quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Chuva surpreende e conta de luz pode ter 1° tri de bandeira verde, sem taxa extra
Emerson F. Tormann21:19


Chuvas surpreendentemente positivas no início de 2018 têm impulsionado uma virada de expectativas entre especialistas em energia, que agora apontam a possibilidade de uma recuperação mais rápida nos reservatórios das hidrelétricas, principal fonte de energia do Brasil, com impacto direto nos custos da eletricidade.

O cenário mais favorável deve permitir que as contas de luz dos brasileiros sigam ao menos durante todo o primeiro trimestre com a chamada bandeira tarifária verde, que significa condições favoráveis de geração e não gera custos adicionais para os consumidores.

Na reta final de 2017, a bandeira tarifária foi vermelha, impactando os consumidores com um custo extra de até 5 reais a cada 100 kilowatts-hora em eletricidade. Na época, havia previsões de que um período de chuvas abaixo da média histórica poderia levar à continuidade das cobranças adicionais em 2018.

"Acredito fortemente que janeiro, fevereiro e março terão bandeira verde, ainda mais se continuarem essas afluências... vai aliviar a conta, ao contrário do que estava acontecendo no último trimestre de 2017", disse à Reuters o diretor comercial da Energética Comercializadora, Laudenir Pegorini.

As bandeiras tarifárias geram cobranças adicionais quando no patamar amarelo ou vermelho, enquanto a bandeira verde, já anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para janeiro, não traz custos extras.

"A perspectiva do mercado é que nos próximos meses teremos bandeira verde. Para sair disso teria que mudar completamente o cenário hidrológico", reforçou o presidente da FDR Energia, Erik Azevedo.

Grandes consumidores

As chuvas acima da média na região das hidrelétricas do Sudeste e uma melhoria em um quadro hídrico até então crítico no Nordeste também impactaram os preços no chamado mercado livre de eletricidade, em que grandes clientes, como indústrias, negociam contratos com geradores ou comercializadoras ao invés de serem atendidos por distribuidoras de energia.

Contratos de energia para o primeiro trimestre do ano têm sido negociados atualmente a cerca de 145 reais por megawatt-hora, contra 220 reais na reta final de 2017, disse o sócio da comercializadora Compass, Gustavo Arfux.

"A condição de janeiro por enquanto está favorável, a chuva está encaixando (caindo nos pontos certos) e a gente está vendo os preços caírem", disse.

A mudança no cenário de preços tem gerado liquidez no mercado de eletricidade, com empresas buscando fechar contratos para aproveitar a redução das cotações, afirmou o presidente da plataforma de eletrônica de negociação de energia BBCE, Victor Kodja.

Segundo ele, a BBCE já negociou cerca de 1.277 megawatts médios em contratos em janeiro, contra apenas 400 megawatts no mesmo mês do ano passado e uma média de 2 mil megawatts por mês ao longo de 2017.

"As chuvas vieram acima da expectativa do mercado e isso gerou uma certa volatilidade... os preços variaram bastante, caíram de forma significativa, e isso trouxe até uma movimentação para a plataforma que não é comum nessa época do ano", afirmou.

As precipitações na área das hidrelétricas do Sudeste até a terça-feira representaram 101 por cento da média histórica para o mês de janeiro e 156 por cento da média no Sul, enquanto no Nordeste houve uma recuperação para 50 por cento da média, contra níveis entre 20 e 30 por cento na maior parte de 2017, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Números da CCEE ainda mostram que as chuvas têm possibilitado uma recuperação mais rápida que a prevista nos reservatórios do sistema elétrico brasileiro, que podem fechar janeiro com 34 por cento da capacidade de armazenamento, contra menos de 24 por cento no começo do mês e 27 por cento nesta semana.

A capacidade de armazenamento fechou janeiro de 2017 em quase 38 por cento. No ano passado, o Brasil teve bandeira verde em janeiro e fevereiro. Em março, consumidores enfrentaram bandeira amarela.

Fonte: Reuters

Brasil chega a marca de 1 GW de potência gerada por energia solar fotovoltaica
Emerson F. Tormann21:15


O Brasil alcançou a marca histórica de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em usinas de fonte solar fotovoltaica conectadas à matriz elétrica nacional. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), responsável pelo levantamento, a potência é suficiente para abastecer 500 residências e atender o consumo de 2 milhões de brasileiros. O resultado também coloca o Brasil entre os 30 países do mundo, de 195, que possuem mais de 1 GW de fonte solar.

O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, reconhece avanços, mas destaca que o país ainda está abaixo do seu potencial. "O Brasil está mais de 15 anos atrasado no uso da energia solar fotovoltaica. Temos condições de ficar entre os principais países do mundo nesse mercado, assim como já somos em energia hidrelétrica, biomassa e eólica. Para isso, precisamos de um programa nacional estruturado para acelerar o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica", disse por meio de nota.

Ele também explicou que essa marca é decorrente do crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica em 2017. "Na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas solares fotovoltaicas contratadas pelo governo federal em leilões de energia elétrica realizados em 2014 e 2015. As usinas em funcionamento estão localizadas principalmente nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW", informou.

Na geração distribuída, também foi registrado crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, em todas as regiões do país. A potência total, nesse caso, é de 0,164 GW. "Somando estes dois segmentos do mercado, atingimos praticamente 1,1 GW operacionais no país desde o início de 2018", informou Rodrigo Sauaia.

Fonte: Agência Brasil - ABr

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Cartel de empreiteiras preocupa PSDB sobre candidatura de Alckmin
Emerson F. Tormann11:32


A revelação da existência do cartel das empreiteiras que tocaram diversas obras milionárias sob o tucanato em São Paulo caiu como uma bomba no PSDB.

Caciques do Partido passaram o dia de ontem (19) discutindo com aliados os eventuais efeitos sobre as principais candidaturas do partido, a começar pela hoje provável postulação do governador Geraldo Alckmin (SP) à Presidência.

Houve silêncio geral sobre o episódio, a começar pelo próprio Alckmin, que cancelou agenda pública na terça. A defesa inicial do governo deverá ser feita a partir de hoje pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

O raciocínio da cúpula tucana é óbvio: mesmo que a investigação criminal sobre o caso demore a acontecer e/ou não encontre nada que comprometa o governador e auxiliares, já que o cartel operou em boa parte da gestão Alckmin, está dada munição para seus adversários.

E justamente no ponto considerado, em pesquisas internas, o mais forte de Alckmin: a reputação de honestidade pessoal, vital em tempos de Operação Lava Jato.

Como disse um dirigente da sigla, praticamente não importa se o tucano vai ou não ser implicado. A presença do tema na campanha, argumenta, já basta para causar embaraço ao governador.

Fonte: Blog do Riella
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Thiago Jarjour assume a pasta de tecnologia do GDF
Emerson F. Tormann02:27


Depois de 3 anos no comando da Secretaria Adjunta de Trabalho, Jarjour deixa a pasta e um legado

O DF tem um novo nome à frente da Secretaria Adjunta de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (SECTI). Thiago Jarjour, que estava à frente da Secretaria Adjunta do Trabalho e Empreendedorismo, agora tem nas mãos um novo desafio entregue pelo Governador Rodrigo Rollemberg. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de hoje (18/12).

A gestão de Thiago a frente da pasta de trabalho já se destacava pelo incentivo à tecnologia e inovação, principalmente atrelado ao empreendedorismo. Sempre acreditou que estes são os pilares para a redução do desemprego, melhoria da economia e, consequentemente, crescimento do DF. “Foi por acreditar no potencial da nossa cidade no campo da ciência e tecnologia que abracei esta nova empreitada. Acredito que o DF tem grandes chances de se tornar um dos maiores pólos de inovação do país, o que consequentemente melhora a vida de cada brasiliense”.

Jarjour chamou a atenção por trazer para a capital federal o maior evento de tecnologia do mundo, a Campus Party este ano.
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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Telegrama será desativado na Bélgica
Emerson F. Tormann23:10


Lembra dos telegramas? E não, não estamos falando do aplicativo telegram que é o rival do WhatsApp, mas sim aquelas mensagens muito comuns no início do século passado.

Após diversos países terem abandonado o já obsoleto telégrafo, a Bélgica será o próximo a encerrar as atividades das empresas que enviam telegramas. Segundo a BBC, no próximo dia 29 de dezembro, o país europeu não terá mais o telégrafo.

Outros países que não dão suporte mais a antiga tecnologia incluem Estados Unidos, que não possui o serviço desde 2006, e até mesmo a Índia, que encerrou em 2010. Aqui no Brasil ainda é possível encontrar o serviço, apesar de raro.

Enviar um telegrama na Bélgica custava 23,75 euros por 20 palavras e 0,90 por envio. O preço é considerado caro, ainda mais no mundo de hoje que há mensagens de texto, WhatsApp, e-mails, e tantas outras formas de comunicação.

Em nosso país, o telégrafo foi inaugurado em 1857 entre a praia da Saúde e a cidade de Petrópolis, na região serrana do estado. Essa linha tinha uma extensão de 50 quilômetros, sendo 15 deles em cabo submarino no leito da baía de Guanabara.

Os telegramas são mensagens urgentes e confidenciais transmitidas pela internet ou por outro meio eletrônico para o local em que a mensagem será impressa e auto-envelopada para entrega no endereço do destinatário. Os Correios oferece serviço de telegrama via internet nacional a partir de R$ 7,69 e internacional a partir de R$ 9,94.

#telex #telégrafo #telegrama #morse

Fonte: tudocelular




Graças à China, setor solar está prestes a atingir 100 gigawatts
Emerson F. Tormann18:32


A indústria de energia solar está prestes a atingir um marco: as instalações globais deverão atingir 108 gigawatts no ano que vem graças à China, mostram projeções da IHS Markit.

O forte apoio do governo à energia limpa na China, maior mercado de energia solar do mundo, continuará estimulando a demanda por painéis, informou a empresa de pesquisa com sede em Londres, em relatório na quinta-feira. A fome do país por energias renováveis é tão grande que atualmente quase metade dos painéis do mundo estão destinados para uso no país no ano que vem.

O apetite da China é ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição para a energia solar. Os desenvolvedores de energia solar podem ter dificuldades para reunir oferta para construir plantas em outros países. E os preços dos painéis deverão subir no primeiro semestre do ano, ameaçando a economia dos parques solares em desenvolvimento no momento, segundo Edurne Zoco, diretora de pesquisa e análise da IHS Markit.

"Ultrapassar 108 gigawatts em instalações fotovoltaicas está perto do extremo máximo do que pode ser alcançado com base na capacidade global de fabricação de polissilício", disse Zoco. "Os projetos de algumas regiões poderiam ser adiados ou até cancelados porque os preços de mercado estão mais altos do que os estimados durante a fase de planejamento."

Enquanto isso, os EUA, segundo maior mercado de painéis, enfrentam uma incerteza política porque o presidente Donald Trump está estudando a imposição de barreiras comerciais sobre os painéis importados, medida que alteraria o mercado americano. Há também a preocupação de que as propostas de reforma tributária ameacem o mercado solar. Os parlamentares que estão discutindo impostos no Congresso afirmaram na quinta-feira que chegaram a um acordo tentativo que protegeria principalmente o setor de energia renovável de uma disposição que ameaçava fazer desaparecer o financiamento de novos projetos.

A Índia, terceiro maior mercado do mundo, está estudando direitos antidumping para módulos fabricados na China e anunciou licitações para projetos que utilizem conteúdo local. As medidas podem limitar a oferta de módulos nos próximos anos.

