quarta-feira, 5 de junho de 2019

Comissão de Segurança Pública debate questões relacionadas a crimes cibernéticos
Emerson Tormann16:21


A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado debate hoje questões relacionadas a crimes cibernéticos. O debate atende a requerimento do deputado Luís Miranda (DEM-DF).

O parlamentar explica que p Ministério Público Federal atuou em quase cinco vezes mais processos por divulgação e armazenamento de pornografia infanto-juvenil (2.169 ações) do que por racismo e outros crimes de ódio (442) em 2018, mas o Grupo de Apoio sobre Criminalidade Cibernética detectou, no balanço anual, uma queda de 17,5% nos autos por crimes ligados à pornografia ou abuso infanto-juvenil online (houve 2.630 em 2017) e um aumento de 29,2% em crimes de ódio (342 no ano anterior).

“Com a finalidade de conceder mais transparência e ainda estudar e discutir sobre o tema e ao final tomar as medidas cabíveis se faz necessário que seja realizada a presente audiência pública para o combate aos crimes virtuais”.

Foram convidados:
  • o presidente da Associação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Trajano Sousa de Melo;
  • o presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal, Fábio Francisco Esteves;
  • a coordenadora do Grupo de Trabalho de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público, Neide Mara Cavalcanti Cardoso de Oliveira;
  • representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública;
  • o agente de Polícia Federal, especialista em crimes cibernéticos e Escritor, Luiz Walmocyr dos Santos Junior; e o
  • o diretor Social da Associação dos Peritos Criminais Federais, Evandro Lorenz.
Assista a gravação no YouTube

CSPCCO - SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
Audiência Pública Extraordinária
Anexo II, Plenário 06 (Local Previsto) - 16h30

Fonte: Agência Câmara Notícias

domingo, 2 de junho de 2019

YouTube e Gmail sofrem com instabilidade nos Estados Unidos neste domingo (02)
Emerson Tormann23:46

Servidores do serviço de nuvem do Google tiveram "congestionamento" de tráfego


Uma série de serviços, incluindo o YouTube, Snapchat, Gmail, Nest eDiscord, sofreram com instabilidade na tarde deste domingo (02) nos Estados Unidos por conta de problemas nos serviços de nuvem do Google.

Segundo a página de status da plataforma Google Cloud, problemas foram identificados por volta das 16h30 do horário de Brasília e ainda persistem até o fechamento desta nota.

"Estamos experimentando altos níveis de congestionamento de rede no leste dos EUA, afetando vários serviços no Google Cloud, no GSuite e no YouTube" informou a empresa através da página de status.

"Os usuários podem ver desempenho lento ou erros intermitentes. Acreditamos ter identificado a causa raiz do congestionamento e esperamos um retorno ao serviço normal em breve", indicou a companhia.

A plataforma Down Detector, que monitora o tráfego de rede de múltiplos serviços, mostra que o YouTube está indisponível em uma área considerável do nordeste dos Estados Unidos.

Reprodução/Down Detector

Em outubro do ano passado, o serviço de streaming de vídeos sofreu com um episódio considerável de instabilidade, permanecendo fora do ar ao redor do mundo por mais de uma hora.

Por Rafael Romero
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CEB lança plano de contingência após incêndio na Subestação 03
Emerson Tormann02:36


Na tarde desta quarta-feira, a CEB Distribuição elaborou um plano de contingência para evitar o desabastecimento das Unidades Consumidoras atendidas pela Subestação 03 (Asa Norte), onde ocorreu o incêndio de um dos transformadores. A Subestação conta com três transformadores e, no acidente, dois deles foram afetados. O transformador em operação não suporta a demanda dos clientes no horário de pico, o que criou a necessidade de ajustes no funcionamento do sistema.

Seguindo o critério técnico de maior impacto à sociedade, o plano de contingência consiste em escalonar a gravidade do risco de desabastecimento nas unidades consumidoras e provocar o desligamento daquelas que afetem menos o coletivo. Essa atuação evita que todos os clientes sejam interrompidos por sobrecarga no sistema.

Nossa Central de Operação já está realizando monitoramento 24h na demanda por energia e está pronta para atuar nos grupos de consumidores abastecidos pela Subestação, por ordem de prioridade.

Grupo 05
Hemocentro, HRAN, SRTVN Qd 701, SMHN Qd 2, Ed. de Clínicas, SQN’s de 102 a 104 e de 302 a 304;

Grupo 04
Centro Empresarial Norte, Rede Globo e Transamérica FM, SHN Qd. 5 Ed. Rio das Pedras, Hotéis Athos Bulcão, Mercure, Monumental Residence e Shopping ID.

Grupo 03
Setor Hoteleiro Norte Qd 01 Ed’s Le Quartier, Sain’t Moritz, Biarritz, Ed. Fusion e Conjunto Nacional Brasília.

Grupo 02
Brasília Shopping, Ed.Varig, Liberty Mall e Central Park.

Grupo 01
Setor Hoteleiro Norte, Ed’s Fusion, Executive Tower, Garvey Park, Metropolitan Flat, Telebrasilia, Corporate Center, Trade Center, Vegas e Number One.

Os Diretores e todo o corpo técnico da CEB estão empenhados em sanar os problemas ocorridos com a maior brevidade possível e fazem um apelo aos clientes nessa região para que utilizem a energia elétrica de forma racional, atenuando com isso os riscos de interrupção no fornecimento.

SOBRE O ACIDENTE

Devido ao incêndio ocorrido em um dos transformadores da Subestação 03 CEB (701/901 Norte), às 9h15 os equipamentos de proteção do sistema atuaram desligando toda a Subestação. Após o incêndio ter sido controlado pelo Corpo de Bombeiros, nossas equipes de manutenção puderam ter acesso às instalações para avaliação dos danos causados e início do processo de reparos.

A Subestação 03 possui três transformadores que atendem, em redundância, 17.007 Unidades Consumidoras na parte central da Asa Norte. Após avaliação inicial, constatamos que um dos transformadores não sofreu danos e, entre 12h45 e 13h03, todos os clientes foram religados. Informamos ainda que nossas equipes de manutenção seguem realizando os reparos nos dois transformadores afetados, a fim de recuperar toda a Subestação.

(Com informações da CEB)
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quarta-feira, 22 de maio de 2019

O choque elétrico mata
Emerson Tormann18:34

O choque elétrico é um risco para todos que trabalham em serviços e atividades que envolvam a energia elétrica direta ou indiretamente ou ainda em sua proximidade. Todos devem saber os riscos da atividade e como evitar que isso se torne um acidente. Em casa, ao manusear os equipamentos elétricos, todo cuidado é pouco.


Segundo a Abracopel, no Brasil, em 2018, foram registrados 1.424 acidentes, de origem elétrica, além de 622 mortes. Deste montante, 836 foram causados por choques elétricos, 537 incêndios por sobrecarga ou curto-circuito e 51 descargas atmosféricas. Estes valores representam um aumento de 2,67% em comparação ao ano de 2017 e de 37,2% em relação ao ano de 2013, ano em que o projeto do anuário teve início.

Resumidamente, pode-se dizer que o choque é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo. A intensidade da corrente elétrica que atravessa o corpo durante o choque e o caminho desta corrente elétrica pelo corpo, dependendo do seu nível de tensão, pode causar danos ao organismo da vítima.

Pode causar distúrbios na circulação sanguínea e, em casos extremos, levar à parada cardiorrespiratória. Na pele, podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de terceiro grau), a de entrada e de saída da corrente elétrica.

Mesmo tensões relativamente pequenas podem causar graves danos, dependendo da resistência do corpo humano. Em situações de altas tensões, como nos cabos de transmissão de energia elétrica, o contato será sempre perigoso e poderá provocar grandes lesões.

Os tipos mais prováveis de choque elétrico são aqueles em que a corrente elétrica circula da palma de uma das mãos à palma da outra mão, ou da palma da mão até a planta do pé. Existem três categorias de choque elétrico.

O choque produzido por contato com circuito energizado é o direto da pessoa com a parte energizada da instalação. O choque dura enquanto permanecer o contato e a fonte de energia estiver ligada. Pode causar pequenas contrações ou até lesões irreparáveis.

O choque produzido por contato com corpo eletrizado que é produzido por eletricidade estática, sua duração é muito pequena, o suficiente para descarregar a carga da eletricidade contida no elemento energizado. Na maioria das vezes não provoca efeitos danosos ao corpo, devido a curtíssima duração.

O choque produzido por raio (descarga atmosférica) surge quando acontece uma descarga atmosférica que pode entrar em contato direto ou indireto com uma pessoa. O efeito é imediato e pode causar queimaduras graves e até mesmo a morte.

Seja em estabelecimentos comerciais ou dentro de casa, existem algumas medidas simples que os pais podem tomar para evitar que haja problemas. Em estabelecimentos comerciais, cujo bom funcionamento de aparelhos elétricos depende do controle e fiscalização das próprias empresas, o melhor é manter os olhos, principalmente nas crianças.

Um supermercado, por exemplo, carrega vários atrativos para as crianças, por isso, é fundamental que elas fiquem perto dos pais o tempo todo e que não mexam em nada. Dentro de casa é importante verificar toda a parte elétrica.

Os aparelhos domésticos precisam estar com fios encapados. As tomadas devem ser protegidas com protetor ou até mesmo com móveis. Já as geladeiras e as máquinas de lavar precisam estar longe do local onde as crianças brincam. Os aparelhos portáteis, como secador de cabelo, chapinha e ferro de passar, também precisam ficar fora do alcance das crianças. Assim que terminar o uso, os pais devem desligá-los e tirar da tomada imediatamente.

São enormes os riscos que o trabalhador está sujeito quando opera com energia elétrica. O contato com o corpo e as partes energizadas de uma instalação elétrica de baixa tensão produz o chamado choque elétrico e, se for de alta tensão, têm-se o arco elétrico que precede de contato, e em geral, leva à morte.

Em relação ao corpo humano, os acidentes com eletricidade se dividem em: eletrocussão, com morte consequente; eletrotrauma (ou lesão por eletrização que é a exposição do corpo a uma descarga elétrica, sempre com resultado fatal, que pode ocorrer tanto na baixa tensão como na alta tensão elétrica).

Enquanto o eletrotrauma é o acidente que traz consequências físicas, orgânicas e mentais à pessoa humana, o choque elétrico é a sensação sentida por uma pessoa quando tem o seu corpo sujeito à passagem de uma corrente elétrica, seja ela alternada ou contínua. Ele se manifesta por três formas distintas: eletricidade estática (tensão elétrica constante); eletricidade dinâmica (tensão elétrica na forma de onda eletromagnética alternada ou contínua); descargas atmosféricas ou arcos elétricos.

No caso de choque por eletricidade estática, a manifestação do fenômeno normalmente se dá por um único pulso sensorial de descarga, muitas vezes de valor significativo, o qual é sentido pelas partes internas (microchoque) e externas (macrochoque) do corpo, nos instantes em que ocorrem desligamento ou contatos com partes vivas da instalação, como, por exemplo, em conexões de baterias e em terminais de capacitores, que são aparelhos elétricos armazenadores de carga.

No caso de choque por eletricidade dinâmica, como ocorre na corrente alternada, a sensação que a pessoa experimenta é a de um violento estremecimento no corpo, seguido de um calor intenso no ponto de contato. Esse tremor é tão mais intenso quanto maior for a tensão e a frequência elétrica aplicada, enquanto que a queimadura do corpo, no ponto de contato, é tão mais forte quanto maior for a intensidade da corrente sentida. Nesse caso, a corrente que flui através do corpo humano causa, dentro de poucos segundo, lesões nos tecidos nervosos e cerebrais por onde passa.

No caso das descargas atmosféricas provocadas por raios, as lesões são instantâneas, gravíssimas e geralmente fulminantes. Já nos acidentes com instalações elétricas de alta tensão sequer é preciso que haja o contato físico do corpo com as partes energizadas das instalações.


Os fatores que determinam a gravidade do choque elétrico podem ser descritos. Por exemplo, o percurso da corrente elétrica; as características da corrente elétrica; e a resistência elétrica do corpo humano. As características da corrente elétrica que influencia o choque elétrico são: o tipo de corrente, se continua ou alternada, sendo dentre estas a alternada mais perigosa.

A intensidade da corrente que está circulando o corpo no momento do choque, pois quanto maior a corrente maior a lesão. O tempo de exposição porque apenas alguns milissegundos são suficientes para causar danos ou até mesmo a morte.

Soma-se a tudo isso, a resistência do corpo humano. As partes do corpo que oferecem maior resistência à passagem da corrente elétrica são os ossos e a pele. A menor resistência da massa corporal se localiza na epiderme e nos músculos, onde se exala o suor (que é tão condutor quanto maior for o pH ou índice de salinidade) bem como os nervos e vasos sanguíneos.

Não se deve esquecer de que trabalhar com energia elétrica pode ser perigoso. Engenheiros, eletricistas e outros trabalhadores lidam diretamente com a eletricidade, inclusive trabalhando em linhas aéreas, instalações elétricas e montagens de circuitos. Outros, como trabalhadores de escritório, agricultores e trabalhadores da construção trabalham com eletricidade indiretamente e também podem estar expostos a riscos elétricos.

A corrente elétrica afeta o corpo quando ela flui. A unidade básica da corrente é o amplificador. Esta é a corrente que flui através de uma resistência de 1 ohm (Ω) quando uma voltagem de 1 volt é aplicada através dela. No entanto, as correntes tão baixas quanto milésimos de ampères (miliampère) podem ter um efeito adverso no corpo.

A corrente de 30 mA pode causar o surgimento de paralisia respiratória potencialmente fatal. O efeito adverso estará diretamente relacionado ao nível de corrente, o tempo que o corpo fica exposto e o caminho que a corrente percorre pelo corpo.

Como a corrente elétrica é conduzida através de um material, qualquer resistência (oposição ao fluxo de elétrons) resulta em uma dissipação de energia, geralmente na forma de calor. Este é o efeito mais básico e fácil de entender da eletricidade no tecido vivo: a corrente aquece.

Se a quantidade de calor gerado for suficiente, o tecido pode ser queimado. O efeito é fisiologicamente o mesmo que o dano causado por uma chama aberta ou outra fonte de calor de alta temperatura, exceto que a eletricidade tem a capacidade de queimar o tecido bem abaixo da pele de uma vítima ou mesmo queimando órgãos internos.

Outro efeito da corrente elétrica no corpo, talvez o mais significativo em termos de perigo, diz respeito ao sistema nervoso. Ou seja, a rede de células especiais do corpo chamadas nervosas ou neurônios que processam e conduzem a multiplicidade de sinais responsáveis pela regulação de muitas funções corporais.

O cérebro, a medula espinhal e os órgãos sensoriais/motores do corpo funcionam juntos para permitir que ele sinta, mova, responda, pense e se lembre. As células nervosas comunicam entre si através da transmissão de sinais elétricos (tensões e correntes muito pequenas). Se uma corrente elétrica de magnitude suficiente é conduzida através de uma criatura viva (humana ou não), seu efeito será anular os pequenos impulsos elétricos normalmente gerados pelos neurônios, sobrecarregando o sistema nervoso e impedindo que os sinais internos sejam capazes de atuar nos músculos.

Os músculos impulsionados por uma corrente externa (choque elétrico) vão se contrair involuntariamente, e não há nada que a vítima possa fazer a respeito. Este problema é especialmente perigoso se a vítima entrar em contato com um condutor energizado com as mãos.

Os músculos do antebraço responsáveis por flexionar os dedos tendem a ser melhor desenvolvidos do que os músculos responsáveis por estender os dedos e assim se ambos os conjuntos de músculos tentarem se contrair por causa de uma corrente elétrica conduzida pelo braço da pessoa, os músculos flexionados vencerão. os dedos em um punho.

Destaca-se que, se o condutor ou fio energizado estiver de frente para a palma da mão da vítima, essa ação de apertar forçará a mão a segurar firmemente o fio, agravando a situação, garantindo um excelente contato com o fio. A vítima será completamente incapaz de soltar o fio. Este efeito só pode ser interrompido parando a corrente através da vítima.


Os riscos de acidentes dos empregados, que trabalham com eletricidade, em qualquer das etapas de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, constam da Norma Regulamentadora 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade (NR 10) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na verdade, pode-se dizer que tudo está sempre associado à energia elétrica, que pode ser usada na casa (lâmpadas, geladeira, TV, chuveiro, etc.), no galpão (ordenhadeira mecânica, incubadora, picadeira, etc.), na conservação e transformação de alimentos (resfriadora de leite, estufa, freezer, etc.), no acionamento de máquinas e motores (para bombear água, na irrigação por aspersão, etc.) e em várias outras aplicações.

As fontes de eletricidade, na zona rural, se manifestam através dos seguintes equipamentos ou fenômenos: descargas atmosféricas (raios); ferramentas elétricas manuais; peixe-elétrico (o poraquê da Amazônia); atrito (eletricidade estática); cerca elétrica (para animais); fios energizados (de postes ou no lar); baterias (alimentadas por cataventos); painéis fotovoltaicos (energia solar); turbinas (energia hidráulica); motores estacionários (geradores); e motores elétricos.

A energia elétrica, apesar de útil, é muito perigosa e pode provocar graves acidentes, tais como: queimaduras (até de terceiro grau), coagulação do sangue, lesão nos nervos, contração muscular e uma reação nervosa de estremecimento (a sensação de choque) que pode ser perigosa, se ela provocar a queda do indivíduo (de uma escada, árvore, muro, etc.) ou o seu contato com equipamentos perigosos. Os efeitos estimados da corrente elétrica contínua de 60 Hz, no organismo humano, podem ser resumidos na tabela abaixo.

Corrente - Consequência
1 mA - Apenas perceptível
10 mA - Agarra a mão
16 mA - Máxima tolerável
20 mA - Parada respiratória
100 mA - Ataque cardíaco
2 A - Parada cardíaca
3 A - Valor mortal


A NR 10 é subdividida em tópicos, e cada um deles está relacionado a um tema dentro do assunto global, que diz respeito à segurança em instalações e serviços em eletricidade. O objetivo é estabelecer requisitos e condições mínimas para a implementação de sistemas preventivos e medidas de controle que resguardem a segurança e a saúde dos trabalhadores que interajam, direta ou indiretamente, com serviços em eletricidade, instalações elétricas e/ou em suas proximidades.

É aplicável às etapas de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, contemplando cinco fases: projeto, construção, montagem, operação e manutenção. As empresas são obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados de suas instalações elétricas com as especificações do sistema de aterramento e dos demais equipamentos e dispositivos de proteção.

No entanto, em casos de estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW, deve ser constituído e mantido o Prontuário de Instalações Elétricas (PIE) contendo todas as informações pertinentes às instalações elétricas e aos trabalhadores. Informes, tais como, medidas de proteção coletiva e individual, especificação de equipamentos e ferramentas disponíveis também devem estar contidas no prontuário. .

O projeto deve estar sempre atualizado e acessível às partes competentes, com o memorial descritivo contendo todas as informações pertinentes às instalações elétricas. Além disso, devem ser contemplados dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização, incluindo, quando possível, os de ação simultânea.

Sob a supervisão de um profissional autorizado, todas as atividades devem ocorrer de forma a garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores, utilizando equipamentos e ferramentas aprovadas compatíveis com a instalação elétrica. Devem ser considerados, também, todos os perigos e riscos adicionais possíveis junto às suas respectivas medidas preventivas.

Quanto à segurança em instalações elétricas desenergizadas, somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho mediante os procedimentos apropriados, obedecida a sequência: seccionamento; impedimento de reenergização; constatação da ausência de tensão; instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos; proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo II da NR 10); instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até a autorização para reenergização que deverá ser feita com a retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos; retirada da zona controlada de todos os trabalhadores não envolvidos no processo de reenergização; remoção do aterramento temporário, da equipotencialização e das proteções adicionais; remoção da sinalização de impedimento de reenergização; destravamento, se houver, e religação dos dispositivos de seccionamento.

Em instalações elétricas de baixa tensão, não são consideradas atividades restritas as operações básicas, como ligar e desligar circuitos elétricos, desde que utilizados materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservação, adequados para operação. Todavia, na ausência de impedimentos, as intervenções de complexidade superior às operações básicas citadas anteriormente somente podem ser realizadas por trabalhadores qualificados, habilitados, capacitados e autorizados, conforme as definições disponíveis na NR 10. Já o trabalhador que ingressar na zona controlada deverá respeitar distâncias de segurança delimitadas e realizar procedimentos específicos.

As empresas precisam ficar atentas aos trabalhos envolvendo alta tensão (AT). Além do treinamento básico da NR 10, o trabalhador deve fazer, também, o específico em Sistemas Elétricos de Potência (SEP), com duração mínima de 40h. Também é importante salientar que em instalações elétricas energizadas em AT e SEP, os serviços não podem ser realizados individualmente. É dever do trabalhador atentar-se às orientações da norma, no que se refere, por exemplo, ao uso de equipamentos que permitam a comunicação permanente com a equipe e ao cumprimento de uma ordem de serviço específica, devidamente autorizada para data e local.

A NR 10 diz que é considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente: receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. São considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com anuência formal da empresa.

A NBR 5410 de 09/2004 – Instalações elétricas de baixa tensão estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens. Aplica-se principalmente às instalações elétricas de edificações, qualquer que seja seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), incluindo as pré-fabricadas.

O tempo de construção do imóvel pode ser uma relação direta ao maior risco do patrimônio a incêndios e dos moradores à exposição de choques elétricos. Outro fator de agravamento de risco identificado se refere ao tipo da obra, se realizada por construtoras – mais propensas ao cumprimento das regulamentações vigentes – ou resultado da autoconstrução, tipo de obra predominante no Brasil.

Os especialistas recomendam como segurança: fazer a manutenção periódica das instalações elétricas e redimensioná-las e/ou renová-las sempre que preciso (sugere-se a revisão a cada dez anos); instalar o fio terra e os DR (dispositivos diferenciais residuais); usar os protetores de tomadas sempre que estiverem fora de uso para evitar a exposição de crianças pequenas ao risco de contato com a eletricidade; quando possível, substituir as tomadas de dois pinos (antigas) por tomadas do novo padrão com três pinos; desligar o disjuntor no quadro de distribuição, antes de qualquer serviço que envolva o contato com a eletricidade em casa; evitar o uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos em locais úmidos; sempre desligar o chuveiro antes de trocar a chave da temperatura; não fazer uso de eletrodomésticos e/ou eletroeletrônicos conectados à tomada durante tempestades e vendavais; evitar o uso permanente de benjamins, extensões, preferindo a instalação de novas tomadas; e chame sempre um profissional qualificado, que entenda os perigos e riscos da eletricidade, para realizar os serviços no imóvel.

Plugues, tomadas e adaptadores

A NBR 14136 de 09/2012 – Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A/250 V em corrente alternada – Padronização fixa as dimensões de plugues e tomadas de características nominais até 20 A/250 V em corrente alternada, para uso doméstico e análogo, para a ligação a sistemas de distribuição com tensões nominais compreendidas entre 100 V e 250 V em corrente alternada. Aplica-se aos plugues e tomadas especificados na NBR NM 60884-1. Não se aplica aos plugues e tomadas destinados aos equipamentos classe O.

Na verdade, a norma alterou o número de orifícios e os formatos das tomadas que já haviam sido revistos, aumentando de 2 para 3 o número entradas para plugues e alterando o antigo formato arredondado para a forma de hexágono, que possibilita que a tomada dos aparelhos eletrodomésticos seja inserida com mais profundidade e, com isso, evite que parte elétricas fiquem expostas.

As bordas arredondadas e uma superfície protetora maior foram outras mudanças nas tomadas. Os plugues também devem ter uma espécie de capa protetora, fazendo com que apenas a ponta seja transmissora de eletricidade. No Brasil, as correntes elétricas mais utilizadas possuem 110 e 220 volts e, por isso, se encaixam na nova regulamentação. São Paulo, Rio, Minas Gerais e Bahia adotam o padrão 110 V.

Mesmo assim, algumas cidades paulistas e fluminenses optaram por fornecer 220 V. Nas capitais, é comum encontrar tomadas 110 e 220 volts. Os demais estados ficam em 220 V. Os plugues de três pinos são utilizados em aparelhos que necessitam de aterramento, como ar-condicionado, refrigeradores, computadores. O terceiro pino realiza a ligação com o fio terra, evitando que o consumidor sofra um choque elétrico ao ligar aparelhos que estejam em curto-circuito.

Já a NBR 16188 de 07/2013 – Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo – Adaptadores providos de protetor e/ou filtro de linha – Requisitos específicos deve ser utilizada em conjunto com a NBR 14936. Ela estabelece os requisitos mínimos exigíveis de desempenho e segurança para adaptadores de plugues e tomadas providos de protetores e/ou filtros de linha, com tensão nominal não superior a 250 V ca e corrente nominal de até 20 A, destinados para uso doméstico e análogo, tanto para uso interno como para uso externo.

O termo equipamento é usado como termo geral para designar os adaptadores protetores e os adaptadores filtros de linha, em todo o texto dessa norma, com exceção dos casos em que é feita referência específica a um destes tipos. Os equipamentos conforme essa norma são destinados a serem utilizados a uma temperatura ambiente que não exceda normalmente 40 °C, mas a sua média no período de 24 h não pode exceder 35 °C, sendo – 5 °C o limite mínimo da temperatura ambiente.

Essa norma é aplicável aos adaptadores protetores contra surtos e aos adaptadores filtros de linha que sejam mecanicamente similares aos adaptadores de plugues e tomadas que foram concebidos para tal propósito, independentemente da nomenclatura adotada, e para os que não possuam norma específica. Caso o equipamento possua funções de transformação ou regulação da tensão alternada, desligamento automático por sub ou sobretensão, comando eletrônico para desconexão ou conexão da rede elétrica nas tomadas de saída, essa norma não é aplicável. O equipamento deve ser projetado e construído de forma que, em utilização normal, seu funcionamento seja seguro e não ofereça perigo ao usuário ou ao ambiente dentro do propósito dessa norma.

O equipamento deve ser projetado para ser utilizado para conectar aparelhos de classe I de acordo com sua classificação quanto à proteção ao choque elétrico. Em relação à proteção contra choques elétricos, assume-se que operadores e pessoas de manutenção sejam desatentos, mas não ajam intencionalmente de modo a criar riscos. Assume-se que o pessoal de manutenção seja razoavelmente cuidadoso ao lidar com riscos óbvios, mas o projeto deve preveni-lo contra acidentes, usando-se símbolos de advertência, protegendo os terminais de tensão elétrica perigosa, segregando tensões ou potenciais perigosos.

O mais importante é que o pessoal de manutenção seja protegido contra riscos inesperados. O uso do símbolo de advertência é obrigatório. Incluem-se exigências para prevenir contra danos devido a altas temperaturas de partes acessíveis ao operador e assegurar que o equipamento seja mecanicamente estável e estruturalmente firme e não tenha cantos vivos ou pontas.

O condutor de neutro, se houver, deve ser isolado do terra e de partes metálicas acessíveis em todo o equipamento, como se fosse um condutor de fase. Os componentes ligados entre neutro e terra devem ter características adequadas para uma tensão de trabalho igual à tensão de fase a neutro. A conformidade é verificada por inspeção.

Os componentes ligados entre fase e terra devem suportar uma tensão de trabalho igual à tensão entre fase e fase. A conformidade é verificada por inspeção. O equipamento deve ser previsto para operação em regime contínuo com carga nominal, na tensão nominal. Nesta condição, todos os componentes do produto devem trabalhar dentro de suas especificações. Caso seja necessário tomar precauções especiais para evitar a introdução de riscos na operação, instalação, manutenção, transporte ou armazenagem do equipamento, o fabricante deve advertir e ter disponíveis as instruções apropriadas, em português.

As instruções de operação, se houver, devem estar disponíveis para o usuário, e em português. Instruções de instalação devem estar disponíveis, incluindo informações relativas à polaridade da tomada quando existir a conexão à terra. No caso de um equipamento previsto para conexão sob tensões nominais múltiplas, o método de seleção deve ser descrito no manual ou nas instruções de instalação. A conformidade é verificada por inspeção.

Os ensaios devem ser realizados para demonstrar a conformidade com esta norma. Os acessórios (plugues, tomadas, interruptores, porta-fusível, cabo flexível, etc.) do equipamento, cujos requisitos e ensaios já tenham sido verificados individualmente de acordo com a norma do acessório pertinente, não necessitam ser reverificados. Isso não exclui a realização dos ensaios estabelecidos nesta norma para avaliação do novo conjunto.

Salvo especificação em contrário, as amostras são ensaiadas como fornecidas e nas condições normais de utilização. Salvo se especificado em contrário, os ensaios são efetuados na ordem das seções, a uma temperatura ambiente compreendida entre 15 °C e 35 °C. Quando da medição das temperaturas máximas ou elevações de temperatura especificadas, deve-se manter a temperatura ambiente do ar em 23 °C ± 2°C, com o equipamento em operação. Quando não especificado, considerar a temperatura ambiente máxima de 35°C.



A NBR IEC 61242 de 03/2013 – Acessórios elétricos – Extensões enroláveis sobre carretel para uso doméstico e análogo aplica-se às extensões enroláveis sobre carretel, somente para corrente alternada, de corrente nominal até 16 A, de tensão nominal superior a 50 V e não excedendo 250 V para as monofásicas, e acima de 50 V e não excedendo 440 V para outras extensões enroláveis sobre carretel. Essas extensões são destinadas às utilizações domésticas, comerciais, terciárias e usos análogos para locais externos ou internos.

Visa particularmente à segurança em uso normal. No Brasil, considera-se a corrente nominal de até 20 A devido à padronização de plugues e tomadas (NBR 14136). Esta norma pode ser usada como um guia para os dispositivos enroladores (carretéis) de cabos incorporados ou associados a aparelhos ou a luminárias naquilo que for aplicável.

Os dispositivos enroladores (carretéis) conforme esta norma são adequados para serem utilizados a uma temperatura ambiente normalmente não superior a 25°C, mas que pode atingir ocasionalmente 35 °C. Em locais submetidos a condições particulares, pode ser requerida uma construção especial.

As extensões enroláveis sobre carretel devem ser projetadas e construídas de maneira que, em seu manuseio normal, seu funcionamento seja seguro e não represente risco ao usuário e ao ambiente. Em geral, a conformidade é verificada pela execução de todos os ensaios pertinentes especificados. Os ensaios de acordo com esta norma são ensaios de tipo.

As extensões enroláveis sobre carretel devem ser ensaiadas com o cabo flexível destacável como indicado na extensão enrolável sobre carretel. Exceto em casos em que haja determinação contrária especificada, os ensaios são feitos em três amostras como fornecidas.

Para os ensaios conforme o item 20. 1, amostras suplementares podem ser necessárias para determinar a corrente mais elevada possível com a qual o ponto fraco não atua. Salvo especificação contrária, os componentes das extensões enroláveis sobre carretel são ensaiados conforme os requisitos da norma pertinente, tanto quanto aplicável.

Salvo especificação em contrário, os ensaios são realizados na ordem das seções, e na temperatura ambiente compreendida entre 15°C e 35°C. Em caso de dúvida, os ensaios são realizados a uma temperatura ambiente de 20°C ± 5°C. Salvo especificação em contrário, três amostras são submetidas a todos os ensaios e os requisitos são satisfeitos se todos os ensaios forem satisfeitos.

Caso apenas uma das amostras não cumpra as exigências de um ensaio em razão de defeito de montagem ou de fabricação, que não fundado e representativo de problemas de projeto, então este ensaio e todos os demais cujos resultados possam ter influenciado em seu resultado devem ser repetidos. Também devem ser realizados os ensaios seguintes na correta sequência, tomando-se por base um novo lote completo de amostras, devendo todos estar em conformidade com os requisitos.

As extensões enroláveis sobre carretel são classificadas conforme o método de utilização em extensões móveis e extensões fixas. Conforme o modo de enrolar o cabo flexível: enrolado à mão; enrolado automaticamente, ou seja, por meio de molas ou motor. Segundo o método de ligação do cabo flexível, extensão enrolável sobre carretel com cabo flexível não destacável desmontável e não desmontável; e extensão enrolável sobre carretel com cabo flexível destacável.

Para o grau de proteção contra choques elétricos: com proteção normal e com proteção aumentada. Para o grau de proteção contra os efeitos nocivos devido à penetração de água IPXO; acessórios não protegidos contra a penetração de água; IPX4; acessórios protegido contra as projeções de água; PX5; acessórios protegidos contra os jatos de água. Segundo a proteção contra as temperaturas excessivas, extensão enrolável sobre carretel com corta-circuito térmico e/ou limitador de corrente; extensão enrolável sobre carretel com pontos fracos.

As extensões enroláveis sobre carretel devem ter as seguintes marcações: tensão nominal, em volts; símbolo da natureza da corrente; nome do fabricante ou do vendedor responsável, ou a marca da fábrica ou a marca da identificação; de modo facultativo, a referência do tipo, que pode corresponder à numeração conforme catálogo; o símbolo do grau de proteção contra a penetração prejudicial de água, se superior a IP20, e o grau de proteção baseia-se na NBR IEC 60529; carga máxima que pode ser conectada às tomadas, indicada em watts, sendo completada esta informação com a tensão, expressa em volts, na condição de cabo totalmente enrolado e na condição totalmente desenrolado. EXEMPLO: “1 500 W – 220 V cabo flexível totalmente enrolado, 3000 W – 220 V cabo flexível totalmente desenrolado”.


Para a proteção contra choques elétricos, as extensões enroláveis sobre carretel devem ser projetadas de maneira que as partes vivas não sejam acessíveis quando em uso normal e quando as partes que puderem ser removidas sem ajuda de uma ferramenta forem retiradas. A conformidade é verificada por inspeção e, se necessário, por ensaio. Para as extensões enroláveis sobre carretel com proteção aumentada contra choques elétricos, é efetuado também por ensaio.

Estes ensaios devem ser feitos imediatamente após a passagem, na extensão enrolável sobre carretel, de uma corrente cujo valor corresponde à carga máxima com o cabo totalmente enrolado durante 1 h, à temperatura ambiente de 20°C ± 5°C. O dedo-padrão, indicado na figura acima, é aplicado com uma força de 10 N ± 1 N em todas as posições possíveis; um indicador elétrico de tensão não inferior a 40 V e não superior a 50 V é utilizado para detectar os contatos com as partes em ensaio.

Para as extensões enroláveis sobre carretel, constituídas de materiais termoplásticos ou elastômeros suscetíveis de influenciar na conformidade com o requisito, o ensaio é repetido, mas a uma temperatura ambiente de 35°C ±2°C, com a extensão enrolável sobre carretel sendo levada a esta temperatura. Durante este ensaio complementar, as partes em material termoplástico ou elastômero da extensão enrolável sobre carretel são submetidas durante 1 min a uma força de 75 N, aplicada com a ajuda de um dedo-padrão rígido, de mesmas dimensões que o dedo-padrão.

Este dedo, ligado ao indicador descrito acima, é aplicado em todos os lugares onde uma flexibilidade excessiva do material isolante pode comprometer a segurança da extensão enrolável sobre carretel. Durante este ensaio, a extensão enrolável sobre carretel não pode se deformar o ponto que as dimensões que garantem a segurança sejam modificadas de maneira exagerada e que as partes vivas se tornem acessíveis.

O ensaio é efetuado com um fio de aço retilíneo rígido aplicado com uma força de 1 N + 0,1/0 N. A extremidade do fio não pode apresentar rebarba e deve estar a um ângulo reto em relação ao comprimento. A proteção é satisfatória se o fio não puder entrar no corpo ou, se entrar, não puder tocar as partes vivas no interior do corpo.

O fio de ensaio é ligado a um indicador elétrico de tensão não inferior a 40 V e não superior a 50 V para assinalar um contato com a parte pertinente. As partes que garantem a segurança contra choques elétricos devem ter uma resistência mecânica suficiente e estar fixadas de maneira segura por parafusos ou meios análogos, de maneira que não se tenha folga em uso normal.

As extensões enroláveis sobre carretel não desmontáveis devem possuir saídas soldadas, engastadas ou outra forma de conexão não reutilizável igualmente eficaz. Não são permitidas as conexões efetuadas por engastamento de um condutor flexível cujos fios foram previamente estanhados, a menos que a zona estanhada esteja fora da zona engastada. A conformidade é verificada por inspeção.

As extensões enroláveis sobre carretel desmontáveis devem possuir bornes com parafusos para condutores externos de cobre. Os dispositivos de aperto nos bornes não podem servir para fixação de qualquer outro elemento, porém podem servir para manter os bornes no lugar e impedir sua rotação. As conexões internas devem ser independentes da conexão do cabo flexível externo.

Uma conexão interna é considerada independente se o condutor da conexão interna ficar na sua posição correta no borne durante a substituição do cabo flexível externo. A conformidade é verificada por inspeção. As extensões enroláveis sobre carretel devem possuir bornes que permitam a conexão adequada de condutores de cobre de seções transversais nominais indicadas na tabela abaixo.



As extensões enroláveis sobre carretel devem ser munidas de um cabo flexível, de acordo com a IEC 60227 ou IEC 60245, que não pode ser mais leve que um cabo flexível com capa de borracha do tipo 60245 IEC 53 ou que um cabo flexível com capa de PVC do tipo 60227 IEC 52. O cabo flexível destacável deve ser um cordão prolongador conforme a parte pertinente da série da IEC 60884 e atender às exigências da norma brasileira apropriada, levando em consideração outros requisitos desta seção.

Pelo menos um dos cordões prolongadores marcados deve ser fornecido para o usuário final com a extensão enrolável sobre carretel. A dimensão mínima do cabo deve ser em função da característica mais desfavorável do plugue ou do dispositivo de proteção incorporado na extensão enrolável sobre carretel, em particular: até e inclusive 6 A: não menor que 0,75 mm²; 10 A: não menor que 1,0 mm²; 16 A: não menor que 1,5 mm²; outros cabos devem ser interpolados.

Os cabos flexíveis devem ter o mesmo número de condutores quantos forem o número de polos no plugue e suas tomadas, os contatos do terra, se existirem, devem ser considerados um polo, seja qual for o número deles. O condutor conectado ao contato do terra deve ser identificado pela combinação de cores verde ou verde/amarelo.

Fonte: ADNormas

terça-feira, 21 de maio de 2019

Desburocratização favorece instalação de usina de energia solar em Ceilândia
Emerson Tormann13:01

Governador Ibaneis Rocha inaugura, em Ceilândia, a maior usina de energia fotovoltaica do DF. - Foto-Renato-Alves-Agencia-Brasilia

Em parceria com a CEB, maior geradora do modelo fotovoltaico no DF vai produzir mais de 11 mil MW ao ano


A agilidade na liberação de licenciamentos ambientais pelo Governo do Distrito Federal (GDF) colheu mais um fruto. Foi inaugurada nesta segunda-feira (20), com 100% de produção, em Ceilândia, a maior usina de energia fotovoltaica do DF. Obtida por meio da conversão de luz do sol em eletricidade, a produção alimentará a subestação da Companhia Energética de Brasília (CED) da região e será descontada do que for consumido pela empresa Claro. O empreendimento é uma parceria público privada(PPP) do Executivo com a RZK Energia e a operadora de telefonia.

O governador Ibaneis Rocha esteve no terreno de aproximadamente 12 hectares em Ceilândia Norte para a inauguração. Na área estão instalados 18 mil módulos fotovoltaicos. O licenciamento foi feito pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e é pioneiro nesse tipo de empreendimento. A celeridade com que foi emitido é inovadora no Distrito Federal e possibilitará que outras empresas de energia limpa e renovável possam se instalar com mais facilidade na região.

Até então, a licença ambiental para esse tipo de empreendimento levava alguns meses para ser emitida. No caso da usina de Ceilândia, o tempo da emissão foi de apenas uma semana. A expectativa é que projetos nos mesmos moldes que tramitarem no Ibram recebam o mesmo tratamento. “Tenho dito que onde tem agilidade não tem corrupção. Quanto mais o empresário ver que a liberação de licenças está andando, menos ele será assediado por corruptos que tentam criar dificuldades para vender facilidades”, ressaltou o governador Ibaneis.

Por ser fonte de geração renovável, a energia fotovoltaica contribui positivamente na redução de emissões de gases de efeito estufa com impacto positivo de aproximadamente milhares de toneladas de CO2 na atmosfera. Foram investidos aproximadamente R$ 26 milhões. Há a expectativa de que um novo empreendimento da RZK Energia seja instalado, também em Ceilândia.

GALERIA DE FOTOS

Governador inaugura maior usina fotovoltaica do DF

Fonte: HÉDIO FERREIRA JÚNIOR, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Brasília a caminho de ser pioneira no uso compartilhado de veículo elétrico
Emerson Tormann12:47

Novidade, na qual o GDF investe e que conta com apoio de parcerias, representa um salto de qualidade de vida para todo o DF



Causaram sensação, na última quinta-feira (16), fotos e vídeos do governador Ibaneis Rocha guiando pela cidade um minicarro elétrico. A aventura viralizou nas redes sociais e mostrou que, além de arrojado e afeito a desafios, o chefe do Executivo está na vanguarda da mobilidade urbana e sustentabilidade. E já estuda implantar por aqui o veículo como transporte compartilhado nos moldes do que já acontece com os patinetes e as bicicletas. O primeiro passo foi dado nesta segunda-feira (20), com o anúncio de uma parceria, em forma de acordo de cooperação, entre o GDF, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI).

“Esse modelo de compartilhamento em ambiente real é pioneiro no Brasil”, informou o secretário de Ciências e Tecnologia e Inovação, Gilvan Máximo. “A ideia é que, depois do projeto piloto, possamos expandir a ideia de forma gratuita para a população.” Também presente ao evento realizado no Palácio do Buriti, o secretário de Projetos Especiais, Everardo Gueiros, destacou: “De nossa parte, foi só tentar auxiliar. Já estamos nessa parceria público privada. Esse é um projeto que vai dar muitos frutos e que nos orgulha muito. Espero que consigamos, num futuro breve, expandir a ideia do DF para todo o Brasil”.

O custo da iniciativa experimental de implantação dos carros elétricos para o GDF será zero. Todo o investimento ficará a cargo da ABDI, que pretende investir R$ 2,3 milhões no projeto inserido dentro dos programas de cidades inteligentes e de integrar toda a Esplanada dos Ministérios com tecnologias que possam ser renováveis e reduzam os gastos das administrações públicas. Atualmente, o GDF desembolsa em manutenção e combustíveis com sua frota R$ 16 milhões por ano. Se o projeto for utilizado 100% dentro do previsto, a estimativa de economia neste setor será de 50%.

“Esse é um tema discutido no Brasil e no mundo inteiro”, lembrou o presidente da ABDI, Guto Ferreira. “A partir da parceria que nós, da ABDI, fizemos com o Parque Tecnológico de Itaipu, nasceu a busca de um governo ou cidade e Brasília saiu na frente. Assim que o governador soube da iniciativa, imediatamente disse que queria usar o veículo em Brasília, dando uma prova definitiva de que é possível fazer um trabalho atendendo ao anseio da sociedade na velocidade que ela merece, que é a velocidade digital e não analógica”.

A circulação dos carros elétricos visa, entre outras vantagens, melhorar a mobilidade urbana, disseminar as tecnologias, fomentar a cadeia produtiva de elétricos no Brasil, além claro, de diminuir a ação de poluentes na atmosferas.

Caráter experimental

A meta é que, a partir do segundo semestre deste ano, servidores selecionados e alguns secretários usem o modelo em caráter experimental para ir e voltar de reuniões. Os 20 modelos Twizy, disponibilizados pela marca Renault, circularão apenas no Distrito Federal em áreas específicas do Plano Piloto como os ministérios e os órgãos do GDF. Os veículos serão cedidos ao governo distrital em forma de comodato, com cláusulas sobre operação, manutenção, taxas e seguros, compartilhados por um software desenvolvido pelo Parque Tecnológico de Itaipu (PTI), que permite reservar os veículos disponíveis e acompanhar a localização deles. O aplicativo rastreia o automóvel, monitora a velocidade, a carga de bateria de lítio, as rotas percorridas e até mede a quantidade de emissão de gás carbônico que deixou de ser enviada para a atmosfera. Os carros poderão ser desbloqueados com os crachás dos funcionários cadastrados no programa experimental.

Nessa primeira etapa do projeto, serão instalados, sem custo para os usuários, 35 eletrospostos (pontos de recarga) conectados a redes elétricas nos estacionamentos de órgãos federais e locais vinculados ao programa. Os “tótens de combustíveis” serão identificados por sinalizações no chão, nos moldes dos espaços reservados para deficientes, bombeiros e policiais. Brasília será a cidade com maior número de eletropostos do país. “Isso é absolutamente importante, porque colocamos eletropostos justamente na cidade em que é a sede do poder nacional”, enfatizou Guto Ferreira. “Não existe melhor exemplo de começar esse projeto, por Brasília.”

Na segunda fase do projeto de implantação dos carros elétricos na cidade, serão disponibilizados mais 20 modelos e, num terceiro momento, outros dez. O secretário Gilvan Máximo não descartou negociações com outras montadoras dessa nova tecnologia. “Todas as montadoras estão trabalhando com carros elétricos, e nós vamos procurá-las, [atendendo] a determinação do governador para que possamos trazer para Brasília alguma indústria, queremos fazer do DF o primeiro Estado, cidade totalmente inteligente do Brasil e da América Latina.”

Após a coletiva de apresentação do projeto, alguns profissionais da impressa puderam fazer o teste drive no carrinho. Chamativos, os modelos têm design futuristas, com portas transparentes que abrem para cima. Com capacidade para andar a até 80km/h e autonomia de 100km com bateria carregada, os veículos, pelo tamanho, são perfeitos para os centros urbanos, encaixando-se em qualquer vaga. “É uma iniciativa que traz um impacto muito grande no eixo da mobilidade da cidade, dentro desse conceito de cidade inteligente”, Gilvan Máximo.

Uso sempre vantajoso

O fenômeno citycar – feito para uso exclusivo em cidades – não tem volta: algum dia você abrirá a carteira e comprará um. Todas as grandes marcas, de todos os continentes já têm modelos.

O Twizy ainda não está à venda. Só é comercializado em parcerias como esta, entre Renault/Itaipu/ABDI e o Governo do Distrito Federal, dentro de propostas de mobilidade zero emissão. Pelo menos 150 veículos destes circulam pelo país. É um carrinho de 2,33m de comprimento e 1,23m de largura. Na Europa, onde é vendido regularmente em alguns países, custa 8 mil euros – cifra equivalente a R$ 37 mil, pela cotação desta segunda-feira (20).

» Carros elétricos vão gerar economia de R$8 milhões por ano para o GDF

O motor 100% elétrico gera potência equivalente a 20cv e tem autonomia de até 100km (quanto mais rápida for a condução, mais energia se gasta). É facílimo de se conduzir: não tem marchas, e o torque (a força), até mesmo numa ladeira, é constante. Basta acelerar e frear.

O espaço é mínimo, principalmente para quem vai atrás. Este condutor, de 1,80m de altura, nada sofreu num rápido teste no entorno do Palácio do Buriti. A relação preço-tamanho é proporcionalmente equilibrada, mas o modelo se torna mais justo – na verdade, imprescindível – com a quantidade de benefícios que oferta paralelamente.

As vantagens aparecem para o bolso (o veículo tem manutenção barata), para os ouvidos (é tão silencioso que vem com um sensor sonoro para alertar os pedestres), para o meio ambiente (pesa 450kg e usa energia limpa, com zero de emissões) e, enfim, como um todo, para as cidades (transporta apenas duas pessoas). A média de ocupação por veículo, hoje, é de 1,4; e o Twizy, por fim, ainda ocupa menos espaço nas ruas, seja em movimento ou parado.

Curiosidades

  • Estrela das campanhas da Renault no Brasil, a cantora Anitta ganhou um Twizy. A artista disse que viu um exemplar na França e se apaixonou. “Ele encanta todo mundo por onde passa”, declarou, recentemente.
  • A parceria da Renault com a Itaipu vem desde 2013, quando as duas empresas começaram a montar um lote de Twizy, em Foz do Iguaçu. No fim do ano passado, ambas criaram um centro de treinamento para manutenção de veículos elétricos.
  • A Renault já vendeu (ou doou) mil carros na América Latina. O milésimo foi um Zoe, que fará parte de um estudo de mobilidade elétrica compartilhada da construtora MRV Engenharia.
  • Mais de 350 mil elétricos já foram vendidos no mundo, até o fim de 2018. A China, é de longe, o país que quem mais produz – consome.

Galeria de fotos

Brasília está a poucos passos de utilizar veículo elétrico compartilhado
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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Ervas daninhas
Emerson Tormann14:33

Determinados fatos e atitudes que comprometem seriamente o desenvolvimento da prestação de serviços de engenharia no Brasil


(abril / 2007) 

Provavelmente o conteúdo deste artigo não seja novidade para muitos. No entanto, não custa trazer novamente à tona para reflexão e debate, determinados fatos e atitudes que comprometem seriamente o desenvolvimento da prestação de serviços de engenharia no Brasil.

Sem querer ser saudosista, felizes aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar nos anos 70. A engenharia podia ser praticada e desenvolvida com grande prazer e até certa soberania. No entanto, o que vemos atualmente é a engenharia se sucumbindo a outros interesses – até lícitos, porém, nas doses praticadas, tornam-se prejudiciais à própria engenharia e aos profissionais que assim se deixam conduzir.

Que tal se a engenharia passasse a utilizar como princípio o lema do brasão da cidade de São Paulo: “non dvcor dvco” (do latim: não sou conduzido, conduzo)?

Cabe ressaltar que, quando ocorre um acidente, não adianta o profissional alegar que avisou o contratante de que aquela não era a melhor solução, ou que o problema foi causado por pressões financeiras, administrativas ou políticas. Para todos os efeitos, ele é o responsável técnico, e está sujeito a responder pelos danos causados, nas esferas cível, criminal, trabalhista e profissional (Crea).

Infelizmente, persistem os desvios de conduta e de procedimentos aplicados na maioria das contratações – tanto por parte de contratantes quanto de contratado – em empresas privadas e públicas, independentemente de porte e de segmento.

Diversas são as “ervas daninhas” que notadamente se alastram cada vez mais pela engenharia. Em muitos casos, os profissionais plantam e até adubam tais ervas, sem se darem conta disso. Por ingenuidade, por falta de percepção, ou então por suicídio mesmo!

Cada uma dessas ervas daninhas poderia ser tratada em artigo específico, com maiores detalhes. Por ora vamos apenas citá-las e deixar que o dia a dia de cada leitor o faça viajar pelos exemplos vividos. Vamos a elas:

Concorrência de preço para prestação de serviço de natureza intelectual (projeto, consultoria, perícia, etc.) – Qual é a visão e o pensamento de um contratante que acha possível fazer comparações de preços (e evidentemente optar pelo menor) entre fornecedores desse tipo de serviço? Há aqueles que afirmam que fazem a famosa “equalização de propostas”. Pura fantasia, jogo de enganação ou hipocrisia compartilhada! Como será que equalizam? Seria perfilando a “cabeça” de cada um dos fornecedores e “medindo” a sua capacidade intelectual por meio de sofisticado instrumento de medição? (ver imagem) 

A busca insana pelo mais barato – É evidente que ninguém propositadamente quer jogar dinheiro fora. No entanto, atitudes impensadas e irresponsáveis, têm levado muitas empresas a enormes equívocos de contratação e a ficarem com um enorme “abacaxi” nas mãos. Muitas vezes elevando o seu passivo sem perceberem. Alguns empresários sequer conseguem avaliar o tamanho do prejuízo que resulta desse procedimento de contratação. Nem ficam sabendo das consequências, pois a turma do “baixo clero” não deixa essas informações chegarem até eles. Geralmente o prejuízo é mascarado ou encoberto pelos escalões inferiores da empresa.

Sabe-se que nem sempre o menor preço é a melhor opção de contratação. Além disso, não é proibido contratar serviços por um valor maior do que o estimado ou do que as demais propostas. Para tanto, é imprescindível a participação efetiva da área técnica na decisão de contratações, fazendo valer a sua opinião, a despeito das pressões de outros setores da empresa que, geralmente, não terão de conviver com aquele abacaxi. Deve-se sim buscar o melhor preço e não o menor preço. 

Despreparo do setor de compras – Aberta a concorrência, ou tomada de preços, ou carta-convite, ou qualquer outro rótulo que se dê a uma modalidade de contratação de prestação de serviços, e após as devidas discussões técnicas e de prazos de execução, invariavelmente o próximo passo do candidato a fornecedor é negociar com o setor de compras, onde o que interessa agora é o preço e nada mais. Na maioria das vezes, o preço não é nem avaliado juntamente com os demais itens da proposta. O objetivo do contratante agora é “esmagar” o fornecedor para levar vantagem no preço, independentemente de qualquer outro fator. E o comprador ainda chega até a receber um prêmio da alta direção por “lesar a empresa”. Sim, lesar, pois não se tem ideia das consequências desse tipo de procedimento. Infelizmente essa é a regra (com as raras exceções).

Com isso, percebe-se a falta de força do setor de engenharia das empresas para decidir as contratações dentro da sua própria área, ficando tal tarefa destinada ao setor de compras, que nada entende do assunto. Afinal, comprar serviço é completamente diferente de comprar mercadoria. Não se deve comprar projeto de engenharia da mesma forma que se compra sacos de lixo. Existem até situações constrangedoras, nas quais é visível o jogo de enganação. Ou seja, o fornecedor finge que fornecerá o que foi pedido e o comprador finge que acredita, só para cumprir o seu papel na empresa – que é apenas … comprar.

Esperto ou espertalhão? – Como desdobramento da erva daninha anterior, vários são os fornecedores que se curvam a tais condições, fechando contratos vis, até o dia em que não conseguem mais fazer frente aos seus compromissos financeiros e nem manter a estrutura da empresa, encerrando suas atividades. Muitas vezes deixando seus clientes na mão, com o serviço inacabado – ou mal acabado. Imprudentemente, alguns contratantes se acham suficientemente espertos e se vangloriam de ter conseguido “boas” contratações, segundo esse macabro ritual. E tudo isso com a conivência da diretoria das empresas, a qual, inclusive, elogia tais procedimentos, por não verem (ou não querem ver) as perigosas consequências dessas atitudes. Deveriam sim os contratantes, zelar pela sobrevivência dos seus fornecedores, de forma a continuarem sendo atendidos (e bem atendidos) naquilo que necessitam. Não por acaso depois reclamam que não encontram bons fornecedores, ou que não encontram mais aquele fornecedor – “apertem os cintos, o fornecedor sumiu”!

Usurpação de escopo – Neste quesito a malandragem está em definir um escopo de serviço. Quando o tomador de serviço, mesmo possuindo pessoal da área técnica, não tem a exata noção do que deve ser contratado, ele procura um ou dois fornecedores incautos (ou cobaias, como queiram), com aquela conversinha mole prometendo lhes dar preferência na contratação (repete a história para cada um reservadamente), que a empresa dele não contrata pelo menor preço, que se preocupa muito com a segurança, que faz equalização de propostas, e o velho blá blá blá já conhecido, cheio de hipocrisia.
Com isso, o incauto fornecedor acaba entrando na armadilha (apesar de conhecê-la) e, prestando consultoria gratuita, monta o tal escopo, a partir de um “pseudoescopo” preparado de qualquer maneira pelo tomador de serviço apenas para dar o bote. Ou seja, o trabalho que deveria ser feito pela empresa contratante (ou por uma consultoria), acaba sendo feito por vários fornecedores, por má-fé, ou, geralmente, por incompetência de quem conduz a contratação.

Uma mutação dessa erva daninha ocorre, quando o tomador de serviço ainda não tem nem noção do que colocar no escopo e chama (ao invés de contratar consultoria) um ou mais fornecedores de serviços para fazerem uma “visitinha” (evidentemente informal) para verificarem um problema que está ocorrendo na empresa e fornecerem uma proposta para execução de serviços. Durante essa visitinha, o anfitrião, deliberadamente, pressiona e induz o fornecedor a identificar os problemas e apresentar soluções. Quando o fornecedor se mostra reticente, o anfitrião emenda sem qualquer pudor: “preciso saber qual é a solução que você vai apresentar para ver se atende as minhas necessidades e o padrão da empresa”. E não perde tempo em anotar tudo o que é dito pelo incauto fornecedor, que consciente ou não, forneceu consultoria gratuita.

Construído então o escopo final, resultado dessa artimanha, ele é distribuído para dezenas de empresas apresentarem suas propostas, onde o que interessa agora é só o preço. E o tomador de serviço ainda se sente orgulhoso da tarefa executada, pois não custou nada para a sua empresa a construção do tão desejado Escopo! Talvez ela nem contrate terceiros e tente resolver por conta própria os problemas, uma vez que, de certa forma, já possui algum roteiro. E o que é mais grave, muitas vezes esse procedimento antiético é promovido pelos próprios engenheiros contratantes.

Caderno de encargos inadequado – Para se proteger de futuros problemas no decorrer de uma contratação, boa parte das empresas de médio e grande porte elaboram um caderno de encargos para estabelecer requisitos e procedimentos para execução de determinados serviços. Mecanismo este bastante saudável, de suma importância para o bom desenvolvimento das contratações e das relações entre as partes e que deve ser elaborado por quem tenha a devida competência. No entanto, algumas empresas acabam criando cadernos de encargos extremamente volumosos, repletos de condições impraticáveis e que mais complicam do que ajudam. Muitos deles, construídos a partir de orçamentos diversos que, por falta de criteriosa e competente avaliação, acabam se transformando em uma grande “colcha de retalhos” (ou copia-cola). Tal fato demandará grande investimento por parte do fornecedor para ler e avaliar esse monstro e tentar encontrar os itens que são verdadeiramente importantes para a contratação em questão. E no fim de tudo, ainda vai cair na teia do “menor preço”, sem qualquer avaliação de confiabilidade e competência por parte de quem contrata, como já indicado anteriormente.

Dr. Sabe tudo – É praticamente impossível um profissional conhecer com profundidade todos os assuntos da sua própria área de formação. No caso da engenharia elétrica, poderíamos exemplificar por meio das diversas especialidades, tais como: baixa, média e alta tensão, aterramento, descargas atmosféricas, instrumentação e controle, sistemas de potência, proteção de sistemas elétricos, atmosferas explosivas, transformadores, motores, geradores, instrumentos de medição, instalações hospitalares, residenciais, industriais, hoteleiras, entre tantas outras.

Mas, em diversas ocasiões, um profissional encarregado da área elétrica de uma empresa, mesmo sem ter o amplo conhecimento de todos esses assuntos, acaba tomando decisões e chamando a responsabilidade para si daquilo que desconhece. Há casos em que um fornecedor, tendo fechado contrato com uma empresa para realização de determinado serviço, acaba também realizando outros serviços para os quais não está devidamente preparado, só para não “perder” o cliente. Ou seja, faz-se e não se tem noção do que se fez.

Isso ocorre por falta de responsabilidade, de humildade, ou ainda, por pressão da empresa ou do mercado. Muitas vezes o profissional não consegue explicar para os leigos que a engenharia, assim como a medicina, tem as suas especialidades, ou então, simplesmente não sabe como lidar com essas situações.

É importante ter em mente que tais atitudes comprometem diretamente os profissionais, os que trabalham com ele, a empresa cliente e a própria engenharia, que ficará mal vista diante dos problemas que fatalmente ocorrerão. Além disso, prejudica o trabalho de consultoria, impedindo que profissionais com larga experiência em determinados assuntos realizem um bom e digno serviço.

Uso inadequado do termo “cliente” – É comum designar a empresa que solicita um orçamento de “cliente”. Salvo melhor juízo, cliente é a empresa ou pessoa para a qual se presta serviço. Ou seja, há uma relação mais próxima. Parece bobagem ou preciosismo, mas no fundo o enquadramento equivocado de “cliente” e “provável cliente”, influenciará sobremaneira a forma de tratamento, concessões, investimentos, grau de risco, comprometimento na relação, etc. O cliente de fato, deve ter um tratamento diferenciado daquele que é apenas mais um aproveitador de propostas. Este não é cliente. Quem sabe até deva ser excluído da nossa carteira de atendimento!

Cursos versus palestras – Ambos são muito bem-vindos e necessários. Precisam até ser ampliados para atender a enorme demanda pela melhoria da qualificação profissional na engenharia, que está em permanente e significativa evolução. No entanto, é importante estabelecer as enormes diferenças entre curso e palestra. Atualmente ocorre certa despreocupação com tais diferenças, até de forma irresponsável, por parte daqueles que promovem cursos e palestras. De certa forma banalizando-os e não dando o devido valor a cada um deles. Os organizadores devem, sobretudo, pensar nos profissionais que se deslocam e pagam para participar desses eventos e, muitas vezes, saem frustrados.

É comum as veiculações induzirem os profissionais a acreditar que aprenderão algo sobre o assunto apresentado em palestras. Ora, palestra não tem o objetivo de ensinar, mas sim de apresentar de forma sucinta alguma novidade. Pode-se dizer que uma palestra é como a capa de um jornal: tem-se acesso apenas às “manchetes” e não à notícia inteira. Trata-se de mero fornecimento de “informação”. Já o objetivo de um curso é fornecer “conhecimento”, por meio de abordagem didática e coordenada, fomentando debates e troca de experiências entre os participantes, contando com a bagagem teórica e a imprescindível vivência do apresentador. Sem “guardar o leite” – até porque, leite guardado azeda!
Os profissionais devem ficar atentos para não serem enganados pelos oportunistas de plantão.

Falha de engenharia ou falha de gestão? – O crescimento da quantidade de acidentes levou a engenharia para a berlinda. Atualmente, o foco das atenções e de depoimentos irresponsáveis tem recaído sobre esta área. Os acidentes devem ser apurados, os erros identificados e as medidas corretivas adotadas para que não mais ocorram. Mas será que em todos os casos houve erro de engenharia? E as falhas de gestão nas contratações? Será que as investigações se limitam às questões técnicas ou também apura-se o que ocorreu durante o processo de contratação? Como se explica que determinada obra seja contratada por valor muito inferior ao estimado? Provavelmente muitos leitores já tenham “perdido” contratos por diferença absurda de preço. Que coragem do contratante em fazer essa opção! Em agindo assim é fatal que acabe recebendo na justa medida do que quis pagar. E nem vai perceber!

Existem muitas outras ervas daninhas que contaminam a área tecnológica, mas, por ora, as aqui descritas são suficientes para proporcionar reflexão sobre o futuro da engenharia brasileira.

Para não ficarmos apenas em mais um artigo que tratou dos problemas da área da engenharia, espera-se que as empresas públicas e privadas percebam o que estão fazendo a cada contratação e que as diversas associações e entidades do setor, atentem para essas questões e criem ações eficazes para reverter esse danoso quadro, onde todos perdem.

Que tal voltarmos a tomar conta da nossa engenharia antes que “alienígenas” o façam? E isso é sério!

Autor:Paulo E. Q. M. Barreto
Engenheiro eletricista, membro do CB-03/ABNT, coordenador da Divisão de Instalações Elétricas do Instituto de Engenharia, ex-Conselheiro do Crea-SP, consultor e diretor da Barreto Engenharia. por Paulo E. Q. M. Barreto

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Evento comemora o primeiro ano do Síndico Legal
Emerson Tormann12:17


Em comemoração ao 1 ano do Portal Síndico Legal, será realizado:

Curso Básico Síndico e Jurídico Condominial.

✔ Data: O Evento será realizado no dia  11 de Maio de 2019. 

✔ Local: Paiaguás Palace Hotel, Av. Historiador Rubens de Mendonça 1718, Bosque da Saúde, Cuiabá - MT

✔ Horário: 
07:00h as 08:00h cadastramento e coffe break.
08:00h em ponto inicia o curso, encerrando ao 12:00h, com pequenos intervalos.

✔ O Evento será Beneficente, a entrada será condicionada a Doação de 2 kilos de produtos não perecíveis, que serão doados a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

✔ Vagas Limitadas

✔ Inscrições prévias até o dia 10 de maio, ao 12:00h através do telefone (65)996504106.

✔ Durante o Evento será vendida  _A Cartilha do Síndico.

Saiba mais / Inscreva-se: https://sindicolegal.com/o-portal-sindico-legal-comemora-1-ano-e-oferece-um-presente/
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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Apagão em várias regiões do DF
Emerson Tormann23:26

CEB informa 

Apagão atinge várias regiões do DF. Há registros de falta de energia em Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Vicente Pires, Guará, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Águas Claras e Valparaíso.

Às 21h49 houve o desligamento de uma barra 138kV da SE Brasília Sul (FURNAS). O desabastecimento de FURNAS afetou as Subestações CEB Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Ceilândia Sul, Ceilândia Norte, Taguatinga e Taguatinga Norte.

Equipe estão trabalhando para resolver o problema.

Apagão afeta milhares de brasilienses na noite desta quarta-feira

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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Viver em Paz - Boas Práticas na Relação entre Condomínios e Construtoras
Emerson Tormann17:45


Em nome dos Técnicos Industriais tenho levado a público através da Assosindicos DF a necessidade de síndicos e gestores condominiais contratarem profissionais registrados no CAU, CREA e CFT. Ajude-nos a divulgar compartilhando essas informações em seus grupos e redes sociais.

Saiba o que rolou no evento do dia 10/04


‘É imperativo respeitar todos os profissionais para valorização da nossa engenharia...’

‘Fazer a coisa certa é a melhor forma de inovar e respeitar nossos clientes...’

terça-feira, 26 de março de 2019

PL estabelece piso salarial do técnico industrial e agrícola
Emerson Tormann20:59

PROJETO DE LEI ESTABELECE O VALOR DE R$ 4.990,00 PARA O SALÁRIO PROFISSIONAL DOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS E INDUSTRIAIS


O deputado Giovani Cherini (PR/RS) protocolou hoje, 26/03, Projeto de Lei nº 1710/19, que estabelece o salário profissional de R$ 4.990,00 para os Técnicos Agrícolas e os Técnicos Industriais, regularmente inscritos nos Conselhos Regionais de Técnicos Agrícolas e nos Conselhos Regionais de Técnicos Industriais.

De acordo com a proposta do deputado, que é Técnico Agrícola e ajudou na elaboração e aprovação da Lei nº 13.639, de 26 de março de 2018, que criou os Conselhos Federais e Regionais de Técnicos Agrícolas e de Técnicos Industriais, o valor do salário profissional será atualizado anualmente, pela variação acumulada do INPC.

“Assegurar aos técnicos um salário condizente com a sua função é reconhecer o papel fundamental que essas categorias profissionais exercem e aprofundar as conquistas alcançadas com a promulgação da Lei nº 13.639, de 2018”, afirma Cherini.

Para o parlamentar, o valor equivalente à aproximadamente 5 salários mínimos é um patamar remuneratório condizente com o desenvolvimento das atividades dos técnicos.


segunda-feira, 11 de março de 2019

Maior parque solar do mundo será construído em Piauí no Brasil
Emerson Tormann19:13


Será no Brasil que irá nascer o maior parque solar do mundo! Este parque solar irá nascer através da maior empresa privada do setor energético brasileiro.

A ENEL Green Power tem em carteira vários projetos de produção e exploração de energias renováveis na região de Piauí, e nos municípios de São Gonçalo do Gurguéia e Lagoa do Barro! O investimento que irá levar a empresa para a dianteira das energias renováveis solares é de 1 bilião de reais!

Lucile Moura, atual assessora dos assuntos estratégicos do Governo brasileiro, diz que a empresa já tem luz verde para avançar, através da licença ambiental, bem como da licença de instalação, bem como local onde irá ser instalada a maior parque solar mundial!

Maior parque solar do mundo – Piauí no Brasil

Este parque solar irá conseguir gerar 476mW de energia. Mas não provem de apenas um local, serão no total 9 subestações de geração de energia. Isto porque a empresa tem uma política de expansão de parques solares em que aproveitam o leilão de energia para expandir a capacidade de geração de eletricidade e consequentemente vender para o mercado.

Assim, no Piauí irão ampliar essa capacidade de geração para 878MW, sendo que 476MW serão para dar resposta ao que foi contratado no leilão de energia e os restantes 402MW serão para vender.

Têm como objetivo produzir mais de 1,3GW de energia através de vários Projetos de Geração de Energia Renovável nas duas cidades, com um investimento total de cerca de 1 bilião de reais.

Lucile afirma que “São Gonçalo do Gurgéia terá assim o maior parque solar do mundo”. Só em São Gonçalo teremos 13 locais de produção de energia, em que 9 são para o contrato decorrente do leilão de energia, que tem data e prazo para entrega, e os restantes 4 serão para comercialização!

Assim e somados os 13 locais que irão gerar eletricidade a partir da energia solar teremos uma produção total de energia de 878MW!

Enel Green Power

A Enel Green Power é uma subsidiária do Grupo ENEL e detém no Brasil uma capacidade instalada de mais de 2,9GW de energia. Potência toda proveniente de fontes renováveis.

Esses 2,9GW subdividem-se a partir das várias fontes de energias renováveis:
  • 842MW provenientes da Energia Eólica
  • 820MW provenientes da Energia Solar Fotovoltaica
  • 1269MW provenientes da Energia Hídrica

Nos próximos anos conta somar mais 1GW a essa capacidade instalada, pois tem vários projetos em execução. Projetos que provieram do leilão de energia de 2017, e quando estiveram finalizados passará a contar com 3,9GW de energia instalada!

Fonte: Notícias e empregos sobre Energias Renováveis.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Aprovado projeto que obriga instalação de gerador de energia em prédios com elevador em SP
Emerson Tormann13:16

Câmara Municipal de São Paulo aprovou projeto do vereador Atílio Francisco (PRB) que versa sobre o assunto


São Paulo (SP) – A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, semana passada, o Projeto de Lei nº 513/2016, de autoria do vereador Atílio Francisco (PRB), que obriga a instalação de geradores de energia de emergência em edifícios que utilizem mais de um elevador.O republicano explica que a iniciativa visa atender idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

"Picos de energia elétrica geram muitos problemas. Com a paralisação dos elevadores, esses moradores encontram dificuldades para acessar ou sair de suas residências", disse o vereador na justificativa do projeto.

Fonte: PRB Nacional com atualização de Atualidade Política

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Lei que obriga apresentação de laudo Técnico das Instalações Elétricas é um retrocesso
Emerson Tormann21:26


Circula nas redes sociais uma discussão sobre a efetividade de um projeto de lei que pretende assegurar o bom funcionamento das redes elétricas residenciais e comerciais. Ao assistir os videos do Youtube, [https://youtu.be/5SjnkyGskrg] e [https://youtu.be/lyqDr3-KiwE] fica claro que essa lei não deve prosperar...

Não há necessidade de lei obrigando a emissão de Laudo Técnico das Instalações Elétricas visto que já existe responsabilidade profissional condicionada à lei que regulamenta as atribuições de engenheiros e técnicos. As verificações periódicas dos sistemas são recomendadas pelas normas e deveriam ser aconselhadas pelos profissionais (TODOS) sempre que uma nova instalação ou manutenção são feitas em redes elétricas.

Por outro lado cabe ao dono do imóvel e/ou síndico (administrador / gestor condominial) solicitar vistorias e inspeções seguindo as instruções dos manuais do proprietário e normas técnicas. Logo, relatórios e laudos são uma consequência de um trabalho bem realizado pelo síndico ou gestor condominial no qual o técnico é contratado para avaliar e atestar as condições do sistema.

Garantir a qualidade e a segurança das instalações elétricas é sinônimo de responsabilidade - tanto do gestor quanto do profissional - e uma prova da competência de ambos e conhecimento da legislação vigente...

Também podemos atrelar a exigência de atestado, certificação e laudo técnico para fins de seguro (também obrigatório), habite-se, vistoria dos bombeiros, etc., etc.. Enfim, para garantir a segurança do imóvel. Mas isso tem que partir do proprietário em decorrência das exigências legais vigentes (e da conscientização já mencionada). Não o contrário, pois assim estaremos subvertendo o sistema para incentivar ainda mais a INDÚSTRIA DE LAUDOS!!!

Tem uma turma de engenheiros que está sempre se nivelando por baixo. Estão a todo tempo querendo fazer reserva de mercado e mendigando emprego por meio de projetinhos de lei que não vingam. E quando vingam, fica evidente qual era a real intenção. E a desculpa é sempre a mesma: de que estão preocupados com a segurança da população... Uma vergonha para a Engenharia!

O mais prudente (na minha opinião), e o que realmente deveríamos estar discutindo é a mudança de cultura. A cultura do ‘menor preço’! Deveríamos estar combatendo os maus profissionais que queimam o mercado e pessoas não habilitadas que insistem em realizar tarefas de engenheiros e técnicos. Querer realizar serviços que exigem responsabilidade e registro profissional sem ser habilitado é exercício ilegal da profissão e deve ser evitado pelo gestor e combatido / denunciado pela sociedade.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

ABNT NBR 16747 - Inspeção Predial - Diretrizes, conceitos, terminologia, requisitos e procedimento
Emerson Tormann21:32


Está acontecendo uma discussão a respeito da confecção da norma de inspeção predial em que um grupo de profissionais questiona a idoneidade de quem está na comissão de elaboração do texto base da NBR 16747.

A discussão sobre a qualidade dos profissionais é muito saudável, mas não concordo com as afirmações do nobre colega Engenheiro Daniel feitas aí no vídeo do Youtube. [https://youtu.be/K2sDdEjsvgA]

Primeiro ponto a destacar é que em nenhum momento a norma restringe a inspeção predial ao profissional engenheiro civil. Li e reli a norma e não encontrei nada que diga que é uma atividade exclusiva de engenheiro civil. Além disso, qualquer pessoa pode participar das Comissões de Estudos da ABNT. Existem os convidados, aqueles profissionais que naturalmente se destacam por sua atuação na Engenharia e os que se dispõem a participar por conta própria. Em ambos os casos, os profissionais devem realmente ir a todas as reuniões na condição de voluntários, gastando do próprio bolso...

Segundo é que sempre haverá maus profissionais, em qualquer área indistintamente. Realizar projetos, inspeções e laudos imprestáveis faz parte de qualquer profissão. Então podemos dizer que qualquer profissional erra, seja engenheiro civil, elétrico, mecânico e etc. Agora não quer dizer que todos são ruins e sem caráter.

Com relação a confecção da Norma, tenho certeza que a maioria lá são profissionais competentes e respeitados. Desprovidos de interesses pessoais e que querem realmente contribuir para que as normas saiam justamente desse contexto de interesses, desse círculo vicioso e defendem a sociedade por meio da confecção da norma.

O nobre engenheiro afirma também que não tem ninguém da elétrica... Ora amigos, todos nós sabemos que para participar da confecção de uma norma é preciso gastar algum dinheiro. É preciso participar efetivamente estando presente em todas as reuniões da ABNT. E ser voluntário deve ser o motivo pelo qual alguns não vão. Mas há sim a presença de arquitetos e profissionais de outras áreas que não somente engenheiros civis.

Além disso, todos aqueles que tentaram direcionar o texto base da norma com algum interesse (os ditos picaretas) acabaram desistindo de ir nas reuniões porque viram que não tinham espaço. Foram rechaçados categoricamente pela maioria que percebeu a malandragem e não permitiu que a picaretagem prosperasse.

Se quisessem discutir e participar da elaboração do texto base de forma saudável, poderiam ter feito por meio de contribuição durante a consulta pública, que já houve e encerrou no dia 14/02. Mas agora que os trabalhos já estão bem avançados, é muito fácil criticar negativamente e botar defeito. Mais uma forma de se "promover"...

Por fim, e não menos importante, percebe-se que alguns profissionais, querendo autopromoção, vão a uma única reunião da ABNT, tiram fotos e as divulgam dando a entender que estão na comissão de atualização da Norma. Depois têm a cara de pau de dizerem que participaram de toda a confecção da Norma. Lamentável...

Tem uma turma de engenheiros que está sempre se nivelando por baixo. Estão sempre querendo fazer reserva de mercado e mendigando emprego por meio de projetinhos de lei... Uma vergonha para a Engenharia!
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domingo, 27 de janeiro de 2019

A verdade sobre a morte de aves por colisão com turbinas eólicas
Emerson Tormann20:05


Muitas são as pessoas e entidades que gostam de apontar as turbinas eólicas como máquinas impiedosas e brutais, responsáveis pela morte de grandes populações de aves.

Existe um estudo que lança luz sobre esta grande controvérsia.

De acordo com um estudo realizado pelo American Wind Wildlife Institute, as turbinas eólicas são responsáveis ​​por cerca de 214.000 a 368.000 mortes por ano.

Apesar de cada morte ser algo importante e assim deve ser evitado, este número é pequeno quando comparado com as mortes devido a colisões com torres de rádio e de telecomunicações.

As torres de rádio e telecomunicações são hoje responsáveis pela morte de 6,8 milhões de aves por ano.

O estudo da American Wind Wildlife Institute incidiu sobre pequenos passeriformes (Passeriformes é uma ordem da classe Aves, conhecidos popularmente como pássaros ou passarinhos) da América do Norte e as evidências mostram que apenas 0,01% dessas aves colidem com as turbinas eólicas.

Por incrível que pareça, o gato da vizinhança causa muito mais danos a populações de aves, os gatos são responsáveis pela morte de 1,4 a 3,7 bilhões de aves por ano.

Em simultâneo, a Sociedade Nacional Audubon divulgou resultados que mostram que mais de metade de todas as espécies de aves nos Estados Unidos estão ameaçadas pela mudanças climáticas, o que faz com que as energias alternativas como a energia eólica sejam ainda mais importantes na preservação das populações de aves em geral.

O American Wind Wildlife Institute vai patrocinar outro estudo, desta vez para examinar o impacto que as turbinas eólicas têm em aves de maior porte, como falcões e águias.

Apesar das novas conclusões que esse estudo possa trazer, uma coisa é certa: de todas as muitas ameaças que pesam sobre as aves de hoje, as turbinas eólicas não estão no topo da lista.

As alterações climáticas, são outro lado a verdadeira ameaça para a vida das aves.

Qual a sua opinião sobre a morte de aves devido a colisões com turbinas eólicas?

Fonte: Portal Energia

domingo, 20 de janeiro de 2019

Saiba como será o ano de 2019 para preços e taxas de painéis solares fotovoltaicos
Emerson Tormann14:56


Investir em energia solar vai ser mais atrativo no ano 2019! A abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, bem como uma mudança no paradigma das energias renováveis em países como Espanha ou Hungria, farão com que a participação da União Europeia no mercado da Energia Solar suba para 12%.

Acredita-se mesmo que haja países que superem os milhares de MW instalados no decorrer do ano 2019. Sendo um desses, Espanha.

Tendo por base o aumento do interesse pelas energias renováveis que ocorreu durante o ano de 2018, e devido a fatores políticos e sociais europeus, e nas estimativas realizadas por vários especialistas, o Investment Group, prevê que a capacidade de energia solar por toda a Europa ultrapasse os 9,5 GW a 13,5 GW (42,1%) no final de 2019. Números que levam a União Europeia a deter 12% do mercado mundial da energia solar.

O Investment Group perspetiva que “A popularidade da energia solar pela Europa tem vindo a aumentar, muito devido à abolição de taxas sobre os painéis solares fabricados na China, taxas que eram aplicadas pela Comissão Europeia. Esta abolição significa que o preço dos painéis solares irá baixar uns 30%, sendo que o mercado será ‘inundado’ pelos fabricantes chineses. O resultado, espera-se que o mercado da Energia Solar europeu aumente cerca de 11300 milhões de euros”.
O Investimento nas energias renováveis – Energia solar

Além disso, relembraram que em dezembro de 2018, a União Europeia reforçou o seu compromisso para com as energias renováveis. Compromisso em que pediu aos seus estados membros que aumentem as quotas das energias renováveis 32% até 2030, invés dos 27% que estavam já planeados (um aumento de 5%).

Andrius Terskovas, diretor do Grupo de Investimentos e Negócios do Investment Group, destacou 2 países em especial… Espanha e Hungria. “Estes 2 países, que tradicionalmente dependem de fontes de energia como carvão e gás, têm vindo a assumir compromissos abertos para o um futuro baseado nas energias renováveis. Para isso, Espanha, comprometeu-se a consumir 100% de energia de fontes renováveis até 2050. A Hungria fez o mesmo… mas pretende abolir o consumo de carvão até 2030!”.
Países que mudaram paradigma das energias renováveis

O maior consumidor de carvão europeu, é a Polónia, e mesmo eles já têm planos para iniciar a fase de transição para as energias renováveis. O Investment Group no decorrer de 2018 deu início ao seu projeto de investimento de 24 MW solares, sendo que o projeto final terá na Polónia 43 MW. Capacidade equivalente a 15% de todo o mercado polaco de energia solar, e que será o maior da Europa Central e Oriental.

Por outro lado, temos a Alemanha, o maior produtor de lignito da União Europeia e um dos principais consumidores de carvão europeus, que tem vindo a melhorar as suas credenciais ecológicas nos últimos 12 meses.

“Durante os primeiros 6 meses de 2018, a Alemanha estabeleceu um novo recorde de energia renovável depois de obter 41,5% de toda a energia consumida a partir da energia solar fotovoltaica, eólica e biomassa; um aumento que equivale a mais 4% que no ano de 2017”, dados também do Investment Group.

“Para 2022, o governo alemão planeia acabar com toda a energia nuclear, ao fechar as portas das atuais centrais nucleares no ativo”.

Por todos estes motivos, nos próximos anos, investir na energia solar fotovoltaica será um excelente negócio. Pois os painéis solares irão ficar mais baratos, e novas tecnologias surgirão para maximizar os seus rendimentos.

Fonte: Notícias e empregos sobre Energias Renováveis