quarta-feira, 27 de abril de 2016

Eletrobras lança sistema para reduzir perdas na distribuiçãov
Emerson F. Tormann18:44




A Eletrobras inaugurou ontem um "centro de inteligência" com o objetivo zerar, até 2018, as perdas de R$ 500 milhões anuais com furto de energia em suas seis distribuidoras. A central de monitoramento é sediada em Brasília, onde os técnicos da estatal podem acompanhar, por meio de telões, o conjunto de dados colhidos automaticamente pelos medidores inteligentes que são conectados por redes de telecomunicações sem fio.

A dificuldade financeira das distribuidoras da Eletrobras é explicada, em boa parte, pelo registro recorrente de ligações clandestinas e pela baixa eficiência das redes elétricas, causada pela falta de investimento. Algumas áreas atendidas pelas empresas do grupo estatal, como a região de Manaus, têm até 32% de perdas.

Ao todo, a Eletrobras conta com seis distribuidoras que foram federalizadas na década de 1990 e exigiram investimentos pesados para operarem no azul. São concessionárias que atendem Estados das regiões Norte e Nordeste: Amazonas Energia, Eletroacre, Boa Vista Energia (RR), Ceal (AL), Cepisa (PI) e Ceron (RO). Todas elas integram um plano de venda de controle para empresas de capital privado.

O diretor Comercial das Distribuidoras Eletrobras, Luiz Armando Crestana, considera que o sistema de medição inteligente inaugura uma nova etapa da gestão dos ativos de distribuição da estatal. "O Centro de Inteligência da Medição pode ser considerado um sistema anti-fraude, mas vai funcionar, na verdade, como um mecanismo de proteção de receita", afirmou Crestana.

Nessa fase inicial, a Eletrobras mantém instalados 150 mil medidores eletrônicos, em uma área que representa 60% do consumo total das seis distribuidoras. Por enquanto, a prioridade é levar os medidores inteligentes aos grandes consumidores, como indústria e estabelecimentos comerciais de grande porte.

O diretor da Eletrobras explicou que mudanças abruptas no consumo, com indício de perda ou furto de energia, são percebidas pelos técnicos no mesmo instante.

O investimento no novo projeto de medição foi da ordem de R$ 260 milhões. Somente a sala de monitoramento custou R$ 15 milhões. O gasto com cada medidor foi de cerca de R$ 800.

Crestana explicou que todo recurso aplicado no projeto pode ser recuperado via tarifa de energia, pela rubrica de investimentos na eficiência da rede de distribuição. A instalação do sistema ficou a cargo da Siemens, que ganhou concorrência da estatal. Até março do próximo ano, a Eletrobras precisará validar todas as ferramentas eletrônicas. A partir daí, iniciará a fase de "operação assistida" em que a estatal assumirá a operação com apoio da empresa de tecnologia contratada pelo período de três anos.

O diretor da Eletrobras avalia que a tecnologia adotada permite a cobrança diferenciada, com base no horário de consumo, o que vem sendo estudado e deve ser implementado nos próximos anos.

Operação da Eletrobras flagra porto com ligação clandestina no AM

Fonte: Valor Econômico

Segmento de geração solar vai investir R$ 12,5 bilhões até 2018
Emerson F. Tormann18:38




O setor de geração de energia solar vai investir R$ 12,5 bilhões até 2018 na construção de 99 projetos contratados em leilões entre 2013 e 2015, de acordo com estimativas da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Segundo a entidade, somados, esses projetos têm 3,3 mil megawatts (MW) de capacidade instalada, quase o volume total da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, de 3,5 mil MW. A instituição calcula que a carteira atual de projetos em desenvolvimento possa gerar até 60 mil empregos.

"Investimentos na área de energia solar fotovoltaica podem ajudar sensivelmente o Brasil a gerar novos empregos de qualidade no momento em que o Brasil está de fato precisando de mais empregos", diz Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar.

A entidade espera que sejam contratados outros 2 mil MW de projetos de energia solar fotovoltaica nos dois leilões de energia de reserva previstos para este ano, em julho e outubro. Segundo Sauaia, a contratação desse montante de energia resultará em um volume de demanda por equipamentos que motivará a instalação de fabricantes de componentes de geração de energia solar no Brasil.

Segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já existem 20 equipamentos de energia solar credenciados na linha Finame, produzidos por 17 fabricantes. Desse total, cinco empresas são indústrias nacionais que produzem localmente painéis fotovoltaicos para geração solar, sendo que apenas uma delas tem capacidade para fornecer sistemas de grande porte, voltados para atender à demanda dos leilões. Os demais fornecem para projetos de menor porte, instalados em prédios e residências.

Segundo Sauaia, porém, há um gargalo para a fabricação de módulos fotovoltaicos no país, criado pela alta carga tributária. "Em alguns casos, o insumo produtivo no Brasil chega a custar 50% mais caro que no mercado internacional. E esse custo é unicamente causado por imposto", disse, propondo a criação de uma política industrial.

Questionado sobre o preço ideal para a energia solar nos próximos leilões, Sauaia não quis falar em números, mas disse que o governo tem acertado na definição dos preços-teto para as licitações. "Entendo que o governo deve manter um nível de preços realista, factível". Nos dois leilões do ano passado, os preços-teto foram de R$ 349 por megawatt-hora (MWh) e R$ 381/MWh. Nesses leilões, os preços médios negociados foram R$ 301,79/MWh e R$ 297,75/MWh, respectivamente.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 24 de abril de 2016

WEBINAR: 1ª Liga da Energia Solar
Emerson F. Tormann12:49

Participe da 1ª Liga da Energia Solar, o primeiro desse tipo e exclusivamente online sobre Energia Solar Fotovoltaica que acontecerá do dia 06 à 10 de junho de 2016.

O evento contará com palestras de especialistas das áreas acadêmica e empresarial, e vai te ajudar a conhecer sobre a Fotovoltaica e decidir se essa Solução é para você ou não.
E que tal conhecer uma oportunidade extraordinária, que pode mudar a vida das pessoas e que vai revolucionar o mercado de energia elétrica?


Para participar é muito simples, basta fazer seu cadastro (isso não leva nem 1 minuto) no link: http://www.ligasolar.com.br/


Lembrando que a Liga da Energia Solar é um evento 100% online e gratuito.

Agora com você, qual sua maior dúvida sobre geração de energia fotovoltaica?


WEBINARS: Grupo Policom transmite conhecimento técnico
Emerson F. Tormann12:02



Apenas no período de final de abril a junho, estão previstos seis eventos gratuitos


Compartilhar conhecimento técnicos de forma a fortalecer as empresas parceiras e os profissionais do setor, mantendo-os atualizados com as tecnologias de ponta em infraestrutura de rede de dados e CFTV IP é uma das metas do Grupo Policom - referência no mercado nacional de distribuição de produtos dos principais fabricantes do mercado, reconhecidos internacionalmente para Cabeamento Estruturado direcionados a aplicações de dados, voz, vídeo e controles prediais, e para CFTV IP.

A manutenção de dois centros de tecnologia – Policom Solution Center e Paris Cabos Solution Center – favorece o cumprimento dessa meta e, aproveitando a infraestrutura existente nesses espaços, onde todas as tecnologias comercializadas estão em funcionamento, o Grupo Policom promove webinars gratuitos para apresentação de soluções.

Ministrados pelo corpo técnico do Grupo Policom e de fabricantes reconhecidos pela qualidade e pelo investimento em Pesquisa e Desenvolvimento de tecnologias, esses seminários via internet trazem ainda informações comerciais, úteis para que os canais de integração viabilizem projetos e instalações.

No período de 26 de abril a 28 de junho, serão promovidos seis webinars, com temas focados em certificação de redes, gerenciamento de sistemas de CFTV IP e câmeras de videossegurança. Interativos, são sempre realizados às 10h com uma hora de duração.

Gratuitos e com inscrições na seção Eventos no site do Grupo Policom, os cursos agendados são:

26 de abril – 10 h – “Administrando Resultados de Certificação com LinkwareLive Fluke Networks” – Ministrado por Richard Landim – especialista em vendas de produtos para o mercado brasileiro, da Fluke Networks – é direcionado à apresentação dos benefícios desse serviço baseado em nuvem que permite o gerenciamento dos trabalhos de certificação a qualquer momento, em qualquer lugar, com qualquer pessoa em qualquer dispositivo, reduzindo os custos de projetos de cabeamento.
10 de maio - Gerenciadores de Segurança e Funcionalidades VideoXpert Pelco – Apresenta essa plataforma de gerenciamento da segurança da Pelco by Schneider Electric, que tem design intuitivo e apresentação fácil de navegar que sem esforço mostra o que é necessário, quando for necessário, permitindo aos profissionais de segurança tomar decisões rápidas e eficazes. O treinamento será apresentado por Luis Ceciliato, engenheiro de aplicação e produto da Schneider Electric
17 de maio - OptiFiber PRO, SmartLoop e novas diretrizes da TIA-568.3-D é o tema de um webinar ministrado por Richard Landim – especialista em vendas de produtos para o mercado brasileiro, da Fluke Networks. A TIA-568.3-D trata dos padrões dos componentes de cabeamento óptico.

24 de maio - O Valor das Câmeras Megapixel Avigilon System Design Tool 2 será ministrado por Eder Teixeira , gerente regional de vendas da Avigilon e apresenta essa ferramenta de design de sistemas de segurança e monitoramento em altíssima definição, que chega à segunda versão trazendo, como evolução, uma interface ainda mais intuitiva e dinâmica e um robusto sistema de integração de módulos e gestão.

7 de junho - Luis Ceciliato, engenheiro de aplicação e produtos da Schneider Electric, enfocará as
Câmeras Speed Dome Optera by Pelco, uma solução panorâmica que chega à versão IMM Series com SureVision™ 2.0 e oferece uma experiência Panomersive com percepção situacional perfeita, resultando em imagens panorâmicas únicas e sem emendas. 

O webinar objetiva apresentar os benefícios e diferenciais da câmera e dá orientações sobre como projetar e utilizar a tecnologia da Optera ao máximo, uma vez que a IMM Series também permite dar zoom para visualizar detalhes dentro de imagens imersivas múltiplas a partir de um sistema de gerenciamento de vídeo (VMS) e integra o vídeo de modo transparente em todos os sensores da câmera, oferecendo uma experiência de usuário perfeita, desde a configuração até a visualização.

28 de junho – Novas câmeras H4 Edge, da Avigilon, serão demonstradas por Eder Teixeira, gerente regional de vendas da Avigilon. Essa novidade combina imagens de alta definição, vídeo analítico inteligente, armazenamento de vídeo em rede e fornecida com o software de gerenciamento de vídeo Avigilon Control Center incorporado, disponibilizando uma solução de vigilância inteligente all-in-one.

Fonte: BrandPress

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Marco Antonio Martins Almeida é nomeado Ministro de Minas e Energia
Emerson F. Tormann14:42



Foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (22/4) a exoneração, a pedido, do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e a nomeação, como novo ministro, do engenheiro Marco Antonio Martins. O novo titular da pasta era, até então, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, do MME, cargo do qual foi exonerado.

Marco Antonio Martins Almeida nasceu em 14/01/1961, em Juiz de Fora (MG). Graduou-se em Engenharia Civil pela Universidade de Brasília (UnB), em 1983 e especializou-se em Engenharia do Petróleo no Centro de Ensino da Petrobras entre 1985 e 1986. Trabalhou na empresa João Fortes Engenharia e no Banco do Brasil. Em 1985 foi admitido na Petrobras, empresa com a qual mantém vínculo até os dias de hoje. Na Petrobras atuou basicamente na Bacia de Sergipe e Alagoas, nas áreas de produção terrestre e marítima de petróleo, além de ter sido responsável pelo planejamento regional do aproveitamento do gás natural.

Desde 1992 está cedido ao Governo Federal, onde trabalhou no Departamento Nacional de Combustíveis (DNC), na Agência Nacional de Petroleo (ANP) e no Ministério de Minas e Energia, desde 1999. No Ministério desempenhou diversas funções, como Secretário responsável pela área de Óleo, Gás e Renováveis em duas oportunidades, entre 2002 e 2003 e entre 2009 até 22 de abril de 2016.

Atuou ainda como coordenador do PAC de óleo e gás desde sua criação .

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BNDES já credenciou 17 fabricantes de equipamentos para energia solar
Emerson F. Tormann14:00


  • Banco fomenta formação de cadeia produtiva nacional para o setor
  • Total de equipamentos registrados chega a 20 e há ainda quatro fabricantes de painéis fotovoltaicos em processo de credenciamento

O Brasil se prepara para introduzir a fonte solar na sua matriz energética a partir da fabricação nacional de equipamentos e para, tanto, contará com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já tem 20 equipamentos de energia solar credenciados na linha Finame, produzidos por 17 fabricantes.

Desse total, cinco são indústrias nacionais que produzem localmente painéis fotovoltaicos para geração solar. Sete dedicam-se à fabricação de inversores. Duas estão voltadas à fabricação de “trackers” (equipamentos que permitem direcionar o painel fotovoltaico de forma a acompanhar o movimento do sol e melhor aproveitar a irradiação solar). Cinco são fornecedores de sistemas fotovoltaicos e um produz a chamada stringbox (caixa de conexão central).

No processo de credenciamento, o BNDES verifica se o fabricante cumpre as exigências de conteúdo nacional mínimo, pré-condição para que os equipamentos possam receber financiamento do Banco.

Dos cinco fabricantes de painéis solares já credenciados, um tem capacidade para fornecer sistemas de grande porte, voltados para atender à demanda dos leilões e de geração distribuída. Os outros quatro estão dedicados a sistemas de pequeno porte, como placas solares para instalação em residências ou em estabelecimentos comerciais.

Além disso, o BNDES está em processo de credenciamento de mais quatro fabricantes de painéis fotovoltaicos, sendo três empresas de origem estrangeira e uma brasileira. Uma vez instaladas suas unidades de produção, terão capacidade de produção de 1 gigawatt por ano, que é aproximadamente o que foi contratado em cada um dos leilões de energia solar já ocorridos no Brasil. Tratam-se de empresas de grande porte, e isso traz mais segurança para o setor, pois elas terão capacidade para atender projetos de leilão e de geração distribuída.

Há ainda fornecedores credenciados no Cartão BNDES, tanto de módulos fotovoltaicos quanto de outros componentes, como estruturas fixas de sustentação e inversores.

Para incentivar o setor, o Governo Federal já realizou três leilões para comprar energia solar: um em 2014 e dois em 2015. Outros dois leilões deverão ocorrer este ano.

O BNDES está preparado para apoiar os projetos de energia solar, provenientes de leilões ou geração distribuída. Já existem no Banco projetos em fase de consulta e enquadramento, e a estimativa é de que esse fluxo aumente ao longo de 2016.

A expectativa do BNDES é que a energia solar siga a mesma trajetória de sucesso da eólica, que já tem participação de 6% na matriz elétrica brasileira. Os desembolsos do Banco para o setor eólico deverão atingir este ano cerca de R$ 8 bilhões, com aumento de 15% na comparação com os R$ 6 bilhões de 2015.

Fonte: BNDES

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Fora da bolha de vidro
Emerson F. Tormann18:37


Membros da bizarra seita Weatherfield viviam uma vida muito reclusa na Casa Santa Hilda. Todos, à exceção do líder, eram proibidos de fazer qualquer contato com o mundo exterior e eram ensinados que a realidade era o mundo retratado nas telenovelas — os únicos programas de televisão aos quais tinham a permissão de assistir. Para os weatherfildianos, como eles eram conhecidos, A Regra do jogo, Avenida Brasil, Amor à Vida e Paraisópolis* não eram obras de ficção, mas documentários que mostravam a realidade. E como a maioria dos membros era nascida na comunidade, não era difícil manter a mentira.

Um dia, porém, o discípulo Kenneth, que sempre tinha sido um pouco rebelde, decidiu deixar a comunidade e visitar os lugares que tinha visto tantas vezes nas caixas altares. Claro que isso era terminantemente proibido. Mas Kenneth conseguiu escapar.

O que ele encontrou o deixou pasmo. O maior choque ocorreu quando conseguiu chegar à Paraisópolis e descobriu que ela nem ficava em Weatherfield, mas era um cenário nos estúdios Projac. 

Mas quando ele voltou escondido para casa e contou aos outros discípulos o que tinha descoberto, foi considerado um lunático.

– Você nunca deveria ter partido — disseram a ele. — Não é seguro lá fora. Sua mente prega peças em você! 

Depois disso, eles o expulsaram da comunidade e o proibiram de voltar. 

Fonte: A alegoria da caverna em A República, de Platão (360 a.C.) 
*Novelas populares no Brasil. 

A história dos weatherfildianos é sem dúvida uma alegoria. Mas o que representam seus vários elementos? 

Há muitas maneiras de traduzir a parábola. Alguns afirmam que o mundo da experiência comum é uma ilusão, e que as portas para o mundo real são abertas por drogas ou práticas sagradas de meditação. As pessoas que afirmam terem visto a verdade dessa maneira normalmente são consideradas drogadas ou malucas; mas elas acham que nós somos os tolos, aprisionados como estamos no mundo limitado das experiências dos sentidos. 

De forma mais prosaica, os weatherfieldianos da vida real são aqueles que não questionam aquilo que dizem a eles, e simplesmente aceitam como realidade tudo o que a vida lhes apresenta. Podem não acreditar literalmente que as novelas são verdade, mas aceitam sem criticar a sabedoria recebida. O que isso é exatamente depende de corno eles foram socializados. Então, por exemplo, algumas pessoas acham loucura acreditar que o presidente dos Estados Unidos pode ser culpado de terrorismo, Outros acreditam que é uma loucura igual afirmar que, na verdade, ele e um cara muito inteligente. 

