quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ITAIPU ROMPE BARREIRA INÉDITA DOS 100 MILHÕES DE MHH
Emerson F. Tormann16:32

A Itaipu Binacional é a primeira hidrelétrica do mundo a gerar, em menos de um ano, 100 milhões de megawatts-hora (MWh). A marca foi alcançada nesta terça-feira (20), às 23h16 (Horário Brasileiro de Verão), 11 dias antes de fechar 2016. O volume de energia gerada de janeiro até agora é 33% superior ao previsto no Tratado de Itaipu, que estabeleceu como produção garantida 75 milhões de MWh anuais.

A meta inédita de 100 milhões de MWh foi colocada como um desafio no final de 2012, ano em que Itaipu chegou a 98.287.128 de MWh. Quatro anos depois, a meta não só foi alcançada como poderá ser superada em mais de 2,5 milhões de MWh até fechar o ano, levando-se em conta a média de produção diária registrada em dezembro.

Os 100 milhões de MWh produzidos até esta terça-feira pela usina de Itaipu seriam suficientes para atender o mercado brasileiro de eletricidade por um período de dois meses e 16 dias; o Paraguai, por sua vez, se pudesse armazenar toda essa energia, poderia abastecer seu mercado durante sete anos e 17 dias.

Desde janeiro a Itaipu vem batendo sucessivos recordes. No sábado (17), voltou a ser a maior produtora anual de energia elétrica do mundo, superando a usina chinesa de Três Gargantas, que produziu, em 2014, 98,8 milhões de MWh. Este título de Itaipu se soma ao de maior usina em produção acumulada, com mais de 2,4 bilhões de MWh desde que entrou em operação, em 1984.

No auge

Depois de 32 anos e sete meses de sua entrada em operação, Itaipu vive atualmente o auge da produção e produtividade, com o máximo de aproveitamento dos recursos hídricos. Este ano, a produção de Itaipu foi suficiente para atender nada menos que 18% de todo o mercado brasileiro de eletricidade e 82% do mercado paraguaio.

“O aumento de geração de Itaipu – e também da maioria das hidrelétricas brasileiras, beneficiadas pela regularização das chuvas no País, este ano – contribui para diminuir os gastos do consumidor brasileiro com a eletricidade”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek. Segundo ele, "esse é um dos principais impactos positivos gerados pelo crescimento da hidroeletricidade este ano no País. Itaipu tem uma grande participação no impulso dessa matriz".

De abril até outubro, o sistema de bandeiras tarifárias adotado nas contas de luz pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) passou para a cor verde, o que na prática significa que deixaram de ser cobradas as taxas extras previstas nas bandeiras amarela e vermelha. Agora, em dezembro, o governo voltou a sinalizar que a bandeira verde vai vigorar durante todo o verão.


Foto: Divulgação/Itaipu Binacional

Participação de Itaipu

A produção das usinas hidrelétricas, entre janeiro e novembro de 2016, foi 7,3% superior à do mesmo período do ano passado, segundo o Operador Nacional do Sistema. Itaipu participa com 22% de toda a energia hidrelétrica do Sistema Interligado Nacional (o índice é de 18% quando são consideradas também as outras matrizes elétricas – biomassa, eólica, fóssil, hídrica, nuclear e solar).

Só nos primeiros 11 meses do ano, Itaipu produziu 94,2 milhões de MWh e despachou ao Brasil 83,4 milhões de MWh (a diferença foi a energia enviada para o Paraguai). O aumento da produção em relação ao mesmo período do ano passado foi de 15%.

Potência do Brasil

O parque gerador de eletricidade, no Brasil, dispõe de 4.620 empreendimentos em operação, incluindo todas as fontes, renováveis ou não. Juntos, eles somam a potência instalada de 149.730 MW. Só o lado brasileiro de Itaipu (metade da usina pertence ao Paraguai), de 7 mil MW de potência instalada, representa quase 5% de todo o parque gerador brasileiro.

Mais da metade da potência instalada do parque gerador brasileiro – ou, mais precisamente, 61% – vem das usinas hidrelétricas, as UHEs. A maior parte da energia consumida pelo País ainda é garantida por elas. Somada, a potência instalada das 218 hidrelétricas brasileiras – entre elas, a Itaipu – chega a 91.459 MW. Os 7 mil MW das unidades geradoras do lado brasileiro da binacional correspondem a 7,6% do total da potência instalada deste grupo.

Diplomacia

No dia 17 de maio de 1974 era constituída a empresa binacional Itaipu, para gerenciar a obra e, futuramente, administrar o empreendimento hidrelétrico. Começaria ali a saga da construção de um megaempreendimento, que mobilizou milhares de pessoas e bilhões de dólares e transformou parte do Oeste paranaense e todo o Paraguai. Resultado de intensas negociações diplomáticas, Itaipu é também uma grande obra de engenharia política, financeira e jurídica, mesmo antes de os projetos começarem a sair do papel.

Fonte: ITAIPU BINACIONAL, 20/12/2016

Microgeração deve atingir 20 mil sistemas em 2017
Emerson F. Tormann11:32

Expectativa da ABGD fica bem abaixo da projeção que a Aneel divulgou quando alterou as regras da modalidade, por conta da recessão



A microgeração distribuída deve alcançar 20 mil sistemas em operação em 2017, estima a ABGD, uma das associações que representa o setor de geração distribuída. “Em número de sistemas, vamos dobrar [em relação ao final de 2016], o que é muito pouco”, comenta o presidente executivo da associação, Carlos Evangelista. A Aneel projetava inicialmente que a modalidade atingisse 40 mil sistemas conectados até o final do próximo ano. Para o executivo, a perspectiva de prolongamento da recessão econômica é um dos principais fatores para essa projeção pouco otimista.

Mesmo que os novos modelos de microgeração – como a geração remota ou compartilhada e o aluguel de sistemas – tenham ampliado o número de consumidores que poderiam instalar novos sistemas, a modalidade já não cresceu como o esperado em 2016. Até novembro, eram 6670 unidades consumidoras gerando energia no Brasil. Mas a projeção da Aneel era de que, com as novas regras do sistema de compensação e a desoneração do ICMS sobre a energia gerada, o país chegasse a ter 14 mil sistemas instalados neste ano.

“É evidente que os resultados da economia impactam todos os negócios”, diz Evangelista. O executivo também lembra que pequenas e médias empresas, que em geral têm um retorno financeiro melhor com a geração distribuída, por estarem ligadas na baixa tensão, fazem planos de investimentos com prazos mais curtos, o que dificulta a opção pela instalação dos sistemas.

Não só em termos de expectativa e confiança do consumidor, o mal desempenho da economia também tem efeitos práticos que prejudicam a expansão da microgeração, como o encarecimento do crédito e o endurecimento das condições de empréstimo. Para pessoas físicas, que são as principais instaladoras de microgeração no país (79% dos sistemas), o financiamento é muito importante para tornar viável o investimento, que pode muitas vezes se equiparar à compra de um carro.

Aperfeiçoamento das regras também poderia ajudar a colocar a geração distribuída de volta no caminho de crescimento projetado inicialmente pelo governo. “O que ajudaria muito seria facilitar a burocracia com as distribuidoras, que ainda não estão preparadas”, sugere Evangelista.

Perspectiva do setor elétrico na América Latina é estável para 2017, diz Fitch
Emerson F. Tormann11:25

Agência de classificação de risco acredita que próximo ano deverá ser marcado por uma hidrologia mais favorável



Os fundamentos de crédito para o setor de energia na América Latina são estáveis a curto e médio prazos, com ações de rating nos próximos 12 a 24 meses derivadas principalmente de fatores de crédito específicos das companhias ou países, em vez de tendências regionais, apontou a agência de classificação de risco Fitch Ratings em relatório divulgado nesta quarta-feira, 28 de dezembro. A perspectiva para o setor e para os ratings é estável para 2017.

A Fitch espera que 2017 seja caracterizado pela manutenção de mudanças regulatórias na Argentina e no México. Na nova administração argentina, as distribuidoras de energia tiveram permissão para reajustar as tarifas que estavam congeladas há mais de 15 anos. Alterações adicionais são esperadas na Argentina, de modo a incentivar as companhias a realizar os investimentos necessários no setor, diz Cinthya Ortega, diretora.

No México, a separação das unidades da Comision Federal de Electricidad (CFE), por si só, não fará do mercado atacadista um mercado competitivo, nem atrairá investimentos suficientes. A Fitch acredita que os reguladores mexicanos irão aprofundar a implementação de regulamentações que garantam uma concorrência justa entre os agentes privados, impondo regras transparentes, implementando incentivos eficazes e permitindo que os participantes tenham acesso ao suprimento de combustível.

Para o setor elétrico brasileiro, a agência já havia informado no início de dezembro que a perspectiva para 2017 também era estável, apesar do consumo de energia continuar impactado pelo ambiente econômico.Na avaliação da Fitch, o fenômeno El Niño apontou para a necessidade de a América Latina reduzir sua dependência em relação à geração hidrelétrica. Em 2017, é esperado o fenômeno La Niña, mais suave, o que resultará em melhores níveis hidrológicos.

A Fitch acredita que os governos latino-americanos concentração seus esforços em ter matrizes de geração mais diversificadas e exequíveis e que a geração de energia a partir de gás natural continuará crescendo em 2017. O lento crescimento econômico na região continuará afetando a demanda por energia no ano que vem, apesar da leve recuperação dos preços das commodities, dada a forte correlação entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a demanda por energia na América Latina.

A valorização do dólar frente à maioria das moedas da América Latina pode aumentar os custos de eletricidade para os usuários finais em países com mercados de energia altamente dolarizados. "O aumento dos custos de eletricidade em moedas locais irá testar a independência dos agentes reguladores e demonstrar o quão isoladas estão em relação à intervenção política, que pode impedir aumentos de custos aos consumidores finais."

Fonte: Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas

CIER DIVULGA RELATÓRIO DA PESQUISA DE TARIFAS ELÉTRICAS E LANÇA CONVOCAÇÃO PARA 2017
Emerson F. Tormann11:21

Edição 2017 da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados será lançada em fevereiro em toda a América Latina e Caribe


A Comissão de Integração Energética Regional (CIER) lançou o relatório com os principais resultados da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados do ano de 2016. O documento apresenta uma análise comparativa das tarifas atuais de 66 empresas de distribuição de energia elétrica em 14 países da América Latina e Caribe. Reunidas, essas empresas fornecem eletricidade a 70 milhões de clientes na Região e faturam 400 TWh/ano.

A participação na Pesquisa permite que as empresas acessem aos níveis tarifários de mais de 20 clientes típicos nos setores residenciais, comerciais e industriais de um número importante de empresas, além de informações sobre as tarifas sociais, os clientes livres, encargos tarifários e impostos aplicados. Os dados completos são enviados apenas às empresas participantes.

Trata-se de uma ferramenta de extrema importância na tomada de decisões das empresas, especialmente porque permite compreender o contexto do setor elétrico na Região, utilizando-se de dados comparativos para antecipar-se às mudanças e evoluir em consonâncias com as tendências deste mercado.



As empresas interessadas em participar da Pesquisa de Tarifas Elétricas em Distribuição para Clientes Regulados de 2017 devem preencher o formulário disponível no site da CIER entre os dias 6 de fevereiro e 17 de março. Afiliadas ao BRACIER possuem desconto na inscrição.

Dúvidas e esclarecimentos podem ser encaminhados à Virgínia Féola (CIER) pelo e-mail vfeola@cier.org, ou pelo telefone (+598) 2709 0611 (Uruguai).

Fonte: bracier.org.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Nossas unidades de medida passarão por mudanças em 2018
Emerson F. Tormann16:09

Japs 88/Wikimedia


Pela primeira vez em mais de 50 anos, nossas unidades de medida poderão passar por uma mudança muito necessária. Sob a nova proposta, as sete unidades básicas de medida que conhecemos (segundo, quilograma, metro, etc.), serão definidas por propriedades constantes da natureza, como a velocidade da luz, por exemplo, e não por um valor determinado arbitrariamente por um grupo de cientistas.

Prototipo Internacional de Quilograma

Embora consideremos que um quilograma é igual a 1.000 gramas, ou 2,2 libras, a verdade é que tudo é muito mais complicado do que isso. Atualmente, a massa de um quilograma é definida por um único objeto físico. Nosso quilograma é um pedaço sólido de 90% de platina e 10% de irídio. O sólido é conhecido como International Prototype Kilogram, IPK, (protótipo internacional do quilograma), que também tem o peso quase igual ao de um litro de água.

Obviamente que há réplicas dele em todo lugar do mundo. No entanto, se você estiver procurando por informações específicas sobre medidas, saiba que elas devem estar de acordo com este pedaço de metal disposto no Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Sèvres, na França. O problema é que o IPK sequer é constante. Apesar de bem guardado, ele está sujeito a perda e ganho de átomos ao longo do tempo, assim como qualquer outro objeto físico. E ao que tudo indica, ele de fato parece ter ganhado peso ao longo dos anos devido à contaminação de sua superfície.

Evidentemente, os pesquisadores não estão contentes com isso, uma vez que grande parte de seus pressupostos científicos se baseiam em medidas propostas pelo Sistema Internacional (SI) atual, que ainda são definidas por um único objeto físico. E é justamente por isso que tudo está prestes a mudar.

As mudanças

O Comitê Internacional de Pesos e Medidas propôs novas definições formais para as unidades base do SI, que estão programadas para serem lançadas na 26ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, que ocorrerá até o final de 2018. A última grande revisão do sistema métrico ocorreu em 1960. A nova atualização incluirá as sete unidades de medida básica, e incluem: segundo, metro, quilograma, ampere, Kelvin, mol e candela (unidade base de luminosidade).

Cada um destes, exceto pelo quilograma, já estão definidos como fenômeno natural. Porém, quatro unidades receberão uma atualização, sendo que as outras três serão mudadas de acordo com a nova proposta. Dessa forma, o quilograma não será mais definido pelo IPK.


O único problema aqui é que, ao redefinir formalmente o quilo, os pesquisadores terão de concordar com o valor de algo chamado Constante de Planck, que se relaciona com a energia de uma partícula em comparação à sua frequência. E tem sido supreendentemente difícil medir isso – os cientistas tentam chegar a um valor constante desde a década de 1970. Em 2014, eles finalmente chegaram a um acordo, e terão até julho do ano que vem para defini-lo, já que em 2018 ocorrerão as mudanças no SI.

Revisões para ampere, kelvin e mol

O ampere é uma unidade usada para medir a corrente elétrica, e atualmente é definida por um modelo consideravelmente impraticável. Um único ampere fala sobre uma medida que flui através de dois fios infinitamente longos e finos que são colocados exatamente a um metro de distância, produzindo uma certa quantidade de força.

No entanto, esse cenário é praticamente impossível de reproduzir, e por isso ninguém pode realmente testar esse valor. Diferente disso, sob a nova proposta, um ampère será definido com base na carga elétrica do elétron e próton – algo que os cientistas serão capazes de medir.

Já o kelvin e mol serão redefinidos a partir de ligações com valores exatos da constante de Boltzmann e outra de Avogrado, respectivamente. Atualmente, as temperaturas em kelvin são definidas como o ponto triplo da água – um ponto obscuro onde a água coexiste em forma de líquido, gás e sólido.

Você pode ver as mudanças propostas, com o antigo sistema à esquerda, e a nova proposta à direita:Emilio Pisanty/Wikimedia

As novas unidades serão baseadas na compreensão moderna que temos da física, incluindo leis da mecânica quântica e a teoria da relatividade de Einstein. A única coisa que pode ameaçar as novas definições do sistema de medidas seria descobrirmos que as constantes da natureza – como velocidade da luz e constante de Planck – realmente variam ao longo do Universo. Algo que um estudo de 2011 insinuou.

Ainda assim, por enquanto, as forças fundamentais dentro do Universo são constantes e imutáveis.

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Fonte: Science Alert com tradução de Any Karolyne Galdino

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

3ª maior hidrelétrica do Brasil, Jirau é inaugurada oficialmente em Rondônia
Emerson F. Tormann22:33


A Usina Hidrelétrica Jirau, localizada no Rio Madeira a 120 quilômetros de Porto Velho, foi inaugurada oficialmente nesta sexta-feira (16) com a presença do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho e embaixadores de outros países, como Bélgica e França. Com investimento de R$ 19 bilhões, o empreendimento agora é o terceiro maior gerador de energia elétrica do Brasil.

O projeto possui 50 unidades geradoras em operação comercial com potência instalada de 3.750 megawatts, capaz de atender a cerca de 40 milhões de pessoas.

As obras de construção civil de Jirau começaram em 2009 e a montagem eletromecânica das turbinas em 2010. O projeto surgiu como alternativa de atender a demanda de energia do setor elétrico brasileiro e é uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, foram implantadas 50 unidades geradoras do tipo bulbo distribuídas em duas casas de força, uma localizada na margem esquerda do Rio Madeira e outra na direta.

Jirau começou a gerar energia em 2013, com o início do funcionamento da primeira unidade geradora. As demais turbinas entraram em operação comercial gradativamente ao longo dos últimos três anos. A 50ª e última unidade geradora começou a operar no dia 23 de novembro deste ano, consolidando a implantação do projeto, com 20 meses de atraso em relação ao cronograma, conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O presidente do conselho da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), Maurício Bähr, explica que os motivos do atraso foram algumas algumas dificuldades enfrentados pelo projeto.

"O principal motivo foram os atos de vandalismo que nós tivemos aqui no canteiro de obras, em 2011, 2012, que acabaram gerando um desalojamento de funcionários. Os alojamentos foram incendiados e, com isso, perdemos 10 mil trabalhadores naquela época, isso gerou um atraso por força maior, que acabamos compensando depois nos últimos dois anos e hoje já estamos gerando em plena capacidade".

Com a implantação das hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, o estado de Rondônia passou a integrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) e a gerar energia para abastecer o Acre e as regiões Sul e Sudeste. A energia é distribuída por meio do linhão de corrente contínua, que liga a subestação coletora de Porto Velho à cidade de Araraquara (SP).

O presidente da ESBR, Victor Paranhos, afirma que Jirau será responsável por gerar 3,7% de toda a energia produzida no Brasil e que Rondônia terá um dos cenários energético mais confiáveis do país.

"Tenho certeza que Rondônia é o estado que vai ter a maior segurança energética do Brasil. O povo de Rondônia pode ter certeza que terá a melhor energia do Brasil daqui pra frente", disse.

Como forma de compensações, a concessionária informou que desde 2010 já investiu R$ 1,5 bilhões em 34 programas socioambientais.

Até o final deste ano, Jirau deverá estar pagando cerca de R$ 100 milhões por ano em royalities. Deste valor, 45% será para o município, 45% para o estado de Rondônia, 3% para o Ministério de Meio Ambiente, 3% para o Ministério de Minas e Energia e 4% para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Inauguração

O evento de inauguração da Usina Hidrelétrica Jirau contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho e reuniu autoridades locais, nacionais e internacionais, como os embaixadores de países como a Bélgica e França, além de funcionários da ESBR.

Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, falou sobre os desafios do setor elétrico nacional. Segundo ele, o setor enfrenta problemas que precisam ser solucionados. Entretanto, Fernando se demonstrou otimista. "Apesar de todas as dificuldades momentâneas que o Brasil está vivendo, nós vamos sair bem mais forte desse momento que o Brasil hoje vive".

"Se o crescimento econômico ainda não veio, ele haverá de vir e são empreendimento como esses que vai levar o país nos próximos anos a certeza de um crescimento com um preço de uma energia competitiva, uma energia barata, conectando Porto Velho, conectando Rondônia com o Brasil".

Sobre Jirau, o ministro enfatizou: "é mais uma contribuição para a segurança energética do país, com uma energia limpa, nós temos muito orgulho da participação hidráulica na nossa matriz energética, nós queremos sim continuar crescendo nas renováveis".

Fernando Filho aproveitou a ocasião e anunciou a assinatura do início dos estudos de uma hidrelétrica binacional, que deverá ser construída na fronteira do Brasil com a Bolívia, que de acordo com ele, será mais uma alternativa para gerar emprego e desenvolvimento e "acima de tudo garantir a energia que o Brasil tanto precisa", disse.

Implantação do empreendimento

Em 2008, a Energia Sustentável do Brasil S.A (ESBR), concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, venceu o leilão de concessão do empreendimento. No seguinte, o canteiro de obras começava a ser instalado junto com o início das obras civis. Em 2010, a montagem eletromecânica das turbinas iniciou com o lançamento das primeiras virolas dos tubos de sucção - local de saída da água após movimentar as turbinas.

No total, foram empregados na obra mais de três milhões de metros cúbicos de concreto armado, o suficiente para construir cerca de 40 estádios de futebol. O aço aplicado na construção soma 7,5 mil toneladas, o equivalente ao peso de 11 torres Eiffel.

Os trabalhos de escavações em solo totalizaram 22 milhões de metros cúbicos. No pico dos trabalhos, o canteiro de obras contou com cerca de 26 mil trabalhadores e chegou a gerar aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos.

A hidrelétrica utiliza a tecnologia fio d´água, pois abriga turbinas do tipo bulbo, que são unidades geradoras instaladas na posição horizontal que opera com baixas quedas de água, dispensando a formação de extensos reservatórios, como aqueles utilizados em usinas com turbinas que funcionam na posição vertical.

Inicialmente, o projeto contemplava possuir ao final de sua construção a potência instalada de 3.300 megawats e 44 turbinas tipo Bulbo. Após conseguir autorização para elevar para 50 o número de máquinas, a usina passou a ter capacidade instalada de 3.750 megawatts considerando a produção de energia no período chuvoso, época que a vazão do rio aumenta.

Entretanto, em épocas com baixa vazão, a geração energia é reduzida para 2.205,1 MW, que é a garantia física da usina.


Paralisações e conflitos

O canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Jirau foi cenário de conflitos e manifestações de trabalhadores, que alegavam melhores condições de trabalhos, reajuste salarial, dentre outros benefícios pleiteados durante acordos coletivos.

Em março de 2011, por exemplo, a hidrelétrica foi surpreendida com um motim entre os trabalhadores. Em princípio, a manifestação era um protesto contra as condições de trabalho e segurança. Quase 50 ônibus que faziam o transporte dos trabalhadores e 35 alojamentos foram queimados ou destruídos. Outras 30 instalações da usina foram danificadas, segundo a Secretaria de Defesa e Cidadania do Estado (Sesdec). O inquérito da Polícia Civil constatou que houve ação de vândalos dentro do canteiro de obras.

As obras foram suspensas novamente em abril de 2012, depois que um grupo incendiou vários alojamentos do canteiro de obras. Dos 53 alojamentos em uma área, 39 foram destruídos pelas chamas. Na época, 120 homens da Força Nacional chegaram a ser encaminhados para Rondônia para conter os incidentes dentro do canteiro de obras.

Em agosto deste ano, o Ministério Público Federal de Rondônia (MPF-RO) pediu, na Justiça Federal do estado, o cancelamento da licença de operação da usina hidrelétrica de Jirau. Entretanto, teve o pedido negado.

Na ação protocoloda da na Justiça Federal, o MPF quer que a empresa cumpra integralmente as condicionantes do licenciamento ambiental, principalmente ao fato de apoiar à atividade pesqueira, com pagamentos imediatos de auxílio financeiro para todas as 53 famílias indicadas no laudo pericial do órgão. O valor deve ser igual ao que as famílias remanejadas ou o do seguro defeso.

Questionado sobre o assunto, o presidente do conselho da ESBR, Maurício Bähr, disse ao G1 que ainda existem questões a serem discutidas. "Nós investimos aqui R$ 1,5 bilhão em compensações socioambientais em 34 programas, além de programas voluntários. Sempre tem algum tipo de insatisfação que a gente precisa tratar e vamos dialogar, entender e tratar", enfatizou.

Fonte: Portal G1

A usina hidrelétrica de Itaipu supera Três Gargantas (China) e volta a ser a maior geradora de energia do planeta
Emerson F. Tormann22:28



16/12/2016- Foz do Iguaçu- PR, Brasil- Hoje (16/12), a usina hidrelétrica de Itaipu Binacional vai superar a usina de Três Gargantas (China) e voltar a ser a maior geradora de energia do planeta.



Foto: Caio Coronel/ Itaipu Binacional

16/12/2016- Foz do Iguaçu- PR, Brasil- Segundo a assessoria de imprensa de Itaipu, “esse ano a usina vai quebrar um maior recorde jamais feito por nenhuma usina do mundo, Itaipu vai atingir a marca de 100 milhões de megawatts-horas (MWh).”



Foto: Caio Coronel/ Itaipu Binacional

16/12/2016- Foz do Iguaçu- PR, Brasil- “Esse é um evento que nunca aconteceu no mundo todo de uma usina atingir tamanha produção de energia”, completa.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Por que a energia solar não está em todos os telhados?
Emerson F. Tormann16:51

Uma das maiores discussões do século XXI é sobre energias renováveis, como a eólica e a solar. O Brasil está começando a utilizar essas tecnologias. Mas como será que funciona realmente a produção de energia através de placas solares? Fomos até o Morro de Santa Marta para saber um pouco mais sobre o assunto.


Fonte: Manual do Mundo

DF TERÁ PRIMEIRA ESTAÇÃO DE METRÔ COM ENERGIA SOLAR DA AMÉRICA LATINA
Emerson F. Tormann04:25

EXPECTATIVA É DA INAUGURAÇÃO NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017

ESSA INICIATIVA FAZ PARTE DO PROGRAMA METRÔ SUSTENTÁVEL, LANÇADO EM ABRIL DO ANO PASSADO FOTO: ARQUIVO EBC


O Metrô-DF lançou nesta quarta-feira (14) o edital para compra, montagem e instalação de placas de captação do Sistema de Energia Solar Fotovoltaica (SESFV). O projeto piloto será na estação da Guariroba, que será a primeira estação da América Latina totalmente sustentável.

Essa iniciativa faz parte do Programa Metrô Sustentável, lançado em abril do ano passado pelo governador Rodrigo Rollemberg.

A energia gerada pelo sol servirá abastecer a bilheteria e as plataformas de embarque e desembarque, não os trens.

No ano passado uma empresa chinesa havia doado as placas para o Distrito Federal, entretanto o alto custo com o transporte seria feito de navio; e com impostos inviabilizou o projeto.

