sábado, 18 de julho de 2015

Renova e SunEdison estendem parceria em transação de R$ 13 bi
Emerson F. Tormann11:43

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A Renova Energia concluiu ontem um acordo com a americana SunEdison que mudará a forma como financia seus projetos. Conforme antecipado pelo Valor, a empresa, uma das líderes em energias renováveis no país, vai transferir toda sua carteira de 2,2 mil megawatts (MW) já vendidos em leilão para a TerraForm Global, veículo liderado pela SunEdison e que abrirá capital nos Estados Unidos. Ao todo, os projetos foram avaliados em expressivos R$ 13,4 bilhões.

O objetivo do negócio é obter capital a custo mais baixo para erguer novos empreendimentos, com acesso direto ao mercado americano. A ideia é ficar menos dependente do crédito do BNDES, principal financiador dos projetos eólicos no Brasil. "Vamos acessando o BNDES, mas ficamos menos vulneráveis a eventuais mudanças na política de concessões. O banco já vem dizendo que pretende reduzir sua atuação", disse o presidente da Renova, Mathias Becker.

Segundo ele, com o acordo, a Renova terá um balanço muito menos alavancado, pois as dívidas também serão transferidas para a nova companhia, e poderá distribuir dividendos "muito antes" da previsão inicial - sob o modelo antigo de financiamento, a expectativa é que os acionistas só recebessem proventos em 2021.

No novo acordo, a Renova vai transferir gradualmente 11 projetos que já têm contratos de longo prazo garantidos por vendas em leilões federais à TerraForm Global conforme eles forem entrando em operação, o que deve ocorrer entre 2017 e 2020. Em troca, receberá ações da nova companhia.

O negócio prevê ainda que todos projetos que forem vendidos pela Renova em leilão serão posteriormente transferidos à TerraForm. A lógica é fazer uma "reciclagem de capital" - ao repassar os projetos já operacionais, com fluxo de recebíveis de baixo risco, a empresa consegue dinheiro mais barato para desenvolver projetos.

"Com o acordo com a SunEdison, a Renova passa a acessar o mercado americano. Isso dá garantia de recursos a valor mais competitivo", explica Becker.

Segundo ele, as captações poderão ocorrer três formas: via a venda direta de projetos já operacionais para a SunEdison com recebimento em dinheiro, o que reforça o capital de giro; via recebimento de dividendos da TerraForm; e via operações de securitização no mercado americano, que darão acesso a crédito mais barato em si. Outra opção é a venda de parte das ações da TerraForm, conforme elas se valorizarem, diz o executivo.

A operação anunciada ontem é uma extensão de um primeiro acordo, anunciado em maio, quando a Renova transferiu 336 MW de capacidade em três projetos operacionais para a nova estrutura. Do total, 140 MW foram efetivamente vendidos para a SunEdison, por R$ 587 milhões. Os 195 MW restantes, avaliados em R$ 1,03 bilhão, serão convertidos em ações da TerraForm pelo preço definido na oferta inicial.

A TerraForm é uma "yieldco", empresa que agrega projetos com fluxo de caixa previsível e que, por isso, pode distribuir dividendos polpudos aos acionistas. Liderada pela SunEdison, reúne projetos de diversas empresas de energia renováveis em países emergentes. A expectativa é que a oferta inicial - condição precedente para a conclusão do negócio - ocorra nos próximos meses.

Por enquanto, a Renova contribui com a maior parte dos ativos. A relação entre as duas empresas, que começou em 2014 com uma joint venture para projetos solares, agora será bem mais próxima. A SunEdison adquiriu uma fatia de 21,4% das ações ordinárias da companhia detida pela Light e fará parte do bloco de controle. A Renova, por sua vez, terá um assento no conselho da TerraForm.

"Essa dinâmica é importante. Não vamos querer pressionar demais os valores para a TerraForm, porque somos sócios. Da mesma forma, a SunEdison tem interesse em precificar bem nossos ativos", diz Becker. Em relatório, o J.P. Morgan afirma que os R$ 6,08 por MW embutidos na avaliação da SunEdison pelos projetos da Renova implicam um prêmio de 11% em relação às contas iniciais do banco - uma métrica considerada "confiável e justa" para os parques eólicos brasileiros.

Fonte: VE



A SunEdison (NYSE:SUNE) é líder global na transformação de como a energia é gerada, distribuída e adquirida. A companhia fabrica tecnologia solar e desenvolve, financia, instala e opera usinas de energia solar distribuída, entregando preço de energia elétrica e serviços aos seus clientes residenciais, comerciais, governamentais e de órgãos públicos. A SunEdison também fornece gestão de ativos, monitoramento e relatórios de serviços para centenas de sistemas solares no mundo inteiro através do Renewable Operation Center (ROC), centro de operações da empresa. Tem escritórios na América do Norte, Europa, América Latina, África e Ásia. As ações ordinárias da companhia são listadas na New York Stock Exchange sob o símbolo "Sune". Para mais informações, visite o site www.sunedison.com.


A Renova é uma das maiores empresas da América Latina focada em geração de energia renovável, sendo referência de mercado no seu segmento. A companhia desenvolve projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) desde 2001 e opera três usinas no sul da Bahia. A atuação em fonte eólica teve início em 2006 e desde então constitui o principal negócio da companhia.

A companhia é líder em geração de energia por fontes renováveis no Brasil com 1,95 GW de capacidade instalada contratada. Possui o maior complexo de energia eólica da América Latina e um extenso portfólio de projetos com fator de capacidade acima da média.

Fundada em 2001, a Renova Energia é uma companhia brasileira de geração de energia elétrica renovável com atuação em matrizes eólica, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e solar. Desde 2009 sua atuação está fortemente concentrada em projetos de fonte eólica, mercado no qual é pioneira e detém liderança, sendo proprietária do maior complexo eólico da América Latina, localizado no interior da Bahia.


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Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter