terça-feira, 6 de outubro de 2015

Microsoft e Tesla apostam no desenvolvimento de baterias inteligentes
Emerson F. Tormann17:01

Pesquisadores estudam a possibilidade de baterias serem controladas por assistentes virtuais. Tecnologia poderia beneficiar drones, óculos inteligentes e wearables





Para maximizar o tempo de vida de uma bateria, pesquisadores da Microsoft, Tesla e outras companhias propuseram combinar diferentes tipos de baterias dentro de um mesmo dispositivo, administradas pelo próprio sistema operacional.

Testes conduzidos pelos pesquisadores mostraram que "misturar" e combinar baterias poderia melhorar a vida útil das mesmas em um wearable em cerca de uma hora, uma otimização de 22%.

Diferente de melhorias fundamentadas na tecnologia das baterias, – o que não se trata o estudo – melhorias geradas pelo Software-Defined Batteries (SDBs) ou Baterias Definidas por Software seriam personalizadas, diz a pesquisa. E elas seriam limitadas, em parte, às baterias que as fabricantes incluem nos seus próprios aparelhos.

Por que isso importa

Geralmente assumimos que a bateria em um telefone, tablet ou PC quando cheias, trata-se de um recipiente onde a energia é armazenada e, em seguida, é retirada gradualmente para energizar aparelhos.

Mas o estudo nota que há diferentes tipos de baterias, com diferentes químicos, cada uma com características distintas de carregamento e descarregamento.

E nem toda bateria química conta com a “mistura” ideal: uma bateria de alta capacidade pode levar horas para ser carregada, enquanto baterias de rápido carregamento podem não armazenar muito. Nós já usamos dispositivos com hubs de sensores e controladores especializados, então por que não baterias especializadas, certo?

Inteligentes e especializadas

Esse é o objetivo do SDB. “Considere um dispositivo que é limitado pelo seu volume, tal aparelho consegue dedicar metade de sua capacidade para carregamento rápido da bateria e a outra metade para uma bateria de alta densidade de energia”, diz o estudo.

Isso permite que o dispositivo atinja a seguinte troca: obter cerca de 50% da carga de forma realmente rápida e ainda perder apenas uma pequena parte de sua capacidade de energia.

O mesmo estudo argumenta que nós precisaremos de uma maneira em que o sistema converse com a bateria. Atualmente, é mais comum uma via de mão única. Um controlador de carga dedicado carrega a bateria de acordo com sua própria programação, e o sistema pede simplesmente, e periodicamente, para uma atualização de status.

O que o estudo propõe é que o Windows ou outro sistema operacional, na verdade, se comunique com o carregador e o controle, de modo que a vida total da bateria do sistema possa ser otimizada.

Mas não é uma operação simples. Considere, assim como a pesquisa faz, um cenário em que você está prestes a fazer uma viagem de cinco horas através do país. Provavelmente, você gostaria que o seu laptop carregasse ao longo da noite, para que você consiga armazenar energia suficiente para oito horas sou mais.

Mas a questão é que você terá de sair em 20 minutos e talvez tenha outros 15 no aeroporto. Nesse caso, você vai precisar que o seu laptop carregue rápido, para maximizar a quantidade de tempo que você precisará para trabalhar quando estiver no avião. Afinal, não é todo avião que lhe permite tomadas.

Se o calendário no seu computador (ou a assistente virtual da Microsoft, Cortana) souber de sua viagem, ele permitirá a opção de carregamento super rápido da bateria.

Colocar o carregamento sob o controle do Windows (ou Google Now ou OS Mac) também permitiria otimizações para serem aplicadas rapidamente – seu dispositivo aprenderia como carregá-los, assim como aprender sobre sua agenda, sua voz e outras coisas sobre você.

No caso de um wearable, a Microsoft combinou uma bateria flexível de baixa eficiência em uma pulseira com uma bateria mais eficiente de íon-lítio.

Ao saber que o usuário estava em estado de repouso, a pulseira se colocava em estado de baixa energia, puxando energia da bateria dobrável menos eficiente. No entanto, quando o usuário definia o dispositivo para uma corrida, quando a frequência cardíaca e distância percorrida precisam ser acompanhadas de perto, o wearable busca energia da bateria íon-litio

Segundo os pesquisadores, o SDB não exigiria nenhum custo adicional para a lógica de controle, e poderia beneficiar uma grande variedade de dispositivos, incluindo aí drones, óculos inteligentes e veículos elétricos.

O próximo passo? Testar a tecnologia com assistentes virtuais como a Cortana e o Google Now para checar se elas conseguem de falto controlar o SDB.

Fonte: Mark Hachman, PC World (EUA)


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Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter