.

De acordo com ele, a empresa pretende fechar alguns contratos focados em soluções com cogeração de energia, a partir do uso do vapor gerado em processos produtivos, no último trimestre. Recentemente, a CPFL Eficiência firmou contrato com três clientes para instalação de projetos de autoprodução. Ao todo, a empresa tem 30 clientes, que somam 90 MW de capacidade.

Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

GE recebe aprovação da UE para compra de unidade de energia da Alstom
Emerson F. Tormann16:58



A General Electric recebeu ontem aprovação regulatória da União Europeia para comprar a unidade de energia da Alstom, a maior aquisição de sua história, após concordar em vender parte dos ativos da empresa francesa à Ansaldo Energia.

A Comissão Europeia disse que as concessões aliviaram suas preocupações anteriores de que a transação de 12,4 bilhões euros reduziria a concorrência a apenas duas empresas, a companhia combinada e a alemã Siemens.

A GE vai vender à Ansaldo, entre outros ativos, a linha de produtos de turbinas de grande porte da Alstom e a tecnologia que a empresa está desenvolvendo para turbinas ainda maiores.

Fonte:O Estado de S. Paulo