terça-feira, 29 de dezembro de 2015

ONS projeta queda de 3,9% para o consumo de energia em janeiro
Emerson F. Tormann17:31

Portão de Entrada - Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)


O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que o consumo de energia no primeiro mês de 2016 seja de 66.906 megawatts (MW) médios. O volume significa uma queda de 3,9% em relação a igual período do ano passado.

A estimativa é influenciada pela expectativa de redução do consumo nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste (-6,1%) e Sul (-6,4%). Para o Norte e Nordeste, o ONS prevê um aumento de 9,1% e 1,7%, em relação a janeiro deste ano. O salto previsto para o consumo no Norte é impactado pela integração de Manaus ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Para dezembro, o ONS espera que o consumo de energia fique em 65.386 MW médios, 0,4% inferior ao de igual mês de 2014.

O operador também prevê que os reservatórios hidrelétricos do Sudeste/Centro-Oeste, que concentram 70% da capacidade de armazenamento de água para geração de energia do país, cheguem ao fim de janeiro com 34,3% de estoque. No mesmo período de 2015, no auge da crise energética, esse indicador era de apenas 16,8%. Os lagos das usinas das duas regiões marcam hoje 29,29%.

O ONS espera volume de chuvas de 87% da média histórica para janeiro no Sudeste/Centro-Oeste.

Com relação ao Nordeste, em situação crítica, a expectativa é que os reservatórios terminem janeiro com 7,6%, contra 16,4% em 31 de janeiro de 2015.

Os lagos das usinas da região marcam hoje 5,24%. E o operador prevê um volume de chuvas de apenas 29% do histórico para o período em janeiro, ainda sob efeito do "El Niño", caracterizado pelo excesso de chuvas no Sul e escassez no Norte e Nordeste.

Também devido ao fenômeno climático, o órgão espera volume de chuvas de 148% acima da média para janeiro no Sul, onde os reservatórios estão com 99,22% da capacidade. O ONS estima chegar ao fim de janeiro com 95%, contra 59,4% no mesmo mês deste ano.

Com relação ao Norte, onde os reservatórios estão com 15,56% da capacidade, o operador espera que o indicador alcance 21,7% no fim de janeiro, com a ocorrência de um volume de chuvas de 33% do histórico para o mês. Em 31 de janeiro de 2015, o nível dos lagos das usinas da região estava em 34,7%.

Mesmo com um cenário de queda do consumo e recuperação dos reservatórios, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira tarifária na cor vermelha para janeiro. Com isso, todos os consumidores continuarão tendo um acréscimo na conta de luz de R$ 4,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos no primeiro mês do ano, para custear parte da geração termelétrica.

Fonte: Valor Econômico

Renault Twizy já pode rodar nas ruas brasileiras
Emerson F. Tormann17:04

Resolução do Contran permite que veículo circule apenas em vias urbanas


A Renault conseguiu a homologação do seu compacto elétrico Twizy, que custa em torno de R$ 30 mil. Além de poder ser emplacado, o carro contará com isenção de imposto de importação, como acontece com outros veículos elétricos e híbridos.

Carro elétrico tem autonomia de 100 km e leva dois passageiros (Fotos Renault, DV)


Vendido em mais de 35 países, o Renault Twizy já pode trafegar no Brasil. A Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) enquadrou o veículo como quadriciclo e poderá circular em vias urbanas. Com 2,33 metros de comprimento e 1,18 m de largura, o Twizy leva até dois passageiros e pesa 450 quilos. O motor 100% elétrico gera potência equivalente a 20 cv e tem autonomia de 100 km. A recarga da bateria é feita em tomada convencional de 220 V.

» Itaipu fará protótipo de bateria de lítio
Dois Twizy rodam por praças e parques de Curitiba desde a Copa do Mundo de 2014. Em parceria com a Renault, a Prefeitura de Curitiba utiliza o compacto, cinco Zoe e três Kangoo Z.E, pela Guarda Municipal, Setran e Centro Móvel de Informações Turísticas. A Renault comercializou mais de 130 unidades da sua gama Z.E. no Brasil, todas elas destinadas à instituições e empresas que desenvolvem projetos voltados ao uso e disseminação dessa tecnologia.

Fonte: Clic RBS

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Sobreviva a 10 saias justas natalinas sem perder a classe
Emerson F. Tormann14:20

É possível passar pelas situações delicadas dos encontros de Natal sem se irritar 


Leo Gibran/UOL

Esta matéria é para você que, com a aproximação do Natal, está sofrendo com a iminência de ter de encontrar, mais uma vez, parentes cujas atitudes nem sempre são agradáveis. O objetivo deste texto é mostrar que há outras maneiras --além de sorrir amarelo ou ir à forra-- de lidar com as saias justas que costumam ocorrer nos encontros familiares nesta época do ano. Veja a seguir como lidar com dez situações.

Fontes: Ligia Marques, consultora em etiqueta social, corporativa e marketing pessoal; Ana Vaz, consultora de imagem pessoal e profissional e Blenda de Oliveira, psicóloga clínica e psicanalista pela SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo).


1 - Parente beberrão 

Leo Gibran/UOL

Quem tem na família alguém que sempre bebe além da conta e dá vexame pode contar com duas estratégias eficazes já no momento de planejar a festa. A primeira é limitar o consumo de bebidas alcoólicas. A segunda é tirar o tal parente da lista de convidados. Se essas duas alternativas estiverem fora de cogitação, é bom que o anfitrião se prepare para tirar o beberrão de circulação caso ele comece a se exceder (levando-o para casa mais cedo ou sugerindo um cochilo em um local reservado). O que não pode é deixar que uma única pessoa estrague a festa de todas as outras.

2 - Convidado com restrição alimentar 

Leo Gibran/UOL

O ideal é perguntar antes se alguém tem algum tipo de restrição, para se preparar adequadamente. Mas, na dúvida, cozinhe um prato coringa, como uma massa simples, que não leve carne nem queijo. Se você for o convidado que costuma passar perrengue nesse tipo de encontro, o melhor é se oferecer para levar algo que goste. Nesse tipo de festa, que reúne pessoas que são mais íntimas, não há problema nenhum em fazer isso, basta sinalizar antes. 

3 - Um casal, duas famílias 

Leo Gibran/UOL

Para os casais que estão passando pela primeira vez a data juntos, decidir em qual casa ficar pode ser um problema. Nessa hora, vale analisar as características das famílias e também a qualidade da relação dos parceiros com cada uma delas. É importante que eles decidam juntos e apenas comuniquem aos parentes o que resolveram. Nem todos vão gostar, mas o fundamental é que os dois cheguem a um consenso. 

4 - De cara virada

Leo Gibran/UOL

Antigos desafetos ou parentes recém-saídos de um conflito podem voltar a se ver, contra a vontade, nas festas de fim de ano. E, na ocasião, precisarão controlar os ânimos, em respeito a todos os outros convidados. Se nenhum dos dois abre mão da festa, ambos devem estar preparados para o encontro. Se não estão se falando, devem permanecer assim, cada um no seu canto. Se acontecer uma provocação ou se alguém entrar no assunto do conflito, o melhor a fazer é desconversar e sair de perto. Se o incômodo ou a irritação for muito grande, fique um pouco e vá embora. Se ultrapassar o seu limite, estará dando margem para uma nova briga.

5 - Namorado novo 

Leo Gibran/UOL

Para quem recebe um novo casal, o ideal é evitar comentários na frente da pessoa que acabou de conhecer, deixando para matar a curiosidade depois. Já para quem pretende levar às festas de fim de ano o novo par, a dica é preparar a família antes. Esse simples cuidado pode diminuir as chances de confusões e problemas durante a festa. É importante deixar claro que você gosta da pessoa e faz questão de passar a data ao lado dela. É válido também preparar o parceiro. Se a mãe não está aceitando o romance ou se um tio fala demais, independentemente da situação, o melhor é avisar o par.

6 - Hora de rezar

Leo Gibran/UOL

Em algumas famílias, os rituais religiosos fazem parte das comemorações de fim de ano. Porém, quem vai receber pessoas de orientações religiosas diferentes da sua pode preparar uma celebração ecumênica ou mesmo abrir espaço para que esses convidados celebrem à sua maneira, sem restrições. O gesto é bastante simpático, no entanto, não é obrigatório. Quem está sendo recebido pelo anfitrião precisa respeitar os rituais propostos. Não precisa participar de nada se não quiser, mas deve observar em silêncio. Sair do recinto nessa hora pode ser extremamente deselegante.

7 - Sem presente 

Leo Gibran/UOL

Poucas situações são tão embaraçosas quanto receber um presente e não ter nada em mãos para retribuir. Porém, na maioria dos casos, basta agradecer. Quem distribui presentes a todos faz isso porque se sente feliz, não porque deseja receber algo em troca. No entanto, para quem vai como convidado à casa de um parente ou amigo, é de bom tom levar algo aos anfitriões ou, pelo menos, às crianças. Nesse caso, não é o valor do presente que importa, mas a lembrança. Os anfitriões, por outro lado, podem ter à mão um presente unissex, caso alguém fique de mãos abanando. Fazer um amigo secreto entre todos os convidados é uma ótima maneira de driblar essas saias justas. 

8 - Acompanhante extra 

Leo Gibran/UOL

Um amigo se ofereceu para passar a data com você e a sua presença já está confirmada na casa de um outro colega ou parente? A primeira providência é perguntar ao anfitrião se há lugar para mais uma pessoa na festa. A segunda é levar uma lembrança para entregar ao convidado de última hora e, dependendo da sua intimidade com o dono da casa, um prato ou alguma bebida adicional. No caso dos anfitriões, a orientação é estar sempre preparado para a chegada inesperada de algum agregado. É bom ter lugares extras à mesa, comida farta e até algumas lembrancinhas a mais para distribuir, se necessário.

9 - De fora do amigo secreto

Leo Gibran/UOL

Participar da tradicional troca de presentes, em qualquer ambiente festivo, não é obrigatório. E o melhor é não inventar desculpas para a recusa, simplesmente sustentar a decisão tomada, sem se estender nas explicações. É preferível ser honesto e dizer "não" do que entrar na brincadeira e ficar com a cara amarrada. Para quem faz essa opção, uma boa pedida é chegar à festa depois da entrega dos presentes ou sair antes que ela aconteça. Se a pessoa tiver jogo de cintura e estiver disposta a lidar com algumas piadinhas, pode até assistir ao amigo secreto. Uma atitude bastante simpática é se oferecer para tirar fotos e registrar o momento. Leo Gibran/UOL

10 - Tarefa demais, tempo de menos

Leo Gibran/UOL

Cobrar a responsabilidade dos familiares nos preparativos para a festa, mandar indiretas ou reclamar do excesso de tarefas assumidas é deselegante. O mais adequado é combinar, com antecedência, o que será feito no dia do Natal e distribuir as tarefas entre todos, em consenso. Os convidados não necessariamente precisam se oferecer para ajudar, mas o anfitrião pode organizar tudo antecipadamente e perguntar quem topa colaborar. Se ninguém quiser pôr a mão na massa, a solução pode ser contratar um profissional e dividir os valores entre os convidados. O importante é que tudo seja esclarecido e combinado previamente.

Fonte: UOL

Nova resolução da Aneel facilita produção de energia limpa em casa a partir de 2016
Emerson F. Tormann13:16

Foto: Wayne National Forest/Creative Commons

Você já pensou em produzir a sua própria energia elétrica? Isto está mais viável no Brasil após a revisão da Resolução Normativa nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. O novo texto aprimora o processo de regulamentação e cria novas oportunidades de negócio para o segmento na instalação de pequenos sistemas de energia renovável, utilizando, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos, biodigestores e microturbinas eólicas.

Entre as mudanças está a criação de duas novas modalidades de geração distribuída:

– o autoconsumo remoto, que permite que um gerador utilize créditos em outra unidade consumidora. Por exemplo, uma empresa produzir energia em seu galpão e utilizar os créditos em seu escritório ou ainda gerar energia numa casa e utilizar os créditos num apartamento;

– e a geração compartilhada, que possibilita que diversos interessados se unam em um consórcio ou cooperativa.

De acordo com o diretor executivo da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), Rodrigo Sauaia, as novas medidas colocam o Brasil num patamar importante no cenário internacional de mitigações dos gases causadores do efeito estufa, e ainda traz boas perspectivas quanto ao futuro do setor. “O Brasil acaba de entrar para o rol dos países com algumas das melhores práticas internacionais para favorecer o crescimento da micro e minigeração. A Absolar prevê que o mercado de micro e minigeração, que este ano já cresceu 300%, vai continuar com uma curva de crescimento acelerada nos próximos anos”, destacou.

As novas regras começam a valer a partir de 1º de março de 2016. A Aneel prevê, que até 2024, cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras passem a produzir sua própria energia.

» Saiba mais: Aneel autoriza geração por condomínios e cooperativas

Fonte: the greenest post

Em MG, presos podem pedalar para gerar energia limpa (e em troca têm redução de pena)
Emerson F. Tormann13:03

Foto: Divulgação/Presídio de Santa Rita do Sapucaí


A cada 16 horas em cima da bike, 24 horas a menos dentro da prisão. Essa é a matemática do projeto Uma Luz para a Liberdade, implantado no Presídio de Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais.

A ideia foi do juiz José Henrique Mallmann, que ao ver na internet uma academia de ginástica que usava a energia cinética – isto é, de movimento – produzida pelos clientes para fazer os equipamentos elétricos funcionarem, quis trazer a iniciativa para dentro da prisão de Santa Rita do Sapucaí. “Afinal, a saúde do preso é responsabilidade do Estado”, disse em entrevista ao Jornal do Brasil.

Quatro bicicletas que estavam paradas na delegacia da cidade foram instaladas no pátio do presídio, para viabilizar o projeto. Os presos podem pedalá-las, em revezamento, das 8h às 17h. Os minutos que passam em cima da magrela são, então, contabilizados pelos guardas e garantem redução de pena para os detentos.

E a energia produzida pelas pedaladas? Fica armazenada em uma bateria e é usada, todas as noites, para iluminar uma das principais praças da cidade. Assim, os presos podem se exercitar na prisão, ‘matar o tempo’ e, de quebra, ajudar a comunidade.

Segundo Mallmann, a iniciativa está fazendo sucesso – dentro e fora do Brasil. Até autoridades da China já entraram em contato para conhecer o projeto e, quem sabe, reproduzi-lo do outro lado do mundo.

Foto: Divulgação/Presídio de Santa Rita do Sapucaí

Distrito Federal autoriza venda de ativos de geração e gás da CEB
Emerson F. Tormann12:17

Segundo Ari Joaquim da Silva, diretor-presidente da companhia, os ativos de distribuição não serão alienados

governador Rodrigo Rollemberg e Presidente da CEB Ari Joaquim da Silva

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, sancionou nesta semana a Lei nº 5.577, que autoriza a alienação de participações acionárias da CEB em empresas de gás e geradoras de energia elétrica. A empresa foi autorizada a vender sua participação na Companhia Brasiliense de Gás, na CEB Lajeado, na Corumbá Concessões, na Energética Corumbá III, na BSB Energética, bem como no consórcio CEB-Cemig.

A lei determina que os valores arrecadados com a operação sejam usados para investimentos, pagamentos de tributos e amortizações de dívidas da CEB Distribuição, que atende aproximadamente 1 milhão de unidades consumidoras em todo o Distrito Federal.

O governo deverá encaminhar à Câmara Legislativa do Distrito Federal, no prazo de 90 dias, cronograma financeiro, para o período de 2016 a 2020, de aplicação dos recursos na CEB, que deverá considerar os critérios estabelecidos no processo de renovação das concessões. O contrato de concessão da CEB foi renovado por mais 30 anos.

Segundo Rollemberg, a extensão do contrato vem depois de a empresa conseguir reduzir dívidas e investir cerca de R$ 70 milhões no sistema de energia do Distrito Federal em 2015, mesmo diante de crise financeira interna. "É uma empresa que enfrentou muitas dificuldades financeiras, mas que foram saneadas em 2015. Isso permitiu a renovação do contrato por mais 30 anos", disse o governador durante a cerimônia que ocorreu no Palácio do Buriti, em Brasília, na última terça-feira, 22 de dezembro.

De acordo com a direção da CEB, no início do ano a dívida da companhia era de R$ 390 milhões. Após trabalho de redução de gastos e de saneamento das contas da estatal, a dívida está em cerca de R$ 250 milhões. "A CEB Distribuição não será vendida. A empresa maior está sendo reforçada e revitalizada, com o objetivo de melhorar a qualidade do serviço, com manutenção preventiva e redução da quantidade de pequenos apagões", explicou o diretor-presidente da companhia, Ari Joaquim da Silva.

» Leia mais no Jornal de Brasília

Fonte: Canal Energia
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Decretos legislativos prevêem redução em mais de R$ 2 bi de despesas da CDE
Emerson F. Tormann12:34

Propostas podem alterar previsão orçamentária aprovada em resolução da Aneel


deputado Nelson Marchezan Jr. (PSDB-RS)
Dois Projetos de Decreto Legislativo de autoria do deputado Nelson Marchezan Jr. (PSDB-RS) propõem retirar do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético em 2015 mais de R$ 2 bilhões em despesas com a compra de combustíveis fósseis para o atendimento aos sistemas de Manaus (AM) e Macapá (AP) e R$ 91,1 milhões para a cobertura dos custos com o transporte de gás natural pelo gasoduto Urucu-Coari-Manaus. Os PDCs 274 e 276 determinam a suspensão parcial da Resolução Homologatória 1.857, da Agência Nacional de Energia Elétrica, que publicou em fevereiro o valor definitivo das cotas da CDE para este ano.

O parlamentar gaúcho considera que a Aneel “exorbitou do seu poder” de regulamentar o que está previsto em lei, o que permite ao Congresso Nacional sustar a decisão por decreto. A agência reguladora tem a atribuição de aprovar anualmente o orçamento do fundo setorial, que tem entre suas despesas a cobertura do custo da geração termelétrica nos sistemas isolados. Essas despesas estão dentro da Conta de Consumo de Combustíveis, encargo que desde 2012 foi absorvido pela CDE e que, em 2015, soma R$ 7,2 bilhões.

As cotas da CDE homologadas pela resolução da Aneel para este ano são de R$ 18,9 bilhões, destinados à cobertura de encargo incluído nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e de distribuição (Tust e Tusd) e de R$ 3,136 bilhões para a CDE Energia.

A retirada de subsídios ao combustível usado nos sistemas elétricos de Manaus e Macapá tem como justificativa o fato de que os dois sistemas não se enquadram mais como isolados. O parlamentar argumenta que a integração ao Sistema Interligado Nacional “está atrelada à entrada em operação da linha de transmissão que a viabiliza”, e que esse marco já foi alcançado por Manaus em 3 de julho de 2013 e por Macapá em 22 de janeiro de 2014.

Marchezan também questiona o valor da tarifa de transporte do gasoduto que serve a capital amazonense. O preço de referência de R$ 12,311/MMBtu foi definido pela Agência Nacional do Petróleo com base em um custo de investimento reconhecido pela ANP de R$ 4,12 bilhões. A proposta é de que seja aplicado o valor de R$ 4,36/MMBtu, calculado pelo custo estimado em 2006, na fase de concepção do empreendimento, de R$ 2,488 bilhões.

O deputado afirma que a cobertura de R$ 91,1 milhões prevista na CDE “diverge significativamente da referência de preço considerada pela Aneel quando da tomada de decisão da implantação do gasoduto e da conversão das usinas termelétricas que compõem o parque térmico de Manaus, para que pudessem operar com gás natural, o que conflita com as disposições legais aplicáveis”. Ele acusa a agência reguladora de extrapolar a delegação dada por lei, ao incluir no orçamento da CDE de 2015 “valores superfaturados de aditivos contratuais celebrados para a construção do gasoduto”.

O parlamentar é autor de requerimento para a realização de audiência pública conjunta das comissões de Defesa do Consumidor; de Minas e Energia; de Desenvolvimento, Indústria e Comércio e de Finanças e Tributação. O objetivo da reunião é discutir os custos da Conta de Desenvolvimento Energético e seus impactos para a economia. Ele sugeriu como convidados representantes da Proteste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor; do Ministério de Minas e Energia; do Tribunal de Contas da União e do advogado e ex-diretor da Aneel Julião Coelho.

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Regulação e Política

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

CCEE encontra operações ilegais de comercializadoras de energia
Emerson F. Tormann12:38


Seis comercializadoras de eletricidade, entre as quais a unidade de trading de energia do banco BTG Pactual, foram acusadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) de realizar operações "em desacordo com a legislação vigente", que a instituição determinou que sejam recontabilizadas.

De acordo com a CCEE, as empresas conseguiram elevar o montante de energia que pode ser vendida aos clientes com desconto na tarifa pelo uso da rede elétrica, conhecida como "energia incentivada".

O desconto é um subsídio, restrito à venda da energia produzida por fontes renováveis, como solares, eólicas, biomassa e pequenas hidrelétricas.

"Os agentes... obtiveram incremento de energia incentivada sem a respectiva identificação de origem em geradores de fonte incentivada", aponta ata de reunião do Conselho de Administração da CCEE que analisou o caso nesta semana, na qual foi decidido que as operações deverão ser desfeitas.

Além da comercializadora do BTG, são citadas pela CCEE na ata Clime Trading, Comerc, Diferencial, FC One, Nova Energia e Prime Energy.

O especialista em comercialização de energia elétrica Alexandre Street, professor da PUC-RJ, disse à Reuters que, em tese, as empresas poderiam ter se favorecido com uma eventual manobra como a que a CCEE identificou.

"Não conheço o caso em questão... mas o comercializador quer entrar nesse mercado de energia incentivada porque ele paga mais... Os preços são um pouco mais elevados porque o desconto oferecido na tarifa de transmissão permite (ao vendedor) aumentar um pouco o preço da energia", explicou.

Procurada, a CCEE informou que "está analisando o processo" neste momento.

"O estágio atual é de manifestação por parte dos agentes... a CCEE ressalta que segue trabalhando em prol da evolução do mercado, sempre orientada pelos pilares da isonomia, transparência e confiabilidade", complementou a câmara.

Três fontes com conhecimento direto do assunto disseram à Reuters que a CCEE entendeu que as transações geraram vantagens indevidas para as empresas, ao aproveitar brechas no sistema utilizado para rodar as operações do mercado de energia.

A CCEE deu até 21 de dezembro para que as empresas apresentem sua defesa.

O tema será analisado novamente em reunião do Conselho de Administração na próxima terça-feira.

Caso a CCEE mantenha a decisão de que as operações sejam desfeitas, as empresas poderão recorrer à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As comercializadoras negam irregularidades e dizem que seguiram as regras vigentes, além de destacarem que se defenderão na CCEE e, se necessário, levarão o caso à agência reguladora.

REGRA QUESTIONADA

De acordo com as empresas envolvidas, as operações em questão são casos em que as comercializadoras compraram, por exemplo, dois contratos de energia que tinham desconto de 50 por cento cada na tarifa de transmissão e redistribuíram os descontos para que um fique com 100 por cento de abatimento e o outro com zero.

Pelas regras, o desconto de 100 por cento só é atribuível a usinas que produzem energia com biogás, como térmicas em aterros sanitários.

Mas as comercializadoras entendem que não houve ação contra as regras, uma vez que apenas "somaram" os descontos que estavam disponíveis.

A energia com 100 por cento de desconto, no entanto, é mais valorizada no mercado, daí a acusação de que as empresas teriam obtido ganhos ilegítimos nas operações.

"Toda energia que vendemos está lastreada em fontes incentivadas... não existiu criação de energia ou de desconto... existiu concentração do desconto", disse o sócio da Nova Energia, Gustavo Machado.

Caso as operações sejam desfeitas, o mais provável é que as comercializadoras tenham que compensar os clientes pela perda de ao menos parte do desconto com que venderam os contratos.

EMPRESAS NEGAM

O presidente da comercializadora Comerc, Cristopher Vlavianos, disse à Reuters que "não foi feito nada de errado" e que a empresa irá se defender junto à CCEE.

"Essas operações estão dentro da regra. Não foi feito nada errado, nenhuma transação que não fosse com energia incentivada... É uma questão de interpretação de regra. Nunca fizemos nada de errado, estamos há 15 anos no mercado", disse.

O diretor da Clime Energy, Tiago Ferreira, também defendeu a legalidade das operações.

"Existe uma interpretação diferente de um mecanismo regulamentar. A energia (que vendemos) é, sim, lastreada em energia incentivada (fontes renováveis), temos como provar. Não temos problema nenhum se for mudar a regra daqui para a frente, o problema é a retroatividade", afirmou.

O sócio-diretor da Nova Energia, Gustavo Machado, disse que discorda do que a CCEE escreveu na ata da reunião de seus conselheiros.

"Em nenhum momento foi criada energia (com desconto) sem estar associada a energia incentivada (renovável). Fazem parecer que as empresas estão fazendo sacanagem... do lado de cá tem empresas sérias", disse.

O chefe de operações da Diferencial Energia, Eduardo Prado, disse desconhecer o motivo da decisão da CCEE de recontabilizar as operações e que todos contratos "foram celebrados com estrita observância da legislação".

O sócio da FC One Energia, Alan Zelazo, disse que as decisões da CCEE "não são finais e suas colocações não refletem a as operações realizadas".

BTG Pactual e Prime Energy não responderam aos contatos da reportagem.

A CCEE identificou as primeiras transações polêmicas em novembro, quando os conselheiros da instituição "determinaram que a Superintendência (da CCEE) realize diligências para a verificação de casos similares".

Em dezembro, mais casos foram encaminhados aos conselheiros, que "determinaram a recontabilização" dos descontos.

Fonte: Reuters

Governo quer 2,7 milhões de consumidores gerando a própria energia em 2030
Emerson F. Tormann12:33

O Ministério de Minas e Energia lançou nesta terça-feira um plano de incentivos que tem como meta alcançar até 2030 a marca de 2,7 milhões de consumidores produzindo a própria energia elétrica no país, principalmente com fontes renováveis, como placas solares instaladas em telhados de residências, comércios ou indústrias.

Em nota à imprensa, a pasta estimou que "o programa pode movimentar pouco mais de 100 bilhões de reais em investimentos até 2030" e viabilizar cerca de 23,5 mil megawatts em capacidade instalada, o equivalente a cerca de metade de geração da hidrelétrica de Itaipu.

"Há ações que vão depender muito da parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Banco do Brasil", disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, em cerimônia de lançamento do plano em Brasília, segundo nota enviada pela pasta.

O plano de incentivo autoriza as distribuidoras a contratar energia produzida por usinas solares ou plantas de cogeração a gás natural por preços de 454 reais por megawatt-hora e 329 reais por megawatt-hora, respectivamente.

As distribuidoras poderão comprar energia dessas fontes em chamadas públicas, até um limite de 10 por cento do mercado atendido por cada concessionária.

Também estão no plano medidas para simplificar a venda, no mercado livre, da energia produzida por esses pequenos geradores, como residências e comércios com placas solares ou indústrias com cogeração.

"Atualmente, com cerca de 27 mil reais é possível ter um sistema de geração solar instalado em uma residência média. A expectativa é que as ações de estímulo... façam cair pela metade o custo de instalação dos sistemas em 2030", estimou o ministério.

Fonte: Luciano Costa - Reuters



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Tarifaço custa R$ 121 bi às famílias neste ano
Emerson F. Tormann12:25




Aumentos da gasolina (17,6%) e da energia elétrica (52,3) destroem o orçamento dos lares e levam uma legião de brasileiros para a lista de inadimplentes. Reajustes vão continuar em 2016 associados ao desemprego e à queda da renda


As famílias brasileiras estão cortando um dobrado para manter as contas em dia. Com a inflação nas alturas e o desemprego batendo à porta de muitos lares - 1,5 milhão de pessoas com carteira assinada foram demitidas nos últimos 12 meses -, um exército de brasileiros está engrossando a lista de inadimplentes. E nada está contribuindo mais para esse preocupante movimento de calote do que o aumento dos preços controlados pelo governo, mais precisamente, da gasolina e da energia elétrica, que, juntas, tiraram R$ 121,4 bilhões da renda dos trabalhadores somente neste ano. Um tarifaço e tanto.

Pelos cálculos do Banco Central, o aumento médio da gasolina em 2015 foi de 17,6%. Como o combustível movimentou quase R$ 135 bilhões no ano passado, com a venda de mais de 44,3 bilhões de litros, o reajuste total foi de R$ 23,8 bilhões. No caso da conta de luz, com aumento médio de 52,3%, R$ 97,6 bilhões a mais saíram do bolso dos brasileiros. Dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) apontam que os consumidores gastaram R$ 186,7 bilhões no ano passado com energia.

O mais preocupante, destacam os especialistas, é que novos reajustes estão por vir, especialmente na eletricidade. Os aumentos contratados estão relacionados à decisão da presidente Dilma Rousseff de intervir, em 2012, nas tarifas de energia. A promessa da petista era de redução média de 20% na conta de luz. Para isso, baixou uma medida provisória, a 579, que acabou virando lei. O problema é que o país enfrentava, já naquele momento, escassez de chuvas. Os reservatórios caminhavam para os menores níveis da história.

Reeleição
Para garantir que as tarifas não subissem às vésperas da eleição presidencial e não pressionassem a inflação, Dilma obrigou o Tesouro Nacional a subsidiar os consumidores. Quando Joaquim Levy chegou ao Ministério da Fazenda, mudou completamente a política. Em vez de o governo arcar com os custos extras da energia, transferiu a conta para os consumidores. O mesmo foi feito com os combustíveis. A Petrobras, que já havia acumulado mais de R$ 60 bilhões em prejuízos com o represamento dos preços, passou a ter maior liberdade para aumentar os preços de seus produtos. Passou a vigorar o que o ex-ministro da Fazenda chamou de "realismo tarifário".

Não à toa, a venda de combustíveis registrou queda recorde de 7,1% em agosto, de 8,5% em setembro e de 11,4% em outubro em relação a iguais meses de 2014, mostra a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos R$ 3 em média cobrados pelo litro da gasolina em dezembro do ano passado, o preço médio saltou para quase R$ 3,60 em novembro de 2015, conforme levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP). No Distrito Federal, o consumidor é punido em R$ 0,20 a mais, com o litro vendido por praticamente R$ 3,80. Já a demanda residencial de energia elétrica acumula retração de 0,6% no acumulado do ano até outubro.

Faturamento
No entender dos economistas, a conta é simples: se os preços sobem e os rendimentos das famílias não acompanham, não há outra saída a não ser reduzir o consumo. O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, é claro. "Em qualquer área do varejo, quando há oferta de produtos com preços mais baixos, a tendência é de se vender mais. Se os preços sobem, o faturamento diminui. Os recentes reajustes afastaram o consumidor dos postos de combustíveis", explica.

Soares destaca que, historicamente, as vendas de combustíveis estão atreladas ao movimento do Produto Interno Bruto (PIB). "Se a economia do país vai bem, as vendas vão bem. O mesmo acontece no caso contrário. Como, em 2015, a economia atravessa um período de crise, com queda no PIB, o consumo de combustíveis sente os efeitos da desaceleração", afirma. Para 2016, o dirigente da Fecombustíveis é mais pessimista. "As dificuldades para o setor serão ainda maiores no ano que vem. O consumo de combustíveis vai recuar pelo segundo ano seguido", estima.

Gerente de regulação da Safira Energia, Fabio Cúberos alerta, que, no caso da energia elétrica, o rombo estimado com base nas projeções de reajustes do Banco Central é otimista. "O cálculo do BC é apenas uma média. Muitas distribuidoras promoveram reajustes bem maiores do que 52%, resultado não só da crise hidrológica, como diz o governo, mas também do represamento provocado pela mudança do marco regulatório do setor de energia", explica.

Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, dá clareza ao reajuste de mais de 50% nas tarifas de energia. Segundo ele, 23% decorrem da Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) concedida a todas as 63 distribuidoras do país em março; 17% são efeito da aplicação da bandeira vermelha o ano inteiro; e 12% se referem aos reajustes anuais das concessionárias.

Custo de empréstimos
Na avaliação de Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil, os erros de gestão do governo têm parcela de 11% no tarifaço de energia. "Ao não fazer leilões e ou oferecer preços baixos, afastando comercializadores de energia dos pregões, o governo provocou a descontratação das concessionárias. Elas foram obrigadas a comprar eletricidade no mercado de curto prazo, o que resultou nos empréstimos bilionários que os consumidores vão pagar todos os meses na conta de luz por quatro anos", diz.

Cortes em despesas básicas


O forte reajuste das tarifas de energia elétrica e dos combustíveis obrigou as famílias a fazerem um doloroso ajuste no orçamento doméstico, com a redução de várias despesas, inclusive com itens básicos do carrinho de supermercado. "O que vimos em 2015 em termos de aumento das tarifas públicas foi uma violência", diz a aposentada Zuleika Mattos Paes, 73 anos. "Fui obrigada a cortar todo o meu gasto com lazer", acrescenta. Segundo ela, a conta mensal de luz saltou, entre 2014 e 2015, de uma média de R$ 90 para R$ 380 - incremento de 322%.

Zuleika ressalta que está se sentido enganada. "O governo prometeu, por meio de várias propagandas oficiais, que a conta de luz ficaria 20% mais barata. Eu acreditei. Agora, quando vejo a minha fatura, percebo que me enganaram", frisa. Ela ressalta que, mesmo controlando o consumo, mantendo as luzes de casa desligadas na maior parte do dia, o valor da conta não para de subir. "Fico pensando se realmente é preciso um reajuste tão elevado. Não há nada que justifique algo tão pesado de um ano para outro. Há algo de muito errado nisso", emenda

Para a comerciária Alessandra Marques, 34, está impossível fechar as contas do mês. "A luz ficou mais cara e a gasolina, também", afirma. "Estou me privando de muita coisa. Em um ano, a minha fatura de energia passou de R$ 120 por mês, na média, para R$ 250. O tanque do carro que eu enchia por quase R$ 100 agora custa R$ 150. Não há salário que acompanhe isso", reclama. No entender dela, os gastos a mais com eletricidade e combustível em apenas um mês são suficientes para bancar pelo menos dois meses da conta de água mais a prestação do seguro da moto do marido", assinala.

"O que vimos em 2015 em termos de aumento das tarifas públicas foi uma violência"
Zuleika Mattos Paes, aposentada

Pendências se acumulam


Apesar de concordarem que os reajustes da energia em 2016 não deverão ser tão altos como se viu neste ano, os consumidores devem se preparar, sobretudo porque a inflação continuará castigando a renda, e o desemprego tende a disparar. "Há muitas pendências a serem resolvidas no mercado de eletricidade", diz o professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ele explica que o quadro do próximo ano é completamente diferente do registrado nos últimos três anos. "Tudo indica que vai chover acima da média histórica e poderemos desativar algumas termelétricas em 2016. Teoricamente, dentro desse contexto, não deveria ter aumento na conta de luz. Mas precisamos arrumar o que o tsunami deixou, ou seja, o que foi acumulado pelas intervenções do governo no setor", alerta.

Um aspecto que preocupa o professor são os leilões de geração termelétrica. "Quando os contratos foram feitos, o dólar estava a R$ 2,90. Agora a moeda norte-americana está próxima de R$ 4. Isso indica que os leilões precisarão ser revisados", diz Castro. O segmento das linhas de transmissão também é alvo de preocupação. "Esse é um problema muito sério. Em 2015, foram realizados leilões de sala vazia. Esses certames foram mandados para 2016, que ainda tem novos lotes", explica.

Governo ganha

Segundo Castro, os investimentos previstos nesses leilões são estimados em R$ 30 bilhões, mas não tem havido interessados, porque a cadeia produtiva está desestruturada. "Sem oferta de investidor, quebra o planejamento do sistema. Não adianta gerar se não tiver como transmitir a energia", alerta. Com a perda de grau de investimento do país por duas das principais agências de classificação de risco, a Standard & Poor´' (S&P) e a Fitch, o professor acredita que ficará ainda mais difícil atrair investidores estrangeiros.

Para o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, a situação será mais amena em 2016. "A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reduziu o preço da energia de Itaipu em 30% em dólar. Se tivermos um período chuvoso bom, a partir de abril, a bandeira deverá ser verde. Isso dá 8% de redução nas contas", estima. Leite lembra que alguns valores não recorrentes que passaram de 2014 para 2015, como restos a pagar de R$ 3 bilhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), não se repetirão em 2016.

A Abradee mostra, ainda, que quem mais ganhou com o tarifaço de energia foi o governo. Enquanto, em 2014, os tributos consumiram 33% do total gasto com energia, a média de 2015, depois da Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) e da aplicação do sistema de bandeiras, saltou para 40%. (SK)

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Projeto social do rapper Akon vai implantar energia solar em bairro de Salvador
Emerson F. Tormann11:50

Governador Rui Costa recebe o rapper Akon

Iniciativa que dá acesso a eletricidade em regiões carentes já está presente em 14 países da África e agora chega a América Latina


O bairro da Liberdade, considerado um dos mais negros de Salvador (BA), foi o escolhido como o local para a implantação do Projeto “Akon Iluminando a América Latina/Bahia”, que tem como objetivo promover o acesso à eletricidade por meio do uso de energia solar, tendo como foco o atendimento à população carente. A decisão foi acertada na última quarta-feira, 9 de dezembro, em reunião que contou com as presenças do governador Rui Costa e do rapper americano, Akon, idealizador do projeto, que está associado ao Akon Lighting África, que existe desde 2014, e opera atualmente em 14 países africanos, levando eletricidade para mais de um milhão de pessoas.

Para o rapper, o Brasil é um país muito especial, e a Bahia tem uma raiz com uma conexão muito forte com a África, o que motivou a escolha. A intenção do "Iluminando a Bahia" é estar em todos os cantos do país. O objetivo é ajudar as comunidades carentes. Segundo ele, a prosperidade não existe sem energia. Já para o governador Rui Costa, a implantação do projeto na Liberdade é o primeiro passo para proporcionar o desenvolvimento em outras localidades baianas. Áreas quilombolas e assentamentos agrários também devem ser contemplados. De acordo com ele, será possível aprender muito sobre o modelo de desenvolvimento de energia solar africano. Já havia uma conversa com Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária sobre um projeto piloto de energia solar e eólica na região de Sobradinho. O projeto pretende ser um arranjo social e econômico que também será levado para as regiões que não têm energia no estado.

A iniciativa, que pretende atingir toda a América Latina, prevê a instalação de mais de 250 mil postes de iluminação pública, dez mil microgeradores, 500 mil kits domésticos; conectar mais de um milhão de domicílios; gerar centenas de empregos diretos, criando uma rede de jovens capacitados como técnicos de sistemas de energia solar; e induzir a criação de milhares de empregos indiretos. O empreendimento será colocado em prática por meio de um modelo de parcerias público-privadas envolvendo os governos locais e os grupos multinacionais Solektra, Sumec, Give 1 Project, AkonCorp, China Jiangsu, Huawei e NariGroup.

Assista o vídeo dessa notícia:


Fonte: secom.ba.gov.br

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Chuvas elevam nível dos reservatórios
Emerson F. Tormann17:09

Gestores dizem, no entanto, que situação de represas ainda é de alerta




As chuvas de novembro e início de dezembro ajudaram a elevar o nível dos quatro reservatórios que compõem o sistema do Rio Paraíba do Sul. De acordo com o último relatório da Agência Nacional de Águas (ANA), na quarta-feira, o volume médio das represas de Paraibuna, Jaguari, Santa Branca e Funil era de 13,66%, quase quatro vezes mais que em dezembro de 2014 (3,75%).

Apesar da melhora, os reservatórios de Paraibuna - o maior do sistema -, com 6,2%, e Santa Branca, com 4,2%, permanecem em condições de consumo abaixo do normal, que seria 10%.

Está marcada para a próxima segunda-feira uma nova reunião do Grupo Técnico de Acompanhamento de Operação Hídrica, formado por representantes dos comitês de bacia de São Paulo, do Médio Paraíba, da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), da Light, da Sabesp, da Cedae, da Agência Nacional de Águas e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Mesmo com a elevação do nível dos reservatórios, a situação hídrica ainda é crítica.

- A situação é menos desconfortável do que no momento mais grave da crise, mas ainda é de alerta. Precisamos continuar com os cuidados, porque se as chuvas pararem, a situação ficará mais crítica no período de seca. É bom frisar que, se a gente não estivesse fazendo todo o planejamento de gestão dos reservatórios, mesmo com as chuvas de novembro, os reservatórios poderiam ainda estar no volume morto - disse Maria Aparecida Vargas, integrante da diretoria do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap).

FUNIL TEM MAIOR VOLUME De acordo com Julio Cesar Antunes, diretor-geral do Comitê da Bacia Hidrográfica Guandu, o aumento do nível do Paraibuna é muito importante, porque ele é maior dos quatro reservatórios que compõem o sistema do Paraíba do Sul. Ainda segundo Antunes, estão entrando 98 metros cúbicos de água por segundo no Paraibuna e saindo 26 metros cúbicos por segundo, o que está ajudando a aumentar o nível do reservatório.

Já a represa de Santa Branca, que chegou a 2,52% em outubro, aumentou para 4,26%. A de Funil, que estava com 15,45% em outubro, passou para 50,94% na última quartafeira. E a de Jaguari, que tinha 15,80%, foi a única a apresentar redução, indo para 13,6%.

Fonte: O Globo

Valor da energia para grandes clientes cai em 2015 e se distancia de tarifas
Emerson F. Tormann16:48

Indústrias de São Paulo que compram energia elétrica no mercado livre - que inclui grandes consumidores, como fábricas e shoppings- pagam 33% a menos do que a tarifa cobrada pelas distribuidoras no Estado.

Os dados são da Abraceel, a associação dos comercializadores de energia. "Estamos vivendo uma situação singular", afirma Reginaldo Medeiros, presidente da entidade. Nos últimos 11 anos, o preço do mercado livre era, em média, 17% mais barato, segundo ele.

O distanciamento entre o preço livre e o tarifado aconteceu pela crise, que diminuiu o consumo de energia.
Pelo lado da oferta, as chuvas caíram e aumentaram o nível dos reservatórios. E obras de pequenas hidrelétricas ficaram prontas. "Está sobrando [energia] e o preço baixa", diz Medeiros.

O valor no curto prazo da energia convencional, ou seja, que é de fontes como hidrelétrica, teve uma variação de 65% para baixo nos últimos 12 meses no monitoramento da Dcide, uma empresa de informação do nicho.

Este ano foi o de maior migração de empresas para o mercado livre, diz Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc, uma comercializadora. "Até o fim de 2014 tínhamos 250 clientes. Neste ano colocamos mais 205."

O potencial de empresas que podem migrar para esse tipo de contrato é de 15 mil, segundo a Abraceel. Hoje, 1.800 companhias escolhem de quem comprar energia.

RESQUÍCIO DE FLUTUAÇÃO
uma-cerca-para-os-precos

As empresas que podem pagar pela eletricidade no mercado livre e fixar o desembolso mensal com esse custo ainda estão sujeitas a um tipo de oscilação: a infraestrutura de transporte da energia.

"O gasto para trazer a energia do ponto da geração até a minha fábrica é de cerca de 45% do valor da conta", diz Eurípedes Guardia, diretor da Hoganas, indústria de componentes metálicos.

Essa parte da conta teve aumentos recentes, diz outro cliente do mercado livre, Roberto Korall, da Component, que fabrica peças de equipamentos eletrônicos.
Outra questão é que o preço da tarifa pode, eventualmente, baixar. "Quando fechei o contrato, há três anos, apostei.
Hoje deu certo, estou contratado a R$ 140. Mas houve um momento de intervenção na tarifa em que perdemos", afirma Korall.

O momento de fechar a compra de energia pode ser difícil por causa da oscilação, diz Victor Kotja, do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia. "Nos últimos três anos houve volatilidade. Em abril, negociava-se a R$ 270 [o MWh]. Nesta semana teve contratos a R$ 125."

Fonte: Folha de S. Paulo (Mercado Aberto)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Manual de Conduta para Síndicos em Redes Sociais (whatsapp)
Emerson F. Tormann16:33

Por Emerson F. Tormann

Manual de Conduta para Síndicos em Redes Sociais (whatsapp)


Não é de hoje que as pessoas têm se relacionado através da internet e em redes sociais. As primeiras ferramentas ou aplicativos que proporcionaram esse recurso, o de encurtar as distâncias físicas entre as pessoas, são do final dos anos 90. Logo, já faz mais de 15 anos que convivemos com essa facilidade.

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Para Coutinho, investimento depende de solução fiscal
Emerson F. Tormann15:06

presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, Foto: Valor


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, não acredita que o desfecho de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que alguns veem como forma de superar o impasse e a crise política, poderia reanimar os investimentos no país. "Creio que não. Não vejo uma relação direta. Na verdade, os problemas objetivos da economia brasileira continuarão os mesmos, clamando pelas mesmas soluções", afirmou Coutinho em entrevista ao Valor em Paris, onde participa da Conferência do Clima.

Ele projeta queda em torno de 25% no volume de desembolsos do BNDES este ano, mas o resultado depende de dezembro, que disse ser um mês forte. Até outubro, o total desembolsado ficou em R$ 146,8 bilhões. Por sua vez, o nível de consultas de interessados em financiamentos do banco declinou 46% entre janeiro-outubro. A taxa de investimentos no país em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deve cair para cerca de 18,5% este ano, após ter chegado a 21,5%.

Para Coutinho, a contração dos investimentos do banco em 2015 claramente ajudou a reduzir o investimento na economia. "Se o BNDES tivesse comando maior sobre o investimento, como muita gente imagina, seria mais fácil recuperar a economia, utilizando a ferramenta crédito'', afirmou. Ele acrescentou que "o banco é importante, mas não pode fazer tudo sozinho, sem que haja uma reversão do estado de incerteza, especialmente em relação ao quadro fiscal, e sem que se crie condições para iniciar mais adiante a redução das taxas de juros".

Coutinho observou que o banco tem peso relevante especialmente na formação de capital fixo em áreas como máquinas e equipamentos, com um quarto do total, mas que uma parcela relevante da formação de capital - ligada a construção, serviços e muito do investimento de pequeno porte - tem menos relação com o banco.

Sobre a política adotada no primeiro mandato do governo Dilma, de gastar muito para capitalizar o banco, ele argumentou que os empréstimos do Tesouro foram convertidos em investimentos e ajudaram a sustentar a relação investimento/PIB mais alta, passando de 16,5% para algo em torno de 20,5% e recuando este ano de novo. "Ajudamos a entregar um investimento anual 3,5 pontos percentuais maior ao ano, e negar isso é querer tapar o sol com a peneira", disse.

Ele ponderou que o BNDES continua lucrativo, com ganho acumulado de R$ 6,3 bilhões até o terceiro trimestre. A inadimplência é nula, de 0,02%, mas as provisões aumentaram, alcançando cerca de 2% da carteira de crédito porque ocorreu queda em geral na qualidade do crédito, disse ele.

Coutinho negou que o setor de infraestrutura esteja demandando menos crédito. "Na verdade, é um dos poucos setores que vem crescendo", disse. Foram desembolsados R$ 40,8 bilhões até outubro para o setor e o total pode chegar a R$ 52 bilhões no ano. A demanda do setor de energia elétrica cresceu 11,6%, e outras áreas de concessões para rodovias e aeroportos, 7,8%. O plano do banco é de manter e aumentar esse volume de desembolsos em 2016. Isso vai depender do sucesso dos leilões em energia e em logística, que serão postos em marcha a partir do primeiro trimestre de 2016.

O presidente do BNDES apontou também o efeito "muito positivo" da desvalorização do real para o agronegócio e várias cadeias da indústria de processamento, de insumos e manufatureira. "Estamos trabalhando intensamente com vários segmentos da indústria para iniciar uma substituição de importação competitiva e partir para estratégia de exportações", disse. "Uma taxa de cambio acima de R$ 3,70 (por dólar) é suficientemente estimulante para tornar o Brasil uma plataforma relevante em muitas cadeias da indústria brasileira".

Coutinho reafirmou o comprometimento do banco nos financiamentos no setor de serviços, apesar da polêmica recente sobre esse segmento. "Exportação de serviços gera empregos de alta qualificação, é praticada em todas as economias mais importantes", disse. "Podemos aperfeiçoar mecanismos, mas não fazer (o financiamento) significaria entregar um mercado potencial que cria emprego e divisas para o país, e seria pouco inteligente abrir mão (disso)", completou.

Fonte: Valor Econômico

sábado, 5 de dezembro de 2015

Comissão aprova projeto que incentiva microgeração de energia
Emerson F. Tormann17:20

O senador Flexa Ribeiro deu parecer favorável ao projeto

O senador Flexa Ribeiro deu parecer favorável ao projet
A Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado (CCT) aprovou nesta terça-feira (1º) um projeto que pode ajudar a alavancar a geração de energia elétrica pelos consumidores. A proposta em questão, o PLS 204/2014, do senador Wilder Morais (PP-GO), obriga as concessionárias de energia elétrica a investirem em projetos de microgeração distribuída.

A ideia do senador com o PLS 204 é aprimorar a Lei nº 9.991, de 2000, que determinou a realização de investimentos em pesquisa e desenvolvimento em eficiência energética por parte das empresas concessionárias do setor de energia elétrica.

O PLS 204, que será agora votado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), prevê que a maior parte dos projetos seja voltada para os consumidores favorecidos pela Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) — famílias com renda mensal per capita menor ou igual a meio ­salário mínimo.

Wilder considera a chamada geração distribuída, em que está inserida a geração de energia elétrica por meio de painéis fotovoltaicos, uma oportunidade para reduzir a exigência de construção de linhas de transmissão a partir das hidrelétricas — geralmente localizadas longe dos centros consumidores — e, consequentemente, as perdas nesse processo.

O relator da proposta, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), afirmou que a medida é oportuna pois incentiva o aumento de produção de energia baseada em fontes renováveis e vai ao encontro da meta do país de alcançar o percentual de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética até 2030.

— Destacamos que a Lei 9.991/2000, ao exigir percentuais mínimos de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética, tem contribuído para aproximar empresas, universidades e institutos de pesquisa para o desenvolvimento de projetos em parceria, proporcionando avanços científicos e inovações para o setor elétrico – ressaltou.

» Aneel autoriza geração por condomínios e cooperativas



O PLS 204/2014 aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT), do senador Wilder Morais (PP-GO), obriga as concessionárias de energia elétrica a investirem em projetos de microgeração distribuída. A matéria segue para votação na CAE.

Fonte: Agência IN

Carga do SIN cai 2,3% em novembro, segundo ONS
Emerson F. Tormann13:52

Baixo desempenho da atividade econômica impacta no resultado


Baixo desempenho da atividade econômica


Os valores de carga de energia do Sistema Interligado Nacional verificados em novembro último apresentaram uma queda de 2,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Com relação a outubro de 2015, não houve variação e no acumulado dos últimos 12 meses, houve decréscimo de 1,6% em relação ao mesmo período anterior.

Segundo o ONS, o comportamento da carga continua sob efeito do baixo desempenho da atividade econômica, diante da demanda interna fraca causada principalmente pelo alto endividamento das famílias, taxa de juros e de desemprego elevadas e a queda da renda real com o impacto da inflação, cujo índice acumulado já se encontra em torno de 10%. Além disso, também contribuiu para o resultado a redução no nível de atividade do setor de comércio e serviços, que apesar de ser um setor usualmente menos afetado pelo ciclo econômico, tem se mostrado bastante sensível às incertezas e dificuldades do momento.

Para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, os valores de carga de energia verificados em novembro apresentam queda de 2,7% em relação aos valores verificados no mesmo mês do ano anterior. Com relação ao mês de outubro, houve variação negativa de 0,4% e no acumulado dos últimos 12 meses, de 3,1%. A redução da carga no subsistema é explicada, principalmente, pelo modesto desempenho da indústria. Além disso, a ocorrência de temperaturas amenas para essa época do ano, impactou negativamente a carga desse sistema.

No Sul, a carga teve variação negativa de 10,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com relação a outubro de 2015, percebeu-se um decréscimo de 0,8% e, no acumulado dos últimos 12 meses, de 2,2%. A taxa de crescimento negativa da carga desse subsistema em novembro está influenciada pela ocorrência de temperaturas abaixo da média para o período de chuvas intensas especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Já no Nordeste, houve crescimento da carga de 3,4% em novembro quando comparada com o mesmo mês do ano passado. Com relação a outubro deste ano, verificou-se alta de 2,7% e no acumulado dos últimos 12 meses, de 3,5%. Segundo o ONS, a evolução do consumo de energia nesse subsistema vem sofrendo ainda menor impacto da conjuntura econômica adversa e da elevação das tarifas de energia do que no Sudeste/Centro-Oeste, entretanto a taxa de crescimento da carga verificada neste mês é inferior àquelas observadas ao longo do primeiro semestre.

O Norte também apresentou variação positiva de 6,7% em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2014. Se comparado com outubro deste ano, houve queda de 1%, e no acumulado dos últimos 12 meses, o subsistema registrou elevação de 0,8%. A taxa de crescimento em novembro está influenciada pela interligação do sistema Macapá que, a partir de outubro, encontra-se totalmente interligado ao SIN. Apesar, disso, de acordo com o ONS, merece destaque a ocorrência de temperaturas superiores à média histórica durante o mês de novembro deste ano, principalmente na cidade de Manaus (AM).

A carga dos consumidores industriais eletrointensivos do subsistema Norte conectados à Rede Básica, que passou por expressiva contração ao longo dos últimos anos, mantém-se em patamar bastante reduzido desde meados do ano de 2014.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
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Aneel recebe 789 requerimentos de outorga para o leilão A-5
Emerson F. Tormann13:36


Certame está marcado para o dia 5 de fevereiro de 2016


A Agência Nacional de Energia Elétrica publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 3 de dezembro, o recebimento de 789 requerimentos de outorga de empreendimentos eólicos que querem se habilitar para o leilão A-5, marcado para 5 de fevereiro de 2016. As usinas somam mais de 21 mil MW de capacidade instalada, com projetos da Renova, Atlantic, Casa dos Ventos, Alupar, Brennand Energia, CPFL Renováveis, Servtec, Eletrosul, Enel, Gestamp, EDP Renováveis, entre outros agentes.

A Empresa de Pesquisa Energética cadastrou 1.055 empreendimentos interessados em participar do Leilão A-5 2016, que vai contratar energia elétrica para ser entregue ao mercado a partir de 1º de janeiro de 2021. Ao todo foram 47.618 MW inscritos em projetos eólicos; termelétricas a gás natural, biomassa, biogás e carvão; hidrelétricas; e pequenas centrais hidrelétricas.

Leia na íntegra o despacho.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Regulação e Política 

Manutenção de saldos das bandeiras é boa para as tarifas e as distribuidoras, segundo a Abradee
Emerson F. Tormann13:24

Recursos que permanecerão no caixa deve aliviar custos financeiros que só seriam repassados nos reajustes anuais


Manutenção de saldos das bandeiras é boa para as tarifas e as distribuidoras


A nova regra que permite a manutenção de saldos positivos da arrecadação das bandeiras tarifárias pelas distribuidoras terá efeitos benéficos sobre as tarifas e o caixa das empresas, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Leite. Ele explica que eventuais superávits da conta das bandeiras amortecerão o valor de despesas que só serão ressarcidas às companhias no próximo período tarifário e reduzirão, com isso, os custos financeiros a serem repassados aos consumidores nos reajustes anuais.

A conta que acumula esses custos - conhecida como CVA - fechou o terceiro trimestre com um valor da ordem de R$ 12 bilhões, segundo o executivo. Aprovada na última terça-feira, 1º de dezembro, a norma da Agência Nacional de Energia Elétrica possibilita a transferência imediata a praticamente todas as distribuidoras de R$ 520 milhões de superávit dos meses de agosto e setembro.

Incluída desde janeiro nas contas de energia dos consumidores residenciais, as bandeiras tarifárias refletem o custo mensal da geração de energia. Quando o custo de produção está elevado é acionada a bandeira vermelha e o consumidor paga R$ 4,50 a cada 100 kWh consumido. Em condições menos desfavoráveis, entra a bandeira amarela e o custo adicional cobrado na conta de luz é de R$ 3,00/kWh. A bandeira verde significa que a energia esta saindo a um custo menor e não há cobrança adicional na fatura.

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Consumidor 

Processo de impeachment não deve afetar setor elétrico, diz CPFL
Emerson F. Tormann13:10


Na avaliação do presidente da empresa, Wilson Ferreira Jr., setor possui regulamentação robusta e deve passar com tranquilidade pelo momento


O prosseguimento do pedido de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, não deverá ter influência sobre o setor elétrico. Essa é a avaliação do presidente da CPFL Energia e Abdib, associação que representa o setor de infraestrutura, Wilson Ferreira Jr. De acordo com o executivo, o setor elétrico possui uma regulamentação muito robusta e que ao longo dos últimos dois anos passou por um aperfeiçoamento, que ele classificou como extraordinário e que levou à reversão da MP 579 de 2012.
Tanto é assim que ele baliza a sua análise com o resultado do leilão de UHEs existentes que ocorreu em 25 de novembro. “Há atratividade no setor, a Cemig e Copel não aceitaram a renovação em 2012 e agora com as condições do leilão entraram e fizeram isso porque há atratividade”, disse ele, após encontro com analistas e investidores realizado pela empresa em São Paulo.
Para o executivo, as melhorias de retornos por meio do aumento do wacc regulatório para a transmissão e no 4º ciclo de revisão tarifária são sinais de que o governo está sensível à necessidade de atrair o investidor. “Não dá para ir além do ponto que já estamos, a coisa só pode melhorar daqui para frente. Entendo que existe uma agenda sobre o assunto. A discussão tem que ser positiva e ao longo do período devemos ter uma certa paralisia. Ao término dele deveremos seguir com um plano de crescimento”, sugeriu.

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Regulação e Política.

Estudo mostra que variação cambial mantém tarifa estável na comparação com outros países
Emerson F. Tormann12:47

Para 2016, fatores como bandeira tarifária, Itaipu e energia de usinas leiloadas devem impactar tarifa para cima ou para baixo


variação cambial mantém tarifa estável

A variação cambial neutralizou o impacto do aumento significativo das tarifas de energia resultante da Revisão Tarifária Extraordinária e da aplicação da bandeira vermelha em 2015, quando comparada a tarifa em dólar do Brasil com a de outros países. A conclusão está na terceira edição do estudo comparativo de tarifas, realizado anualmente pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica.

O levantamento mostra que o aumento tarifário médio para o consumidor residencial foi de 44%, sem incluir a tributação. Com isso, a tarifa média atingiu o valor de R$ 482/MWh. No segmento industrial, o impacto tarifário foi de 55%, com um valor médio de R$385/MWh.

Em 2016, alguns fatores devem contribuir para o aumento e outros para a redução das tarifas de energia. Um deles é a bandeira tarifária, que pode deixar de impactar o preço da energia a partir de março, se o período úmido registrar muita chuva até lá. Outra variável é a tarifa de repasse da energia de Itaipu, que é cotada em dólar e deve ser menor no ano que vem.

Entre os itens que podem pesar nas tarifas está energia das cotas das 29 usinas hidrelétricas que foram leiloadas no último dia 25 de novembro e terão impacto no financeiro em torno de R$ 1 bilhão, de acordo com estimativas da Abradee. São 3 mil MW médios ao custo médio de R$124,88/MWh.

O estudo da Abradee revela que em 2014 a tarifa residencial brasileira ficou alinhada com as tarifas praticadas nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que tem como integrantes Canadá, Coréia do Sul, Estados Unidos, Turquia, França, Suécia, Grécia, Japão, Reino Unido, Itália, Espanha. Alemanha e Dinamarca. Em 2015, o aumento tarifário foi totalmente compensado pelo impacto da taxa de câmbio, que manteve inalterada a posição do Brasil em relação a esses países. O estudo considerou uma taxa média de cambio de R$2,36 por dólar no ano passado e de R$ 3,50 por dólar este ano.

Outra conclusão é que o índice de satisfação do consumidor com a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras é melhor no Brasil que na média dos países da América Latina. Ele atingiu 77,3 em uma escala de zero a 100, contra 74,5 na mesma base de comparação. "Podemos afirmar que o consumidor residencial brasileiro está, na média, mais satisfeito que o de outros países", explicou o presidente da Abradee, Nelson Leite, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, 2 de dezembro.

Na questão da qualidade do fornecimento, o Brasil está em terceiro entre os Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), com 4,1 em uma avaliação que vai de ruim (1) a excelente (7). A infraestrutura do serviço de distribuição de energia no país também se destaca quando comparada a outros países da América Latina.

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Consumidor

Brasil é exemplo no abastecimento energético, diz Tolmasquim
Emerson F. Tormann12:09

Em entrevista na COP 21, em Paris, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, disse que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, 45% da nossa energia vem de fontes renováveis. Segundo ele, o grande desafio do país é crescer mantendo esse alto nível de participação em renováveis. Para isso, a meta é dobrar a participação da energia eólica, solar e a biomassa até 2030 e na matriz de combustíveis aumentar a produção de etanol e biodiesel, afirmou.


Fonte: TV NBR

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Consumidores produtores
Emerson F. Tormann11:03

energia gerada em condomínios - microgeração


O Brasil deve dar um salto na produção de energia gerada diretamente nos pontos de consumo, como edifícios, shoppings e condomínios, nos próximos anos. A previsão da Aneel é que, até 2024, o total de unidades consumidoras que também geram parte de sua própria energia chegue a 1,2 milhão, com uma potência instalada de 4.500 MW, a partir de painéis solares e microturbinas eólicas. É o mesmo que a média de geração prevista para a usina hidrelétrica de Belo Monte.

Veraneio sustentável

Aliás, as últimas resoluções da diretoria da Aneel, liderada por Romeu Rufino, devem facilitar bastante esse processo. Além de darem mais tempo para quem gerar a própria energia poder aproveitar os créditos ganhos das distribuidoras, passando de 36 para 60 meses, as mudanças também permitem que o abatimento seja realizado em outros imóveis da pessoa. Por exemplo, se alguém tem uma casa de praia e mora em outra cidade, poderá compensar a energia gasta em uma com a gerada na outra. A única exigência é que as duas sejam abastecidas pela mesma distribuidora.

Sem impostos

Outra boa notícia é que alguns estados já aceitaram isentar de ICMS quem investir na autogeração de energia em pequena escala. São Paulo, Goiás e Pernambuco já assinaram acordos para que os consumidores paguem o imposto apenas sobre o que for fornecido pelas distribuidoras. A produção própria ficou de fora, para ser incentivada. A expectativa é que o Rio também assine, assim como alguns outros estados ainda em processo de avaliação do tema.

» Aneel autoriza geração por condomínios e cooperativas

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)