quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Tênis carregam a bateria do celular com os passos do usuário
Emerson F. Tormann11:29

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, estão trabalhando em uma palmilha de sapatos que consiga transformar a energia gerada pelo caminhar de uma pessoa em eletricidade. "Estimativas teóricas mostram que o pé humano pode produzir até 10 watts de energia, desperdiçada em forma de calor. A geração de um total de 20 watts ao andar não é algo pequeno, especialmente em comparação aos requisitos de energia da maior parte dos dispositivos móveis modernos", explica o professor de engenharia mecânica, Tom Krupenkin.

"Desenvolvemos um novo método de conversão direta do movimento mecânico em energia elétrica que é apropriado para este tipo de aplicação", explica o professor. A novidade é um líquido condutor que interage com uma superfície revestida de nanofilme, capaz de produzir energia elétrica. A única ressalva é que o método requer uma fonte de energia com alta frequência, maior do que a produzida pelo movimento humano.



Os pesquisadores combinaram então a estrutura a um novo dispositivo, chamado Bubbler. Ele é constituído por duas placas planas com um líquido condutor no meio. Na placa de baixo, minúsculos furos permitem que o gás pressurizado entre, formando bolhas.

As bolhas crescem até encostarem na placa superior e explodirem. A produção contínua e explosão dessas bolhas movimenta o líquido, gerando uma carga elétrica.

Em testes, o método foi capaz de produzir cerca de 10 watts por metro quadrado. De acordo com os cientistas, o número deve crescer mais ainda, com mais estudos. No futuro, o sapato pode ser usado para carregar um smartphone e até gerar energia em áreas remotas.

Fonte: Gizmag


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Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter