sábado, 29 de agosto de 2015

Laudo de Reforma com base na NBR 16.280
Emerson F. Tormann21:16

Laudo de Reforma com base na NBR 16.280

Nesse último ano, logo após a publicação da norma de gestão de reformas, a NBR 16280, em abril de 2014, muito se avançou na administração de obras feitas nos condomínios. Muitos modadores, porém, ainda têm dúvidas quanto ao que é e o que não é passível de autorização por parte do síndico e a exigência de um parecer técnico de um profissional habilitado independete ao projeto.

Abaixo temos um exemplo típico de pequena intervenção que pode ser feita em um apartamento e as dúvidas que geralmente surgem ao se deparar com essa questão. Acompanhe:

Clique para baixar o Manual Prático de Reformas - Grátis - NBR 16280
Manual Prático de Reformas em Condomínios de Acordo com a NBR 16280
Laudo de reforma - aspectos gerais, vistoria, análise, exigências e acompanhamento técnico

Tópicos
- Aspectos gerais das reformas;
- Vistoria prévia da unidade;
- Análise de projetos, pareceres e demais documentos;
- Exigências normativas;
- Acompanhamento: início, execução e conclusão da obra.

 Drywall é bricolagem* ou faça você mesmo? Para uma divisória em drywall 2.80m x 1.87m, numa cozinha de apartamento, o morador ou proprietário é obrigado a contratar técnico, engenheiro ou arquiteto e ter ART / RRT?

Paredes em drywall contam com normas específicas da ABNT/INMETRO, não sendo comumente consideradas como bricolagem. Pela fria letra da lei (norma NBR 16280/2014 – “Reforma em edificações — Sistema de gestão de reformas — Requisitos”) há necessidade sim de profissional habilitado, sendo ele técnico, arquiteto ou engenheiro.

Todavia, parece-nos que a simples montagem de uma pequena divisória leve não se constitui propriamente em reforma. Se estivermos corretos, poderíamos nos basear na norma NBR 5674/2012 – “Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção”, contratando para tanto uma empresa capacitada, cuja definição na referida norma é: “organização ou pessoa que tenha recebido capacitação, orientação e responsabilidade de profissional habilitado e trabalhe sob responsabilidade de profissional habilitado”.

Em outras palavras e sem querer contrariar a norma 16280, parece-nos que o serviço poderia ser realizado por profissionais treinados/habilitados pelas próprias empresas que fornecem o sistema de paredes mencionado. Na execução da parede tais profissionais certamente levariam em conta a
segurança estrutural, a necessidade de isolação acústica, a necessidade de emprego de chapas resistentes ao fogo, o risco de perfuração de tubulações ou danificação de armaduras de peças de concreto armado nas operações de pinagem etc.

Em caso de dúvidas, consulte o Técnico Emerson F. Tormann pelo fone (61) 99993-9155.

*Bricolagem é um termo, originário do francês "bricolage", que significa realizar pequenos consertos ou trabalhos manuais. Tarefas que você, mesmo não sendo um profissional do ramo, com o produto adequado e com as devidas orientações, tem condições de realizar com segurança. Várias lojas, hoje em dia, fornecem produtos e orientações para proporcionar tais atividades. Para muita gente, além da economia proporcionada, isso funciona como uma terapia.

O processo de bricolagem está relacionado com o conceito de DIY (Do It Yourself) que significa "Faça você mesmo", um conceito criado nos Estados Unidos, na década de 1950. Em muitos casos, o método de bricolagem funciona como hobby proporcionando momentos de prazer e satisfação em quem o executa.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Anatel vai desativar 538 mil orelhões em todo Brasil
Emerson F. Tormann02:11

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai desativar 538 mil orelhões dos 950 mil telefones públicos em todo o Brasil. Depredados e esquecidos, os telefones públicos, famosos orelhões, são uma espécie em extinção. Sequer se encontra mais cartão para eles, que agora fazem ligações gratuitas para telefones fixo. Diante deste quadro, a Anatel, juntamente com as operadoras de telefonia, decidiu que pelo menos 538 mil dos 950 mil orelhões que ainda existem no País serão desativados.

No entanto, nem todos concordam com a tese de que o orelhão não é mais útil e os defensores do aparelho lembram que, a despeito da enorme expansão da telefonia celular, ainda existem locais onde o sinal não chega, além do fato de muitas vezes a pessoa encontrar-se numa emergência, por falta de crédito ou de bateria no celular, e aí a única saída é um telefone público.

De acordo com a assessoria de imprensa da Oi, “a empresa investe constantemente em estudos de sua planta telefônica e, se for verificada ociosidade de alguns telefones públicos, eles podem ser transferidos para áreas de maior demanda - sempre respeitando a regulamentação da Anatel.”

Porém, a companhia pondera que “a migração do consumo de voz fixa (acesso individual ou telefone público) para voz móvel faz parte da evolução da telefonia em todo o mundo, inclusive no Brasil. Com a queda no consumo nos orelhões, hoje apenas 0,5% da planta de telefones públicos da Oi gera receita suficiente para o pagamento do seu próprio custo de manutenção. Devido à sua pouca atratividade, hoje cerca de 48% dos orelhões da Oi não geram chamadas tarifadas e cerca de 38% não são sequer utilizados.”

Além disso, a Oi argumenta que como os orelhões da empresa estão instalados em vias e estabelecimentos públicos, sofrem diariamente danos por vandalismo. De janeiro a julho de 2015, foram danificados por atos de vandalismo, em média, mensalmente, 3,5% dos telefones públicos instalados no estado da Bahia, por exemplo.

Ainda conforme a operadora, os principais problemas decorrentes do vandalismo são: defeitos em leitora de cartões, monofones e teclado, “além das pichações e colagem indevida de propagandas nos aparelhos e nas folhas de instrução de uso, prejudicando o entendimento das orientações pelos usuários. Em alguns casos, as equipes da empresa consertam os aparelhos e eles são danificados no mesmo dia. Atos de vandalismo contra orelhões também causam prejuízo à sociedade, já que os danos podem afetar o contato da população com serviços públicos essenciais, como hospitais, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Além disso, a Oi conta com as solicitações de reparo enviadas à companhia pelo canal de atendimento 10331 por consumidores e por entidades públicas.”

Novos aparelhos terão acesso à internet

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a desativação de cerca de 65% dos orelhões em todo o País tem como motivo principal ”a evolução dos serviços de telecomunicações”. Conforme a agência, serão mantidos em uso telefones públicos que ganharão novas tecnologia e funções.

Esses novos orelhões permitirão, além das comuns ligações de voz, uso de videofone, com acesso à internet, transmissão de mensagens de texto (SMS) e wi-fi. Desta forma, o acesso sem fio poderá ser feito também por notebooks, smartphones e tablets, a partir dos orelhões.

Há também outro modelo, ainda em estudo. Seria o aparelho instalado em ônibus, como já existe em diversos países do Primeiro Mundo. A Anatel pensa ainda em aparelhos públicos para os deficientes de fala e audição, diferentes dos existentes atualmente. Eles terão imagem e comunicação plena, com central de intermediação com vídeo, onde a pessoa se comunicaria com o intérprete em Libras (linguagem de sinais).

Poucas chamadas

Utilizando uma tecnologia ultrapassada, de mais de 20 anos atrás, os telefones públicos atuais apresentam problemas que, conforme e Anatel, vão desde a funcionalidade, passando pela cobrança, até o acesso. Concentrados nos grandes centros urbanos, menos de 140 mil orelhões estão instalados em vilarejos entre 100 e 300 habitantes, conforme reza a lei específica do setor.

Informações da Anatel dão conta de que 49% dos orelhões, ou cerca de 420 mil, fazem menos de 60 chamadas ao mês, o que significa menos de duas ligações por dia. Os ganhos – se é que ainda se pode chamar assim – das operadoras com esses aparelhos despencaram de tal forma que a receita média mensal por orelhão da Oi, por exemplo, é de R$ 10, conforme dados da agência relativos a 2013.

Proteste vê prejuízo aos mais carentes

A associação de consumidores Proteste lembra, porém, que as pessoas mais carentes serão as mais prejudicadas com a redução do número de orelhões. A entidade argumenta que a pouca utilização dos aparelhos, em muitos casos, deve-se ao fato de “não haver compromisso das operadoras em manter os orelhões funcionando. Como muitos ficam estragados por muito tempo, os usuários acabam desinteressados. Ademais, os pontos de vendas de cartões estão ficando cada vez mais escassos.”

A associação de consumidores ainda explica que os telefones públicos são essenciais para a população pelo fato de 74,85% das linhas de celular serem pré-pagas no Brasil e a média de recarga ser de R$ 15 por mês nessa modalidade. Assim, os consumidores mais carentes precisam de alternativas mais baratas para se comunicar, como os orelhões.

Saiba na matéria do Repórter Brasil:


Fonte: EBC / Gazeta Toledo

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Conta de luz sobe 18% hoje
Emerson F. Tormann15:23




Entra em vigor hoje o aumento aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) possibilitando reajuste médio de 18,66% no valor das faturas pela Companhia Energética de Brasília (CEB). Com isso, sobe o preço da conta de luz e aproximadamente1 milhão de imóveis do Distrito Federal. Nas casas e subclasses residenciais de baixa renda, esse percentual será de 18,26%, enquanto nas indústrias, que utilizam energia elétrica de alta-tensão, ele será de 19,25%.

Segundo o diretor de Regulação e Planejamento estratégico da Companhia, Hamilton Carlos Naves, o aumento se deve a um reajuste tarifário ordinário ao qual as distribuidoras têm direito e que ocorre normalmente no mês de agosto de cada ano. "Ele acontecem uma vez ao ano e se difere da revisão tarifária, que é de quatro em quatro anos", esclareceu. "Mas somente em 25 de setembro os consumidores verão esse valor por completo na fatura. Quem recebe a conta no início do mês só verá cinco dias de aumento", esclareceu.

Esse é o terceiro aumento na fatura dos moradores do DF em menos de 12 meses. O primeiro, em função do reajuste tarifário ordinário de agosto de 2014; o segundo, da revisão tarifária extraordinária, em março de 2015, decorrente do aumento das despesas do setor elétrico; e, agora, do reajuste ordinário deste mês. Isso resulta em um percentual de cerca de 66,19% - sem contar o acréscimo proveniente da bandeira vermelha. Ainda segundo Hamilton, a composição do aumento tem três diferentes explicações: a legislação, que prevê o reajuste em agosto; o pagamento de encargos; e os custos para receber essa energia no Distrito Federal.

A CEB pode reajustar as faturas até um limite: o dos valores percentuais autorizados. Mas, se assim entender, a distribuidora pode repassar um valor menor ao consumidor. No caso do aumento aplicado este mês, a entidade vai repassá-lo na totalidade para os moradores. "Quando a empresa não pratica todo o aumento é porque consegue recursos próprios para arcar com os custos de energia. Não é o nosso caso", justificou Hamilton.

Detalhamento

Ontem, a Proteste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor enviou ofício à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) solicitando à CEB que informe de forma detalhada a base de incidência de cada tributo, com as respectivas alíquotas cobradas - conforme previsto na legislação e em respeito ao direito à informação, determinado pelo Código de Defesa do Consumidor. A entidade argumenta que a conta de luz é confusa e não atende aos critérios exigidos pela Aneel. Na avaliação da Proteste, não há como o consumidor saber como foi feito o cálculo do valor total, visto que na fatura não estão detalhadas alíquotas como: PIS/Pasep e Cofins.

Definição

A bandeira vermelha vigora atualmente em todo país e demonstra que está muito caro gerar energia. Sendo assim, é cobrada nas contas de luz uma taxa extra de R$ 5,50 para cada 100kWh de
energia usados.

Mais aumento à vista

Os reajustes não param por aí. Os consumidores residenciais poderão enfrentar mais um aumento da tarifa de energia elétrica, de até 9%, se for cumprida uma decisão judicial liminar que beneficia grandes indústrias em relação a um encargo nas contas de luz. O alerta foi feito ontem pelo diretor da Aneel, André Pepitone. A agência abriu uma audiência pública para discutir como implementar a decisão, obtida pela Abrace, associação que representa empresas com grande demanda por energia, como Alcoa, Albras, Ambev e Dow. Segundo Pepitone, estudos da Aneel apontam que a liminar geraria também uma perda de receita de até 4% para as distribuidoras, que, inicialmente, arcariam com o ônus da decisão e repassariam os custos aos consumidores nos próximos reajustes tarifários.


Reajuste médio de 18,6% na conta de luz no DF começa a valer nesta quarta
Emerson F. Tormann08:48

Medida foi autorizada pena Aneel e afeta os 1 milhão de clientes da CEB.
No início do ano, agência já havia autorizado aumento médio de 24,1%.




Começa a valer nesta quarta-feira (26) o reajuste médio de 18,66% nas tarifas de energia elétrica no Distrito Federal. A medida foi autorizada pena Agência Nacional de Energia Elétrica e afeta os cerca de 1 milhão de clientes da CEB. Para os consumidores residenciais, a alta média será de 18,36%, já para a indústria a elevação média será de 19,25%.

O índice se refere ao reajuste tarifário a que as distribuidoras têm direito e que é avaliado todos os anos pela Aneel. Em 2015, porém, devido ao forte aumento das despesas no setor elétrico, a agência também promoveu uma revisão extraordinária das tarifas, que começou a valer em março. À época, a CEB já havia obtido autorização para reajustar as tarifas em 24,1%, em média.

Para consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, as contas de luz vão subir mais neste ano porque a lei prevê que a maior parte desse custo extra seja bancado por essas três regiões.

Energia mais cara
Os índices aprovados pela Aneel funcionam como um teto, ou seja, o limite para o reajuste que a distribuidora pode aplicar. A empresa tem autonomia para repassar aos consumidores um percentual menor.

As distribuidoras não lucram com a revenda de energia fornecida pelos geradores (usinas), mas sim com o serviço de levá-la até os consumidores. Entretanto, podem repassar para as tarifas todo o custo com a compra dessa energia.

No início de agosto, o governo federal anunciou o desligamento de 21 usinas térmicas de maior custo, o que deve gerar uma economia mensal nas operações da ordem de R$ 5,5 bilhões. Por conta da escassez de chuvas, que prejudicou o armazenamento nas represas das principais hidrelétricas do país, o governo vinha mantendo ligadas todas as térmicas disponíveis desde o final de 2012. Como essa energia é mais cara, a medida contribuiu para a elevação do valor das contas de luz.

O ajuste fiscal feito pelo governo Dilma Rousseff com o objetivo de reequilibrar suas contas também contribui para os aumentos mais fortes nas contas de luz em 2015. Isso porque o governo decidiu repassar aos consumidores todos os custos com os programas e ações no setor elétrico, entre eles o subsídio à conta de luz de famílias de baixa renda e o pagamento de indenizações a empresas. Em anos anteriores, o Tesouro assumiu parte dessa fatura, o que contribuiu para aliviar as altas nas tarifas.

Leia mais »
Professor do UniCEUB comenta reajsute
- Conta de luz sobe no DF e mais quatro estados

Fonte: G1DF
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Estreia amanhã, o programa Entender Condomínio na rádio JK FM 102.7MHz
Emerson F. Tormann16:22

Programa "Entender Condomínio" - Terças-feiras das 20h às 21h

O programa Entender Condomínio é uma novidade da radio JK FM


Um programa que pretende unir todos do condomínio para que possam entender melhor a gestão condominial representada na figura do síndico. Um espaço para debater onde o condômino mora, o porteiro ou o zelador fazem o seu trabalho e onde tem uma série de prestadores de serviços.

O programa "Entender Condomínio" será toda terça-feira, das 20 às 21h, apresentado pelo síndico Paulo Roberto Melo com o apoio de Emerson Tormann, tem o slogan – entendendo melhor o seu condomínio. Com jornalismo informativo voltado para todos do condomínio, o programa Entender Condomínio na JK FM 102,7 aborda temas tais como: regularização, condômino, síndico, funcionário, conselho, fornecedor e dicas para as pessoas que fazem o condomínio funcionar - o “síndico”.

O superintendente da rádio JK FM, Dickson Ferreira, comentou “a rádio a JK FM está entre as 4 primeiras emissoras mais ouvidas em todo o DF e em primeiríssimo lugar no ranking geral nas cidades de Taguatinga, Águas Claras, Ceilândia  e Samambaia, regiões estas que concentram mais de 70% de toda população do Distrito Federal” pontuou o superintendente da rádio.

De acordo com o apresentador do programa o síndico Paulo Roberto Melo “O programa será ao vivo, toda terça-feira, das 20h ás 21h, com muita descontração, dicas, entrevistas e debates sobre o trabalho de síndicos, condôminos, funcionários e conselheiros com temas sobre a gestão condominial, legislação condominial, manutenção condominial, responsabilidade social e políticas paras condomínios e seus usuários”, falou o apresentador do programa.

Já o apresentador adjunto, Emerson Tormann falou que “o programa Entender Condomínio é um programa para que todos do condomínio, possam entender melhor como é viver em condomínio” ressalta Emerson Tormann.

Toda terça-feira, tem ENTENDER CONDOMÍNIO na JK FM 102,7 com Paulo Roberto Melo e Emerson Tormann ao vivo, das 20h às 21h. O debate regado ao bom entretenimento do rádio jornalismo, que recebe especialistas, síndicos, condôminos, empresários e lideranças, que debatem temas diversos assuntos em pauta na mídia. Com comentaristas fixos e direção de Bruno Oliveira.
ENTENDER CONDOMÍNIO - RÁDIO JK FM BRASÍLIA - 102,7MHz

Serviço:


Para ouvir o programa ENTENDER CONDOMÍNIO
- sintonize o rádio do seu carro ou da sua casa em 102,7FM na rádio JK FM.
- baixe o aplicativo da JK FM no seu SmartPhone ou Tablet.

Para participar do programa
- Telefone: 61 3562-1027
- WhatsApp:61 8225-4660
- E-mail: entendercondominio@gmail.com

Manual ensina a reduzir o gasto com água em condomínios em até 50%
Emerson F. Tormann12:48

Além da mudança de hábitos é essencial adequar o imóvel a práticas atuais de sustentabilidade, com a troca de torneiras e instalação de redutores de pressão e arejadores

A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda o consumo máximo de 110 litros de água por dia, medida suficiente para as necessidades básicas de uma pessoa. Em um prédio com 100 moradores, portanto, o consumo diário de água deveria ser de 11 mil litros. Mas será que algum síndico tem feito essa conta? Porque a meta, os moradores, provavelmente, não estão atingindo. Nos condomínios, o consumo de água é a segunda maior despesa, cerca de 12% a 15%, atrás apenas de mão de obra e encargos. Fechar as torneiras, então, não só ajuda a enfrentar o problema da escassez do recurso, como significa menos dinheiro saindo do bolso.

Esta semana, o Secovi-SP lança o primeiro capítulo do seu Manual de sustentabilidade condominial, sobre Economia de água. A versão eletrônica, disponível para download gratuito no site www.secovi.com.br/condominios, é dirigida a síndicos, funcionários de condomínios e administradoras. Como o jeito de economizar água em São Paulo ou Minas Gerais não muda, as medidas – mudança de hábitos, otimização do uso de água potável, controle do consumo, correção e prevenção de vazamentos e priorização de equipamentos economizadores – podem mudar a realidade de condomínios também aqui.

Segundo Geraldo Bernardes Silva Filho, diretor de Sustentabilidade Condominial do Secovi-SP, os prédios mais novos já estão mais preocupados com a sustentabilidade e trazem água e gás individualizados, o que ajuda à medida que cada unidade sabe o quanto gasta e o quanto paga pelo recurso. Mas uma série de ações pode ajudar a mudar a realidade de qualquer prédio. “Os que implantarem todas as ações propostas pelo manual podem ter economia de 30% a 50%.” Todo mundo sai ganhando”, defende. Para começar, o síndico deve medir, sempre no mesmo horário, o consumo de água de um dia para o outro. Assim, é possível observar a média de consumo e controlar possíveis desvios. Com o dado em mãos, começam as mudanças.

Uma das sugestões é substituir a ponta das torneiras, colocando um arejador. Com a função de acrescentar oxigênio à água, eles chegam a economizar até 80%. Segundo Geraldo, os modelos no mercado variam de R$ 3 a R$ 15, e a economia que promovem paga o investimento em dois únicos dias. Limitadores de pressão, nas torneiras e chuveiros de cada unidade, começando dos andares mais baixos para os mais altos, também representam grande economia. O controlador custa entre R$ 1 e R$ 9.

O Secovi também sugere o investimento na descarga de dois fluxos, tanto para as afixadas em parede (não é preciso quebrar nada, apenas trocar o botão de acionamento) quanto para as de caixa acoplada. Outra opção é investir em torneiras economizadoras, um pouco mais caras, mas nas quais é possível definir o tempo do fluxo. Para as áreas comuns a dica é adotar torneiras com cadeados, para evitar que qualquer pessoa tenha acesso e isso aumente a chance de desperdício. “Mas o condomínio não pode deixar de comunicar aos moradores o impacto das medidas”, alerta.

Clique aqui para baixar o manual (PDF)


Lâmpada produz energia usando apenas uma xícara de água salgada
Emerson F. Tormann12:37

O sistema é parecido com uma bateria, mas é mais seguro por não ter materiais inflamáveis




Uma equipe de inventoras das Filipinas, liderada pelo engenheiro Lipa Aisa Mijena, desenvolveu uma lâmpada capaz de emitir luz por oito horas usando apenas uma xícara de água salgada. O país, composto por mais de sete mil ilhas, é um dos mais propensos do mundo a ser acometido por desastres naturais, além disso, grande parte do seu território ainda não tem acesso à energia elétrica.

O sistema, conhecido como SALt, tem processo de geração de luz bastante similar ao de uma bateria, mas é mais seguro por não ter materiais inflamáveis em sua fabricação. Se a lâmpada for usada por oito horas diárias, consegue ainda fornecer energia por até seis meses, sem precisar ser trocada.




Se não houver sal para adicionar na água pode-se utilizar a água do mar, bem apropriado para uma população que vive em milhares de ilhas. Como a maioria das 7 mil ilhas das Filipinas estão ainda adquirindo eletricidade aos poucos, os inventores decidiram distribuir inicialmente as lâmpadas para as comunidades indígenas.

A invenção já recebeu sete prêmios de sustentabilidade e empreendedorismo por ser uma alternativa de energia sustentável e de baixo custo para comunidades das Filipinas. O projeto está em fase de produção em massa e a equipe espera colocar a lâmpada no mercado em 2016.



Saiba mais: www.salt.ph



X Semana Nacional de Segurança com Energia Elétrica - Cartilha
Emerson F. Tormann10:39

Começa hoje a X Semana Nacional de Segurança com Energia Elétrica. Aproveite e veja nossa cartilha com Dicas de Segurança.































Desligamento Programado - CEB
Emerson F. Tormann10:22

Foto: Emerson F. Tormann CEILÂNDIA
Horário:  9h às 15h
Local:  Qnn 26 conjuntos A, B.
Serviço:  troca de postes de rede, extensão de rede de alta tensão, recondutoramento  de baixa tensão, extensão de alta tensão e redivisão  de baixa tensão.

CEILÂNDIA
Horário:  9h15 às 15h15
Local:  Qnn 26  conjuntos E, F.
Serviço:  troca de postes de rede, extensão de rede de alta tensão,  recondutoramento  de baixa tensão, extensão de alta tensão e  redivisão  de baixa tensão.

PLANALTINA
Horário:  8h às 12h
Local:  Núcleo rural Tabatinga: chácaras de 76 a 79, 80, 81, 84, 85, 87, 88.
Serviço:  manutenção preventiva com podas de árvores.

PLANALTINA
Horário:  8h às 12h
Local:  Núcleo rural Tabatinga: chácaras 103, 104.
Serviço:  manutenção  preventiva com podas de árvores.

VICENTE PIRES
Horário:  13h às 17h
Local:  Vila são José chácaras  183, 86, 94.
Serviço:  manutenção  preventiva geral na rede com erradicação de 02 eucaliptos.

VICENTE PIRES
Horário:  8h às 12h
Local:  Colônia  agrícola Samambaia: chácaras 82, 94, chácara 95 lotes de 01 a 23, chácaras  155, 156.
Serviço:  manutenção  preventiva com substituição de poste e instalação de outro poste.

domingo, 23 de agosto de 2015

'100 Anos de História e Energia' está em exposição em Bauru
Emerson F. Tormann20:06

Mostra permanece até 31 de agosto e entrada é gratuita.
Acervo explora implicações da expansão da energia elétrica.



Lâmpadas fluorescentes devem substituir halógenas (Foto: Reprodução / EPTV)Exposição conta história da energia elétrica
(Foto: Reprodução / EPTV)

O acervo “100 Anos de História e Energia” está em exposição na Galeria Municipal Angelina W. Messenberg, em Bauru (SP), e permanecerá à disposição do público até o dia 31 de agosto. A mostra tem entrada gratuita e fica aberta aos visitantes de terça-feira à sexta-feira, das 8h30 às 20h30, e aos sábados e domingos, das 14h às 21h.

O objetivo da exposição é mostrar ao visitante, com recursos audiovisuais, fotográficos e documentos, o desenvolvimento e a formação do estado de São Paulo e as implicações da expansão da energia elétrica na cultura, na comunicação e nas formas de transporte da população nos últimos 100 anos.

A exposição é dividida em quatro módulos. O primeiro aborda a história dos pioneiros da energia elétrica do Estado de São Paulo e mostra as mudanças ocorridas na região entre 1898 e 1927. São apresentados fotos originais e textos explicativos que mostram as transformações das cidades onde a energia passou e se fixou.

O segundo módulo apresenta as transformações possibilitadas pela entrada do capital externo na produção e distribuição de energia elétrica em grande escala entre 1927 e 1954.

O terceiro módulo, de 1954 a 1997, mostra a estatização da energia elétrica, as grandes hidrelétricas e o funcionamento mecânico da energia. Estão expostos três monitores, cada um deles com um vídeo com reproduções de imagens originais por ordem cronológica, indicações do nome da hidrelétrica, local e data da construção.

Estão sendo expostas ainda, as formas de produção de energia por meio de uma traquitana que, através de um dínamo e roda d’água, instalados dentro de um aquário, geram energia para acionar um conjunto de três lâmpadas leds.

O módulo quatro mostra as transformações do setor elétrico de 1997 até os dias atuais. Contará com um vídeo lúdico com trilha sonora e informações sobre as novas fontes energéticas renováveis – eólica, solar, biomassa e hidrelétricas. A proposta é mostrar ao espectador a importância da utilização destas energias para a preservação do planeta.

O agendamento das visitas pode ser feito pelo e-mail: monitoriabauru@gmail.com. A Galeria Municipal Angelina W. Messenberg está localizada na avenida Nações Unidas, 8-9, Centro.

É mais do que hora de economizar energia
Emerson F. Tormann19:06


Em tempos de crise energética, atitudes simples e
mudanças arquitetônicas ajudam a evitar o desperdício


A grande pauta no setor energético no país é a redução do consumo e o fim do desperdício. É o argumento por trás, por exemplo, da extinção das lâmpadas incandescentes do mercado. Mas, se a questão é economizar, que tal evitar ao máximo ter que acionar interruptores ou ligar equipamentos como ar condicionado? Quando se trata de sustentabilidade e economia nas contas de luz, existem alternativas eficazes que garantem menores gastos e energia limpa.

“Há equipamentos que dispensam o uso da energia elétrica por funcionarem apenas a luz solar. Além disso, existem modelos que possuem acionamento automático e controle remoto”, conta o consultor da Loja Elétrica, Herbert Abreu. Opções como geradores, placas fotovoltaicas, aquecedores e projetos que utilizam lâmpadas de LED solar, com ou sem sensores de presença, que também podem gerar economia. “O equipamento vem com um dispositivo que capta a energia do sol. Quando escurece, a lâmpada se acende. Trata-se de uma iluminação que funciona muito bem em áreas externas, jardins etc.”, explica.

