quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Novo sistema eletrônico para registro de software é lançado pelo INPI
Emerson F. Tormann12:59

Agora o pedido de software dispensa o envio do código-fonte para o INPI. Basta apresentar o resumo hash


código fonte - linguagem de programação

Entrou em funcionamento na última terça-feira (12/09) o novo sistema online de registro de propriedade intelectual de softwares (programas de computador) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). É o e-RPC. O primeiro benefício do sistema é o seu acesso, totalmente eletrônico, disse à Agência Brasil o chefe da Divisão de Programa de Computador do INPI, Helmar Alvares. O e-RPC pode ser acessado diretamente no site do instituto.

Alvares explica que os criadores e desenvolvedores de softwares vão ter acesso ao e-RPC durante 24 horas por dia, sete dias por semana, com a vantagem de estar num ambiente com as facilidades da 'web'. O processo, agora automatizado, tornará mais rápida a obtenção do certificado de registro de propriedade intelectual, disse Álvares. “Em até uma semana, dez dias, ele vai ter o certificado de registro. Essa é uma vantagem que a gente está dando para o usuário”, destacou o funcionário.

Até o último mês de maio, o tempo de análise de um pedido de registro de software no INPI demorava em torno de 100 dias, no mínimo. A partir desse mês, com a implantação de um plano de desburocratização, foi feito um novo modelo de fluxo que reduziu esse tempo, “mesmo sendo ainda em papel e manual”, para uma média de 23 dias. O menor tempo foi de 13 dias. Com o e-RPC, Helmar Alvares disse que a meta é reduzir o prazo para dez dias “ou menos”.

Uma terceira vantagem que o novo sistema 'online' oferece é a segurança jurídica do processo.

Zerar o estoque

O INPI recebe solicitações de registro de programas de computador desde 1989, resultando em um estoque de 21 mil pedidos até hoje, que já estão quase todos convertidos em registro. “Noventa e oito por cento [dos pedidos] geram registros”, observou o chefe da divisão. Este ano, já foram concedidos mais de 5 mil registros de 'software'. Restam ainda cerca de 1,5 mil pedidos no estoque a serem reexaminados. “Nossa intenção é, até o final do ano, zerar isso e resolver todos os pedidos pendentes”.

Alvares informou que um software que recebe certificado de registro fica protegido por 50 anos, a partir de 1º de janeiro do ano subsequente à sua publicação ou criação. “É o que está na lei”.

No ano passado, o INPI recebeu 1.880 pedidos de registros de 'software'. Este ano, o número caiu para 700 pedidos. Alvares lembrou que, até agora, o processo de registro era feito em papel. Ele espera que o e-RPC popularize ainda mais o pedido de registro, tendo em vista que o mercado desenvolvedor é muito grande. Somente no Rio de Janeiro existem mais de mil empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), salientou. “E o Brasil é bom nessa área. Tem muitas regiões que produzem 'software'”.

O chefe de divisão do INPI ressaltou que, além de ser uma prova de autoria, o certificado de registro serve também como garantia para obter financiamento de órgãos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De acordo com o INPI, o e-RPC faz parte das medidas de desburocratização dos serviços públicos promovidas pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), coordenadas pelo Grupo de Trabalho de Simplificação Administrativa.

O novo sistema foi regulamentado pela Instrução Normativa nº 74/2017. Com a novidade, o prazo de registro deve ter redução significativa, de cem dias para apenas sete. Além disso, o INPI espera zerar o número de pedidos pendentes até o final deste ano.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Encontro de Veículos Elétricos Acontece em Brasília
Emerson F. Tormann11:48


Expositores da capital e de outros locais do País fazem exposição e dão explicações sobre suas econômicas e ecologicamente corretas máquinas


Andar de carro sem gastar um tostão com combustível e sem agredir a natureza é uma realidade para quem aposta no carro elétrico. E, para mostrar à cidade que esses veículos são viáveis, econômicos, divertidos e espertos, proprietários da capital e de outras cidades se reúnem no Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília, que vai ocorrer no dia 9 de setembro, das 9 às 15h, no Brasília Shopping, na calçada voltada para a via W3 Norte.

Organizado pela Associação Brasileira de Proprietários de Carros Elétricos e Inovadores (ABRAVEi), o evento deve se tornar o maior do gênero já realizado no País. Para tanto, são esperados cerca de 15 automóveis. O evento tem o apoio do Brasília Shopping, Hotel Mercure, Furnas Binacional, Champion Volvo, Restauracar, MKZ Arquitetura, Humanoide, Restaurante Toro e Eletrobrás.

No Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília, serão apresentados ao público brasiliense automóveis que funcionam sem depender de combustível fóssil, mas com carga elétrica advinda de fonte externa. Esse, inclusive é o foco da ABRAVEi, que agrega donos de carros elétricos e híbridos plug-in. Os híbridos tradicionais, apesar de também serem uma inovação, não são o foco da associação.

“São carros divertidíssimos. Assim como eu, todos os demais donos têm verdadeira paixão por automóveis e, mais ainda, pelos seus modelos sem consumo de derivados de petróleo e sem agredir o ambiente urbano”, destaca o Diretor Regional da ABRAVEi, Rogério Markiewicz.

O evento tem um viés educativo, uma vez que alguns proprietários de carros elétricos e técnicos de Furnas Binacional estarão no local para dar explicações sobre os seus inovadores veículos. O público poderá entrar nos modelos, e esclarecer dúvidas quanto a detalhes do dia a dia do carro elétrico e, quem sabe, pegar uma carona.

Entre os modelos em exposição, haverá BMW i3, Volvo XC 90-T8 híbrida elétrica, Porcshe Cayenne S – Hibrida, Pálio weekend elétrico, Renault Fluence elétrico, Renault ZOE elétrico, o pequeno e divertido Renault Twizy e o curiosíssimo Gol G4 convertido em elétrico pelas mãos do militar reformado Elifas Gurgel, morador da Asa Norte e entusiasta do veículo movido a eletricidade.

Na oportunidade, o Brasília Shopping também irá inaugurar, oficialmente, sua vaga exclusiva para carros elétricos, que conta com um dispositivo para recarga da bateria. Após as 15h, ao término do evento, os veículos sairão do mall em direção aos principais monumentos de Brasília, em uma silenciosa carreata.

Uma das ações da entidade é divulgar esse tipo de veículo. Além de econômicos, eles são a opção mais em harmonia com a natureza, uma vez que circulam sem qualquer emissão de gases tóxicos e, o mais curioso, de forma silenciosa. “Quando falamos de carros elétricos, não estamos tratando apenas de economia no bolso, mas sobretudo de um mundo melhor, sem despejo de gases no ar ou barulho de motores nas ruas, contribuindo para uma mobilidade urbana sustentável ”, explica Rogério Markiewicz.


ENTENDA A DIFERENÇA

Carros elétricos

São veículos que funcionam graças a uma bateria, recarregada em uma fonte externa (uma tomada, por exemplo). Dispõem também de outras fontes, como a regeneração energética nas frenagens. Todo carro elétrico é um carro plug-in. Exemplos: BMW i3, Renault ZOE, Nissan Leaf, BYD 6e, Chevrolet Bolt e Tesla S.

Carros híbridos plug-in

São modelos que dispõem do motor elétrico, recarregado externamente, e de um motor a combustível para realizar viagens maiores e recargas quando não há uma tomada disponível. Também se valem de outras fontes internas, como a regeneração energética nas frenagens. Exemplos: Volvo XC 90-T8 híbrida, Porcshe Cayenne S –híbrida e Mitsubishi Outlander PHEV.