Isso levanta a questão de qual é a contrapartida do mundo para a Casa Santa Hilda. Geralmente, nós não nos isolamos com tijolos e argamassa, mas confinamos os limites de nossas experiências de maneiras bem mais sutis. Se em toda a sua vida você leu apenas um jornal, está limitando radicalmente o espaço intelectual em que habita. Se só discute política com pessoas que compartilhem de suas opiniões gerais, está erguendo outra cerca metafórica ao redor de seu próprio mundinho. Se você nunca tentou ver o mundo sob outro ponto de vista, está se recusando a olhar além dos muros do mundinho confortável que construiu para si mesmo. 

Talvez a maior dificuldade que encaremos nesse aspecto é identificar o Kenneth entre nós. Como diferenciar os tolos iludidos que têm visões de mundo loucas dos que realmente descobriram uma dimensão oculta da vida que nos passou despercebida? Não podemos dar o beneficio da dúvida a todos os que acreditam ter descoberto verdades escondidas, eles não podem estar todos certos. Mas se os rejeitarmos muito rapidamente, corremos o risco de ser como os tolos e ingênuos weatherfieldianos, condenados a aceitar uma vida de ilusão em vez de uma vida de realidade.

- Trecho do livro "O PORCO FILÓSOFO" de Julian Baginni -

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

O sol raiou no Reino Unido
Emerson F. Tormann15:13


As usinas solares do Reino Unido conseguiram este mês, pela primeira vez na história, produzir mais eletricidade do que o carvão ao longo de 24 horas. O feito ocorreu no dia 9 de abril, quando a energia solar gerada foi de 29 GWh, um pouco mais do que os 21 GWh produzidos a partir do carvão. Aliás, o uso deste combustível fóssil no Reino Unido está caindo desde 2012, sendo que no ano passado, a geração de carvão chegou ao seu nível mais baixo desde a década de 1950.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

Tractebel faz aquisição em energia solar no País
Emerson F. Tormann12:30


A Tractebel, controlada pelo grupo francês Engie, anunciou ontem a aquisição de 50% do capital social da Brasil Energia Solar, em um movimento que marca a entrada da companhia no mercado brasileiro de geração de energia solar em instalações de pequeno porte. A empresa integra o Grupo Araxá, umdos líderes no mercado brasileiro de geração solar distribuída. O investimento na companhia, que passará a ser chamar Engie Solar, pode chegar a até R$ 24,3 milhões, de acordo com a Tractebel.

Expansão da atuação

A Araxá tem sede em Florianópolis e um escritório no Rio de Janeiro, e a ideia da Tractebel é expandir essa atuação, com foco inicialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, por questões de logística e demanda.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que no ano passado ampliou incentivos regulatórios para consumidores que investem em pequenas instalações de geração de energia, acredita que ao menos 1 milhão de unidades consumidoras adotarão essa tecnologia até 2024, o que representaria 4,5 gigawatts em potência instalada.

"Isso ainda está muito incipiente no Brasil, há em torno de mil projetos hoje. Comparado com Alemanha, China, isso não é nada, e somos um país tropical, que tem muito sol, principalmente no Nordeste. É inevitável crescer, e a gente não quer ficar de fora, queremos ser pioneiros", afirmou Zaroni.

Em novembro passado, a Tractebel fez o primeiro investimento em energia solar no Brasil, ao comercializar antecipadamente em leilão do governo federal a produção de uma usina de 30 megawatts a ser construída no Rio Grande do Norte.

O investimento estimado nessa usina, com geração prevista para a partir de novembro de 2018, é de R$ 220 milhões.

Segundo Zaroni, a companhia possui projetos já prontos para avançar no segmento solar ao longo dos próximos anos, incluindo usinas que aproveitariam o terreno de parques eólicos da Tractebel na Bahia. "Assim já aproveitamos a infraestrutura", disse.

Fonte: O Estado de S. Paulo / Jornal do Commercio

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Consumo nacional de energia cresce em abril puxado pelo mercado cativo
Emerson F. Tormann17:54

CCEE registrou crescimento de 13,2% no consumo do ACR nos primeiros 12 dias do mês, puxado pelas altas temperaturas




O consumo nacional de energia elétrica voltou a apresentar resultado positivo, segundo boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica divulgado nesta quinta-feira, 14 de abril. Entre os dias 1º e 12 do mês foram consumidos 63.594 MW médios, o que representa um aumento de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ou 5.458 MW médios a mais.

Houve aumento de 13,2% no consumo do mercado cativo, puxado principalmente pela elevação da temperatura na região Sudeste. Por outro lado, seguindo a tendência da economia, o mercado livre registrou retração de 2,1% no consumo de energia, mesmo com o aumento no número de clientes migrando para o ACL. A retração foi puxada pelos ramos de extração de minerais metálicos (-22,7%), químicos (-9%) e minerais não metálicos (-8,1%).

Ainda dentro do período medido, a CCEE verificou crescimento de 9,4% da geração de energia do país na comparação com os primeiros 12 dias de abril de 2015. A análise de desempenho da geração indica a entrega de 66.263 MW médios ao Sistema Interligado Nacional.

Destaque para o crescimento de 110% na produção das usinas eólicas, com 2.529 MW médios, frente aos 1.204 MW médios gerados em abril do ano passado. A performance das usinas hidráulicas, incluindo as pequenas centrais hidrelétricas, cresceu cerca de 21% no período. O montante de 51.923 MW médios produzidos pela fonte representam 78,3% de toda energia gerada no país, índice 7,6 pontos percentuais superior ao registrado em 2015.

O boletim da CCEE também apresenta estimativa de que as hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a terceira semana de abril, o equivalente a 101,1% de suas garantias físicas, ou 51.647 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 102,1%.

FONTE: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Operação e Manutenção

terça-feira, 12 de abril de 2016

Sem desperdício
Emerson F. Tormann15:57

Foto: Carlos Kilian


Os investimentos em eficiência energética devem aumentar em breve no País. Foi aprovado um projeto de lei esta semana no Senado com este objetivo e logo seguirá para sanção presidencial. O passo seguinte é a criação de um comitê gestor para as ações a serem tomadas e a previsão é que R$ 100 milhões anuais sejam destinados ao Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). Ou seja, cerca de 20% dos recursos das distribuidoras de energia para pesquisa e desenvolvimento e para eficiência energética.


Fonte: Jornal do Commercio

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Usinas pedem mais prazo
Emerson F. Tormann18:32

Investidores pedem adiamento da data de entrada em operação de seus empreendimentos, sob alegação de alta do custo do dólar ante o real e do não desenvolvimento de uma cadeia produtiva de placas no País




Um grupo de seis investidores brasileiros e estrangeiros se juntou para pedir o adiamento da data de entrada em operação de seus empreendimentos de energia solar, cuja produção foi vendida antecipadamente em um leilão realizado em 2014, apontam documentos aos quais a Reuters teve acesso.

As companhias, que incluem nomes como Canadian Solar, Grupo Cobra, Fotowatio e Renova Energia, representam 690 megawatts em capacidade instalada, ou 77,5% do total viabilizado no certame, o primeiro dedicado a contratar usinas fotovoltaicas em escala comercial no Brasil.

O pleito, apresentado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), é de adiamento por dois anos na data de entrada em operação e consequente elevação em dois anos no prazo de concessão dos empreendimentos. O pedido confirma reportagem da Reuters do fim de março, quando especialistas adiantaram que havia intenção de investidores em postergar os empreendimentos ou mexer nos contratos.

As empresas alegam que houve explosão no custo do dólar ante o real, ao mesmo tempo em que não se desenvolveu uma cadeia produtiva local de placas solares, o que dificulta a aquisição de equipamentos para os projetos a custos viáveis.

O leilão solar, em outubro de 2014, teve forte competição e fechou contratos com 31 usinas com quase 900 megawatts em capacidade instalada. Os projetos, com investimentos estimados em R$ 7 bilhões, têm entrega de energia agendada para 2017.

"A manutenção dos programas de investimento em consonância com os cronogramas de implantação e início do suprimento os torna praticamente inviáveis, diante dos altíssimos custos a que teriam de se sujeitar", afirmaram as empresas em uma primeira carta, de fevereiro. Em março, a Renova juntou-se ao grupo, com o envio de uma segunda correspondência ao regulador.

O grupo de investidores alega que houve "drástica mudança do cenário macroeconômico global e do cenário político brasileiro ao longo do ano de 2015, com reflexos diretos à viabilidade de implantação e sustentabilidade dos projetos".

A única empresa vencedora do certame que não consta do pleito é a italiana Enel Green Power, que inclusive já iniciou a implementação de usinas na Bahia. "O projeto solar está atualmente em construção, em linha com o cronograma. O projeto será financiado através de fontes próprias do Grupo Enel Green Power", informou a companhia em nota.

Procurados, Canadian Solar, Grupo Cobra e Fotowatio não responderam imediatamente. Já a Renova Energia informou que não iria se pronunciar sobre o assunto no momento.

Após o leilão de 2014, o governo realizou mais uma licitação voltada à energia solar no ano passado. Outro certame para contratação de usinas solares está agendado para julho, com o objetivo de contratar usinas para iniciar a geração em 2018.

Em março, um representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou que o Brasil deve atrair até o fim do ano três empresas interessadas em montar localmente painéis para a geração de energia solar fotovoltaica, com dois investidores chineses e uma grande empresa brasileira, como forma de expandir a cadeia nacional de fornecedores.

Além dessas empresas, existem cinco fabricantes de painéis solares credenciados para vender equipamentos financiados pelo BNDES, mas são todas empresas nacionais, voltadas principalmente a fornecer sistemas de pequeno porte, como placas solares para instalação em telhados de residências ou comércio.

Fonte? Jornal do Commercio (RJ)
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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Incubadora da UFG cria capacete com detector de eletricidade
Emerson F. Tormann15:51

Dispositivo de segurança tem funcionalidade garantida como instrumento de segurança permanente para trabalhadores do setor elétrico


O alto índice de acidentes graves no setor elétrico brasileiro motivou projeto para desenvolvimento de um capacete com sensor para detecção de tensão elétrica, que sinaliza com um alarme a presença de redes de baixa, média e alta tensão, em atividade. O equipamento de segurança resulta de projeto estabelecido há mais de um ano no Centro de Empreendimentos e Incubação (Proine) da Universidade Federal de Goiás (UFG) e recebeu o nome de “Capacete Detector de Tensão por Campo ou Aproximação”.

O objetivo é contribuir com a segurança permanente dos trabalhadores da área, expostos a graves acidentes que podem resultar em queimaduras, amputações e óbitos. Assim, sairiam da zona de risco para uma zona controlada ou zona livre de riscos, explica o engenheiro eletricista e de segurança do trabalho, idealizador da invenção, Anderson Cereza, que desenvolveu o equipamento de segurança juntamente com o estudante de Engenharia Elétrica da UFG, Pedro Schaitl Souza.

De acordo com Souza, que projetou, executou e programou o dispositivo, “os detectores tradicionais tem de 20 a 25 componentes eletrônicos e que esse tem nove, além da vantagem de ser micro processado, ou seja, oferece toda a lógica operacional para garantir a segurança do trabalhador da área”. De tamanho aproximado a um sabonete retangular, o custo do dispositivo é em torno de R$20,00.

Em 2015, testes de campo foram feitos, com sucesso, junto a equipes da Celg, em Goiânia, em rede de média tensão. Comprovada a sua funcionalidade, o dispositivo passa agora por testes exigidos pela legislação e por aperfeiçoamento, a fim de reduzir ainda mais o seu tamanho, para torná-lo comercializável. A equipe aguarda a chegada de um aparelho programador de micros controladores de tamanho reduzido, que possibilitará a criação de um chip.

Cinco milhões de usuários

O próximo passo é a realização de novos testes em diferentes regiões do país. De acordo com os criadores do Capacete Detector de Tensão, há um mercado estimado de cinco milhões de pessoas para o produto, entre trabalhadores das companhias de transmissão, fábrica, indústria e autônomos. Ao estudar as causas dos acidentes, Cereza verificou que os maiores erros residem na manobra, na comunicação e na autoconfiança excessiva, no entanto, explica que, independentemente dessas falhas, como eletricidade não se vê, ela só pode ser detectada com segurança por meio de aparelhos.



Pedro Schaitl Souza é aluno do curso de Engenharia Elétrica e
Anderson Cereza, engenheiro eletricista


terça-feira, 5 de abril de 2016

A Primeira Smart City Social do País
Emerson F. Tormann10:47

No Ceará, a primeira cidade inteligente para população de baixa renda





Em Croatá, distrito do município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, está sendo construída a primeira smart city social do país, uma cidade inteligente que atenderá área com forte déficit habitacional e de outros serviços. Será o primeiro protótipo real de uma cidade inteligente para população de baixa renda. Lotes residenciais custam a partir de R$ 24.300,00, que podem ser pagos em 120 vezes, corrigidos pelo INCC e, após a entrega, pelo IGPM.

A nova cidade se chama Croatá Laguna Ecopark e é uma iniciativa conjunta de duas organizações italianas, Planeta Idea e SocialFare - Centro para Inovação Social, com a StarTAU, Centro de Empreendedorismo da Universidade de Tel Aviv, que compartilham esforços para gerar impacto social e tecnológico.

Conhecedores da posição de Israel como líder nos setores de alta tecnologia, os italianos buscaram este mês em Tel Aviv startups e tecnologias altamente inovadoras que vão forjar o futuro das cidades inteligentes no Brasil.

As três empresas israelenses que participarão oferecerão, fabricante de radares para segurança, sistema que controla a irrigação com base na previsão do tempo, economizando até 50% de água e uma plataforma em nuvem que fornece mapas em 3D, permitindo planejamento e gerenciamento eficientes das cidades.

Em vez de morar em um bairro anônimo do subúrbio, o habitante estará imerso num sistema social integrado, com sinal wi-fi liberado, aplicativos específicos para serviços de transporte alternativo, compartilhamento de bicicletas e motos, pagamentos via smartphone, além de reaproveitamento das águas residuais, controle computadorizado da iluminação pública e praças dotadas de equipamentos esportivos que geram energia.

A tecnologia também oferecerá ajuda para desenvolver programas sociais, como cursos de prevenção médica, nutrição, alfabetização digital e hortas compartilhadas.

A ideia da smart city social insere-se em um contexto internacional que identifica, sobretudo nos países emergentes, dois fenômenos: 1) os fluxos migratórios dos campos levarão a população que vive nas cidades dos atuais 50% a um percentual de 80% nos próximos 25 anos; 2) 27% da população mundial têm menos de 15 anos. Isso quer dizer que, nos próximos anos, essas pessoas entrarão para o mercado de trabalho e precisarão de casas e serviços. ?Essa tipologia de cidade nasce para gerir de forma ordenada tais fluxos com serviços inovadores?, disse Gianni Savio, diretor geral da Planet Idea, à revista Comunità Italiana.

A previsão é concluir a primeira fase dos trabalhos em 2016, constituída por 150 casas e toda a infraestrutura. O projeto deve ficar pronto no final de 2017. Croatá faz parte de uma região valorizada por causa do crescimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que está destinado a se tornar, até 2025, o segundo porto em movimentação de cargas, depois do Porto de Santos.

Os seis pilares da smart city social são: planejamento urbano e organização, arquitetura além das regras tradicionais da habitação social, tecnologia dedicada, mobilidade inteligente, vida comunitária, energia limpa.

Fonte: gbcbrasil

Homens de Preto vs. Brasil Solar
Emerson F. Tormann10:37

Greenpeace Brasil lança animação sobre as burocracias enfrentadas pela energia solar, e como podemos vencê-las



Era uma vez um país que, para gerar eletricidade, dependia de hidrelétricas e termelétricas. Uma destruía florestas e a outra, liberava grandes quantidades de gases poluentes e de efeito estufa. De tanto depender apenas dessas fontes, um dia, esse país apagou. Não tinha mais água nos reservatórios. Os combustíveis fósseis já estavam muito caros. E agora, cadê a luz?

Bem acima de cada nariz existia uma solução, que era ignorada: o sol, bem ali, brilhando e emitindo raios que poderiam ser convertidos em energia, bastasse que as pessoas tivessem em seus telhados placas fotovoltaicas.

Parecia um caminho fácil. Só que ninguém contava com os homens de preto: eles traziam as burocracias, a falta de vontade do governo e a oposição das distribuidoras de energia. Essas empresas faziam de tudo para não deixar os consumidores gerarem sua própria energia, com medo de perder seus altos lucros.

Essa história parece distante? Há algo muito parecido acontecendo no Brasil. Apesar de ser um dos países com alta incidência de luz do sol e maior potencial para transformá-lo em energia, apenas 0,02% da nossa matriz elétrica é solar. Enquanto isso, nossa conta de luz não para de subir porque a eletricidade que chega em nossas casas tem custado cada vez mais – pro nosso bolso e pra saúde do meio ambiente.

Para aumentar a adesão à fonte solar existem alguns caminhos: menos impostos sobre as placas solares; menores tarifas das contas de luz; liberdade para que o trabalhador possa usar o FGTS para comprar um sistema fotovoltaico; ou se os bancos tivessem linhas de financiamento especiais para quem vai se tornar um microgerador.

No final no ano passado, foi aprovada a Resolução Normativa 687, que favorece a micro e minigeração solar. Só que agora, as distribuidoras de energia estão tentando reduzir os incentivos trazidos pela resolução. Ou seja, estão pondo mais uma pedra no caminho da população rumo à sua autonomia de eletricidade.

Esse vídeo abaixo conta essa história. E mostra como podemos combater os homens de preto e, assim, termos um final feliz. Assista e se junte ao Greenpeace Brasil nessa luta!

Ah! A história não termina aqui! Tem um segundo capítulo chegando em breve.