quinta-feira, 2 de julho de 2015

Consumo de energia e água pouco consciente
Emerson F. Tormann11:40

Pesquisa do SPC aponta que apenas 22% dos consumidores brasileiros adotam práticas como o uso racional de energia e água. Entre os que têm mais de 55 anos, entretanto, há maior consciência na hora de consumir


Apenas 22% dos brasileiros adotam práticas de consumo consciente. É o que aponta o levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), realizado em parceria com o portal Meu Bolso Feliz. E, ao contrário do que levar crer o senso comum, são os mais velhos, e não os mais jovens, que se preocupam mais com o impacto de seus hábitos de consumo no meio ambiente e na sociedade.

"O percentual de atitudes corretas é maior entre os consumidores com idade acima de 56 anos, de 74,2%. Entre os jovens, com idade entre 18 e 29anos, o percentual é de 64,5%, índice inferior à media geral do país, de 69,3%", afirma Marcela Kawauti, economista do SPC. Segundo ela, o dado surpreendeu os pesquisadores, já que a geração mais jovem é bombardeada pelo discurso ambiental nas escolas e no meio social desde cedo.

"Acreditamos que essa pouca consciência percebida entre os jovens se deve a uma postura mais individualista, mas também a falta de experiência que a nova geração com as diversas crises enfrentadas no país. Os mais velhos, entre outras situações como planos econômicos, vivenciaram a ameaça de apagão elétrico de 2001, que contribuiu para disseminar a ideia do uso racional de energia", argumenta.

Outro aspecto revelado pelo levantamento é que a principal motivação dos brasileiros ao adotar boas práticas de consumo é a preservação do próprio bolso. Cerca de 35% dos entrevistados afirmam que a principal vantagem do consumo consciente é economizar e fazer o dinheiro render mais.

A sensação de dever cumprido e de estar fazendo o que é correto para a sociedade é a segunda maior motivação, citada por 30,1% do total. A satisfação por saber que está fazendo algo positivo para o futuro das próximas gerações foi a vantagem apontada por 18,6% e a preservação do meio ambiente foi mencionada por 5,8%. "Ou seja, o bem coletivo está no segundo plano dos brasileiros".

Para construir o indicador de consumo consciente o SPC elaborou questões que envolviam a avaliação de práticas ambientais, como uso racional de água, energia e descarte de lixo doméstico; além de práticas financeiras, como a compra por impulso e o uso irracional dos serviços de telecomunicações; e o engajamento social, como a compra de produtos piratas e reutilização de roupas e bens adquiridos. O que se percebeu é que, na média, os brasileiros adotam 69,3% das ações listadas pela entidade, sendo classificado como um consumidor em transição para a classe dos consumidores conscientes, que adotam pelo menos 80% das práticas. Abaixo de 60%, o consumidor é considerado pouco consciente.

A falta de tempo é apontada por 26,5% dos consumidores com o principal impeditivo na adoção de práticas de consumo consciente. Distração e esquecimento são a justificativa encontrada por 25,4%, a falta de informação foi citada por 17% e a percepção de que essas ações individuais não fazem diferença foi apontada por 16,2%. "O que fica claro é que os impeditivos apontados indicam que há uma falta de prioridade no dia a dia com as ações de consumo consciente, apesar de essas ações serem atitudes bem simples", diz Marcela.

As boas práticas ambientais são as mais disseminadas entre os consumidores brasileiros, com percentual médio de 71,7%.Entre as atitudes mais praticadas estão a doação e troca de produtos que não se quer mais, antes de jogar fora; a de restringir o uso do carro em deslocamentos de curta distância; e a não impressão de papéis para preservar o meio ambiente.

Apenas 22% dos brasileiros adotam práticas de consumo consciente.


Fonte: Brasil Econômico
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