Arquitetura verde
“A arquitetura bioclimática é um apanhado de técnicas da boa arquitetura que aborda tudo, seja o estudo dos ventos e do sol, a escolha dos materiais e a preocupação com a posição dos prédios. Pode influenciar até na hora da compra do terreno”, explica Alexandre Nagazawa, sócio-diretor da Bloc Arquitetura. Segundo ele, não existe um método padrão e cada caso deve ser estudado individualmente, mas existem estratégias que podem orientar a construção, otimizando o consumo de energia elétrica e tornando a casa e/ ou escritório um lugar mais sustentável.

Confira a seguir algumas dicas para economizar energia em casa e no escritório:

Ao construir
– Orientação solar: Conhecer o movimento do Sol em relação ao terreno na hora de escolher a distribuição dos cômodos é fundamental. As partes da construção que são voltadas para o Sul podem ser abertas, com grandes vidraças. Já em relação aos quartos, Nagazawa recomenda evitar posicioná-los com vistas para o Norte ou o Oeste. Segundo ele, além de as paredes acumularem calor, as ondas térmicas que entram pela janela, ao serem refletidas, não conseguem mais sair, gerando um efeito estufa;

– Ventilação: Outra recomendação do arquiteto é o posicionamento de janelas em paredes opostas, garantindo uma ventilação cruzada. “Parece uma estratégia evidente, mas muitos projetos acabam ignorando essa regra. Como resultado, cômodos pouco arejados, que acabam solicitando um ventilador ou ar condicionado”, avalia;

– Painéis de brises que se fecham no verão de intensa incidência solar, mas que permitem ventilação. Já no inverno se abrem a fim de se deixar entrar os raios solares para esquentar o ambiente interno;

– Posicionar paredes mais grossas em determinadas orientações solares é uma forma de se utilizar da inércia térmica dos materiais para promover frescor ou calor ao ambiente;

– Os telhados verdes promovem grande isolamento térmico, propiciando conforto nos ambientes abaixo dele;

– A utilização de peles de vidro pode ser benéfica dependendo da sua orientação solar, pois ilumina naturalmente sem o incômodo do sol forte tropical;

– Os muros verdes podem ser adotados em orientações que se quer proteger da incidência solar direta (norte ou oeste) e promover melhor conforto térmico;

– Pinte as paredes internas e os tetos da casa com cores claras. Elas refletem e espalham a luz para todo o ambiente.

Dentro de casa ou no escritório
– Utilize fotocélulas – aparelhos que detectam a presença de movimento – em ambientes externos para que as luzes acendam somente à noite;

– Troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, que possuem vida útil maior e se alimentam com um gasto mínimo; ou, lâmpadas de LED, ainda mais econômicas;

– Dê preferência a aparelhos que consumam menor quantidade de energia, como notebooks, computadores, impressoras e copiadoras;

– Ao sair, tire os aparelhos da tomada;

– Desligue o monitor do computador ou coloque a máquina em modo de economia de energia, quando não estiver no ambiente;

– Deixe os globos e lustres transparentes sempre limpos para aproveitar ao máximo a potência das lâmpadas;

– No caso dos aparelhos de ar-condicionado, mantenha os filtros sempre bem higienizados; e use o termostato do ar-condicionado para regular a temperatura e evitar a sobrecarga do aparelho;

– Máquina de lavar roupa e ferro de passar consomem bastante energia. Portanto, tente usá-los quando houver bastante roupa acumulada para realizar o trabalho de uma única vez;

– Em dias secos, ao invés de usar umidificadores eletrônicos, coloque um pano úmido pendurado no recinto e uma bacia com água;

– Evite deixar aparelhos eletrônicos em stand by. Apesar de desligados, esse modo pode representar um gasto mensal de até 12%. Uma boa solução é instalar um interruptor capaz de comandar as tomadas onde esses equipamentos estão plugados;

– Escolher aparelhos que vêm com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence). Ela classifica os equipamentos pelo consumo em faixas de A (mais eficiente) a D (menos eficiente);

– Evite colocar o fogão e a geladeira próximos um do outro. Eles podem interferir no consumo de energia, e mantenha a borracha de vedação da geladeira sempre em bom estado;

– Regule a temperatura da geladeira no inverno, ajustando o termostato para evitar desperdício de consumo, e não forre as prateleiras para não exigir esforço redobrado do eletrodoméstico;

– Quando viajar, desligue a chave geral da casa para não gastar energia com coisas desnecessárias.

Fonte: Eco Brasilia

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Semana nacional terá campanha sobre prevenção com energia elétrica
Emerson F. Tormann17:25


Voluntários da Copel vão às ruas nesta semana em todo o Paraná para disseminar orientações à população sobre o uso seguro da eletricidade. Na segunda-feira (24) começa a 10ª Semana Nacional de Segurança com a Energia Elétrica, que reúne ações de empresas de todo o país, sob a coordenação da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee).

A campanha promove palestras, distribuição de material informativo e orientações para prevenir os acidentes com choque elétrico no Brasil, atuando em seis frentes principais: construção civil, área rural, poda de árvores, furto de energia, instalação de antenas e cuidado com as pipas. A definição dos temas é norteada pela estatística dos acidentes mais frequentes em diferentes regiões do país.

O amplo trabalho de conscientização mostra bons resultados, já que as taxas de frequência e gravidade dos acidentes com a comunidade diminuem, em média, 3,5% ao ano, no Brasil. Em 2014, a Abradee registrou no país 777 acidentes com choque elétrico, dos quais 299 foram fatais. A maior parte dos acidentes graves e fatais acontece na construção civil. Foram 236 acidentados nesse segmento (30% do total de acidentes). Desses, 64 foram fatais.

Para fazer com que a orientação chegue à comunidade, os voluntários da Copel visitarão canteiros de obras, cooperativas, lojas de materiais de construção e de maquinários agrícolas, escolas e locais públicos com grande circulação de pessoas. A mensagem contida nas cartilhas e folhetos será reforçada também através de mais de 300 emissoras de rádio e nos postos de atendimento da Companhia.

Em Curitiba e região, a abertura terá ações em terminais de ônibus. Em Londrina, a segunda-feira terá orientações no calçadão e orientações aos consumidores rurais. Maringá inicia o evento neste sábado (22) com distribuição de materiais em alusão ao Dia Nacional da Construção Civil.

A expectativa da organização nacional é atingir uma população de cerca de 120 milhões de habitantes em todo o país, mostrando que atitudes preventivas, como manter uma distância segura da rede elétrica, são fundamentais para evitar acidentes.

EVITE ACIDENTES - Cuidados simples podem evitar acidentes graves. Conheça abaixo quais são as medidas que ajudam a diminuir os riscos de choque elétrico.

ÁREA RURAL: Mantenha atenção à rede elétrica ao usar máquinas agrícolas, guardando distância para evitar acidentes durante o deslocamento ou manutenção no maquinário. Os estais – fios que auxiliam a sustentação do poste – nunca devem ser retirados. Deve-se realizar o correto aterramento das cercas elétricas, cuidados de distância entre o sistema de irrigação e a rede elétrica, além da prevenção de queimadas.

CONSTRUÇÃO OU MANUTENÇÃO PREDIAL: Ao construir ou reformar, mantenha distância segura da rede elétrica, principalmente ao movimentar materiais metálicos, como barras de ferro e arames. Consulte sempre um profissional capacitado para este tipo de serviço e, sempre que preciso, entre em contato com a Copel. A distância mínima recomendada para trabalhos sem intervenção entre a obra e a rede elétrica é de cinco metros.

PODA DE ÁRVORES: A poda de árvores é um serviço que deve ser realizado somente por profissionais preparados e qualificados. Não plante árvores de grande porte próximo à rede elétrica e, se for preciso podar galhos perto da rede, entre em contato com a Copel.

PIPAS: Oriente as crianças a jamais usar materiais metálicos ou cerol na confecção do brinquedo e, caso a pipa fique presa à rede elétrica, não tentar resgatá-la. O ideal é brincar sempre longe dos fios de energia elétrica.

ANTENA DE TV: ao instalar ou consertar antenas, cuidado com a rede elétrica. Escolha um lugar afastado dos fios da rede elétrica e procure efetuar o serviço quando o tempo estiver bom. Caso a antena caia nos fios, nunca tente segurá-la ou recuperá-la.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Comportamento das tarifas de energia elétrica no Brasil
Emerson F. Tormann17:08

Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese, faz uma análise sobre o comportamento das tarifas de energia elétrica no Brasil. O sistema hidrelétrico (que utiliza água dos rios), responsável por 70% da energia gerada no país, entrou em colapso. Toda vez que as usinas hidrelétricas ameaçam não dar conta do recado, são acionadas as termelétricas que, para gerar energia, usam carvão, gás natural e combustíveis fósseis, que custam bem mais caro.



ABR vai coletar 40 mil lâmpadas da Vale Fertilizantes
Emerson F. Tormann12:34

Apliquim Brasil Recicle e Vale Fertilizantes firmaram parceria para a reciclagem de lâmpadas fluorescentes até 2018. Neste período, a previsão de coleta é de 40 mil unidades, o que representa uma estimativa de recuperação de 600g de mercúrio, minimizando o volume importado da substância para o Brasil.
A Apliquim Brasil Recicle é a única empresa brasileira que comprovadamente descontamina as lâmpadas fluorescentes do mercúrio que contém, coletando o resíduo que, poderá ser utilizado novamente, promovendo e praticando o princípio ecológico “do berço ao berço”, ou “resíduo zero”. “Sabemos que a decisão por uma coleta responsável das lâmpadas complementa o projeto da Vale, de ser uma empresa sustentável e que cumpre com suas responsabilidades sociais.