Carros híbridos

São carros que têm o motor a combustível como principal força motriz e um motor elétrico como auxiliar. Este motor elétrico é alimentado exclusivamente com fontes internas, como a regeneração energética nas frenagens e o giro do motor a combustível. Exemplos: Ford Fusion híbrido, Lexus CT200h e Toyota Prius.


Serviço

Primeiro Encontro de Veículos Elétricos de Brasília
Data: 9 de setembro (sábado), das 9 às 15h
Local: Brasília Shopping, na calçada voltada para a via W3 Norte
Entrada franca
Classificação Indicativa: livre

sábado, 26 de agosto de 2017

Audiência Pública debate o PL de Inovação do Distrito Federal
Emerson F. Tormann15:28

O anteprojeto da Lei de  Inovação do Distrito Federal começou a ser discutido no final de 2015. Já passou por consulta pública no qual foram recebidas sugestões pela Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação - SECTI DF. O relator do PL de Inovação é o Distrital Prof. Israel.

“Essa é a oportunidade de falarmos a verdade sobre desenvolvimento tecnológico no DF e entorno. Temos a obrigação de comparecer e debater, principalmente, sobre geração de riquezas e emprego ao invés de aumentar o Custo do Estado”, alerta Emerson Tormann, Diretor Regional do Sindicato dos Técnicos Industriais do Distrito Federal - SINTEC-DF.

Participe. Sua contribuição é muito importante para o desenvolvimento tecnológico do DF. Convide seus amigos e parceiros, compartilhe conhecimento e faça parte dessa história...

Veja aqui o anteprojeto de Lei.

Projeto de Lei de Inovação
apresentacao_pli.pdf



AP - Lei de Inovação do Distrito Federal
Data de início:13/09/17 

Data de término: Nenhum 
Duração:10:00 – 13:00 (Fuso horário sensitivo) 
Tipo:Audiência pública
Autoria: Dep. Professor Israel Batista
Local: Plenáro da CLDF
Numero De RequerimentoMemo 45/17

Fonte: CLDF

domingo, 20 de agosto de 2017

CAU/BR cria sistema para contratação de profissionais
Emerson F. Tormann21:52

O sistema “Ache um Arquiteto” oferece, gratuitamente, um cadastro de profissionais habilitados que buscam mais visibilidade para àqueles que precisam de ajuda na reforma ou construção



O site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) disponibiliza uma página de busca de arquitetos e urbanistas, onde qualquer pessoa pode consultar, automaticamente, por nome, CPF ou registro no CAU ,quais são os arquitetos e urbanistas ou empresas registrados regularmente no Conselho Profissional.

Trata-se de uma das obrigações legais do CAU/BR: a de informar à sociedade quais são os arquitetos habilitados para o exercício profissional, bem como colaborar com o combate à prática ilegal da profissão.

Pesquisa DataFolha-CAU/BR, realizada em 2015, revelou que em 73% dos casos, a contratação de arquitetos e urbanistas é feita por meio de indicação de amigos e parentes. Apenas 8% dos clientes buscam profissionais na internet.

Para facilitar essa aproximação, o CAU/BR ampliou o serviço de busca existente com o Ache um Arquiteto, sistema que disponibiliza, sem custos para ambas as partes, informações adicionais sobre os arquitetos e urbanistas registrados no CAU.

São duas principais vantagens:
  • A busca agora pode ser feita também por município e estado, campos que se somam aos já disponíveis (nome, CPF ou registro no CAU);
  • Os 147 mil arquitetos e urbanistas e 20 mil empresas de Arquitetura e Urbanismo registrados no CAU passam a contar com um espaço virtual para divulgarem seus trabalhos com fotos, minicurrículo e informações de contato.
Profissionais

Para os arquitetos e urbanistas que desejam participar do sistema Ache um Arquiteto, eles devem cadastrar suas informações no site do CAU/BR. O serviço disponibilizará informações, imagens e contatos de arquitetos e urbanistas para todos os interessados. É importante ressaltar que o Ache um Arquiteto é gratuito e acessível a todo o Brasil.

Fonte: Mapa da Obra

CEB conclui iluminação pública na estação Ceilândia Sul do Metrô DF
Emerson F. Tormann21:05

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk

iluminação pública na estação Ceilândia Sul - etormann.tk
Fotos: Emerson Tormann

Recurso de emenda da Deputada Distrital Luzia de Paula


COMPANHIA ENERGÉTICA DE BRASÍLIA
PREGÃO ELETRÔNICO Nº 001-S006250/2016
Processo: 093000109/2016.
Objeto: contratação de empresa para executar serviços de implantação, expansão e melhoria do sistema de iluminação pública do Distrito Federal, constituídos de montagens eletromecânicas com fornecimento de materiais.
Empresa Vencedora: Vasconcelos e Santos Ltda. Valor total global: R$ 54.399.900,90.
Demais informações, pelos telefones 3465-9016/9021.
Brasília/DF, 02 de março de 2017.
VALDETE AMARAL DIAS
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A Engenharia e o Governo Brasileiro
Emerson F. Tormann00:35


O problema dos interesses da classe de engenharia no Brasil é muito antigo e há uma tendência muito curiosa que também se perde no tempo, de transferir a culpa dos erros do Governo para os técnicos, ficando o Governo apenas com o saldo positivo dos acertos dos técnicos.

É verdade que, por vezes, os técnicos erram como também é verdade que erram os políticos, erram os economistas, erram os médicos e que podem errar, enfim, todos aqueles que exercem atividade produtiva. Mas o técnico, neste particular, intérprete da ação do homem sobre a natureza, para adaptá-la às necessidades da civilização, recebe as críticas pelos seus erros, enquanto os seus acertos servem para o elogio aos políticos.

É hábito do Governo deixar que em determinadas soluções inadequadas, dadas a problemas nacionais ou regionais, quando verificado o erro, seja este atribuído aos técnicos que deveriam executá-las. Ao mesmo tempo, como rotina, com raras e honrosas exceções, não dá aos técnicos suficiente liberdade de ação para que possam orientar os trabalhos de que foram incumbidos, de forma a poderem assumir efetiva responsabilidade pelos resultados, certos ou errados.

Jaime Rotstein. Em defesa da engenharia brasileira (Locais do Kindle 161-169). Digitaliza Brasil.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Laudos por telepatia
Emerson F. Tormann18:36

Por Paulo E. Q. M. Barreto¹
Apesar das leis, das tentativas de moralização no setor público e político, de ações judiciais devidas a acidentes provocados por negligência profissional e de certo rigor por parte de órgãos públicos, ainda persiste no mercado grande quantidade de laudos feitos por “telepatia”, ou seja, emitidos sem a presença do profissional no local. São atividades conhecidas por acobertamento e falsidade ideológica, cometidas por profissionais caneteiros (aqueles que emprestam sua assinatura sem a efetiva participação técnica). Tais atitudes colocam em risco a sociedade e denigrem a engenharia.

Quando se consegue identificar e provar tais atitudes, e denunciá-las ao Crea - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, o Código de Ética Profissional costuma ser aplicado de forma exemplar. Dependendo da gravidade da situação, cabe ação penal por falsidade ideológica, que pode resultar na reclusão do profissional.

Geralmente os documentos fraudulentos são emitidos para ludibriar prefeituras, Corpos de Bombeiros, Ministério do Trabalho e Emprego, concessionárias de energia elétrica, seguradoras, clientes, certificações de sistema de gestão da qualidade, do meio ambiente e da segurança do trabalho, entre outros. Ainda impera uma alarmante indústria de assinaturas e de ARTs - Anotação de Responsabilidade Técnica indevidas.

Basicamente são dois os fatores que levam profissionais a se submeterem a essa danosa e vergonhosa atitude. Um deles é a esperteza ou a ganância pelo dinheiro fácil, que os leva a emitirem documentos técnicos sem que realizem rigorosa avaliação técnica. Outra razão é a ocultação de situações de risco e/ou de não atendimento a requisitos normativos e legais existentes no empreendimento para satisfazer o cliente. Neste caso, o profissional assume o risco de receber as devidas punições por conta de alguns trocados.

Não fosse a indústria dos caneteiros em plena atividade, cerca de 80% dos estabelecimentos inspecionados de acordo com a Instrução Técnica nº 41 do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (IT-41) não seriam considerados aptos a receberem o AVCB - Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros na primeira inspeção. Da mesma forma, um simples olhar nas instalações e na documentação da maioria das empresas que possui atestado de atendimento às exigências da Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10), do  Ministério do Trabalho e Emprego, denuncia que nem mesmo o item 10.1.2 (observância às normas da ABNT) é atendido, quiçá os demais.

Em caso de acidentes, se constatada a inconsistência ou inveracidade do laudo da instalação, a seguradora pode se recusar a proceder à cobertura dos prejuízos. Inclusive, algumas companhias contam com profissionais qualificados para identificar esse tipo de fraude. Esses pseudolaudos ficam devidamente arquivados nos órgãos competentes. Desta forma, por ocasião de um sinistro, ou até mesmo de uma auditoria por amostragem, basta solicitar a cópia desse documento para encontrar o responsável pela má feitoria.

Vale ainda destacar que o termo “laudo técnico” tem sido frequentemente utilizado de forma incorreta, tanto por parte dos profissionais da engenharia quanto dos órgãos oficiais. O termo refere-se a atividades de perícia, e não de vistoria ou inspeção - que são as desejadas nas aplicações aqui mencionadas. Além disso, ocorre outro erro, que faz parte das investidas dos caneteiros e dos incautos: o estabelecimento de um prazo para validade do laudo. Nesse caso, o objetivo é garantir a perpetuidade dos serviços. Ora, laudo não possui validade. O serviço sim, tem periodicidade mínima estabelecida em lei, norma técnica ou política de gestão da
empresa.

Conforme apresentado na edição nº 484 de EM, seguem as definições dos documentos que devem ser emitidos pelo profissional em função da atividade desempenhada:

Atestado: l - Declaração assinada em que alguém atesta a verdade de um fato [1].

Declaração: l - Texto formal em que se declara algo [l]. 2 - Atestação por uma primeira parte. Por sua vez, atestação é a emissão de uma afirmação, baseada numa decisão feita após análise crítica, de que o atendimento aos requisitos especificados foi demonstrado [2].

Laudo: l - Texto fundamentado, através do qual peritos expõem as observações e estudos que efetuaram sobre algum assunto [1]. 2 - Peça na qual, com fundamentação técnica, o profissional habilitado como perito relata o que observou e apresenta as suas conclusões, ou avalia o valor de bens, direitos e/ou empreendimentos [3]. 3 - Parecer técnico escrito e fundamentado, emitido por um especialista indicado por autoridade, relatando resultado de exames e vistorias, assim como eventuais avaliações com ele relacionados [4].

Parecer (técnico): 1 - Opinião emitida por um especialista em determinada matéria [1]. 2 - Expressão de opinião, tecnicamente fundamentada, sobre determinado assunto, emitida por especialista [3]. 3 - Relatório circunstanciado, ou esclarecimento técnico emitido por um profissional capacitado e legalmente habilitado sobre assunto de sua especialidade [4].

Relatório: 1 - Exposição oral ou escrita acerca de fato(s), com a discriminação de todos os seus aspectos ou elementos [1].

