domingo, 15 de novembro de 2015

Leilão de energia eólica e solar gera R$ 22,2 bi em negócios
Emerson F. Tormann18:20

53 empreendimentos vão gerar energia de reserva a partir de novembro de 2018 para aumentar a segurança no fornecimento


O 8º Leilão de Energia de Reserva (LER), realizado nesta sexta-feira, 13, movimentou R$ 22,171 bilhões com a contratação de energia a ser fornecida por um período de 20 anos, que terá início em novembro de 2018. O certame teve cinco horas de duração e terminou com a contratação de 507,9 MW médios de energia, a serem gerados por 53 empreendimentos, dos quais 33 projetos solares e 20 eólicos. O preço médio da energia comercializada ficou em R$ 249/MWh, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), responsável pela operacionalização da disputa. Foram negociados 89,045 milhões de Mwh.

No caso dos projetos fotovoltaicos, o preço médio foi de R$ 297,75/MWh, deságio de 21,9% sobre o preço teto de R$ 381/MWh estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Já a energia eólica contratada hoje será vendida a um valor médio de R$ 203,46/MWh, com deságio de 4,5% sobre os R$ 213/MWh máximos determinados pela agência reguladora. O valor da energia solar vendida ficou abaixo dos R$ 301,79/MW do último leilão de reserva, realizado em agosto passado, a R$ 297,75/MWH, deságio de 21,9%.


Necessidade de energia de reserva pode ser maior nos próximos anosOs 53 projetos contratados têm capacidade instalada conjunta de 1.477 MW. Os eólicos representam 548,2 MW. Já os empreendimentos solares têm capacidade para injetar 929 MW de energia no sistema e possuem potência instalada de 1.115 MWpico. A garantia física dessas usinas está definida em 530,8 MW médios. O investimento previsto pela CCEE para a construção dos empreendimentos deve somar R$ 6,840 bilhões.

A energia de reserva é contratada pelo governo federal e visa aumentar a segurança no fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a proposta do governo de repactuação do risco hidrológico, em discussão a partir da edição da medida provisória (MP) 688, a necessidade de energia de reserva pode ser maior nos próximos anos. Aos geradores que operam no Ambiente de Contratação Livre (ACL), a proteção contra o déficit de geração hídrica (GSF) deve ser feita a partir da contratação de energia de reserva ou da disponibilidade de energia pela própria empresa.

Este é o terceiro leilão de energia de reserva de 2015. O primeiro LER ocorreu em julho e terminou sem a apresentação de propostas. O fracasso teve origem na decisão federal de estabelecer que os novos projetos deveriam estar aptos a fornecer energia a partir de janeiro de 2016, menos de seis meses após a realização da disputa. Preocupado com o risco de racionamento, o governo propôs um valor máximo de R$ 581/MWh e tentou contratar energia de futuras térmicas abastecidas com gás.

O segundo LER de 2015, realizado em agosto, durou mais de sete horas e terminou com a contratação de 231,5 MW médios de energia, negociados a um preço médio de R$ 301,79/MWh. O valor médio ficou 13,5% abaixo do preço máximo de R$ 349/MWh estabelecido pela Aneel, mas ainda 40,3% acima do valor médio de 215,12/MWh da energia solar contratada em leilão de reserva realizado em 2014. Os investimentos estimados na construção dos projetos contratados somaram R$ 4,3 bilhões.

Recorde. No ano passado, a Aneel organizou o primeiro leilão em que a energia solar foi contratada de forma independente, e não em disputa com outras fontes renováveis. Na oportunidade, também um leilão de energia de reserva, o preço médio da energia solar contratada ficou em R$ 215/MWh, deságio de 17,9% sobre o preço inicial de R$ 262/MWh. A energia solar, também negociada, mas com outro patamar de preços, foi contratada por R$ 142,30/MWh, deságio de 1,4% sobre os R$ 144/MWh estabelecidos inicialmente.

Fonte: Estadão


Torre de TV - Brasília / DF
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