domingo, 27 de novembro de 2016

Conta de luz volta a ter bandeira tarifária verde em dezembro
Emerson F. Tormann20:36

As contas de luz deixarão de ter cobrança adicional em dezembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira, 25, que as faturas de energia voltam a ter a bandeira verde no próximo mês. Com essa decisão, o consumidor deixará de pagar R$ 1,50 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor que foi cobrado em novembro em razão da bandeira amarela.

A melhora nas condições hidrológicas permitiu o desligamento das termelétricas mais caras, que foram acionadas no mês passado. De acordo com a Aneel, o custo da térmica mais cara para abastecer o País no próximo mês será de R$ 169,54 por megawatt-hora (MWh). Quando o custo de geração supera R$ 211,28 por MWh, é preciso acionar a bandeira amarela.

Entre abril e outubro deste ano, vigorou a bandeira verde, que não traz custo adicional nas contas de luz. Em novembro, a piora nas condições hidrológicas, principalmente em razão da seca no Nordeste, levou ao acionamento da bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,50 a mais nas contas para cada 100 kWh consumidos.

Em março deste ano, também vigorou a bandeira amarela. Antes disso, durante todo o ano passado e em janeiro e fevereiro, vigorou a "bandeira vermelha", que adiciona entre R$ 3,00 e R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos, dependendo da quantidade de termelétricas necessárias para suprir o País. O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pela Aneel.

Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído do portal Faesp Senar

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Governo lança cartilha para ampliar acesso de pequenas empresas a soluções tecnológicas
Emerson F. Tormann11:48


O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Alvaro Prata, lançou neste mês (novembro) o Guia de Extensão Tecnológica das Redes do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). O documento é uma referência para a criação e operacionalização das Redes Sibratec e vai atender desde os gestores dos órgãos públicos e das próprias redes às agências de fomento, instituições participantes e técnicos extensionistas.

“A rede contribui para que a empresa se enxergue como provedora de tecnologia impactando o mercado”, avaliou o secretário. A publicação reúne normas do programa e possui o objetivo final de beneficiar pequenas e micro empresas de diversos estados.
Casos de sucesso

Durante o lançamento, empresários apresentaram as soluções geradas pelo Sibratec que fizeram seus negócios prosperarem. A empresa de alimentos naturais de Martinho Lutero dos Santos, de Salvador (BA), chegou a falir até que ele descobriu o Sibratec. Hoje, a empresa deixou de ser local e passou a comercializar os seus produtos para toda a região Nordeste. Em pouco mais de quatro anos, o faturamento foi triplicado. De acordo com o empresário, uma grande rede de supermercados tem interesse em nacionalizar o negócio. “Se não fosse o Sibratec a gente não existiria mais. Eu estava falido”, disse.

O apoio do Sibratec também permitiu que a empresa Fanem, de São Paulo (SP), especializada no desenvolvimento de aparelhos eletro-médicos, desenvolvesse um berço aquecido neonatal. Na época, além da orientação técnica, a empresa recebeu o aporte de cerca de R$ 20 mil como subsídio. “De 2011 para cá vendemos mais de 2,9 mil desses equipamentos só para exportação, gerando arrecadação de impostos de renda da ordem de R$ 500 mil, ou seja, todo o investimento que o programa faz como subsídio é retornável naturalmente como arrecadação”, afirmou o gerente de Inovação e Desenvolvimento da empresa, Ílio de Nardi Júnior.

“A extensão tecnológica contribuiu diretamente para o sucesso do nosso portfólio. Antes do Sibratec nossa oferta de produtos era bem menor. Hoje, exportamos para mais de 100 países, estamos em 32 países na África e somos a primeira empresa brasileira na área da saúde a instalar uma fábrica no exterior, na Índia, como multinacional”, completou.

Empresas interessadas nos serviços do Sibratec devem procurar o SEBRAE da sua cidade.

Maiores Informações: Guia Sibratec

Fonte: BizMeet

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dividido, STJ suspende julgamento sobre tributação da tarifa de distribuição de energia
Emerson F. Tormann07:11

Empresas do mercado livre de energia pedem para afastar ICMS sobre TUSD


Crédito @flickr/CarlosAlkmin


Pela segunda vez, a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento em que se vai definir se o ICMS incide sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição de Energia Elétrica (TUSD). A discussão impacta as empresas que negociam energia elétrica no mercado livre e os Estados que calculam perdas bilionárias na arrecadação. A TUSD e a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica (TUST) integram o preço praticado nestes contratos.

Na sessão desta quinta-feira (17/11), a ministra Regina Helena Costa proferiu voto-vista, divergindo do relator, ministro Gurgel de Faria. Com placar em 1×1, o ministro Benedito Gonçalves pediu vista do caso e adiou a conclusão.

Para Regina Helena, o ICMS não incide sobre a tarifa de distribuição de energia. Ela defendeu a manutenção de jurisprudência do STJ que, segundo ela, tem se consolidado desde 2000 a favor das empresas que negociam a energia no mercado livre. As decisōes excluem as tarifas do cálculo do ICMS.

Regina Helena reforçou que deve haver operação, mercadoria e circulação da mercadoria para a incidência do ICMS. Afirmou que que o que importa para a incidência do imposto estadual é a circulação jurídica da mercadoria (com transferência de titularidade) e o efetivo consumo da energia.

Para ela, o deslocamento da fonte geradora para o sistema de transmissão e distribuição constitui circulação física porque são atividades meio para que ocorra o fato gerador do ICMS, que é efetivado com o efetivo consumo da energia.

“Os estágios de transmissão e distribuição da energia são elos na cadeia interligando a geradora produtora ao consumidor final”, afirmou.

Para a ministra, o caso da TUSD seria semelhante a uma discussão do passado sobre a tributação dos serviços dos provedores de acesso à internet. “Esse serviço é de valor adicionado, pois acrescenta informações através das telecomunicações, a chamada entre computadores só ocorre com linhas telefônicas, ou seja, a cabo ou via satélite. Sem a linha telefônica impossível obter acesso à internet”, disse, citando trecho de acordão sobre o tema dos provedores.

Citou ainda o artigo 13, parágrafo 1 da Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir), que dispõe sobre a base de cálculo do ICMS. “Não há nada na lei sobre encargos tarifários integrarem a base de cálculo do imposto”, pontuou.

Como reforço de argumentação, mencionou projetos de lei e de emenda à Constituição que visavam tributar a transmissão e distribuição de energia elétrica. Os projetos, porém, não foram adiante. “Isso confirma que o direito positivo não autoriza a incidência do ICMS sobre esse encargo”, disse Regina Helena.

Impacto

Os Estados tem colocado aos ministros que perderiam R$ 13,4 bilhões ao ano com a exclusão das tarifas do cálculo do ICMS. A perda para o Estado do Rio Grande do Sul – parte na ação – seria de R$ 1,5 bilhão ao ano.

De acordo com a procuradoria do Estado gaúcho, as empresas estão recolhendo o ICMS com a tarifa incluída. Mas tem entrado com ações judiciais para afastar a tributação.

Caso as empresas saiam vencedores no STJ, elas poderiam pedir a restituição dos valores recolhidos nos últimos cinco anos. Os Estados por outro lado poderiam recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Voto do relator

Em setembro, o ministro Gurgel de Faria defendeu a mudança da jurisprudência do STJ para determinar a incidência do ICMS sobre a tarifa. Ele ressaltou o caráter uno, da unidade do sistema de fornecimento de energia elétrica, que envolve a geração, a distribuição e a transmissão e consumo da energia.

Para o ministro, o fato gerador do ICMS diz respeito à circulação jurídica da mercadoria que envolve a circulação simultânea da geração, distribuição, transmissão e consumo.

“Só há operação jurídica passível do ICMS quando há o consumo e a transformação da energia em outro bem da vida, como a luz ou o calor”, disse. Citando o artigo 34, § 9º, da ADCTF, Faria ressaltou que todas as etapas do fornecimento devem ser consideradas para o preço final.

O ministro reforçou ainda o entendimento de que o mercado livre atende grandes consumidores que, de partida, tem vantagem sobre pequenos consumidores – especialmente pequenas e médias empresas – que não tem liberdade para escolher o fornecimento de energia. Dessa forma, entendeu que o não tributação implicaria em violação ao princípio da igualdade e impactaria a concorrência.

“Não é possível admitir que a mudança na regulação do sistema elétrico permita dar um tratamento diferenciado para contribuintes que estão em situação semelhante”, afirmou, acrescentando: “A exclusão do custo [da tributação] representa vantagem em relação a empresas menores”.

Fonte: Bárbara Pombo - Jota Brasília
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Para Absolar, usina em prédio do MME deve ser estímulo para o setor público
Emerson F. Tormann07:38

Crédito: Fotos Públicas

A inauguração, no último dia 17 de novembro, do sistema de geração fotovoltaica no prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF) não significou apenas o primeiro projeto desse tipo em prédio público do Governo Federal. De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, a entrega também significa que o governo passa a tratar a fonte como estratégica para o desenvolvimento. "Nossa expectativa é que esse sistema possa servir de motivador para que outros edifícios de ministérios incorporem a tecnologia solar para reduzir os custos, incentivando o desenvolvimento e gerando empregos", afirma Sauaia. A usina teve investimento de R$ 400 mil viabilizado pela associação e é composta por 154 painéis solares.

O executivo aposta que essa iniciativa também seja capaz de fazer com que governos estaduais e municipais criem políticas locais de uso da energia solar em prédios públicos e outras construções, como escolas, hospitais e até museus. No cenário de crise econômica que vem sendo enfrentado por alguns estados, o uso de energia solar em prédios públicos aparece como fator redutor de gastos e uso inteligente de fonte alternativa de energia.

A sugestão da associação é que os governos devam estruturar um modelo de negócio em que os contratos para projetos de geração distribuída solar em prédios públicos sejam fechados com os empreendedores por meio de licitações ou chamadas públicas, tenham longo prazo e a operação e o investimento, assim como a manutenção do sistema, fiquem por conta do empreendedor. "O governo tem o alívio imediato na redução das contas e ele paga nos contratos de longo prazo as parcelas. No fim do contrato, o governo pode decidir ter a propriedade do sistema ou renovar o contrato como aquisição de serviço", explica.

A aplicabilidade desse modelo de contrato ainda está sendo viabilizada. Ele demanda desafios contratuais e jurídicos que estão sendo estudados. A associação trabalha com alguns governos estaduais no sentido de fechar alguma parceria no tema. Ele dá como exemplo de iniciativa de ente público o leilão de geração distribuída que o governo de Pernambuco pretende realizar em 2017. "Com essas ações, o governo não teria ele próprio que investir no sistema, aliviando o caixa", ressalta.

O Ministério das Cidades teria demonstrado interesse em dotar de geração distribuída casas construídas pelo programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Outro possível parceiro que a associação vislumbra é o Ministério da Defesa, que tem custos com energiasignificativos.

Fonte: UDOP

Com nova gestão, Eletrobras reverte perdas de R$ 4 bi e registra lucro
Emerson F. Tormann00:58

Estatal, que chegou a ter perdas somadas de R$ 30 bilhões, reporta ganho líquido de R$ 863 milhões no terceiro trimestre de 2016. Em nove meses, saldo é positivo em R$ 9,687 bilhões


Usina hidrelétrica Itaipu. Desempenho positivo foi influenciado por mudança na gestão da Eletrobras - Crédito: Fotos Públicas


Depois de mudanças na gestão e na governança da Eletrobras, a estatal transformou um prejuízo bilionário em lucro. No terceiro trimestre do ano, a empresa ficou no azul em R$ 863 milhões – em igual período do ano passado, as perdas somavam R$ 4 bilhões.

Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (10). O resultado decorre, em boa parte, da contabilização de novas receitas relacionadas a indenizações devidas pela União à Eletrobrás desde a renovação antecipada de seus contratos de concessão.

Essas indenizações foram geradas depois de medidas adotadas pelo governo federal em 2012 com o intuito de reduzir as tarifas de energia.

A estatal também registrou ganhos de R$ 1,931 bilhão em indenizaçõesdevido à participação detida na empresa Cteep, da área de transmissão de energia, que reconheceu direito a compensações bilionárias em seu balanço do terceiro trimestre.

Resultados positivos

Os recentes resultados positivos da Eletrobras em 2016 revertem um período de prejuízos para a empresa, que, desde 2012, com a adoção de novas regras para a negociação de contratos, chegou a ter perdas somadas de R$ 30 bilhões.

Este ano, no entanto, a mudança de gestão melhorou o desempenho da companhia. Com isso, o resultado consolidado nos nove primeiros meses do ano é um lucro de R$ 9,687 bilhões, frente a um prejuízo de R$ 4,115 bilhões do mesmo período de 2015.

Fonte: Portal Planalto, com informações da Eletrobras

sábado, 19 de novembro de 2016

‘Ovos marítimos’ podem ser solução para armazenar energia limpa no oceano
Emerson F. Tormann09:56



Os sistemas de energia limpa estão mais perto de receberem um aliado poderoso na coleta de recursos, expandindo a área de atuação de um velho conhecido do setor. Isso porque o projeto tocado por pesquisadores alemães está testando a instalação de torres eólicas em pleno mar, fazendo com que a energia gerada pelas ventoinhas seja armazenada em cilindros de ar comprimido a cerca de 100 metros de profundidade e a 200 metros da costa da cidade de Überlingen – pelo menos em seu protótipo atual, na escala de 1:10.

Chamados carinhosamente de “ovos marinhos” esses equipamentos servem tanto como armazenamento temporário para os moinhos tecnológicos quanto para gerar eletricidade a partir das correntes marítimas e da pressão da água na região próxima à praia. Como o dispositivo expele constantemente o líquido de dentro do aparelho, a energia é gerada na mesma cadência, conforme a água volta a inundar o espaço vazio dentro do cilindro passando por uma espécie de turbina.
O funcionamento é simples, mas muito engenhoso
Enquanto essa encarnação inicial do projeto deve ajudar a monitorar a eficiência do design, a facilidade de instalação e as opções de configuração das esferas, a ideia é que a próxima versão do sistema esteja na escala final da empreitada. O que isso significa na prática? “Bolinhas” de 30 metros de diâmetro posicionadas de 600 a 800 metros de profundidade – com esse número podendo ser ainda maior conforme as respostas obtidas durante os testes.

Potencializando a energia limpa

De acordo com Horst Schmidt-Böcking, professor da Universidade de Frankfurt e um dos criadores do StEnSea (Stored Energy in the Sea) – algo como “Energia Armazenada no Mar”, em uma tradução livre –, a expectativa é que os “ovos” consigam armazenar 20 MWh por unidade quando estiverem em sua forma final.

Com isso, espera-se que seja possível acumular mais de 893.000 MWh se o projeto for expandido em escala global. “Essa pode ser uma contribuição importante e econômica para compensar eventuais flutuações na geração de eletricidade a partir de fontes eólicas ou solares”, explica Jochen Bard, chefe do instituto de energia alemão (IWES).

Fonte: TecMundo

MME inaugura 1ª Usina Solar distribuída em prédio do Governo Federal
Emerson F. Tormann09:23

Geração própria do Ministério permite economia de energia de 7%


MME inova na Esplanada ao usar energia solar - Crédito: MME
Crédito: MME


O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, inaugurou nesta quinta-feira (17/11) o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no telhado do edifício-sede do Ministério de Minas e Energia (MME). O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição. Participaram da solenidade o ministro-interino do Meio Ambiente, Marcelo Cruz; o presidente da Absolar, Nelson Colaferro; e o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

“Nós temos ainda um longo caminho para percorrer. Não podemos lutar contra as inovações tecnológicas, como a geração distribuída, e nosso papel aqui no MME é arbitrar e harmonizar essa transição, para que todos possam juntos chegar à outra margem do rio, tentando atender às expectativas de todos e atendendo aos nossos compromissos”, disse o ministro Fernando Coelho Filho, relembrando que o país assumiu compromisso na COP 21 de ampliar as fontes renováveis na sua matriz elétrica.

Com o projeto, o MME passará a compensar parte da eletricidade que consome através de geração própria, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incentivo disponível a toda a população brasileira. Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do Orçamento do Governo Federal. O investimento, estimado em de R$ 400 mil, foi viabilizado pela ABSOLAR e seus associados.

A potência de geração da mini usina é de 69 kW, ou 60 kWp (quilowatts pico), que representa por volta de 5% a 7% do consumo do edifício, que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira (3 a 4 pessoas consumindo 300kWh/mês).

A energia que vier a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semanas e feriados) será entregue à distribuidora de energia elétrica local e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses, conforme as regras vigentes para os sistemas de geração distribuída.

“Esse é um investimento pequeno para nossa necessidade, mas muito significativo. É o primeiro prédio publico a ter geração distribuída na capital federal, e esse prédio tinha de ser o MME”, afirmou o ministro, que disse que já há tratativas para que Ministério da Educação e da Defesa também adotem a geração distribuída.

A energia elétrica gerada pelo sistema solar fotovoltaico no prédio do MME evitará a emissão de 6,4 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Considerando a vida útil do sistema, superior a 25 anos, um total de 161 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas. Isso equivale a uma área de floresta de 3.000 m² (Considerando a média do fator de emissão de CO2 do grid nacional de janeiro a setembro de 2016).

Além disso, a geração de energia solar, limpa e renovável, é importante para o país atingir suas metas assumidas na COP 21. No acordo assinado no final de 2015, o país se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030.

Confira a usina solar distribuída no prédio




ProGD

A medida se insere nas ações do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), lançado em dezembro do ano passado, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 bilhões até 2030 em geração distribuída. Os resultados desta iniciativa podem estimular a administração de outros órgãos a instalarem sistemas de geração distribuída de energia solar fotovoltaica. A parceria também aprofunda as ações de Eficiência Energética já em curso no MME e se soma às ações do Projeto Esplanada Sustentável (PES), criado em 2012, que tem o objetivo de estimular os órgãos e instituições públicas federais a adotarem práticas de uso racional de recursos naturais, promovendo a sustentabilidade ambiental e socioeconômica na Administração Pública.

Em março de 2015, o MME lançou o “Guia para Eficiência Energética nas Edificações Públicas”, elaborado em parceria com o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel). A publicação, em suas mais de 300 páginas, aborda as principais etapas a serem contratadas em projetos de revitalização típicos em edificações públicas, para fins de eficiência energética, como diagnóstico energético; elaboração de projeto básico e executivo; Execução das obras; e Fiscalização e acompanhamento dos resultados. Além disso, no que couber, o Guia pode ser aplicado em edificações privadas comerciais e de serviços.


Fonte:

Ministério de Minas e Energia
(61) 2032-5620/5588


domingo, 13 de novembro de 2016

Serpro promove maratona de programação
Emerson F. Tormann15:42



O Serpro, empresa de tecnologia da informação do governo federal, abriu inscrições para uma maratona de desenvolvimento com dados abertos com foco em chatbots. O hackathon será realizado entre os dias 16 e 18 de dezembro, em Brasília. Durante o evento, dez equipes vão criar chatbots, robôs que simulam um ser humano na conversação com usuários. A melhores soluções ganham, respectivamente, R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil.

“O chatbot é um robô com inteligência artificial que, por meio de métodos auditivos e textuais, simula um ser humano em conversação inteligente com as pessoas. Apesar de a solução consultar uma base de dados, a impressão é de que a conversa ocorre com outro ser humano”, explica João Paulo Novais, gestor do projeto de Inovação Aberta, iniciativa que se destina a contribuir com a construção de ideias e fortalecer os laços entre a empresa e a sociedade.

De acordo com Novais, a intenção do evento é fortalecer os serviços de governo digital e promover um ambiente de inovação e colaboração. Nesta primeira edição, o Hackathon é dedicado exclusivamente ao público externo, e não será permitida a participação de empregados do Serpro.

Como participar

Para participar do Hackathon Serpro, basta ser maior de 18 anos, ter interesse pela área de TI e gostar de programar. Cada equipe poderá ter de dois a cinco integrantes. As inscrições são gratuitas, podem ser feitas no endereço hackathon.serpro.gov.br e terminam quando for atingido um total de 50 pessoas. Confira também o edital de participação com as normas do concurso.

Maratona

Durante três dias, os programadores vão estar na sede do Serpro, programando freneticamente em uma maratona de mais de 30 horas de competição. Os competidores também poderão participar de palestras e contar com o apoio de mentoria. Os sistemas poderão utilizar dados abertos do governo.

Os trabalhos serão avaliados pela Comissão Julgadora, formada por profissionais do Serpro e de entidades externas, com base em critérios de inovação, usabilidade, design, funcionalidade, uso de recursos tecnológicos e adequação ao tema.

Fonte: ARede educa

A força energética que vem do Sol
Emerson F. Tormann10:49

INFRAESTRUTURA

Estudo aponta que a captação de energia solar em apenas 0,41% do território do Distrito Federal seria suficiente para abastecer toda a população. Estudantes da UnB, em parceria com a WWF, mapearam os telhados da capital que poderiam receber as placas fotovoltaicas

» Veja o estudo

Brasília é uma cidade conhecida mundialmente por ser de vanguarda. Dos prédios monumentais às tesourinhas como opção de retorno, a capital do Brasil nasceu com a missão de sempre estar à frente. Por isso, é o momento de trazer para si conceitos atuais das mais modernas metrópoles mundiais. Entre eles, o de envolver o cidadão em questões antes controladas apenas pelo Estado, como a produção de energia elétrica. Uma das principais potencialidades da cidade é a energia solar. Usando apenas 0,41% da área correspondente ao território do Distrito Federal, seria possível gerar energia elétrica para toda a demanda da população. Para a instalação dos equipamentos, não são necessários novos espaços, apenas uso dos telhados existentes.

Por causa da boa irradiação solar, é necessário à instalação de painéis de captação em uma área correspondente a 24km² — metade de uma região administrativa como o Guará. Se o DF tivesse a quantidade suficiente de placas, seria possível diminuir a dependência da energia vinda de hidrelétricas. As informações são do estudo Potencial da Energia Solar Fotovoltaica de Brasília, desenvolvido pela organização não governamental WWF-Brasil, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), e obtido com exclusividade pelo Correio.

Pesquisas mostram que o Brasil é um dos países que mais têm potencial de geração de energia elétrica via solar. Para se ter uma ideia, o pior cenário brasileiro de irradiação solar é superior aos melhores índices da Alemanha, país referência na produção de energia elétrica por painéis fotovoltaicos. A média anual de geração por painel instalado no Brasil varia de 4,25 a 6,25kWh/m².

Mesmo assim, a produção brasileira é baixíssima. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são 5.437 projetos de energia solar no Brasil — a agência tem uma ambiciosa projeção de 1,14 milhão até 2024. “A energia solar é uma opção viável e real. Há seis anos, a eólica não era nada, hoje, é 6% da matriz energética brasileira. O solar ainda é menos de 1% e a tendência é crescer. Os dados de irradiação são bons e há muitos telhados disponíveis no país”, justifica Hugo Lamin, assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel.

O Distrito Federal segue a tendência brasileira de bom desempenho de produção da energia solar. Na capital da República, a média anual é de 5,8kWh/m², segundo dados da WWF e da UnB. A arquitetura também ajuda na produção solar de energia: o tombamento volumétrico da cidade permite que haja pouco sombreamento entre os prédios e casas, o que potencializa as áreas utilizáveis do telhado — a média é de 30% a 50%. As temperaturas máximas, em até 34ºC, também contribuem para que os equipamentos tenham melhor eficiência e durabilidade.

Além disso, a capital conta com uma alta renda per capita, o que permite o alto investimento — ainda um dos principais entraves para o pleno desenvolvimento da energia solar no país. “Brasília tem condições perfeitas: insolação alta, pouco sombreamento, nível alto das classes econômicas que poderiam investir nisso, todas as características para o DF ser referência como cidade solar”, explica André Nahur, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.


Potencial
O professor de engenharia elétrica da UnB Rafael Shayani organizou o grupo de 16 alunos que fez o mapeamento dos telhados das asas Sul e Norte, dos lagos Sul e Norte, do Park Way, do Sudoeste e do Cruzeiro. Eles usaram o Google Earth e visitaram as regiões para analisar a potencialidade dos telhados. O levantamento mostrou que é possível aproveitar a área entre 30% e 50%, uma vez que, no telhado, também tem caixa d’água, antenas. A partir dos estudos dessas regiões, foi possível fazer as projeções para todo o DF.

Como o território é pequeno e muito urbanizado, as micro e minigerações ganham mais fôlego do que em outras unidades da Federação. “Brasília é o símbolo do modernismo. Uma vantagem da energia solar é que elas podem ser espalhadas nos telhados, não vão ocupar área útil. Os painéis tendem a se integrar com a edificação”, analisa. Segundo o estudo, o telhado de uma casa no padrão dos Lagos e do Park Way pode gerar energia para ele e mais 10 residências. “Seria uma solução para a crise energética”, complementa Shayani.

Embora tenha potencial, o Distrito Federal ainda é a 11ª unidade da Federação em quantidade de projetos instalados. Segundo dados da Aneel, são apenas 119 em todo o território candango. A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que 191 projetos foram apresentados desde 2012. Ainda existem alguns a serem analisados pela companhia. Minas Gerais é o estado com mais projetos de microgeração solar do país. “A CEB percebe um aumento significativo do número de projetos e vê com bons olhos”, diz Marcelo Meloni, superintendente de faturamento e garantia de receita da companhia.

Tanto no Brasil, quanto no DF, a maioria dos projetos de microgeração são residenciais. O empresário Gilberto Azevedo, 61 anos, instalou 42 painéis em sua casa no Lago Norte há um ano. Para isso, investiu R$ 68 mil. Ele conta que, desde então, as faturas baixaram de uma média de R$ 1 mil para R$ 50. “Eu tinha visto o modelo na Alemanha e me interessei bastante. Quando cheguei ao Brasil, comecei a pesquisar e instalei aqui em casa”, comenta. “Para mim, a energia limpa e solar não é o futuro, é o agora. E precisa de incentivos para crescer no país”, complementa.

"Para mim, a energia limpa e solar não é o futuro, é o agora. E precisa de incentivos para crescer no país”  Gilberto Azevedo, empresário

O que diz a lei
A primeira regulamentação sobre microgeração de energia elétrica no Brasil é de 2012. Até então, cabia às concessionárias aceitar ou não essa possibilidade, assim como criar as regras específicas. A última atualização normativa feita pela Aneel é de 2015 e vale desde março deste ano. Entre as novidades, a resolução diminuiu os prazos entre a apresentação do projeto e a autorização na concessionária, permitiu a possibilidade de compartilhar a energia produzida e aumentou o prazo para uso dos créditos de energia excedente.

Programe-se
O lançamento do estudo Potencial Solar Fotovoltaico de Brasília será no próximo dia 25, no Hotel Manhattan, das 9h às 12h. O projeto é uma parceria da WWF, UnB e Secretaria do Meio Ambiente.


Alternativa às hidrelétricas

A opção pela energia solar é uma tentativa de diversificar a matriz energética brasileira, atualmente concentrada em hidrelétricas. No Distrito Federal, por exemplo, praticamente 100% da energia vêm de duas grandes usinas: Itaipu e Furnas. Assim, as micro e minigerações seriam uma opção para diminuir a dependência da água para a produção da eletricidade, o que poderia impactar na crise hídrica vivida pelo país em localidades como o DF, o Nordeste e São Paulo, uma vez que sobraria maior vazão nos rios e eles poderiam ser usados no abastecimento.
Estudos mostram que até 2040 haverá uma redução de 40% dos mananciais do país por causa do aumento do consumo de água e da diminuição das chuvas. Em compensação, o consumo de água e energia deve dobrar no Brasil. Por isso, é urgente pensar em outras formas de gerar eletricidade. Os sistemas brasileiros estão trabalhando no limite. A analista de conservação do programa de Mudanças Climáticas e Energia da WWF, Alessandra Mathyas, dá como exemplo a usina de Sobradinho, na Bahia. Ela conta que a vazão é de 800m³/s, entretanto, por causa da estiagem, o rio vem recebendo de reposição de água apenas 400m³/s, o que significa que há um deficit. “Por isso, os reservatórios estão abaixando”, explica.

Além da questão hídrica, a microgeração solar é uma opção para a redução da emissão de carbono, uma vez que poderia ser uma alternativa a outras formas de gerar energia, como termelétricas, que usam combustível fóssil — extremamente poluente. “O setor elétrico é muito conservador, ele está acostumado com o modelo: falta água, ligo as térmicas. Esse é um sistema passado, precisamos de energia limpa”, defende Rafael Shayani, professor de engenharia elétrica da UnB. A preocupação dos ambientalistas é com a Medida Provisória 735, aprovada pelo Congresso este ano, que mantém o incentivo às termelétricas, mas não apoia energias limpas, como a solar.

Outra vantagem do sistema solar é a diminuição da perda na transmissão. Como a energia é gerada próximo ao local de consumo, não há perda no transporte. No sistema de grandes hidrelétricas, como Itaipu e Belo Monte, até atingir o consumidor final, a perda chega a 15%, uma vez que as linhas de transmissão são longas. No sistema fotovoltaico, o impacto ambiental são as placas de silício e o lixo eletrônico, mas a durabilidade dos equipamentos é superior a 25 anos e as peças podem ser reaproveitadas.


Facilidades e entraves
Embora o Brasil tenha sol praticamente o ano todo, a energia solar como possibilidade energética é recente no país. As resoluções da Aneel uniformizando o tema têm apenas quatro anos. Somente este ano, passou a valer a possibilidade de compartilhar a energia com as unidades de um condomínio, o prazo de uso do crédito foi alongado de três para cinco anos e a potência gerada permitida aumentou. O período de análise do projeto pela concessionária também diminuiu, assim como veio a obrigatoriedade de discriminar a quantia de energia injetada na rede e o gasto pelo consumidor. “A legislação é boa e vem caminhando. Mas ainda há passos para avançar”, analisa Alessandra Mathyas, da WWF. Para ela, a impossibilidade de o consumidor vender a energia para a concessionária ainda é um empecilho.

Com a melhora na legislação, o foco está no financiamento e na tributação. Ainda há quatro estados brasileiros que cobram imposto de quem gera a energia — Paraná, Acre, Espírito Santo e Roraima. Alguns bancos até têm linha de crédito, mas os juros são altos. Apenas agricultores familiares contam com juros subsidiados para energia solar. E o investimento ainda é alto — em média, de R$ 30 mil a R$ 60 mil em uma residência. As concessionárias também estão se adaptando. A CEB, por exemplo, ainda faz a fatura manualmente porque não conseguiu modernizar o sistema. Por isso, há meses que os consumidores não recebem a conta detalhada como deveria.

Mateus Alves De Sordi é engenheiro eletricista. Ele conta que sentiu aumento na demanda por contratação do serviço em Brasília do ano passado para este. Segundo ele, o incremento não foi maior porque a alta do dólar encareceu os sistemas, uma vez que as placas são importadas. Entretanto, o tempo de retorno do investimento de cinco a oito anos e a falta de linhas de crédito têm atrapalhado o mercado em potencial. “As empresas tentam criar as melhores condições para o cliente, mas, por ser um investimento alto, é preciso um olhar do governo”, acredita. “A microgeração está quebrando um paradigma gigantesco, de o consumidor receber uma conta e pagar. Agora, ele pode tomar decisões”, acredita.

Para a WWF, o tema vem crescendo no Brasil. Antes, as concessionárias de energia elétrica se recusavam a falar sobre isso. Hoje, o discurso é de adaptação das receitas. “A CEB, por exemplo, tem que se adaptar aos novos mercados. Não tem como fugir”, defende Marcelo Meloni, superintendente de Faturamento e Garantia de Receita da CEB.

Informações
Um relógio medidor é instalado com os painéis para a geração de energia elétrica. Ele traz informações como, quanto de energia está sendo produzido no momento e no mês, além do histórico do aparelho. Na fatura da concessionária, deve constar quanto foi gerado de energia, o excedente e o crédito que a microgeração deixa para o proprietário das placas.

Para saber mais

Geração distribuída
O Sistema de Compensação de Energia Elétrica é o processo que permite ao cliente instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local — no caso do Distrito Federal, a CEB. A regra é válida somente para as unidades consumidoras que utilizem geradores de fontes incentivadas de energia, como hídrica, solar, de biomassa e eólica. No modelo solar, o cliente gera energia por painéis solares fotovoltaicos e a energia é cedida por meio de um empréstimo gratuito à concessionária e, posteriormente compensada, com o consumo da unidade. Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser usado para abater na fatura do mês subsequente ou em outras unidades da escolha do cliente, desde que elas estejam na mesma área de concessão e sejam do mesmo titular. Os créditos de energia ativa gerados e não compensados no consumo de energia elétrica expirarão em 60 meses após a data do faturamento.

Fonte: CB

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"Governos terão que repartir a renda num futuro no qual robôs farão o trabalho de humanos" - é o que afirma Elon Musk
Emerson F. Tormann13:13


Seria uma espécie de "Bolsa Família" na distribuição dos lucros e dos impostos arrecadados com o trabalho das máquinas autônomas

Com a previsão feita por cientistas de que a tecnologia irá evoluir substancialmente nas próximas décadas, as pessoas e os trabalhadores humanos serão substituídos por robôs em diversas áreas e atividades. Funções básicas como limpeza de ambientes até tarefas mais complexas tipo podar uma árvore serão cumpridas por autômatos.

Quando chegarmos a esse ponto, é certo que o modelo econômico que conhecemos vai mudar, e o CEO da Tesla Elon Musk tem um palpite de como as coisas vão funcionar depois que as máquinas assumirem a nossos empregos.

As pessoas terão tempo de fazer outras coisas, coisas mais complexas e mais interessantes, disse ele à CNBC. Certamente teremos mais tempo para o lazer. E então precisaremos descobrir como iremos integrar o mundo num futuro com muita inteligência artificial.

De acordo com Musk, o governo terá que pagar aos trabalhadores uma espécie de "Bolsa Família", um auxílio mensal com uma renda mínima para que a pessoa possa pagar suas contas e sobreviver.

"Existem boas chances de acabarmos adotando uma renda universal básica ou algo do tipo graças a automação. Eu não tenho certeza se vai ser assim, mas acho que pode acontecer"

Com essa renda, cada cidadão receberia uma quantidade básica de dinheiro mensalmente. Um processo parecido foi votado na Suíça em junho deste ano. O país foi as urnas para decidir se adotava uma renda básica dada pelo governo de 2500 Swiss, cerca de US$ 2.524,00. A ideia foi rejeitada pelos moradores do país.



Elon Musk é uma das pessoas que pretende começar a substituir trabalhadores humanos por robôs, e continuar gerando empregos (pelo menos por enquanto). Até 2026, a Tesla pretende criar um serviço de corridas ao estilo Uber com carros autônomos. Assim, o motorista poderá ativar o piloto automático e deixar que o veículo vá ao destino.

Uma ideia parecida também já está sendo testada com caminhões pela Otto, uma startup que pertence ao Uber. A empresa realizou sua primeira entrega autônoma recentemente, mas com um motorista na cabine, por questões legais.

Tecnofuturistas como Murray Shanahan e Ray Kurzweil acreditam que a tecnologia está se desenvolvendo numa curva exponencial, o que significa que estamos nos aproximando rapidamente de um momento em que nossa tecnologia irá nos ultrapassar, ou pelo menos nos tornar obsoletos. Kurzweil acredita que ainda estaremos vivos quando isso acontecer – no ano de 2045 – mas outros especialistas discordam.

Mesmo à medida em que a tecnologia se desenvolve, tenho dúvidas sobre a capacidade do ocidente capitalista passar por uma mudança cultural tão chocante. Claro, os trabalhos se tornarão obsoletos, mas podemos utilizar a tecnologia para inventar novos empregos - especialmente em países nos quais as pessoas são definidas por seu trabalho.

No histórico livro "A Sociedade do Espetáculo" de 1967, o filósofo Guy Debord argumenta que a automação, a epítome da indústria moderna, "confronta o mundo da mercadoria com uma contradição:... a mesma infraestrutura técnica capaz de abolir o trabalho precisa ao mesmo tempo preservá-lo como... o único gerador de mercadorias".

Debord acredita que quando os mecanismos aumentam a produtividade, "novas formas de empregos precisam ser criadas" antes que o tempo de trabalho caia "a um nível inaceitável". O que o teórico francês sugere é que, como cultura, nós nos definimos tanto pelo trabalho que continuamos a inventar novas funções quando as antigas se tornam automatizadas.

Musk acredita que a renda básica universal é inevitável. Mas ela não precisa eliminar todos os empregos dos humanos; na verdade, talvez acabemos criando funções novas para nós mesmos.
Fonte: adrenaline

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Guatambu Estância do Vinho é a primeira vinícola da América Latina 100% movida a energia solar
Emerson F. Tormann17:01


Parque solar com mais de 600 placas está em funcionamento desde 16 de maio. Créditos: Alexandre Teixeira



Desde o dia 16 de maio deste ano, a Guatambu Estância do Vinho, de Dom Pedrito, RS, está funcionando com energia solar fotovoltaica. A segunda edição do vinho Épico iniciou seu envase com 100% de energia limpa. O parque solar com 600 painéis fotovoltaicos que servem para suprir 100% da demanda energética do empreendimento, tornou a Guatambu a primeira vinícola da América Latina a ser movida a energia solar. O projeto esteve em período de teste a partir de 2013, com 18 painéis instalados fornecendo parte da energia para as instalações.

A radiação solar na região da Campanha Gaúcha é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica. Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar indústrias e residências. “Na região da Campanha, temos em média 3.200 horas de sol durante o ano, uma energia que chega de forma gratuita, limpa, silenciosa e inesgotável”, conta o sócio-proprietário da Guatambu, Valter José Pötter. “Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano”, revela.

O principal objetivo do projeto de energia solar é fazer que o empreendimento seja gerador da sua própria energia, aproveitando a nova resolução normativa da ANEEL, a qual estabelece o sistema de compensação de energia elétrica no Brasil, possibilitando que os consumidores possam reduzir custos de eletricidade construindo seus próprios geradores com até 1MW de potência instalada, realizando uma compensação do que foi produzido e trocado com a rede de distribuição, abatendo mensalmente os valores na fatura de energia.