Fonte: Bloomberg
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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

ESTAÇÕES DO METRÔ CONTARÃO COM COLETORES DE LIXO ELETRÔNICO
Emerson F. Tormann15:55


Projeto de lei de autoria da deputada distrital Luzia de Paula, aprovado recentemente na Câmara Legislativa, torna obrigatória a instalação de coletores de lixo eletrônico nas estações do Metrô, terminais rodoviários, Rodoviária Interestadual e outros órgãos públicos do Distrito Federal, que deverão contar com recipientes devidamente caracterizados destinados à coleta de objetos de pequeno porte (telefone celular e seus componentes, placa de computador, pen drive, pilha e fonte de alimentação), tendo sempre como princípio a proteção do meio ambiente.

A proposta prevê ainda que shoppings centers, condomínios residenciais e comerciais serão obrigados a disponibilizar os referidos recipientes em suas dependências, sob pena de multa no valor de R$ 5 mil. Os recursos arrecadados com a aplicação da penalidade serão aplicados na promoção e preservação do meio ambiente.

Ao justificar o projeto, a deputada Luzia de Paula alega que “existe uma preocupação crescente nas pessoas quanto à preservação do meio ambiente, tendo em vista o crescente ritmo dos avanços tecnológicos que torna em pouco tempo os equipamentos eletroeletrônicos obsoletos, em decorrência da também crescente exigência de seus usuários por modelos mais modernos. A consequência natural dessa atitude é a transformação dos equipamentos substituídos em lixo eletrônico, cujo destino final é o descarte como lixo comum, o que agride substancialmente o meio ambiente, causando sérios riscos a todas as formas de vida”.

O projeto, cuja redação final já foi elaborada e publicada no Diário da Câmara Legislativa, segue à sanção do Governador do Distrito Federal.


Fonte: Luzia de Paula
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sábado, 9 de dezembro de 2017

Carga de energia deve crescer 3,9% ao ano entre 2018 e 2022, diz relatório
Emerson F. Tormann23:36



A carga de energia (consumo+perdas) do Sistema Interligado Nacional deverá crescer 3,9% ao ano no período 2018-2022, o que representa uma expansão média anual de 2.784 MW médios. Em 2022, a carga do SIN deve atingir 79.151 MW médios.

Os dados são do boletim técnico divulgado nesta quinta-feira, 7 de dezembro, elaborado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Para 2018, a previsão é que a carga cresça 3,7% em relação a 2017, ficando 105 MW médios acima do valor previsto na 2ª Revisão Quadrimestral da Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2017- 2021.

As projeções foram atualizadas tomando como base a avaliação da conjuntura econômica e o monitoramento do consumo e da carga, ao longo do ano de 2017 e previstos no PMO de dezembro/17.

Para o próximo ano, a projeção de Produto Interno Bruto (PIB) foi revisada de 2% para 2,6%, pois se espera que o melhor desempenho recente da economia seja um indicativo de crescimento mais robusto no horizonte do curto prazo. Nesse sentido, espera-se uma recuperação gradual, atingindo uma taxa de crescimento médio de 2,8% entre 2018 e 2022. Em termos setoriais, a perspectiva é de que a agropecuária e a indústria avancem cerca de 3% em média, e serviços 2,5%.

O consumo de energia no sistema terminou o período janeiro-outubro com um crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período de 2016. Para o final do ano, espera-se que se dê continuidade à retomada do consumo observada a partir de setembro, alinhada à expectativa de aquecimento adotada no cenário econômico deste estudo.

Desta forma, no último bimestre de 2017, o consumo cresce à taxa de 2,3%. Em 2017, a expectativa é que o consumo na rede do SIN tenha alta de 0,9% frente a 2016. Até 2022, o consumo deverá crescer à taxa de 3,8% anuais. Já o consumo industrial, nesse período, deve observar taxa média de crescimento de 3,5% ao ano influenciado em especial pela retomada gradual de alguns setores intensivos em energia, em especial, do setor produtor de alumínio primário.

Fonte: UDOP.
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Redução de impostos para incentivar a compra de veículos elétricos é defendida em debate
Emerson F. Tormann17:47

Cálculos apontam que em 2030 o Brasil poderá ter até 6 milhões desses carros, dependendo das medidas que forem adotadas

Representantes do governo e das indústrias debateram a adoção de medidas legais para incentivar a compra e o uso de carros elétricos

Em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS), representantes da indústria e do setor elétrico cobraram incentivos fiscais e definições legais para a produção, comercialização e uso de veículos elétricos no país.

Apesar de mais caros, os veículos elétricos têm um custo de manutenção 40% menor que o dos tradicionais. Sem contar a emissão quase zero de poluentes.

O setor está em plena expansão no mundo. Nos últimos anos a frota aumentou mais de 200% em países que incentivaram a produção e comercialização de veículos elétricos, como Suécia, China e Estados Unidos. E muitos deles já definiram data para acabar com a produção de veículos movidos a combustão, a maioria entre 2030 e 2040.

Na Noruega, por exemplo, o mercado de veículos elétricos já representa 40% das vendas. Na China, em 2017, as vendas de carros elétricos saltaram de 1% para 2,5% do total. E a meta é que chegue a 8% em 2018.

Dados exibidos na audiência pública mostraram que o Brasil tem cerca de 5 mil veículos elétricos ou híbridos, contando carros, ônibus e ciclomotores – espécie de motocicleta elétrica pequena, que não ultrapassa a velocidade de 50 km por hora. Mas isso em uma frota total de 50 milhões de veículos.

Para o deputado Marcelo Matos (PHS-RJ), autor do pedido de debate sobre o assunto, o País precisa recuperar o tempo perdido em relação ao uso de veículos elétricos. "O Brasil está indo totalmente na contramão em relação ao futuro. Hoje se polui muito e se investe pouco", disse.

O deputado anunciou que vai criar, no ano que vem, uma frente parlamentar de apoio ao segmento de veículos elétricos.

Incentivos
Os debatedores apontaram quatro condições necessárias para a disseminação e popularização dos veículos elétricos: desoneração tributária; infraestrutura para recarga nas estradas; padronização e regulamentação dos tipos de conectores para recarga; e incentivos aos usuários, como locais de estacionamento.

Para Renato Povia Silva, gerente de Inovação da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a questão tributária é a primeira que precisa ser resolvida. Segundo ele, em 2030 o Brasil pode ter algo entre 2,2 milhões e 6 milhões de veículos elétricos, a depender das medidas que foram adotadas.

“É preciso que a tributação seja pelo menos equiparada à de um carro tradicional popular. Se isso acontecer hoje, teremos 6 milhões de veículos elétricos em treze anos. Se acontecer só por volta de 2021, a projeção se reduz a um terço disso”, disse.

Ele disse também que, para que as pessoas optem por veículos elétricos, é preciso ainda que o mercado de recarga cresça junto com a produção de veículos. “O Brasil ainda não tem padrão de recarga de veículos elétricos, ou seja, os tipos de conectores. Também precisa avançar numa infraestrutura mínima de recarga”, disse.

A geração de energia necessária, segundo ele, não é um empecilho para a popularização dos carros elétricos. Se o número de veículos checar a 6 milhões em 2013, isso vai representar um aumento de apenas 1,2% do consumo de energia.

Desoneração
Os fabricantes de veículos pediram desoneração para que o segmento possa se tornar atraente para as empresas e consumidor. Um carro elétrico ainda é muito caro em comparação com os carros tradicionais. Isso apesar de o governo ter reduzido o imposto de importação para esse tipo de veículo e para os componentes, mas o IPI, que varia de 25 a 45%, é apontado como muito alto ainda.

Adalberto Silício, diretor da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), elogiou a desoneração do Imposto sobre Importação, mas sugeriu outros incentivos, como a redução do imposto sobre propriedade de veículos (IPVA) e isenções para empresas de recargas. “Isso acontece em países como Eslováquia, Espanha, Suécia e Estados Unidos”, disse.

O presidente da entidade, Ricardo Guggisberg, foi além. Segundo ele, a legislação tributária para veículos levíssimos, caso dos cicloelétricos, é confusa. E as desonerações poderiam ser estendidas a outros impostos. “Pedimos também adequação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), até que a indústria comece a produzir estes veículos, além de outras medidas, como isenção para táxis”, disse.

Proposta
A Câmara analisa projeto (PL 4086/12), do deputado Fernando Coelho Filho (PSB-PE), atual ministro das Minas e Energia, que cria incentivo fiscal à produção e comercialização de veículos automóveis movidos a eletricidade ou híbridos.

Mas não basta diminuir os impostos incidentes sobre os veículos, de acordo com representantes dos fabricantes. É o caso, por exemplo, dos chamados cicloelétricos, como são conhecidos aqueles ciclomotores pequenos e bicicletas elétricas mais potentes.

A associação que reúne os fabricantes e importadores desse tipo de veículo reclama que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) equipara estes veículos a motocicletas e exige carteira de habilitação e emplacamento. O presidente da associação, Maurício Francisco, classifica a medida como “incoerente e bizarra”.

Segundo ele, isso encarece o produto e afasta o consumidor. "Isso vem tirando o veículo do seu mercado e afastando as pessoas de um veículo que pode ser a solução para a mobilidade urbana", disse.

Estímulos
Outros fatores também foram apontados como necessários para que o Brasil ingresse na era dos carros elétricos. Gleide Souza, da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), apontou a questão da padronização dos carregadores como fundamental para o crescimento do setor, bem como outros incentivos para os usuários.

“Eu me sentiria incentivada a comprar um veículo elétrico se houvesse vagas para estacionamento, desoneração para compra ou até mesmo a permissão para uso de corredores de ônibus”, disse.

O representante do governo na audiência pública, Igor Calvet, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, disse que será entregue ao presidente Michel Temer, até o fim do ano, uma proposta de política voltada para o setor, com previsão de incentivos e participação de várias áreas do governo.

“Já realizamos 110 reuniões com representantes da indústria, trabalhadores e setores do governo. E agora estamos terminando o desenho dessa política, que exige uma convergência muito grande dentro do governo, inclusive com discussão sobre infraestrutura e normas técnicas para que o mercado consiga atuar, com certas regulações”, disse.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-4086/2012

Comissão aprova incentivo para energia renováveis em projetos de irrigação
Emerson F. Tormann17:40

O relator, Augusto Carvalho, recomendou a aprovação do texto acolhido pela Comissão de Agricultura

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou o Projeto de Lei 6903/17, do Senado, que estimula o uso de energias renováveis nos sistemas de irrigação, de modo a compatibilizar a atividade agrícola com a preservação ambiental.

O texto cita, entre as fontes renováveis, a energia solar, a eólica, a de biomassa, de biogás e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Além disso, determina que a Política Nacional de Irrigação priorizará o desenvolvimento de pesquisas para promover o uso de energias renováveis na agricultura irrigada.

O projeto recebeu o parecer favorável do relator, deputado Augusto Carvalho (SD-DF). Ele recomendou a aprovação da versão que foi acolhida pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que analisou o projeto em julho. Em relação ao texto original, a nova versão apenas adapta a redação para os termos legais.

O projeto altera a Lei 8.171/91, conhecida como Lei da Política Agrícola, e a Lei 12.787/13, que criou a Política Nacional de Irrigação. A proposta estabelece ainda que os produtores que utilizarem energias renováveis na irrigação poderão ter tratamento prioritário do poder público, como acesso a seguro agrícola e incentivos fiscais.

Potencial
O relator lembrou que os principais polos de irrigação do País, que estão situados na região Nordeste, têm como principal característica o uso intensivo de eletricidade. A possibilidade de utilização de energia renováveis poderá tornar estes polos mais atraentes do ponto de vista econômico, ainda mais porque o Nordeste possui condições favoráveis para a geração de energia por fontes solar e eólica.

“A utilização dessas fontes de energia pode se revelar atraente economicamente para os projetos de grande relevo social, além de aliviar a sobrecarga no sistema interligado nacional e fomentar as cadeias produtivas das tecnologias associadas”, disse Carvalho.

Tramitação
O projeto tramita de forma conclusiva e será analisado agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-6903/2017