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Goiás se destaca como polo industrial e abre oportunidades para técnicos

Fabricação de produtos alimentícios representa mais da metade da receita líquida industrial de Goiás, aponta IBGE (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Fabricação de produtos alimentícios representa mais da metade da receita líquida industrial de Goiás, aponta IBGE (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Goiás lidera Centro-Oeste em indústrias e cria demanda por técnicos qualificados

O estado de Goiás tem se consolidado como um importante polo industrial no Centro-Oeste brasileiro, abrindo um leque de oportunidades para profissionais técnicos da área. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que Goiás lidera a região em número de unidades locais de empresas industriais, com 7.037 estabelecimentos, representando 52,6% do total no Centro-Oeste.

Este cenário promissor não se limita apenas à quantidade de empresas. Goiás também se destaca em outros indicadores cruciais: gerou a maior receita líquida de vendas (R$ 229,4 bilhões), possui o maior contingente de pessoas ocupadas na indústria (253 mil) e registrou o maior valor de transformação industrial (VTI) da região, alcançando R$ 64,8 bilhões.

A indústria goiana mostra-se diversificada, com destaque para o setor de alimentos, que responde por 54,9% da receita líquida industrial do estado. Além disso, setores como metalurgia, extração de minerais metálicos e fabricação de produtos químicos oferecem os melhores salários, com média mensal superando duas vezes e meia o salário mínimo de 2022.

Diante deste quadro promissor, surge um desafio crucial: a formação de mão de obra qualificada para atender à crescente demanda do setor industrial. Especialistas apontam que, para sustentar e ampliar este crescimento, é fundamental que o estado invista mais na formação técnica.

"O potencial industrial de Goiás é evidente, mas precisamos de profissionais capacitados para ocupar as vagas que surgem constantemente", afirma João Silva, analista do setor industrial (nome fictício). "Investir em educação técnica não é apenas uma necessidade, mas uma estratégia para o desenvolvimento econômico sustentável do estado", completa.

A expansão de cursos técnicos alinhados às necessidades da indústria local, como técnico em alimentos, metalurgia, química e mecânica, poderia não só suprir a demanda por profissionais qualificados, mas também impulsionar ainda mais o crescimento do setor no estado.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant'Anna Braga Filho, reconhece o potencial do estado e celebra os resultados alcançados. No entanto, para manter Goiás na liderança industrial do Centro-Oeste e expandir sua participação no cenário nacional, será crucial alinhar o desenvolvimento econômico com políticas educacionais robustas, focadas na formação técnica industrial.

Este cenário apresenta Goiás não apenas como um polo industrial em ascensão, mas como um terreno fértil para técnicos industriais que buscam oportunidades de carreira promissoras. O desafio agora é garantir que o estado esteja preparado para formar e absorver estes profissionais, mantendo assim seu ritmo de crescimento e inovação no setor industrial.

Emerson Tormann

Técnico Industrial em Elétrica e Eletrônica com especialização em Tecnologia da Informação e Comunicação. Editor chefe na Atualidade Política Comunicação e Marketing Digital Ltda. Jornalista e Diagramador - DRT 10580/DF. Sites: https://etormann.tk e https://atualidadepolitica.com.br

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