Estamos muito felizes com a expansão da atuação da Apliquim Brasil Recicle em Minas Gerais”, afirma Mario Sebben, presidente da ABR. Neste ano a ABR está expandindo sua capacidade de atendimento em todo o Brasil, principalmente nos Estados de Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe por meio de novas parcerias e também e com a inauguração das novas CALIs (Centrais de Armazenamento de Lâmpadas Inservíveis) dos estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que devem estabelecer seu funcionamento até o final de 2015.

Fonte: O Debate

Siemens vê Brasil além da crise e aposta em oportunidades no país
Emerson F. Tormann12:23

A meta da Siemens no Brasil é dobrar a receita de vendas, saindo de R$ 5 bilhões para R$ 10 bilhões em 2020.


Na matriz da Siemens, em Munique, no sul da Alemanha, há uma amostra dos produtos criados pela empresa desde a sua fundação por Werner von Siemens, em 1847. São máquinas que evidenciam as transformações pelas quais passou a companhia ao longo de sua história. Os produtos em exposição vão do dínamo elétrico, base para a moderna geração de energia elétrica, até uma réplica em miniatura do Velaro, o trem de passageiros de alta-velocidade. Mas ainda hoje as mudanças na gigante alemã da engenharia continuam.

A Siemens vive em 2015 uma fase de transição marcada pelo corte de custos -a meta é economizar € 1 bilhão até 2016 - e pela consolidação de uma estratégia de negócios que busca tornar a empresa mais eficiente até 2020, onde chega seu planejamento estratégico. "2016 é o ano em que vamos voltar a crescer", disse o presidente mundial, o alemão Joe Kaeser. No ano fiscal de 2014 (de 1º de outubro de 2013 até 30 de setembro do ano passado), a Siemens faturou € 71,9 bilhões, abaixo dos anos fiscais de 2013 e de 2012.

Em entrevista ao Valor, Kaeser falou sobre as mudanças pelas quais a Siemens vem passando sob sua gestão, que completa dois anos este mês. "Buscamos simplificar a organização e torná-la mais ágil e descentralizada, com foco não na Alemanha, mas nos países onde atuamos", disse o executivo de 58 anos, nascido em Arnbruck, estado da Baviera. A Siemens tem quatro áreas de negócios: energia, infraestrutura, automação e saúde. Até poucos anos atrás, porém, a Siemens era uma empresa focada em telecomunicações, mas vendeu ativos no setor e fez uma mudança bem-sucedida de perfil corporativo. Hoje é uma companhia forte na área de energia, segmento em que tem uma ampla atuação (turbinas a gás e vapor, eólica e renováveis e gerenciamento de energia).

Kaeser citou o Brasil e a China, entre outros mercados, como exemplos da política regional da Siemens, de entender as necessidades locais dos clientes. Nesses dois grandes países emergentes, a Siemens está presente há mais de um século (a Cia. Brazileira de Eletricidade Siemens-Schuckertwerke foi fundada no Rio, em 1905). A lógica da Siemens é permanecer onde atua com visão de longo prazo mesmo que os países atravessem crises econômicas e políticas, caso do Brasil. "Estamos no Brasil há muitos anos e vamos permanecer com visão de longo prazo. Não vamos sair porque há crise e voltar quando as pessoas acham que é um bom momento para estar lá. A crise representa também oportunidade", disse Kaeser ao responder pergunta sobre o fato de a visita da chanceler Angela Merkel, prevista para chegar ao país na noite de ontem, coincidir com momento de turbulência política e econômica.

No ano passado, a Siemens faturou cerca de € 2 bilhões no Brasil, o que representou quase 3% do faturamento global do grupo. Mas a meta da empresa, anunciada em junho quando Kaeser esteve no país e reuniu-se, em Brasília, com a presidente Dilma Roussef, é dobrar a receita até 2020. Se alcançar o objetivo, a Siemens vai sair de faturamento de R$ 5 bilhões no ano fiscal de 2014 para R$ 10 bilhões, em 2020. Kaeser disse ver "enormes" oportunidades no Brasil.

O presidente da Siemens no Brasil, Paulo Stark, afirmou que nos próximos anos haverá maior pressão por eficiência no setor elétrico no país, incluindo geração, transmissão e distribuição. E nesse contexto haverá oportunidades de crescimento para novas tecnologias, como as redes "inteligentes" de distribuição ("smart grid") e a chamada geração distribuída (microgeração). A Siemens é um dos líderes mundiais na área de gerenciamento de energia.

Stark citou ainda oportunidades na infraestrutura de transportes no país. Disse que a Siemens vem trabalhando em projetos com investidores para mostrar os benefícios de se construir uma estrutura ferroviária eletrificada e automatizada. Citou o exemplo da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, implantada com base em sistema automatizado que aumentou a eficiência na operação.

Segundo Kaeser, a Siemens se sente confortável em relação ao longo prazo no país, embora reconheça que há desafios de curto prazo que precisam ser superados. Por ser uma grande economia e um país populoso, o Brasil precisa de uma política de energia sustentável e confiável, afirmou. Mesmo reconhecendo a liderança do Brasil na área de energia renovável, uma vez que mais de 60% da eletricidade vem de fonte hídrica, é importante que haja um equilíbrio entre a energia renovável e outras fontes, disse Kaeser. Desde que assumiu a presidência da Siemens, ele vem implantando uma série de mudanças na companhia.

Em 2014, a Siemens definiu uma estratégia global, chamada de Visão 2020, apoiada em três pilares: eletrificação, automação e digitalização. Essas três tendências são aplicadas às quatro áreas de negócios da companhia (energia, automação, infraestrutura e saúde).

Na reestruturação interna, a Siemens cortou o número de divisões de 16 para 9 e vendeu uma série de ativos ao mesmo tempo em que fez aquisições reforçando sua posição em alguns segmentos, especialmente no setor de energia com a compra do negócio de turbinas a gás da Rolls-Royce. Também comprou a americana Dresser-Rand, que opera com turbinas a gás e a vapor. As aquisições reforçaram a posição da Siemens no segmento de óleo e gás, inclusive no Brasil. Mas a empresa também fez aquisições na área de automação industrial e digitalização.

Internamente, a Siemens também passou por uma espécie de depuração depois de registar problemas de controles internos ("compliance") que se tornaram evidentes a partir de 2006. Investigador independente foi contratado, executivos deixaram a companhia e houve renovação de parte do conselho de administração da empresa. Nos Estados Unidos, a Siemens foi acusada de não manter controles internos adequados e, em 2008, chegou a um acordo, no âmbito da lei americana contra corrupção no exterior. Houve acordo semelhante na Alemanha.

No Brasil, onde tem 12 fábricas e sete mil funcionários, a Siemens demitiu o antigo presidente por problemas de "compliance" em 2011. E em 2013 delatou um cartel envolvendo empresas nacionais e estrangeiras, incluindo a própria Siemens, em licitações envolvendo o Metrô de São Paulo e do Distrito Federal. Kaeser disse que houve uma "massiva" reestruturação e uma "limpeza" na empresa. "Hoje somos uma empresa limpa a toda prova", afirmou. O processo sobre prática de cartel está em fase de produção de provas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Cooperamos e esperamos tratamento justo, não pedimos piedade", disse Kaeser.

O repórter viajou a convite da Siemens

Fonte: Valor

WhatsApp Web já está disponível para iPhone
Emerson F. Tormann10:12

JUSTIN SULLIVAN/GETTY IMAGES/AFP


A versão para Internet da WhatsApp, a WhatsApp Web, está a partir de agora disponível para iPhone, o que significa que já é possível aos utilizadores da aplicação de mensagens instantâneas no iPhone manter também as suas conversações através do computador Apple, à semelhança do que já acontecia com os Blackberry, Windows Phone, Nokia e dispositivos Android.

A WhatsApp Web está disponível na versão desktop para o Google Chrome e para Android desde Janeiro, mas ainda estava por chegar aos aparelhos da Apple, ao que tudo indica devido a limitações na plataforma da empresa californiana. Agora, o utilizador do iPhone que tenha a aplicação WhatsApp já não precisa de estar no smartphone para troca de mensagens e fazê-lo no seu PC.

Os utilizadores que tiverem a última versão da aplicação móvel WhatsApp para iOS vão encontrar uma nova opção (web) no menu Definições. De alertar que, neste momento, a nova função vai entrar em funcionamento por fases e não estará disponível de imediato para todos os utilizadores.

Instalada a opção WhatsApp Web, a câmara do smartphone deve ser colocada em frente ao código QR para a sua leitura. O resto da operação é feito de forma automática.

Fonte: Publico

Operadoras móveis no Brasil preparam petição contra WhatsApp
Emerson F. Tormann10:09

Uma das empresas considera ação judicial por serviço de ligações do app.
Para empresas, WhatsApp não tem login específico e usa nº de telefone.



Operadoras de telecomunicações no Brasil pretendem entregar a autoridades locais em dois meses um documento com embasamentos econômicos e jurídicos contra o funcionamento do aplicativo WhatsApp, controlado pelo Facebook, disseram à Reuters três fontes da indústria.

Uma das empresas do setor estuda também entrar com uma ação judicial contra o serviço, afirmou uma das fontes. O questionamento a ser entregue à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será feito contra o serviço de voz do WhatsApp, e não sobre o sistema de troca de mensagens do aplicativo, disse a mesma fonte.

A ideia é questionar o fato de a oferta do serviço se dar por meio do número de telefone móvel do usuário, e não através de um login específico como é o caso de outros softwares de conversas por voz, como o Skype, da Microsoft.

"Nosso ponto em relação ao WhatsApp é especificamente sobre o serviço de voz, que basicamente faz a chamada a partir do número de celular", disse a fonte, que assim como as outras duas falou sob condição de anonimato. "O Skype tem identidade própria, um login, isso não é irregular. Já o WhatsApp faz chamadas a partir de dois números móveis", acrescentou.

O argumento das operadoras é que o número de celular é outorgado pela Anatel e as empresas de telefonia pagam tributos para cada linha autorizada, como as taxas do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), o que não é feito pelo WhatsApp. De acordo com a consultoria especializada Teleco, as operadoras pagam R$ 26 para a ativação de cada linha móvel e R$ 13 anuais de taxa de funcionamento.

Além da questão econômico-financeira, as operadoras estão sujeitas às obrigações de fiscalização e qualidade com a Anatel e sujeitas a multas, enquanto isso não acontece com o WhatsApp.

Procurada, a assessoria de imprensa do WhatsApp nos Estados Unidos não respondeu a pedidos de comentários. A assessoria de imprensa do Facebook no Brasil afirmou que a empresa não responde pelo WhatsApp no país.

Embora o WhatsApp já permitisse envio de gravações de áudio por meio de mensagens, a empresa passou a oferecer recentemente serviço de ligações de voz pela Internet no Brasil.

Em entrevista ao jornal "Estado de S.Paulo" no começo desta semana, o presidente da Telefônica Brasil, Amos Genish, afirmou que o WhatsApp "é uma operadora pirata" e que a empresa planejava fazer uma petição ao Conselho da Anatel questionando o aplicativo, sem dar muitos detalhes.

Segundo duas das fontes, todas as operadoras estão envolvidas na elaboração da reclamação a ser entregue à Anatel, apesar de algumas delas, como TIM Participações e Claro, terem firmado parcerias comerciais com o WhatsApp para oferecer acesso grátis ao aplicativo, sem desconto na franquia de dados dos usuários. Contudo, essa oferta não se estende ao serviço de voz do WhatsApp, que é descontado da franquia do cliente.

Uma dessas fontes disse que o setor está unido contra o "desequilíbrio" existente em relação a serviços similares aos de telecomunicações e que não têm arcabouço regulatório. Segundo essa fonte, o assunto já foi levado ao Ministério das Comunicações, mas a forma de tratar o tema "ainda não está fechada".

Procuradas, Telefônica Brasil (que opera sob a marca Vivo), Claro, Oi e TIM não se manifestaram sobre o assunto. A associação de operadoras, o Sinditelebrasil, disse que não falaria sobre o tema. Representantes da Anatel não se manifestaram até a publicação desta reportagem.

Uma fonte da Anatel, que não quis se identificar, disse que não há nenhum pleito na agência referente ao WhatsApp, e que caso haja algum requerimento por parte das operadoras, o órgão regulador analisará se o aplicativo poderá ser categorizado como um serviço telecomunicações.

"A questão dos aplicativos se insere em debates maiores, internacionais, entre as empresas de telefonia e os provedores de conteúdo. Mas tem de ficar claro que se trata de serviço de valor adicionado. A Anatel não regula aplicativos", disse a fonte da Anatel. "Não sei se a Anatel tem competência para analisar o serviço, que não é de voz tradicional", acrescentou.

DEFESA DE CONSUMIDORES
Órgãos de defesa do consumidor, no entanto, questionam o argumento das operadoras. De acordo com a advogada Flávia Lefévre, da Proteste, mesmo utilizando o número de celular do usuário, o serviço de voz do WhatsApp é oferecido por meio da Internet, não se tratando de uma ligação tradicional.

"Tanto no Skype como no WhatsApp a transmissão (da voz) se dá por meio de pacote de dados, que é diferente de uma ligação da telefonia", disse Flávia.

O advogado Guilherme Ieno, sócio da área de telecomunicações do escritório Koury Lopes Advogados, concorda com a representante da Proteste. Para ele, as operadoras não podem impor restrições quanto ao conteúdo dos pacotes trafegados.

Fonte: Reuters

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Google lança “mapa do tesouro” da energia solar
Emerson F. Tormann17:25

Chamado de Project Sunroof, o projeto é considerado uma espécie de “mapa do tesouro da energia solar”




São Paulo – O Google lançou nesta segunda-feira (17) o seu mais recente empreendimento no mundo das fontes renováveis, uma ferramenta online que ajuda proprietários a calcular o potencial de captação de energia solar dos seus telhados e decidir se vale a pena instalar um sistema fotovoltaico em casa.

Chamado de Project Sunroof, o projeto é considerado uma espécie de “mapa do tesouro da energia solar” e surgiu após a empresa identificar que um número crescente de pessoas recorriam à Internet para obter informações sobre potenciais economias que poderiam fazer ao optar por essa fonte renovável.

De saída, segundo o post feito no blog Google Green, a iniciativa está sendo testada na área da Baía de São Francisco, na Califórnia, e em Boston, mas poderá ser estendida para todos os 50 estados americanos e, potencialmente, para outros países.



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Recurso de construtora sobre cobrança de taxa para expedição de ART de obras será analisada pelo STF
Emerson F. Tormann15:24

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a repercussão geral de matéria relativa à exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), com base na Lei 6.994/1982. A ART, instituída pela Lei 6.496/1977, é cobrada na execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes a engenharia, arquitetura ou agronomia.

O caso será examinado no Recurso Extraordinário (RE) 838284, no qual uma construtora questiona decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que reconheceu a validade da cobrança da taxa para emissão da ART até o valor de 5 MVR (maior valor de referência), mantendo as regras contidas na Lei 6.496/1977.

A construtora, por sua vez, alega que a decisão fere o princípio da legalidade tributária (artigo 150, inciso I, da Constituição Federal), que veda à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. Segundo a empresa, a norma delega aos conselhos a competência para fixar os valores da taxa e mantém, dessa forma, os mesmo vícios da Lei 6.496/1977, já declarada inconstitucional pelo STF na análise do RE 748445.

Repercussão geral

O relator do recurso, ministro Dias Toffoli, ao reconhecer a repercussão geral da matéria, explicitou que o STF, no julgamento do RE 748445, ratificou a jurisprudência da Corte de que a ART tem natureza tributária e, por isso, submete-se ao princípio da legalidade.

Segundo o ministro, há no Supremo precedentes que concluíram que a Lei 6.994/1982 teria mantido os mesmos vícios da norma antecessora. Todavia, para o relator, a norma, aplicável a todos os conselhos profissionais, é uma tentativa de uniformização da matéria relativa à cobrança de anuidades e da taxa objeto do recurso extraordinário.

“Se por um lado o princípio da legalidade não pode ser ignorado – pelo contrário, é ele indispensável –, de outro é de se colocar a discussão sobre o tipo e o grau de legalidade que satisfazem a exigência do artigo 150, I, da Constituição, como fez o órgão especial do TRF 4. Ou seja, é de se analisar se o princípio da legalidade é absoluto, ou se o legislador tributário poderia se valer, em determinadas hipóteses, de cláusulas gerais e de conceitos indeterminados”, afirmou o ministro, que também é relator do RE 704292 e da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3408, que tratam da cobrança de anuidades pelos conselhos de categorias profissionais, à luz do princípio da legalidade.

A manifestação do ministro Dias Toffoli pelo reconhecimento da repercussão geral do tema foi seguida por unanimidade em deliberação no Plenário Virtual do STF.



Leia mais:

16/12/2013 – Valores para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) dependem de lei
Processos relacionados
RE 838284

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POSICIONAMENTO OFICIAL PSAFE - Direito de Resposta
Emerson F. Tormann13:51





É com indignação que a PSafe recebe os ataques da Baidu, tendo em vista que a Justiça já se posicionou favorável à PSafe em duas ocasiões.

A PSafe Tecnologia SA, empresa brasileira de segurança digital, informa não ter recebido qualquer notificação judicial sobre a suposta denúncia de concorrência desleal feita pela Baidu.

É com indignação e estranheza que a PSafe recebe os ataques feitos pela Baidu, tendo em vista que a Justiça já se posicionou favoravelmente à PSafe em duas liminares em um processo movido pela PSafe contra a Baidu no princípio desse ano. Em tais liminares ficou claro que é a Baidu que age de forma desleal, não a PSafe.

A companhia esclarece que vem sendo injustamente atacada, mas continuará defendendo o mercado nacional de tecnologia e segurança na internet, por considerar que a internet segura é um bem público para o brasileiro.

Por fim, empresa idônea que é, a PSafe esclarece que está à disposição das autoridades brasileiras para quaisquer esclarecimentos necessários.

PSafe Tecnologia SA

Saiba mais sobre o caso:  Baidu ganha ação contra empresa brasileira de segurança

» Download Baidu Antivirus 5.8.0.150821 (27.2 MB) | Homepage – http://sd.baidu.com

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Empresa planeja terminal de gás de R$ 350 mi em SC
Emerson F. Tormann16:36



O grupo gaúcho Bolognesi, que atua nas áreas de infraestrutura e energia, pretende construir um terminal de estocagem de gás natural no porto de Imbituba, no litoral de Santa Catarina.

O projeto, que prevê investimentos de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões no câmbio atual), foi apresentado ao governo catarinense.

O complexo incluirá um píer para navios carregados com GNL (gás natural liquefeito), além de tanques para armazenagem do produto.

A demanda reprimida por gás natural em Santa Catarina é uma das razões para a escolha do Estado para a obra.

"Será um fornecimento complementar ao Gasbol [gasoduto Brasil-Bolívia], que já está com a capacidade esgotada", diz Paulo Cesar Rutzen, vice-presidente do grupo.

A Bolognesi planeja usar a estrutura para distribuir o excedente de gás de duas usinas termelétricas do grupo em fase de implantação em Suape (PE) e Rio Grande (RS).

Cada uma das térmicas deverá consumir 5,5 milhões de m³ por dia, mas os terminais de regaseificação que abastecerão as plantas terão capacidade muito maior, de 14 milhões de m³ diários.

O combustível excedente será levado até o porto catarinense por meio de cabotagem (navegação costeira).

O plano de financiamento do empreendimento ainda não foi fechado, o que deverá ocorrer após a formalização dos contratos de oferta de gás natural no Estado.

Fonte: Folha de S. Paulo
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PSAFE é processada por usar informações falsas
Emerson F. Tormann07:11



POR BAIDUBRASIL

Psafe é denunciada por usar informações falsas, concorrência desleal e pode deixar Google Play; multa deve superar R$ 500 mil

A desenvolvedora de software PSafe, que conta com capital do grupo chinês Qihoo, foi denunciada, nesta sexta-feira (14), na Justiça de São Paulo, por forjar informações sobre competidores e praticar concorrência desleal. Os desdobramentos do processo podem levar a empresa a sofrer multa superior a R$ 500 mil e ser obrigada a deixar a loja de apps Google Play.

O caso teve origem há duas semanas, quando a desenvolvedora do antivírus móvel PSafe Total, passou a enviar para sua base de usuários uma mensagem de alerta contra um app rival, o DU Speed Booster.



– Perícia atesta atos desleais

Uma perícia, conduzida pelo pesquisador Paulo Lício de Geus, professor associado da Unicamp e doutor em Ciências da Computação pela Universidade de Manchester, revelou que todas as vezes em que um usuário do app PSafe total tenta instalar a aplicação rival, uma mensagem de alerta o adverte de que o DU Speed Booster é uma aplicação que pode “representar riscos” ao usuário por “pedir permissões excessivas” para fins possivelmente “maliciosos”, conforme comprova imagem acima.


» Baixar Baidu Security - Baidu Antivirus v.5.6.3.186847

» Download Baidu Antivirus 5.8.0.150821 (27.2 MB) | Homepage – http://sd.baidu.com

Softwares de antivírus, por natureza, pedem muitas permissões a qualquer sistema operacional em que sejam executados, basicamente porque a função essencial de rastrear vírus exige que o motor de detecção realize checagens em diferentes diretórios. Por este motivo, pode ser compreensível que, por erro, um app gere alertas contra outro que, em tese, deveriam ser eliminados quando se percebe o equívoco. De acordo com perícia realizada a pedido do Baidu, no entanto, o alerta é intencional, e seguido por outras práticas desleais.

– Ataques a DU Speed Booster se estendem a DU Battery Saver e Baidu Browser




Um usuário do PSafe Total, por exemplo, que remova qualquer app de seu smartphone, logo recebe uma “sugestão” para excluir outros apps que, supostamente, são pouco usados. Surpreendentemente, a recomendação sempre incentiva o usuário a excluir apps da Baidu, como DU Speed Booster, DU Battery Saver e Baidu Browser. Estas opções já aparecem “ticadas” para remoção. A imagem acima deixa evidente esta ação.

Durante um teste realizado pela perícia, um celular Android com vários apps do Baidu frequentemente utilizados e também PSafe Total instalados, teve o aplicativo Angry Birds removido. Na sequência, o PSafe Total recomenda que se excluam também os apps da Baidu e, de quebra, apresenta quantos MB seriam “liberados” da memória do dispositivo. A recomendação claramente é feita de modo desonesto, pois aponta as aplicações da Baidu como “raramente usadas”, mesmo quando são acionadas todos os dias.

– Análise desmascara ato desonesto



Para comprovar a má-fé da PSafe, a perícia criou um app vazio chamado “Dummy Browser”, que virtualmente não possui nenhum código, mas deixou nele o registro de que se tratava de um software da Baidu. Ao instalá-lo em um dispositivo com PSafe Total, logo o app da PSafe notificou o usuário de que aquela aplicação era “perigosa” o que, por óbvio, é falso, uma vez que o app não possui funções e foi criado apenas para testar a honestidade da PSafe.

Logo depois, um alerta recomenda a exclusão do “Dummy Browser”, bem como o de qualquer outra aplicação da Baidu sob o falso pretexto de que são “pouco utilizados”. As imagens acima, mais uma vez, comprovam a prática.

Pedidos à Justiça

Relatórios internos e públicos, como os gerados pela plataforma App Anny, demonstram que, desde iniciada a campanha desleal da PSafe, a taxa de remoção das aplicações da Baidu cresceram vertigionsamente. Em função dos graves e recorrentes prejuízos causados pelas atitudes não-competitivas, o Baidu se vê obrigado a pedir à Justiça brasileira que impeça a PSafe de continuar enganando seus usuários.

A ação movida pelo Baidu exige que a PSafe remova os falsos alertas, as sugestões de desinstalação baseadas em falsas premissas e se retrate junto a todos usuários impactados pelas informações desonestas e ofensivas por eles divulgados, além de indenização por perda e danos no valor inicial de R$ 500 mil. O pedido judicial solicita ainda que, de forma cautelar, o app PSafe Total seja removido da loja Google Play, a fim de cessar as perdas em curso contra os apps rivais.

Histórico de condenações por competição desleal

A investidora da PSafe, a chinesa Qihoo é habitue de tribunais e de condenações por concorrência desleal, além de adotar como estratégia de concorrência a instauração de litígios. Em vários mercados em que atuam, de forma direta ou via investimentos, Qihoo é alvo de processos e controvérsias. Reportagens em veículos como Forbes, ZD Net, The Next Web e Tech In Asia, retrataram esse problema. Alguns links seguem disponíveis abaixo como referência.

http://www.forbes.com/sites/ccuster/2014/02/24/qihoo-360-loses-in-court-again/

http://www.zdnet.com/article/qihoo-loses-unfair-competition-lawsuits-to-baidu-tencent/

http://thenextweb.com/asia/2013/01/29/chinese-regulator-warns-qihoo-360-for-unfair-competition-with-browser-and-antivirus-products/

https://www.techinasia.com/qihoo-360-loses-chinas-courts-ordered-pay-sogou-82-million-unfair-competition/

https://www.techinasia.com/sogou-qihoo-suing-each-other/

https://www.techinasia.com/baidu-sues-qihoo-360-unfair-competiton-asks-100k-compensation/

http://blog.webcertain.com/qihoo-fined-51-million-yuan-for-unfair-competition-twitter-to-show-promoted-tweets-on-flipboard-and-yahoo-japan/16/02/2015/

http://searchengineland.com/yahoo-china-wins-suit-against-hongyis-qihoo-for-unfair-competition-10123

http://blog.nus.edu.sg/juzar/2010/11/03/tecent-vs-qihoo-the-unfair-competition-of-security-software-in-china/

domingo, 16 de agosto de 2015

Usina solar flutuante gera energia e conserva água
Emerson F. Tormann14:03

Há poucos dias, engenheiros norte-americanos apresentaram uma tecnologia de baixo custo que pode ser utilizada para evitar a evaporação da água de represas e, com os devidos acréscimos, gerar energia.

A empresa japonesa Kyocera foi bem mais longe, apresentando sua fazenda solar flutuante já totalmente pronta e operacional.

São duas usinas solares flutuantes, cobrindo duas lagoas na cidade de Kato. A primeira gera 1,7 MWh (megawatts/hora), e a segunda gera 1,2 MWh – isto é suficiente para abastecer cerca de 1.000 casas.

São 11.256 painéis solares no total, cada um com capacidade de 255 watts.

fazenda solar flutuante
À prova de tufões

Segundo a empresa, além de evitar a perda de água das lagoas pela evaporação, painéis solares instalados sobre a água produzem mais energia por causa do efeito de resfriamento induzido pela água – as células solares operam de forma mais eficiente a temperaturas mais baixas.

A cobertura também deverá reduzir a proliferação de algas, diminuindo o custo de tratamento da água das lagoas extraída para consumo humano.

As plataformas de flutuação, construídas em polietileno, foram projetadas para suportar “estresse físico extremo, incluindo tufões”, segundo a Kyocera.

Dicas de como melhorar a busca no Google
Emerson F. Tormann13:43

Copie e cole no campo de busca do Google o código a seguir:

"Emerson F. Tormann" site: OR .com OR .com.br OR eng.br OR .info.br OR .net.br OR .org.br OR .edu.br OR .gov.br -inurl:pdf -inurl:ppt -inurl:doc

Ou simplesmente clique aqui.

Explicação: o comando de pesquisa acima vai encontrar todos os sites e páginas que contêm palavras-chave "Emerson F. Tormann" e têm sufixos de domínio .com / .com.br / .eng.br / .info.br / .net.br / .org.br / .edu.br / .gov.br, mas vai excluir qualquer tipo de arquivo .pdf, .ppt, .doc.

Isso é muito útil para encontrarmos apenas sítios que contenham os termos aos quais estamos interessados. Além disso, ao eliminar documentos, filtramos informações antigas ou desatualizadas já que há na internet uma quantidade expressiva de documentos armazenados que fazem parte dos índices das principais ferramentas de busca da web.

Fique a vontade para modificar o código conforme sua necessidade. Inclua outros domínios, tipos diferentes de arquivos e documentos.



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Governo prevê mais 12 usinas nucleares, informa ministro
Emerson F. Tormann16:48

Apesar das indefinições que cercam as obras de Angra 3, Eduardo Braga diz que ideia é chegar a 2050 com 15 usinas


usina nuclear Angra 3

RIO - Mesmo sem uma definição sobre o término das obras de Angra 3, o governo federal já planeja a implantação de outras 12 novas usinas termonucleares no País até 2050. Segundo o ministro de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga, estão previstas quatro novas unidades até 2030, já incluídas no Programa de Investimento em Energia Elétrica, anunciado na terça-feira. Outras oito unidades estão no radar do governo para construção até 2050, também segundo o ministro.

O planejamento foi divulgado por Braga em palestra para uma plateia de militares na Escola Naval de Guerra, no Rio. Segundo o ministro, o governo ainda estuda os locais para instalação das usinas, mas elas devem se concentrar próximas ao "centro de carga", onde há maior demanda por energia, no Sudeste. Braga afirmou também que cada usina teria uma geração estimada em 14 mil MW, como Angra 3, orçada em R$ 14 bilhões e em obras desde a década de 1980.

No caso de Angra 3, as construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Techint anunciaram que deixariam as obras, alegando atraso nos pagamentos. Braga disse, entretanto, que até houve atrasos, mas que a solução já estava encaminhada. Segundo o ministro, o financiamento questionado pelas empresas, no valor de R$ 3,5 bilhões, já foi liberado pela Caixa e, agora, o ministério finaliza o estudo de um aditivo sobre o escopo do contrato de financiamento - o que teria gerado o atraso criticado pelas empreiteiras.

"Parece estranho o argumento de inadimplência. Tudo o que todo credor quer é receber. No momento que temos tudo pronto para pagar, eles rompem o contrato? Será que é essa efetivamente a questão? Temos de entender", disse.

O ministro defendeu a importância estratégica das usinas nucleares para o desenvolvimento da indústria com outros fins, como a medicina. Mas ressaltou que há "desafios" para a construção das unidades, em função do atual modelo legal brasileiro, que impede a participação da iniciativa privada na operação das usinas. Braga não descarta uma mudança na Constituição, para permitir a participação de sócios privados e estrangeiros.

"O que é estratégico no nuclear é o combustível e a operação da usina, não a construção. Vamos superar esses desafios e vamos mudar o modelo das nucleares. Está comprovado que esse modelo de obra pública não dá certo", disse.

Fonte O Estado de S. Paulo 

Em dívida com o planeta
Emerson F. Tormann16:11

Humanidade já ultrapassou capacidade de regeneração e de geração de recursos do ano


futuro da terra e dos seres humanos é só destruição

A Humanidade está em dívida com a Terra desde ontem. De acordo com estimativas que levam em conta as emissões de carbono e o uso de recursos naturais, isto é, nossa pegada ecológica, comparados com a capacidade do planeta de absorvêlas, gerá- los ou regenerá- los ao longo de um ano, ou seja, sua biocapacidade, este 13 de agosto marcou a data em que ultrapassamos este limite em 2015. Isto significa que seria preciso cerca de 1,6 planeta para suprir apenas a demanda humana pelos chamados serviços ecossistêmicos globais, sem considerar as necessidades dos outros animais e seres vivos que também o habitam.

Conhecida como Dia de Sobrecarga da Terra, a data é calculada pela Global Footprint Network ( GFN) em parceria com diversas outras organizações internacionais ligadas à sustentabilidade e à defesa do meio ambiente e está chegando cada vez mais cedo desde que a Humanidade passou a exigir mais do planeta do que ele pode suportar, no fim dos anos 1960. Enquanto em 1970, o dia caía um pouco antes do Natal, em 23 de dezembro; em 1990, esse limite foi alcançado já em 13 de outubro; e, em 2010, avançou para 28 de agosto.

- Só a pegada de carbono da Humanidade mais que dobrou desde o início dos anos 1970, quando o mundo entrou em sobrecarga ecológica - destaca Mathis Wackernagel, presidente da GFN e cocriador do método usado para calcular a demanda humana sobre o planeta. - Ela continua sendo o componente que mais cresce nesta cada vez maior lacuna entre a nossa pegada ecológica e a biocapacidade da Terra.

PADRÕES INSUSTENTÁVEIS E DESPERDÍCIO

Segundo os especialistas, por trás desse fenômeno estão os padrões insustentáveis de produção e consumo de nossa sociedade, somados aos altos níveis de desperdício e desigualdade, cuja redução poderia ajudar pelo menos em parte a diminuir o problema. No caso da água, por exemplo, as perdas em algumas cidades brasileiras passam da metade do volume captado, enquanto a quantidade de comida que vai parar no lixo bate na casa dos 30% na média mundial, lembra Carlos Rittl, secretário- executivo do Observatório do Clima, rede que reúne 37 organizações da sociedade civil com o objetivo de discutir as mudanças climáticas no contexto brasileiro.

- Usamos os recursos naturais da Terra como se eles fossem infinitos e esquecemos que o planeta é finito - diz Rittl. - Precisamos nos dar conta disso, como mostra a atual crise hídrica no Sudeste, que deverá se agravar ainda mais. Temos que ser mais eficientes em tudo, produzir alimentos de forma mais sustentável, gerar mais energia de fontes renováveis e parar de destruir os ecossistemas da Terra. A continuar neste ritmo de degradação, o planeta simplesmente não vai aguentar mais, e quem vai sofrer somos nós.

Opinião parecida tem Henrique Lian, superintendente de Políticas Públicas e Relações Externas da WWF- Brasil, braço nacional de uma das organizações parceiras da GFN na elaboração dos cálculos e divulgação do Dia de Sobrecarga da Terra.

- É uma equação que leva em conta o tamanho da população do planeta e nossos padrões de produção e consumo - explica. - Nosso modo de produção de energia, baseado principalmente em combustíveis fósseis, por exemplo, talvez fosse razoável para um planeta com um bilhão ou dois bilhões de pessoas, mas certamente é insustentável para sete bilhões. E não estou fazendo um libelo contra o petróleo, um bem finito e importante, com moléculas cuja manipulação sutil pode ser muito útil e ter uso muito nobres. Mas queimar petróleo para mover um carro ou gerar energia é o mesmo que usar uma barra de ouro como peso de papel ou para segurar uma porta.

DECISÃO NAS MÃOS DO CONSUMIDOR

Assim, para os especialistas, a sobrecarga sobre a Terra só terá fim se houver uma mudança de postura geral de governos, empresas e das próprias pessoas no seu dia a dia, tanto individualmente, como consumidores, quanto coletivamente, como sociedade.

- Os governos devem, por exemplo, implementar políticas que incentivem a chamada economia verde, de baixa emissão de carbono, enquanto as empresas precisam buscar não só práticas mais eficientes e sustentáveis, como diminuir o consumo de água e energia. É importante também priorizar, por exemplo, os fornecedores mais próximos, o que diminui os custos tanto econômicos quanto ecológicos com logística - diz Lian. - Mas é o consumidor final quem tem um grande poder de decisão e influência nisso tudo. São suas escolhas que fazem a diferença, como entre abastecer o carro com etanol, um combustível renovável, ou com gasolina, não renovável. O consumo consciente pode parecer mais caro num primeiro momento, mas, na verdade, é extremamente benéfico a médio e longo prazos, gerando ganhos de escala que acabam por tornar mais barato um produto mais sustentável do que era seu equivalente insustentável anterior.

E é neste ponto que a redução do desperdício e das diferenças regionais ganha um peso ainda maior. No caso do Brasil, por exemplo, a pegada ecológica do país indica que seria necessária 1,9 Terra para sustentá-lo, acima da média global. Mas se todos os brasileiros consumissem como um paulistano, seriam precisos 2,5 planetas, enquanto se fôssemos todos como os moradores de Rio Branco, capital do Acre, esta necessidade cairia para 1,3 Terra.

- A Humanidade inteira não pode consumir como um nova- iorquino, mas também não temos como impedir que as pessoas consumam o que precisam para viver e serem felizes - considera Lian. - O mundo se desenvolveu em cima de um modelo emissor de carbono e insustentável, mas não podemos virar para um indiano ou um chinês e dizer: "Desculpe, mas agora, que chegou sua vez, não dá mais". Precisamos é achar um equilíbrio para essas demandas.

E a saída para isso, claro, não está em apenas produzir mais para atender aos anseios de consumo de todos, o que elevaria ainda mais a pressão sobre a já sobrecarregada biocapacidade da Terra, destaca Rittl, lembrando que ainda hoje mais de um bilhão de pessoas em todo mundo não têm acesso a água e/ ou comida para sobreviverem de forma adequada.

- É menos uma questão de aumento da produção do que de consumo equilibrado e melhoria de distribuição para diminuir perdas, desperdícios e desequilíbrios - conclui.

Fonte: O Globo