quinta-feira, 30 de julho de 2015

Com chuvas bandeira pode mudar
Emerson F. Tormann15:32



O aumento no volume de chuvas e a inesperada recuperação do nível de água dos reservatórios em período seco podem contribuir para uma queda nas tarifas de energia já em 2015. A possibilidade ainda é vista com ressalvas, mas já passa a ser aventada pela equipe de análise do banco Santander. Em relatório, o banco destaca que a bandeira vermelha em vigor desde o início do ano poderia ser convertida para a cor amarela durante o quarto trimestre. A medida reduziria o custo da energia em 6% e, de quebra, contribuiria para uma aceleração menos expressiva da inflação oficial (IPCA) em 2015.

O documento mostra uma mudança na percepção quanto às operações do sistema elétrico neste momento. Se até o mês passado a mudança da bandeira era considerada improvável, hoje a possibilidade já está associada à continuidade do forte volume de chuvas registrado em julho.

O sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde janeiro, prevê que o custo da energia paga pelo consumidor terá acréscimo sempre que a atividade de geração estiver adversa. No caso da bandeira vermelha, mantida desde o início do ano, o acréscimo é de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na bandeira amarela, o valor estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é de R$ 2,50 para cada 100 kWh.

A definição da bandeira está associada diretamente ao Custo Variável Unitário da usina mais cara em operação no sistema. Com a recente queda da demanda e o aumento das chuvas, sobretudo nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte, o ONS teria condições para desligar as térmicas mais caras.

Fonte: O Estado de S. Paulo


Torre de TV - Brasília / DF
Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter