sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Hackathon foca setor de energia
Emerson F. Tormann09:39

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) vai realizar um hackathon em Curitiba com o apoio das empresas Copel, Universidade Positivo e Senai.

Hackathon Sendi vai contar com 300 estudantes, que participarão de uma maratona de programação voltada ao setor de energia. O evento acontecerá de 4 a 6 de novembro, no Expotrade.

As inscrições são gratuitas e já podem ser feitas pelo site da competição. Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação de todo o Brasil. 

As vagas são limitadas por área de atuação e divididas igualmente em quatro desafios. As equipes serão formadas por 5 integrantes, sendo obrigatório um desenvolvedor, um designer e um estudante de negócios. 

“Alunos de outras áreas também são bem-vindos e quanto mais heterogênea a equipe, mais chance de saírem boas ideias”, afirma Fabiano Nezello, coordenador do evento.

As equipes terão 30 horas para apresentar uma solução para um dos quatro desafios: “Relacionamento Inteligente com o Consumidor”; “Energia Inteligente”; “Operação e Automação Inteligente de Redes de Distribuição” e “Soluções para Cidades e Instalações Inteligentes”.

Os grupos contará com mentoria de especialistas do setor de distribuição de energia, desenvolvimento de software, plataformas embarcadas e modelagem de negócio.

Uma comissão julgadora irá avaliar os projetos concluídos com base em criatividade, originalidade, utilidade prática e possibilidade de implementação. 

Os dois melhores projetos de cada desafio serão premiados e passam para a segunda fase, que escolherá a equipe campeã entre as oito melhores. O grupo vencedor receberá, entre outros prêmios, uma viagem para a Itália com visitas técnicas a empresas inovadoras.

Todos os participantes que apresentarem seus projetos serão contemplados com uma inscrição para o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica, que acontece de 7 a 10 de novembro

Fonte: Baguete


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Indústria 4.0 vai usar menos energia
Emerson F. Tormann17:56



Um nível de automação industrial sem precedentes deu origem às chamadas fábricas escuras em países como Holanda e Japão: plantas industriais que operam praticamente no escuro, com robôs e alguns poucos profissionais humanos para comandar as máquinas. Essa realidade traduz o conceito da indústria 4.0, também conhecida como quarta revolução industrial. Nela, a convergência entre a tecnologia operacional (meios físicos de produção) e a tecnologia da informação resulta em um novo modo de produção que já está em curso e que deve transformar radicalmente a produção de bens de consumo, os empregos e o uso dos recursos naturais nos próximos anos.

A aposta é de Jeffrey Carbeck, especialista da área de inovação da consultoria Deloitte, que proferiu uma palestra sobre o tema na Conferência Ethos 2016. Segundo Carbeck, que também é consultor do Fórum Econômico Mundial, a indústria 4.0 vai impactar positivamente os três pilares do conceito de sustentabilidade (econômico, ambiental e social).

Como podemos definir a indústria 4.0 e como surgiu o conceito?

Jeffrey Carbeck: O termo surgiu pela primeira vez em 2011, pela GTAI, a agência do governo alemão para comércio e investimento, quando foi desenhado um projeto de estratégias para o país na área de tecnologia. A base do conceito são os sistemas ciber-físicos, ou seja, a tecnologia que faz a conexão entre o mundo físico e digital nas fábricas. Na definição da Deloitte, é uma integração entre a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e tecnologias como robótica, análise de big data, computação de alto desempenho, materiais avançados e realidade aumentada.

O que diferencia uma fábrica automatizada de uma "inteligente"?

Carbeck: O fundamento básico da indústria 4.0 é o de que, ao conectar máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor. As fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para operar, prever falhas no processo e adaptar a produção à demanda automaticamente. A internet das coisas [conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos, como sensores, que permitem a coleta e troca de dados] é o item mais crucial na indústria 4.0, é por meio dela que a quarta revolução industrial está acontecendo.

De que modo isso vai impactar os negócios?

Carbeck: Vai impactar tanto as operações das empresas como o próprio modelo de negócios. Do ponto de vista operacional, as tecnologias poderão prover manutenção preventiva, monitoramento remoto da produção, utilizar dados sobre o uso de determinado produto pelos consumidores em melhorias nos próprios produtos. Em termos de mudanças no modelo de negócios, novos produtos e serviços poderão ser criados a partir desses dados, gerando outras oportunidades de receita e um aprofundamento na relação com os consumidores. E as empresas poderão aumentar sua lucratividade não apenas baseadas em ganhos de escala como é hoje, mas em conhecer com mais profundidade seus consumidores.

Qual a contribuição da indústria 4.0 para a sustentabilidade?

Carbeck: A indústria 4.0 vai eliminar ineficiências no processo fabril e permitir usar os recursos naturais de forma mais controlada. A geração de resíduos tende a cair a quase zero, e as empresas poderão desenvolver soluções mais robustas para seus produtos quando chegarem perto do fim da vida útil com base na análise de dados do comportamento do consumidor.

O senhor poderia citar outros exemplos?

Carbeck: Empresas como Philips, Siemens, Nike, Basf e Fujitsu estão empregando tecnologias da indústria 4.0 e já obtêm resultados em termos de economia de recursos naturais. A Basf utiliza análise de dados em sua fábrica de sabonetes em Kaiserslautern, na Alemanha, e reduziu o desperdício de matérias-primas no processo. Na Holanda, a fábrica de barbeadores elétricos da Philips opera como uma autêntica fábrica escura, com 128 robôs e apenas nove trabalhadores para gerenciar a produção, o que reduz muito o consumo de energia em relação a uma fábrica convencional, que funciona em vários turnos com funcionários.

Em relação ao pilar social do conceito de sustentabilidade, a indústria 4.0 não teria efeitos negativos, já que fábricas automatizadas tendem a eliminar empregos?


Carbeck: Esse é um ponto que vem sendo muito discutido. Na mineração, por exemplo, a automação da atividade vem reduzindo drasticamente a necessidade de mão de obra. Já faz certo tempo que, na indústria, muitos trabalhos mais repetitivos vêm sendo substituídos pela automação, e com a indústria 4.0 essa tendência se acentua. Por outro lado, ela vai demandar profissionais qualificados, especialmente nas áreas ligadas a tecnologia.

Fonte: Valor Econômico Local SP Data 28/09/2016

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Setor elétrico quer novas regras para garantir rentabilidade no longo prazo
Emerson F. Tormann18:04

Sobre contratação das distribuidoras e expansão do mercado livre vêm mudando funcionamento dos negócios em energia nos últimos anos e pedem outra revisão, após alterações em 1996 e 2004


Agentes do setor elétrico estão interessados em avançar com a discussão de mudanças nas regras do setor para garantir a rentabilidade das empresas de geração, transmissão e distribuição no longo prazo.

Seguindo o ritmo atual, o endividamento com sobrecontratação e a queda na receita das distribuidoras pela migração de consumidores para o mercado livre tendem a achatar cada vez mais os ganhos. Sem garantia de rentabilidade, os aportes na rede podem cair e afetar o suprimento de energia em dez anos, avaliaram fontes.

"Temos que repactuar a responsabilidade pela expansão, porque temos os próximos cinco anos garantidos, mas em dez anos precisamos ter essas questões resolvidas", disse o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Tiago Correia.

Para ele, o momento atual é adequado para uma revisão do setor, que não deve ser tão profunda como a promovida pelo governo em 1996, quando a Aneel foi criada. Depois dessa primeira mudança, o setor passou ainda por ajustes em 2004 quando foram criadas a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

"Estamos chegando a um momento que esse modelo começa a se esgotar por dois motivos: os custos de expansão começam a ficar pesados para distribuidoras e a contratação [de energia] está cada vez mais longe do centro de carga [geração] levando à necessidade forte de transmissão, cujo volume de investimento necessário hoje está aquém da capacidade dos grupos [com atuação] no País", avaliou o diretor da Aneel.

Em resposta a isso, a Aneel está fazendo chamadas públicas para colher sugestões que ajudem a estabelecer um novo modelo para o setor.

O formato atual dos leilões também está sendo avaliado, comentou o diretor de estudos de energia elétrica da EPE, Amilcar Guerreiro. "Os leilões de longo prazo casam bem com hidrelétricas que operam por 100 anos, mas com o avanço tecnológico a instalação solar, por exemplo, pode ter outra concepção e recursos daqui cinco anos. Então eu não sei se um contrato longo ainda faz sentido", citou ele.

Guerreiro destacou ainda que as métricas de acompanhamento da oferta e demanda de energia no País estão defasadas, gerando diferenças na formulação de preços, crítica feita também por executivos.

"A formação de preços precisa refletir o custo de investir em geração e a capacidade de distribuição", defendeu o presidente CPFL Brasil, Daniel Camposilvan. O executivo vê a expansão do mercado livre e da geração distribuída como mudanças sem volta, mas pondera que é necessário rever a estrutura existente para garantir recursos à ampliação e manutenção da infraestrutura da geração à distribuição.

O retorno para as distribuidoras é uma das principais preocupações dos agentes e executivos do setor, porque elas são a ponta arrecadadora da cadeia. "O ano de 2017 será para se discutir as regras com a migração de clientes e geração distribuída", comentou o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Fonseca Leite. Mas para ele, antes de resolver o problema da rentabilidade, é importante solucionar o endividamento com a sobrecontratação.

A estimativa da Abradee é que a sobrecontratação das distribuidoras de energia encerre o ano no patamar de 104,5%, mas não dá previsões para o ano que vem. Já a CCEE projeta excedente de 107,1% neste ano e 103,9% em 2017.

Mercado Livre

O presidente da CCEE, Rui Altieri, lembrou também que o endividamento referente ao déficit de geração hídrica (GSF) não repactuado no mercado livre soma R$ 1,2 bilhão, envolvendo 147 liminares judiciais vigentes. "Resolvemos essa questão no mercado regulado, mas precisamos encontrar uma saída no mercado livre ou vai travar novamente", disse.

Segundo Altieri, o problema da GSF se concentra hoje em quatro distribuidoras, a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), a Eletrobras Amazonas Energia, a Eletrobras Distribuição Acre e a Eletrobras Distribuição Piauí (Cepisa), sendo as três últimas do Grupo Eletrobras. Mas a expectativa dos agentes do setor é que a mudança na gestão estatal elétrica se traduza em uma resolução do endividamento nos próximos meses.

Além do GSF, a migração intensa de consumidores de baixa tensão para o mercado livre preocupa Altieri. "Precisamos de uma medida regulatória que incentive o consumidor a migrar embaixo do comercializador varejista para dar o desenho de mercado que pensamos lá atrás, com a CCEE atuando como atacadista."

A figura de comercializador varejista proposta pela CCEE já tem três empresas habilitadas, mas ainda não deslanchou.

A FAVOR


●Diferentemente de anos anteriores, quando reguladores e elétricas discutiam soluções após problemas estruturais atingirem o setor, a expectativa agora é antecipar mudanças e preparar o setor para evitar prejuízos em toda a cadeia.

CONTRA

●A intenção de aprimorar o funcionamento do mercado de energia tanto regulado como livre, esbarra nos problemas de anos anteriores que ainda não foram resolvidos e deixaram todo o setor sem caixa para investir.

Fonte: DCI

domingo, 18 de setembro de 2016

Reservatórios em nível crítico no DF impõem racionamento de água
Emerson F. Tormann16:41

Distante 200km do DF, Serra da Mesa agoniza na maior estiagem da história

Importante gerador de energia para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a barragem da hidrelétrica, no norte de Goiás, está com apenas 11,96% da capacidade de armazenamento de água. Os reflexos da seca são sentidos por moradores locais - https://goo.gl/b6W3gn

Seca no reservatório de Serra da Mesa devasta a economia local

A baixa tem afetado a agricultura e a pecuária, além da pesca e do turismo. Este ano, não houve a safrinha de milho. O gado não tem de onde tirar água para beber. Gestores esperam pela chuva, que não cai há 80 dias - goo.gl/LHsIjZ

Racionamento de água no DF é previsto há pelo menos 10 anos, mostra Inmet

Especialistas preveem chuva nos próximos dias, mas indicam que ocorrerão em áreas isoladas e não resolverão problema nos reservatórios - https://goo.gl/RQyhAb

Caesb interrompe abastecimento de água em endereços de três regiões do DF

O órgão recomenda aos moradores que, na medida do possível, façam uso racional da água, principalmente após o retorno do abastecimento, de forma a ajudar na recuperação plena e equilibrada do sistema - https://goo.gl/FlB2pS

Escassez de água faz Adasa anunciar medidas de redução de consumo no DF

Principal reservatório de abastecimento de Brasília, Barragem do Rio Descoberto atingiu o mais baixo nível da história de sua capacidade na tarde desta sexta-feira (16) e colocou Brasília em estado de alerta - https://t.co/TxJY6WIY0u
http://www.adasa.df.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1668


Adasa e Caesb pedem que população reduza gastos imediatamente
Emerson F. Tormann16:23

Sem chuva, regiões do DF enfrentam cortes no abastecimento, que podem tomar proporções maiores em 73 dias


Preocupação com o reservatório de Santo Antônio do Descoberto, que está com nível muito baixo: menores marcas desde 1987
Preocupação com o reservatório de Santo Antônio do Descoberto,
que está com nível muito baixo: menores marcas desde 1987


O brasiliense pode se preparar para o racionamento de água e até o pagamento de mais taxas por causa do desabastecimento na capital do país. O nível dos reservatórios do Distrito Federal é o pior dos últimos 20 anos, e algumas cidades já sofrem com cortes. Se não chover, a população só terá água para os próximos 73 dias. Com o objetivo de evitar a situação, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) intensificou a fiscalização de captação irregular e não descarta a cobrança extra pelo consumo excessivo.

As medidas vieram depois de vários dias quentes com tempo seco. O órgão decretou estado de alerta — volume útil entre 40% e 21% — nos reservatórios de Santa Maria e de Santo Antônio do Descoberto, locais que abastecem quase 80% da população. A marca não alcançou o nível nem em1996, ano em que chegou a 45%. A Adasa, agora, se preocupa em promover a locação de água e ampliar a comunicação para conscientizar a população. O diretor-presidente do órgão, Paulo Salles, afirmou que o momento é de atenção.

“Tentamos manter as coisas funcionando. O brasiliense precisa mudar a cultura de desperdício e observar que o nosso bem está se esgotando”. A recomendação é que a população reduza o consumo: nada de usar a água tratada para lavagem de veículos, garagens e calçadas, fachadas dos prédios, irrigação de jardins e manutenção de piscinas.

Em razão dos baixos níveis de captação e do aumento do consumo, locais como Brazlândia, São Sebastião e Planaltina enfrentam problemas. A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) alega que tal medida se faz necessária no momento de estiagem. Paulo Salles explica que esses pequenos reservatórios sofrem com a seca há algum tempo e que a Caesb pode diminuir a pressão e até suspender o fornecimento. “Isso não é previsível e não é um problema insolúvel. Se até a próxima semana não conseguirem resolver a situação de forma sustentável, a Adasa entrará fixando horários de suspensão no fornecimento de água”, garantiu.

O percentual de água nos reservatórios enfrentado pelos brasilienses é o pior desde 1987. Normalmente, os níveis mais baixos chegavam próximo à seca, nos meses de outubro e novembro, mas este ano a situação é especial. “Estamos em meados de setembro e em estado de alerta. Acredito que, seguindo as recomendações, é possível evitar um estado de restrição de uso”, acredita o diretor. O reservatório de Santo Antônio do Descoberto apresenta o volume útil de 40,3%, valor muito destoante do registrado em abril do ano passado, quando o mesmo estava com um volume de 93,37%. Já o reservatório de Santa Maria teve uma queda de volume estimada em 41,95%, desde agosto de 2015. Apesar de Santa Maria atender uma parcela menor da população e estar com danos menores, Paulo Salles frisa que é necessário tratar os dois reservatórios com a mesma preocupação.