Deve-se observar que tanto a NR-l0 quanto a IT-41, não utilizam o termo laudo para se referir ao documento técnico exigível. O termo correto para o documento emitido após uma vistoria ou inspeção e relatório (de vistoria ou de inspeção), com ou sem o correspondente parecer. Para o caso da IT-41, além do relatório (a ser entregue ao cliente), o profissional deve emitir um atestado a ser entregue ao Corpo de Bombeiros. Isso pode parecer preciosismo redacional, mas não é. Para a emissão de cada um desses documentos existem procedimentos e condutas específicas. O profissional precisa conhecer essas nuances para desenvolver o trabalho de forma adequada à sua finalidade e também para não transgredir a ética profissional (Resolução nº 1002 do Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia).

Referências

[1] Academia Brasileira de letras: Dicionário escolar da língua portuguesa. Cia. Fd. Nacional. São Paulo, 2008.
[2] Associação Brasileira de Normas Técnicas , ABNT: NBR ISO/IEC 17000: Avaliação de conformidade , Vocabulário e princípios gerais. Rio de Janeiro, 2005.
[3] Brasil. Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado do São Paulo , Crea-SP. Orientações para o exercício das atividades de engenharia e agronomia em serviços e obras públicas. São Paulo.
[4] Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias - Ibape: Glossário de terminologia básica aplicável a engenharia de avaliações e perícias do lbape/SP. São Paulo, 2002. Disponível em http://www.ibape-sp.org.br. Acesso em 13/06/2014.

¹Paulo E. Q. M. Barreto é Engº Eletricista e consultor

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Comissão da Câmara aprova programa de geração elétrica renovável nas universidades
Emerson F. Tormann21:52

Agência Câmara
Reunião Ordinária. Dep. Édio Lopes (PR - RR)
Lopes: proposta berm-vinda, num momento de preços altos e baixa disponibilidade de energia


Brasília (DF) – A Comissão de Minas e Energia aprovou projeto de lei do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PB) que cria o Programa de Geração Distribuída nas Universidades (PGDU), voltado para a instalação de sistemas de geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis nas universidades brasileiras e entidades a elas vinculadas.

O projeto (PL 1812/2015) recebeu parecer favorável na comissão. O objetivo da proposta, segundo o autor, é promover o desenvolvimento tecnológico e a capacitação profissional na área de energia renovável. O texto visa ainda a autonomia energética das universidades e o fortalecimento do mercado para equipamentos elétricos.

Recursos

Para garantir a execução do PGDU, a proposta estabelece fonte de recursos e incentivos fiscais. No primeiro caso, o programa contará com verbas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A CDE é um encargo cobrado das faturas de energia elétrica.

Em relação aos benefícios tributários, o texto isenta as vendas de equipamentos para o PGDU das contribuições para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Já a venda ou importação de peças e acessórios utilizados na fabricação dos equipamentos ficarão suspensas da exigência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, desde que as operações sejam feitas pela empresa fabricante dos equipamentos.

Tramitação

O PL 1812/15 tramita em caráter conclusivo e será analisado agora nas comissões de Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-1812/2015

domingo, 23 de julho de 2017

WLBED 2017 - O presente e o futuro da Engenharia Diagnóstica
Emerson F. Tormann09:30

II Workshop Luso-Brasileiro de Engenharia Diagnóstica

Por Emerson Tormann

A cidade de Santos no Estado de São Paulo sediou um dos maiores eventos internacionais de Engenharia Diagnóstica dos últimos tempos no Brasil. A presença de renomados palestrantes e profundos conhecedores do assunto contribuem sobremaneira para o desenvolvimento do mercado de diagnósticos, perícias, patologias, desempenho e reabilitações das edificações.

O evento teve duração de dois dias, trouxe palestrantes nacionais e internacionais os quais dedicaram profundo conhecimento em prol do avanço da engenharia diagnóstica. São profissionais tarimbados compartilhando experiências com um público tão experiente quanto...

A Engenharia Diagnóstica em Edificações, segundo o especialista Tito Lívio Ferreira Gomide, trata das investigações científicas das patologias prediais, através de metodologias que possibilitem obter dados técnicos para a caracterização, análise, atestamento, apuração da causa ou prescrição do reparo para a patologia em estudo.

“Os temas são de grande interesse da sociedade, dos síndicos e das construtoras visto que nos últimos anos houve uma demanda crescente de processos judiciais decorrentes de falhas construtivas”, afirma o Dr. Mário Galvão Jr. - Engenheiro Civil e membro da Comissão de Estudo Perícias de Engenharia na Construção Civil da ABNT NBR 13752 (ABNT/CE-002:134.003).

Dentre os debatedores estavam Tito Lívio Ferreira Gomide, Jerônimo Cabral P. Fagundes Neto, Marco Antonio Gullo, José Carlos Gasparim e proporcionaram aos participantes o conhecimento da prática, da burocracia e dos elementos técnicos para a realização da perícia, segurança e durabilidade, normas de estrutura, anomalias e diagnóstico de construções em concreto armado.

Gullo-Cabral-Mario_Galvao-Gomide (foto: Emerson Tormann)
Gullo, Cabral, Galvão e Gomide (da esq. p/ dir.)

O curso, atualizado de acordo com o novo Código do Processo Civil, foi uma excelente oportunidade para a reciclagem de profissionais como engenheiros, arquitetos, advogados, técnicos e demais profissionais que queiram atuar como perito judicial ou assistente técnico junto ao Poder Judiciário e Ministério Público, por exemplo.

Os resultados dos diagnósticos são apresentados através dos respectivos laudos técnicos, decorrentes das cinco ferramentas diagnósticas tradicionais, representadas por consultorias, vistorias, inspeções, auditorias e perícias. Os laudos de Engenharia Diagnóstica servem para algumas finalidades, entre as quais estão aos estudos da qualidade técnica ou produção de provas periciais.

As provas periciais de Engenharia Diagnóstica visam a apuração da responsabilidade pela ocorrência da patologia predial, para que se possa indenizar as pessoas prejudicadas.

Além dos palestrantes e debatedores já citados, um time de peso esteve à frente das palestras e do curso. São eles:
  • Professores Antônio Bittencourt, Antonio Guilherme Menezes Braga, Luís Calado (Representante do Municipio de Santos), Eduardo Lafraia (Representante do Judiciário de Santos);
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 1 – Jerônimo Cabral P. Fagundes Neto – J. Cabral e IE
  • Debatedor 2 – Marco Antonio Gullo – MG CONSULT e IE
  • Debatedor 3 – Antônio Guilherme Braga – AG Braga Engenharia e IE
  • Prof. Luís Calado (Técnico – Ulisboa) (Eurocódigos)
  • Debatedor 4 – Douglas Barreto – UFSCar
  • Debatedor 5 – Miriana Pereira Marques – Marques & Marques Engenharia e IE
  • Debatedor 6 – DIRETORIA IE
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 7 – Tito Lívio Ferreira Gomide – Gabinete Gomide e IE
  • Debatedor 8 – José Carlos Gasparim e INBEC
  • Debatedor 9 – Stella Marys Della Flora – Gabinete Gomide e IE
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Debatedor 10– Renato Sahade - RS Patologia das Construções e INBEC
  • Debatedor 11 - Luciano Gomide – Visto A
  • Debatedor 12 – Ricardo Lyra - IE
  • Prof. Fernando Branco (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. João Ramôa Correia (Técnico – Ulisboa)
  • Prof. Luis Calado (Técnico – Ulisboa) 

Mais imagens do evento:











Santos / SP, 23 de julho de 2017

» Saiba mais sobre o II WORKSHOP LUSO-BRASILEIRO DE ENGENHARIA DIAGNÓSTICA

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil inicia os trabalhos de atualização da NBR 13752
Emerson F. Tormann15:20

A Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil (ABNT/CB-002) reuniu-se no dia 20 de julho de 2017, no auditório da sede do IBAPE SP, para reativar a ABNT/CE-002:134.003. O grupo irá discutir e revisar o texto-base do projeto de revisão da norma ABNT NBR 13752:1996 - Perícias de Engenharia na Construção Civil.

Comissão de Estudo de Perícias de Engenharia na Construção Civil

O IBAPE já havia protocolado em março deste ano a proposta de reativação da Comissão de Estudo  Perícias de Engenharia na Construção Civil da ABNT NBR 13752. A partir de hoje e durante os próximos meses, a Comissão de Estudos vai se dedicar à discussão e estabelecimento, por consenso, regras, diretrizes ou características para atualização da referida NBR.

Para isso, reuniões mensais serão realizadas, na sede do IBAPE. São convidados a participar especialistas em perícia e laudos periciais na área de engenharia. No Distrito Federal, o único representante e membro da comissão, é o Dr. Mário Galvão Jr. - Engenheiro Civil. Ele diz que “a revisão da norma vem em boa hora já que o número de processos judiciais envolvendo falhas construtivas e de manutenção nas edificações vêm crescendo nos últimos anos nos tribunais de justiça de todo o Brasil” - afirma.

No escopo da revisão está prevista a normalização no campo de perícias de engenharia na construção civil, no que concerne a terminologia, requisitos, procedimentos e diretrizes. Alguns dos tópicos debatidos na reunião foram:
  • Atividades técnicas e administrativas;
  • Exposição e motivos da convocação da CE;
  • Exposição do coordenador da CE;
  • Indicação do secretário da CE;
  • Planejamento dos trabalhos.

“Mesmo não sendo uma norma extensa, com apenas 8 páginas, ela requer muita atenção. Por isso, em dois anos aproximadamente teremos essa nova norma publicada”, prevê Mário Galvão, Diretor Técnico da Ponsi Consultoria em Obras Inteligentes e membro da ABNT/CB-002.

A comissão terá pela frente importante tarefa de atualizar norma com mais de 20 anos. E uma as dificuldades estão justamente em elencar as melhores ferramentas disponíveis atualmente no campo da perícia em engenharia. Para se ter uma idéia, a primeira versão da NBR 13752 levou aproximadamente 3 anos para ficar pronta.

De lá para cá, algumas legislações novas surgiram e outras foram atualizadas, além do aparecimento de novos recursos tecnológicos, materiais e ferramentas. Por exemplo, podemos citar o o surgimento da internet e todas as facilidades advindas dela, atualização do Código do Processo Civil, adoção de Câmaras de Arbitragem e Conciliação entre outras.

Todo o processo de atualização da norma segue um fluxo (ver figura abaixo) no qual é observada uma demanda e encaminhada para para o Programa de Normalização. Em seguida elabora-se o projeto, esse projeto vai para consulta pública e depois do resultado pode ser aprovada ou retorna à fase de projeto. Sendo assim, poderá levar até mais de dois anos essa atualização.


A Comissão de Estudo segue algumas regras para não fugir do escopo. Também tem um papel bem definido de acordo com as demandas apresentadas. E tudo isso será coordenado pelo Eng. Frederico Correia Lima - Presidente do IBAPE Nacional. Já a Superintendência do CB-002 fica a cargo do Eng. Salvador Benevides.


Entre os participantes estão o Eng. Arival Cidade – Presidente do Conselho, Eng. Octavio Galvão Neto – Membro do Conselho e Coordenador da Norma de Pericias do IBAPE SP e a Chefe da Secretaria Executiva ABNT/CB 002, Rose Lima.

Para maiores informações, entre em contato com a Chefia da Secretaria Técnica-Executiva do Comitê Brasileiro da Construção Civil pelos fones (11) 3334-5620 ou (11) 99205-4922. Ou e-mail cb002@sindusconsp.com.br

Da redação por Emerson Tormann.