sexta-feira, 31 de julho de 2015

Emerson Tormann é convidado do programa Fala Síndico da Rádio Federal
Emerson F. Tormann17:00

Programa FALA SÍNDICO NA SUA RÁDIO FEDERAL

O programa “FALA SÍNDICO”, toda quinta-feira, das 18h às 19h30, é apresentado pelo jornalista, corretor, administrador e síndico Paulo Roberto Melo. Muita descontração e entrevistas com personalidades condominiais e debates sobre o trabalho de síndicos, gestão condominial, legislação condominial, manutenção condominial, responsabilidade social e politica.



CONVIDADOS FALA SÍNDICO 23/07/2015

1. ELIÉTE OLIVEIRA
SÍNDICA TOTAL VILLE QUADRA104

2. ALBERTO YANO
CONDOMÍNIO SAINT TROPEZ

3. ÁLVARO AGUIAR
ENGENEHIRO AGRÔNOMO

4. EMERSON TORMANN
GESTOR DE INSPEÇÃO CONDOMINIAL

5. MARCOS PAULO AMORIM
GESTOR DE PROJETOS DE INDIVIDUALIZAÇÃO

6. LUIZ LESSE
PRESIDENTE DO SICOOB

PAUTA DO DIA 23/07/2015
  • Ser síndico de condomínio MINHA CASA MINHA VIDA;
  • Visão de condômino do síndico e suas ações;
  • Jardinagem e manutenção de jardins
  • Inspeção elétrica de condomínios;
  • A importância da individualização de hidrômetros;
  • Serviços bancários para condomínios.
Ouça um trecho da conversa que foi ao ar no dia 23/07 em que o especialista alerta para a importância de proteger os trabalhadores e moradores de condomínios instalando o dispositivo DR nos quadros de distribuição geral de energia elétrica:



Emerson F. Tormann participa do programa fala síndico da rádio federal Emerson F. Tormann participa do programa fala síndico da rádio federal


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Ouça os programas anteriores em

Aumenta o número de acidentes provocados por choques elétricos
Emerson F. Tormann15:14

Maioria dos acidentes acontece dentro de casa.
No ano passado, 627 pessoas morreram.

Clique na imagem e assista ao vídeo
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Não para de crescer no Brasil o número de acidentes provocados por choques elétricos. A maioria deles acontece dentro de casa. Existe uma série de medidas de segurança que precisam ser seguidas à risca e há dispositivos que são obrigatórios.

A maior parte dos acidentes acontece dentro de casa. Há dois meses, no agreste de Pernambuco, uma mulher de 43 anos estava lavando a cozinha e morreu porque levou um choque no fogão, que estava ligado na tomada por um adaptador e não tinha aterramento.

Nesta semana, em Belo Horizonte, uma menina de 13 anos morreu no prédio onde morava. Ela estava abrindo o portão para levar o lixo para fora do prédio. Se apoiou para abrir o portão eletrônico em um interruptor levou um choque e teve uma parada cardiorrespiratória.

Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os perigos da eletricidade, o número de mortes por choques elétricos aumentou no país. No ano passado, 627 pessoas morreram- um aumento de 17% em relação a 2013. As regiões onde se concentram os maiores números de mortes são as regiões Nordeste, com 266 mortes e a região Sudeste, com 123.

Para evitar acidentes é importante fazer a manutenção da rede elétrica a cada dois anos, verificar se os fios estão bem isolados, tampar tomadas com protetores, nunca ajustar a temperatura do chuveiro elétrico quando estiver ligado e não usar chapinha e secador no banheiro.

A instalação de dispositivos de proteção nas casas é obrigatória pela a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O nome da peça que pode salvar vidas é diferencial residual, chamada popularmente de DR. A peça é instalada no quadro de luz. Quando há algum vazamento de energia na casa ou apartamento, a peça corta na hora toda a eletricidade.

O fio-terra tem um condutor de cobre e também tem a função de proteger. “A eletricidade vaza e ela vê dois caminhos para percorrer. Um é o corpo da pessoa outro é o fio de cobre. Como o fio de cobre é um caminho um milhão de vezes mais fácil para a eletricidade percorrer do que o corpo, ela vai para o fio e não para corpo e com isso protege a pessoa do choque”, diz o consultor da Casa Segura, Hilton Moreno.

Veja no JH: Mais de 620 pessoas morrem por choque elétrico em 2014

Fonte: G1

Companhia Energética do RN oferece bônus para substituição de ar-condicionado
Emerson F. Tormann11:08

Troca Econômica foi lançado nesta quarta (29). Bônus são de até R$ 585. Consumidor tem direito a trocar dois equipamentos usados


A COSERN (Companhia Energética do Rio Grande do Norte) lançou essa semana um projeto que dará bônus aos consumidores que trocarem seus aparelhos de ar condicionado, entre outros eletrodomésticos.

Cada consumidor poderá substituir dois equipamentos. O benefício varia de R$285 a R$585, de acordo com o eletrodoméstico. Para quem trocar o ar-condicionado, a redução será de 23% e o bônus será entregue durante ou após a aquisição do novo aparelho, que deverá ter igual ou menos capacidade, de acordo com o Selo Procel.

Como funciona o programa Troca Econômica Cosern e como o benefício é concedido
Para ter acesso ao benefício o consumidor deve procurar a loja do projeto após a compra do equipamento que deve ter o Selo Procel de Economia de Energia e apresentar a nota fiscal para a inscrição. As lojas estão localizadas no Shopping Midway Mall e no Natal Norte Shopping.

Após a inscrição, será entregue ao consumidor um cartão de débito, que será carregado com o valor do bônus em até 15 dias úteis após o recolhimento do equipamento antigo por parte da empresa. E o bônus poderá ser utilizado como débito pelo cliente em qualquer estabelecimento comercial. Porém, a nota fiscal tem validade de 30 dias, a partir da data de emissão.
Outra alternativa é ir a uma das lojas credenciadas do programa, se inscrever e adquirir o produto com o desconto no ato da compra. Nesse caso, a própria loja ficará responsável pelo recolhimento do aparelho antigo, quando for entregar o novo. As lojas credenciadas são a Insinuante, de Natal ou Mossoró e a Centraltec de Natal.

Quais os critérios para participar do programa
-Ter mais de 18 anos;
-Apresentar conta de energia elétrica classificada como residencial ou residencial baixa renda;
-Possuir fornecimento de energia regular;
-Apresentar identidade e CPF do titular da conta ou do representante do consumidor com apresentação de autorização por escrito (necessário apresentar a cópia da identidade do titular para conferir a assinatura e cópia do CPF;
-Estar adimplente com a Cosern (podendo quitar os débitos para participar do projeto);
-Apresentar a Nota Fiscal do equipamento comprado com Selo Procel de Energia (para lavadora de roupas de 8 kg e 11kg, será aceita a etiqueta do Inmetro, categoria A);
-Ter média mensal dos três maiores consumos de energia dos últimos 12 meses igual ou maior que 80 kWh/mês;
-Ter equipamento antigo, de igual ou maior capacidade que o equipamento novo, para entregar à Cosern para reciclagem;
-Não ter adquirido equipamento similar com subsídio (compra/doação) de outro projeto de eficiência energética da concessionária nos últimos oito anos.


Benefícios
A Cosern informa que o consumidor pode ter acesso aos benefícios de duas formas. Uma delas é procurar a loja do projeto após a compra do eletrodoméstico com Selo Procel de Economia de Energia. Os espaços ficam no piso 3 Shopping Midway Mall, e no quiosque instalado no Natal Norte Shopping. A nota fiscal da compra do equipamento deve ser apresentada para inscrição.

Vale destacar que, para o projeto, a nota fiscal tem validade de 30 dias, a partir da data da sua emissão. Lá, após efetuar a inscrição, o consumidor receberá um cartão de débito que será carregado com o valor do bônus, em até 15 dias úteis após o recolhimento do equipamento antigo por parte da empresa. O valor do bônus poderá ser utilizado como débito pelo cliente em qualquer estabelecimento comercial.

A segunda alternativa é ir até uma das lojas credenciadas do Troca Econômica Cosern – Insinuante (Natal e Mossoró) ou Centraltec (Natal) - para se inscrever e adquirir o desconto no ato da compra do equipamento novo. Nesse caso, o valor do bônus será descontado no pagamento à loja, que ficará responsável pelo recolhimento do equipamento antigo no momento da entrega do equipamento novo.

É importante destacar que, para ter direito ao bônus, é preciso que os eletrodomésticos adquiridos sejam certificados pelo Selo Procel, à exceção da lavadora de roupas de 8 kg e 11 kg. No caso de lavadoras de roupas de 8 kg e 11 kg, será aceita a etiqueta Inmetro A.

Fonte: G1 / WebArCondicionado

BÔNUS: Projeto da Celpe oferece incentivo para quem quer trocar de eletrodomésticos
Emerson F. Tormann10:59

Bônus de R$300 a R$600 serão ofertados para a substituição dos aparelhos


No intuito de incentivar a redução do consumo, a Companhia Energética de Pernambuco – Celpe, empresa do Grupo Neoenergia, dará bônus aos consumidores interessados em trocar equipamentos eletrônicos antigos que consomem energia acima do esperado.

O projeto Troca Econômica Celpe começa no dia 31 e vai até o limite de bônus chegar ao fim. A ação dará bônus para a aquisição de produtos eletrônicos novos que tenham o selo Procel ou do Inmetro e a Celpe irá recolher o eletrônico antigo para o descarte ambientalmente correto.

Os bônus variam de R$ 300 a R$ 600 reais e serão voltados para itens como geladeira, freezer e ar-condicionado darão gratificações diferentes ao consumidor, dependendo do ganho de eficiência energética por produto.

O projeto vai funcionar em lojas credenciadas no programa e em um quiosque no Shopping Riomar. Nas lojas, os clientes poderão comprar o novo produto, ganhar o bônus e ao receber o novo item em casa, terá o antigo recolhido.

Já no quiosque, será necessário levar nota fiscal da compra (que poderá ser efetivada em qualquer loja ou ainda na internet), conta da Celpe paga e RG. Caso não seja titular, é necessário apresentar o RG e uma declaração escrita e assinada pelo mesmo.

Ferreira Costa, Insinuante do Centro, Prazeres e Paulista e a Centraltec de Afogados estão entre as lojas credenciadas.

Fonte: Millena Araújo, da Folha de Pernambuco

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Geração Distribuída: uma alternativa à crise energética - Artigo
Emerson F. Tormann16:09

crise energética

No atual cenário de crise no setor energético, uma alternativa até agora pouco explorada por consumidores de energia elétrica e agentes do setor elétrico, e que se encontra regulamentada e plenamente viabilizada no ordenamento jurídico brasileiro, é a denominada geração distribuída (GD). Este artigo tem como objetivo explicar, em linhas gerais, esta alternativa.

A crise energética

Como amplamente noticiado na imprensa brasileira e até internacional, o Brasil vem enfrentando significativa e inequívoca crise em seu setor energético nos últimos anos.

Provas da existência de tal crise não são poucas, podendo-se destacar os frequentes aumentos das tarifas de energia, os desligamentos em determinadas regiões do País, o preço da energia no mercado livre cada vez mais elevado, dentre outros.

Tal crise pode ser explicada de dois pontos de vista diferentes: o do Governo, que culpa as intempéries naturais, e o dos agentes do setor, que creditam a crise às dificuldades existentes na regulamentação, no planejamento e na atuação equivocada do poder público em diversas de suas políticas energéticas.

Além dos fatores já mencionados acima, destacamos ainda as dificuldades de obtenção do licenciamento ambiental e de contratação de mão de obra especializada no setor, assim como as grandes distâncias de transmissão de energia das unidades geradoras para os principais centros urbanos e industriais, o que representa maiores custos e dificuldades sistêmicas que vêm de fato dificultando o desenvolvimento do setor elétrico no País.

A forma organizacional adotada pelo modelo elétrico brasileiro consiste em grandes centrais geradoras centralizadas, com uma extensa malha de linhas de transmissão e distribuição. Trata-se, portanto, de um modelo de geração centralizada. E, por assim ser, quando se tem um aumento de demanda com necessidade de investimento em novas geradoras, tem-se obrigatoriamente que se investir também em novas linhas de transmissão e distribuição, o que aumenta demais o investimento e o tempo de entrega daquela energia ao mercado.

Geração distribuída

A história nos mostra que, em tempos de crise, a criatividade e o empreendedorismo de determinados agentes podem converter-se em meio válido e extremamente eficiente na busca de soluções e, de alguma forma, transformar a crise em novos frutos e oportunidades mediante a adoção de práticas que inovam e transformam o mercado.

A GD se encontra regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel - por meio da resolução normativa nº 484/2012 e, como definição geral, pode ser entendida como a geração de energia elétrica, por consumidores de energia, a partir de fontes renováveis.

Esta energia gerada pelos consumidores será utilizada em uso próprio e, caso a energia gerada supere a utilizada, esta pode ser “emprestada” às distribuidoras de energia elétrica, por meio do uso do sistema de distribuição, devendo-se, para tanto, proceder compensações, nos moldes previstos na resolução mencionada acima.

Tecnicamente, a RN nº 482/2012 supracitada define duas formas de execução de geração distribuída: (i) a microgeração distribuída e (ii) a minigeração distribuída.

Conforme definido pela norma citada, a microgeração é conceituada como a geração de energia elétrica por consumidores, em suas unidades consumidoras, com potência instalada menor ou igual a 100 kW. Já a minigeração é a geração de energia elétrica por consumidores, com potência instalada superior a 100kW, e menor ou igual a 1MW.

Em ambos os casos, a energia gerada deverá ser oriunda de fontes renováveis, com base em energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, de forma inclusive a fomentar a adoção de tais soluções ambientalmente mais adequadas para as hipóteses de geração distribuída.

Desta maneira, o consumidor, utilizando-se de eventual potencial de geração de energia em sua unidade consumidora, poderá, empreender e tornar-se um consumidor-produtor, mediante autorização específica por parte da ANEEL, utilizando-se de sua própria energia gerada, e “emprestando” ao sistema de distribuição a energia excedente que, futuramente, serão devidamente compensados pela concessionária distribuidora local.

Trata-se assim, nestes casos, de consumidores que tornam-se produtores de energia elétrica de pequeno porte, funcionando como autoprodutores, porém com a possibilidade de compensar excessos produzidos despejando-os no sistema de distribuição, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica.

A implementação da geração distribuída oferece inúmeras vantagens ao setor, dentre as quais destacamos:

• Diminuição das perdas associadas à transmissão e distribuição de energia;
• Maior diversificação da matriz energética renovável;
• Minimização dos impactos e custos socioambientais;
• Menores custos dos projetos;
• Maior segurança contra as intempéries e problemas na distribuição e transmissão de energia;
• Atendimento mais rápido a demanda existente e à reprimida.
• Distribuição de renda;

É sabido que a energia é um dos principais insumos de diversos segmentos da nossa indústria e comércio. Sendo que seu alto custo é repassado diretamente aos preços dos produtos. Diante deste cenário, a geração distribuída é também uma solução rápida e confiável para determinados ramos do comércio e da indústria.

A adoção da GD por um grupo de varejo, por exemplo, impactará diretamente no preço final dos seus produtos, haja vista que seus custos passarão a ser menores e com isso esse grupo ganhará ainda mais competitividade no mercado.

É fato que o custo de implementação pelo consumidor ainda é um pouco alto, mas com o ganho de escala, atrelado a incentivos dados por meio de politicas públicas federais e estaduais, esse custo tende a diminuir e muito, tornando a GD uma alternativa atrativa e viável a qualquer consumidor.

Neste sentido, a adoção por consumidores da geração distribuída se mostra alternativa economicamente viável, delineada e autorizada pela regulamentação específica, que pode ser utilizada por agentes do setor para atenuar os efeitos da crise.

Assim sendo, não restam dúvidas que a geração distribuída é uma excelente alternativa à demanda por geração e deve ser encarada como uma das soluções para a crise do setor energético brasileiro.

Autor: Tiago Lobão Cosenza, sócio da área de Infraestrutura e Energia do Leite, Tosto e Barros Advogados.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), 16/07/2015.

As barreiras e os benefícios da energia solar residencial
Emerson F. Tormann16:03



Por Luiz Paulo Fazio, advogado:

As principais barreiras identificadas ao aumento de geração de energia solar são, a falta de financiamento para aquisição e instalação de equipamentos de geração solar, e o ICMS incidente sobre a geração desse tipo de energia

O Brasil pretende atingir 20% de participação de fontes renováveis – além da geração hidráulica – em sua matriz elétrica até 2030. Esse foi um dos pontos da Declaração Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Mudança do Clima, feita em Washington, D.C., no último dia 30 de junho.

No Balanço Energético Nacional 2015 (BEN-2015), ano-base 2014, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, as energias renováveis corresponderam a 39,4% da oferta interna de energia.

Esse percentual é composto por biomassa (15,7%), hidráulica (11,5%), lenha e carvão vegetal (8,1%) e demais energias renováveis, entre elas a solar (4,1%). Sem considerar a hidráulica, as fontes renováveis corresponderam a 27,9% em 2014, acima, portanto, da pretensão declarada em Washington para 2030.

As fontes não renováveis corresponderam a 60,6% da oferta interna, de acordo com o BEN-2015. De hoje a 2030, o Brasil poderá reduzir as energias renováveis de sua matriz energética em até 7,9%, e ainda assim alcançará os 20% declarados em Washington.

A soma de outras fontes renováveis, dentre elas a solar, correspondeu a 4,1% da oferta interna de energia. O potencial de geração de energia elétrica a partir de fonte solar, nos próximos 10 anos, é de 2.435MW, com o funcionamento estimado de 795 mil sistemas de geração distribuída, de acordo com a ANEEL.

Até janeiro deste ano, apenas 409 sistemas entraram em funcionamento, com capacidade instalada de 4,8MW, resultado insignificante perto dos 134 mil MW da matriz elétrica brasileira.

As principais barreiras identificadas ao aumento de geração de energia solar são, a falta de financiamento para aquisição e instalação de equipamentos de geração solar, e o ICMS incidente sobre a geração desse tipo de energia.

A geração distribuída foi regulada pela ANEEL nos termos da Resolução Normativa nº 482/2012, que estabeleceu as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuídas aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica.

Os consumidores de até 100KW (microgeração), ou de até 1MW (minigeração), podem conectar centrais geradoras de energia elétrica que utilizem fontes com base em energia solar na rede de distribuição por meio de instalações de suas unidades.

Um dos princípios gerais da atividade econômica, enunciado no art. 170 da Constituição Federal, é a defesa do meio ambiente, segundo o qual, produtos e serviços, e seus processos de elaboração e prestação, devem ter tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental.

Os equipamentos para geração de energia solar e a geração desse tipo de energia enquadram-se como produtos e serviço que causam impactos ambientais positivos. Evitam a emissão de gases de efeito estufa, gerados pela utilização de outras fontes, não renováveis, que poderiam ser consumidas, e podem injetar eletricidade excedente no sistema, aumentando a oferta de energia.

A geração de energia elétrica com base em fonte solar deve ter tratamento diferenciado no financiamento para aquisição e instalação de equipamentos de geração e na forma de tributação dessa energia, com a isenção do ICMS incidente sobre o micro e minigerador.

Nesse sentido, o Conselho de Política Fazendária editou em abril deste ano, o Convênio 16, que autorizou os Estados de Goiás, Pernambuco e São Paulo a conceder isenção do ICMS incidente sobre geração de eletricidade do mini e microgerador, incentivando a energia solar. Em agosto de 2012, Minas Gerais criou regra para desonerar os mini e microgeradores.

A adesão dos demais 23 estados da federação ao convênio é fundamental para que o Brasil reduza as emissões de gás de efeito estufa, aumente a atividade econômica representada pela cadeia produtiva de equipamentos do setor, ofereça alternativa aos consumidores sobre o custo da energia, que aumentou 24% em média no país neste ano, e diminua a dependência da geração hidráulica.

Luiz Paulo Ferreira Pinto Fazzio é sócio do escritório Braga Nascimento e Zílio Advogados Associados

Canal Energia

Mercado livre de energia defende geração e comércio de energia doméstica
Emerson F. Tormann15:43

CONJUNTURA - Em função da crise energética que o país está vivenciando há algum tempo, as tarifas de energia subiram para os consumidores brasileiros. Outro aspecto que tem impactado negativamente é a falta das chuvas nos reservatórios. Por conta deste cenário, o mercado livre de energia aponta como solução a microgeração e minigeração, permitindo o comércio do excedente de energia elétrica.

Walfrido Avila, presidente da Trade Energy.
- Esta medida além de reduzir custos, fortalecer e aliviar o sistema de distribuição, também torna consumidores industriais, comerciais, residenciais, e de demais setores mais competitivos, como ocorre com os que estão inseridos no ambiente livre - afirma Walfrido Avila (foto), presidente da Trade Energy.

Esta iniciativa, apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como Resolução Normativa 482, estabelece as condições gerais para a conexão à rede da microgeração (potência instalada menor que 100 kW) e minigeração (potência instalada entre 100 kW e 1 MW) distribuída no Brasil. Por isso, criou o Sistema de Compensação de Energia, para permitir que geração de energia por meio de fontes renováveis com até 1 MW de potência instalados como sistemas fotovoltaicos sejam conectados a rede elétrica de forma simplificada para atender o consumo local.

- Neste caso, quando a geração é maior que o consumo, o excedente é injetado na rede elétrica e disponibiliza créditos de energia, os quais são equivalentes ao valor da eletricidade da rede. Quando o consumidor tem uma geração menor do que precisa, utiliza a energia da rede elétrica - diz.

Avila revela que este programa ainda não decolou por dois motivos: devido à falta de fomento e a isenção do ICMS no netmetering, que é a compensação quando, por exemplo, o morador não estiver na residência - é gerada a energia durante o dia com entrega para a distribuidora, a qual retorna para o consumo a noite.

- Para o país avançar neste ponto é preciso discutir a implementação com financiamentos de infraestrutura, com características de baixos juros e longo prazo e permitir a venda do excedente no mercado livre - finaliza Walfrido.

Fonte: http://www.monitormercantil.com.br/

Com chuvas bandeira pode mudar
Emerson F. Tormann15:32



O aumento no volume de chuvas e a inesperada recuperação do nível de água dos reservatórios em período seco podem contribuir para uma queda nas tarifas de energia já em 2015. A possibilidade ainda é vista com ressalvas, mas já passa a ser aventada pela equipe de análise do banco Santander. Em relatório, o banco destaca que a bandeira vermelha em vigor desde o início do ano poderia ser convertida para a cor amarela durante o quarto trimestre. A medida reduziria o custo da energia em 6% e, de quebra, contribuiria para uma aceleração menos expressiva da inflação oficial (IPCA) em 2015.

O documento mostra uma mudança na percepção quanto às operações do sistema elétrico neste momento. Se até o mês passado a mudança da bandeira era considerada improvável, hoje a possibilidade já está associada à continuidade do forte volume de chuvas registrado em julho.

O sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde janeiro, prevê que o custo da energia paga pelo consumidor terá acréscimo sempre que a atividade de geração estiver adversa. No caso da bandeira vermelha, mantida desde o início do ano, o acréscimo é de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na bandeira amarela, o valor estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 2,50 para cada 100 kWh.

A definição da bandeira está associada diretamente ao Custo Variável Unitário da usina mais cara em operação no sistema. Com a recente queda da demanda e o aumento das chuvas, sobretudo nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte, o ONS teria condições para desligar as térmicas mais caras.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Consumidor vai bancar risco de falta de energia
Emerson F. Tormann15:27


Para tentar solucionar o problema do déficit na geração de energia hidrelétrica - o chamado risco hidrológico (GSF) -, o governo propôs aos agentes produtores de eletricidade uma mudança relevante na forma como os momentos de estiagem são enfrentados pelo sistema elétrico brasileiro. Em reunião realizada ontem na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), técnicos e diretores do órgão regulador detalharam a proposta que transfere o risco dessa falta de energia dos geradores para os consumidores finais a partir de 2017.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, que participou do encontro, para compensar esse custo adicional para a população, haverá uma contrapartida de redução dos preços na geração.

Na prática, a proposta transfere para o regime de bandeiras tarifárias o risco das hidrelétricas não conseguirem gerar o total de eletricidade que consta em seus contratos. Hoje, a bandeira vermelha já adiciona R$ 5,50 nas contas de luz para cada 100 quilowatt hora (kWh) consumidos em meses de custo mais alto na geração de energia.

Com a mudança, esse peso a mais a ser carregado pelos consumidores será ainda maior em períodos de estiagem. Em compensação, como os contratos do setor serão repactuados para preços menores que os atuais, em tempos de regime hidrológico favorável, a conta de luz também deve ser menor.

Já para cobrir o rombo atual - da baixa geração em 2014 e 2015 -, que as geradoras não querem assumir, o governo oferece a criação de um "ativo financeiro" que será devolvido às empresas ao fim das concessões por meio de um aditivo de contrato que estenda o controle das companhias sobre as usinas pelo tempo necessário para quitar esse débito.

Essa solução evitaria o repasse desse problema para as contas de luz ainda este ano. Mais uma vez, o governo exige uma contrapartida que seria a retirada imediata das diversas ações judiciais dos geradores para o não pagamento de suas obrigações com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Governo propôs mudança radical na forma como os momentos de estiagem são enfrentados pelo sistema elétrico brasileiro | Foto: Agência Brasil
Governo propôs mudança radical na forma como os momentos de estiagem são enfrentados pelo sistema elétrico brasileiro
Foto: Agência Brasil

Ao sair da reunião, o presidente Abradee classificou a proposta em negociação como "inteligente" e relatou que não houve demonstrações de discordância por parte dos agentes presentes no encontro. "Ainda há uma série de detalhes a serem trabalhados, mas é uma proposta que resolve tanto a questão estrutural de longo prazo como dá um encaminhamento objetivo para o problema atual."

O executivo citou, por exemplo, que ainda não se sabe o quanto a transferência de risco da geração para o consumidor pode abater no preço da energia. Segundo ele, esse processo de repactuação dos contratos precisa ser mais detalhado. "Mas a transferência para a bandeira tarifária é simples porque se trata de um regime que já vigora. Hoje as bandeiras já incorporam o risco das usinas cujos contratos foram renovados e que estão no sistema de cotas. A mudança seria no sentido de incorporar as demais usinas."

Reunião. Já está marcada para a próxima segunda-feira um novo encontro entre governo e agentes de geração e distribuição, na sede do Ministério de Minas e Energia, com a participação do ministro Eduardo Braga. Embora alguns agentes tenham saído da reunião de ontem considerando o prazo curto para que o acordo seja fechado, o governo mantém a expectativa de já formar um consenso. Isso viabilizaria à Aneel votar a nova metodologia para o risco hidrológico na reunião de diretoria de terça-feira.

Fonte: O Estado de S. Paulo

terça-feira, 28 de julho de 2015

Governo e Aneel aparam arestas
Emerson F. Tormann17:57

Discussões sobre uma eventual ajuda às usinas, que têm registrado perdas bilionárias, marcaram retomada do diálogo entre o Ministério de Minas e Energia e a agência reguladora diante de uma solução premente para o déficit hidrelétrico do País




A pós um primeiro semestre marcado por divergências públicas e nos bastidores, o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) começam a "melhorar a relação" e a trabalhar de modo mais ajustado, diante de uma premente solução para o déficit hidrelétrico. A virada aconteceu justamente durante as discussões sobre uma eventual medida de socorro às hidrelétricas, que têm registrado perdas bilionárias, disseram à Reuters pelo menos três fontes que participam de reuniões com ambos os órgãos de governo.

O déficit hidrelétrico tem sido registrado há dois anos, conforme a seca obriga o País a acionar todas as termelétricas, o que reduz a produção e a remuneração das usinas hídricas, além de resultar em energia mais cara para o consumidor.

As diferentes visões entre governo e Aneel em relação a esse impasse causaram maior desconforto quando, enquanto o ministro Eduardo Braga acenava com apoio ao setor de geração, uma nota técnica da Aneel elencou uma série de argumentos que sustentaram a tese de que as perdas das empresas devido à seca são decorrentes do risco do negócio, inerente aos investimentos em energia hidrelétrica.

O documento enfureceu o setor privado, que voltou-se ao governo e passou a tentar articular um eventual apoio diretamente com o ministério. Segundo uma fonte de uma instituição setorial que participa das conversas, após a repercussão da nota técnica, a Aneel "resolveu pisar no freio e está trabalhando com bastante discrição, tentando se alinhar ao governo".

O Ministério de Minas e Energia informou que "tem mantido com as organizações do setor, especialmente com a Aneel, um relacionamento institucional profícuo, resultando em avanços na solução dos desafios e na implementação de melhorias no sistema elétrico brasileiro".

Ainda que as instituições estejam reconstruindo laços, no que tange o déficit hídrico, a solução não deve vir de uma hora para outra. Uma fonte próxima
ao secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata, disse que as posições da Aneel naquela nota técnica dificultam as negociações com as grande acordo envolvendo diversos segmentos do setor elétrico.

"Há um esforço grande do Barata para achar uma saída negociada, mas neste momento isso não está aparecendo. Por enquanto, o mercado está parado em cima do problema. A solução passa por as empresas abrirem mão de alguma coisa também", disse a fonte.

Segundo as duas fontes, as posições explicitadas na nota técnica da Aneel são uma visão da área técnica, mais do que da diretoria, que tem alinhamento maior com o ministério. O documento, publicado em maio, defendia a rejeição de pedido de socorro financeiro das hidrelétricas ou qualquer medida para limitar perdas geradas pelo déficit hídrico.

Uma fonte que participa das negociações disse que, com o aprofundamento das conversas, percebeu-se que o caminho está mais para um meio termo entre o pleito das empresas e a posição manifestada na nota técnica. Segundo essa mesma fonte, o ministro Braga também é responsável pela melhora no ambiente de negociações com a Aneel. "O ministro tem buscado a interlocução", disse.

Na quinta-feira passada, por exemplo, Braga realizou uma reunião com representantes da Aneel para discutir a questão do déficit. O ministro tem defendido uma solução parecida com um dos cenários com que a própria Aneel trabalha, que é o de criar uma espécie de "seguro" (hedge) em energia nova equivalente a 5% da garantia física das usinas, para ajudar a compensar o déficit.

Divergências

As divergências entre a agência e o ministério foram escancaradas ao público neste ano em alguns outros episódios. Um deles refere-se à renovação das concessões de distribuição de energia elétrica. Enquanto o ministério defendia que pelo menos parte dos investimentos a serem feitos pelas distribuidoras para atingir metas de qualidade no serviço, exigidos para a renovação, ficasse de fora da tarifa, a Aneel argumentava que, pela regra, os investimentos deveriam sim ser repassados aos consumidores.

Outra divergência se tornou pública no fim de abril, após a Aneel decidir negar os pedidos das usinas de Belo Monte (PA), Santo Antônio (RO) e Jirau
(RO) para não serem responsabilizadas por atrasos nas obras. Na época, o ministro Eduardo Braga publicou nota afirmando que a Aneel não havia errado, mas a questão ainda não estava definida. Braga defendeu, então, que se buscasse uma solução que não iniba os futuros investimentos em hidrelétricas, mas sem onerar o consumidor.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Da crise de 2001 à mudança no padrão de consumo
Emerson F. Tormann09:46


Penumbra. Nem o Salão Verde da Câmara escapou do racionamento de energia provocado pela crise do apagão 
Penumbra. Nem o Salão Verde da Câmara escapou do racionamento de energia provocado pela crise do apagão Ailton de Freitas/21-05-2001


Um mapa do Brasil todo preto. Foi com essa imagem e com o título "Começa o racionamento" que a capa do caderno de Economia informou aos brasileiros, no dia 17 de maio de 2001, que se iniciava oficialmente no país uma fase tenebrosa para a infraestrutura nacional, com reconhecimento da falta de oferta de energia elétrica para todas as atividades, desde a produção das indústrias até a iluminação pública. Hoje, 14 anos depois, o país passa por um novo período de restrições, e o consumidor paga um preço alto nas contas de luz para não ficar novamente às escuras.

Se a crise elétrica voltou à porta, o remédio à disposição da população em geral para reagir continua sendo o mesmo: economizar. Na época do apagão, O GLOBO lançou a coluna "Como economizar energia", que tirava dúvidas de leitores sobre formas de combater o desperdício. O trabalho ganhou o prêmio Imprensa do Procel 2001.

O brasileiro se viu obrigado a aprender sobre consumo consciente. Em reportagem publicada em 13 de julho de 2001, Marly Leopardi, proprietária do restaurante Satyricon, por exemplo, resistia a trocar as lâmpadas incandescentes do seu restaurante por considerar feias as luzes fluorescentes, mais econômicas.

Mesmo com uma redução de impostos de 30% naquela época, o governo via dificuldade em difundir um novo tipo de iluminação mais eficiente. Mas a mudança acabou sendo imposta com o progressivo fim das vendas de lâmpadas incandescentes, processo ainda em curso.

SENSOR DE MOVIMENTO E LED

Apesar das reclamações, em 2001, o Satyricon acabou trocando todas as suas lâmpadas, parte por fluorescentes e parte pelas eletrônicas, que também consomem menos. Substituiu, à época, parte das máquinas que funcionavam com eletricidade por outras a gás. Mas foi em dezembro do ano passado, já na crise atual, que o restaurante passou por uma operação de controle de gastos mais drástica.

- Temos adotado medidas de contenção de consumo, fortemente reeducando nossa equipe para um consumo consciente, ligando e desligando equipamentos de forma pontual - disse Manuel Lourenço, gerente de operações do restaurante.

Assim como outras empresas, o restaurante se adaptou: hoje concentra produtos em poucos freezers ligados, usa sensores de movimento para acender as luzes e lâmpadas LED (mais econômicas), além de adotar cuidado redobrado com portas de câmaras frias, geladeiras e balcões frigoríficos.

Do racionamento de energia à escalada de tarifas

Apesar de o racionamento estar em um passado não muito distante, as lições da crise não foram suficientes para evitar um novo risco ao desenvolvimento do país. Segundo especialistas, a responsabilidade pelo problema passa pelo relaxamento dos consumidores quanto a práticas eficientes, pela falta de chuvas que reduziu o nível de água dos reservatórios das hidrelétricas e pelas falhas no planejamento da expansão do sistema elétrico.

Quando a quantidade de energia disponível já mostrava sinais de esgotamento diante do avanço da demanda, o governo decidiu reduzir, no início de 2013, em 18%, em média, as tarifas. Para especialistas, isso ajudou a estimular o consumo. A fase de energia barata durou pouco. Ao assumir em janeiro, a equipe econômica anunciou o fim dos aportes do Tesouro ao setor elétrico. A partir daí, os preços seriam realistas. Foram adotadas bandeiras tarifárias, e, com a revisão das tarifas, a conta de luz subiu até 40% em algumas regiões.

- Foram dois racionamentos: o de 2001, em que se decretou que havia uma anormalidade, e este de hoje, que é via preço. Este é diferente na forma, mas impõe restrições ao consumo e ao crescimento do país - disse José Jorge, ex-ministro de Minas e Energia, que comandou a pasta durante o racionamento de 2001 e atuou na área como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) até o ano passado.

CUSTO EXTRA DE R$ 3,9 BI

Como forma de estimular a economia, o governo repassa aos consumidores o custo da energia, que em época de escassez se torna mais cara. Por meio das bandeiras tarifárias, desde o início do ano, os brasileiros já pagaram custo extra de R$ 3,9 bilhões. O efeito para o consumidor foi retratado, em abril, na reportagem "Energia contamina inflação", mostrando que o reajuste levou o índice de preços a registrar em março a maior alta para o mês em 20 anos.

Além de repassar preços, o governo fez mudanças para incrementar em 1,5 mil megawatts a oferta de energia no Sudeste, onde está mais escassa. E tem lançado campanhas para estimular a troca de equipamentos e a conscientização da população.

Leia mais sobre esse assunto em http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/da-falta-de-estrutura-fez-se-crise-do-apagao-no-brasil-do-inicio-do-seculo-xxi-9396417#ixzz3h5xcFK8a

sábado, 25 de julho de 2015

Luz para Todos beneficiará moradores de áreas distantes
Emerson F. Tormann12:51

DECRETO Nº 8.493, DE 15 DE JULHO DE 2015

Altera o Decreto nº 7.520, de 8 de julho de 2011, que institui o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica - "LUZ PARA TODOS”.

Regras que regulamentam instalação de sistemas do programa foram alteradas por decreto e devem beneficiar cerca de 100 mil pessoas de regiões isoladas, especialmente na Amazônia

Divulgação/MME

Entre as soluções que ganharão força nessas regiões, estarão as placas solares

A alterações nas regras que regulamentam a instalação de sistemas do Luz para Todos vai facilitar a chegada do programa a áreas remotas, especialmente na região Amazônica. O decreto com as mudanças foi publicado nesta quinta-feira (15) no Diário Oficial da União. A iniciativa deve beneficiar cerca de 100 mil pessoas que moram em áreas isoladas e esperam ter luz em suas casas e locais de trabalho.


Placas solares

Com a nova regra, as distribuidoras de energia elétrica serão responsáveis por buscar alternativas de suprimento descentralizados, independentes das redes convencionais de energia. Entre as soluções que ganharão força nessas regiões, estarão as mini usinas fotovoltaicas, com placas solares, em complemento aos geradores.

O novo processo dispensa o leilão, que era exigido na regra anterior, e que fazia o projeto demorar até dois anos para ser concluído. Agora, com a tarefa nas mãos das distribuidoras, a contratação dos equipamentos e sistemas ocorrerá da mesma forma que os demais contratos do Luz Para Todos em áreas já alcançadas pelo Sistema Elétrico.

O preço dos ativos utilizados para a prestação do serviço será definido pela Agência Nacional de energia Elétrica (Aneel), e as distribuidoras serão remuneradas segundo os normativos da agência por esse serviço.


Programa

O Luz para Todos é um programa do governo federal, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, operacionalizado pela Eletrobras e realizado em parceria com os governos estaduais, as concessionárias de energia elétrica e as cooperativas de eletrificação rural.

Até o mês de junho de 2015, em todo o Brasil, o Luz para Todos atendeu 3.222.933 famílias, beneficiando mais de 15,5 milhões de moradores no meio rural.Os investimentos contratados pelo Programa totalizam R$ 22,7 bilhões.


Fonte: Ministério de Minas e Energia

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Leilão tem recorde de usinas inscritas
Emerson F. Tormann10:29


O segundo leilão de energia de reserva, marcado para novembro, atraiu o interesse de 1.379 empreendimentos de produção de energia eólica e solar, que somam 38.917 megawatts (MW) de capacidade, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Do total de inscritos, 730 projetos (17.964 MW) são de geração de energia eólica e 649 (20.953 MW), de energia solar fotovoltaica.

Segundo o presidente da estatal de estudos energéticos, Maurício Tolmasquim, o número de empreendimentos inscritos é recorde para leilões de energia. Ele afirmou, em nota, que este é um sinal de "interesse crescente dos investidores por energias renováveis".

Todos os projetos, porém, ainda passarão pelo processo de habilitação técnica, para que estejam aptos a fazer propostas no leilão.
No caso da energia solar, o total de projetos inscritos é cerca de 70% superior ao número de empreendimentos cadastrados para o primeiro leilão de reserva, marcado para 28 de agosto. Na mesma comparação, o total de capacidade instalada inscrita saltou 67,2%.

Entre os Estados, a Bahia lidera em número de projetos inscritos (243 eólicas e 192 usinas solares fotovoltaicas) e em capacidade instalada (com mais de 12 mil MW). Em seguida está o Rio Grande do Norte, com 184 empreendimentos de energia eólica e 97 de fonte solar, totalizando 7.648 MW.

O Piauí aparece em terceiro lugar, com 46 eólicas e 89 parques de energia solar, com uma capacidade total de 4.242 MW, seguido por Ceará, com 95 eólicas, 34 usinas solares e 3.324 MW cadastrados.

O primeiro leilão que incluiu a contratação de energia fotovoltaica no ambiente regulado do país, realizado em outubro do ano passado, negociou energia de 31 projetos do tipo, com 890 MW de capacidade, ao preço médio de R$ 215,21 por megawatt-hora (MWh). Incluindo outros 31 parques eólicos que também foram contratados no mesmo certame, o total de investimento previsto pela EPE na implantação dos empreendimentos vencedores foi de R$ 7,1 bilhões.

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Despesa Compartilhada (Mercado Aberto)
Emerson F. Tormann12:26

Os custos com condomínios residenciais na região metropolitana de São Paulo subiram 10,9% em junho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2014, segundo o Secovi-SP (sindicato paulista da habitação).

Em relação a maio, a alta foi de 1,9%, a maior variação mensal do ano.

A elevação se deve ao aumento dos preços de água, esgoto, energia elétrica e gás, que subiram 26,6% nos últimos doze meses até junho.

"Essa foi uma das piores altas nos últimos dois ou três anos e é superior ao IGP-M [de 5,59%] do período", afirma Hubert Gebara, vice-presidente da entidade.

As tarifas de serviços de água, saneamento luz e gás respondem por 10% a 15% do custo médio com condomínio residencial na região metropolitana e são a segunda principal despesa.

Os gastos com funcionários aparecem em primeiro lugar, com 40% a 50%.

"O indicador tenta acompanhar a variação das despesas e servir de orientação a administradoras e síndicos na hora de fazer o reajuste dos condomínios."


Fonte: Folha de S. Paulo 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Brasil é quinto em ranking de coletores solares da IEA
Emerson F. Tormann12:26


O Brasil mantém a quinta posição no ranking dos países com a maior área instalada de coletores solares para aquecimento de água, totalizando 9,6 milhões de metros quadrados. A lista é liderada pela China (374 milhões de m2), seguida por Estados Unidos (24 milhões de m2), Alemanha (17 milhões de m2) e Turquia (15 milhões de m2).

Os dados fazem parte de relatório concluído em junho pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). O documento inclui informações de mercado de 60 países, que representam 95% do mercado mundial de coletores solares para aquecimento de água.

De acordo com o levantamento, o Brasil também registrou o terceiro maior crescimento no setor em 2013 (ano base do estudo), de 1,38 milhão de m2 de área instalada de coletores solares. Nesse item, a China lidera a lista, com uma área acrescida de 63,6 milhões de m2, seguida pela Turquia (1,92 milhão de m2). Em 2013, foram instalados 78,6 milhões de m2 de área de coletores solares no mundo.

"O resultado mostra uma tendência de melhoria da aplicação da tecnologia no país", afirmou Luiz Augusto Mazzon, presidente do Departamento de Aquecimento Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Dasol/Abrava), ao Valor.

Segundo ele, a entidade está trabalhando no aprofundamento da metodologia de cálculo do programa "Um Solar em Cada Casa", proposta de plano de ação para o desenvolvimento do mercado de energia solar térmica, para entregar ao Ministério de Minas e Energia. Uma primeira versão do documento já foi apresentada ao ministério em junho. O objetivo da associação é que o incentivo ao uso da energia solar térmica seja assumido como política de governo.

O programa prevê cinco itens para o desenvolvimento do mercado. O primeiro é a permissão para a utilização de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para instalação de equipamentos de aquecimento solar em construções. O segundo é uso de recursos do programa de eficiência energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para investimentos em sistemas de aquecimento solar.

O terceiro ponto prevê que o uso desses sistemas seja compulsório no programa "Minha Casa, Minha Vida". O quarto prevê a adoção de taxas diferenciadas em financiamentos de bancos públicos para projetos com aquecedores solares. E o último envolve uma campanha de conscientização da população.

Fonte: Valor

Elétricas retomam confiança do mercado
Emerson F. Tormann12:12

A melhora no cenário de chuvas, que afastou o risco de racionamento, e principalmente as mudanças regulatórias para incentivar investimentos estão dando fôlego às ações do setor elétrico. Após dois anos conturbados, os investidores parecem finalmente ter se convencido de que a pior parte da crise iniciada em 2012 ficou para trás.

Neste ano, o Índice de Energia Elétrica (IEE) acumula alta de 11,64%, contra valorização de apenas 2,93% do Ibovespa, índice de referência da bolsa brasileira. E os analistas de mercado seguem apostando no bom desempenho do setor, em meio às oportunidades trazidas pela crise de abastecimento.

Em relatório recente, o Citi recomendou o aumento à exposição ao setor elétrico. "Após atingirem as mínimas, a postura de aumento dos retornos regulatórios a partir deste ano e aumento nos preços da energia devem fazer com que os resultados tenham uma forte recuperação", disseram os analistas do banco.

A percepção é que o governo reconheceu os erros que resultaram na crise energética recente e agora está mais disposto a oferecer preços maiores para garantir o abastecimento do país. "A resistência inicial à abordagem de que 'as coisas podem ficar melhores' do começo do ano se transformou em uma melhor aceitação das teses de investimento e maior respeito ao 'mea culpa' dos reguladores", ressaltou o BTG Pactual em boletim.

A maior parte da alta do índice no ano foi garantida pela Eletropaulo, cujas ações preferenciais praticamente dobraram, com valorização de 95,7% em relação ao fim do ano passado. A disparada dos papéis refletiu a postura de "realismo tarifário" e o aumento na taxa de retorno para as distribuidoras no quarto ciclo de revisão tarifária, que, no caso da empresa, passou a valer no dia 4.

Com o forte avanço, os analistas reconhecem que não há muito mais espaço para altas no caso da Eletropaulo e, em sua maioria, recomendam a venda do papel. Mas sinalizam que, para outras empresas do setor, o potencial de valorização ainda é relevante.

É o caso da CPFL Energia, cujas ações acumulam alta de 8,83% no ano. "A CPFL Piratininga tem revisão tarifária em outubro, e esperamos que o impacto líquido sobre os resultados seja positivo", disse o Citi, que elevou a recomendação dos papéis para a compra.

Outra queridinha é a Energias do Brasil, controladora das distribuidoras Escelsa (ES) e Bandeirante (SP), que passam por revisões tarifárias até 2016. Os papéis da empresa acumulam alta de 39,6% no ano, mas ainda figuram entre as preferidas do Citi. O BTG também aposta nos papéis da distribuidora Equatorial, apesar de alta de mais de 35% desde o começo de 2015.

No segmento de geração, a avaliação é que os maiores preços-teto oferecidos pelo governo nos leilões de energia nova vieram para ficar. O Citi já revisou sua curva de preços: prevê agora que o megawatt-hora (MWh) fique, em média a R$ 250 em 2016, e a R$ 160 nos três anos seguintes - 12% acima da estimativa anterior.

Entre as geradoras, a Tractebel é a favorita. A companhia, que acumula alta de 10,1% na bolsa neste ano, têm bastante exposição à geração termelétrica, maior aposta do governo neste ano para garantir a oferta de energia. "Os melhores prospectos para o déficit de geração hídrica em 2016 e novos projetos devem impulsionar os resultados", disse o analista Marcelo Britto, do Citi.

O Goldman Sachs, por sua vez, incluiu as ações preferenciais da AES Tietê entre suas preferidas na América Latina. "Em um ambiente de aumento dos preços de geração, vemos a companhia como a melhor posicionada para se beneficiar do potencial de alta nos preços da energia nos próximos meses", disse a equipe do banco.

No mês passado, a empresa anunciou uma reestruturação societária e a intenção de investir em projetos térmicos, o que pode incluir a compra dos ativos da Petrobras no setor, que estão à venda. O preço-alvo estimado pelo Goldman Sachs para os próximos anos 12 meses passou de R$ 20 para R$ 23,5 - ontem, o papel fechou o dia cotado a R$ 18,68, com alta acumulada de 5% no ano.

Fonte: Valor

Indústria 4.0 exigirá um novo profissional
Emerson F. Tormann10:32

As chamadas fábricas 4.0 serão cada vez mais automatizadas e controladas por robôs.Como consequência, o perfil da mão de obra deve mudar totalmente.



Esqueça a imagem que você tem de uma fábrica tradicional. No futuro, as linhas de produção barulhentas e confusas serão substituídas por um cenário peculiar. As chamadas fábricas 4.0 serão cada vez mais automatizadas e controladas por robôs. Máquinas dotadas de sensores conseguirão comunicar-se entre si – e tornar o processo produtivo cada vez mais eficiente.

Com o avanço dos sistemas de big data e da chamada internet das coisas, o controle da produção poderá ser feito remotamente. “É uma questão de tempo para que indústrias de todo tipo se adaptem a esse novo conceito”, diz Osvaldo Lahoz Maia, gerente de inovação e tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de São Paulo.

O conceito de fábrica 4.0 ganhou força na Alemanha, onde um projeto que envolve empresas, universidades e o governo foi lançado para modernizar a já desenvolvida indústria local.

Em poucos anos, esse conceito deve se espalhar por outros países. Como consequência, o perfil da mão de obra deve mudar totalmente. “Quem quiser trabalhar nas fábricas do futuro terá de desenvolver habilidades técnicas e interpessoais bem específicas”, diz Cezar Taurion, da consultoria Litteris Consulting, especializada em tecnologia da informação e transformação digital.

Eis quatro características que os profissionais técnicos precisarão desenvolver.

1. Formação multidisciplinar

Para trabalhar numa fábrica 4.0, os profissionais terão de desenvolver um perfil multidisciplinar. “As indústrias continuarão precisando de gente com formação específica, mas eles terão de lidar cada vez mais com áreas sobre as quais não estudaram na faculdade”, diz o consultor Cezar Taurion.

Essa competência será cada vez mais valorizada porque, com processos mais eficientes, os funcionários poderão pensar em novas formas de gerar riqueza. Um arquiteto que antes só cuidava de projetos para novas plantas poderá, por exemplo, pensar em adaptações no design dos produtos que diminuam o tempo de fabricação. “Isso depende de uma boa dose de iniciativa e conhecimentos, além do que a profissão exigia no passado”, diz Osvaldo Maia.

2. Capacidade de adaptação

Nas fábricas 4.0, o conceito de automação será elevado a outro patamar. Se antes os equipamentos só eram programados para obedecer a ordens enviadas por um software, a partir de agora eles também emitirão informações sobre seu próprio ciclo de vida. Isso significa que, antes mesmo de apresentar um problema de funcionamento, uma máquina emitirá sinais de que precisa passar por uma manutenção preventiva.

Na prática, os operadores precisarão se adaptar a um novo jeito de lidar com os equipamentos. Boa parte do comando será dada a partir de sistemas mobile. “Está chegando ao fim a era do técnico que só aperta botões”, diz Maia. “Os profissionais precisarão aprender a lidar com máquinas e robôs inteligentes.”

3. Senso de urgência

A disseminação dos sistemas de big data vai permitir que os funcionários tenham cada vez mais acesso a informações que antes eram restritas aos sistemas internos das empresas. De casa, por meio de um celular ou de um tablet, os empregados poderão interferir num processo que acontece a quilômetros de distância, dentro da fábrica.

“A ideia atual de turnos de trabalho passará por uma transformação”, diz Taurion. Isso trará vantagens notáveis, mas também exigirá dos profissionais discernimento para entender os limites entre o que é urgente e o que pode ser resolvido depois. “A facilidade que a tecnologia proporciona pode fazer com que as pessoas trabalhem cada vez mais”, diz Taurion. “Os profissionais da indústria do futuro terão de aprender a equilibrar essa dinâmica.”

4. Bom relacionamento

Embora a tecnologia esteja transformando a maneira como as coisas são fabricadas, algumas regras para se manter um profissional relevante não mudam tanto assim. Ter um bom relacionamento com os colegas de trabalho continuará sendo importante – ainda mais em um ambiente em que o avanço da automação exigirá competências diferentes de cada um.

Entre os especialistas é forte a ideia de que, num ambiente cada vez mais digitalizado, a colaboração ganhará força. “O avanço da tecnologia afetará todo mundo, do chão de fábrica ao alto escalão”, diz Maia. “Quem conseguir passar por esse processo de mudanças sem grandes traumas demonstrará inteligência emocional para subir na carreira.”

Fonte: Exame

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A crise elétrica para além de São Pedro
Emerson F. Tormann17:57



Larissa Araújo Rodrigues é doutoranda e mestra em energia pelo Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, trabalha na campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil

O Brasil encara grave crise no setor elétrico. As contas de luz não param de subir e o risco de racionamento ainda existe. Além dos brasileiros, quem sofre é São Pedro, culpado pela falta de água nos reservatórios das hidrelétricas. Mal sabem o santo e a população que muito do que ocasionou a crise foram decisões políticas tomadas nos idos de 2012. A parte fácil de entender é a relação da crise com a estiagem. Basta olhar como a eletricidade é gerada no Brasil: cerca de 70% vêm das hidrelétricas. Em 2014, em quase todo o país, os reservatórios chegaram a níveis extremamente baixos - mais que os registrados em 2001 quando o Brasil viveu o apagão.

Para evitar que o país ficasse no escuro, o governo optou por acionar mais usinas térmicas. O uso constante das usinas poluentes e mais caras elevou o custo da energia. Para ter uma ideia, o preço pode chegar a mais de R$ 1.000/MWh, quase sete vezes mais do que o preço das eólicas e quase cinco vezes mais do que as solares contratadas nos últimos leilões. Os custos aumentaram e foram pesar no bolso do consumidor. Para piorar, no começo de 2015, as bandeiras tarifárias entraram em operação. Elas indicam se a eletricidade está custando mais ou menos em função das condições de geração, sendo traduzida nas cores verde, amarela ou vermelha. Quando muitas termelétricas são utilizadas, a bandeira é vermelha, o que significa custos elevados, repassados para as contas de luz (aumento de quase 30%.)

Infelizmente, a crise não é passageira. Além de a bandeira não sair do vermelho há sete meses, a conta de luz sofreu mais reajustes para cobrir parte do endividamento das distribuidoras. Elas possuem hoje dívida de mais de R$ 30 bilhões, que continuará sendo repassada aos consumidores. Esse é o lado da crise um pouco mais difícil de ser entendido. É aqui que São Pedro deixa de ser protagonista e uma sequência de medidas irresponsáveis começa a ganhar a cena: em 2012 foi editada medida provisória - que virou lei - que renovava as concessões de usinas elétricas e estabelecia a divisão da eletricidade delas em cotas destinadas às distribuidoras a preço estabelecido em um terço do que vinha sendo praticado.

No início de 2013, a presidente Dilma veio com a "boa notícia" de um desconto médio de 20% na conta de luz. A má notícia, não anunciada, é que algumas usinas não aceitaram renovar as concessões pela baixa remuneração da energia. A consequência foi que as distribuidoras ficaram sem parte dos contratos para receber as cotas de energia e tiveram que recorrer ao mercado livre para comprar energia e honrar a entrega ao consumidor. O problema é que, no mercado livre, o preço flutua conforme as condições do sistema. Quando os reservatórios estão cheios, o preço cai; quando estão baixos, o preço sobe. Em um momento de crise hídrica, os custos foram elevadíssimos. Para se ter uma ideia, em 2011 os preços eram próximos a R$ 30/MWh e, em 2014, com o baixo nível dos reservatórios, o preço máximo atingiu quase 30 vezes esse valor.

A soma desses acontecimentos no setor elétrico traz como resultado dívida de dezenas de bilhões de reais. Na prática, a conta de luz, que teve desconto de 20% em 2013 depois do anúncio de Dilma, hoje, está cerca de 60% mais cara para o consumidor residencial. Em algumas regiões, o aumento foi ainda maior. A situação atual demonstra a fragilidade de uma matriz elétrica alicerçada no binômio hidro-térmico, além da falta de planejamento para a utilização dos recursos naturais do Brasil, que poderia diversificar a matriz e investir no abundante potencial de sol e de vento. O argumento de que essas fontes são caras é mito. A geração eólica é a segunda mais barata do país. A solar apresentou redução de preço e está no mesmo patamar de outras fontes.

Hoje, cerca de 600 brasileiros optaram por instalar sistemas próprios em suas casas e estabelecimentos, sendo beneficiados pela redução na conta. Há um potencial imenso para a geração distribuída, que, além de beneficiar o consumidor, traz eficiência a todo o sistema. Potencial e necessidade existem. O que nos falta são incentivos para seguir na direção das novas renováveis, pois, se depender do sol e do vento, o Brasil não fica sem energia.

Fonte: Correio Braziliense

Dispositivo de Proteção Contra Surtos (DPS) - Artigo Técnico
Emerson F. Tormann07:02

Por André Caetano Magalhães

RESUMO

Este artigo demonstra o Dispositivo de Proteção contra Surtos(DPS), que tem por finalidade proteger instalações elétricas e equipamentos eletroeletrônicos em que nela estiverem ligados. Por ser um pais de grande extensão territorial e localizado entre os trópicos, o Brasil é palco de muitas descargas atmosféricas, surgindo assim, a necessidade de proteger os equipamentos eletroeletrônicos contra os surtos de tensão provenientes de descargas atmosféricas.

O DPS é um equipamento elétrico indicado pelas normas: ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 5419, apesar de seu pequeno uso. O mesmo tem uma percepção e atuação rápida a um pico de tensão na rede, descarregando para a terra de forma direta, os pulsos de alta tensão, evitando assim, acidentes envolvendo pessoas, falhas em equipamentos, ou até mesmo a inutilização total de equipamentos eletroeletrônicos.

INTRODUÇÃO

Com o grande desenvolvimento tecnológico nos últimos anos no mundo, a população em geral passou a utilizar vários equipamentos eletroeletrônicos sofisticados, visando assim, mais conforto e facilidade em seu dia-a-dia. Podemos citar alguns exemplos: computadores, televisores, telefones, impressoras etc. De posse dessa gama de equipamentos, surge a necessidade de proteção contra fenômenos elétricos, tais como descargas atmosféricas, surtos transitórios de tensão que podem ocorrer com o chaveamento do sistema elétrico de potência, entre outros. Utilizando essa proteção corretamente, evita-se a perda de equipamentos, desviando os surtos elétricos para a terra através do aterramento.

O raio é um impulso elétrico de uma descarga atmosférica para a terra, colocando em risco pessoas, edificações, equipamentos, etc. O Sistema de Proteção contra Descargas Atmosférícas (SPDA) é destínado a proteger uma estrutura (edificação) e as pessoas em que nela se encontrarem, dos efeitos das descargas elétricas, desviando as mesmas para a terra, mas não protege instalações elétricas nem equipamentos eletroeletrônicos.

No Brasil, há um grande prejuízo com a queima de instalações elétricas e equipamentos eletroeletrônicos, devido aos efeítos das descargas atmosféricas. Isto ocorre devido à falta de utilização do DPS ou ao seu mau dimensionamento nas áreas de proteção.

Trata-se de um aparelho de baixo custo e que evita a queima de instalações elétricas e equipamentos eletroeletrônicos. Seu uso é justificável pois quando tal dispositivo é instalado corretamente, reduz consideravelmente os perigos e riscos de danos, conforme indicação das normas: ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 5419. O equipamento tem a capacidade de evitar qualquer tipo de dano às instalações elétricas e aos equipamentos alimentados por elas, descarregando para a terra os pulsos de alta tensão causados por raios e manobras na rede elétrica feitas pelas concessionárias.

DEFINIÇÃO

Segundo a NBR IEC 61643-1, os DPS's são dispositivos destinados a limitar as sobretensões transitórias (chamado atenuador de tensão ou supressor de surto) ou a desviar correntes de surto (chamado comutador de tensão ou curto-circuitante).

São equipamentos que permanecem invisíveis ao circuito quando em regime normal atuam rapidamente quando detectam um surto. São aínda destinados à proteção de equipamentos ligados em redes de energia elétrica e também a equipamentos ligados nas redes de sinal.

Existem tecnologias díferentes para confecção dos mesmos, sendo cada uma para determinada fnalidade.


COMPONENTES PARA CONSTRUÇÃO DO DPS

Sua construção é baseada em dois tipos de componentes, os curto-circuitantes (construídos com centelhadores a gás ou centelhadores a ar) e os não curto-circuitantes (construídos com varistores de ZnO “Óxído de Zínco” ou de SiC “Carbeto de Silício”).

CENTELHADORES

São Constituídos de dois eletrodos separados entre si e têm como dielétrico o ar ou o gás. Alguns podem ter até três eletrodos, neste caso o mesmo é conectado à terra para desviar os surtos.

Os mesmos apresentam uma baixa velocidade de condução (tempo de resposta) e alta capacidade de condução de corrente. As características de baixa capacitância e ausência de corrente de escoamento tornam o centelhador ideal para a utilização em redes de comunicação com baixas tensões.

Algumas aplicações típicas são redes de telefonia e cabos coaxiais de antenas de rádio comunicação.

São aplicados na Classe I.

VARISTORES

São resistores com valor de resistência elétrica dependente da tensão. A sua resistência não é constante e resulta de uma relação não linear entre tensão e corrente.

Como regra geral o diâmetro do varistor determina o valor de corrente de impulso suportável a espessura do varistor, a tensão e a massa do varístor a capacídade de energía.

Os mesmos apresentam alta velocídade de condução e boa capacídade de corrente

São aplicados em todas as classes: Classe I, II e III.


TERMOFUSÍVEIS

São elementos metálícos que se fundem por excesso de corrente ou temperatura. A aplicação deste elemento nos protetores é para evítar um provável CURTO-CIRCUITO provocado pelo térmíno de vída dos elementos de proteção. Estes elementos são indispensáveis na fabrícação do DPS, garanííndo o têrmíno de vida como circuíto aberto.

TlPOS DE DPS

Existem três tipos de DPS:

- DPS comutador de tensão ou curto-circuitante
São dispositivos que tem a propriedade de mudar bruscamente o valor de sua ímpedâncía, de muíto alto para pratícamente desprezível, em função do aparecimento de uma anormalidade, ou seja, um surto de corrente em seus terminais. O mesmo desvia os surtos para a terra.

- DPS atenuador de tensão ou supressor de surto
São díspositívos que têm a propríedade de mudar gradatívamente o valor de sua ímpedâncía, de muíto alto para praticamente desprezíve\, em função do aparecimento de uma anormaüdade, ou seja, um surto de tensão em seus termínais. O mesmo limíta a sobretensão transitória, desviando os surtos para a terra.



- DPS combinado
Incorpora no mesmo disposítivo as propriedades dos DPS”s comutadores e dos atenuadores de tensão.

Para que cada componente (centelhador e o varistor) opere adequadamente é precíso ínserír resistores e mdutores para a devída coordenação de operação de cada um dos componentes.

CLASSIFICAÇÃO DO DPS

Segundo a NBR IEC 61643-1, um DPS é classificado em cada nível de proteção conforme as especificações de construção do fabricante e, principalmente, a função dos parâmetros de ensaio a que é submetido.

Estabeleceu três típos: CLASSE I, CLASSE II e CLASSE III e estes devem ser ínstalados de maneira coordenada, produzindo um efeito cascata, ou seja, primeiramente, são instalados os DPS's com maior capacídade de exposição aos surtos, depois os com capacidade média e, finalmente, os DPS mais sensíveís no equipamento que se deseja proteger.

Classe I

- DPS destinado à proteção contra sobretensões provocadas por descargas atmosfêrícas diretas sobre edíñcação ou em suas proximidades, com alta capacídade de exposição aos surtos, com capacidade mínima de 12,5kA de corrente de impulso (límp).

- DPS ensaiado em condíções de corrente que melhor simule o primeiro golpe da descarga atmosféríca, limp {ka} sob carga Q {A.s} (surtos conduzidos). A literatura ínternacíonal adota como onda que melhor simula o impulso para este tipo de ensaio aquela que tem tempo de frente (T1) de 10µs ao atingir 90% da corrente máxima do ensaio e tempo de cauda (T2) de 350µs para atingir 50% da mesma corrente. Daí curva 10/350.

Classe II

- DPS destinado à proteção contra sobretensões de origem atmosféríca transmítidas pela linha externa de alimentação, ou seja, cargas índíretas, assim também contra sobretensões de manobra, com capacidade mínima de exposíção aos surtos, de 5kA de corrente nominal (In).

- DPS ensaíado em condíções de corrente que melhor símule os golpes subsequentes das descargas atmosférícas e as cond¡- ções de influência índireta nas ínstalações, In (surtos índuzídos). Tem tempo de frente de 8us e de cauda 2ous. Daí a curva 8/2o.

Classe lII

- DPS destínado à proteção dos equípamentos eletroeletrônícos, sendo uma proteção ñna, de ajuste, proporcíonando uma menor tensão resídual e, consequentemente, uma proteção efetíva para os equípamentos.

Por ser um dispositívo atenuador de ajuste de tensão, utílizado em níveís ínternos de proteção, este DPS é ensaíado com forma de onda combínada, ísto é, com um “gerador combo', círcuíto aberto. Aplica~se no DPS um ímpulso de tensão (Ucc) de 1,2/5ops e um impulso de corrente (In) de 8/2ops em curto-circuíto. Dessa relação de valores aplícados (V,I), obtém-se um resultado conhe~ cido como ímpedãncía ñctícía (Zf), que não pode ultrapassar 2

aplicação das classes de DPS por zona de proteção

APLICAÇÃO DO DPS

Classe I

Indica-se a aplícação imedíatamente próxíma a entrada das edifícações, no local em que o condutor adentra a edificação. Com vínculo direto à BEP (Barra de Equipotencialízação Princípal). Protege toda a instalação contra os efeitos de uma descarga atmosférica direta na edificação, na rede de distribuição da concessionária ou no aterramento da instalação.

Classe II

Indica-se a aplicação junto aos quadros de dístríbuição, sejam eles príncipais ou secundáríos e, neste caso, devem ser vínculados ao BEP, BEL (Barra de Equípotencialização LocaD ou PE (Condutor de Proteção) mais próxíma

São colocados nos quadros de dístríbuíção para proteger os circuitos que se orígínam deste quadro contra as sobretensões resíduaís do DPS Classe l ou sobretensões induzídas na instalação causadas por descargas atmosféricas remotas.

Classe III

Indica-se a aplicação em pontos onde haja a necessidade de uma proteção mais añnada com níveis de proteção adequado a equipamentos com maíor sensibílídade, ou seja, proteção com níveís de energia residual menor que os encontrados nos díspositívos de Classe lI.

Têm a função de proteger os equípamentos eletrônícos contra sobretensões orígínadas dentro da própría ínstalação, causadas pela variação de tensão que se originam da partida de motores, acíonamento de dísjuntores ou outros tipos de comutação. São aplícados junto aos equipamentos da tecnología da ínformação (ETI) e outros, com corrente de consumo ínferior a 10 A, conexão em séríe com a carga.

SELEÇÃO DO DPS

Os DPS devem atender à IEC 61643-1 e ser selecíonados com base, no mínímo, nas seguintes característícas: nível de proteção, máxíma tensão de operação contínua, suportabílidade a sobre-tensões temporárías, corrente nomínal de descarga e/ou corrente de ímpulso e suportabílídade à corrente de curto-circuito. Além disso, quando utilizados em mais de um ponto da instalação (em cascata), os DPS devem ser selecionados levando-se em conta também sua coordenação (NBR 541o, 2005, p. 123).

As condições a serem satisfeitas, na seleção do DPS, são apresentadas a seguir:

NÍVEL DE PROTEÇÃO (Up)

É o maior valor de tensão atingido nos terminais de um DPS antes que ele atue. Quando descarregar uma corrente para a terra, o Up não pode exceder o valor da tensão admissivel do equipamento a ser protegido.

MÁXIMA TENSÃO DE OPERAÇÃO CONTÍNUA (Uc)

É o valor de tensão que um DPS pode estar permanentemen- te ligado, sem comprometer o seu funcionamento. É a tensão nominal do DPS. Deve-se considerar a tensão nominal da rede (Um) e as tolerâncias possiveis.

A determinação da máxima tensão de operação continua do DPS (Uc) depende do conhecimento do modo de proteção e do esquema de aterramento da instalação deve ser igual ou superior aos valores indicados na Tabela 1.



SOBRETENSÕES TEMPORÁRIAS

Caracteriza por uma sobretensão de frequência fundamental de duração relativamente longa, superiores a dezenas de milis- segundos.

Corrente nominal de descarga (In) e Corrente de impulso (Iimp)
Corrente nominal de descarga (In) são valores de pico da corrente conduzida por um DPS com a forma de onda 8/20µs. Essa corrente é usada para ensaio dos DPSs tipo II e III.

Corrente de impulso (Iimp) é uma corrente padronizada na forma de onda 10/350µs referente a um impulso de corrente. Seus parâmetros são: valor de pico, carga, energia específica. Ela simula o “stress” causado pela corrente do próprio raio. O DPS tipo I deve ter a capacidade de desviar estas correntes determinadas vezes sem se destruir.

SUPORTABILIDADE A CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO

Com a possibilidade de falha do DPS, sua suportabilidade a correntes de curto-circuito, deve ser igual ou superior à corrente de curto-circuito presumida no ponto em que foi instalado.

COORDENAÇÃO DOS DPS

Os fabricantes de DPS devem fornecer, em sua documentação, instruções claras e suñcientes sobre como obter coordenação entre os DPS dispostos ao longo da instalação.

INFORMAÇÕES QUE DEVEM SER FORNECIDAS PELO FABRICANTE DO DPS

- Nome do fabricante ou marca comercial e modelo.
- Método de montagem ou modo de proteção, preferencial- mente acompanhado de croqui orientativo de posicionamento na instalação.
- Tensão máxima de operação continua Uc, que é a tensão nominal do DPS (um valor para cada modo de proteção), e frequência nominal.
- Classiñcação de ensaio (classe I, II ou III) e parâmetros de descarga.
- Corrente máxima Imáx (kA), parâmetro da onda em que o DPS foi ensaiado.
- Corrente de impulso Iimp (kA) e Carga Q (A.s), para o DPS classe I (valor para cada modo de proteção).
- Corrente de descarga nomínal In (kA) para DPS classe II (valor para cada modo de proteção).
- Nível de proteção de tensão Up (valor para cada modo de proteção).
- Suportabilidade a sobretensões temporárias.
- Suportabilidade a correntes de curto-circuito no ponto de instalação.

PARÂMETROS MÍNIMOS OUE DEVEM CONSTAR DOS DADOS DE PLACA DO DPS

DPS Classe I
Uc, Up, Imáx, Iimp, Q e curva 'T1/T2' de ensaio.

DPS Classe II
Uc, Up, Imáx, In, Q e curva 'T1/T2' de ensaio.

DPS Classe III
Uc,Up,Uoc, Imáx, In.



FALHA DO DPS E PROTEÇÃO CONTRA SOBRECORRENTES

A possibilidade de falha interna, fazendo com que o DPS entre em curto-circuito, impõe a necessidade de dispositivo de proteção contra sobrecorrentes, para eliminar tal curto-circuito.

O posicionamento do dispositivo de proteção contra sobrecorrentes (DP) -A proteção contra sobrecorrentes destinada a eliminar um curto-circuito que ocorra por falha do DPS pode ser disposta:

- na própria conexão do DPS, representada pelo DP da figura 15-a, sendo que esse DP pode ser inclusive o desligador interno que eventualmente integra o DPS;
- no circuito ao qual está conectado o DPS, representado pelo DP da figura 15-b, que corresponde geralmente ao próprio dispositivo de proteção contra sobrecorrentes do circuito.

Uma terceira opção, que oferece maior probabilidade de se obter tanto continuidade de serviço quanto continuidade de proteção, é aquela descrita na figura 15-c. Neste caso, são usados dois DPS's idênticos (DPS1 e DPS2), cada um protegido por um DP específico, inserido na conexão do DPS respectivo, sendo os dois DP's também idênticos. A maior confiabilidade do esquema decorre, portanto, da redundância adotada.

INDICAÇÃO DE ESTADO DO DPS

Quando o DPS, devido à falha ou deñciência, deixar de cum- prir sua função de proteção contra sobretensões, esta condição deve ser evidenciada:

- por um indicador de estado; ou
- por um dispositivo de proteção à parte.

Indicações de operação: verde (operando) e vermelho (fora de operação).


BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de janeho,2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 5419 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas. Rio de Janeiro, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS: NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro, 2004.
CLAMPER. Fabricantes de DPS. Minas Gerais, 2010
CLAMPER, Marcone. Dispositivos de Proteção Contra Surtos Elétricos (DPS). Lagoa Santa/MG/Brasil. maio/2010.
COTRIM, Ademaro A.M.B, Instalações elétricas, 5ª Edição. Prentice Hall, 2009. São Paulo, Brasil.
FILHO, João Mamede. Instalações Elétricas Industriais. 7ª ed. São Paulo: LTC Editora, 2009.
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KINDERMANN, G. Descargas atmosféricas: uma abordagem de engenharia. São Paulo: ABDR Editora, 1997.
LEITE, Carlos Moreira; LEITE, Duilio Moreira. Proteção Contra Descargas Atmosféricas. 5ª ed. São Paulo: Oficina da Mydia Editora, 2001.
LEON, J.A.M. Sistemas de Aterramento. São Paulo. ERICO do Brasil, 1991.
MENEZES, Luiz A. P. Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas. Tubarão, SC: UNISUL, 1999. 78 p. Curso de Especialização em Engenharia de segurança do Trabalho da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Tubarão, 1999.
MTM. Fabricantes de DPS. SÃO PAULO, 2010.
NILSSON, James W.; RIEDEL, Susan A. Circuitos Elétricos. 8ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
VISACRO Filho, S. Descargas atmosféricas: uma abordagem de engenharia. 1ª ed. São Paulo: Artiber, 2005.

Fonte: Lumière Electric edição 205 - abril 2015

» André Caetano Magalhães é engenheiro eletricista, com especialização em Engenharia Elétrica com Ênfase em Sistema de Automação. É também técnico em Processamento de Dados e, desde 2014 atua com elaboração e execução de projetos elétricos residenciais e industriais.

domingo, 19 de julho de 2015

Energia Heliotérmica
Emerson F. Tormann09:09

O Sol é a fonte de energia com maior potencial para suprir a crescente demanda energética em todo o mundo; e será a maior fonte mundial de eletricidade até 2050, estima a Agencia Internacional de Energia(link is external).

A tecnologia heliotérmica, uma das mais promissoras formas de aproveitamento da força do Sol, é o processo de geração indireta de eletricidade a partir dos raios solares. Indireta porque, antes de virar energia elétrica, o calor do sol é captado e armazenado para, depois, ser transformado em energia mecânica e, por fim, em eletricidade.

O processo heliotérmico está baseado na reflexão dos raios solares utilizando um sistema de espelhos. Ao acompanhar a posição do Sol ao longo do dia, esses espelhos refletem os raios para um receptor de calor. Em seguida, a energia térmica é transferida para um líquido, que se mantém em alta temperatura para transformar água em vapor.

A partir daí, a usina heliotérmica segue os mesmos processos de uma usina convencional, como as a gás, carvão ou nucleares: o vapor gerado movimenta uma turbina e aciona um gerador, produzindo, assim, energia elétrica. A diferença é que, numa usina termoelétrica convencional, o vapor é gerado pela queima de combustíveis fósseis, enquanto numa usina heliotérmica, ele é obtido do calor gerado pela concentração dos raios solares. Há ainda a possibilidade de armazenar energia em forma de calor, sendo possível, assim, gerar energia elétrica mesmo em dias nublados ou durante a noite.

As regiões com baixa presença de nuvens, altos níveis de radiação solar e terrenos planos caracterizam o cenário ideal para a implantação de um projeto heliotérmico. O Brasil é, portanto, um país com rico potencial, principalmente na região Nordeste e em parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Além disso, a instalação de uma usina heliotérmica em áreas áridas promove o desenvolvimento da região, cria postos de trabalho diretos na construção e manutenção da planta heliotérmica e postos indiretos nas indústrias fornecedoras para o novo mercado.


O Sol: fonte de energia

O Sol é a fonte de energia com maior potencial para suprir a crescente demanda energética em todo o mundo. Podemos aproveitar diretamente a sua oferta, o que ajuda, inclusive, a enfrentarmos os efeitos adversos causados pelas mudanças climáticas – um fenômeno acelerado pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.

A radiação solar que chega à terra pode ser dividida em duas componentes: radiação direta eradiação difusa.

A radiação direta é a parte da radiação solar que não sofre nenhum desvio pela atmosfera, vindo diretamente do sol. Ela pode ser concentrada com uma lupa e é devido a sua presença que existem sombras bem definidas em dias ensolarados. A radiação direta é a componente mais importante para a tecnologia heliotérmica.

A radiação difusa, por sua vez, é aquela que alcança a superfície da Terra vindo de todas as direções, após ter sido dispersada pelas moléculas, partículas e nuvens presentes na atmosfera. A radiação difusa pode ser interpretada como a claridade do céu quando o sol está totalmente encoberto por nuvens e é aproveitada pela tecnologia fotovoltaica.


Algumas curiosidades:
A energia solar recebida pela Terra é cerca de 5 mil vezes maior do que o consumo mundial de eletricidade e energia térmica somados. [1, 2]

A energia solar que chega a Terra em um ano é cerca de 35 vezes maior do que as reservas mundiais de petróleo, carvão, gás natural e urânio somadas. [3, 4]


​Em um ano, A Terra recebe 80 mil vezes mais energia do Sol do que todas as outras fontes renováveis somadas podem produzir no mesmo período. [5]


​O aproveitamento direto da energia do sol pode ser realizado por meio de uma variedade de tecnologias; uma delas é a heliotérmica. Se você quiser saber mais sobre essa tecnologia,clique aqui.


Fonte: energiaheliotermica.gov.br
-Dados:
[1] ABBOTT, Derek. Keeping the Energy Debate Clean: How Do We Supply the World’s Energy Needs?(link is external) Proceedings of the IEEE | Vol. 98, No. 1, January 2010.
[2] U.S. Energy Information Administration. International Energy Statistics(link is external).
[3] Organization of Petroleum Exporting Countries. OPEC 2005 Annual Statistical Bulletin(link is external).
[4] GRID Arendal. IPCC Special Report on Emissions Scenarios(link is external).
[5] Sandia National Laboratories. Solar FAQs - Working Draft Version 2006 Apr 20(link is external)

sábado, 18 de julho de 2015

Aumento abusivo de taxa de iluminação pública preocupa moradores e vereador pede explicações
Emerson F. Tormann12:00



Preocupado com as inúmeras reclamações de moradores que o procuraram com as contas de luz na mão, o vereador Fábio Corrêa, presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara de Vereadores de Cidade Ocidental, solicitou à Prefeita Giselle Araújo, através de ofício, esclarecimentos sobre o aumento da taxa de iluminação pública, que antes era de R$ 5,88 e agora já alcança mais de R$ 20,00.