Economia

A estudante de direito Carla Teixeira, 20 anos, já toma algumas precauções. Na casa dela, a ordem é economizar. “É uma situação preocupante. Temos o exemplo de São Paulo, que há quase dois anos sofre com desabastecimento de água. Por aqui, tomamos algumas medidas, como evitar ficar com o chuveiro aberto em todo o período do banho”, detalhou a moradora do Lago Norte. Segundo ela, a família também busca o reaproveitamento. “Nós usamos a água gasta na máquina de lavar ou no momento de lavagem do carro em outras atividades.”

A economia também é vista em alguns condomínios. Alexandre Campos, 38, é síndico de um residencial em Águas Claras. “Não é de hoje que estamos tratando com cuidado a questão da economia de água. Primeiro, cuidamos da estrutura, com a troca de registros e torneiras. Percebemos que algumas apresentavam goteiras, o que fazia aumentar o uso”, detalhou. Em meio aos trabalhos preventivos, os moradores também identificaram um vazamento na caixa d’água subterrânea. “A correção foi feita. Diante dessa situação de reservatórios baixos no DF, agora vamos reforçar com cada unidade a importância de não desperdiçar água. É um trabalho de conscientização nas 46 unidades do prédio”.


Torcida


Para a promotora de Justiça Marta Eliana de Oliveira, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema), a situação nunca esteve tão crítica. “Torcemos para que a chuva venha logo. A Adasa está cautelosa com o volume hídrico de 20% e quer evitar o estado de restrição. A população, porém, tem papel importante nesse processo”, aconselha. Marta comenta que a situação fica mais evidente com o crescimento da demanda no DF. “A água não consegue acompanhar a cultura do brasiliense de gastar. A promotoria está preocupada, pois não vemos a população engajada na causa”. A Adasa garante que, em um prazo de 30 dias, será criado um Grupo de Acompanhamento com objetivo de avaliar a situação hídrica e discutir diretrizes e ações adequadas para amenizar os efeitos da escassez hídrica sobre os reservatórios.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há a possibilidade de chuva acima do normal para os próximos dias, a partir de 22 de setembro, mas isso não garante que os volumes subam rapidamente. Ontem, houve registros de precipitação em alguns pontos, como no Gama, em São Sebastião e em Santo Antônio do Descoberto (GO). Pela segunda vez na semana, a cidade bateu recorde de calor. Os termômetros alcançaram 34,9ºC, a temperatura mais alta do ano na capital do país. A umidade caiu a 18%. Para hoje, a mínima pode ficar em 19ºC, e a máxima, em 35ºC. A umidade relativa do ar deve variar entre 70% e 25%.

Fonte: CB

ONS reduz ainda mais previsão da carga para o mês
Emerson F. Tormann15:38

Chuvas voltam a ficar abaixo da média histórica em todo o país, sendo que o Nordeste é o mais pressionado com apenas 32% da MLT



A terceira revisão semanal do Programa Mensal de Operação do mês de setembro apresenta uma nova redução da projeção de carga para setembro. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a expectativa que era de 0,4% de queda ante o mesmo mês do ano passado aumentou para retração de 0,7%. Na primeira versão do PMO esse indicador estava no campo positivo de 1%. O maior impacto vem da perspectiva de queda de 1,3% na demanda da região de maior consumo no país, o Sudeste/Centro-Oeste, o sul a perspectiva é de crescimento de 2%, no Nordeste queda de 1,6% e no Norte aumento de 0,4%.

Já em termos de afluências recuo das previsões de energia natural afluente em quase todo o país ante a expectativa da semana passada. O acumulado esperado até o final do mês no SE/CO, passou de 107% da média de longo termo para 98%. Já no Sul também caiu de 112% para 86% esperados semana passada. No Nordeste, a projeção de 33% recuou mais um ponto e está em 32%. Somente no Norte houve avanço, passou de 50% para 53% da média histórica.

Com isso, a projeção de armazenamento máximo no país seguiu a mesma tendência. No SE/CO houve novo recuo passou para 39,7% do nível operativo. No Sul a queda foi de mais de dez pontos porcentuais caindo de 93,9% para 83,2%. No Nordeste o recuo ficou em 0,3 p.p para 14,3%. Por sua vez no Norte poderá ocorrer elevação, a projeção aponta para encerrar o mês com 40,1% ante os 39,9% calculados na semana passada.

O CMO médio está equacionado em todo o país a R$ 128,25/MWh. O patamar de carga pesada ficou estabelecido em R$ 133,08/MWh, a média em R$ 131,06/MWH e a leve em R$ 122,72/MWh.
A geração térmica está estimada em 8.324 MW médios, sendo que desse volume, 6.858 MW médios estão dentro da ordem de mérito, 390 MW médios por inflexibilidade e 1.076 MW médios por restrição elétrica. A maior parcela dessa geração está no SE/CO com 4.397 MW médios. Em termos de meteorologia são esperadas precipitações nas bacias dos rios Grande, Paranaíba, Tocantins e o alto São Francisco.

Fonte: Agência CanalEnergia

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Desligamento de LTs de Furnas deixa parte de Brasília sem energia
Emerson F. Tormann22:28

Mais de 60 mil unidades da CEB ficaram sem luz. Furnas apura causas

O desligamento às 7h41min de duas linhas de transmissão de 230 kV de Furnas, provenientes da Subestação Brasília Sul, que abastecem a Subestação Brasília Geral, deixou parte da área de concessão da CEB (DF) sem energia. Asa Sul, SIA e Cruzeiro foram as regiões afetadas. De acordo com a CEB, 61.387 unidades consumidoras foram afetadas. Em nota à imprensa, Furnas informou que o restabelecimento foi concluído às 8h10min e que seus técnicos apuram a causa da ocorrência.

Fonte: Agência CanalEnergia


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Problema novo
Emerson F. Tormann19:22



Países da América do Sul enviam e recebem energia uns aos outros quando há risco de apagão, mas não é uma relação comercial.

É um acordo bilateral entre os países que envolve transmissão de megawatts: "Quando um precisa, o outro entrega", diz Luiz Barata, diretor do ONS.

As geradoras brasileiras não enfrentaram, até recentemente, cenário de sobra de energia. A situação de três térmicas descontratadas é inédita. Exportar para a Argentina seria uma saída.

Se esses acordos forem fechados, não vão poder influenciar tarifas no Brasil.

"Os preços aqui são calculados a partir do custo marginal de produção. Se houver exportação, essa carga não vai ser levada em conta e não vai afetar esse cálculo."

Maria Cristina Frias
Fonte: Folha de S. Paulo

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Segundo Greenpeace, transição para energia limpa custa só um pouco mais caro
Emerson F. Tormann07:02



Chegar a 2050 com uma matriz de energia livre dos combustíveis fósseis deverá custar ao país cerca de R$ 1,7 trilhão em investimentos ao longo dos próximos anos. Parece muito, mas é apenas 6% a mais em relação ao que o Brasil precisará investir em energia, considerando as políticas atuais para o setor.

O caminho de abrir mão do petróleo e do carvão progressivamente e alcançar uma matriz 100% renovável até meados do século também vai possibilitar a geração de 618 mil empregos ligados à área de energia limpa até 2030.

O cenário faz parte da quarta edição do relatório [R]Evolução Energética, criado pelo Greenpeace e lançado no mês de agosto em São Paulo, em um debate realizado no auditório do jornal Folha de S.Paulo.

Elaborado com o apoio de especialistas de universidades e institutos de pesquisa como Unicamp, UFRJ e International Energy Initiative (IEI), o documento traça um panorama para que o país faça a substituição das energias fósseis pelas renováveis e os passos necessários nessa transição.

"Estamos falando de uma revolução concreta. O relatório traz uma nova proposta, que é a de zerar as emissões na indústria, na produção de eletricidade e nos transportes", explica Ricardo Baitelo, coordenador da área de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.

De acordo com essa visão, na indústria e nos transportes o abandono da energia fóssil também será progressivo, com adoção de biocombustíveis e eletricidade gerada a partir de fontes limpas. A energia gerada pelo sol e pelos ventos alcança 46% da matriz energética até 2050, ao mesmo tempo em que as grandes hidrelétricas, hoje predominantes, perdem espaço.

Para isso, seria preciso redirecionar políticas públicas e investimentos em eficiência energética e geração descentralizada, com ênfase nas fontes solar, eólica e biomassa. Em paralelo, a orientação é de abolir gradativamente o petróleo e seus derivados -inclusive o pré-sal-, as termelétricas a carvão e também a geração nuclear.

O Greenpeace sugere também que não se construa mais hidrelétricas na região amazônica, hoje a principal rota de expansão da geração hídrica no país.

O relatório apresenta e compara dois cenários que mostram as possíveis configurações da matriz energética em 2050. O cenário Base reflete a continuidade das políticas do governo para o setor. Já o cenário [R]Evolução Energética traz a projeção do Greenpeace para o mesmo período.

"Com mais vento, menos hidrelétrica e mais de outras fontes, como solar e biomassa, teremos um cenário em que as renováveis se complementam", afirma Baitelo.

Segundo a projeção da ONG, a fonte hídrica passa a representar 45% da matriz em 2050, enquanto a energia eólica cresce dos atuais 7% para 25% e a fonte solar salta de menos de 1% para 21% da matriz. Outras alternativas surgem no cenário, como a oceânica e o hidrogênio, que vão responder por 2% até 2050.

"Fazer a transição não será barato, mas os custos empatam com os que estão previstos no cenário Base", diz Baitelo. Outro ponto que conta a favor das renováveis são os custos em queda, decorrentes da renovação tecnológica, e as novas possibilidades de armazenagem de energia, como baterias mais potentes.

"De 2030 para frente a energia limpa fica mais barata, e teremos um consumidor gerando sua própria energia. Mas para isso precisamos de políticas públicas e de planejamento", conclui Baitelo.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A gigante Apple terá sua própria usina de energia renovável
Emerson F. Tormann18:30

Motivos para criação seriam econômicos, ambientais e atacadista e principal cliente é a própria empresa; Apple poderia reduzir os custos com eletricidade, que chegaram a 831 milhões de kilowatts-hora durante o último ano


PALO ALTO, CALIFÓRNIA - A frase "esta loja utiliza cem por cento de energia renovável" está escrita na fachada de uma Apple Store, uma caixa de vidro entrincheirada entre um restaurante tailandês e uma farmácia no centro de Palo Alto.

Se os planos da Apple forem adiante, a empresa será capaz de afirmar o mesmo não apenas em suas lojas da Califórnia, mas também nas de outros estados, à medida que a empresa visa equilibrar seu crescente consumo de eletricidade com fontes de energia renováveis como a solar, a eólica e a hidrelétrica.

Assim como outras grandes empresas, incluindo Wal-Mart e Google, a Apple recebeu autorização federal para que sua subsidiária energética venda eletricidade no atacado em todo o país. Em outras palavras, a Apple está criando sua própria usina de energia renovável, embora o principal cliente seja a própria empresa.


Foto: Reprodução/Instagram

Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste operam com volume de 45,4%
Emerson F. Tormann18:03

Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste operam com volume de 45,4%
Região Sul foi a única que melhorou níveis, subindo 0,6%


Os reservatórios do submercado Sudeste/ Centro-Oeste estão operando com volume de 45,4%, apresentando uma queda de 0,2% na comparação com o dia anterior. Os dados são do Operador Nacional do Sistema Elétrico e são referentes ao último dia 5 de setembro. A energia armazenada é de 92.172 MW mês e a energia natural afluente é de 21.453 MW med, que é o mesmo que 109% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Furnas está com volume de 64,15% e a de Nova Ponte, com 31,06%.

O Sul foi a única região que teve alta nos níveis, crescendo 0,6% na comparação com o dia anterior. A energia armazenada é de 18.214 MW mês e a ENA é de 13.633 MW med, que equivale a 92% da MLT. A usina de Barra Grande opera com 81,12% da sua capacidade. No Nordeste, mais uma queda de 0,1% piora a já difícil situação dos reservatórios do submercado, que estão com 18,4% do volume. A energia armazenada é de 9.507 MW mês e a ENA é de 1.097 MW med, que equivale a 35% da MLT. A usina de Sobradinho opera com 13,78%.

A região Norte está com volume de 46,1%, diminuindo 0,3% na comparação com o dia anterior. A energia armazenada é de 6.938 MW mês e a ENA é de 1.144 MW med, que corresponde a 55% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí está com volume de 73,85%.

Da Agência CanalEnergia, Noticiário


Medidores eletrônicos da tarifa branca ficam para 2018
Emerson F. Tormann17:40

Implantação da modalidade também foi adiada pela Aneel. Inmetro aprovou até agora apenas um dos modelos de equipamento em avaliação

A Agência Nacional de Energia Elétrica adiou para 1º de janeiro de 2018 o prazo final para a adoção de sistemas de medição de energia destinados a unidades consumidoras de baixa tensão que aderirem à tarifa branca. A expectativa é de até essa data os medidores eletrônicos aprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia já tenham sido adquiridos pelas distribuidoras e estejam disponíveis para instalação.

Em 2018, a modalidade tarifária branca estará acessível aos consumidores com gasto mensal de energia superior a 500 kWh. Eles poderão optar por esse tipo de tarifação, que prevê a aplicação de valores diferenciados para o consumo de energia nos horários de ponta e fora de ponta, por meio da aplicação de descontos. Até 2020, a opção será aberta a todos os demais clientes.

O Inmetro aprovou em junho de desse ano o primeiro modelo de medidor de energia elétrica de múltipla tarifação. Outros 18 processos de homologação de sete fabricantes de equipamentos estão em análise pelo órgão, sem data para serem concluídos.

O prazo inicial para o início de instalação dos medidores era fevereiro de 2014, mas o cumprimento da meta dependia da aprovação de modelos pelo Inmetro para que houvesse a compra de equipamentos pelas distribuidoras. A própria Aneel teria que definir os procedimentos de aplicação da tarifa.

Fonte: Agência CanalEnergia

Mudanças no cálculo das tarifas de distribuição entram em audiência pública
Emerson F. Tormann15:51

Alterações nos contratos serão opcionais para empresas que não renovaram concessões

A Agência Nacional de Energia Elétrica vai regulamentar os novos procedimentos de cálculo das tarifas das distribuidoras que tiverem os contratos de concessão prorrogados, assim como das empresas com contratos não renovados, que aderirem voluntariamente às mudanças. A proposta será discutida em audiência pública entre 9 de setembro e 8 de novembro, com reunião pública em Brasília no dia 5 de outubro.

Em meados do ano passado, a Aneel aprovou alterações nas cláusulas econômicas dos contratos de concessão que seriam renovados para, entre outras coisas, incluir novas regras de reajuste e revisão tarifária. Um grupo de 33 empresas assinou os termos aditivos aos novos contratos já alcançados pela alterações.

A ideia era “blindar” a receita das distribuidoras contra o aumento de custos não gerenciáveis e alterações de mercado. Em agosto desse ano, a mudança foi estendida às demais concessionárias de distribuição, que podem optar por incluir as novas cláusulas no contrato atual.

Com as alterações, a Aneel passa a aferir anualmente, no processo tarifário, a receita necessária à cobertura de custos e à remuneração de investimentos. Para as distribuidoras com contratos prorrogados, as novas regras de reajuste e revisão entrarão em vigor no processo tarifário subsequente ao da assinatura do contrato, excluído o ano de 2016.

Para quem aderir voluntariamente a partir de 2017, as alterações serão aplicadas no processo tarifário do mesmo ano, desde que o termo aditivo ao contrato seja assinado com pelo menos dois meses de antecedência da data de reajuste ou revisão. Ou no processo tarifário do ano seguinte, se a alteração do contrato for feita em intervalo inferior a dois meses.

A data da revisão permanece a mesma para a distribuidora que aderir apenas às novas regras de reajuste e revisão. Se a escolha for pela adesão a todos os itens incluídos nos contratos já renovados, a data de aniversário contratual deverá ser alterada.

Fonte: Canal Energia