domingo, 12 de novembro de 2017

Quando será a virada energética global?
Emerson F. Tormann22:34

China Solarindustrie (picture alliance/AP Images)

Estudo trata como possível que, até 2050, 100% do fornecimento mundial de energia elétrica possa vir de fontes renováveis. Questão não seria mais de viabilidade técnica ou rentabilidade, mas de vontade política.

Seria possível um fornecimento global de eletricidade 24 horas por dia, apenas com fontes renováveis de energia e armazenamento? Quais são as melhores e mais baratas tecnologias, do ponto de vista atual, nas diferentes regiões do mundo? E que consequências um sistema de energia renovável traria para os empregos e a proteção climática?

São essas as questões sobre as quais se debruça uma equipe de cientistas na Universidade de Tecnologia Lappeenranta (LUT), na Finlândia. A equipe, liderada pelo professor Christian Breyer, processou inúmeros dados em todas as regiões do mundo sobre consumo de energia, desenvolvimento populacional e clima.

"Uma descarbonização completa do setor elétrico até 2050 é viável – e mais econômica do que o sistema elétrico de hoje. A transição energética não é mais uma questão de viabilidade tecnológica ou rentabilidade econômica, mas uma questão de vontade política", disse Breyer, na apresentação do estudo, na conferência do clima em Bonn, Alemanha.



Segundo Breyer, a queda brusca dos custos fará com que a energia fotovoltaica e o armazenamento de baterias se tornem os principais pilares do fornecimento de energia a longo prazo. A equipe finlandesa calcula que a participação da energia fotovoltaica no mix energético global aumentará de 37% em 2030 para 69% em 2050, passando assim a representar mais de um terço da eletricidade global.

Em regiões de muito vento e pouco sol, como o norte da Europa e o norte da Ásia, as perspectivas de mix energético são logicamente diferentes daquelas da África, onde o peso da energia solar é muito maior.

Para um fornecimento elétrico seguro 24h, é preciso armazenamento. De acordo com uma simulação feita pela equipe de pesquisa finlandesa, cerca 31% da demanda de energia será coberta por instalações de armazenamento até 2050. Disso, 95% virão de baterias. Elas servem, sobretudo, para compensar as flutuações diárias. Outra tecnologia de armazenamento para compensar tais variações sazonais é o gás produzido sinteticamente a partir de fontes de energia renováveis.



Os autores do estudo estimam que, até 2050, a população mundial terá aumentado para quase 9,7 bilhões de pessoas. Em comparação com hoje, o mundo vai consumir o dobro de energia elétrica. A chamada "virada energética" também tem vantagens para empresas e consumidores. Comparados com o presente, os custos de geração de eletricidade (incluindo rede e armazenamento) caem aproximadamente 25%.

A transição global para fontes de energia sustentáveis também tem um impacto no mercado de trabalho. Atualmente, cerca de 19 milhões de pessoas em todo o mundo têm empregos no setor elétrico, metade delas só na indústria do carvão.

Os empregos na indústria carbonífera já sofreram perdas no mundo todo. Por outro lado, estimativas apontam que dobrará a quantidade de postos de trabalho no setor de geração de energia renovável, principalmente na área da energia solar, tecnologia de baterias e energia eólica.



Na cúpula mundial do clima, discute-se intensamente sobre as medidas necessárias para reduzir os gases de efeito estufa, com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de dois graus em relação aos níveis pré-industriais.

Atualmente, a geração de energia global é responsável por cerca de 20% da poluição atmosférica com gases do efeito estufa, sobretudo devido ao carvão. Se a geração de energia fosse convertida conforme a simulação de Breyer e sua equipe, as emissões de usinas elétricas poderiam cair em mais de 60% até 2025 e em mais de 80% até 2030. Com isso, uma parcela significativa da redução de gases de efeito estufa seria alcançada.

"Eu acho tal cenário totalmente realista, pois a energia renovável fica cada vez mais barata", disse a economista do clima Claudia Kemfert, do instituto alemão DIW, durante a apresentação do estudo. "Vimos, no passado, que todos os estudos subestimaram a expansão das energias renováveis".



Kemfert acredita ser possível a migração para uma eletricidade 100% renovável em três décadas.

O presidente do Grupo Energy Watch, Hans Josef Fell, compartilha esse ponto de vista e fala de uma aceleração dinâmica, que agora é impulsionada principalmente pelo grande setor financeiro.

"As instituições financeiras veem os investimentos em carvão, energia nuclear, petróleo e gás natural como arriscados e os abandonam", pondera.

Stefan Gsänger, da Associação Mundial Eólica, também vê as perspectivas do estudo como realistas, mas, ao mesmo tempo, adverte contra o excesso de otimismo: o sucesso de tal cenário não depende só do mercado. Precisa de apoio político. "Espero que haja pressão pública suficiente sobre os tomadores de decisão do mundo todo."

Fonte: Deutsche Welle

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Geração "caseira" de energia solar dispara e já passa de 16 mil unidades no Brasil
Emerson F. Tormann16:31


A geração "caseira" de energia solar virou um negócio grande no Brasil. O número de sistemas geradores instalados em residências, comércios e indústrias vem crescendo em ritmo acelerado e já chega a 16.311 unidades capazes de gerar 182 MW - o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte -, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De acordo com estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o crescimento da microgeração distribuída é impulsionado por três fatores principais: a redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.

As razões do aumento do número de "prosumidores"


A expansão do número de "prosumidores" - o consumidor de energia elétrica que também é produtor de energia - ganhou força nos últimos anos. A primeira regulação sobre a instalação de minicentrais de energiade forma não centralizada (ou seja, nas próprias unidades consumidoras de energia) foi publicada em 2012, e apenas há dois anos, em 2015, avanços na regulação do tema permitiram uma real expansão do número de unidades.

Entre esses fatores estava a possibilidade de o consumidor recolher o imposto somente sobre a energialíquida consumida, ou seja, a diferença entre o que ele produziu e entregou para a rede de distribuição e o que ele precisou receber da rede, em momentos sem sol ou de noite. A possibilidade de guardar créditos com a energia entregue para a rede para abater na conta de luz no futuro ou de usar esses créditos na conta de luz de outras unidades geradoras também só foi pensada em 2015.

A queda nos juros de financiamento e aumento no preço da energia das distribuidoras também ajudou a tornar mais atraentes os investimentos para instalação das placas e sistemas inteligentes, com retorno do investimento mais rápido.

Mineiros e gaúchos estão na frente na produção "caseira" de energia

Dos 182 MW gerados por consumidores em todo o país atualmente, quase 40% são instalações em consumidores comerciais (2.500 unidades). A classe residencial é a segunda mais expressiva, com 30% da potencia total gerada (em 12,7 mil unidades). Outros 18% estão na indústria, e o restante se divide em instalações rurais e no poder público.

Por estado, Minas Gerais é disparado o que tem mais potencia instalada em unidades de geração distribuída, com 40,8 MW. Rio Grande do Sul é o segundo estado com maior potência (22 MW), seguido por Ceará (21 MW) e São Paulo (18 MW).

A geração distribuída (GD) ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. O potencial técnico da geração distribuída solar fotovoltaica que já foi parcialmente mapeado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) representa mais de 164 gigawatts (GW) considerando apenas os telhados de residências. Para a Absolar, se esse potencial fosse atingido, a energia elétrica gerada seria capaz de abastecer 2,3 vezes toda a demanda residencial do país.

Mas há ainda entraves para a expansão da geração distribuída e o Ministério de Minas e Energia vem considerando mudanças na regulação desse assunto. Na reforma do setor elétrico que está sendo preparada pelo governo, são citados como novos desafios do setor os Recursos Energéticos Distribuídos (RED), que incluem a geração solar de pequena escala, armazenamento e carros elétricos.

O crescimento dessas unidades pode influenciar a formação dos custos de energia no futuro, implicando em desafios para os contratos de compra e venda de energia de longo prazo, por exemplo. Também é preciso pensar nas tarifas de transmissão e distribuição de energia.

Outro ponto importante que ainda precisa ser equacionado é a possibilidade das unidades geradoras entrarem para o mercado de venda de energia, o mercado livre.

Equilíbrio entre benefícios e obrigações

Cristopher Vlavianos, presidente da comercializadora de energia Comerc, aponta que a reforma do setor elétrico precisará pensar nesses pontos. Além disso, para expandir a geração distribuída, será preciso buscar a dosagem ideal entre incentivos e obrigações, de forma a não espantar o usuário mas também sem deixar a conta de transmissão para outros pagarem.

"Você tem um consumidor que vai colocar uma placa solar na casa dele e ele vai compensar parte de seu consumo. Mas quem está com a placa solar exportando energia de dia, de noite estará usando o fio da rede distribuidora. Ele usa o fio da distribuidora e não está pagando. A consulta pública pensa em se ter uma tarifa binômia, para você não ter um desbalanço em relação à infraestrutura que a distribuidora investe", afirmou.

Na tarifa binômia, a conta de luz mostra separadamente as tarifas de consumo de energia elétrica e a demanda de potência, independentemente das horas de utilização do dia. Isso perrmite cobrar mais de quem utiliza mais a rede. Como se, numa estrada, os caminhões pagassem mais pedágio que as motos.

Vlavianos também avalia que cada vez mais será uma realidade a comercialização de energia pelos "prosumidores". Mas ele destaca que é preciso mudar três pontos na forma como se calcula os custos de energia e as tarifas. Além de considerar a tarifa binômia, separando o custo com uso do fio e a energia, também é preciso adotar a tarifa branca (tarifas diferenciadas de consumo de energia elétrica, de acordo com as horas de utilização do dia) e conseguir computar o valor de cada fonte de energia de forma sazonal, de hora a hora, de forma a estimular o gerador que tem flexibilidade para começar a gerar e parar.

Fonte: Gazeta do Povo - Curitiba/PR

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Consumidor final não pode questionar tributos de energia elétrica
Emerson F. Tormann15:48


O consumidor final não tem legitimidade para questionar a tributação do setor elétrico. Por isso, a 14ª Vara Federal de Porto Alegre julgou improcedente a ação de uma mulher que solicita a declaração de inconstitucionalidade da Resolução Normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que estabeleceu o “adicional de bandeira tarifária”.

As bandeiras tarifárias foram criadas para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica, conforme as condições favoráveis ou desfavoráveis a sua produção. Na ação, a consumidora alega que a nova regra configura alteração da política tarifária e que, por isso, não poderia ter sido instituída por meio de uma resolução. A autora também questionou o fato de se aplicarem às bandeiras os mesmos tributos incidentes sobre as tarifas.

Ao analisar o caso, o juiz federal substituto Evandro Ubiratan Paiva da Silveira explicou que a consumidora não é a contribuinte dos tributos questionados. Ele ressaltou que o direito de ingressar com processo é “do efetivo contribuinte que incluiu como receita ou como parte do preço do produto o adicional recebido; ou seja, a distribuidora de energia”. No caso, a competência recairia sobre a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE), também ré na ação.

Como base para a sua sentença, o juiz utilizou o voto proferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki no julgamento de um Recurso Especial Repetitivo, cuja matéria em análise era semelhante ao caso avaliado.

“A relação jurídica que se estabelece entre concessionária e consumidor de energia elétrica não é relação tributária, cujos partícipes necessários são o Fisco e o contribuinte. Aqui, o que se tem é relação de consumo de serviço público, cujas fontes normativas são próprias, especiais e distintas das que regem as relações tributárias”, mencionou Zavascki naquele julgado.

Com a decisão do juiz, o processo foi extinto sem resolução do mérito. No dia seguinte à publicação da sentença, autora ingressou com embargos de declaração. Ela ainda pode recorrer da decisão junto ao Tribunal Regional Ferderal da 4ª Região. Além da Aneel e da CEEE, são réus no processo o Estado do RS e a União. Com informações da Assessoria da Justiça Federal do RS.

Fonte: Conjur

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Parecer sobre a atualização do PL 1536/2017 que trata de Ciência e Inovação
Emerson F. Tormann17:22


O projeto que estabelece as bases da política de inovação do DF foi discutido em audiência pública no dia 13 de setembro de 2017 no plenário da CLDF

Fazendo uma análise crítica de como se apresentou, nessa segunda fase do projeto de lei, chega-se às seguintes conclusões:
  • Mantiveram todos os erros da primeira versão;
  • Não Gera Riquezas, apenas aumenta as Despesas Públicas;
  • Não define Tecnologia, portanto não podemos fomentar, medir, e/ou fiscalizar o que não sabemos o que é;
  • Fundação de Apoio fomenta APENAS instituições Públicas;
  • Não define quantitativo mínimo de fomento para Tecnologia, pois Tecnologia não está definida, nesse caso "Gerar Papel" é o bastante, basta chamar de Tenologia, e pronto;
  • As contrapartidas das Instituições Públicas podem ser Recursos Públicos, o pobre brasileiro paga o fomento, e também as contrapartidas, sem ninguém que tenha interesse na geração de riquezas. Por conseguinte, o pesquisador público está em festa, poderá continuar a gastar os Bilhões de Reais sem fiscalização alguma;
  • Não define como será o Uso do Poder de Compra do Estado como fomento á Tecnologia Nacional;
  • Os ICTs Públicos podem continuar a Gerar Papel sem nenhum benefício para a sociedade, mais de 20 Bilhões de Reais foram gastos pelos ICTs Públicos nos últimos anos e os únicos beneficiados forma apenas os Pesquisadores Públicos e mais ninguém, nem hospitais, nem escolas, nem segurança pública.
Acompanhe a tramitação

Proposição: PL 1536/2017
Ementa: Dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento da pesquisa cientifica e tecnológica e à inovação no ambiente produtivo do Distrito Federal, com fins a estimular a geração de riquezas, e dá outras providências.

domingo, 22 de outubro de 2017

Produção de energia eólica no Brasil cresce mais de 25% até agosto, diz CCEE
Emerson F. Tormann08:56

A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN)aumentou 25,7%entre janeiro e agosto de 2017 ante o mesmo período do ano passado, informou nesta sexta-feira (20) a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

turbina eólica - etormann.tk

A produção das usinas da fonte chegou a 4.032 MW médios, frente aos 3.208 MW médios gerados no mesmo período do ano passado.

A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 6,5 por cento em 2017, enquanto a energia hidrelétrica representou 73,8 por cento do total e as usinas térmicas responderam por 19,7 por cento, segundo a CCEE.

Ao final de agosto, a CCEE contabilizou 470 usinas eólicas em operação comercial no país, que somavam 11.951 MW de capacidade instalada, incremento de 25,5 por cento frente ao potencial das 374 unidades geradoras existentes em agosto de 2016, informou a câmara em nota.

O boletim indica que, por Estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.316,7 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 833 MW médios produzidos (alta de 26,4 por cento).

A geração eólica no Nordeste tem ajudado a região a lidar com uma severa escassez de água, que tem limitado a geração hidrelétrica.

O Rio Grande do Sul alcançou 583,5 MW médios (+21 por cento) em energia eólica, seguido pelo Ceará, com 552 MW médios (alta de 2,8 por cento) e o Piauí com 443,6 MW médios, aumento de 48 por cento frente à geração alcançada em 2016.

Fonte: Reuters.

sábado, 14 de outubro de 2017

Morre aos 77 anos Nélio José Nicolai e renasce o orgulho de ser técnico
Emerson F. Tormann15:32

O Técnico em Eletrotécnica, Nélio José Nicolai, é o inventor do identificador de chamadas telefônicas mais conhecido como BINA

CB

É com muita tristeza que noticiamos o falecimento de um profissional que lutou a vida toda por seus ideais e acreditou nas suas invenções. A perseverança pode ser considerada uma marca em sua trajetória como técnico. Ele nunca desistiu de levar adiante suas criações e por esse mesmo motivo foi ridicularizado por chefes e colegas de trabalho - "isso nunca vai dar certo! Quem vai comprar uma invenção dessas?" - o questionavam no trabalho...

O mineiro, que vivia em Brasília / DF, se recuperava de problemas de saúde quando complicações pulmonares o levaram ao óbito. Ele deixa quatro filhos e dois netos. O enterro do técnico em eletrotécnica foi na quinta-feira (12/10), e a família confirmou sua morte publicamente somente na sexta.

O nome BINA vem de binary identifier number address” e em 7 de Julho de 1992, Nélio José Nicolai depositou o pedido de número PI9202624-9 no INPI. Em 30 de Setembro de 1997 a carta-patente foi expedida. Esta patente, no entanto, é alvo de disputas judiciais desde 2003.

Há muita polêmica sobre a patente do BINA. Mesmo assim, Nicolai nunca desistiu e também não chegou a receber todos os ganhos que em tese teria direito a partir de sua invenção. A briga judicial para ganhar o reconhecimento dos direitos de uso do sistema de identificação de chamadas continuará tramitando mesmo depois de sua morte.

O mérito está, não apenas em ter contribuído com tecnologia usada no mundo inteiro, mas por ser TÉCNICO INDUSTRIAL como mostra seu registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA-DF. Equivocadamente, todos os sites de notícias da internet o identificam como engenheiro, o que não é verdade...



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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Novo sistema eletrônico para registro de software é lançado pelo INPI
Emerson F. Tormann12:59

Agora o pedido de software dispensa o envio do código-fonte para o INPI. Basta apresentar o resumo hash


código fonte - linguagem de programação

Entrou em funcionamento na última terça-feira (12/09) o novo sistema online de registro de propriedade intelectual de softwares (programas de computador) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). É o e-RPC. O primeiro benefício do sistema é o seu acesso, totalmente eletrônico, disse à Agência Brasil o chefe da Divisão de Programa de Computador do INPI, Helmar Alvares. O e-RPC pode ser acessado diretamente no site do instituto.

Alvares explica que os criadores e desenvolvedores de softwares vão ter acesso ao e-RPC durante 24 horas por dia, sete dias por semana, com a vantagem de estar num ambiente com as facilidades da 'web'. O processo, agora automatizado, tornará mais rápida a obtenção do certificado de registro de propriedade intelectual, disse Álvares. “Em até uma semana, dez dias, ele vai ter o certificado de registro. Essa é uma vantagem que a gente está dando para o usuário”, destacou o funcionário.

Até o último mês de maio, o tempo de análise de um pedido de registro de software no INPI demorava em torno de 100 dias, no mínimo. A partir desse mês, com a implantação de um plano de desburocratização, foi feito um novo modelo de fluxo que reduziu esse tempo, “mesmo sendo ainda em papel e manual”, para uma média de 23 dias. O menor tempo foi de 13 dias. Com o e-RPC, Helmar Alvares disse que a meta é reduzir o prazo para dez dias “ou menos”.

Uma terceira vantagem que o novo sistema 'online' oferece é a segurança jurídica do processo.

Zerar o estoque

O INPI recebe solicitações de registro de programas de computador desde 1989, resultando em um estoque de 21 mil pedidos até hoje, que já estão quase todos convertidos em registro. “Noventa e oito por cento [dos pedidos] geram registros”, observou o chefe da divisão. Este ano, já foram concedidos mais de 5 mil registros de 'software'. Restam ainda cerca de 1,5 mil pedidos no estoque a serem reexaminados. “Nossa intenção é, até o final do ano, zerar isso e resolver todos os pedidos pendentes”.

Alvares informou que um software que recebe certificado de registro fica protegido por 50 anos, a partir de 1º de janeiro do ano subsequente à sua publicação ou criação. “É o que está na lei”.

No ano passado, o INPI recebeu 1.880 pedidos de registros de 'software'. Este ano, o número caiu para 700 pedidos. Alvares lembrou que, até agora, o processo de registro era feito em papel. Ele espera que o e-RPC popularize ainda mais o pedido de registro, tendo em vista que o mercado desenvolvedor é muito grande. Somente no Rio de Janeiro existem mais de mil empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), salientou. “E o Brasil é bom nessa área. Tem muitas regiões que produzem 'software'”.

O chefe de divisão do INPI ressaltou que, além de ser uma prova de autoria, o certificado de registro serve também como garantia para obter financiamento de órgãos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o INPI, o e-RPC faz parte das medidas de desburocratização dos serviços públicos promovidas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), coordenadas pelo Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa.

O novo sistema foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 74/2017. Com a novidade, o prazo de registro deve ter redução significativa, de cem dias para apenas sete. Além disso, o INPI espera zerar o número de pedidos pendentes até o final deste ano.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Encontro de Veículos Elétricos Acontece em Brasília
Emerson F. Tormann11:48


Expositores da capital e de outros locais do País fazem exposição e dão explicações sobre suas econômicas e ecologicamente corretas máquinas


Andar de carro sem gastar um tostão com combustível e sem agredir a natureza é uma realidade para quem aposta no carro elétrico. E, para mostrar à cidade que esses veículos são viáveis, econômicos, divertidos e espertos, proprietários da capital e de outras cidades se reúnem no Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília, que vai ocorrer no dia 9 de setembro, das 9 às 15h, no Brasília Shopping, na calçada voltada para a via W3 Norte.

Organizado pela Associação Brasileira de Proprietários de Carros Elétricos e Inovadores (ABRAVEi), o evento deve se tornar o maior do gênero já realizado no País. Para tanto, são esperados cerca de 15 automóveis. O evento tem o apoio do Brasília Shopping, Hotel Mercure, Furnas Binacional, Champion Volvo, Restauracar, MKZ Arquitetura, Humanoide, Restaurante Toro e Eletrobrás.

No Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília, serão apresentados ao público brasiliense automóveis que funcionam sem depender de combustível fóssil, mas com carga elétrica advinda de fonte externa. Esse, inclusive é o foco da ABRAVEi, que agrega donos de carros elétricos e híbridos plug-in. Os híbridos tradicionais, apesar de também serem uma inovação, não são o foco da associação.

“São carros divertidíssimos. Assim como eu, todos os demais donos têm verdadeira paixão por automóveis e, mais ainda, pelos seus modelos sem consumo de derivados de petróleo e sem agredir o ambiente urbano”, destaca o Diretor Regional da ABRAVEi, Rogério Markiewicz.

O evento tem um viés educativo, uma vez que alguns proprietários de carros elétricos e técnicos de Furnas Binacional estarão no local para dar explicações sobre os seus inovadores veículos. O público poderá entrar nos modelos, e esclarecer dúvidas quanto a detalhes do dia a dia do carro elétrico e, quem sabe, pegar uma carona.

Entre os modelos em exposição, haverá BMW i3, Volvo XC 90-T8 híbrida elétrica, Porcshe Cayenne S – Hibrida, Pálio weekend elétrico, Renault Fluence elétrico, Renault ZOE elétrico, o pequeno e divertido Renault Twizy e o curiosíssimo Gol G4 convertido em elétrico pelas mãos do militar reformado Elifas Gurgel, morador da Asa Norte e entusiasta do veículo movido a eletricidade.

Na oportunidade, o Brasília Shopping também irá inaugurar, oficialmente, sua vaga exclusiva para carros elétricos, que conta com um dispositivo para recarga da bateria. Após as 15h, ao término do evento, os veículos sairão do mall em direção aos principais monumentos de Brasília, em uma silenciosa carreata.

Uma das ações da entidade é divulgar esse tipo de veículo. Além de econômicos, eles são a opção mais em harmonia com a natureza, uma vez que circulam sem qualquer emissão de gases tóxicos e, o mais curioso, de forma silenciosa. “Quando falamos de carros elétricos, não estamos tratando apenas de economia no bolso, mas sobretudo de um mundo melhor, sem despejo de gases no ar ou barulho de motores nas ruas, contribuindo para uma mobilidade urbana sustentável ”, explica Rogério Markiewicz.


ENTENDA A DIFERENÇA

Carros elétricos

São veículos que funcionam graças a uma bateria, recarregada em uma fonte externa (uma tomada, por exemplo). Dispõem também de outras fontes, como a regeneração energética nas frenagens. Todo carro elétrico é um carro plug-in. Exemplos: BMW i3, Renault ZOE, Nissan Leaf, BYD 6e, Chevrolet Bolt e Tesla S.

Carros híbridos plug-in

São modelos que dispõem do motor elétrico, recarregado externamente, e de um motor a combustível para realizar viagens maiores e recargas quando não há uma tomada disponível. Também se valem de outras fontes internas, como a regeneração energética nas frenagens. Exemplos: Volvo XC 90-T8 híbrida, Porcshe Cayenne S –híbrida e Mitsubishi Outlander PHEV.

Carros híbridos

São carros que têm o motor a combustível como principal força motriz e um motor elétrico como auxiliar. Este motor elétrico é alimentado exclusivamente com fontes internas, como a regeneração energética nas frenagens e o giro do motor a combustível. Exemplos: Ford Fusion híbrido, Lexus CT200h e Toyota Prius.


Serviço

Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília
Data: 9 de setembro (sábado), das 9 às 15h
Local: Brasília Shopping, na calçada voltada para a via W3 Norte
Entrada franca
Classificação Indicativa: livre

sábado, 26 de agosto de 2017

Audiência Pública debate o PL de Inovação do Distrito Federal
Emerson F. Tormann15:28

O anteprojeto da Lei de  Inovação do Distrito Federal começou a ser discutido no final de 2015. Já passou por consulta pública no qual foram recebidas sugestões pela Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação - SECTI DF. O relator do PL de Inovação é o Distrital Prof. Israel.

“Essa é a oportunidade de falarmos a verdade sobre desenvolvimento tecnológico no DF e entorno. Temos a obrigação de comparecer e debater, principalmente, sobre geração de riquezas e emprego ao invés de aumentar o Custo do Estado”, alerta Emerson Tormann, Diretor Regional do Sindicato dos Técnicos Industriais do Distrito Federal - SINTEC-DF.

Participe. Sua contribuição é muito importante para o desenvolvimento tecnológico do DF. Convide seus amigos e parceiros, compartilhe conhecimento e faça parte dessa história...

Veja aqui o anteprojeto de Lei.

Projeto de Lei de Inovação
apresentacao_pli.pdf



AP - Lei de Inovação do Distrito Federal
Data de início:13/09/17 

Data de término: Nenhum 
Duração:10:00 – 13:00 (Fuso horário sensitivo) 
Tipo:Audiência pública
Autoria: Dep. Professor Israel Batista
Local: Plenáro da CLDF
Numero De RequerimentoMemo 45/17

Fonte: CLDF

domingo, 20 de agosto de 2017

CAU/BR cria sistema para contratação de profissionais
Emerson F. Tormann21:52

O sistema “Ache um Arquiteto” oferece, gratuitamente, um cadastro de profissionais habilitados que buscam mais visibilidade para àqueles que precisam de ajuda na reforma ou construção



O site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) disponibiliza uma página de busca de arquitetos e urbanistas, onde qualquer pessoa pode consultar, automaticamente, por nome, CPF ou registro no CAU ,quais são os arquitetos e urbanistas ou empresas registrados regularmente no Conselho Profissional.

Trata-se de uma das obrigações legais do CAU/BR: a de informar à sociedade quais são os arquitetos habilitados para o exercício profissional, bem como colaborar com o combate à prática ilegal da profissão.

Pesquisa DataFolha-CAU/BR, realizada em 2015, revelou que em 73% dos casos, a contratação de arquitetos e urbanistas é feita por meio de indicação de amigos e parentes. Apenas 8% dos clientes buscam profissionais na internet.

Para facilitar essa aproximação, o CAU/BR ampliou o serviço de busca existente com o Ache um Arquiteto, sistema que disponibiliza, sem custos para ambas as partes, informações adicionais sobre os arquitetos e urbanistas registrados no CAU.

São duas principais vantagens:
  • A busca agora pode ser feita também por município e estado, campos que se somam aos já disponíveis (nome, CPF ou registro no CAU);
  • Os 147 mil arquitetos e urbanistas e 20 mil empresas de Arquitetura e Urbanismo registrados no CAU passam a contar com um espaço virtual para divulgarem seus trabalhos com fotos, minicurrículo e informações de contato.
Profissionais

Para os arquitetos e urbanistas que desejam participar do sistema Ache um Arquiteto, eles devem cadastrar suas informações no site do CAU/BR. O serviço disponibilizará informações, imagens e contatos de arquitetos e urbanistas para todos os interessados. É importante ressaltar que o Ache um Arquiteto é gratuito e acessível a todo o Brasil.

Fonte: Mapa da Obra