O investimento de R$ 1,5 milhões tem previsão de retorno em oito anos. Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a redução na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada. “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira, de energia e ganhos ecológicos”, afirma Pötter. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”. As placas também servirão como cobertura do estacionamento, na entrada da propriedade. Todos equipamentos foram importados de empresas da Itália e Alemanha.

O próximo passo é tornar o negócio vitivinícola pioneiro na utilização do Selo Solar. “É muito importante destacar nossa preocupação com o meio ambiente aos nossos clientes. Com o selo, ele terá a informação de que está consumindo um produto fabricado utilizando a energia limpa”, revela.

A sustentabilidade também é encontrada no fornecimento de água do local. Reservatórios foram construídos para captar água da chuva, que é utilizada para PPCI e irrigação dos jardins. Outra parte segue para estação de tratamento, construída dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, produzindo 500 litros de água potável por hora, que é utilizada para no complexo industrial e enoturístico. Nos vinhedos, também não poderia ser diferente: em 2014 a sócia-proprietária e enóloga da Guatambu, Gabriela Hermann Pötter implementou um projeto-piloto com uma técnica sustentável e ecológica no controle de doenças fúngicas, com a utilização de micro-organismos que combatem naturalmente os fungos sem o uso de químicos.


Vantagens da energia solar
  • Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;
  • Baixo impacto ambiental ;
  • Fornecimento de maiores quantidades de eletricidade nos momentos de maior demanda (ex.: o uso de condicionadores de ar e dos sistemas de refrigeração dos tanques e câmaras frias é maior no verão, quando há maior incidência solar e, consequentemente, maior geração elétrica fotovoltaica);
  • Rápida instalação, devido à sua grande modularidade e curtos prazos de montagem;
  • Energia limpa, sem resí­duos, em ruí­dos e sem CO²
  • Inesgotável;
  • Ilimitada.

Desvantagens
  • Investimento alto: em média R$ 7.500,00 / KWp;
  • Variações de produção conforme o clima e a luminosidade;
  • Retorno a médio prazo;
  • Placas com vida útil de aproximadamente 25 anos.

Cuidado: as lâmpadas inteligentes de sua casa podem ajudar a introduzir vírus nos seus aparelhos eletrônicos
Emerson F. Tormann16:33


Vírus podem ser usados para tomar controle de dispositivos usados nas casas. (Crédito: Reprodução)


A chamada “internet das coisas”, segundo seus proponentes, traz economia de energia, pode antecipar o que você deseja e até reduzir o congestionamento nas estradas. Mas um punhado de aparelhos conectados instalados em uma determinada área pode se tornar alvo irresistível para hackers. E pode permitir que eles espalhem códigos maliciosos pelo ar, como um vírus de gripe em um avião. Em um novo estudo, pesquisadores informaram ter descoberto uma falha na tecnologia comum em dispositivos domésticos inteligentes, como lâmpadas, tomadas, fechaduras, termostatos e muitos outros que fazem parte da “casa inteligente” do futuro. Os pesquisadores do Weizmann Institute of Science, perto de Tel-Aviv (Israel), e da Dalhousie University em Halifax, no Canadá, concentraram sua pesquisa na lâmpada inteligente Hue, fabricada pela Philips. Eles descobriram que a falha permite controlar o dispositivo a distância.

Pode não parecer tão importante. Mas imagine milhares, ou centenas de milhares de aparelhos conectados à internet muito próximos. Um vírus criado por hackers pode se espalhar como um germe pelos aparelhos. E não precisariam ter acesso direto aos dispositivos para infectá-los: os pesquisadores conseguiram disseminar um vírus em uma rede dentro de um prédio dirigindo um carro a 70 metros de distância.

Há apenas duas semanas hackers derrubaram parte da internet criando um enorme fluxo de tráfego que sobrecarregou os servidores de uma empresa chamada Dyn, que controla componentes-chave da internet. Especialistas em segurança afirmam que os hackers assumiram o controle de uma série de dispositivos, como câmeras de segurança. Uma fabricante chinesa reconheceu que senhas fracas em algumas das câmeras que ela fabrica foram em parte responsáveis pelo ataque.

Embora tenha sido a primeira vez que hackers atacam dispositivos da “internet das coisas”, a escala da investida contra a Dyn foi uma revelação de que ter mais dispositivos cotidianos conectados à rede vai trazer novos problemas. “Mesmo as melhores tecnologias de defesa não conterão um ataque como este”, disse Adi Shamir, especialista em criptografia e um dos autores do relatório.

Riscos.

Com aparelhos vulneráveis, os hackers podem promover ataques como o que atingiu a Dyn ou podem usar os aparelhos para roubar informação ou enviar spam. Os hackers podem também colocar uma luz estroboscópica em uma lâmpada conectada, com o objetivo de provocar um ataque epiléptico em uma pessoa.

A possibilidade já foi provada pelos pesquisadores. A cor e o brilho da lâmpada inteligente da Philips podem ser controlados a partir de um computador ou de um smartphone. Os pesquisadores mostraram que, ao comprometer uma simples lâmpada, é possível infectar um grande número de lâmpadas próximas em minutos.

Eles notificaram a Philips sobre a potencial vulnerabilidade, e a companhia pediu para não tornarem publica a pesquisa enquanto a falha não fosse corrigida. O problema foi solucionado, mas a empresa minimizou sua importância. “Avaliamos o impacto à segurança e o consideramos pequenos diante da proximidade das lâmpadas necessária para um ataque ocorrer”, disse Beth Brenner, porta-voz da Philips, em nota.

Fonte: O Sul

sábado, 5 de novembro de 2016

O que o síndico deve saber sobre o desligamento do sinal analógico de TV?
Emerson F. Tormann15:55

Imagine chegar em casa, depois da jornada de trabalho, ligar o televisor para assistir ao programa preferido e ver somente chuviscos na tela...


chuviscos na tela da TV analógica por falta de sinal

Pois essa situação hipotética tornar-se-á realidade em poucos dias aqui no DF e nas cidades goianas de Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás.

Desde o dia 15 de fevereiro deste ano foi determinado pelo Ministério das Comunicações que as emissoras teriam o sinal analógico desligados gradativamente, a começar pela cidade de Rio Verde (GO). A experiencia de Rio Verde deu ao MC uma medida do impacto que essa ação teria na sociedade e pode monitorar o comportamento dos telespectadores com a finalidade de ter maior tranquilidade no processo de transição do sinal de TV, que se estenderá até 2018.

A próxima localidade a ser contemplada com o desligamento do sinal analógico de TV será o Distrito Federal. A data marcada, que seria primeiramente em 3 de abril de 2016, foi adiada para 26 de outubro de 2016 e novamente protelada para o próximo dia 17 deste mês de novembro. Com isso, a Assosindicos DF e o SINTEC-DF estão preparando algumas ações de divulgação no mês do síndico que servirão para orientar todos os moradores de condomínios do DF e entorno.

O síndico será o agente de propagação dessa informação de caráter social e de utilidade pública pois é ele o representante da coletividade que vive nos condomínios. As orientações sobre o evento de proporção nacional servirão para respaldar o síndico no atendimento aos condôminos. Muitas pessoas ainda não sabem exatamente o que significa esse desligamento e por isso não estão dando a devida importância. Assim, ao receber a orientação de especialistas no assunto, o síndico poderá responder às dúvidas de todos.

Algumas questões mais complexas exigem conhecimento técnico e dessa forma é importante que o síndico receba o apoio dos técnicos filiados ao SINTEC-DF. Muitos prédios são dotados de sistema de antena coletiva e por isso mesmo o síndico será questionado quanto ao funcionamento adequado desses equipamentos. Alguns condomínios têm, inclusive, equipe de manutenção periódica para o sistema de antena coletiva. O que poderá ajudar o síndico mas não resolverá o problema de todos os moradores. Para que cada morador possa assistir aos programas habituais é necessário que possua um aparelho conversor de sinal digital ou um televisor que esteja preparado para receber o sinal digital de TV.

Naturalmente algumas pessoas, ao se depararem com a falta de imagem no televisor, procurarão os responsáveis pela manutenção do edifício para fazer a reclamação. Via de regra o primeiro a ser lembrado é o síndico e essa situação pode ocasionar conflito entre moradores e síndico devido à insatisfação de não ter os canais de TV habituais funcionando.

A preocupação da Assosindicos DF em parceria com o SINTEC-DF está em orientar as pessoas quanto ao funcionamento do sistema e a instalação adequada para cada condomínio. Os prédios nem sempre possuem sistema de antena coletiva. Em vista disso, a Assosindicos DF e SINTEC-DF estao disponibilizando em seus sites um cadastro para os síndicos de condomínios que se enquadram nessas características. A ideia é convidar aqueles que demonstrarem interesse em participar da palestra de orientação sobre a novidade. Já que o síndico é um excelente propagador de informações da comunidade.


Desligamento TV analogica - Condominios e antenas coletivas do DF
FOTO: Emerson Tormann


Possíveis problemas a serem enfrentados

  • Oportunismo: um evento de tamanha proporção causará uma espécie de "corrida do ouro" de profissionais de toda ordem com a intenção de obter dinheiro fácil instalando antenas e conversores. Portanto, cuidado! Exija dos profissionais a devida qualificação e certifique-se de que ele tem conhecimento para executar a tarefa com qualidade. Os antenistas, como são conhecidos, devem ter formação técnica em telecomunicações ou eletrônica e registro no Conselho de Engenharia - CREA-DF.
  • Segurança: a falta de sinal em decorrência do desligamento do sistema analógico de TV aumentará consideravelmente a demanda de contratação de serviço de instalação de antenas e conversores. Sendo assim, cabe ao síndico orientar os porteiros e condôminos quanto aos procedimentos de segurança para cada profissional que quiser adentrar ao condomínio para executar a tarefa. Ficará mais fácil eliminar os oportunistas verificando se possuem habilitação profissional ou registro no CREA-DF.
  • Qualidade: mesmo que pareça um tarefa fácil, a instalação de antenas e conversores seguem algumas regras. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT recomenda alguns procedimentos para a melhor prática nas instalações de antenas. Já o síndico deve ficar atento à norma NBR 16280 - Gestão de Reformas publicada em abril de 2014. A referida NBR, tem como objetivo regulamentar e ordenar todos os tipos de reformas em edificações, seja nas unidades individuais ou até mesmo nas áreas comuns, determinando procedimentos mais rígidos em todas as fases, antes, durante e depois das reformas, interferindo diretamente nos projetos, execuções e segurança.
  • Garantia: além da qualidade nos serviços, o sindico deve ficar atento a garantia dos equipamentos e da instalação. Os profissionais e/ou empresas responsáveis devem oferecer garantia da mão de obra que foi executada. O prazo pode variar, mas de acordo com o Art. 26 do código de defesa do consumidor, o cliente tem 30 dias para reclamar seus direitos em caso de inconformidades.
  • Conflitos: por maior que seja o alarde e o esforço em fazer chegar a informação às pessoas, nem sempre é possível atingir a todos. Sempre haverá os que nunca ouviram falar no assunto ou, se ouviram, não deram a devida importância achando que aquilo não os afetaria. Sendo assim, cabe ao síndico estar preparado para enfrentar o problema, contemporizando a situação junto ao condômino, fazendo com que o morador entenda, evitando a discussão, com argumentos claros e objetivos.

A Associação dos Síndicos de Condomínios Comerciais e Residenciais do Distrito Federal - Assosindicos DF e o Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio do Distrito Federal - SINTEC-DF convidam a população para participar dessa mobilização.  - "Os condomínios nem sempre possuem antenas e cabos adequados ao sistema digital de TV. A boa qualidade de som e imagem dependem de uma instalação bem feita, por profissional ou empresa habilitada, com produtos recomendados, garantia e nota fiscal. Só assim o síndico terá o conforto de assistir o melhor da TV digital sem a preocupação com interrupções." - Garante Emerson Tormann, Presidente da Assosindicos DF e Diretor Regional do SINTEC-DF.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Fórum RNP 2016 acontece no IFB de 8 a 10/11, com tema Ciência, Tecnologia e Inovação em Rede
Emerson F. Tormann22:09



A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) realizará, entre os dias 8 e 10/11, o Fórum RNP 2016. Realizado no Instituto Federal de Brasília (IFB), campus de Brasília, o evento tem como tema a “Ciência, Tecnologia e Inovação em Rede” e parceria do Conselho de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti).

Além da participação presencial, será possível acompanhar a edição deste ano de forma distribuída a partir do Rio de Janeiro, no auditório do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), e de Salvador, no auditório do Instituto de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“O Fórum RNP vai discutir os rumos do uso de tecnologia da informação e a colaboração para a ciência e a cultura e será ainda um momento de integração da comunidade científica brasileira para a construção de uma visão do futuro”, garante o diretor-adjunto de Relações Institucionais da RNP, Gorgonio Araújo.

Marco Civil da Internet

A evolução do Marco Civil da Internet será um dos assuntos problematizados no Fórum. Dois anos após ser sancionada a lei que regulamenta o uso da internet no Brasil, a neutralidade de rede segue dividindo opiniões entre os que oferecem os serviços e quem os utiliza.

Esse ponto defende que todo tipo de dado trafegado na internet seja tratado com igualdade, sem que haja limitação para clientes com demandas específicas (vídeos, downloads, uploads). ‘‘A não discriminação e o não cerceamento de conteúdos são fundamentais para preservar o ambiente de inovação na internet. Essa neutralidade traz a garantia de que nenhum modelo de negócio pode especificar o que trafega na internet’’, pondera coordenador-geral de Cooperação em Gestão do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Marcelo Mendes.

Para Mendes, as leis de uso da internet no Brasil são capazes de estabelecer a liberdade de expressão, a proteção da privacidade e a segurança aos dados pessoais. ‘‘Com esse novo padrão que possibilita uma grande e rápida expansão da internet, podemos partir com tranquilidade para discussões mais específicas sobre temas, como a priorização de serviços de emergência e o Projeto de Lei de Proteção de Dados’’, explicou.

Desafios da Computação Verde

Outro tema que está na pauta do evento é a Computação Verde, associada à eficiência energética, ao uso de recursos renováveis e não tóxicos, além da minimização dos resíduos gerados nos processos de produção. O palestrante convidado é João Carlos Redondo, diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e diretor de meio ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, a Computação Verde tem sido um diferencial competitivo para as instituições. “Sua prática proporciona uma economia a longo prazo, imprime uma imagem positiva perante à sociedade e ainda agrega valor na cultura organizacional da empresa”, defende.

O especialista afirma que a Computação Verde também já é uma realidade no setor público. A Lei 8.666, que estabelece normas gerais para as licitações, já permite a inclusão de aspectos socioambientais e sustentáveis na contratação de fornecedores de serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Segundo Redondo, 45% das compras no país nesse setor são feitas pelo governo e suas autarquias. “Por isso, é importante fortalecer e incorporar os princípios da Computação Verde também nos órgãos públicos. São práticas pautadas na eficiência e otimização de recursos a longo prazo”, reforça.

Governança e controle digital

Com o objetivo de compartilhar boas práticas em gestão pública, será realizada a palestra “Governança, talento e plataforma: os pilares da estratégia de controle digital do TCU”. Nela, o secretário de Gestão de Informações para Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Wesley Vaz, vai abordar a relevância do uso inteligente de informações e da infraestrutura em nuvem para o aprimoramento dos serviços e políticas públicas.

De acordo com o secretário, o espaço vai abrir um diálogo com gestores de instituições em que o Tribunal aparece como um case de boas práticas. “Se geralmente falamos na posição de órgão fiscalizador, dessa vez, vamos compartilhar a nossa experiência com o uso de novas ferramentas para a criação de uma estratégia eficiente na gestão pública”, destaca.

Visite forum.rnp.br e realize sua inscrição! Pelo hotsite, também será possível acessar os links da transmissão online e conferir a cobertura completa do evento.

Brasil prefere engavetar projetos a inovar pra valer
Emerson F. Tormann07:11

Temos profissionais para produzirmos em solo nacional TVs, celulares, carros, smartphones e tablets. Está faltando o quê?



Países que quiseram romper com a pobreza e o atraso investiram em educação e inovação. São exemplos disso a Noruega, Japão, Coréia do Sul dentre vários outros. Foi visando isso que surgiu o programa CI-Brasil. Esse programa teve como intuito gerir e qualificar brasileiros para tornar viável a criação de projetos em microeletrônica no país. Assim, surgiram as DHs (Design House) e os Centros de Treinamentos. A gestão desses centros coube a NSCAD com sede em Porto Alegre (RS) e ao Instituto Renato Archer, o CTI (Campinas-SP).

As DHs se espalharam pelo país, criando projetos para diversas áreas, incluindo TV Digital. A ideia era reduzir o saldo negativo na balança comercial do país, que historicamente é negativo no que tange a tecnologia. Estamos falando de bilhões de reais na balança, sobretudo em importações o que torna mais caro o produto e eleva a inflação.

Se no ponto máximo as DHs somavam pelo menos vinte e quatro instituições no país (2012), em 2016 foi o fundo do poço. Sem recursos, os centros de treinamentos estão sem turmas, DHs foram fechadas. O programa CI-Brasil acabou!

Na outra ponta da cadeia produtiva surgiu a CEITEC, com a finalidade de ser a fábrica dos circuitos integrados no país, representando um movimento tecnológico incrível. Mas desde seu início tem amargado prejuízos.

Qual o motivo por trás do fracasso desse projeto, se no mundo a área continua aquecida e rentável? Afinal, as Design Houses foram criadas e incentivadas para captar esses profissionais, a CEITEC foi criada e mesmo assim nosso mercado é dominado por asiáticos.

O motivo pelo qual hoje temos mais profissionais qualificados e sem perspectivas de atuação na área de especialização é simples: ficamos reféns da burocracia. Sem planos de carreiras, os salários se resumiram a bolsas pagas pelo CNPq.

Erramos ao deixar na mão do CNPq o desenvolvimento de uma cadeia tão complexa. O ministério e suas excessivas normas, regras e editais com prazos e questões fora do contexto global acabou sufocando e dizimando a área que poderia transformar a economia do país.

Um claro exemplo disso são os níveis implementados em forma de bolsas, em que a quantidade de anos na área significava um acréscimo, mas de quanto estamos falando? Estamos falando de um salário de R$3000,00 ou R$3500,00 para profissionais com cinco ou seis anos de experiência.

Fora do Brasil, um mesmo profissional ganha $70 mil (dólares anuais) o que convertendo em reais representa dez vezes o que recebem aqui os bolsistas no primeiro ano do programa.

Num primeiro momento essa bolsa representa uma oportunidade para se qualificar, visto que todo o conteúdo e prática se faz com ferramentas da Cadence, empresa americana líder na área. Depois da qualificação, que dura um ano, vem o mercado de trabalho e a inevitável comparação com outras áreas.

A realidade meus caros é que um recém formado ganha mais que R$2000,00. Um graduado em engenharia tem sua carteira assinada baseada num piso nacional, a CLT garante sua aposentadoria, as empresas oferecem ainda planos de saúde, vale transporte e vale alimentação, o que eleva a renda líquida do profissional.

Mas e os membros discentes do programa, o que ganharam? Ganharam bolsas e nada mais. Sem perspectiva de crescimento a fuga de profissionais cresceu. Crescendo a ponto de não ter mais interesse ou Design House.

A produção de uma DH é o Circuito Integrado, um CI em silício (produto para celulares, tablets, notebooks, etc), diferente da produção de um grupo de pesquisa em universidade, que até podem desenvolver algo assim, mas com a principalmente finalidade de gerar artigos ou trabalhos (dissertações e teses).

As DHs deveriam gerar produtos com alto valor agregado, tirando o Brasil do vergonhoso atraso tecnológico. Com o fim da SMDH, seus projetos entrarão para a história como sendo fruto de um grande trabalho feito por uma equipe de profissionais que agora se veem procurando uma oportunidade, para qualquer área, visto que a sua não existe mais.

O Brasil perde com essa migração profissional, perde em competitividade. A Coréia do Sul é o exemplo de como investir em tecnologia transforma a economia e qualidade de vida de uma nação, nós que já fomos várias vezes tido com o país do FUTURO, amargaremos mais uma vez o atraso.
Precisamos repensar em como gerir a pesquisa e inovação no país. Erramos, perdemos e a consequência será a falta de competitividade, uma balança comercial de exportação de minérios e grãos e importação de tecnologia.

Falam que o país precisa de um estado menor e mais eficiente. Que precisamos de uma indústria inovadora e competitiva. Fizeram uma PEC para limitar gastos, mas não fizeram o mais simples: deixar quem entende liderar a inovação.

Temos profissionais para produzirmos em solo nacional e com tecnologia nacional TVs, celulares, carros, smartphones, tablets. O que nos falta é a liberdade de produção. Deixar que um programa como esse fique a cargo do MCTI, CNPq e similares. Acham que produção é geração e publicação de artigos.

Produção é geração de produtos, patentes. Produtos para problemas nacionais, mercado temos, profissionais também, mas infelizmente temos um governo que desconhece o significação da tecnologia, inovação e ciência de verdade.

Agora ficaremos com os papéis, os artigos, as propostas de projetos. A China, a Índia, a Coréia do Sul e outros, esses ficarão com bilhões do nosso bolso. Com todo o nosso mercado. Não reclamemos então pelos altos preços pagos em equipamentos vindos desses países, nem da demora em chegarem aqui para venda.

O melhor seria voltar a idade média e vivermos sem luz ou internet, pois se nos mantivermos conectados seremos vítimas fáceis da comparação: o que temos aqui e o quem tem eles por lá? Quanto pagamos aqui e quanto eles pagam por lá? O que o governo deles elegem como prioridade e em que o nosso investe?

Fonte: DINO - Divulgador de Notícias

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Bandeira tarifária de energia elétrica será amarela em novembro
Emerson F. Tormann07:02

Mês a mês, bandeiras sinalizam o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores. Em novembro, esse custo será de R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos


Divulgação/Governo do Paraná


As bandeiras verde, amarela ou vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade

No mês de novembro, a bandeira tarifária de energia elétrica será amarela, com custo de R$ 1,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos. A mudança acontece após relatório do Programa Mensal de Operação (PMO) do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontar que a condição hidrológica está menos favorável.

Isso determinou o acionamento de térmica com Custo Variável Unitário (CVU) acima de R$ 211,28 e consequente impacto no custo marginal de operação (CMO) em todos os submercados.

As bandeiras tarifárias foram criadas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) com o objetivo de sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

O funcionamento é simples: as cores verde, amarela ou vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

Com as bandeiras, a conta de luz fica mais transparente e o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente.

A bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz: é uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

As bandeiras sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores. Não existe, portanto, um novo custo, mas um sinal de preço que sinaliza para o consumidor o custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia, dando a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.

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Fonte: Portal Brasil, com informações da Aneel