quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ITAIPU ROMPE BARREIRA INÉDITA DOS 100 MILHÕES DE MHH
Emerson F. Tormann16:32

A Itaipu Binacional é a primeira hidrelétrica do mundo a gerar, em menos de um ano, 100 milhões de megawatts-hora (MWh). A marca foi alcançada nesta terça-feira (20), às 23h16 (Horário Brasileiro de Verão), 11 dias antes de fechar 2016. O volume de energia gerada de janeiro até agora é 33% superior ao previsto no Tratado de Itaipu, que estabeleceu como produção garantida 75 milhões de MWh anuais.

A meta inédita de 100 milhões de MWh foi colocada como um desafio no final de 2012, ano em que Itaipu chegou a 98.287.128 de MWh. Quatro anos depois, a meta não só foi alcançada como poderá ser superada em mais de 2,5 milhões de MWh até fechar o ano, levando-se em conta a média de produção diária registrada em dezembro.

Os 100 milhões de MWh produzidos até esta terça-feira pela usina de Itaipu seriam suficientes para atender o mercado brasileiro de eletricidade por um período de dois meses e 16 dias; o Paraguai, por sua vez, se pudesse armazenar toda essa energia, poderia abastecer seu mercado durante sete anos e 17 dias.

Desde janeiro a Itaipu vem batendo sucessivos recordes. No sábado (17), voltou a ser a maior produtora anual de energia elétrica do mundo, superando a usina chinesa de Três Gargantas, que produziu, em 2014, 98,8 milhões de MWh. Este título de Itaipu se soma ao de maior usina em produção acumulada, com mais de 2,4 bilhões de MWh desde que entrou em operação, em 1984.

No auge

Depois de 32 anos e sete meses de sua entrada em operação, Itaipu vive atualmente o auge da produção e produtividade, com o máximo de aproveitamento dos recursos hídricos. Este ano, a produção de Itaipu foi suficiente para atender nada menos que 18% de todo o mercado brasileiro de eletricidade e 82% do mercado paraguaio.

“O aumento de geração de Itaipu – e também da maioria das hidrelétricas brasileiras, beneficiadas pela regularização das chuvas no País, este ano – contribui para diminuir os gastos do consumidor brasileiro com a eletricidade”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek. Segundo ele, "esse é um dos principais impactos positivos gerados pelo crescimento da hidroeletricidade este ano no País. Itaipu tem uma grande participação no impulso dessa matriz".

De abril até outubro, o sistema de bandeiras tarifárias adotado nas contas de luz pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou para a cor verde, o que na prática significa que deixaram de ser cobradas as taxas extras previstas nas bandeiras amarela e vermelha. Agora, em dezembro, o governo voltou a sinalizar que a bandeira verde vai vigorar durante todo o verão.


Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

Participação de Itaipu

A produção das usinas hidrelétricas, entre janeiro e novembro de 2016, foi 7,3% superior à do mesmo período do ano passado, segundo o Operador Nacional do Sistema. Itaipu participa com 22% de toda a energia hidrelétrica do Sistema Interligado Nacional (o índice é de 18% quando são consideradas também as outras matrizes elétricas – biomassa, eólica, fóssil, hídrica, nuclear e solar).

Só nos primeiros 11 meses do ano, Itaipu produziu 94,2 milhões de MWh e despachou ao Brasil 83,4 milhões de MWh (a diferença foi a energia enviada para o Paraguai). O aumento da produção em relação ao mesmo período do ano passado foi de 15%.

Potência do Brasil

O parque gerador de eletricidade, no Brasil, dispõe de 4.620 empreendimentos em operação, incluindo todas as fontes, renováveis ou não. Juntos, eles somam a potência instalada de 149.730 MW. Só o lado brasileiro de Itaipu (metade da usina pertence ao Paraguai), de 7 mil MW de potência instalada, representa quase 5% de todo o parque gerador brasileiro.

Mais da metade da potência instalada do parque gerador brasileiro – ou, mais precisamente, 61% – vem das usinas hidrelétricas, as UHEs. A maior parte da energia consumida pelo País ainda é garantida por elas. Somada, a potência instalada das 218 hidrelétricas brasileiras – entre elas, a Itaipu – chega a 91.459 MW. Os 7 mil MW das unidades geradoras do lado brasileiro da binacional correspondem a 7,6% do total da potência instalada deste grupo.

Diplomacia

No dia 17 de maio de 1974 era constituída a empresa binacional Itaipu, para gerenciar a obra e, futuramente, administrar o empreendimento hidrelétrico. Começaria ali a saga da construção de um megaempreendimento, que mobilizou milhares de pessoas e bilhões de dólares e transformou parte do Oeste paranaense e todo o Paraguai. Resultado de intensas negociações diplomáticas, Itaipu é também uma grande obra de engenharia política, financeira e jurídica, mesmo antes de os projetos começarem a sair do papel.

Fonte: ITAIPU BINACIONAL, 20/12/2016

Microgeração deve atingir 20 mil sistemas em 2017
Emerson F. Tormann11:32

Expectativa da ABGD fica bem abaixo da projeção que a Aneel divulgou quando alterou as regras da modalidade, por conta da recessão



A microgeração distribuída deve alcançar 20 mil sistemas em operação em 2017, estima a ABGD, uma das associações que representa o setor de geração distribuída. “Em número de sistemas, vamos dobrar [em relação ao final de 2016], o que é muito pouco”, comenta o presidente executivo da associação, Carlos Evangelista. A Aneel projetava inicialmente que a modalidade atingisse 40 mil sistemas conectados até o final do próximo ano. Para o executivo, a perspectiva de prolongamento da recessão econômica é um dos principais fatores para essa projeção pouco otimista.

Mesmo que os novos modelos de microgeração – como a geração remota ou compartilhada e o aluguel de sistemas – tenham ampliado o número de consumidores que poderiam instalar novos sistemas, a modalidade já não cresceu como o esperado em 2016. Até novembro, eram 6670 unidades consumidoras gerando energia no Brasil. Mas a projeção da Aneel era de que, com as novas regras do sistema de compensação e a desoneração do ICMS sobre a energia gerada, o país chegasse a ter 14 mil sistemas instalados neste ano.

“É evidente que os resultados da economia impactam todos os negócios”, diz Evangelista. O executivo também lembra que pequenas e médias empresas, que em geral têm um retorno financeiro melhor com a geração distribuída, por estarem ligadas na baixa tensão, fazem planos de investimentos com prazos mais curtos, o que dificulta a opção pela instalação dos sistemas.

Não só em termos de expectativa e confiança do consumidor, o mal desempenho da economia também tem efeitos práticos que prejudicam a expansão da microgeração, como o encarecimento do crédito e o endurecimento das condições de empréstimo. Para pessoas físicas, que são as principais instaladoras de microgeração no país (79% dos sistemas), o financiamento é muito importante para tornar viável o investimento, que pode muitas vezes se equiparar à compra de um carro.

Aperfeiçoamento das regras também poderia ajudar a colocar a geração distribuída de volta no caminho de crescimento projetado inicialmente pelo governo. “O que ajudaria muito seria facilitar a burocracia com as distribuidoras, que ainda não estão preparadas”, sugere Evangelista.

Perspectiva do setor elétrico na América Latina é estável para 2017, diz Fitch
Emerson F. Tormann11:25

Agência de classificação de risco acredita que próximo ano deverá ser marcado por uma hidrologia mais favorável



Os fundamentos de crédito para o setor de energia na América Latina são estáveis a curto e médio prazos, com ações de rating nos próximos 12 a 24 meses derivadas principalmente de fatores de crédito específicos das companhias ou países, em vez de tendências regionais, apontou a agência de classificação de risco Fitch Ratings em relatório divulgado nesta quarta-feira, 28 de dezembro. A perspectiva para o setor e para os ratings é estável para 2017.

A Fitch espera que 2017 seja caracterizado pela manutenção de mudanças regulatórias na Argentina e no México. Na nova administração argentina, as distribuidoras de energia tiveram permissão para reajustar as tarifas que estavam congeladas há mais de 15 anos. Alterações adicionais são esperadas na Argentina, de modo a incentivar as companhias a realizar os investimentos necessários no setor, diz Cinthya Ortega, diretora.

No México, a separação das unidades da Comision Federal de Electricidad (CFE), por si só, não fará do mercado atacadista um mercado competitivo, nem atrairá investimentos suficientes. A Fitch acredita que os reguladores mexicanos irão aprofundar a implementação de regulamentações que garantam uma concorrência justa entre os agentes privados, impondo regras transparentes, implementando incentivos eficazes e permitindo que os participantes tenham acesso ao suprimento de combustível.

Para o setor elétrico brasileiro, a agência já havia informado no início de dezembro que a perspectiva para 2017 também era estável, apesar do consumo de energia continuar impactado pelo ambiente econômico.Na avaliação da Fitch, o fenômeno El Niño apontou para a necessidade de a América Latina reduzir sua dependência em relação à geração hidrelétrica. Em 2017, é esperado o fenômeno La Niña, mais suave, o que resultará em melhores níveis hidrológicos.

A Fitch acredita que os governos latino-americanos concentração seus esforços em ter matrizes de geração mais diversificadas e exequíveis e que a geração de energia a partir de gás natural continuará crescendo em 2017. O lento crescimento econômico na região continuará afetando a demanda por energia no ano que vem, apesar da leve recuperação dos preços das commodities, dada a forte correlação entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a demanda por energia na América Latina.

A valorização do dólar frente à maioria das moedas da América Latina pode aumentar os custos de eletricidade para os usuários finais em países com mercados de energia altamente dolarizados. "O aumento dos custos de eletricidade em moedas locais irá testar a independência dos agentes reguladores e demonstrar o quão isoladas estão em relação à intervenção política, que pode impedir aumentos de custos aos consumidores finais."

Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

CIER DIVULGA RELATÓRIO DA PESQUISA DE TARIFAS ELÉTRICAS E LANÇA CONVOCAÇÃO PARA 2017
Emerson F. Tormann11:21

Edição 2017 da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados será lançada em fevereiro em toda a América Latina e Caribe


A Comissão de Integração Energética Regional (CIER) lançou o relatório com os principais resultados da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados do ano de 2016. O documento apresenta uma análise comparativa das tarifas atuais de 66 empresas de distribuição de energia elétrica em 14 países da América Latina e Caribe. Reunidas, essas empresas fornecem eletricidade a 70 milhões de clientes na Região e faturam 400 TWh/ano.

A participação na Pesquisa permite que as empresas acessem aos níveis tarifários de mais de 20 clientes típicos nos setores residenciais, comerciais e industriais de um número importante de empresas, além de informações sobre as tarifas sociais, os clientes livres, encargos tarifários e impostos aplicados. Os dados completos são enviados apenas às empresas participantes.

Trata-se de uma ferramenta de extrema importância na tomada de decisões das empresas, especialmente porque permite compreender o contexto do setor elétrico na Região, utilizando-se de dados comparativos para antecipar-se às mudanças e evoluir em consonâncias com as tendências deste mercado.



As empresas interessadas em participar da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados de 2017 devem preencher o formulário disponível no site da CIER entre os dias 6 de fevereiro e 17 de março. Afiliadas ao BRACIER possuem desconto na inscrição.

Dúvidas e esclarecimentos podem ser encaminhados à Virgínia Féola (CIER) pelo e-mail vfeola@cier.org, ou pelo telefone (+598) 2709 0611 (Uruguai).

Fonte: bracier.org.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Nossas unidades de medida passarão por mudanças em 2018
Emerson F. Tormann16:09

Japs 88/Wikimedia


Pela primeira vez em mais de 50 anos, nossas unidades de medida poderão passar por uma mudança muito necessária. Sob a nova proposta, as sete unidades básicas de medida que conhecemos (segundo, quilograma, metro, etc.), serão definidas por propriedades constantes da natureza, como a velocidade da luz, por exemplo, e não por um valor determinado arbitrariamente por um grupo de cientistas.

Prototipo Internacional de Quilograma

Embora consideremos que um quilograma é igual a 1.000 gramas, ou 2,2 libras, a verdade é que tudo é muito mais complicado do que isso. Atualmente, a massa de um quilograma é definida por um único objeto físico. Nosso quilograma é um pedaço sólido de 90% de platina e 10% de irídio. O sólido é conhecido como International Prototype Kilogram, IPK, (protótipo internacional do quilograma), que também tem o peso quase igual ao de um litro de água.

Obviamente que há réplicas dele em todo lugar do mundo. No entanto, se você estiver procurando por informações específicas sobre medidas, saiba que elas devem estar de acordo com este pedaço de metal disposto no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Sèvres, na França. O problema é que o IPK sequer é constante. Apesar de bem guardado, ele está sujeito a perda e ganho de átomos ao longo do tempo, assim como qualquer outro objeto físico. E ao que tudo indica, ele de fato parece ter ganhado peso ao longo dos anos devido à contaminação de sua superfície.

Evidentemente, os pesquisadores não estão contentes com isso, uma vez que grande parte de seus pressupostos científicos se baseiam em medidas propostas pelo Sistema Internacional (SI) atual, que ainda são definidas por um único objeto físico. E é justamente por isso que tudo está prestes a mudar.

As mudanças

O Comitê Internacional de Pesos e Medidas propôs novas definições formais para as unidades base do SI, que estão programadas para serem lançadas na 26ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, que ocorrerá até o final de 2018. A última grande revisão do sistema métrico ocorreu em 1960. A nova atualização incluirá as sete unidades de medida básica, e incluem: segundo, metro, quilograma, ampere, Kelvin, mol e candela (unidade base de luminosidade).

Cada um destes, exceto pelo quilograma, já estão definidos como fenômeno natural. Porém, quatro unidades receberão uma atualização, sendo que as outras três serão mudadas de acordo com a nova proposta. Dessa forma, o quilograma não será mais definido pelo IPK.


O único problema aqui é que, ao redefinir formalmente o quilo, os pesquisadores terão de concordar com o valor de algo chamado Constante de Planck, que se relaciona com a energia de uma partícula em comparação à sua frequência. E tem sido supreendentemente difícil medir isso – os cientistas tentam chegar a um valor constante desde a década de 1970. Em 2014, eles finalmente chegaram a um acordo, e terão até julho do ano que vem para defini-lo, já que em 2018 ocorrerão as mudanças no SI.

Revisões para ampere, kelvin e mol

O ampere é uma unidade usada para medir a corrente elétrica, e atualmente é definida por um modelo consideravelmente impraticável. Um único ampere fala sobre uma medida que flui através de dois fios infinitamente longos e finos que são colocados exatamente a um metro de distância, produzindo uma certa quantidade de força.

No entanto, esse cenário é praticamente impossível de reproduzir, e por isso ninguém pode realmente testar esse valor. Diferente disso, sob a nova proposta, um ampère será definido com base na carga elétrica do elétron e próton – algo que os cientistas serão capazes de medir.

Já o kelvin e mol serão redefinidos a partir de ligações com valores exatos da constante de Boltzmann e outra de Avogrado, respectivamente. Atualmente, as temperaturas em kelvin são definidas como o ponto triplo da água – um ponto obscuro onde a água coexiste em forma de líquido, gás e sólido.

Você pode ver as mudanças propostas, com o antigo sistema à esquerda, e a nova proposta à direita:Emilio Pisanty/Wikimedia

As novas unidades serão baseadas na compreensão moderna que temos da física, incluindo leis da mecânica quântica e a teoria da relatividade de Einstein. A única coisa que pode ameaçar as novas definições do sistema de medidas seria descobrirmos que as constantes da natureza – como velocidade da luz e constante de Planck – realmente variam ao longo do Universo. Algo que um estudo de 2011 insinuou.

Ainda assim, por enquanto, as forças fundamentais dentro do Universo são constantes e imutáveis.

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Fonte: Science Alert com tradução de Any Karolyne Galdino

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

3ª maior hidrelétrica do Brasil, Jirau é inaugurada oficialmente em Rondônia
Emerson F. Tormann22:33


A Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no Rio Madeira a 120 quilômetros de Porto Velho, foi inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (16) com a presença do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho e embaixadores de outros países, como Bélgica e França. Com investimento de R$ 19 bilhões, o empreendimento agora é o terceiro maior gerador de energia elétrica do Brasil.

O projeto possui 50 unidades geradoras em operação comercial com potência instalada de 3.750 megawatts, capaz de atender a cerca de 40 milhões de pessoas.

As obras de construção civil de Jirau começaram em 2009 e a montagem eletromecânica das turbinas em 2010. O projeto surgiu como alternativa de atender a demanda de energia do setor elétrico brasileiro e é uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, foram implantadas 50 unidades geradoras do tipo bulbo distribuídas em duas casas de força, uma localizada na margem esquerda do Rio Madeira e outra na direta.

Jirau começou a gerar energia em 2013, com o início do funcionamento da primeira unidade geradora. As demais turbinas entraram em operação comercial gradativamente ao longo dos últimos três anos. A 50ª e última unidade geradora começou a operar no dia 23 de novembro deste ano, consolidando a implantação do projeto, com 20 meses de atraso em relação ao cronograma, conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O presidente do conselho da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), Maurício Bähr, explica que os motivos do atraso foram algumas algumas dificuldades enfrentados pelo projeto.

"O principal motivo foram os atos de vandalismo que nós tivemos aqui no canteiro de obras, em 2011, 2012, que acabaram gerando um desalojamento de funcionários. Os alojamentos foram incendiados e, com isso, perdemos 10 mil trabalhadores naquela época, isso gerou um atraso por força maior, que acabamos compensando depois nos últimos dois anos e hoje já estamos gerando em plena capacidade".

Com a implantação das hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, o estado de Rondônia passou a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) e a gerar energia para abastecer o Acre e as regiões Sul e Sudeste. A energia é distribuída por meio do linhão de corrente contínua, que liga a subestação coletora de Porto Velho à cidade de Araraquara (SP).

O presidente da ESBR, Victor Paranhos, afirma que Jirau será responsável por gerar 3,7% de toda a energia produzida no Brasil e que Rondônia terá um dos cenários energético mais confiáveis do país.

"Tenho certeza que Rondônia é o estado que vai ter a maior segurança energética do Brasil. O povo de Rondônia pode ter certeza que terá a melhor energia do Brasil daqui pra frente", disse.

Como forma de compensações, a concessionária informou que desde 2010 já investiu R$ 1,5 bilhões em 34 programas socioambientais.

Até o final deste ano, Jirau deverá estar pagando cerca de R$ 100 milhões por ano em royalities. Deste valor, 45% será para o município, 45% para o estado de Rondônia, 3% para o Ministério de Meio Ambiente, 3% para o Ministério de Minas e Energia e 4% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Inauguração

O evento de inauguração da Usina Hidrelétrica Jirau contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho e reuniu autoridades locais, nacionais e internacionais, como os embaixadores de países como a Bélgica e França, além de funcionários da ESBR.

Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, falou sobre os desafios do setor elétrico nacional. Segundo ele, o setor enfrenta problemas que precisam ser solucionados. Entretanto, Fernando se demonstrou otimista. "Apesar de todas as dificuldades momentâneas que o Brasil está vivendo, nós vamos sair bem mais forte desse momento que o Brasil hoje vive".

"Se o crescimento econômico ainda não veio, ele haverá de vir e são empreendimento como esses que vai levar o país nos próximos anos a certeza de um crescimento com um preço de uma energia competitiva, uma energia barata, conectando Porto Velho, conectando Rondônia com o Brasil".

Sobre Jirau, o ministro enfatizou: "é mais uma contribuição para a segurança energética do país, com uma energia limpa, nós temos muito orgulho da participação hidráulica na nossa matriz energética, nós queremos sim continuar crescendo nas renováveis".

Fernando Filho aproveitou a ocasião e anunciou a assinatura do início dos estudos de uma hidrelétrica binacional, que deverá ser construída na fronteira do Brasil com a Bolívia, que de acordo com ele, será mais uma alternativa para gerar emprego e desenvolvimento e "acima de tudo garantir a energia que o Brasil tanto precisa", disse.

Implantação do empreendimento

Em 2008, a Energia Sustentável do Brasil S.A (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, venceu o leilão de concessão do empreendimento. No seguinte, o canteiro de obras começava a ser instalado junto com o início das obras civis. Em 2010, a montagem eletromecânica das turbinas iniciou com o lançamento das primeiras virolas dos tubos de sucção - local de saída da água após movimentar as turbinas.

No total, foram empregados na obra mais de três milhões de metros cúbicos de concreto armado, o suficiente para construir cerca de 40 estádios de futebol. O aço aplicado na construção soma 7,5 mil toneladas, o equivalente ao peso de 11 torres Eiffel.

Os trabalhos de escavações em solo totalizaram 22 milhões de metros cúbicos. No pico dos trabalhos, o canteiro de obras contou com cerca de 26 mil trabalhadores e chegou a gerar aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos.

A hidrelétrica utiliza a tecnologia fio d´água, pois abriga turbinas do tipo bulbo, que são unidades geradoras instaladas na posição horizontal que opera com baixas quedas de água, dispensando a formação de extensos reservatórios, como aqueles utilizados em usinas com turbinas que funcionam na posição vertical.

Inicialmente, o projeto contemplava possuir ao final de sua construção a potência instalada de 3.300 megawats e 44 turbinas tipo Bulbo. Após conseguir autorização para elevar para 50 o número de máquinas, a usina passou a ter capacidade instalada de 3.750 megawatts considerando a produção de energia no período chuvoso, época que a vazão do rio aumenta.

Entretanto, em épocas com baixa vazão, a geração energia é reduzida para 2.205,1 MW, que é a garantia física da usina.


Paralisações e conflitos

O canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Jirau foi cenário de conflitos e manifestações de trabalhadores, que alegavam melhores condições de trabalhos, reajuste salarial, dentre outros benefícios pleiteados durante acordos coletivos.

Em março de 2011, por exemplo, a hidrelétrica foi surpreendida com um motim entre os trabalhadores. Em princípio, a manifestação era um protesto contra as condições de trabalho e segurança. Quase 50 ônibus que faziam o transporte dos trabalhadores e 35 alojamentos foram queimados ou destruídos. Outras 30 instalações da usina foram danificadas, segundo a Secretaria de Defesa e Cidadania do Estado (Sesdec). O inquérito da Polícia Civil constatou que houve ação de vândalos dentro do canteiro de obras.

As obras foram suspensas novamente em abril de 2012, depois que um grupo incendiou vários alojamentos do canteiro de obras. Dos 53 alojamentos em uma área, 39 foram destruídos pelas chamas. Na época, 120 homens da Força Nacional chegaram a ser encaminhados para Rondônia para conter os incidentes dentro do canteiro de obras.

Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal de Rondônia (MPF-RO) pediu, na Justiça Federal do estado, o cancelamento da licença de operação da usina hidrelétrica de Jirau. Entretanto, teve o pedido negado.

Na ação protocoloda da na Justiça Federal, o MPF quer que a empresa cumpra integralmente as condicionantes do licenciamento ambiental, principalmente ao fato de apoiar à atividade pesqueira, com pagamentos imediatos de auxílio financeiro para todas as 53 famílias indicadas no laudo pericial do órgão. O valor deve ser igual ao que as famílias remanejadas ou o do seguro defeso.

Questionado sobre o assunto, o presidente do conselho da ESBR, Maurício Bähr, disse ao G1 que ainda existem questões a serem discutidas. "Nós investimos aqui R$ 1,5 bilhão em compensações socioambientais em 34 programas, além de programas voluntários. Sempre tem algum tipo de insatisfação que a gente precisa tratar e vamos dialogar, entender e tratar", enfatizou.

Fonte: Portal G1

A usina hidrelétrica de Itaipu supera Três Gargantas (China) e volta a ser a maior geradora de energia do planeta
Emerson F. Tormann22:28



16/12/2016- Foz do Iguaçu- PR, Brasil- Hoje (16/12), a usina hidrelétrica de Itaipu Binacional vai superar a usina de Três Gargantas (China) e voltar a ser a maior geradora de energia do planeta.



Foto: Caio Coronel/ Itaipu Binacional

16/12/2016- Foz do Iguaçu- PR, Brasil- Segundo a assessoria de imprensa de Itaipu, “esse ano a usina vai quebrar um maior recorde jamais feito por nenhuma usina do mundo, Itaipu vai atingir a marca de 100 milhões de megawatts-horas (MWh).”



Foto: Caio Coronel/ Itaipu Binacional

16/12/2016- Foz do Iguaçu- PR, Brasil- “Esse é um evento que nunca aconteceu no mundo todo de uma usina atingir tamanha produção de energia”, completa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Por que a energia solar não está em todos os telhados?
Emerson F. Tormann16:51

Uma das maiores discussões do século XXI é sobre energias renováveis, como a eólica e a solar. O Brasil está começando a utilizar essas tecnologias. Mas como será que funciona realmente a produção de energia através de placas solares? Fomos até o Morro de Santa Marta para saber um pouco mais sobre o assunto.


Fonte: Manual do Mundo

DF TERÁ PRIMEIRA ESTAÇÃO DE METRÔ COM ENERGIA SOLAR DA AMÉRICA LATINA
Emerson F. Tormann04:25

EXPECTATIVA É DA INAUGURAÇÃO NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017

ESSA INICIATIVA FAZ PARTE DO PROGRAMA METRÔ SUSTENTÁVEL, LANÇADO EM ABRIL DO ANO PASSADO FOTO: ARQUIVO EBC


O Metrô-DF lançou nesta quarta-feira (14) o edital para compra, montagem e instalação de placas de captação do Sistema de Energia Solar Fotovoltaica (SESFV). O projeto piloto será na estação da Guariroba, que será a primeira estação da América Latina totalmente sustentável.

Essa iniciativa faz parte do Programa Metrô Sustentável, lançado em abril do ano passado pelo governador Rodrigo Rollemberg.

A energia gerada pelo sol servirá abastecer a bilheteria e as plataformas de embarque e desembarque, não os trens.

No ano passado uma empresa chinesa havia doado as placas para o Distrito Federal, entretanto o alto custo com o transporte seria feito de navio; e com impostos inviabilizou o projeto.

No mundo, existem três estações que já usam a energia solar, em Milão, Nova Iorque e Nova Deli. Expectativa é que a inauguração ocorra no primeiro semestre de 2017. “Também será um espaço para que estudantes de várias universidades do DF e de outras unidades da federação possam acompanhar e estudar o funcionamento dessa estação, a primeira ambientalmente sustentável do Distrito Federal”, afirmou o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado

Metrô Sustentável – O Programa Metrô Sustentável foi elaborado de acordo com as diretrizes do Programa de governo local e federal e estabelece metas e prazos para execução de ações com viés social, sustentável, econômico e educativo. A ideia é lançar projetos para utilização de energias renováveis no sistema metroferroviário; implantar a Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P; conscientizar usuários e empregados quanto ao uso racional dos recursos naturais e consumo consciente, entre outros.

Serviço:

Contratação de empresa Aquisição de Equipamentos com Montagem e Instalação de Sistema de Energia Solar Fotovoltaica – SESFV na Estação Guariroba do METRÔ-DF.
Data e hora da abertura das propostas: 18/01/2017, às 10h
Local: Comprasnet (www.comprasgovernamentais.gov.br)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Inaugurada primeira usina de energia solar do Rio Grande do Sul
Emerson F. Tormann20:12



Estrutura, com mais de mil placas solares, fica em Boa Vista das Missões. Usina tem capacidade gerar 257 kw de energia e abastecer 300 famílias.

Foi inaugurada nesta sexta-feira (9) a primeira usina de produção de energia elétrica a partir do sol no Rio Grande do Sul. As estruturas foram montadas no entroncamento das BR-386 e BR-158 em Boa Vista das Missões, no Noroeste do estado, cidade de pouco mais de 2,1 mil habitantes.

Ao todo são mais de mil placas solares em 25 painéis, que garantem a geração de 257 kw de energia. Com isso, até 300 famílias podem ser abastecidas com a energia, considerada limpa. "A luz solar ela entra através da captação dessas células, ela é convertida em eletricidade, vai para uma subestação e essa subestação está conectada a uma rede de média tensão", explica o gerente de energia alternativa Marco Weirich.

Esta é a primeira etapa do projeto de geração de energia solar da cooperativa da região Norte do estado, que atende 36 cidades. O diretor técnico da Creluz, Valdair Pedro Battisti, explica que as condições climáticas favoreceram a escolha do local. "Não tem cerração, é mais alto, sem cerração e o município foi estratégico."

A obra custou mais de R$ 4 milhões e a maioria dos equipamentos foi fabricado no Brasil. O presidente da Creluz, Elemar Battisti, observa que uma usina de energia solar tem menos impacto no meio ambiente, em relação a uma hidrelétrica.

"Sem alagar, sem destruir matas e a natureza. Essa aqui não tem nada mais limpo que energia solar. Então tem um potencial enorme para ser explorado e a gente pensa poder explorar mais adiante, digamos assim, mais energia solar", diz Battisti.

Assista ao vídeo da materia:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/12/inaugurada-primeira-usina-de-energia-solar-do-rio-grande-do-sul.html

Fonte: G1

Norma prevê tratamento para tributação de descontos tarifários
Emerson F. Tormann01:43


Um novo regulamento proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica pretende unificar o tratamento dos custos resultantes da incidência de tributos sobre descontos tarifários, assim como a forma de apresentação desses custos nas faturas de energia elétrica. A ideia é estabelecer um modelo único de representação da cobrança do ICMS e do PIS/Cofins pelas distribuidoras, que usam sistemáticas diferentes. Como não há um modelo único, ou os impostos são registrados como custo adicional ao valor da fatura, ou o preço a ser pago já inclui todos os tributos.

Desde a publicação do Decreto nº 7.891, o custeio de subvenções econômicas concedidas a segmentos específicos passou a ser feito com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético. Como o Tesouro não repassa mais recursos para a CDE, todas as despesas da conta são custeadas atualmente apenas pelo consumidor, que paga também a tributação.

Com a decisão dos estados de cobrar ICMS sobre valores descontados a título de subsídio como o da tarifa de uso do sistema de distribuição e o da tarifa social de baixa renda, por exemplo, a cobrança do imposto acaba sendo sobre a tarifa cheia. A norma da Aneel não vai alterar essa realidade, porque foge da competência da autarquia tratar de questões tributárias. Mas a ideia é ter uma maior harmonização no tratamento da questão, para que as empresas evitem custos desnecessários para as empresas.

O assunto ficará em audiência pública de 8 de dezembro de 2016 a 6 de fevereiro de 2017. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail: ap084_2016@aneel.gov.br ou para o endereço da Aneel - SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110, Brasília-DF.


Fonte: CanalEnergia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Assista à Sessão Solene na Câmara dos Deputados em Homenagem aos Síndicos pelo seu dia
Emerson F. Tormann21:59

PLENÁRIO - Sessão Não Deliberativa Solene
COMEMORAÇÃO AO DIA DO SÍNDICO



Estive hoje na Câmara dos Deputados representando todos os síndicos do Brasil em Sessão Solene que homenageou os gestores de condomínio pelo seu dia.

Como Presidente da Assosindicos DF tenho o dever de alertar a sociedade sobre o reconhecimento que os Síndicos merecem por tão árdua empreitada diante do desafio de conduzir o condomínio.

Além da necessidade da regulamentação da profissão de síndico visto que o representante do condomínio ainda não tem os mesmos direitos de um trabalhador com carteira assinada. Ou seja, não recebe 13º salário e não desfruta de férias.

Parabenizo o Deputado Izalci Lucas pela feliz iniciativa de promover a Sessão Solene como um marco histórico já que é a primeira vez que se comemora o Dia do Síndico na casa do povo, a Câmara dos Deputados.




Programa da Celesc vai custear 60% da instalação de sistema de energia solar fotovoltaica em residências catarinenses
Emerson F. Tormann11:52

Programa da Celesc vai custear 60% da instalação de sistema de energia solar em residências catarinenses Cristiano Estrela/Agencia RBS
Instalação do sistema fotovoltaico pode chegar a R$ 20 mil, mas o investimento é recuperado em torno de cinco anos - Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A Celesc vai oferecer subsídio de 60% na compra de painéis fotovoltaicos para 1 mil residências em Santa Catarina. O projeto Bônus Fotovoltaico vai estimular a instalação do sistema doméstico de captação da energia solar fotovoltaica, que pode ser compartilhado com a rede pública e gerar créditos na fatura do consumidor (veja abaixo como funcionará a inscrição).

A assinatura do contrato para o início do projeto será nesta segunda-feira entre a Celesc Distribuição e a empresa Engie Geração de Energia Fotovoltaica, vencedora da licitação. Com um custo de R$ 11,9 milhões, o projeto tem uma contrapartida dos clientes de R$ 6,7 milhões, e cada consumidor pagará, pelo sistema instalado, R$ 6,68 mil.

O valor equivale a 40% do valor do material dos sistemas fotovoltaicos. Os outros 60%, assim como todo o serviço, serão pagos pelo Programa de Eficiência Energética da Celesc.

Por meio do sistema fotovoltaico oferecido pelo projeto, o consumidor vai gerar energia para o próprio consumo e o que for excedente será injetado no sistema elétrico da Celesc e transformado em crédito, que pode ser usado em até cinco anos para pagar a energia consumida na residência ou outra unidade consumidora de mesma titularidade, desde que conectada ao sistema da Celesc.

Em condições ideais, os sistemas oferecidos pelo projeto deverão gerar aproximadamente 280 kWh/mês. Segundo o coordenador do programa de eficiência energética da Celesc, Marco Aurelio Gianesini, o sistema tem durabilidade de 25 anos e o consumidor terá retorno do investimento em torno de quatro anos após a instalação.

Além dos benefícios ao consumidor, o projeto Bônus Fotovoltaico promove a geração distribuída, o baixo impacto ambiental e a redução no carregamento das redes, além da minimização das perdas de energia e da contribuição para a diversificação da matriz energética brasileira.


Foto: Cristiane Maccari / Arte DC

Atualmente, em Santa Catarina, a potência instalada em geração distribuída é de 5.842 kW. O Estado tem o maior índice per capita de uso de energia solar nessa modalidade no Brasil. O projeto da Celesc será responsável pela instalação de outros 2.600 kW, cerca de metade do que é gerado hoje, colocando o Estado na vanguarda desse tipo de geração.

Apesar disso, Santa Catarina é um dos cinco Estados que não vão oferecer desconto no ICMS para incentivar os moradores a adotar os sistemas alternativos de energia.

Fonte: DC
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BNDES cria fundo para projetos de infraestrutura na área de energia sustentável
Emerson F. Tormann11:47



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou neste 1º de dezembro a criação do Fundo de Energia Sustentável, um fundo de mercado voltado para investimentos em debêntures de projetos verdes, ou de baixo carbono, na área de infraestrutura. O edital para escolha do gestor privado que vai estruturar o novo fundo será publicado hoje (2).

Caberá ao gestor fazer investimento em debêntures de projetos com características específicas no setor de energia. “Têm que ser debêntures em infraestrutura e têm que ter uma conotação de sustentabilidade. Por isso, ele é um fundo de energia sustentável”, disse o chefe do Departamento de Fomento ao Mercado de Capitais do BNDES, André Salcedo. O processo de seleção do gestor deve ser encerrado em março de 2017. O fundo deve entrar em funcionamento até julho do ano que vem.

A BNDES Participações (BNDESPAR), subsidiária de participações societárias do BNDES, será cotista do Fundo de Energia Sustentável, com participação máxima de 50%. O fundo terá gestão privada e patrimônio de R$ 500 milhões, com prazo de vigência de 15 anos. Salcedo informou que parte da missão do gestor será captar esse dinheiro com investidores privados, para formar esse lastro.

Dependendo da estrutura do fundo, ele será voltado para investidores qualificados, com patrimônio superior a R$ 1 milhão, ou profissionais, cujo patrimônio ultrapassa R$ 10 milhões, de acordo com definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regulamenta o mercado de capitais. “Pode ser pessoa física ou jurídica”, disse Salcedo. O fundo garantirá isenção para investidores pessoa física, em conformidade com o Artigo 3º da Lei 12.431.

Mercado verde

A expectativa do banco, com esse novo veículo de financiamento, é favorecer a criação de um mercado de títulos verdes no país. Salcedo disse que atualmente só há uma emissão de título verde em reais no Brasil, da empresa Suzano, além de três emissões de empresas brasileiras no exterior. “O potencial desse mercado é muito grande no Brasil pelo perfil da economia. É uma economia que tem uma matriz energética muito baseada em energia sustentável”.

Salcedo disse que o governo brasileiro se comprometeu, no Acordo de Paris, firmado há quase um ano, a ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética. “Essa iniciativa vai, exatamente, nesse sentido, de criar uma economia mais sustentável e permitir o financiamento privado [via emissão de títulos verdes], para que esses projetos consigam um financiamento de longo prazo adequado”.

O fundo conjuga a necessidade do país de ter investimento em infraestrutura com o desejo acentuado de investidores estrangeiros de alocar seus recursos em projetos sustentáveis. O BNDES estima que haverá emissões de debêntures de projetos de infraestrutura em energias renováveis no país, nos próximos 18 meses, em torno de R$ 3,8 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão serão de fonte eólica (dos ventos). Os títulos a serem adquiridos deverão ser de projetos de investimento em energia financiados pelo BNDES, com garantias reais compartilhadas com o banco.

Segundo o banco, o mercado mundial dos chamados títulos verdes vem aumentando nos últimos anos. Dados da Climate Bonds Initiative, da qual o Fundo de Energia Sustentável será o primeiro parceiro no Brasil, mostram que os títulos emitidos atingiram, em 2014, US$ 36,6 bilhões. A previsão é que somem, este ano, US$ 100 bilhões em todo o mundo, dos quais Salcedo estima que o Brasil poderá captar uma boa parcela dessa poupança mundial para investir em infraestrutura. A Climate Bonds Initiative é uma organização internacional que trabalha no incentivo à criação de instrumentos financeiros para soluções de mudanças climáticas.

Fonte: Agência Brasil

Energia é estratégica para Brasil alcançar metas compromissadas na COP 22, indica EPE
Emerson F. Tormann11:41

Estudo demonstra que país precisa perseguir índice de 45% de renovabilidade da matriz energética com a contribuição do setor elétrico e de combustíveis


Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.
Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

O setor energético tem papel fundamental para o país alcançar as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. A NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada) para o acordo do clima, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República prevê a diminuição de 37% das emissões desses gases, até 2025, podendo se estender a 43% até 2030, isso em relação aos níveis de 2005. Esse compromisso se aplica ao conjunto da economia e com diferentes combinações de redução por setores, como o florestal, agrícola, transporte, energético e outros.

De acordo com Ricardo Gorini, diretor de Estudos Econômicos da Empresa de Pesquisa Energética, as contribuições do setor para o cálculo das NDCs não constituem metas, mas sim orientações de Política Energética. Segundo ele, até 2030 o Brasil deve perseguir os 45% de renovabilidade na matriz energética, com a contribuição do setor elétrico e do setor de combustíveis. Para este último, destacou ele, é necessário continuar apostando no uso de bioenergia, em especial do etanol e da biomassa da cana-de-açúcar, para uso no setor de transporte e na cogeração e elevar sua participação a 18% da matriz energética.

Ele ressaltou ainda que o setor elétrico precisa continuar contando com as energias renováveis na matriz elétrica, com destaque para as hidrelétricas, biomassa, solar e eólica. Neste caso, deve-se mirar 66% de geração hidrelétrica e cerca de 23% de participação destas outras fontes renováveis na geração total, incluindo a operação centralizada, geração distribuída e a autoprodução de energia. E, para 2030, o Brasil precisa alcançar 10% de eficiência energética no consumo de eletricidade.

Gorini explicou que estes números estão explícitos na comunicação oficial do Brasil. E que o embasamento dos cálculos foi feito a partir dos estudos de perspectiva energética de longo prazo, conduzidos pela própria EPE, contando com o uso de modelos de consistência econômica e energética, e com a participação de diversos especialistas convidados.

Uma das mensagens centrais dos estudos que embasaram a NDC brasileira é que a elevação da participação das fontes eólica, solar e biomassa na matriz elétrica é fortemente dependente da fonte hídrica. Além de não emitir e ser uma fonte renovável, lembrou o executivo, a hidrelétrica tem o papel de atender à operação do sistema quando há intermitência na geração eólica e solar. “A presença de reservatórios no sistema interligado nacional, além de todas as vantagens já conhecidas para a otimização da operação, funciona como se fosse uma grande bateria renovável, de baixo custo, que pode compensar as eventuais ausências destas fontes, e assim, viabilizá-las”, ressaltou. E que “há também forte complementariedade entre a disponibilidade de biomassa de cana de açúcar, no período da colheita, e o regime hidrológico, o que permite, no final das contas, a instituição de um portfolio de energia renováveis com maior confiabilidade”, acrescentou.

Este ‘efeito portfólio’, como classificou Gorini, é uma vocação do SIN e constitui uma enorme vantagem comparativa do Brasil quando olhamos para o futuro e vemos a necessidade de avançarmos para uma economia de baixo carbono ou mesmo de zero emissão. Em sua avaliação, a competitividade da economia, quando da instituição em um nível global de mecanismos de taxação de carbono, estará ligada diretamente ao custo da geração do parque instalado e à renovabilidade da matriz energética. Para ele, a estratégia nacional de continuar investindo em UHEs, de preferência com reservatórios, é acertada do ponto de vista econômico, social e ambiental e deve constituir eixo central da retomada do crescimento em direção à pretendida economia de baixo carbono.

O documento com detalhes sobre as premissas e o cenário utilizado está disponível no site da EPE, em versões em português ou inglês. Para acessar O Compromisso do Brasil no Combate às Mudanças Climáticas: Produção e Uso de Energia, clique aqui.


Fonte: Agência CanalEnergia

domingo, 27 de novembro de 2016

Conta de luz volta a ter bandeira tarifária verde em dezembro
Emerson F. Tormann20:36

As contas de luz deixarão de ter cobrança adicional em dezembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta sexta-feira, 25, que as faturas de energia voltam a ter a bandeira verde no próximo mês. Com essa decisão, o consumidor deixará de pagar R$ 1,50 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, valor que foi cobrado em novembro em razão da bandeira amarela.

A melhora nas condições hidrológicas permitiu o desligamento das termelétricas mais caras, que foram acionadas no mês passado. De acordo com a Aneel, o custo da térmica mais cara para abastecer o País no próximo mês será de R$ 169,54 por megawatt-hora (MWh). Quando o custo de geração supera R$ 211,28 por MWh, é preciso acionar a bandeira amarela.

Entre abril e outubro deste ano, vigorou a bandeira verde, que não traz custo adicional nas contas de luz. Em novembro, a piora nas condições hidrológicas, principalmente em razão da seca no Nordeste, levou ao acionamento da bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,50 a mais nas contas para cada 100 kWh consumidos.

Em março deste ano, também vigorou a bandeira amarela. Antes disso, durante todo o ano passado e em janeiro e fevereiro, vigorou a "bandeira vermelha", que adiciona entre R$ 3,00 e R$ 4,50 a cada 100 kWh consumidos, dependendo da quantidade de termelétricas necessárias para suprir o País. O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pela Aneel.

Fonte: Estadão Conteúdo
Texto extraído do portal Faesp Senar

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Governo lança cartilha para ampliar acesso de pequenas empresas a soluções tecnológicas
Emerson F. Tormann11:48


O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Alvaro Prata, lançou neste mês (novembro) o Guia de Extensão Tecnológica das Redes do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). O documento é uma referência para a criação e operacionalização das Redes Sibratec e vai atender desde os gestores dos órgãos públicos e das próprias redes às agências de fomento, instituições participantes e técnicos extensionistas.

“A rede contribui para que a empresa se enxergue como provedora de tecnologia impactando o mercado”, avaliou o secretário. A publicação reúne normas do programa e possui o objetivo final de beneficiar pequenas e micro empresas de diversos estados.
Casos de sucesso

Durante o lançamento, empresários apresentaram as soluções geradas pelo Sibratec que fizeram seus negócios prosperarem. A empresa de alimentos naturais de Martinho Lutero dos Santos, de Salvador (BA), chegou a falir até que ele descobriu o Sibratec. Hoje, a empresa deixou de ser local e passou a comercializar os seus produtos para toda a região Nordeste. Em pouco mais de quatro anos, o faturamento foi triplicado. De acordo com o empresário, uma grande rede de supermercados tem interesse em nacionalizar o negócio. “Se não fosse o Sibratec a gente não existiria mais. Eu estava falido”, disse.

O apoio do Sibratec também permitiu que a empresa Fanem, de São Paulo (SP), especializada no desenvolvimento de aparelhos eletro-médicos, desenvolvesse um berço aquecido neonatal. Na época, além da orientação técnica, a empresa recebeu o aporte de cerca de R$ 20 mil como subsídio. “De 2011 para cá vendemos mais de 2,9 mil desses equipamentos só para exportação, gerando arrecadação de impostos de renda da ordem de R$ 500 mil, ou seja, todo o investimento que o programa faz como subsídio é retornável naturalmente como arrecadação”, afirmou o gerente de Inovação e Desenvolvimento da empresa, Ílio de Nardi Júnior.

“A extensão tecnológica contribuiu diretamente para o sucesso do nosso portfólio. Antes do Sibratec nossa oferta de produtos era bem menor. Hoje, exportamos para mais de 100 países, estamos em 32 países na África e somos a primeira empresa brasileira na área da saúde a instalar uma fábrica no exterior, na Índia, como multinacional”, completou.

Empresas interessadas nos serviços do Sibratec devem procurar o SEBRAE da sua cidade.

Maiores Informações: Guia Sibratec

Fonte: BizMeet

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Dividido, STJ suspende julgamento sobre tributação da tarifa de distribuição de energia
Emerson F. Tormann07:11

Empresas do mercado livre de energia pedem para afastar ICMS sobre TUSD


Crédito @flickr/CarlosAlkmin


Pela segunda vez, a 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu o julgamento em que se vai definir se o ICMS incide sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição de Energia Elétrica (TUSD). A discussão impacta as empresas que negociam energia elétrica no mercado livre e os Estados que calculam perdas bilionárias na arrecadação. A TUSD e a Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão de Energia Elétrica (TUST) integram o preço praticado nestes contratos.

Na sessão desta quinta-feira (17/11), a ministra Regina Helena Costa proferiu voto-vista, divergindo do relator, ministro Gurgel de Faria. Com placar em 1×1, o ministro Benedito Gonçalves pediu vista do caso e adiou a conclusão.

Para Regina Helena, o ICMS não incide sobre a tarifa de distribuição de energia. Ela defendeu a manutenção de jurisprudência do STJ que, segundo ela, tem se consolidado desde 2000 a favor das empresas que negociam a energia no mercado livre. As decisōes excluem as tarifas do cálculo do ICMS.

Regina Helena reforçou que deve haver operação, mercadoria e circulação da mercadoria para a incidência do ICMS. Afirmou que que o que importa para a incidência do imposto estadual é a circulação jurídica da mercadoria (com transferência de titularidade) e o efetivo consumo da energia.

Para ela, o deslocamento da fonte geradora para o sistema de transmissão e distribuição constitui circulação física porque são atividades meio para que ocorra o fato gerador do ICMS, que é efetivado com o efetivo consumo da energia.

“Os estágios de transmissão e distribuição da energia são elos na cadeia interligando a geradora produtora ao consumidor final”, afirmou.

Para a ministra, o caso da TUSD seria semelhante a uma discussão do passado sobre a tributação dos serviços dos provedores de acesso à internet. “Esse serviço é de valor adicionado, pois acrescenta informações através das telecomunicações, a chamada entre computadores só ocorre com linhas telefônicas, ou seja, a cabo ou via satélite. Sem a linha telefônica impossível obter acesso à internet”, disse, citando trecho de acordão sobre o tema dos provedores.

Citou ainda o artigo 13, parágrafo 1 da Lei Complementar 87/1996 (Lei Kandir), que dispõe sobre a base de cálculo do ICMS. “Não há nada na lei sobre encargos tarifários integrarem a base de cálculo do imposto”, pontuou.

Como reforço de argumentação, mencionou projetos de lei e de emenda à Constituição que visavam tributar a transmissão e distribuição de energia elétrica. Os projetos, porém, não foram adiante. “Isso confirma que o direito positivo não autoriza a incidência do ICMS sobre esse encargo”, disse Regina Helena.

Impacto

Os Estados tem colocado aos ministros que perderiam R$ 13,4 bilhões ao ano com a exclusão das tarifas do cálculo do ICMS. A perda para o Estado do Rio Grande do Sul – parte na ação – seria de R$ 1,5 bilhão ao ano.

De acordo com a procuradoria do Estado gaúcho, as empresas estão recolhendo o ICMS com a tarifa incluída. Mas tem entrado com ações judiciais para afastar a tributação.

Caso as empresas saiam vencedores no STJ, elas poderiam pedir a restituição dos valores recolhidos nos últimos cinco anos. Os Estados por outro lado poderiam recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

Voto do relator

Em setembro, o ministro Gurgel de Faria defendeu a mudança da jurisprudência do STJ para determinar a incidência do ICMS sobre a tarifa. Ele ressaltou o caráter uno, da unidade do sistema de fornecimento de energia elétrica, que envolve a geração, a distribuição e a transmissão e consumo da energia.

Para o ministro, o fato gerador do ICMS diz respeito à circulação jurídica da mercadoria que envolve a circulação simultânea da geração, distribuição, transmissão e consumo.

“Só há operação jurídica passível do ICMS quando há o consumo e a transformação da energia em outro bem da vida, como a luz ou o calor”, disse. Citando o artigo 34, § 9º, da ADCTF, Faria ressaltou que todas as etapas do fornecimento devem ser consideradas para o preço final.

O ministro reforçou ainda o entendimento de que o mercado livre atende grandes consumidores que, de partida, tem vantagem sobre pequenos consumidores – especialmente pequenas e médias empresas – que não tem liberdade para escolher o fornecimento de energia. Dessa forma, entendeu que o não tributação implicaria em violação ao princípio da igualdade e impactaria a concorrência.

“Não é possível admitir que a mudança na regulação do sistema elétrico permita dar um tratamento diferenciado para contribuintes que estão em situação semelhante”, afirmou, acrescentando: “A exclusão do custo [da tributação] representa vantagem em relação a empresas menores”.

Fonte: Bárbara Pombo - Jota Brasília
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Para Absolar, usina em prédio do MME deve ser estímulo para o setor público
Emerson F. Tormann07:38

Crédito: Fotos Públicas

A inauguração, no último dia 17 de novembro, do sistema de geração fotovoltaica no prédio do Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF) não significou apenas o primeiro projeto desse tipo em prédio público do Governo Federal. De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, a entrega também significa que o governo passa a tratar a fonte como estratégica para o desenvolvimento. "Nossa expectativa é que esse sistema possa servir de motivador para que outros edifícios de ministérios incorporem a tecnologia solar para reduzir os custos, incentivando o desenvolvimento e gerando empregos", afirma Sauaia. A usina teve investimento de R$ 400 mil viabilizado pela associação e é composta por 154 painéis solares.

O executivo aposta que essa iniciativa também seja capaz de fazer com que governos estaduais e municipais criem políticas locais de uso da energia solar em prédios públicos e outras construções, como escolas, hospitais e até museus. No cenário de crise econômica que vem sendo enfrentado por alguns estados, o uso de energia solar em prédios públicos aparece como fator redutor de gastos e uso inteligente de fonte alternativa de energia.

A sugestão da associação é que os governos devam estruturar um modelo de negócio em que os contratos para projetos de geração distribuída solar em prédios públicos sejam fechados com os empreendedores por meio de licitações ou chamadas públicas, tenham longo prazo e a operação e o investimento, assim como a manutenção do sistema, fiquem por conta do empreendedor. "O governo tem o alívio imediato na redução das contas e ele paga nos contratos de longo prazo as parcelas. No fim do contrato, o governo pode decidir ter a propriedade do sistema ou renovar o contrato como aquisição de serviço", explica.

A aplicabilidade desse modelo de contrato ainda está sendo viabilizada. Ele demanda desafios contratuais e jurídicos que estão sendo estudados. A associação trabalha com alguns governos estaduais no sentido de fechar alguma parceria no tema. Ele dá como exemplo de iniciativa de ente público o leilão de geração distribuída que o governo de Pernambuco pretende realizar em 2017. "Com essas ações, o governo não teria ele próprio que investir no sistema, aliviando o caixa", ressalta.

O Ministério das Cidades teria demonstrado interesse em dotar de geração distribuída casas construídas pelo programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Outro possível parceiro que a associação vislumbra é o Ministério da Defesa, que tem custos com energiasignificativos.

Fonte: UDOP

Com nova gestão, Eletrobras reverte perdas de R$ 4 bi e registra lucro
Emerson F. Tormann00:58

Estatal, que chegou a ter perdas somadas de R$ 30 bilhões, reporta ganho líquido de R$ 863 milhões no terceiro trimestre de 2016. Em nove meses, saldo é positivo em R$ 9,687 bilhões


Usina hidrelétrica Itaipu. Desempenho positivo foi influenciado por mudança na gestão da Eletrobras - Crédito: Fotos Públicas


Depois de mudanças na gestão e na governança da Eletrobras, a estatal transformou um prejuízo bilionário em lucro. No terceiro trimestre do ano, a empresa ficou no azul em R$ 863 milhões – em igual período do ano passado, as perdas somavam R$ 4 bilhões.

Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (10). O resultado decorre, em boa parte, da contabilização de novas receitas relacionadas a indenizações devidas pela União à Eletrobrás desde a renovação antecipada de seus contratos de concessão.

Essas indenizações foram geradas depois de medidas adotadas pelo governo federal em 2012 com o intuito de reduzir as tarifas de energia.

A estatal também registrou ganhos de R$ 1,931 bilhão em indenizaçõesdevido à participação detida na empresa Cteep, da área de transmissão de energia, que reconheceu direito a compensações bilionárias em seu balanço do terceiro trimestre.

Resultados positivos

Os recentes resultados positivos da Eletrobras em 2016 revertem um período de prejuízos para a empresa, que, desde 2012, com a adoção de novas regras para a negociação de contratos, chegou a ter perdas somadas de R$ 30 bilhões.

Este ano, no entanto, a mudança de gestão melhorou o desempenho da companhia. Com isso, o resultado consolidado nos nove primeiros meses do ano é um lucro de R$ 9,687 bilhões, frente a um prejuízo de R$ 4,115 bilhões do mesmo período de 2015.

Fonte: Portal Planalto, com informações da Eletrobras

sábado, 19 de novembro de 2016

‘Ovos marítimos’ podem ser solução para armazenar energia limpa no oceano
Emerson F. Tormann09:56



Os sistemas de energia limpa estão mais perto de receberem um aliado poderoso na coleta de recursos, expandindo a área de atuação de um velho conhecido do setor. Isso porque o projeto tocado por pesquisadores alemães está testando a instalação de torres eólicas em pleno mar, fazendo com que a energia gerada pelas ventoinhas seja armazenada em cilindros de ar comprimido a cerca de 100 metros de profundidade e a 200 metros da costa da cidade de Überlingen – pelo menos em seu protótipo atual, na escala de 1:10.

Chamados carinhosamente de “ovos marinhos” esses equipamentos servem tanto como armazenamento temporário para os moinhos tecnológicos quanto para gerar eletricidade a partir das correntes marítimas e da pressão da água na região próxima à praia. Como o dispositivo expele constantemente o líquido de dentro do aparelho, a energia é gerada na mesma cadência, conforme a água volta a inundar o espaço vazio dentro do cilindro passando por uma espécie de turbina.
O funcionamento é simples, mas muito engenhoso
Enquanto essa encarnação inicial do projeto deve ajudar a monitorar a eficiência do design, a facilidade de instalação e as opções de configuração das esferas, a ideia é que a próxima versão do sistema esteja na escala final da empreitada. O que isso significa na prática? “Bolinhas” de 30 metros de diâmetro posicionadas de 600 a 800 metros de profundidade – com esse número podendo ser ainda maior conforme as respostas obtidas durante os testes.

Potencializando a energia limpa

De acordo com Horst Schmidt-Böcking, professor da Universidade de Frankfurt e um dos criadores do StEnSea (Stored Energy in the Sea) – algo como “Energia Armazenada no Mar”, em uma tradução livre –, a expectativa é que os “ovos” consigam armazenar 20 MWh por unidade quando estiverem em sua forma final.

Com isso, espera-se que seja possível acumular mais de 893.000 MWh se o projeto for expandido em escala global. “Essa pode ser uma contribuição importante e econômica para compensar eventuais flutuações na geração de eletricidade a partir de fontes eólicas ou solares”, explica Jochen Bard, chefe do instituto de energia alemão (IWES).

Fonte: TecMundo

MME inaugura 1ª Usina Solar distribuída em prédio do Governo Federal
Emerson F. Tormann09:23

Geração própria do Ministério permite economia de energia de 7%


MME inova na Esplanada ao usar energia solar - Crédito: MME
Crédito: MME


O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, inaugurou nesta quinta-feira (17/11) o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica instalado no telhado do edifício-sede do Ministério de Minas e Energia (MME). O projeto é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o MME e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para a instalação do primeiro sistema solar fotovoltaico da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, conectado à rede de distribuição. Participaram da solenidade o ministro-interino do Meio Ambiente, Marcelo Cruz; o presidente da Absolar, Nelson Colaferro; e o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone.

“Nós temos ainda um longo caminho para percorrer. Não podemos lutar contra as inovações tecnológicas, como a geração distribuída, e nosso papel aqui no MME é arbitrar e harmonizar essa transição, para que todos possam juntos chegar à outra margem do rio, tentando atender às expectativas de todos e atendendo aos nossos compromissos”, disse o ministro Fernando Coelho Filho, relembrando que o país assumiu compromisso na COP 21 de ampliar as fontes renováveis na sua matriz elétrica.

Com o projeto, o MME passará a compensar parte da eletricidade que consome através de geração própria, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incentivo disponível a toda a população brasileira. Foram instalados 154 painéis solares (1,0 x 1,64 m), sem a alocação de recursos do Orçamento do Governo Federal. O investimento, estimado em de R$ 400 mil, foi viabilizado pela ABSOLAR e seus associados.

A potência de geração da mini usina é de 69 kW, ou 60 kWp (quilowatts pico), que representa por volta de 5% a 7% do consumo do edifício, que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira (3 a 4 pessoas consumindo 300kWh/mês).

A energia que vier a sobrar (por exemplo, o que for gerado nos finais de semanas e feriados) será entregue à distribuidora de energia elétrica local e esse crédito poderá ser utilizado em até 60 meses, conforme as regras vigentes para os sistemas de geração distribuída.

“Esse é um investimento pequeno para nossa necessidade, mas muito significativo. É o primeiro prédio publico a ter geração distribuída na capital federal, e esse prédio tinha de ser o MME”, afirmou o ministro, que disse que já há tratativas para que Ministério da Educação e da Defesa também adotem a geração distribuída.

A energia elétrica gerada pelo sistema solar fotovoltaico no prédio do MME evitará a emissão de 6,4 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Considerando a vida útil do sistema, superior a 25 anos, um total de 161 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas. Isso equivale a uma área de floresta de 3.000 m² (Considerando a média do fator de emissão de CO2 do grid nacional de janeiro a setembro de 2016).

Além disso, a geração de energia solar, limpa e renovável, é importante para o país atingir suas metas assumidas na COP 21. No acordo assinado no final de 2015, o país se comprometeu a expandir o uso doméstico de energia gerada por fontes renováveis, além da energia hídrica, para ao menos 23% da matriz elétrica, até 2030.

Confira a usina solar distribuída no prédio




ProGD

A medida se insere nas ações do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), lançado em dezembro do ano passado, que prevê investimentos de cerca de R$ 100 bilhões até 2030 em geração distribuída. Os resultados desta iniciativa podem estimular a administração de outros órgãos a instalarem sistemas de geração distribuída de energia solar fotovoltaica. A parceria também aprofunda as ações de Eficiência Energética já em curso no MME e se soma às ações do Projeto Esplanada Sustentável (PES), criado em 2012, que tem o objetivo de estimular os órgãos e instituições públicas federais a adotarem práticas de uso racional de recursos naturais, promovendo a sustentabilidade ambiental e socioeconômica na Administração Pública.

Em março de 2015, o MME lançou o “Guia para Eficiência Energética nas Edificações Públicas”, elaborado em parceria com o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel). A publicação, em suas mais de 300 páginas, aborda as principais etapas a serem contratadas em projetos de revitalização típicos em edificações públicas, para fins de eficiência energética, como diagnóstico energético; elaboração de projeto básico e executivo; Execução das obras; e Fiscalização e acompanhamento dos resultados. Além disso, no que couber, o Guia pode ser aplicado em edificações privadas comerciais e de serviços.


Fonte:

Ministério de Minas e Energia
(61) 2032-5620/5588


domingo, 13 de novembro de 2016

Serpro promove maratona de programação
Emerson F. Tormann15:42



O Serpro, empresa de tecnologia da informação do governo federal, abriu inscrições para uma maratona de desenvolvimento com dados abertos com foco em chatbots. O hackathon será realizado entre os dias 16 e 18 de dezembro, em Brasília. Durante o evento, dez equipes vão criar chatbots, robôs que simulam um ser humano na conversação com usuários. A melhores soluções ganham, respectivamente, R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil.

“O chatbot é um robô com inteligência artificial que, por meio de métodos auditivos e textuais, simula um ser humano em conversação inteligente com as pessoas. Apesar de a solução consultar uma base de dados, a impressão é de que a conversa ocorre com outro ser humano”, explica João Paulo Novais, gestor do projeto de Inovação Aberta, iniciativa que se destina a contribuir com a construção de ideias e fortalecer os laços entre a empresa e a sociedade.

De acordo com Novais, a intenção do evento é fortalecer os serviços de governo digital e promover um ambiente de inovação e colaboração. Nesta primeira edição, o Hackathon é dedicado exclusivamente ao público externo, e não será permitida a participação de empregados do Serpro.

Como participar

Para participar do Hackathon Serpro, basta ser maior de 18 anos, ter interesse pela área de TI e gostar de programar. Cada equipe poderá ter de dois a cinco integrantes. As inscrições são gratuitas, podem ser feitas no endereço hackathon.serpro.gov.br e terminam quando for atingido um total de 50 pessoas. Confira também o edital de participação com as normas do concurso.

Maratona

Durante três dias, os programadores vão estar na sede do Serpro, programando freneticamente em uma maratona de mais de 30 horas de competição. Os competidores também poderão participar de palestras e contar com o apoio de mentoria. Os sistemas poderão utilizar dados abertos do governo.

Os trabalhos serão avaliados pela Comissão Julgadora, formada por profissionais do Serpro e de entidades externas, com base em critérios de inovação, usabilidade, design, funcionalidade, uso de recursos tecnológicos e adequação ao tema.

Fonte: ARede educa

A força energética que vem do Sol
Emerson F. Tormann10:49

INFRAESTRUTURA

Estudo aponta que a captação de energia solar em apenas 0,41% do território do Distrito Federal seria suficiente para abastecer toda a população. Estudantes da UnB, em parceria com a WWF, mapearam os telhados da capital que poderiam receber as placas fotovoltaicas

» Veja o estudo

Brasília é uma cidade conhecida mundialmente por ser de vanguarda. Dos prédios monumentais às tesourinhas como opção de retorno, a capital do Brasil nasceu com a missão de sempre estar à frente. Por isso, é o momento de trazer para si conceitos atuais das mais modernas metrópoles mundiais. Entre eles, o de envolver o cidadão em questões antes controladas apenas pelo Estado, como a produção de energia elétrica. Uma das principais potencialidades da cidade é a energia solar. Usando apenas 0,41% da área correspondente ao território do Distrito Federal, seria possível gerar energia elétrica para toda a demanda da população. Para a instalação dos equipamentos, não são necessários novos espaços, apenas uso dos telhados existentes.

Por causa da boa irradiação solar, é necessário à instalação de painéis de captação em uma área correspondente a 24km² — metade de uma região administrativa como o Guará. Se o DF tivesse a quantidade suficiente de placas, seria possível diminuir a dependência da energia vinda de hidrelétricas. As informações são do estudo Potencial da Energia Solar Fotovoltaica de Brasília, desenvolvido pela organização não governamental WWF-Brasil, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), e obtido com exclusividade pelo Correio.

Pesquisas mostram que o Brasil é um dos países que mais têm potencial de geração de energia elétrica via solar. Para se ter uma ideia, o pior cenário brasileiro de irradiação solar é superior aos melhores índices da Alemanha, país referência na produção de energia elétrica por painéis fotovoltaicos. A média anual de geração por painel instalado no Brasil varia de 4,25 a 6,25kWh/m².

Mesmo assim, a produção brasileira é baixíssima. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são 5.437 projetos de energia solar no Brasil — a agência tem uma ambiciosa projeção de 1,14 milhão até 2024. “A energia solar é uma opção viável e real. Há seis anos, a eólica não era nada, hoje, é 6% da matriz energética brasileira. O solar ainda é menos de 1% e a tendência é crescer. Os dados de irradiação são bons e há muitos telhados disponíveis no país”, justifica Hugo Lamin, assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel.

O Distrito Federal segue a tendência brasileira de bom desempenho de produção da energia solar. Na capital da República, a média anual é de 5,8kWh/m², segundo dados da WWF e da UnB. A arquitetura também ajuda na produção solar de energia: o tombamento volumétrico da cidade permite que haja pouco sombreamento entre os prédios e casas, o que potencializa as áreas utilizáveis do telhado — a média é de 30% a 50%. As temperaturas máximas, em até 34ºC, também contribuem para que os equipamentos tenham melhor eficiência e durabilidade.

Além disso, a capital conta com uma alta renda per capita, o que permite o alto investimento — ainda um dos principais entraves para o pleno desenvolvimento da energia solar no país. “Brasília tem condições perfeitas: insolação alta, pouco sombreamento, nível alto das classes econômicas que poderiam investir nisso, todas as características para o DF ser referência como cidade solar”, explica André Nahur, coordenador do Programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.


Potencial
O professor de engenharia elétrica da UnB Rafael Shayani organizou o grupo de 16 alunos que fez o mapeamento dos telhados das asas Sul e Norte, dos lagos Sul e Norte, do Park Way, do Sudoeste e do Cruzeiro. Eles usaram o Google Earth e visitaram as regiões para analisar a potencialidade dos telhados. O levantamento mostrou que é possível aproveitar a área entre 30% e 50%, uma vez que, no telhado, também tem caixa d’água, antenas. A partir dos estudos dessas regiões, foi possível fazer as projeções para todo o DF.

Como o território é pequeno e muito urbanizado, as micro e minigerações ganham mais fôlego do que em outras unidades da Federação. “Brasília é o símbolo do modernismo. Uma vantagem da energia solar é que elas podem ser espalhadas nos telhados, não vão ocupar área útil. Os painéis tendem a se integrar com a edificação”, analisa. Segundo o estudo, o telhado de uma casa no padrão dos Lagos e do Park Way pode gerar energia para ele e mais 10 residências. “Seria uma solução para a crise energética”, complementa Shayani.

Embora tenha potencial, o Distrito Federal ainda é a 11ª unidade da Federação em quantidade de projetos instalados. Segundo dados da Aneel, são apenas 119 em todo o território candango. A Companhia Energética de Brasília (CEB) informou que 191 projetos foram apresentados desde 2012. Ainda existem alguns a serem analisados pela companhia. Minas Gerais é o estado com mais projetos de microgeração solar do país. “A CEB percebe um aumento significativo do número de projetos e vê com bons olhos”, diz Marcelo Meloni, superintendente de faturamento e garantia de receita da companhia.

Tanto no Brasil, quanto no DF, a maioria dos projetos de microgeração são residenciais. O empresário Gilberto Azevedo, 61 anos, instalou 42 painéis em sua casa no Lago Norte há um ano. Para isso, investiu R$ 68 mil. Ele conta que, desde então, as faturas baixaram de uma média de R$ 1 mil para R$ 50. “Eu tinha visto o modelo na Alemanha e me interessei bastante. Quando cheguei ao Brasil, comecei a pesquisar e instalei aqui em casa”, comenta. “Para mim, a energia limpa e solar não é o futuro, é o agora. E precisa de incentivos para crescer no país”, complementa.

"Para mim, a energia limpa e solar não é o futuro, é o agora. E precisa de incentivos para crescer no país”  Gilberto Azevedo, empresário

O que diz a lei
A primeira regulamentação sobre microgeração de energia elétrica no Brasil é de 2012. Até então, cabia às concessionárias aceitar ou não essa possibilidade, assim como criar as regras específicas. A última atualização normativa feita pela Aneel é de 2015 e vale desde março deste ano. Entre as novidades, a resolução diminuiu os prazos entre a apresentação do projeto e a autorização na concessionária, permitiu a possibilidade de compartilhar a energia produzida e aumentou o prazo para uso dos créditos de energia excedente.

Programe-se
O lançamento do estudo Potencial Solar Fotovoltaico de Brasília será no próximo dia 25, no Hotel Manhattan, das 9h às 12h. O projeto é uma parceria da WWF, UnB e Secretaria do Meio Ambiente.


Alternativa às hidrelétricas

A opção pela energia solar é uma tentativa de diversificar a matriz energética brasileira, atualmente concentrada em hidrelétricas. No Distrito Federal, por exemplo, praticamente 100% da energia vêm de duas grandes usinas: Itaipu e Furnas. Assim, as micro e minigerações seriam uma opção para diminuir a dependência da água para a produção da eletricidade, o que poderia impactar na crise hídrica vivida pelo país em localidades como o DF, o Nordeste e São Paulo, uma vez que sobraria maior vazão nos rios e eles poderiam ser usados no abastecimento.
Estudos mostram que até 2040 haverá uma redução de 40% dos mananciais do país por causa do aumento do consumo de água e da diminuição das chuvas. Em compensação, o consumo de água e energia deve dobrar no Brasil. Por isso, é urgente pensar em outras formas de gerar eletricidade. Os sistemas brasileiros estão trabalhando no limite. A analista de conservação do programa de Mudanças Climáticas e Energia da WWF, Alessandra Mathyas, dá como exemplo a usina de Sobradinho, na Bahia. Ela conta que a vazão é de 800m³/s, entretanto, por causa da estiagem, o rio vem recebendo de reposição de água apenas 400m³/s, o que significa que há um deficit. “Por isso, os reservatórios estão abaixando”, explica.

Além da questão hídrica, a microgeração solar é uma opção para a redução da emissão de carbono, uma vez que poderia ser uma alternativa a outras formas de gerar energia, como termelétricas, que usam combustível fóssil — extremamente poluente. “O setor elétrico é muito conservador, ele está acostumado com o modelo: falta água, ligo as térmicas. Esse é um sistema passado, precisamos de energia limpa”, defende Rafael Shayani, professor de engenharia elétrica da UnB. A preocupação dos ambientalistas é com a Medida Provisória 735, aprovada pelo Congresso este ano, que mantém o incentivo às termelétricas, mas não apoia energias limpas, como a solar.

Outra vantagem do sistema solar é a diminuição da perda na transmissão. Como a energia é gerada próximo ao local de consumo, não há perda no transporte. No sistema de grandes hidrelétricas, como Itaipu e Belo Monte, até atingir o consumidor final, a perda chega a 15%, uma vez que as linhas de transmissão são longas. No sistema fotovoltaico, o impacto ambiental são as placas de silício e o lixo eletrônico, mas a durabilidade dos equipamentos é superior a 25 anos e as peças podem ser reaproveitadas.


Facilidades e entraves
Embora o Brasil tenha sol praticamente o ano todo, a energia solar como possibilidade energética é recente no país. As resoluções da Aneel uniformizando o tema têm apenas quatro anos. Somente este ano, passou a valer a possibilidade de compartilhar a energia com as unidades de um condomínio, o prazo de uso do crédito foi alongado de três para cinco anos e a potência gerada permitida aumentou. O período de análise do projeto pela concessionária também diminuiu, assim como veio a obrigatoriedade de discriminar a quantia de energia injetada na rede e o gasto pelo consumidor. “A legislação é boa e vem caminhando. Mas ainda há passos para avançar”, analisa Alessandra Mathyas, da WWF. Para ela, a impossibilidade de o consumidor vender a energia para a concessionária ainda é um empecilho.

Com a melhora na legislação, o foco está no financiamento e na tributação. Ainda há quatro estados brasileiros que cobram imposto de quem gera a energia — Paraná, Acre, Espírito Santo e Roraima. Alguns bancos até têm linha de crédito, mas os juros são altos. Apenas agricultores familiares contam com juros subsidiados para energia solar. E o investimento ainda é alto — em média, de R$ 30 mil a R$ 60 mil em uma residência. As concessionárias também estão se adaptando. A CEB, por exemplo, ainda faz a fatura manualmente porque não conseguiu modernizar o sistema. Por isso, há meses que os consumidores não recebem a conta detalhada como deveria.

Mateus Alves De Sordi é engenheiro eletricista. Ele conta que sentiu aumento na demanda por contratação do serviço em Brasília do ano passado para este. Segundo ele, o incremento não foi maior porque a alta do dólar encareceu os sistemas, uma vez que as placas são importadas. Entretanto, o tempo de retorno do investimento de cinco a oito anos e a falta de linhas de crédito têm atrapalhado o mercado em potencial. “As empresas tentam criar as melhores condições para o cliente, mas, por ser um investimento alto, é preciso um olhar do governo”, acredita. “A microgeração está quebrando um paradigma gigantesco, de o consumidor receber uma conta e pagar. Agora, ele pode tomar decisões”, acredita.

Para a WWF, o tema vem crescendo no Brasil. Antes, as concessionárias de energia elétrica se recusavam a falar sobre isso. Hoje, o discurso é de adaptação das receitas. “A CEB, por exemplo, tem que se adaptar aos novos mercados. Não tem como fugir”, defende Marcelo Meloni, superintendente de Faturamento e Garantia de Receita da CEB.

Informações
Um relógio medidor é instalado com os painéis para a geração de energia elétrica. Ele traz informações como, quanto de energia está sendo produzido no momento e no mês, além do histórico do aparelho. Na fatura da concessionária, deve constar quanto foi gerado de energia, o excedente e o crédito que a microgeração deixa para o proprietário das placas.

Para saber mais

Geração distribuída
O Sistema de Compensação de Energia Elétrica é o processo que permite ao cliente instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local — no caso do Distrito Federal, a CEB. A regra é válida somente para as unidades consumidoras que utilizem geradores de fontes incentivadas de energia, como hídrica, solar, de biomassa e eólica. No modelo solar, o cliente gera energia por painéis solares fotovoltaicos e a energia é cedida por meio de um empréstimo gratuito à concessionária e, posteriormente compensada, com o consumo da unidade. Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser usado para abater na fatura do mês subsequente ou em outras unidades da escolha do cliente, desde que elas estejam na mesma área de concessão e sejam do mesmo titular. Os créditos de energia ativa gerados e não compensados no consumo de energia elétrica expirarão em 60 meses após a data do faturamento.

Fonte: CB

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"Governos terão que repartir a renda num futuro no qual robôs farão o trabalho de humanos" - é o que afirma Elon Musk
Emerson F. Tormann13:13


Seria uma espécie de "Bolsa Família" na distribuição dos lucros e dos impostos arrecadados com o trabalho das máquinas autônomas

Com a previsão feita por cientistas de que a tecnologia irá evoluir substancialmente nas próximas décadas, as pessoas e os trabalhadores humanos serão substituídos por robôs em diversas áreas e atividades. Funções básicas como limpeza de ambientes até tarefas mais complexas tipo podar uma árvore serão cumpridas por autômatos.

Quando chegarmos a esse ponto, é certo que o modelo econômico que conhecemos vai mudar, e o CEO da Tesla Elon Musk tem um palpite de como as coisas vão funcionar depois que as máquinas assumirem a nossos empregos.

As pessoas terão tempo de fazer outras coisas, coisas mais complexas e mais interessantes, disse ele à CNBC. Certamente teremos mais tempo para o lazer. E então precisaremos descobrir como iremos integrar o mundo num futuro com muita inteligência artificial.

De acordo com Musk, o governo terá que pagar aos trabalhadores uma espécie de "Bolsa Família", um auxílio mensal com uma renda mínima para que a pessoa possa pagar suas contas e sobreviver.

"Existem boas chances de acabarmos adotando uma renda universal básica ou algo do tipo graças a automação. Eu não tenho certeza se vai ser assim, mas acho que pode acontecer"

Com essa renda, cada cidadão receberia uma quantidade básica de dinheiro mensalmente. Um processo parecido foi votado na Suíça em junho deste ano. O país foi as urnas para decidir se adotava uma renda básica dada pelo governo de 2500 Swiss, cerca de US$ 2.524,00. A ideia foi rejeitada pelos moradores do país.



Elon Musk é uma das pessoas que pretende começar a substituir trabalhadores humanos por robôs, e continuar gerando empregos (pelo menos por enquanto). Até 2026, a Tesla pretende criar um serviço de corridas ao estilo Uber com carros autônomos. Assim, o motorista poderá ativar o piloto automático e deixar que o veículo vá ao destino.

Uma ideia parecida também já está sendo testada com caminhões pela Otto, uma startup que pertence ao Uber. A empresa realizou sua primeira entrega autônoma recentemente, mas com um motorista na cabine, por questões legais.

Tecnofuturistas como Murray Shanahan e Ray Kurzweil acreditam que a tecnologia está se desenvolvendo numa curva exponencial, o que significa que estamos nos aproximando rapidamente de um momento em que nossa tecnologia irá nos ultrapassar, ou pelo menos nos tornar obsoletos. Kurzweil acredita que ainda estaremos vivos quando isso acontecer – no ano de 2045 – mas outros especialistas discordam.

Mesmo à medida em que a tecnologia se desenvolve, tenho dúvidas sobre a capacidade do ocidente capitalista passar por uma mudança cultural tão chocante. Claro, os trabalhos se tornarão obsoletos, mas podemos utilizar a tecnologia para inventar novos empregos - especialmente em países nos quais as pessoas são definidas por seu trabalho.

No histórico livro "A Sociedade do Espetáculo" de 1967, o filósofo Guy Debord argumenta que a automação, a epítome da indústria moderna, "confronta o mundo da mercadoria com uma contradição:... a mesma infraestrutura técnica capaz de abolir o trabalho precisa ao mesmo tempo preservá-lo como... o único gerador de mercadorias".

Debord acredita que quando os mecanismos aumentam a produtividade, "novas formas de empregos precisam ser criadas" antes que o tempo de trabalho caia "a um nível inaceitável". O que o teórico francês sugere é que, como cultura, nós nos definimos tanto pelo trabalho que continuamos a inventar novas funções quando as antigas se tornam automatizadas.

Musk acredita que a renda básica universal é inevitável. Mas ela não precisa eliminar todos os empregos dos humanos; na verdade, talvez acabemos criando funções novas para nós mesmos.
Fonte: adrenaline