sábado, 30 de janeiro de 2016

CPqD e PHB desenvolvem sistema de armazenamento para microgeração de energia
Emerson F. Tormann22:04



A microgeração de energia elétrica é uma tendência que vem ganhando força no Brasil. No entanto, a integração de fontes renováveis intermitentes, como eólica e solar, às redes de energia elétrica tem sido motivo de preocupação para as concessionárias, uma vez que poderá criar condições de instabilidade nessas redes – especialmente quando a participação dessas novas fontes na geração tiver um aumento significativo.

Reduzir os efeitos da intermitência da geração eólica e solar é o foco do projeto que o CPqD vem desenvolvendo em parceria com a PHB Eletrônica, empresa nacional que atua há 31 anos no mercado de eletrônica de potência – com produtos como inversores solares, retificadores, fontes de alimentação, voltados para os segmentos de energia solar fotovoltaica e infraestrutura de telecom.

Com duração de três anos (até junho de 2018), o projeto tem como principal objetivo o desenvolvimento de um sistema de armazenamento de energia em baterias de alto desempenho (BESS, do inglês Battery Energy Storage System), que está sendo conduzido pelo CPqD com recursos do BNDES Fundo Tecnológico (BNDES Funtec) e da PHB.

Segundo o CPqD, esse trabalho inclui toda a eletrônica de gestão e controle, o empacotamento, o sistema de refrigeração, a seleção da tecnologia de células (de lítio-ion) mais indicada e, principalmente, a inteligência de gerenciamento ativo de energia (BMS), que é a grande inovação do BESS.

O BESS desenvolvido pelo CPqD será comercializado pela PHB e poderá ser adquirido em conjunto com o inversor híbrido da empresa, como uma solução completa, ou em separado – uma de suas funcionalidades permitirá o uso do BESS com inversores híbridos de outros fabricantes.

De acordo com a PHB, o foco dos novos produtos será o mercado de micro e minigeração fotovoltaica, atendendo residências e instalações comerciais e industriais de pequeno e médio porte.


Fonte: Bitmag

Geração de energia eólica deve continuar crescendo nos próximos anos
Emerson F. Tormann21:10

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil
Investimentos na matriz eólica contribuem para
a geração de energia limpa (Arquivo/Agência Brasil)

A capacidade de geração de energia eólica no Brasil deverá passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos próximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expansão de Energia, é que em 2024 o parque eólico brasileiro deverá responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo país. Até o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica).

A energia produzida com a força dos ventos é a que apresenta o maior crescimento no país. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas eólicas no país, com investimentos de R$ 19,2 bilhões. Atualmente, existem 349 usinas eólicas instaladas no Brasil, a maioria na região Nordeste.

“A energia eólica no Brasil é algo razoavelmente novo e essa indústria foi sendo construída com bases muito sólidas porque temos um recurso eólico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso nós colocamos a eólica em uma situação de vantagem comparativa e competitiva muito grande”, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum.

Para a coordenadora da campanha de Energias Renováveis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expansão da capacidade de geração desta energia no país é otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior força na última década. No entanto, ela avalia que a meta de alcançar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda é tímida. “Quando você pega o que já está instalado hoje e o que está sendo construído, o que sobra não é muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poderíamos ter muito mais”, diz.

Transmissão


O escoamento da energia produzida pelas usinas eólicas foi um problema para os primeiros parques construídos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmissão concluído para levar a energia a outras regiões. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de geração de energia e das de linhas de transmissão.

“Hoje não tem mais aquele atraso e os próximos [projetos] tendem a não atrasar mais, porque o modelo é outro”, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contratação de energia eólica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte à garantia de conexão junto à rede de transmissão.

A entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque eólicos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conexão à linhas de transmissão. “Esse percentual não é relevante, é menos de 5% do total”, avalia Elbia.

Para o Greenpeace, o escoamento da energia é o principal gargalo para a expansão das eólicas no país. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contratação à garantia de linhas de transmissão prejudica o setor. “No fundo, isso é muito ruim para a indústria eólica, porque quem faz a usina não é o mesmo agente que faz a linha de transmissão, são coisas completamente separadas no setor elétrico”, avalia.

Custo

O custo de geração da usina eólica, que era um entrave para o crescimento do setor há alguns anos, já não é mais obstáculo. Atualmente, ela é a segunda fonte de energia mais barata, atrás da energia hidrelétrica. “A eólica já chegou no seu grau máximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011”, diz Elbia.

Segundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na geração de energia eólica no Brasil são produzidos no país. “Ao construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, nós temos um potencial eólico disponível para atender as necessidades do Brasil”.

Para a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia eólica atualmente é um mito, pois com o avanço da indústria o setor se tornou competitivo. “Há 10 anos quando se falava em energia eólica no país era uma coisa de maluco, ninguém acreditava. Hoje em dia só se fala nisso”, avalia Larissa Rodrigues.

Papel social

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, destaca que, além dos benefícios para a redução dos gases do efeito estufa, a expansão da energia eólica cumpre também um papel social. Isso porque pequenos proprietários arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso.

“A forte expansão da geração eólica no país é um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redução dos gases do efeito estufa. Além do benefício ao planeta, por menos emissões, tem ainda o benefício local, não apenas pela redução da poluição regional, mas também pelo benefício social ligado à renda que é gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em áreas mais pobres do Brasil”, avalia Tolmasquim.

Segundo estimativas da Abeeolica, cada família que arrenda suas terras para a instalação de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por mês e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milhões por mês em arrendamentos.

Os parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas áreas são ocupadas com os equipamentos eólicos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecuária, piscicultura entre outras atividades.

Fonte: EBC

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

CEB alerta população sobre perigos da rede elétrica
Emerson F. Tormann15:18

Em 2015, 80% dos acidentes com fiações resultaram em morte. Período chuvoso pode aumentar a incidência de cabos partidos


Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília


Ventos e raios durante o período chuvoso podem aumentar o número de cabos partidos da rede elétrica. Por isso, a população deve tomar cuidados e não se aproximar de fiações. O alerta e a recomendação vêm do engenheiro de segurança da Companhia Energética de Brasília (CEB) Stefanos Nicolaidis. Mas a atenção, ressalta o profissional, deve ser constante, inclusive, na época da seca.

Neste ano, durante o réveillon, um acidente resultou na morte de um morador do Guará que havia encostado o bastão de selfie em fios de rede elétrica. Em 2015, das cinco ocorrências registradas pela CEB em Brasília, quatro também foram fatais. Desde 2009, a companhia soma 57 acidentes, que provocaram a morte de 34 pessoas — 59,64%.

Causas
Também engenheiro de segurança da companhia, José Cézar Nonato explica que as principais causas de acidente são o contato de vergalhões (barras de metal compridas e relativamente grossas) e de outros objetos metálicos com a rede. "Ao manuseá-los perto dela, ocorre a descarga elétrica direto na pessoa".

Entre outros casos comuns constam colocação de andaimes próximo às redes, construções irregulares para apoiar antenas transmissoras de sinais para televisão, podas de árvores sem o devido acompanhamento técnico e ligações clandestinas de energia. Segundo Nonato, esses motivos repetem-se no restante do País, onde ainda há situações com máquinas agrícolas que encostam em fiações.

O engenheiro frisa que se deve manter distância segura da rede elétrica. De acordo com ele, existem recomendações específicas conforme a voltagem. Para saber qual é o espaço mínimo necessário, deve-se entrar em contato com a CEB.

Cartilha
De acordo com a companhia, acidentes são raros, porém, quando ocorrem, comumente levam a óbitos ou lesões, como queimaduras graves. O engenheiro Nonato conta que algumas queimaduras já foram responsáveis por perdas de membros. Para zerar as estatísticas, a CEB aposta na divulgação de cuidados. Além disso, incentiva o contato com a central, pelo telefone 116, para obter orientação técnica e proteção temporária da rede.

"Quem deve mexer na rede elétrica é o funcionário da CEB", destaca Nonato. "Para podar uma árvore, por exemplo, deve-se entrar em contato para que desliguemos a rede durante o corte."

Para orientar a população sobre os riscos, a companhia produziu uma cartilha com tiragem de 100 mil exemplares. A publicação pode ser encontrada nas agências de atendimento da CEB e nas unidades do Na Hora e é voltada especialmente a profissionais da construção civil e a moradores que vão erguer imóveis próximos às redes. A produção e a distribuição do informativo custaram R$ 14,8 mil.

Veja a galeria de fotos:

CEB alerta população sobre perigos da rede elétrica

Jade Abreu, da Agência Brasília23 de janeiro de 2016 - 14:53

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

No futuro as Sociedades produzirão energia solar em ilhas?
Emerson F. Tormann11:38

energia solar e eólica em ilhas marítimas

Com preocupações de mudança climáticas ficam cada vez mais próximas e continua necessidade de produção energia para os países, não será surpresa que haverá novas formas de inovações de energia para uma constante procura


Uma proposta pelo Professor Carl Ross da Universidade de Portsmouth veria de ilhas de energias artificiais ancoradas no mar em torno do Reino Unido. O conceito seria de fornecer energia adicional para o país e também de espaço adicional para abrigar a população crescente.

As estruturas irão explorar a energia do vento, maré e sol, e serão rebocada mar aberto

Professor Ross disse: "Um dos problemas que enfrentamos, especialmente nos países superlotadas e pequenos, como aqueles encontrados na Europa e Ásia, é areação das pessoas a síndrome NIMBY - isto é, a Not In My Back Yard (Não no meu quintal).

"As pessoas muitas vezes se queixam do uso desses métodos renováveis de produção de energia ocupa o valioso espaço da terra, fica feio, e faz muito barulho.

"Ao colocar estas três formas de energia renováveis na produção em uma ilha flutuante, poderemos evitar todos estes pontos negativos. Dois terços da superfície da Terra é coberta por água, por isso, não estão 'perdendo' terra - na verdade, estaremos colonizando os oceanos.

"Uma vez que esta tecnologia está amadurecido, os seres humanos poderão até mesmo começar a viver na ilha flutuante para ajudar a combater o excesso de população.

"Em 2011 as Nações Unidas anunciaram que a população mundial atingiu sete bilhões e o impulso de uma população crescente não mostra quaisquer sinais de abrandamento."

Ancoragem das Ilhas

Cada ilha será presa ao fundo do mar por pilares tubulares gigantes que contêm câmaras de vácuo em suas bases. A tecnologia é semelhante ao que é utilizado para ancorar plataformas de petróleo offshore.

Cada ilha irá apoiar na geração de energia através de turbinas eólicas e painéis solares em sua superfície, com turbinas de maré ligadas abaixo da superfície para aproveitar o poder dos oceanos.

O professor acredita que as ilhas podem ser facilmente implantados em regiões costeiras do Reino Unido, incluindo as partes mais profundas do Mar do Norte e, possivelmente, até mesmo nas partes do Canal Inglês. Ele acredita que cada ilha pode gerar energia suficiente para abastecer 119.500 casas.

Basta dizer que, essas instalações não estarão sem obstáculos, não menos que as previsões de custo em torno de valores de £ 1,7 bilhões de preço, mas o Professor Ross acredita que tal esforço poderia ser reembolsado no prazo de 11 anos através de contas de energia mais baixas.

Tradução: Girassol
Fonte:http://www.ncub.co.uk/

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Sem luz no fim do túnel
Emerson F. Tormann17:04

Mesmo com chuvas, bandeira vermelha deve vigorar até abril. Mas sobretaxa poderá ter desconto




Treze meses depois da entrada em vigor do sistema de bandeiras tarifárias — que indica se a energia custa mais ou menos, mostrando quando é necessário ligar termelétricas — o consumidor ainda está longe de obter um alívio mais significativo na conta de luz. Desde janeiro do ano passado, o brasileiro arca com a bandeira vermelha, a mais cara, atualmente em R$ 4,50 por mês a cada cem quilowatt-hora (kWh) consumidos. Segundo analistas, apesar do volume maior de chuvas neste início do ano e do aumento do nível dos reservatórios nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o país só terá chance de adotar a bandeira verde (na qual não há cobrança extra) a partir de abril, quando se encerra o período de chuvas. A partir daí, avaliam que será possível avaliar com mais segurança o nível dos reservatórios.

Enquanto isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica Números (Aneel) decide hoje uma nova regra que deve ser adotada a partir de 1º de fevereiro. A R$ 0,50 agência pretende criar mais patamares de bandeiras tarifárias do que as três existentes da criação do (verde, amarela e vermelha). A proposta em discussão prevê bandeira a dois níveis de bandeira vermelha. É provável que em fevereiro seja adotado o patamar 1 da bandeira vermelha, o que significaria cobrança de R$ 4. Na avaliação do governo, a redução de R$ 0,50 a cada cem KWh consumidos no preço da bandeira representaria uma indicação positiva para os consumidores, além de mostrar que os custos do setor elétrico estão de 41,4% declinantes.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o volume nos reservatórios da região Sul subiu de 64,8% para 94% na comparação entre os dias 24 de janeiro do ano passado e deste ano. No Sudeste e no Centro-Oeste também houve alta: passou de 17,2% para 41,4%. O cenário é diverso na região Norte, onde o percentual caiu de 35% para 22,7%. No Nordeste, que apresenta o nível mais baixo, também por conseqüência do El Nino, o percentual passou de 17% para 12%.

AR-CONDICIONADO COMPARTILHADO

De acordo com uma fonte, a principal preocupação do governo é achar um ponto de equilíbrio, diante da diferença de cenário entre as regiões.
— É uma questão política, porque, de um lado, a região mais rica do país já tem uma situação mais confortável, e, do outro, as áreas mais pobres vêm sofrendo com a queda do volume. É esse equilíbrio que está sendo estudado — disse a fonte.
Dados do ONS indicam que a utilização de usinas termelétricas — mais caras que as hidrelétricas — está perdendo força. Em um ano, a geração caiu de 14.426 megawatts médios (MWm) para 8.741 MWm em janeiro deste ano. A participação destas usinas passou de 22,54% para 16,03% de toda a energia gerada na comparação entre janeiro de 2015 e janeiro deste ano.
Para Nivalde de Castro, coordenador do Centro de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), do Instituto de Economia da UFRJ, já é possível passar para o nível 1 da bandeira vermelha:
— A redução do valor da bandeira vermelha é possível porque vem chovendo muito. Mas ainda é cedo para saber se já podemos utilizar a bandeira verde. Isso só vamos saber em abril. Mas ainda acho pouco provável. O Nordeste ainda está com o volume muito baixo nas usinas.
Mikio Kawai, diretor executivo da consultoria Sa-fira Energia, lembra que o volume de chuvas neste mês está 20% acima da média histórica no Sudeste:
— A chance de termos uma bandeira verde neste ano está cada vez maior. Mas o Nordeste preocupa. Por isso, é preciso esperar o mês de abril.
Enquanto o governo analisa quando será possível aliviar a cobrança com segurança, a advogada Giovanna Nunes, de 24 anos, improvisa para arcar com o aumento da conta de luz. Ela, a mãe e a irmã usavam regularmente o aparelho
de ar-condicionado. Neste mês, porém, foram surpreendidas pela alta da conta, que saltou de R$ 300 para R$715.
— No início do ano passado, gastávamos R$ 100. O preço foi aumentando gradativamente, até que fechamos 2015 com uma média de R$ 280. De repente, em um apartamento de 50m2, a conta explodiu e ultrapassou os R$ 700! Não gastamos luz assim. Mas, a partir de agora, o ar (condicionado) virou medida extrema, e com todo mundo no mesmo quarto. — disse.
Em Niterói, a auxiliar de contabilidade Larissa Pereira, de 22 anos, que mora com a filha, diz ter tido um aumento desproporcional de tarifa:
— Uma conta que se mantinha na faixa dos R$ 230, já com a bandeira, não pode chegar aos R$ 600! Com um salário mínimo de R$ 800, quem tem condições de arcar com R$ 600?

BC VÊ INCERTEZAS NO SETOR

Neste cenário, o próprio Banco Central (BC), que em seu último Relatório de Inflação previa uma mudança de bandeira tarifária para a cor verde, já dá sinais de mudança. No documento, informava que o eventual aumento do nível dos reservatórios no Sudeste e no Centro-Oeste no fim de 2015 e início de 2016 poderia possibilitar o desligamento de parte das usinas termelétricas, "criando condições para a alteração da bandeira cobrada nas contas de eletricidade, de vermelha para amarela ou verde".

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada, surgiram incertezas em relação à previsão anterior. A avaliação oficial do quadro deve surgir na ata da reunião, que será publicada na quinta-feira. O aumento de cerca de 50% na conta de luz em 2015 foi — juntamente com o dólar — o vilão da inflação, que chegou a 10,67%.
As bandeiras permaneceram no patamar vermelho durante todo o ano de 2015. A partir de agosto, porém, o valor arrecadado passou a gerar um excedente financeiro para as distribuidoras. Até novembro, último valor apurado, esse saldo já era de R$ 1 bilhão, um valor cobrado nas tarifas além do necessário para a geração de energia termelétrica e para pagar outros custos da falta de água nos reservatórios das hidrelétricas. Para evitar essa distorção, a Aneel propôs a revisão.
Durante a consulta pública da discussão, os agentes do setor foram favoráveis ao desmembramento das bandeiras. Algumas distribuidoras, como a Light e a CPFL, defenderam a criação dos patamares 1 e 2 também para a bandeira amarela.
Segundo Nivalde de Castro, da UFRJ, o modelo de bandeiras tarifárias veio para ficar:
— Vamos precisar de mais termelétricas no futuro porque a nossa matriz está crescendo com as usinas eólicas e hidrelétricas a fio d'água, que não geram energia o ano inteiro. Os reajustes extraordinários que foram feitos ao longo do ano passado ocorreram apenas para resolver um problema de caixa das concessionárias do ano de 2014. •

Colaborou Marina Brandão, estagiária sob supervisão de Lucila de Beaurepaire

Empresas buscam tarifa menor no mercado livre

Em janeiro, 61 companhias deixaram de ser clientes de distribuidoras

Ana Paula Ribeiro

ana.ribeiro@sp.oglobo.com.br

São paulo - O aumento nas tarifas de energia tem feito com que mais empresas migrem para o chamado mercado livre, em que o valor pago é negociado e válido por um período previamente determinado independentemente dos aumentos promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Dados da Câmara Comercializadora de Energia Elétrica (CCEE) mostram que 61 empresas migraram para o mercado livre em janeiro e outras 438 farão a mudança nos próximos meses.

Uma dessas companhias foi a Pistões Rocatti, de Araraquara (SP), que, em meio a um mercado já fraco, teve de arcar com o aumento das tarifas de energia no ano passado. O pedido de migração para o mercado livre foi feito no fim de dezembro e deve ser concluído em julho. A empresa espera ter redução nos gastos de energia entre 14% e 20%.
— A migração foi devido ao custo. Estamos vivendo a pior crise da nossa história, e o custo da energia subiu muito. Tínhamos que fazer alguma modificação — afirmou Carlos Carattí, diretor da empresa.

COMPARAÇÃO DE PREÇOS

Assim como as demais empresas, a Pistões Rocatti vai deixar de ser cliente de uma distribuidora de energia, no caso, a CPFL, para fazer parte desse mercado.
— Houve aumento significativo de tarifas para consumidores atrelados a distribuidoras. Quem tem condições de migrar, começou a checar as tarifas no mercado livre e viu que os preços estão decrescentes — disse Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.
— As empresas buscam competitividade. As normas de medição estão mais simples, e o processo, menos burocrático. O custo da energia no mercado livre caiu — disse Reginaldo Medeiros, presidente da Associação Brasileira dos Comerciali-zadores de Energia (Abraceel).
Em 2014, o preço no mercado livre chegou a R$ 822,23 o me-gawatt/hora (MWh). Isso ocorreu em razão da escassez de chuvas, que reduziu o volume dos reservatórios das usinas (e sua capacidade de gerar energia), e do atraso em projetos. De lá para cá, as chuvas voltaram, e a economia desacelerou, o que fez o preço cair a R$ 30,25 o MWh nas regiões Sul e Sudeste.
— Houve aumento da tarifa no mercado cativo. Isso fez com que a população e as empresas sofressem quando houve o ajuste tarifário. E, no mercado de curto prazo, o preço da energia caiu — explicou Fábio Cuberos, gerente da Safira Energia.
Cristopher Vlavianos, presidente da comercializadora de energia Comerc, explica que o preço da energia no curto prazo, de R$ 30,25, serve como referência. Contratos com prazo de três a cinco anos estão variando entre R$ 80 e R$ 100. Na região Sudeste, um consumidor com demanda em torno de 500 kilowatts tem conta ao redor de R$ 100 mil no mercado convencional. Segundo o executivo, a migração representa redução de preço em torno de 30%.

CLIENTES SÃO GRANDES CONSUMIDORES

O mercado de energia no Brasil está dividido em duas categorias: o ambiente de contratação regulada, no qual estão consumidores que são clientes de distribuidoras, e o ambiente de contratação livre, no qual o consumidor (geralmente grandes empresas) compra energia diretamente de geradores ou comercializadores.
A negociação no mercado livre é feita por meio de contratos bilaterais com condições negociadas, como preço, prazo e volume. Cada consumidor paga uma fatura referente ao serviço de distribuição para a concessionária local, além do preço negociado no contrato de compra de energia.
Só podem se tornar clientes no mercado livre empresas com consumo igual ou superiora 500 kw equivalente ao de um shopping center. Elas podem comprar energia gerada por fontes renováveis, como hidrelétricas de pequeno porte, termelétricas a biomassa e eólicas. Empresas com consumo igual ou superiora 3.000 kw podem comprar energia dequalquerfonte, incluindo grandes hidrelétricas, usinas termelétricas e eólicas.
No ano passado, em razão da falta de chuvas, algumas distribuidoras e geradoras não conseguiram entregar o prometido a seus clientes e tiveram de recorrer ao mercado de curto prazo para comprar energia, quando os preços estavam em alta. Isso levou a tarifa no mercado livre a bater o recorde de R$ 822. Hoje, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o preço de referência está em R$ 30,25/MWh para as regiões Sudeste e Centro-Oeste. Para o Nordeste, é de R$ 304,41.


Fonte: O Globo Local RJ
Jornalista Bruno Rosa, Danilo Fariello e Gabriela Valente

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

No Tocantins, homem faz chocadeira que funciona com energia solar
Emerson F. Tormann10:18

Luiz Tiers usa as horas vagas para construir aparelhos de forma artesanal. Criação veio para ajudar produtores que sofrem com oscilação de energia.


Há mais de 20 anos o funcionário público Luiz Claudio Tiers usa as horas vagas e uma oficina que ele tem em casa para fabricar aparelhos. Ele mora em Gurupi, no sul do Tocantins e criou um modelo de chocadeira que funciona com energia solar. O equipamento tem feito sucesso na cidade e a fabricação artesanal já se transformou em um negócio rentável.

Durante muito tempo, Tiers foi conhecido por construir chocadeiras elétricas através de um sistema também criado por ele. Mas para resolver o problema de muita gente que mora na zona rural e sofre com a oscilação na rede elétrica, ele passou a fabricar um equipamento que funciona com energia solar.

"Sempre gostei de criar aves e comprei uma chocadeira, mas ela acabou dando problema e não achei recurso para consertá-la. Então, decidi tentar criar de alguma forma. Fiz uma a gás e deu tudo certo. As pessoas viram e me encomendaram. Daí eu fiz a segunda, a terceira. Depois comecei a fazer a elétrica e as coisas foram mudando. Tenho tentado evoluir."


Homem fez chocadeira que funciona com energia
solar (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Antes do produto final, o funcionário público passou noites e noites fazendo pesquisa. "Nós chegamos a conclusão de que com um painel solar e a bateria, tínhamos condições de fazer a máquina funcionar exclusivamente com energia solar. Uma energia grátis e constante."

O aparelho funciona com duas placas que captam a energia do sol e carregam uma bateria. Depois a carga é enviada para um equipamento, que tem um transformador interno.

A energia é adaptada para 220 volts de tensão e a temperatura é regulada para 37 graus. O equipamento tem a capacidade para chocar até 1.500 ovos por mês e o aproveitamento chega a 95%.

Além de construir a chocadeira, Tiers fabricou, de forma artesanal, um equipamento chamado ovoscópio. O aparelho é utilizado para fazer uma espécie de ultrassonografia.

"O objetivo é eliminar os ovos que não são fecundados ou que estão com algum problema na encubação, o que pode causar uma perda ou uma contaminação na própria máquina. É usado também para aproveitar melhor o espaço físico do aparelho eliminando os ovos que não vão nascer.

Ovoscópio faz uma espécie de ultrassonografia do
ovo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Com o ovoscópio, o criador pode monitorar o desenvolvimento interno dos ovos e pode calcular quantos deles serão chocados.

Os equipamentos artesanais fizeram tanto sucesso que o casal Kátia e Cecílio, por exemplo, pretende investir na criação de aves e já encomendou o aparelho.

"A gente fez uma pesquisa no comércio a respeito de chocadeira e a pessoa recomendada foi o Cláudio, por ser mais entendido do assunto. Chegamos até ele e explicamos que queremos profissionalizar o negócio. Ele nos indicou essa chocadeira pequena, mas o interesse maior foi essa nova que funciona a luz solar", afirma a produtora Kátia Bernardes.

"A grande vantagem da chocadeira é que a gente está na zona rural e a energia costuma falhar. Então [com esse aparelho] a gente fica mais tranquilo em não perder a produção", afirma o pecuarista Márcio Cecílio.

O criador Flávio Maia tem cerca de 400 frangos e a produção chega a mais de 400 pintos por mês. Essa produtividade só é possível por causa de uma chocadeira elétrica que ele tem em casa. Tiers contou a novidade para Maia que ficou animado e também vai encomendar a dele.

Agora o criador já pode pensar em triplicar a produção e aumentar os lucros. "A gente já perdeu ovo por falta de energia. Essa chocadeira além de funcionar à luz solar tem uma bateria. Nesse caso, se faltar a energia, ela automaticamente funciona na bateria. Vai melhorar o nascimento dos bichos com menos custos", diz otimista.

Assista ao vídeo da TV Anhanguera

Material desenvolvido na Suíça tende a deixar energia solar mais barata
Emerson F. Tormann10:09

Novo equipamento promete maior eficiência energética por 20% do preço atual


Funcionário fiscaliza painéis solares: fonte energética é promissora - Carlos Barria/Reuters


RIO — O alto custo de compra e instalação de painéis fotovoltaicos é um dos grandes entraves para a disseminação do uso de energia solar no Brasil e no mundo. No entanto, um novo material desenvolvido por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, promete mudar radicalmente este cenário. Por meio de engenharia molecular, eles criaram moléculas de FDT (sigla em inglês para fluoreno-ditiofeno dissimétrico), material capaz de transportar cargas positivas dentro dos painéis solares. Esta função é essencial para que as placas funcionem, mas, até hoje, os transportadores de carga eram muito caros. De acordo com os cientistas, o FDT custa um quinto do preço dos outros produtos e eleva a eficiência energética em 20,2%, enquanto os painéis que estão hoje no mercado conseguem 14%.

O FDT pode, também, ser facilmente modificado, segundo os pesquisadores. Isso permitiria o aumento do leque de opções para construir vários modelos de placas fotovoltaicas.

As novas placas de FDT são formadas a partir da perovskita, um tipo de mineral que assume a forma de cristais e é largamente utilizado para equipamentos de energia solar. Segundo um de seus criadores, o professor Mohammad Nazeeruddin, elas são mais fáceis de fabrificar e purificar.

No Brasil, com a tecnologia atual, gasta-se em média R$ 17 mil para ter energia solar em casa. A redução no preço fica ainda mais atraente quando se percebe como este novo tipo de placa é mais eficiente do que as que são usadas hoje em dia.

O coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, lembra que existem outras tecnologias ainda em laboratório que permitem aumentar a eficiência da energia solar em até 40%, mas todas elas são mais caras do que as que temos no mercado.

— A grande novidade dessa descoberta é a possibilidade de fazer a eficiência crescer ao mesmo tempo em que se reduz o custo — destaca. — O grande salto vai ser conseguir produzir placas com esse material em larga escala.

Para Baitelo, além de reduzir o preço dos equipamentos, é preciso encontrar uma forma de baratear os serviços — instalação e manutenção — e a logística.

— O Brasil importa todos os equipamentos relacionados a energia solar. Se começarmos a fabricá-los, gastaremos menos com logística — destaca.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/material-desenvolvido-na-suica-tende-deixar-energia-solar-mais-barata-18525902

domingo, 24 de janeiro de 2016

Agência da ONU para energia atômica oferece tecnologia nuclear contra vírus Zika
Emerson F. Tormann21:06

mosquito Aedes aegypti, causa doenças e transmite os vírus Zika, Dengue e Chikungunya

Usar a radiação nuclear para eliminar ou reduzir a população do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus Zika, será um dos temas centrais que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas (AIEA), Yukiya Amano, apresentará a vários países em viagem pelas Américas que começa na segunda-feira (25).

O vírus Zika está relacionado ao aumento de casos de microcefalia em bebês na América Latina.

“A tecnologia para a esterilização de insetos é muito eficaz na redução ou erradicação da população de mosquitos e outros portadores de doenças”, explicou Amano em entrevista na véspera de partir para o Panamá, primeira escala da visita de duas semanas pela região da América Central e México.

O diplomata japonês recordou que a agência da ONU para energia atômica, que zela pelo uso pacífico da tecnologia nuclear, tem muita experiência nesta técnica para o controle de pragas. Amano destacou também que a organização tem capacidade para reagir com rapidez a crises deste tipo e deu como exemplo o surto de ebola na África em 2014.

Na época, a agência enviou em poucas semanas uma missão aos países africanos afetados. Com o uso de tecnologia nuclear, o tempo necessário para diagnosticar o ebola nesses países foi reduzido de quatro dias para quatro horas.

A esterilização nuclear de insetos já teve êxito contra a mosca tse-tse, na África, que transmite a chamada “doença do sono” em humanos e afeta também o gado.

O diretor da agência da ONU lembrou, no entanto, que a entidade ainda trabalha na aplicação desta técnica sobre os mosquitos transmissores de outras doenças, como o Zika, e advertiu que o problema “não será resolvido da noite para o dia”.

Além disso, será necessário combinar a esterilização dos mosquitos com outras técnicas e medidas, como p uso de produtos químicos, armadilhas e redes, destacou Amano. Além do Panamá, ele irá à Costa Rica, El Salvador, Nicarágua, Guatemala e o México, com uma intensa agenda de contatos de alto nível.

“Estamos interessados nesta região. Estamos interessados em países grandes e pequenos, em países que utilizam a energia nuclear para gerar energia, mas também nos que a usam em doentes com câncer ou a ajudar pequenos agricultores”, acrescentou.

Segundo Amano, a tecnologia nuclear pode ser útil para estes países e sua visita servirá para a ONU entender as necessidades de cada nação nessa área. “Estas tecnologias podem ser úteis para eles. E eles têm interesse. Para fazer isto, precisamos entendê-los e ter um bom entendimento com os líderes políticos”.

A Agência Internacional de Energia Atômica já desenvolveu técnicas como a mutação de culturas mediante raios gama para conseguir novas variedades de plantas mais resistentes às doenças. Na Guatemala, por exemplo, a agência lançou um projeto para combater o Hemileia vastatrix, fungo que afeta as plantas de café.

A entidade também oferece tecnologia e formação médica para a luta contra o câncer na América central.

Amano recordou que a agência atua como intermediária num programa para que oncologistas da região – profissionais e estagiários – possam frequentar cursos de formação e especialização na Espanha. “A formação periódica é necessária porque a tecnologia avança muito rapidamente”.

Da Agência Lusa

sábado, 23 de janeiro de 2016

Custo de armazenar energia em baterias deve cair 70% até 2030
Emerson F. Tormann21:24



LONDRES (Reuters) - O custo de armazenar energia em baterias pode cair até 70 por cento ao longo dos próximos 15 anos, com novas tecnologias para baterias solares e outros avanços técnicos puxando a redução de preços, afirmou o Conselho Mundial de Energia em relatório divulgado nesta quarta-feira.

O armazenamento de eletricidade em larga escala poderia tornar mais flexíveis fontes intermitentes de geração renovável, como usinas solares e eólicas, com a possibilidade de injeção rápida de energia na rede quanto há picos de demanda.

Atualmente, a capacidade de geração de energia tem que ser bem maior que o consumo médio para suportar os momentos de pico, mas o armazenamento poderia acabar com esse problema, que exige que a energia seja consumida no mesmo momento em que é produzida.

Os altos custos de sistemas de bateria hoje impedem que operadores de usinas os utilizem em escala comercial. Mas os custos de diversas tecnologias de armazenamento cairão conforme a produção aumentar, segundo o relatório do Conselho Mundial de Energia.

Opções de armazenamento vão desde sistemas que envolvem bombas hidráulicas, que respondem pela maior parte das soluções de grande escala atualmente utilizadas ao redor do mundo, até novas e mais avançadas tecnologias que envolvem produtos químicos como o íon de lítio e baterias de sulfurados de sódio.

Essas novas tecnologias de baterias poderiam ter a maior queda de custos até 2030, de até 70 por cento, passando do custo atual de 100-700 euros por megawatt-hora em 2015 para 50-190 euros por MWh em 2030, segundo o relatório.

"Enquanto as baterias atualmente são muito caras para uso em larga escala, avanços tecnológicos estão reduzindo custos, o que significa que esses sistemas de armazenamento poderiam substituir algumas usinas e evitar a construção de outras novas, assim como reduzir a demanda por petróleo", afirmou o Conselho Mundial de Energia em nota.

Tecnologias que utilizam bombeamento hidráulico teriam a menor redução de custos, por já serem uma solução mais madura, assim como aquelas que envolvem armazenamento de energia por meio de ar comprimido.

A íntegra do relatório (em inglês) está disponível em: here

Fonte: br.reuters.com

Novo ICMS do e-commerce: uma batalha por R$11 bi em tributos
Emerson F. Tormann19:52

Confira Estados que mais compram em lojas virtuais e devem receber mais ICMS com mudança na legislação que começou a valer no último dia primeiro



Em 2016, uma nova regra para distribuição do ICMS está gerando polêmica. A mudança é gradual e já está valendo. A partir de 2019, 100% do ICMS deverá ser pago ao Estado de destino do pedido, ou seja, onde foi realizada a compra virtual. Para entender melhor o impacto da alteração, a consultoria Conversion preparou uma tabela com a participação em compras no comércio eletrônico, que movimentou R$ 55,81 bilhões em 2015.


Embora careça de números sobre a localização dos e-commerces (origem da mercadoria), a maioria deles fica nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Essas mesmas regiões realizam 58,9% das compras (destino da mercadoria), somando cerca de R$ 33 bilhões em pedidos no último ano. O restante do Brasil compra R$ 23 bi, e é aqui que estará a grande briga pelo ICMS.


Considerando o crescimento do e-commerce brasileiro, previsto para atingir R$ 149 bilhões em 2019, os Estados fora do eixo Rio-São Paulo irão comprar cerca de R$ 61,2 bilhões. Considerando que todas essas compras fossem realizadas de lojas virtuais localizadas fora de seus Estados, a expectativa é de uma briga por R$ 11 bi de impostos, considerando a alíquota de 18%.


“Para o consumidor nada muda, mas para o lojista a nova forma de cobrança do ICMS está gerando muita burocracia e gastos, além de acirrar a briga entre os Estados”, afirma David Pepe, diretor de E-commerce na Conversion, agência especializada no segmento de comércio eletrônico.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Governo de Brasília quer instalar painéis solares em escolas e prédios públicos
Emerson F. Tormann16:41

GDF quer instalar painéis solares em escolas e prédios públicos


Em dois anos, Brasília pretende ser referência na produção de energia elétrica a partir da instalação de painéis de captação da luz solar.

Por meio do Programa Brasília Solar, a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal prevê a instalação de placas que convertem a luz do sol em energia elétrica no teto de prédios públicos e escolas.

O secretário do Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, disse que a energia solar é uma alternativa para o abastecimento da capital federal e que a cidade tem um grande potencial para a geração. "Somente nas sete regiões administrativas de Brasília: Plano Piloto, Candangolândia, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Paranoá e São Sebastião, o potencial de produção de energia é oito vezes maior que a própria demanda de energia [dessas regiões]", disse.

» Saiba mais: Governo consulta população sobre geração de energia solar no DF

De acordo com o secretário, em outro bairro da cidade, o Lago Sul, se 40% dos telhados das casas tivessem painéis solares para a produção de energia elétrica, a quantidade seria suficiente para atender a toda a demanda das residências e do comércio do Lago do Sul, do Paranoá e de São Sebastião, na mesma região.

Para incentivar a implantação dos painéis, o governo estuda o abatimento no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de quem aderir ao programa. A proposta ainda está em consulta pública. A população pode apresentar sugestões por meio da página da Secretaria do Meio Ambiente do DF no Facebook. O prazo é até o dia 15 de fevereiro.

Em março, a secretaria vai reunir as sugestões recebidas na consulta pública e apresentar o documento ao governador Rodrigo Rollemberg. A expectativa é que o programa comece a ser implantado em abril.

Fonte: Agencia Brasilia

Geração solar ganha escala e competitividade
Emerson F. Tormann12:43

Geração solar ganha escala e competitividade

O aumento da geração de energia solar levou a uma queda de 60% no preço dos equipamentos nos últimos três anos, fazendo com que a tecnologia fique economicamente competitiva globalmente pela primeira vez na história. Segundo estudo do Julius Baer, a energia solar deve competir com as fontes convencionais em breve, tendo um papel importante nos mercados emergentes.

Com isso, os custos globais da energia solar devem cair de, em média, US$ 2,50 por watt para US$ 1,50 por watt em 2020.

A demanda por energia renovável deve crescer, principalmente, nos emergentes, diz Norbert Rücker, analista de commodities do Julius Baer. Ele calcula que os negócios de energia solar e eólica no mundo podem ser avaliados em cerca de US$ 100 bilhões cada, levando em conta os complexos eólicos e projetos de energia solar vendidos anualmente no mundo.

O pico de projetos voltados para essas fontes de energia está acontecendo agora na maior parte mundo, e lentamente os investimentos estão ganhando força nos mercados emergentes, afirma Rücker. "Há estímulos, claro, acho que é uma questão de acontecer em alguns anos", disse.
Como são projetos com retorno no longo prazo e com geração de fluxo de caixa segura e previsível, o analista vê atratividade para investidores internacionais.

Para os projetos de energia solar, as diferenças de estágio de desenvolvimento da indústria precisam ser levadas em consideração, além das diferenças nos custos de financiamento e nos subsídios dos governos. "A China oferece as melhores perspectivas de crescimento da tecnologia solar no mundo", afirma Rücker. Segundo o analista, as tarifas e custos de instalação são atrativos no país, ajudando nesse crescimento.

Fora da China, Rücker não aposta em taxas "estelares" de crescimento do uso da energia solar, mas aponta que os declínios vistos nos custos de instalação e, consequentemente, nas tarifas, fazem a fonte um modelo mais viável e sustentável economicamente.

"Além disso, pode haver grande expansão em outros modelos sustentáveis, como uso de painéis solares em residências", além das grandes usinas instaladas nos Estados Unidos e na América do Sul.
A redução dos custos dos investimentos em energia eólica e solar já tem provocado um crescimento dos projetos nos mercados desenvolvidos e na China.

Dados reunidos pelo Julius Baer mostram que, desde 2008, os novos empreendimentos nos Estados Unidos e Europa, antes dominados por energia hídrica, passaram a se concentrar em solar e eólica.
Na China, a grande maioria dos investimentos ainda é nas fontes termelétricas, com destaque para carvão e combustíveis fósseis. As hidrelétricas passaram a ganhar mais espaço no país asiático desde 2004 e, desde 2010, as fontes solar e eólica também ganharam espaço.

No Brasil, as eólicas têm se consolidado desde 2009. Desde então, quando aconteceu o primeiro leilão dessa fonte, o país já contratou cerca de 16,6 mil megawatts (MW) dessa fonte em leilões, sendo que 7,8 mil MW já estão em operação. Apenas em 2015, a capacidade instalada das eólicas cresceu 56,9%.

No caso da energia solar, o primeiro leilão bem sucedido aconteceu no fim de 2014, e outros dois foram realizados em 2015. No total, já foram contratados mais de 3,2 mil megawatts-pico (MWp), somando investimentos de mais de R$ 13 bilhões.

Fonte: Valor

Mini-hidrelétrica residencial busca reduzir custo de energia
Emerson F. Tormann12:39

Uma mini-hidrelétrica residencial capaz de gerar energia a partir da água da chuva ou de reservatórios domésticos.

Esse é o Projeto Hidroluz, desenvolvido por estudantes amazonenses do ensino médio da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi).

O sistema promete baratear custos com o consumo formal de energia e ainda levar eletricidade para comunidades sem energia elétrica.

Ouça o áudio: 



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Projeto de lei obriga contratação de 700 MW anuais de biomassa
Emerson F. Tormann22:19



Comissão de Minas e Energia da Câmara aprovou a proposta de incentivo a fonte

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou proposta que obriga as distribuidoras de energia elétrica a contratar anualmente, por meio de leilão, pelo menos 700 MW de energia elétrica produzida a partir de biomassa. A medida está prevista no Projeto de Lei 3529/12, de autoria do deputado Irajá Abreu (PSD-TO).

A aquisição será feita durante 10 anos. Para entrar nos leilões, as empresas de energia precisarão comprovar um índice de nacionalização de equipamentos e serviços de, no mínimo, 60%. Relator da matéria, o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) defendeu a medida. Segundo ele, a expectativa é de que a geração de energia elétrica por meio da biomassa seja complementar à matriz hidrelétrica.

A comissão aprovou um substitutivo elaborado por Magalhães para o projeto. Pelo texto aprovado, os contratos para compra de energia elétrica terão duração de 20 anos, contados do início da disponibilização da energia no Sistema Interligado Nacional. No texto original, os contratos tinham validade de 15 anos.

O texto original previa a contratação de 250 MW de energia, mas o relator aumentou para 700MW. Já o percentual de nacionalização, que inicialmente seria de 70%, foi reduzido para 60% pelo relator. A proposta aprovada na comissão ainda isenta de PIS/Pasep e Cofins a receita da venda de energia elétrica entre produtores e consumidores localizados no mesmo sítio, desde que sua produção utilize biomassa como combustível.

O texto também isenta a agroindústria do imposto sobre a receita da comercialização de energia elétrica gerada a partir de biomassa, bem como sobre a biomassa utilizada como combustível e sobre o vapor obtido pela sua queima.Já o projeto original abria a possibilidade de empresas abaterem do Imposto de Renda (IR) os gastos da aquisição de bens e serviços usados na construção ou montagem de instalações destinadas ao aproveitamento da biomassa.

O relator suprimiu do texto original o desconto de 5% na alíquota do IR sobre rendimentos de fundos de investimentos em títulos e valores mobiliários emitidos por empresas geradoras de energia a partir da biomassa e por indústrias produtoras de equipamentos, partes, peças e acessórios usados neste tipo de geração elétrica.

O texto aprovado transfere o custo de escoamento da energia produzida via contratos de biomassa para as distribuidoras de energia elétrica, mas não menciona possível reajuste de tarifas. O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Da Agência CanalEnergia, Regulação e Política
As informações são da Agência Câmara

Consumo de energia cai 8,7% em janeiro, até dia 19, ante mesmo período de 2015
Emerson F. Tormann18:55

Foto: DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES

A geração, por sua vez teve queda de 9,1% na mesma base de comparação, com 60.800 MW médios.


A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) informou que entre os dias 1º e 19 de janeiro o consumo de energia elétrica no País recuou 8,7% ante o mesmo período do ano passado, somando 58.855 MW médios. A geração, por sua vez teve queda de 9,1% na mesma base de comparação, com 60.800 MW médios. Os dados são preliminares.

Sobre o consumo de energia, houve queda de reduções de cerca de 9% nos mercados cativo (ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, e livre (ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores. Os maiores porcentuais de queda, na análise dos ramos de atividade industrial, ocorreram no setor de minerais não metálicos (-15,9%), veículos (-15,87%), bebidas (-11,4%) e de extração de minerais metálicos (-10,7%), ou seja, segmentos considerados mais significativos.

Já na geração, as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) foram responsáveis por 2.920 MW médios, 15% superior ante o mesmo período de 2015. As usinas térmicas diminuíram em 19% a geração de energia com 12.892 MW médios. A representatividade da fonte hidráulica, em relação a toda energia gerada no país, foi de 76,2%, índice 3,2 pontos percentuais superior ao registrado no ano passado.

O levantamento da CCEE (InfoMercado Semanal) também trouxe a estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, na quarta semana de janeiro, 82,4% de suas garantias físicas, ou 48.453 MW médios em energia elétrica.

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Escola Internacional de Energia Solar 2016
Emerson F. Tormann16:35


A Escola Internacional de Energia Solar (International School on Solar Energy, ISSE) é uma iniciativa da Universidade de Brasília e GIZ (Cooperação Alemã para Desenvolvimento Sustentável), com parcerias importantes envolvendo universidades brasileiras e internacionais, companhias de energia, indústrias, agências internacionais e agências governamentais. ISSE 2016, que é a segunda edição do evento (o primeiro foi ISSE 2015), tem por objetivo explorar desafios tecnológicos na conversão de energia solar no contexto de sistemas fotovoltaicos e sistemas heliotérmicos, incluindo a apresentação de casos de sucesso na implementação de sistemas de aproveitamento de energia solar. A ISSE 2016 espera a participação estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes áreas afins a conversão de energia solar em todas a suas atividades, palestras, oficinas práticas e mesa redonda. Palestras serão em inglês e português, com tradução simultânea.

Sistemas Solares Fotovoltaicos


Sistemas solares fotovoltaicos estão na iminência de promover uma revolução no sentido da energia sustentável no século XXI. Sistemas distribuídos de pequeno porte e a nova geração de plantas de com capacidades desde dezenas a centenas de MW serão explorados durante as palestras e oficinas da ISSE 2016.

Recurso Solar



Uma importante discussão sobre a disponibilidade de energia solar na superfície terrestre será conduzida nas diferentes atividades da ISSE 2016. Técnicas de modelagem e simulação bem como de avaliação do recurso solar no Brasil serão explorados por palestrantes convidados.


Sistemas CSP



Tecnologia heliotérmica (CSP, Concentrated Solar Power) está despontando como uma solução de energia limpa. Plantas CSP são um dos temas centrais a serem discutidos na ISSE 2016. O estado da arte em CSP e experiências com plantas já em operação no mundo serão apresentados em palestras na ISSE 2016.

» Saiba mais: 1ª Escola Internacional de Energia Solar será na UnB

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