sábado, 28 de maio de 2016

Distrito Federal ganha nono dígito neste domingo 29
Emerson F. Tormann16:33

Usuários terão quatro meses para se adaptar à mudança, e só depois de 5 de setembro as ligações com apenas oito números não serão mais completadas. Operadoras disponibilizam aplicativos para atualização de agendas

9º Dígito celulares Brasília DF

Amanhã, todos os celulares de Discagem Direta à Distância (DDDs) iniciados com 6 passam a ter o nono dígito. Será preciso acrescentar o número 9 na frente da combinação de cada linha telefônica. A mudança ocorre no Distrito Federal (61) e nos estados de Goiás (61, 62 e 64), Tocantins (63), Mato Grosso (65 e 66), Mato Grosso do Sul (67), Acre (68) e Rondônia (69). O principal objetivo da medida é aumentar as possibilidades de combinações e ampliar o volume de linhas disponíveis. Não há alterações em telefones fixos. Porém, quando o usuário for ligar de um fixo para um celular, o nove é necessário.

A Anatel prevê quatro meses de adaptação à mudança. Por isso, a partir de domingo até 7 de junho, as chamadas serão realizadas normalmente, discando apenas os oito números de origem ou acrescentando o número 9 na frente. A partir de 8 junho, até 5 de setembro, os usuários que efetuarem as chamadas sem o novo dígito ouvirão uma mensagem orientando sobre o novo formato de discagem. Somente após esse período, as chamadas com a discagem incompleta não serão realizadas.

Entre os objetivos da medida, estão o aumento da expansão de disponibilidade de números para a telefonia celular, a garantia de números para as novas aplicações e serviços e a padronização de chamadas no país todo. Além das adequações técnicas por parte das prestadoras de serviço de telecomunicações, essa medida demandará da sociedade a realização de eventuais ajustes em aparelhos e sistemas privados como, por exemplo, equipamentos PABX e agendas de contatos.

O coordenador de numeração da Anatel, Afonso Feijó, explicou que havia outra alternativa para viabilizar a capacidade de novas linhas telefônicas, com a criação de mais um número DDD para as regiões mais sobrecarregadas, como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas para isso seria necessário discar 11 dígitos para efetuar ligações locais. Diante da grande confusão do excesso de números, a Anatel optou pelo acréscimo do nono dígito, a fim de criar um modelo padrão para todo Brasil. “A escolha proporcionou quase o dobro da oferta de novos números, de 37 milhões para 90 milhões, só na cidade de São Paulo”, afirmou.

» Saiba mais sobre o 9º dígito no site da ANATEL

O nono dígito já foi implementado em 17 unidades da Federação. Para completar o país, depois dos três estados do Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás), dos três do Norte (Tocantins, Acre e Rondônia) e do Distrito Federal, cuja mudança começa neste domingo, faltará apenas a Região Sul para que celulares de todo o país tenham nove dígitos. A mudança em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e Paraná, cujos DDDs iniciam com 4 e 5, começará em novembro. “Os custos gerados são absorvidos pelas prestadoras de serviço, para não prejudicar o consumidor”, assegurou Feijó.

Atualização

Apesar de simples, a medida ainda é desconhecida de muita gente. Para informar os clientes, as operadoras estão enviando mensagens de texto (SMS), alertando sobre a mudança. As empresas também publicaram anúncios, veicularam propagandas e têm enviado a informação nas faturas dos clientes. Todas elas disponibilizam aplicativos que simplificam a atualização da agenda do celular.

Para quem preferir, a Leucotron Telecom, empresa que desenvolve soluções em telecomunicações, também disponibiliza o aplicativo 9º Dígito que realiza, de forma automática, a inclusão do nono dígito. “O objetivo é executar a mudança de forma automática, otimizando o tempo na gestão das agendas das pessoas”, esclareceu Antonio Claudio de Oliveira, diretor de negócios da empresa.

O diretor do Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Sérgio Kern, atribui a inclusão do nono dígito à necessidade de expansão que se deu inicialmente na cidade de São Paulo e se espalhou por todo território brasileiro. “Achamos a medida importante, pois, sem o recurso de numeração, a comunicação ficaria impossível. A mudança é gradativa, tranquila e transparente; além disso, a medida não causa nenhum transtorno ao consumidor, as pessoas se adaptam rapidamente”, assegurou.

Nem todo mundo, no entanto, gostou da medida. “Já que há tanta necessidade de mais disponibilidade de números, as empresas de telefonia deveriam se reunir para criar algum tipo de tecnologia que não interferisse nos hábitos já enraizados pelos clientes”, reclamou o gestor financeiro, Wilson Raelison, 23 anos.

A estudante Marina Ferreira, 20, acredita que o governo deveria rever outras coisas presentes no sistema telefônico antes de acrescentar mais um dígito. “Acho que a medida vai trazer muita melhoria no atual sistema, mas vejo dificuldade para as pessoas mais idosas. Geralmente, elas não têm facilidade de ligar. Acrescentar mais um dígito é outro desafio”, disse.

Marina reclamou que os celulares já têm oito dígitos. “É número demais para lembrar. Às vezes, tem o DDD e o código da operadora. Os contatos da agenda vão ficar parecendo uma periódica”, brincou. “Minha mãe, por exemplo, não vai se acostumar ao novo método tão cedo. Os números ficam anotados para que ela não esqueça”, contou.

Facilidade

O aplicativo 9º Dígito Leucotron é gratuito e está disponível para plataformas Android, nas lojas Google Play, e para IOS, na Apple Store. Funciona para todas as operadoras e permite relacionar os números que serão modificados, adicionar DDD e incluir Código de Seleção de Prestadora (CSP). O aplicativo identifica as operadoras que já estão trabalhando com o nono dígito e merecem o acréscimo do nove.

Fonte: CB


Torre de TV - Brasília / DF
Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter