domingo, 27 de janeiro de 2019

A verdade sobre a morte de aves por colisão com turbinas eólicas
Emerson Tormann20:05


Muitas são as pessoas e entidades que gostam de apontar as turbinas eólicas como máquinas impiedosas e brutais, responsáveis pela morte de grandes populações de aves.

Existe um estudo que lança luz sobre esta grande controvérsia.

De acordo com um estudo realizado pelo American Wind Wildlife Institute, as turbinas eólicas são responsáveis ​​por cerca de 214.000 a 368.000 mortes por ano.

Apesar de cada morte ser algo importante e assim deve ser evitado, este número é pequeno quando comparado com as mortes devido a colisões com torres de rádio e de telecomunicações.

As torres de rádio e telecomunicações são hoje responsáveis pela morte de 6,8 milhões de aves por ano.

O estudo da American Wind Wildlife Institute incidiu sobre pequenos passeriformes (Passeriformes é uma ordem da classe Aves, conhecidos popularmente como pássaros ou passarinhos) da América do Norte e as evidências mostram que apenas 0,01% dessas aves colidem com as turbinas eólicas.

Por incrível que pareça, o gato da vizinhança causa muito mais danos a populações de aves, os gatos são responsáveis pela morte de 1,4 a 3,7 bilhões de aves por ano.

Em simultâneo, a Sociedade Nacional Audubon divulgou resultados que mostram que mais de metade de todas as espécies de aves nos Estados Unidos estão ameaçadas pela mudanças climáticas, o que faz com que as energias alternativas como a energia eólica sejam ainda mais importantes na preservação das populações de aves em geral.

O American Wind Wildlife Institute vai patrocinar outro estudo, desta vez para examinar o impacto que as turbinas eólicas têm em aves de maior porte, como falcões e águias.

Apesar das novas conclusões que esse estudo possa trazer, uma coisa é certa: de todas as muitas ameaças que pesam sobre as aves de hoje, as turbinas eólicas não estão no topo da lista.

As alterações climáticas, são outro lado a verdadeira ameaça para a vida das aves.

Qual a sua opinião sobre a morte de aves devido a colisões com turbinas eólicas?

Fonte: Portal Energia

domingo, 20 de janeiro de 2019

Saiba como será o ano de 2019 para preços e taxas de painéis solares fotovoltaicos
Emerson Tormann14:56


Investir em energia solar vai ser mais atrativo no ano 2019! A abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, bem como uma mudança no paradigma das energias renováveis em países como Espanha ou Hungria, farão com que a participação da União Europeia no mercado da Energia Solar suba para 12%.

Acredita-se mesmo que haja países que superem os milhares de MW instalados no decorrer do ano 2019. Sendo um desses, Espanha.

Tendo por base o aumento do interesse pelas energias renováveis que ocorreu durante o ano de 2018, e devido a fatores políticos e sociais europeus, e nas estimativas realizadas por vários especialistas, o Investment Group, prevê que a capacidade de energia solar por toda a Europa ultrapasse os 9,5 GW a 13,5 GW (42,1%) no final de 2019. Números que levam a União Europeia a deter 12% do mercado mundial da energia solar.

O Investment Group perspetiva que “A popularidade da energia solar pela Europa tem vindo a aumentar, muito devido à abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, taxas que eram aplicadas pela Comissão Europeia. Esta abolição significa que o preço dos painéis solares irá baixar uns 30%, sendo que o mercado será ‘inundado’ pelos fabricantes chineses. O resultado, espera-se que o mercado da Energia Solar europeu aumente cerca de 11300 milhões de euros”.
O Investimento nas energias renováveis – Energia solar

Além disso, relembraram que em dezembro de 2018, a União Europeia reforçou o seu compromisso para com as energias renováveis. Compromisso em que pediu aos seus estados membros que aumentem as quotas das energias renováveis 32% até 2030, invés dos 27% que estavam já planeados (um aumento de 5%).

Andrius Terskovas, diretor do Grupo de Investimentos e Negócios do Investment Group, destacou 2 países em especial… Espanha e Hungria. “Estes 2 países, que tradicionalmente dependem de fontes de energia como carvão e gás, têm vindo a assumir compromissos abertos para o um futuro baseado nas energias renováveis. Para isso, Espanha, comprometeu-se a consumir 100% de energia de fontes renováveis até 2050. A Hungria fez o mesmo… mas pretende abolir o consumo de carvão até 2030!”.
Países que mudaram paradigma das energias renováveis

O maior consumidor de carvão europeu, é a Polónia, e mesmo eles já têm planos para iniciar a fase de transição para as energias renováveis. O Investment Group no decorrer de 2018 deu início ao seu projeto de investimento de 24 MW solares, sendo que o projeto final terá na Polónia 43 MW. Capacidade equivalente a 15% de todo o mercado polaco de energia solar, e que será o maior da Europa Central e Oriental.

Por outro lado, temos a Alemanha, o maior produtor de lignito da União Europeia e um dos principais consumidores de carvão europeus, que tem vindo a melhorar as suas credenciais ecológicas nos últimos 12 meses.

“Durante os primeiros 6 meses de 2018, a Alemanha estabeleceu um novo recorde de energia renovável depois de obter 41,5% de toda a energia consumida a partir da energia solar fotovoltaica, eólica e biomassa; um aumento que equivale a mais 4% que no ano de 2017”, dados também do Investment Group.

“Para 2022, o governo alemão planeia acabar com toda a energia nuclear, ao fechar as portas das atuais centrais nucleares no ativo”.

Por todos estes motivos, nos próximos anos, investir na energia solar fotovoltaica será um excelente negócio. Pois os painéis solares irão ficar mais baratos, e novas tecnologias surgirão para maximizar os seus rendimentos.

Fonte: Notícias e empregos sobre Energias Renováveis

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Energia solar deve crescer 44% no Brasil em 2019 com impulso de geração distribuída
Emerson Tormann18:50


O Brasil deverá ter um salto de 44 por cento na capacidade instalada de energia solar em 2019, o que levaria o país à marca de 3,3 gigawatts (GW) da fonte em operação, projetou em entrevista à Reuters o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

O ano também deve marcar uma virada para o mercado solar brasileiro, segundo a entidade, com a expansão puxada pela primeira vez pela chamada geração distribuída —em que placas solares em telhados ou terrenos geram energia para atender à demanda de casas ou de estabelecimentos comerciais e indústrias.

Os projetos de geração distribuída (GD) deverão acrescentar 628,5 megawatts (MW) em capacidade solar ao país, um crescimento de 125 por cento, enquanto grandes usinas fotovoltaicas devem somar 383 MW até o final do ano, um avanço de 21 por cento.

"É uma marca importante para a geração distribuída. Aquela visão do passado de que a GD é cara não se sustenta mais, ela se tornou uma opção acessível, e existem diversas linhas de financiamento. A GD está ganhando participação no mercado brasileiro", disse o presidente da Absolar.

Entre 2017 e 2018, a geração distribuída já havia mostrado ritmo mais forte, com expansão de 172 por cento, contra 86 por cento nas grandes usinas, mas os projetos de GD, menores, adicionaram naquele período 317 MW, contra 828 MW dos empreendimentos de grande porte, viabilizados após leilões de energia do governo.

Com a disparada das tarifas de energia no Brasil desde 2015 e a redução nos custos de equipamentos fotovoltaicos, os investimentos em GD podem ser recuperados em um período de três a sete anos, de acordo com Sauaia.

A nova dinâmica é resultado também da recente crise financeira atravessada pelo Brasil, que reduziu a demanda por eletricidade e levou ao cancelamento de um leilão de contratação de usinas renováveis em 2016.

Depois, em 2017 e 2018, as contratações de grandes usinas solares foram retomadas, mas os projetos viabilizados nos últimos leilões têm obrigação contratual de iniciar operação em 2021 e 2022, enquanto a geração distribuída tem continuado a crescer em ritmo acelerado.

"Com isso, esse ano de 2019, e até 2020, serão anos de enorme desafio para a geração centralizada... A Absolar recomenda que o novo governo estruture um planejamento previsível, com continuidade de contratação, para que o setor consiga se planejar", disse Sauaia, acrescentando que o cancelamento de leilões em 2016 gerou enorme frustração em investidores.

A Absolar estima que a expansão da fonte neste ano deverá gerar investimentos totais de 5,2 bilhões de reais, com cerca de 3 bilhões de reais para a geração distribuída.

Apesar da forte expansão, a energia solar ainda tem presença incipiente na matriz elétrica do Brasil, dominada por grandes hidrelétricas. A fonte responde atualmente por cerca de 1 por cento da capacidade instalada no país, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Investidores


O mercado solar brasileiro é liderado atualmente pela italiana Enel, que possui 703 MW em capacidade em usinas solares em operação no país, seguida pela francesa Engie, com 218 MW e pela Atlas Renewable Energy, da empresa de investimentos britânica Actis, com 174 MW, segundo dados da consultoria ePowerBay.

O ranking poderá ainda em breve ser liderado pela chinesa CGN Energy International, que está em processo de aquisição de 450 MW em usinas solares da Enel, em negócio anunciado na quarta-feira.

A transação, quando concretizada, deve deixar a Enel na vice-liderança.

Também se destacam no setor solar do Brasil a Omega Geração e a francesa EDF (com 160,5 MW cada), a norte-americana AES, com a controlada AES Tietê (150 MW), a norueguesa Scatec (132 megawatts) e a espanhola GPG, da Naturgy (ex-Gas Natural Fenosa, com 120 MW), segundo o ranking da ePowerBay.

Luciano Costa
Fonte: Reuters

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

CEB estuda geração de energia sustentável com uso de lixo
Emerson Tormann18:18

Dois projetos-pilotos devem ser implementados ainda neste ano. Para que sejam colocados em prática, serão necessários de 18 a 24 meses



A Companhia Energética de Brasília (CEB) vai apostar em geração de energia sustentável a partir de dois projetos-pilotos. Em um deles, o próximo presidente da empresa, Edison Garcia, estuda aproveitar restos de materiais do antigo Lixão da Estrutural, que produzem o chamado gás metano, para montar uma usina de geração de novas fontes.

Segundo o diretor-geral da CEB Geração, Eduardo Roriz, o custo é mais barato. “A população aumenta e produzimos muito lixo. Essa é uma forma de ter projetos socioambientais.” Outra proposta é aproveitar os galhos e madeiras das podas das árvores para produção de energia elétrica. A ideia é levar os restos de materiais para a usina. Os estudos estão em estágio avançado e devem começar a ser implementados ainda neste ano. Para que saiam do papel, serão necessários de 18 a 24 meses.

Nesta segunda-feira (14/1), Edison Garcia fez uma visita à Usina Hidrelétrica do Paranoá, com a equipe técnica da CEB (imagem abaixo), e destacou a importância do local. “Aqui tem não só a parte de fornecimento de energia mas também o controle do que chega de água, atendendo resolução da Adasa [Agência Reguladora de águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal] de uso múltiplo do Lago Paranoá para turismo, navegação e captação”, explicou.

VINÍCIUS SANTA ROSA/METRÓPOLES

O novo gestor deve ser empossado nos próximos dias. Ele aguarda a sua exoneração do cargo de presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para assumir a nova função.

Problemas

Edison Garcia assume a presidência da empresa em meio à polêmica venda de R$ 675 milhões em ações. Em 17 de dezembro de 2018, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) liberou a transação, que estava suspensa desde outubro, quando a Corte acatou denúncia de irregularidades na alienação dos títulos da estatal e determinou o embargo da medida.

A companhia pretende vender suas participações acionárias em cinco empreendimentos de geração de energia nas regiões Centro-Oeste e Norte. Em alguns casos, a CEB deixará de ser a maior acionista para não ter qualquer participação. É o que acontecerá com a Corumbá Concessões, mais conhecida como Corumbá IV, produtora de parte da energia elétrica consumida pelos brasilienses.

Em comunicado ao mercado, a companhia informou aos acionistas e possíveis compradores sobre a decisão do TCDF. A venda, por meio de leilão, está prevista para o dia 21 de fevereiro de 2019.

Fonte: Metrópoles
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domingo, 13 de janeiro de 2019

Vendaval derruba parte de supermercado e assusta clientes em Foz do Iguaçu
Emerson Tormann01:47


Local está isolado e vai passar por uma perícia nas próximas horas. Ninguém ficou ferido


Um temporal com ventos fortes atingiu Foz do Iguaçu na tarde dessa quinta-feira (10). Na zona norte da cidade, o vendaval assustou os moradores que faziam compras em um supermercado na Avenida Maceió.

Segundo o Corpo de Bombeiros, parte do telhado e a lateral do prédio foram derrubadas pela força do vento. No telhado foram instaladas recentemente placas fotovoltaicas para geração de energia. A carga extra do sistema com 270 módulos sobre a estrutura antiga da cobertura da edificação contribuíram para o desabamento.

O prédio está isolado e vai passar por uma perícia técnica para saber se há risco de desmoronamento. Equipes da Defesa Civil e um engenheiro acompanharam os trabalhos. Ninguém ficou ferido. O atendimento do supermercado está suspenso até liberação da Defesa Civil. A partir de então caberá à gerência definir como será feita a reforma.




sábado, 12 de janeiro de 2019

China lançará projetos-piloto de energia solar e eólica sem subsídios
Emerson Tormann21:27


A China planeja lançar projetos-piloto de energia solar e eólica sem subsídios do governo, disse um órgão de planejamento estatal nesta quarta-feira, à medida que o país busca reduzir seus custos com a promoção do uso de energia renovável.

Após anos de rápido crescimento nos quais Pequim se esforçou para impulsionar o consumo de energia limpa, a China tem se empenhado para reduzir os custos da energia renovável e, assim, aliviar o orçamento do governo, que deve quase 17,57 bilhões de dólares em subsídios a geradores renováveis.

Os novos projetos vão produzir energia renovável para venda ao mesmo preço praticado por termelétricas a carvão não subsidiadas e não terão que lidar com quotas de restrição de capacidade, disse a Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento.

Mas os projetos receberão apoio em questões fundiárias e de financiamento, acrescentou a comissão.

"Algumas regiões com bons recursos naturais e demanda firme já conseguiram alcançar condições de paridade de preços sem subsídios", disse o órgão estatal, ressaltando que os projetos-piloto poderão ajudar as renováveis a competir com a energia do carvão.

Alguns projetos solares no Nordeste da China têm sofrido dificuldades para manter as operações, com risco de falência, devido a longos atrasos do governo no pagamento de subsídios, elevados custos de transmissão e compras insuficientes de sua produção por elétricas.

A comissão também pediu que as elétricas garantam compras de energia junto aos projetos-piloto e reduzam custos de transmissão para os geradores.

Muyu Xu e Dominique Patton
Fonte: Reuters