terça-feira, 6 de outubro de 2015

Alunos desenvolvem barco movido a energia solar
Emerson F. Tormann17:08

Embarcação será utilizada no Desafio Solar Brasil, uma espécie de rali para protótipos do tipo. Piloto será um aluno de 18 anos, que possui habilitação de arrais-amador


barco movido à energia solar, Batizado de Vida que Segue


Alunos da Escola Henrique Lage, em Niterói, que pertence à rede da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) construíram um barco movido à energia solar. Batizada de Vida que Segue, a embarcação é do tipo monocasco e conta com seis painéis para a captação da
energia do sol, além de três baterias, um gerenciador e sistema de controle de velocidade. O barco também obedece a todas as normas de segurança, possuindo boia, cabo de segurança para reboque, âncora e bomba de porão (equipamento que evita o acúmulo de água.

O Vida que Segue será utilizado na competição Desafio Solar Brasil 2015, que será realizada entre os dias 11 e 15 de novembro, em Búzios, na Região dos Lagos. Para participar do evento, que é uma espécie de rali de barcos movidos à energia solar, o monocasco sofrerá adaptações e ganhará quatro módulos solares mais potentes - de 240 watts, cada -, e também um rádio comunicador.

O piloto do barco será um aluno da Faetec de 18 anos, que possui habilitação de arraisamador. Outra embarcação da escola de Niterói, o catamarã Henrique Lage, também integrará a disputa nacional, que é organizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
e tem o intuito de estimular o desenvolvimento de tecnologias para fontes limpas de energia. A Faetec Henrique Lage conquistou a segunda colocação na última edição do evento, em 2014.

Os alunos que desenvolveram o projeto de construção do barco cursam o Ensino Médio Técnico em Máquinas Navais e Técnico em Construções Navais. Para criar o Vida que Segue, os jovens tiveram que colocar em prática conhecimentos que foram ensinados em sala de aula,
como circuito elétrico, construção de motor e funcionamento de painéis solares.

"É muito importante que os alunos saibam criar projetos de energia limpa, usando tecnologias e recursos disponíveis para preservar o meio ambiente. Além de atuar diretamente na construção do barco, adquirindo experiência e prática, os estudantes também se tornam agentes multiplicadores desse ideal de sustentabilidade. Nossa turma será uma das poucas escolas de Ensino Médio a participar do Desafio Solar, cujos competidores são, na maioria, universitários", explicou o coordenador do curso Técnico de Máquinas Navais, Sérgio Lima, que, desde 2009, orienta os jovens no projeto de construção de barcos movidos à energia solar.

Aluna do curso técnico de Máquinas Navais, Larissa Monte Christo, de 17 anos, é uma das jovens que ajudou na construção. Para a adolescente, o projeto contribui para a divulgação do uso de energias alternativas.

"O Brasil não aproveita todo o potencial da energia solar e essa iniciativa ajuda a difundir essa ideia, de que é possível construir equipamentos e inovações tecnológicas sem utilizar poluentes ou provocar danos ao meio ambiente", disse Larissa que, quando fizer 18 anos, pretende conquistar a habilitação de arrais-amador só para pilotar um barco da escola no próximo Desafio Solar.

Já Fernando Antônio Lucchetti, de 17 anos, também estudante do curso Técnico de Máquinas Navais, destacou que uma das vantagens de participar do desafio é o intercâmbio de experiências com estudantes de outros estados brasileiros.

"Podemos conhecer profissionais e trocar informações com universitários e técnicos da área de tecnologia de várias partes do Brasil, aprendendo coisas novas. É uma experiência valiosa", afirmou o estudante.

A iniciativa também conta com o apoio de outros docentes da unidade, como o professor Ricardo Barbosa Söldon, que leciona Eletrotécnica, e auxiliou na construção da parte elétrica.

"Esse tipo de ação traz reconhecimento para a escola e serve de incentivo para que outros alunos também se envolvam em projetos de tecnologia e de sustentabilidade. Ao se empenhar na iniciativa, os jovens se desenvolvem técnica e profissionalmente", explicou o docente.

Fonte: Jornal do Commercio (RJ)


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Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter