sábado, 13 de junho de 2015

Scania prevê alta na venda de motores
Emerson F. Tormann10:01



Conhecida principalmente pela fabricação de caminhões e ônibus, cujo mercado brasileiro está em queda, refletindo a crise econômica, a sueca Scania está aumentando a aposta no mercado de energia elétrica. A companhia prevê um crescimento de 15% das vendas de motores a diesel para geração de energia no Brasil em 2015, no compasso do quadro de hidrologia critica e operação plena das térmicas no país.

"Especificamente em geração de energia no Brasil, crescemos no ano passado cerca de 19%. E este ano, mesmo com toda a crise que estamos observando, já temos uma previsão de crescimento da ordem de 15%, baseada na nossa performance do primeiro semestre e na previsão de vendas do segundo semestre" afirmou Fábio DAngelo, executivo da área de motores industriais e marítimos para a América Latina.

Segundo ele, a expectativa é que o cenário energético permaneça igual por, no mínimo, três anos, dado ao baixo nível de acumulação nos reservatórios hidrelétricos e a necessidade de recuperação a patamares satisfatórios. "Mesmo que tenhamos um ciclo positivo de chuvas no ano que vem, ainda temos um déficit muito grande na capacidade de armazenamento hoje. E espera-se que a retomada da economia comece a dar sinais positivos a partir do quarto trimestre deste ano. Então espera-se que no ano que vem tenhamos uma economia mais aquecida, demandando mais energia do sistema".

A estratégia da Scania é voltada para o ganho de eficiência de motores de menor porte para grupos geradores modulares. Um exemplo foi o da usina Xavantes, em Goiânia (GO), do grupo OnCorp, que substituiu 37 geradores a diesel, de 1.600 quilowatts (kW), por 180 máquinas de 325 kW. A troca permitiu a redução do consumo de diesel de 275 litros para 252 litros por megawatt gerado. Com a operação plena da usina nos últimos anos, o grupo economizou mais de R$ 2 milhões/ano com combustível e reduziu a emissão de gases poluentes. Segundo Brian Brewer, sócio-diretor da On Corp, a mudança também proporcionou uma redução de 75% do custo de manutenção da usina.

A visão da Scania é similar a da compatriota Volvo, que prevê um crescimento de 10% a 15% da demanda por geradores térmicos no país até 2017. A companhia está investindo R$ 10 milhões para iniciar a produção de motores industriais no Brasil no primeiro semestre de 2016. A meta é produzir cerca de 10 mil propulsores a diesel nos próximos dois a três anos.

No caso da Scania, a companhia já produz os equipamentos em sua fábrica em São Bernardo do Campo. Na unidade, a única de motores da empresa fora da Suécia, são produzidos hoje cerca de 30 mil máquinas por ano, para todas os segmentos, inclusive veicular. A produção, no entanto, pode facilmente ser triplicada, caso haja necessidade, com a implementação de outros turnos e as ações de ganho de produtividade em andamento.

Segundo DAngelo, a produção local de motores é um diferencial, pois garante um índice de nacionalização que permite o acesso a linha de financiamento mais barata do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a fabricantes de bens de capital na aquisição de componentes.

Com o objetivo de reduzir as emissões de gases poluentes, a Scania planeja lançar nos próximos anos motores movidos a gás natural. O projeto é desenvolvido pela companhia na Suécia.

No ano passado, as vendas de motores industriais e marítimos da Scania para a região da América totalizaram 3,1 mil unidades, um crescimento de 8,6% em relação ao ano anterior. A região responde por aproximadamente 40% do total das vendas de motores da companhia no mundo.

Em 2014, a Scania registrou faturamento da ordem de US$ 2,2 bilhões, em todas as unidades de negócio, na América Latina. A região possui cerca de 6,3 mil funcionários. No Brasil, o total de empregados é de cerca de 3,4 mil pessoas. (Colaborou Eduardo Laguna, de São Paulo)

Fonte: Valor Econômico


Torre de TV - Brasília / DF
Sobre o blogueiro Emerson F. Tormann Possuo conhecimentos avançados em engenharia de redes de computadores e infra estrutura de servidores (o famoso CPD). Cabeamento estruturado: lógica, elétrica estabilizada (nobreak/gerador) e telefonia (centrais telefônicas). CFTV e sistemas de monitoramento e inspeção remotos. Facebook e Twitter