No mundo, existem três estações que já usam a energia solar, em Milão, Nova Iorque e Nova Deli. Expectativa é que a inauguração ocorra no primeiro semestre de 2017. “Também será um espaço para que estudantes de várias universidades do DF e de outras unidades da federação possam acompanhar e estudar o funcionamento dessa estação, a primeira ambientalmente sustentável do Distrito Federal”, afirmou o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado

Metrô Sustentável – O Programa Metrô Sustentável foi elaborado de acordo com as diretrizes do Programa de governo local e federal e estabelece metas e prazos para execução de ações com viés social, sustentável, econômico e educativo. A ideia é lançar projetos para utilização de energias renováveis no sistema metroferroviário; implantar a Agenda Ambiental na Administração Pública – A3P; conscientizar usuários e empregados quanto ao uso racional dos recursos naturais e consumo consciente, entre outros.

Serviço:

Contratação de empresa Aquisição de Equipamentos com Montagem e Instalação de Sistema de Energia Solar Fotovoltaica – SESFV na Estação Guariroba do METRÔ-DF.
Data e hora da abertura das propostas: 18/01/2017, às 10h
Local: Comprasnet (www.comprasgovernamentais.gov.br)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Inaugurada primeira usina de energia solar do Rio Grande do Sul
Emerson F. Tormann20:12



Estrutura, com mais de mil placas solares, fica em Boa Vista das Missões. Usina tem capacidade gerar 257 kw de energia e abastecer 300 famílias.

Foi inaugurada nesta sexta-feira (9) a primeira usina de produção de energia elétrica a partir do sol no Rio Grande do Sul. As estruturas foram montadas no entroncamento das BR-386 e BR-158 em Boa Vista das Missões, no Noroeste do estado, cidade de pouco mais de 2,1 mil habitantes.

Ao todo são mais de mil placas solares em 25 painéis, que garantem a geração de 257 kw de energia. Com isso, até 300 famílias podem ser abastecidas com a energia, considerada limpa. "A luz solar ela entra através da captação dessas células, ela é convertida em eletricidade, vai para uma subestação e essa subestação está conectada a uma rede de média tensão", explica o gerente de energia alternativa Marco Weirich.

Esta é a primeira etapa do projeto de geração de energia solar da cooperativa da região Norte do estado, que atende 36 cidades. O diretor técnico da Creluz, Valdair Pedro Battisti, explica que as condições climáticas favoreceram a escolha do local. "Não tem cerração, é mais alto, sem cerração e o município foi estratégico."

A obra custou mais de R$ 4 milhões e a maioria dos equipamentos foi fabricado no Brasil. O presidente da Creluz, Elemar Battisti, observa que uma usina de energia solar tem menos impacto no meio ambiente, em relação a uma hidrelétrica.

"Sem alagar, sem destruir matas e a natureza. Essa aqui não tem nada mais limpo que energia solar. Então tem um potencial enorme para ser explorado e a gente pensa poder explorar mais adiante, digamos assim, mais energia solar", diz Battisti.

Assista ao vídeo da materia:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/12/inaugurada-primeira-usina-de-energia-solar-do-rio-grande-do-sul.html

Fonte: G1

Norma prevê tratamento para tributação de descontos tarifários
Emerson F. Tormann01:43


Um novo regulamento proposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica pretende unificar o tratamento dos custos resultantes da incidência de tributos sobre descontos tarifários, assim como a forma de apresentação desses custos nas faturas de energia elétrica. A ideia é estabelecer um modelo único de representação da cobrança do ICMS e do PIS/Cofins pelas distribuidoras, que usam sistemáticas diferentes. Como não há um modelo único, ou os impostos são registrados como custo adicional ao valor da fatura, ou o preço a ser pago já inclui todos os tributos.

Desde a publicação do Decreto nº 7.891, o custeio de subvenções econômicas concedidas a segmentos específicos passou a ser feito com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético. Como o Tesouro não repassa mais recursos para a CDE, todas as despesas da conta são custeadas atualmente apenas pelo consumidor, que paga também a tributação.

Com a decisão dos estados de cobrar ICMS sobre valores descontados a título de subsídio como o da tarifa de uso do sistema de distribuição e o da tarifa social de baixa renda, por exemplo, a cobrança do imposto acaba sendo sobre a tarifa cheia. A norma da Aneel não vai alterar essa realidade, porque foge da competência da autarquia tratar de questões tributárias. Mas a ideia é ter uma maior harmonização no tratamento da questão, para que as empresas evitem custos desnecessários para as empresas.

O assunto ficará em audiência pública de 8 de dezembro de 2016 a 6 de fevereiro de 2017. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail: ap084_2016@aneel.gov.br ou para o endereço da Aneel - SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110, Brasília-DF.


Fonte: CanalEnergia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Assista à Sessão Solene na Câmara dos Deputados em Homenagem aos Síndicos pelo seu dia
Emerson F. Tormann21:59

PLENÁRIO - Sessão Não Deliberativa Solene
COMEMORAÇÃO AO DIA DO SÍNDICO



Estive hoje na Câmara dos Deputados representando todos os síndicos do Brasil em Sessão Solene que homenageou os gestores de condomínio pelo seu dia.

Como Presidente da Assosindicos DF tenho o dever de alertar a sociedade sobre o reconhecimento que os Síndicos merecem por tão árdua empreitada diante do desafio de conduzir o condomínio.

Além da necessidade da regulamentação da profissão de síndico visto que o representante do condomínio ainda não tem os mesmos direitos de um trabalhador com carteira assinada. Ou seja, não recebe 13º salário e não desfruta de férias.

Parabenizo o Deputado Izalci Lucas pela feliz iniciativa de promover a Sessão Solene como um marco histórico já que é a primeira vez que se comemora o Dia do Síndico na casa do povo, a Câmara dos Deputados.




Programa da Celesc vai custear 60% da instalação de sistema de energia solar fotovoltaica em residências catarinenses
Emerson F. Tormann11:52

Programa da Celesc vai custear 60% da instalação de sistema de energia solar em residências catarinenses Cristiano Estrela/Agencia RBS
Instalação do sistema fotovoltaico pode chegar a R$ 20 mil, mas o investimento é recuperado em torno de cinco anos - Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A Celesc vai oferecer subsídio de 60% na compra de painéis fotovoltaicos para 1 mil residências em Santa Catarina. O projeto Bônus Fotovoltaico vai estimular a instalação do sistema doméstico de captação da energia solar fotovoltaica, que pode ser compartilhado com a rede pública e gerar créditos na fatura do consumidor (veja abaixo como funcionará a inscrição).

A assinatura do contrato para o início do projeto será nesta segunda-feira entre a Celesc Distribuição e a empresa Engie Geração de Energia Fotovoltaica, vencedora da licitação. Com um custo de R$ 11,9 milhões, o projeto tem uma contrapartida dos clientes de R$ 6,7 milhões, e cada consumidor pagará, pelo sistema instalado, R$ 6,68 mil.

O valor equivale a 40% do valor do material dos sistemas fotovoltaicos. Os outros 60%, assim como todo o serviço, serão pagos pelo Programa de Eficiência Energética da Celesc.

Por meio do sistema fotovoltaico oferecido pelo projeto, o consumidor vai gerar energia para o próprio consumo e o que for excedente será injetado no sistema elétrico da Celesc e transformado em crédito, que pode ser usado em até cinco anos para pagar a energia consumida na residência ou outra unidade consumidora de mesma titularidade, desde que conectada ao sistema da Celesc.

Em condições ideais, os sistemas oferecidos pelo projeto deverão gerar aproximadamente 280 kWh/mês. Segundo o coordenador do programa de eficiência energética da Celesc, Marco Aurelio Gianesini, o sistema tem durabilidade de 25 anos e o consumidor terá retorno do investimento em torno de quatro anos após a instalação.

Além dos benefícios ao consumidor, o projeto Bônus Fotovoltaico promove a geração distribuída, o baixo impacto ambiental e a redução no carregamento das redes, além da minimização das perdas de energia e da contribuição para a diversificação da matriz energética brasileira.


Foto: Cristiane Maccari / Arte DC

Atualmente, em Santa Catarina, a potência instalada em geração distribuída é de 5.842 kW. O Estado tem o maior índice per capita de uso de energia solar nessa modalidade no Brasil. O projeto da Celesc será responsável pela instalação de outros 2.600 kW, cerca de metade do que é gerado hoje, colocando o Estado na vanguarda desse tipo de geração.

Apesar disso, Santa Catarina é um dos cinco Estados que não vão oferecer desconto no ICMS para incentivar os moradores a adotar os sistemas alternativos de energia.

Fonte: DC
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BNDES cria fundo para projetos de infraestrutura na área de energia sustentável
Emerson F. Tormann11:47



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou neste 1º de dezembro a criação do Fundo de Energia Sustentável, um fundo de mercado voltado para investimentos em debêntures de projetos verdes, ou de baixo carbono, na área de infraestrutura. O edital para escolha do gestor privado que vai estruturar o novo fundo será publicado hoje (2).

Caberá ao gestor fazer investimento em debêntures de projetos com características específicas no setor de energia. “Têm que ser debêntures em infraestrutura e têm que ter uma conotação de sustentabilidade. Por isso, ele é um fundo de energia sustentável”, disse o chefe do Departamento de Fomento ao Mercado de Capitais do BNDES, André Salcedo. O processo de seleção do gestor deve ser encerrado em março de 2017. O fundo deve entrar em funcionamento até julho do ano que vem.

A BNDES Participações (BNDESPAR), subsidiária de participações societárias do BNDES, será cotista do Fundo de Energia Sustentável, com participação máxima de 50%. O fundo terá gestão privada e patrimônio de R$ 500 milhões, com prazo de vigência de 15 anos. Salcedo informou que parte da missão do gestor será captar esse dinheiro com investidores privados, para formar esse lastro.

Dependendo da estrutura do fundo, ele será voltado para investidores qualificados, com patrimônio superior a R$ 1 milhão, ou profissionais, cujo patrimônio ultrapassa R$ 10 milhões, de acordo com definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regulamenta o mercado de capitais. “Pode ser pessoa física ou jurídica”, disse Salcedo. O fundo garantirá isenção para investidores pessoa física, em conformidade com o Artigo 3º da Lei 12.431.

Mercado verde

A expectativa do banco, com esse novo veículo de financiamento, é favorecer a criação de um mercado de títulos verdes no país. Salcedo disse que atualmente só há uma emissão de título verde em reais no Brasil, da empresa Suzano, além de três emissões de empresas brasileiras no exterior. “O potencial desse mercado é muito grande no Brasil pelo perfil da economia. É uma economia que tem uma matriz energética muito baseada em energia sustentável”.

Salcedo disse que o governo brasileiro se comprometeu, no Acordo de Paris, firmado há quase um ano, a ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética. “Essa iniciativa vai, exatamente, nesse sentido, de criar uma economia mais sustentável e permitir o financiamento privado [via emissão de títulos verdes], para que esses projetos consigam um financiamento de longo prazo adequado”.

O fundo conjuga a necessidade do país de ter investimento em infraestrutura com o desejo acentuado de investidores estrangeiros de alocar seus recursos em projetos sustentáveis. O BNDES estima que haverá emissões de debêntures de projetos de infraestrutura em energias renováveis no país, nos próximos 18 meses, em torno de R$ 3,8 bilhões, dos quais R$ 1,7 bilhão serão de fonte eólica (dos ventos). Os títulos a serem adquiridos deverão ser de projetos de investimento em energia financiados pelo BNDES, com garantias reais compartilhadas com o banco.

Segundo o banco, o mercado mundial dos chamados títulos verdes vem aumentando nos últimos anos. Dados da Climate Bonds Initiative, da qual o Fundo de Energia Sustentável será o primeiro parceiro no Brasil, mostram que os títulos emitidos atingiram, em 2014, US$ 36,6 bilhões. A previsão é que somem, este ano, US$ 100 bilhões em todo o mundo, dos quais Salcedo estima que o Brasil poderá captar uma boa parcela dessa poupança mundial para investir em infraestrutura. A Climate Bonds Initiative é uma organização internacional que trabalha no incentivo à criação de instrumentos financeiros para soluções de mudanças climáticas.

Fonte: Agência Brasil

Energia é estratégica para Brasil alcançar metas compromissadas na COP 22, indica EPE
Emerson F. Tormann11:41

Estudo demonstra que país precisa perseguir índice de 45% de renovabilidade da matriz energética com a contribuição do setor elétrico e de combustíveis


Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.
Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

O setor energético tem papel fundamental para o país alcançar as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. A NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada) para o acordo do clima, que foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidência da República prevê a diminuição de 37% das emissões desses gases, até 2025, podendo se estender a 43% até 2030, isso em relação aos níveis de 2005. Esse compromisso se aplica ao conjunto da economia e com diferentes combinações de redução por setores, como o florestal, agrícola, transporte, energético e outros.

De acordo com Ricardo Gorini, diretor de Estudos Econômicos da Empresa de Pesquisa Energética, as contribuições do setor para o cálculo das NDCs não constituem metas, mas sim orientações de Política Energética. Segundo ele, até 2030 o Brasil deve perseguir os 45% de renovabilidade na matriz energética, com a contribuição do setor elétrico e do setor de combustíveis. Para este último, destacou ele, é necessário continuar apostando no uso de bioenergia, em especial do etanol e da biomassa da cana-de-açúcar, para uso no setor de transporte e na cogeração e elevar sua participação a 18% da matriz energética.

Ele ressaltou ainda que o setor elétrico precisa continuar contando com as energias renováveis na matriz elétrica, com destaque para as hidrelétricas, biomassa, solar e eólica. Neste caso, deve-se mirar 66% de geração hidrelétrica e cerca de 23% de participação destas outras fontes renováveis na geração total, incluindo a operação centralizada, geração distribuída e a autoprodução de energia. E, para 2030, o Brasil precisa alcançar 10% de eficiência energética no consumo de eletricidade.

Gorini explicou que estes números estão explícitos na comunicação oficial do Brasil. E que o embasamento dos cálculos foi feito a partir dos estudos de perspectiva energética de longo prazo, conduzidos pela própria EPE, contando com o uso de modelos de consistência econômica e energética, e com a participação de diversos especialistas convidados.

Uma das mensagens centrais dos estudos que embasaram a NDC brasileira é que a elevação da participação das fontes eólica, solar e biomassa na matriz elétrica é fortemente dependente da fonte hídrica. Além de não emitir e ser uma fonte renovável, lembrou o executivo, a hidrelétrica tem o papel de atender à operação do sistema quando há intermitência na geração eólica e solar. “A presença de reservatórios no sistema interligado nacional, além de todas as vantagens já conhecidas para a otimização da operação, funciona como se fosse uma grande bateria renovável, de baixo custo, que pode compensar as eventuais ausências destas fontes, e assim, viabilizá-las”, ressaltou. E que “há também forte complementariedade entre a disponibilidade de biomassa de cana de açúcar, no período da colheita, e o regime hidrológico, o que permite, no final das contas, a instituição de um portfolio de energia renováveis com maior confiabilidade”, acrescentou.

Este ‘efeito portfólio’, como classificou Gorini, é uma vocação do SIN e constitui uma enorme vantagem comparativa do Brasil quando olhamos para o futuro e vemos a necessidade de avançarmos para uma economia de baixo carbono ou mesmo de zero emissão. Em sua avaliação, a competitividade da economia, quando da instituição em um nível global de mecanismos de taxação de carbono, estará ligada diretamente ao custo da geração do parque instalado e à renovabilidade da matriz energética. Para ele, a estratégia nacional de continuar investindo em UHEs, de preferência com reservatórios, é acertada do ponto de vista econômico, social e ambiental e deve constituir eixo central da retomada do crescimento em direção à pretendida economia de baixo carbono.

O documento com detalhes sobre as premissas e o cenário utilizado está disponível no site da EPE, em versões em português ou inglês. Para acessar O Compromisso do Brasil no Combate às Mudanças Climáticas: Produção e Uso de Energia, clique aqui.


Fonte: Agência CanalEnergia